RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Carros Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor Segundo especialistas, mistura ilegal pode causar perda de potência, acender luzes no painel e comprometer componentes do motor. Por André Fogaça, Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Uma nova fase da Operação Carbono Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28) e teve como alvo um esquema criminoso no setor de combustíveis, que envolve fraudes, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

Esta etapa da investigação revela uma fraude física e tributária: o desvio de solventes petroquímicos importados (Nafta), que têm tributação muito menor e eram vendidos ilegalmente como gasolina para veículos.

"A nafta é um derivado de petróleo, que tem custo menor que a gasolina, mas possui características semelhantes. A baixa octanagem causa alguns problemas no motor", explica Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva.

Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), o "motor fraco" é um sintoma mesmo em pequenas quantidades de nafta na gasolina.

“Se você não tá pisando muito, numa estrada, velocidade constante, ele não não vai causar problema. Quando você retoma velocidade, quando acelera, pode até destruir totalmente o motor”, diz Gonçalves.

Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que os danos atingem praticamente todas as partes do carro por onde o combustível circula.

“Eu já pegei já isso. Destrói tudo do carro, tudo que você pode imaginar. De bomba de combustível a catalisador e injetores. Estraga até a parede do do motor do carro, que é a parte onde fica o cilindro”, aponta Bruno.

Segundo Bruno, os problemas costumam surgir com o motor frio, geralmente após o dia do abastecimento. Ele explica que isso acontece porque ainda há combustível do abastecimento anterior no tanque, que não fica totalmente cheio do produto adulterado.

Os dois mecânicos afirmam que é difícil identificar o combustível adulterado apenas pela aparência. Bruno, no entanto, alerta para dois sinais principais: o cheiro diferente e o acendimento da luz de alerta da injeção (imagem acima), que costuma aparecer logo após o abastecimento.

Rogério afirma que o consumo de combustível do carro também muda, o que pode servir como mais um sinal de alerta para o motorista sobre uma possível adulteração.

Filtro da bomba de combustível com sinais de dano por nafta — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal

40 litros de combustível descartados;Três bicos injetores danificados pela corrosão;Bomba de combustível danificada, com menos pressão;Filtro de combustível entupido;Catalisador obstruído, com liberação de pó branco.

Segundo o mecânico, o entupimento do catalisador ocorreu por causa da queima inadequada do combustível.

"Tem algumas matérias dele que não queimam direito. Então ele vai mandando embora tipo meio líquido, meio sei lá, tipo pastoso, e vai entupindo", explica.

O metanol é uma substância química presente na composição do biodiesel, mas pode provocar danos significativos em veículos que utilizam gasolina ou etanol. Segundo a operação, o combustível do PCC chegava a ter 90% de metanol na composição.

Tenório e Bruno destacam que certos veículos conseguem tolerar a presença de metanol no tanque, embora ele possa corroer diretamente os seguintes componentes:

Bicos injetores;Flauta de combustível;Câmara de combustão;Guia de válvulas;Bomba de baixa pressão;Bomba de alta pressão.

Com o tempo, o motor que sofre com a contaminação do combustível pode até não ligar. “Tem carro que, pela manhã, nem liga. Pelo combustível, ele trava onde fica a haste de válvula do cabeçote. O metanol cria uma goma”, revela Bandeira.

Segundo Orli Robalo, mecânico em Porto Alegre (RS), um dos sinais comuns de resposta do carro mal abastecido é o acendimento de luzes no painel. “O combustível alterado faz com que sature a leitura dos sensores e faz ligar essa luz”, aponta o especialista.

Denis Marum, mecânico com formação em engenharia mecânica, afirma que a perda de potência é um sinal claro de combustível adulterado por metanol.

“Assim que você abastece, o pedal do acelerador fica ‘borrachudo’. Você sente que precisa acelerar mais para obter a mesma velocidade”, diz.

Consumo elevado: “geralmente, o consumo médio despenca 30%. É fácil de perceber para quem faz o mesmo percurso diariamente: o tanque dura menos”, diz o especialista;Dificuldade para pegar pela manhã;Ruído do motor semelhante ao de uma corrente de bicicleta trocando de marcha. “Esse ruído ocorre nas saídas e, principalmente, em subidas, momentos em que o motor é mais exigido”, aponta;Odores estranhos saindo do escapamento;Cheiro de solvente ou querosene.

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Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Carros Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD O sistema híbrido usa uma tecnologia que já estreou no novo Jeep Renegade, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor do que a registrada na picape. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A Fiat anunciou, nesta sexta-feira (29), a linha 2027 da picape Toro. Os preços variam entre R$ 167.490 e R$ 238.490. As versões ficaram mais equipadas e algumas passam a oferecer sistema híbrido, com promessa de até 12% de economia de combustível.

Antes de tudo, é importante explicar que se trata de um sistema híbrido leve, chamado de MHEV, que funciona com 48 volts. Nesse tipo de tecnologia, o motor elétrico não movimenta as rodas e a bateria de alta tensão é pequena, bem menor do que a de carros híbridos tradicionais. Por isso, o ganho no consumo de combustível é mais discreto.

Mesmo assim, o motor T270 usado nas versões híbridas apresentou redução de consumo de combustível de até 12,3%:

Com etanol, o consumo urbano passou de 6,5 km/l para 7,3 km/l, uma melhora de 12,3%;Com gasolina, o número subiu de 9,4 km/l para 10,5 km/l, ganho de 11,7%.

Vale destacar que essa economia aparece apenas no uso urbano. Na estrada, os números foram ligeiramente piores:

Com etanol, o consumo rodoviário caiu de 7,8 km/l para 7,6 km/l, uma piora de 2,5%;Com gasolina, passou de 10,8 km/l para 10,7 km/l, queda de 0,9%.

Mesmo com a melhora no consumo da Fiat Toro, que beneficia quem usa a picape principalmente na cidade, a ficha técnica permanece igual à do modelo do ano passado. A versão híbrida traz o motor T270, com 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, os mesmos números da versão sem eletrificação.

Esse é o mesmo motor usado no Jeep Renegade híbrido, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor, de 9%. Vale lembrar que, apesar de compartilharem o conjunto mecânico, cada veículo tem ajustes próprios.

Diferente do Renegade, a Toro conta com uma versão a diesel, que segue sem mudanças e, nesse caso, sem qualquer tipo de sistema híbrido. Ela tem potência um pouco maior, com 200 cv, em relação à versão flex, mas se destaca principalmente pelo torque, que é 66% superior e chega a 45,8 kgfm.

A chegada da nova Toro híbrida é uma resposta ao avanço de duas marcas importantes, agora olahndo para o segmento de picapes. Uma delas é a Volkswagen Tukan.

O modelo foi apresentado camuflado no mesmo dia da divulgação da escalação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Ela tem porte semelhante ao da Toro, ficando acima do tamanho da Volkswagen Saveiro, que ocupa um segmento onde concorre diretamente com a Fiat Strada – mais simples e menor que a Toro.

Os detalhes técnicos ainda não foram totalmente divulgados, mas a Volkswagen confirmou que a Tukan terá opção híbrida. A tecnologia será muito parecida com a da Toro eletrificada, baseada em um sistema híbrido leve de 48 volts.

Na prática, isso significa que, assim como acontece na Toro, a Tukan não contará com um motor elétrico responsável por movimentar as rodas.

A Volkswagen ainda não definiu a data de lançamento da Tukan, mas a picape dificilmente chegará ao mercado brasileiro em 2026.

BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 — Foto: Matheus Vinícius/g1

Outro nome que a Fiat acompanha de perto é a BYD Mako. Assim como a Tukan, a proposta dessa picape é disputar espaço com a Toro, mas, ao contrário da rival da Volkswagen, há a promessa de lançamento ainda neste ano.

Mesmo com lançamento prometido para breve, ainda se sabe pouco sobre a Mako, inclusive sobre o seu visual. A única exibição do modelo ocorreu em Ribeirão Preto (SP), por meio de um molde que, segundo a própria BYD, ainda pode sofrer alterações até a estreia oficial.

Segundo Victor François, supervisor de comunicação da BYD, o preço da Mako ficará abaixo dos R$ 344.990 cobrados pela BYD Shark, atualmente a única picape da marca chinesa à venda no Brasil.

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Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Vale do Paraíba e Região Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Vice-presidente alertou que decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas pode prejudicar a economia brasileira e impactar o sistema financeiro. Por Cíntia Garcia, g1 Vale do Paraíba e Região

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a família Bolsonaro após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Alckmin afirmou que a medida norte-americana pode trazer impactos negativos ao Brasil. A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva concedida na cidade de Caraguatatuba, em São Paulo.

O vice-presidente destacou que o Congresso Nacional já aprovou leis antifacção importantes, que aumentaram as penas e dificultaram a progressão de regime para presos do crime organizado.

Ele também ressaltou ações policiais recentes, como a Operação Carbono Oculto, que combateu esquemas bilionários de sonegação de combustíveis e lavagem de dinheiro no país.

A agenda oficial de Alckmin no Litoral Norte paulista incluiu a entrega de novos veículos para municípios da região por meio do programa federal Novo PAC Saúde.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Ao comentar a repercussão da decisão do governo americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que o assunto estaria sendo usado para desviar o foco de outro tema.

“O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou.

Ainda segundo o vice-presidente, a classificação das facções como organizações terroristas pode trazer impactos negativos ao Brasil.

“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou.

Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A declaração foi dada durante entrevista em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após ser questionado pela repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda, sobre o tema.

Segundo Alckmin, o combate ao crime organizado já vem sendo realizado pelo Brasil por meio de operações e mudanças na legislação.

“O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, afirmou.

O vice-presidente também destacou operações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

“Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, disse.

Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e Litoral Norte nesta sexta-feira para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde.

Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master — Foto: Cintia Garcia/TV Vanguarda

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Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0620,6%Dólar TurismoR$ 5,2660,63%Euro ComercialR$ 5,9110,85%Euro TurismoR$ 6,1600,82%B3Ibovespa173.341 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0620,6%Dólar TurismoR$ 5,2660,63%Euro ComercialR$ 5,9110,85%Euro TurismoR$ 6,1600,82%B3Ibovespa173.341 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0620,6%Dólar TurismoR$ 5,2660,63%Euro ComercialR$ 5,9110,85%Euro TurismoR$ 6,1600,82%B3Ibovespa173.341 pts-0,98%Oferecido por

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (equipamentos acoplados aos caminhões ou tratores responsáveis por carregar a carga) pode ser buscada nas instituições financeiras habilitadas.

Inserido no programa "Move Brasil", o crédito é voltado ao financiamento de veículos fabricados no Brasil e busca modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional.

Serão destinados até R$ 21,2 bilhões em empréstimos. As taxas de juros podem ficar próximas a 13% ao ano, informou o governo federal, informou o governo federal.

A iniciativa, de acordo com o governo, prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas, reforçando o atendimento a transportadores autônomos e ao transporte urbano de passageiros.

Também poderão ser financiados itens associados à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, desde que contratados em conjunto com o financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.

"O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo, admite a utilização de fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.

Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos — Foto: Luciano Ribeiro/Governo do Tocantins

Os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES. Caberá a este agente financeiro analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa.

O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.

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BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0690,72%Dólar TurismoR$ 5,2600,51%Euro ComercialR$ 5,9010,67%Euro TurismoR$ 6,1390,48%B3Ibovespa172.837 pts-1,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,0690,72%Dólar TurismoR$ 5,2600,51%Euro ComercialR$ 5,9010,67%Euro TurismoR$ 6,1390,48%B3Ibovespa172.837 pts-1,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,0690,72%Dólar TurismoR$ 5,2600,51%Euro ComercialR$ 5,9010,67%Euro TurismoR$ 6,1390,48%B3Ibovespa172.837 pts-1,27%Oferecido por

O Banco Central publicou nesta sexta-feira (30) o detalhamento das novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro.

As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (1º) e foram definidas após a crise envolvendo o Banco Master, que registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras.

O banco também destacava a cobertura do FGC como garantia para aplicações consideradas mais arriscadas.

LEIA TAMBÉM: Projeto para FGC bancar perdas de fundos de pensão pode estimular má gestão nestas entidades

No fim de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu criar novas exigências para instituições financeiras que utilizam recursos cobertos pelo FGC.

➡️Pela regra, os bancos terão de observar o chamado “ativo de referência”, indicador que mede a qualidade e a diversificação dos recursos da instituição.

Na prática, se a parcela de recursos garantidos pelo FGC superar o volume ligado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro para títulos públicos federais, considerados mais seguros.

Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro.

O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo.

Em nota, o Banco Central afirmou "as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional".

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

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Na reta final do Imposto de Renda 2026, mais de 3 milhões de pessoas ainda não enviaram declaração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 11:46

Economia Imposto de renda Na reta final do Imposto de Renda 2026, mais de 3 milhões de pessoas ainda não enviaram declaração Entrega da declaração depois do prazo legal gerará multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita informou que recebeu, até a manhã desta sexta-feira (29), 40,6 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025.

O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano.

Deste modo, faltando algumas horas para o fim do prazo, mais de 3 milhões de contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda.

A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido.

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até a manhã desta terça-feira (26), 40,6 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025.

O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano.

Deste modo, mais de três milhões de contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda.

➡️A entrega da declaração depois do prazo legal gera uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido.

Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas:

Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet,serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível:site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet;aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones.

quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;quem deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

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‘Tiro pode sair pela culatra’: potencial impacto de classificação de PCC e CV como terroristas sobre políticos e Faria Lima pode prejudicar Flávio, diz professor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%Oferecido por

O pré-candidato à Presidência do Brasil, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Professor de política internacional e comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dawisson Belém Lopes diz que ainda é cedo para estimar os impactos que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos deve ter nas eleições.

"Qualquer previsão neste momento é imprecisa, porque é preciso entender como essa decisão será lida pela imprensa, por Flávio Bolsonaro, por Lula e por outros agentes políticos que influenciam o debate", diz ele, que tem artigos e livros publicados sobre política externa ligada à América Latina e ao Brasil, escritos a partir de pesquisas em universidades na Alemanha, na Bélgica e na Índia.

O professor reconhece a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhar tração no tema da segurança pública, algo caro a grande parte dos brasileiros e área na qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou sua pior avaliação em pesquisa Datafolha publicada há duas semanas.

Por outro lado, Lopes avalia que Lula, mais experiente em debates, pode virar o jogo ao argumentar que a medida revela a incapacidade do adversário de lidar com problemas internos, a ponto de recorrer à ajuda externa.

"Essa medida pode ser vista como entreguismo, algo contra o Brasil, não a favor, porque prevê uma renúncia de soberania", analisa.

Dois dias após Flávio se encontrar com Donald Trump e um dia após se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, o governo americano decidiu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais.

Para estudiosos, facções como o PCC e o Comando Vermelho são criminosas, porque agem por interesses econômicos, sem qualquer motivação ideológica, diferentemente das organizações terroristas. Mas Trump tem contestado essa distinção, a exemplo do que também fez no México, com os cartéis, no ano passado.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). — Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC

A partir do dia 5 de junho, as facções passarão a ser tratadas por Washington como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, o que poderia abrir a possibilidade de o republicano promover intervenções militares em território brasileiro e também impor sanções diversas ao país e a quem, mesmo sem saber, mantenha alguma relação com essas organizações.

"Pode-se cogitar que a iniciativa vá alvejar pessoas ligadas à política, além de políticos profissionais, que mantenham interações com o PCC e o CV. Isso já tem vindo à tona nos últimos tempos. Já se sabe de algumas relações envolvendo a turma da Faria Lima, os investidores e os bancos com o crime organizado. Quem propôs essa medida pode estar jogando contra si."

Essas figuras, que em sua maioria apoiam a pré-candidatura do senador à Presidência, diz o professor, "se forem atingidas podem se voltar contra ele, porque são pessoas com muito dinheiro e influência para mexer nas alavancas do sistema político brasileiro".

Sua visão encontra amparo em investigações conduzidas por autoridades como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público.

Essas três entidades deflagraram no ano passado uma operação contra um esquema que se valia de fundos de investimentos e empresas financeiras que operam na Faria Lima para gerar, lavar, ocultar e blindar recursos da atuação do PCC no tráfico de drogas e no setor de combustíveis.

Ao todo, a estimativa da PF à época era de que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Na ala política, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso suspeito de vazar informações sigilosas e obstruir investigações contra facções como o Comando Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington — Foto: RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

Possíveis sanções ao Brasil e a brasileiros após a decisão de Trump poderiam se assemelhar à Lei Magnitsky, usada contra indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Foi ela que, no ano passado, Trump usou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando sua relação com o sistema financeiro americano.

A sorte do senador é que as sanções financeiras, ao menos na avaliação do professor, devem ser brandas. Para ilustrar seu argumento, ele lembra que os bancos brasileiros se recusaram a se voltar contra Moraes e a atender ao desejo dos Estados Unidos.

"Os bancos brasileiros foram pressionados a quebrar negócios com ele, mas resistiram, porque foram instruídos pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para fazer isso. O Brasil já está vacinado contra esse tipo de pressão. Não vejo o sistema bancário sucumbindo e fazendo o jogo da diplomacia estadunidense, até pelas garantias que o governo brasileiro tem dado", diz o professor.

Ele recorda ainda que, na época, a conexão entre Brasília e Washington era mais delicada e vinha na esteira do "tarifaço". "Neste momento, a relação é bastante civilizada, e o nível de tensão, bastante controlado. Não vejo possibilidade de uma disrupção", opina.

Há, por fim, um terceiro argumento ao qual o professor recorre: a experiência do México, que teve seus cartéis classificados como organizações terroristas internacionais logo no início do segundo mandato de Trump, no ano passado.

Na ocasião, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, atendeu a parte das demandas de Washington — como a extradição de criminosos e o reforço da segurança nas fronteiras — e afastou rapidamente qualquer retaliação mais profunda.

"Se no México o impacto foi modesto, no Brasil tende a ser menor ainda", diz Lopes, acrescentando que "as correntes de comércio exterior do México são, em sua maioria, com os Estados Unidos, e todos os dias centenas de milhares de mexicanos cruzam a fronteira, legalmente ou ilegalmente".

"Os Estados Unidos são importantíssimos para o Brasil, sim, mas não são nem sequer nosso maior parceiro comercial. A China faz mais do que o dobro de comércio com o Brasil do que os Estados Unidos", diz.

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Fazenda vê desaceleração da atividade nos próximos trimestres, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,0540,44%Dólar TurismoR$ 5,2520,35%Euro ComercialR$ 5,8870,46%Euro TurismoR$ 6,1300,33%B3Ibovespa173.348 pts-0,98%Oferecido por

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

Por meio de nota informativa, a SPE acrescentou que segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária.

"No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso", avaliou o Ministério da Fazenda.

PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41% — Foto: Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM

De acordo com a SPE, a expansão de 1,1% do PIB nos três primeiros meses deste ano ficou marginalmente acima da sua projeção.

Informou, porém, que composição se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado.

"Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo", avaliou o governo.

Segundo o governo, dentre os países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupou a quarta posição na margem; a sexta posição na comparação interanual e a quinta posição no acumulado em quatro trimestres.

Comparação internacional (PIB primeiro trimestre 2026) — Foto: Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

O resultado representa uma aceleração em comparação aos últimos três meses de 2025, quando a economia brasileira cresceu 0,3% (número ajustado). Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestre, a alta foi de 2%.

O destaque ficou mais uma vez com a agropecuária, que marcou um avanço de 2% nos primeiros três meses do ano — resultado do crescimento de produção e do ganho de produtividade vistos no setor por conta das condições climáticas mais favoráveis e da expansão da área plantada, que impulsionou o cultivo de soja.

🔎 Enquanto o crescimento da produção indica que a economia passou a produzir um volume maior de bens e serviços, o ganho de produtividade mostra que isso ocorreu sem a necessidade de ampliar, na mesma proporção, o uso de insumos — como mão de obra, máquinas ou horas trabalhadas.

Os outros dois setores avaliado também registraram uma variação positiva, com crescimento de 1% da Indústria e de 0,5% de Serviços.

Na indústria, a atividade Extrativa Mineral e a Construção registraram um forte crescimento no período, com altas de 3,6% e 2,9%, respectivamente. Houve queda em Eletricidade, gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%), enquanto a atividade de Transformação ficou praticamente estável, com alta de 0,1%.

“Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a Agropecuária, a Extrativa mineral e as Outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Ele explica, ainda, que o crescimento da atividade brasileira ficou próximo ao da Indústria na série com ajuste sazonal — que desconsidera os efeitos típicos de determinadas épocas do ano, como colheitas agrícolas ou datas festivas, para mostrar a tendência real da economia de um período para o outro.

Já no setor de serviços, que têm um peso de aproximadamente 70% na economia do país, o destaque ficou com as atividade de Informação e comunicação (2,4%) e Atividades imobiliárias (1,2%). Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) também registraram crescimento no período.

Serviços: 0,5%Indústria: 1,0%Agropecuária: 2,0%Consumo das famílias: 1,0%Consumo do governo: 0,4%Investimentos: 3,5%Exportações: -1,7%Importação: 4,4%

Pela ótica da demanda, o destaque ficou com o consumo das famílias, que registrou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano, em ritmo próximo ao do PIB.

O resultado representa uma aceleração em comparação aos três meses anteriores (0,2%) e também em relação ao primeiro trimestre de 2025 (0,3%).

“Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre", afirma Moraes.

Já o volume de investimentos feitos no país — chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — cresceu 3,5% nos primeiros três meses de 2026. Com isso, diz o coordenador do IBGE, o resultado voltou ao patamar em que estava no terceiro trimestre do ano passado.

"Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento", comenta.

O consumo do governo, por sua vez, cresceu 0,4% no período. Em relação ao setor externo, as exportações caíram 1,7%, enquanto as importações tiveram uma variação positiva de 4,4%.

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Dólar inicia o dia em alta com foco no Oriente Médio e no PIB do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,57%Dólar TurismoR$ 5,233-0,56%Euro ComercialR$ 5,860-0,42%Euro TurismoR$ 6,109-0,4%B3Ibovespa175.063 pts-0,39%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (29) em alta, avançando 0,36% na abertura, negociado a R$ 5,0501. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No cenário externo, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã para consolidar um acordo de paz. Os países concordaram em ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

O avanço das tratativas ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump, o que mantém os investidores em compasso de espera. Com isso, os preços do petróleo recuam nesta manhã.

O Brent, referência mundial, para julho caía 1,57%, cotado a US$ 92,23 o barril. Já o petróleo WTI, referência para os EUA, recuava 1,37%, negociado a US$ 87,68 por barril.

▶️ No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE. Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,3 trilhões no período.

▶️ Também está no radar dos investidores o fato de que o Departamento de Estado dos EUA anunciou na quinta-feira (28) que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

As indicações, no final da manhã desta quinta-feira, de que os negociadores dos EUA e do Irã haviam chegado a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as tratativas sobre o programa nuclear iraniano foram bem recebidas pelo mercado financeiros nesta quinta-feira.

O acordo, no entanto, ainda dependia da aprovação final do presidente americano, Donald Trump, e representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. As informações foram divulgadas pelo site de notícias Axios.

Esse acordo, no entanto, ainda não é final — para isso, a expectativa é que hajam negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio.

Apesar do avanço, no entanto, as tensões se intensificaram após ataques militares de ambas as partes. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes.

Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”.

🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás.

Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região.

Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã.

A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas.

Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão.

O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia.

Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.

Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.

Em Wall Street, os índices futuros avançam levemente: o Dow Jones subia 0,26%, o S&P 500 ganhava 0,12% e o Nasdaq avançava 0,07%.

Na Europa, as bolsas registravam alta generalizada por volta das 9h30 (horário de Brasília). O índice STOXX 600 subia 0,43%, aos 627,80 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançava 0,2%, para 10.446,42 pontos. O DAX, da Alemanha, ganhava 0,3%, aos 25.157,61 pontos, enquanto o CAC 40, da França, tinha alta de 0,9%, para 8.262,90 pontos.

Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos.

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