RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Saudi Aramco transfere participação na PRefChem para a Petronas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

A Saudi Aramco anunciou a transferência do controle total da PRefChem para a Petronas, empresa com sede na Malásia. Com a operação, a Petronas passa a deter integralmente a empresa após assumir a participação acionária da Aramco no negócio.

Segundo as empresas, a transação foi concluída em termos acordados mutuamente entre as partes. A transferência fará com que a PRefChem se torne uma subsidiária integralmente controlada e operada pelo grupo Petronas.

Apesar da mudança societária, Aramco e Petronas afirmaram que continuarão explorando possibilidades de cooperação estratégica e acordos comerciais após a conclusão da transferência.

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Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir desta segunda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

A partir desta segunda-feira (25), trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para utilizá-lo no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal.

Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso.

O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados.

O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação. Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.

Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões.

Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia;Ter renda mensal de até cinco salários mínimos;Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos.

➡️Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, tenham dívidas bancárias, e queiram usar o FGTS para pagar dívidas, poderão fazer duas retiradas.

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

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Petróleo cai mais de 5% com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

Os preços do petróleo caíram mais de 5% nesta segunda-feira (25) e atingiram o menor nível em duas semanas, diante do aumento do otimismo de que Estados Unidos e Irã estejam próximos de um acordo de paz.

Apesar disso, os dois países ainda divergem sobre pontos importantes, como a reabertura do Estreito de Ormuz.

🛢️ Por volta das 7h46 (horário de Brasília), o preço do barri de petróleo tipo Brent recuava 5,51%, a US$ 94,69. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caía 5,81%%, para US$ 90,99 por barril.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e o Irã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito.

Ainda assim, os dois lados seguem em desacordo sobre questões consideradas centrais. No domingo, Trump afirmou ter orientado seus representantes a não acelerarem as negociações.

“Já vimos esse cenário antes, mas as negociações acabaram fracassando. Por isso, o mercado deve continuar cauteloso e evitar reações exageradas”, disse Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING.

Nesta segunda-feira, os dois países também reduziram as expectativas de um avanço rápido nas conversas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington espera chegar a um “bom acordo” com o Irã ou adotará “outra abordagem”.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o país negocia o fim da guerra e que, neste momento, não trata de questões nucleares.

Analistas avaliam que a normalização do fluxo de petróleo pelo estreito ainda deve levar meses, enquanto instalações de petróleo e gás danificadas passam por reparos.

“Continuamos acreditando que o principal fator para o mercado de petróleo são os fluxos físicos da commodity e, até agora, o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue limitado”, afirmou Giovanni Staunovo, analista da UBS.

Segundo dados de navegação, dois navios-tanque carregados com gás natural liquefeito deixavam o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira com destino ao Paquistão e à China.

Além disso, um superpetroleiro carregado com petróleo iraquiano saiu do Golfo rumo à China no sábado, após permanecer retido por quase três meses.

Nos Estados Unidos, empresas do setor de energia reagiram à alta dos preços domésticos ampliando, pela quinta semana seguida, o número de plataformas de petróleo e gás natural em operação — algo que não acontecia desde fevereiro de 2025.

O total de plataformas de perfuração, indicador da produção futura, subiu em sete unidades na semana encerrada em 22 de maio, chegando a 558, o maior nível desde junho de 2025.

Ainda assim, a Baker Hughes informou que o número permanece oito plataformas abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

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BC diz que liquidação do Master não gerou risco de crise ao sistema financeiro; clientes ressarcidos levaram dinheiro a bancos maiores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos no sistema financeiro nacional.

A análise consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.

"Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Créditos] direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras (IFs) de maior porte e de maior relevância sistêmica", acrescentou o BC.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia dito que o banco Master relativamente pequeno para oferecer um "risco sistêmico", e que sua liquidação não oferecia risco.

"Concordo que isso está consternando as pessoas, não é o passivo [dívida do Master]. Mas o que foi feito com o dinheiro. Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, na ocasião.

A liquidação do conglomerado do banco Master foi anunciada pelo BC em novembro do ano passado, retirando a instituição financeira do mercado. Na mesma época, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos.

"O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN [sistema financeiro nacional] permanece com capitalização e liquidez confortáveis, e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário", avaliou a autoridade monetária.

A instituição informou, ainda, que a rentabilidade das instituições financeira permaneceu praticamente estável no segundo semestre do ano passado, demonstrando "resiliência e capacidade de gerar lucros para aumentar o capital".

"O crescimento dos resultados operacionais, ainda que em ritmo menor, compensou o aumento do custo com provisões. A margem de crédito seguiu pressionada pela elevação do custo de captação. A rentabilidade continua sem perspectiva de aumento em razão das condições financeiras restritivas e da moderação da atividade econômica, que podem reduzir o crescimento do crédito e das receitas de serviços e aumentar a inadimplência", concluiu.

Há 16 minutos Fantástico Ostentação de Deolane criou cenário fértil para lavar dinheiro, diz políciaHá 16 minutosProximidade entre Deolane e cunhada de Marcola ampliou suspeitasHá 16 minutosEXCLUSIVO: Vídeo mostra polícia prendendo Deolane de pijama em casa

Há 11 horas Fantástico O que a disputa inesperada entre PCC e CV em SP revela Há 11 horasQue bolada 💰💰💰Dono de lotérica é um dos ganhadores de prêmio de R$ 168 milhões

Há 3 horas Ceará Moradores de Dubai e dos EUA estão entre os vencedores Há 3 horasBolão vencedor de R$ 168 milhões custou R$ 313 milHá 3 horasIgreja CatólicaPapa critica IA na guerra por ‘confiar decisões letais a sistemas artificiais’

Há 30 minutos Mundo Leão XIV lançou sua 1ª encíclica; entenda importânciaHá 30 minutosIrmãos são ordenados padres no mesmo diaHá 30 minutosGabriel GanleyCorpo de fisiculturista foi encontrado por amigo em apartamento, em SP

Há 6 horas São Paulo Gabriel relatou ter passado mal após usar insulina; entenda riscosHá 6 horasPor que fisiculturistas usam insulina e o que torna a prática perigosa

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Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima primeira semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que ultrapassou a barreira dos 5%. Esta é décima primeira semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 95 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,92% para 5,04%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4% para 4,01%;➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,65%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo reduções no decorrer do ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,89%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,17 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,27 para R$ 5,26 por dólar.

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INSS inicia o pagamento da segunda parcela do 13º; veja o calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta segunda-feira (25) a segunda parcela do 13º salário antecipado pelo governo federal.

Os pagamentos seguem até 8 de junho, conforme o número final do cartão do benefício, e devem injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS).

Os beneficiários podem consultar o valor do abono pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Extrato de Pagamento”.

final 1: 25 de maio;final 2: 26 de maio;final 3: 27 de maio;final 4: 28 de maio;final 5: 29 de maio;final 6: 1 de junho;final 7: 2 de junho;final 8: 3 de junho;final 9: 5 de junho;final 0: 8 de junho,

final 1 e 6: 1 de junho;final 2 e 7: 2 de junho;final 3 e 8: 3 de junho;final 4 e 9: 5 de junho;final 5 e 0: 8 de junho.

Têm direito ao pagamento segurados que receberam, em 2026, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.

Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia, que por lei não têm direito ao 13º.

Site ou app Meu INSS → Acesse com CPF e senha, selecione “Extrato de Contribuição” e baixe o PDF.Telefone 135 → Atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar CPF e responder perguntas de segurança.

⚠️ O INSS ressalta que não existe pagamento de 14º salário, como circulam em mensagens falsas nas redes sociais.

Além do 13º, os aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS começam a receber os pagamentos referentes ao mês de maio a partir desta segunda-feira.

Os depósitos começam para quem recebe até um salário mínimo. Em seguida, passam a ser feitos os pagamentos para quem ganha acima do piso nacional.

O calendário também é organizado de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). (veja aqui o calendário completo)

Há 28 minutos Fantástico Ostentação criou cenário fértil para lavar dinheiro, diz políciaHá 28 minutosProximidade entre Deolane e cunhada de Marcola ampliou suspeitasHá 28 minutosEXCLUSIVO: Vídeo mostra polícia prendendo Deolane de pijama em casa

Há 12 horas Fantástico O que a disputa inesperada entre PCC e CV em SP revela Há 12 horasQue bolada 💰💰💰Dono de lotérica é um dos ganhadores de prêmio de R$ 168 milhões

Há 3 horas Ceará Moradores de Dubai e dos EUA estão entre os vencedores Há 3 horasBolão vencedor de R$ 168 milhões custou R$ 313 milHá 3 horasIgreja CatólicaPapa critica IA na guerra por ‘confiar decisões letais a sistemas artificiais’

Há 42 minutos Mundo Leão XIV lançou sua 1ª encíclica; entenda importânciaHá 42 minutosIrmãos são ordenados padres no mesmo diaHá 42 minutosGabriel GanleyCorpo de fisiculturista foi encontrado por amigo em apartamento, em SP

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Dólar inicia a semana de olho em acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 09:17

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (25) em queda, recuando 0,54% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,0008. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No cenário internacional, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã aumentou as expectativas de um possível acordo de paz e da reabertura do Estreito de Ormuz.

Em meio a esse cenário, os preços do petróleo caíam mais de 5% nesta segunda-feira. Por volta das 7h46, o barril do Brent recuava 5,51%, a US$ 94,69, enquanto o WTI dos Estados Unidos caía 5,81%, para US$ 90,99.

▶️ No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz.

▶️ Apesar do avanço nas conversas, os dois lados ainda divergem sobre temas considerados centrais. No domingo, Trump afirmou ter orientado representantes americanos a não acelerarem as negociações neste momento.

▶️ No Brasil, o foco da semana estará na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que deve apontar mais um período de desaceleração econômica. Ainda nos próximos dias, o IPCA-15 deve trazer pistas sobre a inflação de maio.

▶️ Já no campo político, o Congresso deve manter o foco em duas PECs de grande repercussão: na Câmara, a atenção se concentra na PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6×1. Já no Senado, segue no radar a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira diante do impasse entre EUA e Irã nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio, embora novas declarações tenham renovado a expectativa de avanço nas conversas.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que houve “algum progresso” nas negociações, mas reconheceu que ainda não há acordo.

Segundo ele, o governo de Donald Trump prefere uma solução diplomática, embora mantenha outras alternativas caso as conversas fracassem. O principal impasse continua sendo o programa nuclear iraniano e a situação do Estreito de Ormuz.

Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou que ainda vê “50% de chance” de um acordo entre EUA e Irã, mas alertou que o Irã pode acabar dificultando as negociações ao endurecer sua posição. Segundo ele, a região precisa de uma solução política para evitar uma nova escalada militar.

Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã informou que 35 embarcações comerciais, incluindo petroleiros e navios de carga, atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização iraniana nas últimas 24 horas.

Nos EUA, o cenário político também aumentou a cautela dos investidores. Parlamentares adiaram uma votação que poderia pressionar Trump a retirar o país da guerra.

Em seu discurso de posse nesta sexta-feira, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que pretende conduzir uma agenda “voltada para reformas” à frente do banco central americano.

🔎 Warsh assume o comando do Fed em um momento delicado para a economia dos EUA. Por isso, o mercado acompanha de perto os próximos passos do novo chefe da instituição, já que as decisões sobre os juros americanos influenciam o dólar, as bolsas globais e até a economia brasileira.

Indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, Warsh chega ao cargo após críticas frequentes de Trump à resistência de Powell em cortar os juros.

Apesar disso, analistas veem Warsh como um nome técnico, com histórico de atuação mais rígida no combate à inflação. (leia a análise completa)

Hoje, a principal dúvida do mercado é se o novo presidente manterá juros elevados para controlar a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes mais adiante. A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão inflacionária e tornou mais difícil uma redução dos juros.

Durante a cerimônia de posse na Casa Branca, Trump afirmou que deseja que Warsh atue com “total independência” no comando do Fed.

“Não olhe para mim, não olhe para ninguém, apenas faça o que tem que fazer”, declarou o presidente americano.

Em Wall Street, as bolsas ainda sustentaram um tom positivo. O S&P 500 fechou em alta de 0,37%, o Dow Jones subiu 0,58% e Nasdaq avançou 0,19%.

Já as bolsas europeias fecharam em alta, com investidores mais otimistas diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã.

O setor de tecnologia liderou os ganhos, impulsionado pelo otimismo com inteligência artificial e pelos resultados da NVIDIA.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,22%, aos 10.466 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,15%, aos 24.888 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,37%, aos 8.115 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,70%, aos 49.510 pontos.

Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior.

Mesmo assim, as ações chinesas acumularam a segunda semana seguida de queda, pressionadas pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada pela inteligência artificial (IA).

Na China, o índice de Xangai subiu 0,87%. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, embora ainda tenha fechado a semana em queda de 0,3%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado pelas ações de tecnologia. A Lenovo disparou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A disparada do custo de vida e dos imóveis em João Pessoa com chegada de jovens que buscam ‘desacelerar’ e ‘investir’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

Disparada do custo de vida e dos imóveis em João Pessoa com chegada de jovens — Foto: CACIO MURILO/MTUR

Custo de vida baixo, ruas pouco movimentadas e praias com pouquíssimos turistas. Era assim que as pessoas encontravam a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, quatro anos atrás, quando a publicitária Rebeca Cirino, de 39 anos, se mudou de volta para lá.

Ela e o marido escolheram a cidade para fugir de São Paulo em busca de uma rotina em que pudessem "desacelerar" e tentar dar melhor qualidade de vida à filha.

A paraibana conta que percebeu o desenvolvimento da capital, se comparada há quinze anos, quando deixou a cidade. Porém, percebeu que o custo de vida aumentou, especialmente de dois anos para cá.

"Quando eu morei aqui, em 2010, era outra realidade. Hoje, a gente sente diferença em tudo, principalmente nos preços", diz Rebeca.

Seu marido, o advogado Ezequiel Ribeiro, de 35 anos, também cita aumento em despesas básicas, como mercado e restaurantes, o que, segundo ele, afeta diretamente o dia a dia.

Eles também sentiram esse impacto ao buscar um novo lugar para morar. O preço médio do metro quadrado praticamente dobrou em poucos anos: de R$ 4,5 mil, em 2019, para R$ 8 mil em 2026, segundo o índice FipeZap.

"Os preços eram bem mais acessíveis quando chegamos. Hoje, subiram muito, tanto para compra quanto para aluguel", diz Ezequiel.

A rotina do casal também mudou. "Um trajeto de carro de cinco minutos pode levar meia hora no horário de pico", diz Rebeca.

Rebeca e Ezequiel trocaram São Paulo por João Pessoa para 'desacelerar' — Foto: ARQUIVO PESSOAL via BBC

Para Ezequiel, o trânsito mais intenso está ligado ao crescimento recente, especialmente em bairros como o Bessa, zona Norte da cidade, onde o casal vive.

"É um dos bairros que está sendo mais ocupado nesses últimos anos. E, a depender do horário em que você sai de casa, você pega um trânsito considerável."

O avanço populacional ajuda a explicar as transformações. Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que João Pessoa foi a quinta capital que mais ganha habitantes no país.

Com uma taxa de crescimento de 1,19% ao ano, a capital paraibana só ficou atrás de Boa Vista (RR), Palmas (TO), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT) no levantamento.

Isso representou um acréscimo de 110 mil novos moradores em 12 anos, o que posiciona a cidade como um dos principais polos de atração populacional do país hoje. Atualmente, João Pessoa tem 833.932 habitantes, segundo o cálculo mais atual IBGE.

As mudanças recentes em João Pessoa também são percebidas por quem acompanha a cidade há mais tempo.

Morador há mais de quatro décadas, o ambientalista Marco Túlio Gusmão, de 58 anos, afirma que o crescimento urbano trouxe uma nova dinâmica para a vida na cidade.

Segundo ele, a valorização imobiliária tem sido um dos principais vetores dessas transformações.

A capital paraibana registrou a segunda maior valorização entre todas as capitais do país, com uma alta de 15,15%, índice superado apenas por Salvador (16,25%) e ficando à frente de mercados tradicionais como Vitória e São Paulo. Foi a maior alta anual da história de João Pessoa desde que a cidade começou a ser monitorada pelo Índice FipeZAP.

"Esse aumento acaba impactando o custo de vida de forma geral, refletindo em serviços, lazer e consumo cotidiano", diz Marco Túlio.

Segundo Marco Tulio, a valorização imobiliária é um dos principais fatores para o aumento do custo de vida em João Pessoa — Foto: ARQUIVO PESSOAL via BBC

Marco Túlio diz que o aumento da população, acompanhado pelo crescimento urbano acelerado, ocorre especialmente em áreas próximas ao litoral. Esse movimento, segundo ele, também alimenta discussões sobre gentrificação.

O aumento pela procura por imóveis eleva seu preço, e, com isso, cresce o risco de fazer com que as pessoas que vivem nestas áreas há mais tempo tenham que se mudar para regiões mais afastadas porque não conseguem pagar os novos preços.

O ambientalista também nota um aumento na circulação nas regiões litorâneas, impulsionado pelo turismo e pela chegada de novos moradores, principalmente após a pandemia. As praias, por exemplo, passaram a ficar mais cheias.

Esse movimento ocorre em paralelo ao crescimento da frota de veículos. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o número de automóveis na capital passou de 474 mil, em 2024, para mais de 501 mil em 2026.

O aumento reflete o adensamento urbano e impacta diretamente o tempo de deslocamento entre bairros, como mencionado por moradores da capital paraibana ouvidos pela reportagem.

Apesar das mudanças, Marco Túlio afirma que a cidade ainda mantém características que levam pessoas a se mudar para João Pessoa, como a busca por maior contato com a natureza e por uma maior qualidade de vida.

O crescimento recente de João Pessoa tem sido guiado, segundo especialistas, por decisões de planejamento urbano que influenciam diretamente a forma como a cidade se expande.

Para o geógrafo Alexandre Sabino do Nascimento, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), não se trata de um avanço desordenado, mas segue um modelo que está diretamente ligado à valorização fundiária e imobiliária.

"Não podemos dizer que a cidade está sem planejamento. O que temos é um planejamento que atende a determinados interesses", diz Nascimento.

A expansão da cidade ocorre em função do mercado, influenciando como são feitos investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura viária.

"Há uma simbiose entre a abertura de grandes vias e a criação de oportunidades para o investimento imobiliário", diz o professor.

Segundo ele, mudanças no Plano Diretor reduziram instrumentos de participação popular, como audiências públicas e conselhos urbanos. Com isso, as decisões sobre o uso da área urbana passaram a ter menor participação da população.

"Quem vive aqui está acompanhando o planejamento urbano da cidade?", questiona o pesquisador ao apontar o distanciamento entre as decisões e o cotidiano dos moradores.

Isso tem produzido impactos diretos no acesso à moradia em João Pessoa. O pesquisador cita um déficit habitacional de cerca de 50 mil domicílios na capital, com muitas famílias comprometendo mais de 30% da renda com aluguel.

Além disso, mudanças nas regras para zonas de interesse social e ambiental favorece a ocupação de áreas antes protegidas. Para Nascimento, esse modelo de crescimento aprofunda desigualdades: "Estão criando uma cidade para o mercado imobiliário".

Ele destaca que, enquanto isso, existem milhares de lotes vazios em áreas com infraestrutura urbana, que poderiam ser utilizados para habitação social.

De acordo com o pesquisador, as incorporadoras têm ampliado a compra de terrenos para formação de "bancos de terra" para empreendimentos futuros, o que reduz a oferta disponível e contribui para a elevação dos preços.

"Isso gera alta concentração de terrenos e escassez no mercado, o que encarece a cidade como um todo", afirma Nascimento.

A atuação das incorporadoras tem inclusive mudado o perfil de regiões da cidade, diz Nascimento: "O que temos agora é uma reestruturação de padrões de alguns bairros".

A Prefeitura afirma que o crescimento exige adaptação da infraestrutura e diz que tem investido em mobilidade para acompanhar a expansão.

Segundo a gestão, em nota enviada à reportagem, obras como o Complexo Viário Beira Rio e novos corredores de transporte coletivo buscam melhorar a fluidez e preparar a cidade para o aumento da demanda. A administração também destaca projetos voltados à integração viária e ao turismo.

A BBC News Brasil também voltou a procurar a Prefeitura para questionar sobre as alegações de que a expansão da capital estaria organizada em função do interesse imobiliário, mas a administração não respondeu a esse questionamento da reportagem.

A valorização imobiliária em João Pessoa se concentra, sobretudo, nos bairros da orla, onde a combinação entre turismo, novos moradores e investimentos tem redesenhado o mercado local.

O corretor Caio César de Queiroz Ferreira, que trabalha com imóveis de luxo há 15 anos na capital paraibana, diz que o movimento é puxado pela localização e perfil dos novos empreendimentos e também pelo tipo de público que a cidade passou a atrair nos últimos anos.

João Pessoa costumava receber muitos aposentados em busca de qualidade de vida, mas passou a atrair també profissionais de outras regiões, muitos com maior poder de compra e trabalho remoto.

"Existe uma presença forte de aposentados, mas o que chama mais atenção ultimamente é a vinda de um público mais jovem e economicamente ativo, que enxerga João Pessoa não só como destino de descanso, mas como lugar para viver e investir", diz Ferreira.

Esse público, aliado ao aumento dos custos da construção civil, contribui para elevar o padrão — e o preço — dos empreendimentos.

Os números do mercado ilustram essa tendência. Em março, enquanto a média do metro quadrado em João Pessoa chegou a R$ 8 mil, em Cabo Branco, um dos bairros mais valorizados, o valor atingiu R$ 12,3 mil, uma alta de 10,4% em 12 meses.

"Os bairros de alta renda hoje estão concentrados principalmente na orla. Cabo Branco e Tambaú são regiões mais consolidadas, com alta procura pelo turismo, enquanto o Altiplano se destaca como polo de alto padrão", afirma Ferreira.

"Jardim Oceania, no Bessa, tem ganhado espaço com produtos mais novos e infraestrutura urbana, e algumas regiões de Manaíra próximas ao mar também concentram imóveis de padrão elevado".

Para Rebeca, a mudança ficou evidente na tentativa de comprar um imóvel. Ao comparar com o período em que já havia morado na capital, ela relata, além do aumento generalizado dos preços, uma dificuldade maior nas negociações por conta da maior procura.

Em uma das propostas, ela conta, o proprietário se recusou a reduzir o valor pedido mesmo diante de uma oferta próxima. Em outro caso, soube que o imóvel permaneceria fechado à espera de valorização.

Esse tipo de comportamento, segundo Ferreira, está ligado ao aumento da demanda. "O crescimento populacional acontece mais rápido do que a entrega de novos imóveis no curto prazo", afirma o corretor.

Valorização do mercado imobiliário de João Pessoa se concentra, sobretudo, em bairros da orla — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Na prática, isso se traduz em reajustes expressivos, principalmente nas áreas mais valorizadas. O corretor aponta que, em alguns bairros da orla, os aluguéis já acumulam altas entre 20% e 30% nos últimos anos.

O resultado é um mercado mais competitivo, em que imóveis passam a ser tratados também como ativos financeiros, com impacto direto no custo de vida de quem já mora na cidade.

"A cidade está em um momento muito bom, com crescimento urbano e valorização constante, mas pontos como mobilidade urbana, infraestrutura e serviços precisam evoluir junto com esse aumento populacional", acrescenta o corretor.

O avanço urbano de João Pessoa também expõe fragilidades na infraestrutura básica, especialmente no saneamento.

Dados do Instituto Trata Brasil indicam que 72,36% do esgoto da cidade é coletado e encaminhado para estações de tratamento, enquanto o restante ainda tem destino incerto, podendo ir de fossas sépticas a ligações clandestinas e descarte direto em rios que deságuam no mar, explicam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Segundo o pesquisador Joácio Morais Júnior, coordenador do laboratório de pesquisa em Sistemas Ambientais Urbanos da UFPB, o ritmo de expansão da cidade não foi acompanhado pela rede de esgotamento.

"O crescimento urbano acelerado, especialmente com a verticalização na orla e a expansão para outras zonas, gera uma pressão sem precedentes, pois a infraestrutura de coleta não acompanhou esse avanço", afirma Júnior, que também é presidente do Instituto ARBOR.

Na prática, isso pode levar ao transbordamento de tubulações e ao escoamento irregular para galerias pluviais, atingindo rios e praias.

Esse cenário tem impacto direto no meio ambiente e na própria economia local. O lançamento de esgoto favorece a proliferação de algas, reduz o oxigênio da água e pode comprometer ecossistemas como recifes de coral e manguezais.

"Há risco real de danos irreversíveis. Esses sistemas têm um ponto de não retorno", diz o pesquisador. A consequência, segundo ele, vai além da degradação ambiental e pode afetar atividades como a pesca e o turismo.

Outro ponto levantado é a divergência nos dados oficiais. Enquanto levantamentos nacionais apontam índices mais baixos de cobertura, relatórios da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) indicam percentuais mais elevados.

A diferença, explica Morais, está na metodologia: parte dos dados considera apenas áreas formalmente atendidas, enquanto outros incluem regiões periféricas ainda sem cobertura plena.

"A solução técnica para o saneamento é, portanto, uma medida de sobrevivência biológica e econômica para a capital", afirma o pesquisador.

Diante desse cenário, especialistas defendem mais transparência e monitoramento contínuo. Entre as medidas apontadas estão a fiscalização de ligações clandestinas, ampliação da rede de coleta, instalação de sensores de qualidade da água e uso de soluções alternativas de tratamento em áreas não atendidas.

Também é citado o papel do planejamento urbano, com revisão de parâmetros de ocupação e proteção de áreas ambientais sensíveis.

A reportagem procurou a Cagepa, responsável pela coleta de esgoto na região, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

"Para equilibrar o crescimento acelerado de João Pessoa com a preservação ambiental e a viabilidade do turismo, as ações do poder público precisam atacar tanto a infraestrutura invisível (saneamento) quanto o planejamento visível (uso do solo)", diz Júnior.

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NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor em maio; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 04:44

Trabalho e Carreira NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor em maio; veja o que muda Atualização da NR-1 entra em vigor em 26 de maio e amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos à saúde mental. Em 2025, o país registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A atualização da NR-1, que entra em vigor em 26 de maio, amplia a obrigação das empresas sobre riscos à saúde mental no trabalho. Metas abusivas, jornadas exaustivas, pressão excessiva e assédio passam a entrar oficialmente no foco da fiscalização.

Auditores-fiscais poderão analisar jornadas, cobrança por metas, relação entre chefias e documentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A fiscalização poderá ocorrer por denúncias, dados da Previdência e inteligência fiscal.

Empresas poderão ser multadas caso não identifiquem riscos psicossociais ou deixem de adotar medidas preventivas. Segundo especialistas, porém, o foco inicial deve ser orientar empresas e induzir mudanças.

Para os trabalhadores, a expectativa é que a norma fortaleça a prevenção, aumente o respaldo para denúncias e facilite o reconhecimento de transtornos mentais relacionados ao trabalho.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR‑1) entra em vigor nesta terça-feira (26), e amplia a responsabilidade das empresas sobre os riscos à saúde mental dos trabalhadores. Anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, a medida reforça a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas.

A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025. Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar mais um adiamento.

“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.

O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma.

Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.

Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por esse motivo, estabelecendo um novo recorde.

O g1 ouviu especialistas e explica, abaixo, as principais dúvidas sobre como a atualização da NR-1 vai funcionar na prática.

o que muda na prática com a atualização da NR-1;como vai funcionar a fiscalização;se empresas poderão ser multadas;o que as empresas terão que fazer;e o que muda para os trabalhadores.

A principal mudança com a atualização da NR‑1 é que os chamados riscos psicossociais — ligados à forma como o trabalho é organizado — passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.

Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão entram oficialmente no radar da fiscalização.

Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

“A grande inovação foi deixar explícito que o risco psicossocial faz parte do gerenciamento de riscos. Isso já estava incluído, mas não estava claro para as empresas e para a sociedade”, explica Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira, auditor‑fiscal do trabalho e diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Segundo ele, a fiscalização passa a olhar menos para equipamentos e mais para a forma como o trabalho é organizado. “Quando a gente fala em risco psicossocial, estamos falando de processo de trabalho: carga, metas, jornada, cadeia de comando, sistemas que não funcionam, falta de autonomia.”

Ou seja: a principal mudança é tornar explícito algo que já estava previsto nas normas trabalhistas. Com isso, o Ministério do Trabalho passa a exigir que as empresas olhem não apenas para máquinas, equipamentos ou riscos físicos, mas também para a dinâmica de trabalho dentro das organizações.

Os auditores-fiscais do trabalho têm o direito e o dever de entrar em empresas sem necessidade de autorização judicial para realizar inspeções. Com a atualização da NR-1, a fiscalização passará a olhar para a forma como o trabalho é organizado e executado dentro das empresas.

Na prática, os auditores vão verificar se as empresas identificaram os riscos psicossociais, se eles estão registrados corretamente e se existem medidas concretas para reduzir problemas como pressão excessiva, jornadas abusivas, assédio e sobrecarga de trabalho.

Segundo a auditora-fiscal Odete Reis, a fiscalização será baseada principalmente na análise do trabalho real.

“A gente verifica se o fator de risco está presente e se ele está sendo gerenciado. Isso é feito por observação do ambiente, entrevistas com trabalhadores e análise de documentos”, afirmou.

Durante as inspeções, os auditores poderão analisar jornadas, cobrança por metas, relação entre chefias e funcionários, canais de denúncia, processos internos e documentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), inventários de risco e planos de ação.

Odete ressalta que não é necessário haver um trabalhador já afastado para que a empresa seja cobrada. “Pode ser que ainda não exista afastamento, mas o risco esteja presente. O objetivo da fiscalização é chegar antes do adoecimento, para fazer a prevenção”, afirmou.

A atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho poderá ocorrer a partir de denúncias anônimas feitas por trabalhadores, dados da Previdência Social sobre afastamentos por saúde mental e ações de inteligência fiscal, que identificam setores com maior incidência de adoecimento.

Segundo Alexandre Scarpelli, a fiscalização não dependerá apenas de denúncias. “A inspeção do trabalho não atua só por denúncia. A gente cruza denúncias com dados da Previdência e com o conhecimento dos setores onde o risco psicossocial é mais elevado.”

Isso significa que empresas poderão ser fiscalizadas mesmo sem denúncia formal, principalmente se apresentarem muitos afastamentos por transtornos mentais ou atuarem em setores historicamente mais expostos ao adoecimento.

Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima — Foto: Freepik

Sim. A multa não será automática com a entrada em vigor da norma, mas poderá ocorrer caso a fiscalização identifique falhas no gerenciamento dos riscos psicossociais.

não identifique os riscos;identifique os problemas, mas não adote medidas;implemente ações insuficientes;ou deixe de monitorar os riscos ao longo do tempo.

“Se for constatado que a empresa não está fazendo o gerenciamento dos riscos, a gente lavra o auto de infração. A partir daí, o processo segue para o setor de multas e recursos do Ministério do Trabalho”, explicou.

As multas seguem as regras gerais das Normas Regulamentadoras e podem variar conforme o porte da empresa, o número de empregados e a gravidade da infração. Hoje, os valores vão de R$ 416 a R$ 4.160 para infrações relacionadas à saúde do trabalhador e de R$ 693 a R$ 6.935 para segurança do trabalho.

Segundo Scarpelli, não existe uma “multa única” da NR-1. “A multa vai depender do ponto em que o processo falhou: se foi na identificação do risco, na adoção de medidas ou no monitoramento”, afirmou.

Após a autuação, a empresa ainda pode apresentar defesa em processo administrativo. Apesar da possibilidade de multa, especialistas afirmam que o foco inicial é orientar e induzir mudanças na cultura organizacional.

“Não existe expectativa de que todos os problemas sejam resolvidos de imediato. O que se espera é que as empresas comecem a enfrentar o problema, identifiquem os riscos e estabeleçam um plano de ação”, disse Scarpelli.

A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que a atualização da norma também tem caráter preventivo. “A NR-1 funciona como um alerta: esse tema precisa ser tratado com a mesma seriedade que riscos físicos e biológicos.”

Com a entrada em vigor da atualização da NR-1, as empresas passam a ter a obrigação explícita de incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais.

Na prática, isso significa deixar de olhar apenas para acidentes físicos ou exposição a agentes químicos e passar a analisar de forma sistemática como a organização do trabalho pode gerar sofrimento ou adoecimento mental.

Segundo a juíza do trabalho Mirella Cahú, a norma muda o foco da análise. “O risco psicossocial não é do trabalhador, é da atividade e da organização do trabalho.”

Ou seja, a responsabilidade deixa de recair apenas sobre características individuais e passa a incluir decisões de gestão, metas, jornadas, relações hierárquicas e condições em que o trabalho é executado.

As empresas terão que identificar situações potencialmente adoecedoras e esses riscos precisarão ser registrados formalmente no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com descrição clara de como afetam a rotina de trabalho e quais áreas ou funções estão mais expostas.

“Não basta perceber o risco. Ele precisa estar documentado, com inventário e plano de ação”, afirma a auditora-fiscal Odete Reis.

Além do registro, as empresas terão que demonstrar que adotaram medidas concretas para enfrentar as causas do problema — e não apenas ações pontuais ou simbólicas.

Isso pode incluir revisão de metas e prazos, reorganização de jornadas, redistribuição de tarefas, mudanças na forma de cobrança, treinamento de lideranças, criação de políticas contra assédio e fortalecimento de canais de denúncia.

“Gerenciar risco é mudar a organização do trabalho”, resume Odete. Segundo os especialistas, as soluções devem levar em conta o porte da empresa, o tipo de atividade e os riscos específicos de cada ambiente de trabalho.

Ou seja: não existem soluções padronizadas.“Cada atividade tem riscos diferentes e precisa de estratégias próprias, construídas de forma responsável”, afirma Mirella Cahú.

Outro ponto central é que as empresas precisarão acompanhar se as medidas estão funcionando, reavaliar periodicamente os riscos e atualizar o PGR sempre que houver mudanças relevantes na dinâmica de trabalho.

“É um processo contínuo. Identifica, age, reavalia e melhora”, explicou Scarpelli. Durante uma eventual fiscalização, as empresas precisarão comprovar, por meio de documentos e práticas internas, que identificaram os riscos psicossociais e adotaram medidas para enfrentá-los.

“Se o gerenciamento não estiver sendo feito, a empresa pode ser autuada”, alertou Odete Reis. A atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar.

Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma.

“Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.”

A atualização da NR-1 fortalece o entendimento de que saúde mental também é uma questão de saúde e segurança do trabalho. Na prática, trabalhadores passam a ter mais respaldo para denunciar condições consideradas adoecedoras, como pressão excessiva, jornadas abusivas, metas inalcançáveis e assédio moral.

Segundo a juíza do trabalho Mirella Cahú, a principal mudança é que o foco deixa de estar apenas no indivíduo e passa a incluir a forma como o trabalho é organizado. “O risco psicossocial não é do sujeito, é da atividade de trabalho”, afirmou.

Isso significa que situações que antes muitas vezes eram tratadas como “fragilidade individual” passam a ser analisadas também como consequência da dinâmica de como trabalho é gerenciado dentro das empresas.

Especialistas avaliam que a norma também pode facilitar o reconhecimento do nexo entre trabalho e adoecimento mental em casos de afastamento ou ações judiciais. “Já reconhecemos transtornos mentais como acidente de trabalho quando há relação com a organização do trabalho”, afirma a magistrada.

Outra mudança prática é que empresas poderão ser cobradas antes mesmo de existir um trabalhador afastado. Ou seja, a fiscalização poderá exigir mudanças ao identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, mesmo sem casos formalmente registrados de adoecimento.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a expectativa é que a atualização da NR-1 pressione empresas a tratar saúde mental com o mesmo nível de atenção dado hoje a acidentes físicos e outros riscos ocupacionais.

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Casal troca engenharia por marca de moda praia infantil e fatura R$ 250 mil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 25/05/2026 03:47

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casal troca engenharia por marca de moda praia infantil e fatura R$ 250 mil Após dificuldade para encontrar roupas de praia para o filho, engenheiros criaram confecção no litoral de SP especializada em peças infantis com proteção UV e foco em sustentabilidade. Por PEGN

Após terem dificuldade para encontrar roupas de praia infantis confortáveis e com proteção solar, um casal de engenheiros decidiu mudar de carreira e criar uma marca própria no litoral de São Paulo.

A confecção é especializada em peças infantis com proteção contra raios UVA e UVB para crianças de zero a 10 anos, com foco em moda praia e sustentabilidade.

O negócio começou com investimento de R$ 30 mil, produção terceirizada e vendas online. Hoje, a empresa conta com fábrica própria, 20 funcionários e produz mais de 1,5 mil peças por mês.

Com forte aposta nas redes sociais e no comércio eletrônico, a marca alcançou faturamento mensal de cerca de R$ 250 mil e já planeja expandir a operação.

A chegada do primeiro filho mudou completamente a rotina de Carina Emerick e Thiago Moreno. O casal, que vivia em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, começou a sentir na pele a dificuldade de encontrar roupas de praia confortáveis e com proteção solar para crianças pequenas.

O problema virou oportunidade de negócio — e também uma mudança radical de carreira. Na época, os dois trabalhavam como engenheiros.

Mas, incomodados com a falta de opções no mercado infantil, decidiram criar uma marca especializada em moda praia para bebês e crianças. O foco estava em peças de puro algodão com proteção contra raios UVA e UVB.

O início foi desafiador. Para entrar no universo da confecção, o casal buscou capacitação em gestão, marketing e vendas. Carina fez MBA em gestão de negócios, enquanto Thiago mergulhou em cursos voltados ao comércio eletrônico e divulgação digital.

Casal troca engenharia por marca de moda praia infantil e fatura R$ 250 mil — Foto: Reprodução/PEGN

A parte técnica da produção veio com a prática do dia a dia e a troca de experiências com outros empresários do setor. No começo, toda a costura era terceirizada. As peças eram produzidas fora e finalizadas manualmente pelo casal.

Com o crescimento da marca, a produção passou a ser própria. Hoje, a empresa conta com 20 colaboradores e fabrica mais de 1,5 mil peças por mês para crianças de zero a 10 anos.

Para tirar o projeto do papel, os empreendedores investiram R$ 30 mil. Atualmente, a confecção alcança faturamento mensal de cerca de R$ 250 mil. As vendas acontecem exclusivamente pela internet, com forte aposta em redes sociais, tráfego pago e campanhas digitais.

O principal diferencial da marca está no tecido utilizado nas peças. Segundo o casal, o material recebe tratamento com dióxido de titânio ainda durante a fabricação, o que garante proteção de até 98% contra raios UVA e UVB mesmo após várias lavagens.

Casal troca engenharia por marca de moda praia infantil e fatura R$ 250 mil — Foto: Reprodução/PEGN

Além da proteção solar, a sustentabilidade também virou parte da identidade da empresa. O casal eliminou o uso de plástico nas embalagens e aposta em produtos mais duráveis, que podem ser reutilizados entre irmãos e familiares.

Com o crescimento acelerado da marca, os empreendedores já pensam nos próximos passos. A meta agora é expandir a estrutura da fábrica e continuar crescendo sem abrir mão do propósito que deu origem ao negócio: criar produtos funcionais para famílias que vivem perto do mar.

📍 Endereço: Av. Luciano de Bona, 6933 – Peruíbe/SP –CEP:11772-756📞 Telefone: (12) 98177-9575🌐 Site: https://www.caicarinhasbaby.com.br/📧 E-mail: contato@caicarinhasbaby.com.br📘 Facebook: https://www.facebook.com/caicarinhasbaby📸 Instagram: https://www.instagram.com/caicarinhasbaby/

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