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Larva que come animais vivos e pode matar vira motivo de alerta após ser encontrada perto dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 22:51

Mundo Larva que come animais vivos e pode matar vira motivo de alerta após ser encontrada perto dos EUA Larva de mosca-da-bicheira foi encontrada em uma ovelha no México, a cerca de 50 km da fronteira com os EUA. Avanço da praga pode afetar o preço da carne bovina. Por Reuters

Uma larva de mosca parasita que se alimenta de carne viva foi encontrada em uma ovelha no México, a menos de 50 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos.

O caso envolve um animal de 6 meses no estado de Coahuila. A descoberta acendeu o alerta de pecuaristas americanos que tentam conter o avanço da praga.

Especialistas alertam que a entrada do parasita nos EUA pode reduzir a oferta de gado. O prejuízo estimado no Texas pode chegar a US$ 1,8 bilhão.

Para conter a ameaça, os EUA mantêm restrições ao gado mexicano. O governo americano investiu em moscas estéreis, mas as instalações ainda não funcionam.

Amostra de moscas-da-bicheira exibida em clínica veterinária em Tapachula, Chiapas, México, em 4 de julho de 2025 — Foto: REUTERS/Daniel Becerril

A larva de uma mosca parasita que se alimenta de carne viva foi encontrada em uma ovelha no México, a menos de 50 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A descoberta aumenta a preocupação de pecuaristas e autoridades sanitárias dos EUA, que há mais de um ano tentam impedir que a praga atravesse a fronteira e infecte rebanhos no país.

O caso mais recente envolve uma ovelha de seis meses no estado mexicano de Coahuila, segundo dados do USDA. Foi o registro mais próximo da fronteira americana desde o início do atual surto, apesar dos esforços dos governos dos EUA e do México para conter o avanço da praga.

Conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo ou mosca-da-bicheira, a espécie representa uma ameaça para a produção pecuária. As fêmeas depositam centenas de ovos em feridas de animais de sangue quente. Após a eclosão, as larvas penetram na carne viva e passam a se alimentar do tecido do hospedeiro. A mosca raramente ataca humanos. No entanto, sem tratamento, a infestação pode se agravar e se tornar fatal.

Especialistas alertam que uma eventual entrada da praga nos EUA poderia reduzir a oferta de gado e pressionar ainda mais os preços da carne bovina, que já estão em níveis recordes. O rebanho bovino americano já está no menor nível em 75 anos.

Segundo uma estimativa do USDA, um surto poderia causar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior estado produtor de gado dos EUA.

Como medida de contenção, os Estados Unidos mantém restrições às importações de gado mexicano há mais de um ano.

O USDA investiu milhões de dólares na criação de instalações para produzir moscas estéreis, consideradas a principal ferramenta para interromper surtos da praga. As unidades, porém, ainda não entraram em operação.

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Nova fábrica da Toyota em Sorocaba vai produzir o Corolla a partir de novembro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 20:14

Carros Nova fábrica da Toyota em Sorocaba vai produzir o Corolla a partir de novembro A outra fábrica da mesma cidade é responsável pelos SUVs Corolla Cross e pelo Yaris Cross, enquanto a planta de Indaiatuba fechará as portas após 28 anos de sua inauguração. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A Toyota anunciou nesta sexta-feira (29) que a fábrica de Sorocaba (SP) será inaugurada em novembro deste ano. A unidade será a segunda da montadora na cidade e ficará responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida.

A inauguração faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2.000 empregos.

Na nova planta será produzido o Toyota Corolla sedã, atualmente fabricado em Indaiatuba (SP). A montadora opera nessa cidade desde 1998, com foco no modelo, tanto nas versões tradicionais quanto nas opções híbridas, que começaram a ser produzidas em 2019.

No Brasil, a Toyota fabrica apenas os modelos Corolla sedã, Corolla Cross e Yaris Cross. Os demais veículos vendidos pela marca no país, como a picape Hilux e o SUV SW4, são importados.

No comunicado, a Toyota prometeu lançar novos carros, mas não informou quais serão os modelos nem em que categorias eles se enquadram. Hoje, a marca oferece esportivos como o GR Yaris e o GR Corolla, o sedã Corolla, SUVs como RAV4, SW4 e Yaris Cross, além da picape Hilux e dos veículos comerciais Hiace.

A inauguração da fábrica de Sorocaba ocorrerá 14 meses após um forte temporal atingir a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), a cerca de 35 km de Sorocaba.

Segundo a Defesa Civil, a cidade registrou rajadas de vento de até 90 km/h em 22 de setembro de 2025, o que provocou o arrancamento do telhado da fábrica.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, Porto Feliz foi atingida por uma microexplosão — fenômeno em que ventos muito fortes descem rapidamente da nuvem de chuva em direção ao solo. Ao todo, 30 funcionários ficaram feridos, e a operação da fábrica foi totalmente interrompida.

As unidades de Sorocaba e Indaiatuba também foram afetadas, o que acabou atrasando o lançamento do Yaris Cross.

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Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 18:44

Política Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV Facções brasileiras foram classificadas como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump, após pedido do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Medida desperta temor de risco à soberania do Brasil, mas também pode ajudar no combate ao crime organizado. Por Redação g1 — São Paulo

A decisão de Donald Trump de classificar as facções brasileiras PCC e CV como grupos terroristas gera impactos jurídicos, econômicos, militares e civis para ambos os países.

Especialistas alertam para possíveis riscos à soberania nacional, enquanto defensores da medida acreditam que a classificação dificultará a atuação internacional do crime organizado.

O anúncio do governo americano ocorreu apenas 2 dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente dos Estados Unidos para debater o tema.

Flávio Bolsonaro declarou ter feito mais pela segurança do país em uma única viagem do que a gestão do presidente Lula realizou ao longo de 17 anos.

O presidente Lula condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras e declarou enfaticamente: "Não aceitamos ser tratados como moleques".

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente.

📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos".

Nesta sexta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira e condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras. "Não aceitamos ser tratados como moleques", afirmou.

Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas";Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas;Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos.

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Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo;Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida;Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações;Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo.

Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados;Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano;Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio.

Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo;Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA.

Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA;Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções.

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Conta de luz: com menos chuvas, Aneel mantém bandeira tarifária amarela para junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

A bandeira tarifária para o mês de junho será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa.

"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", justificou a agência.

Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura.

🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em maio, a Aneel definiu uma bandeira amarela.

💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

Governo anunciou bandeira tarifária para contas de energia de maio — Foto: Gilvana Giombelli/g1 Paraná

🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

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BC vai exigir auditoria para autorizar empresas de criptoativos, como bitcoin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,27%Dólar TurismoR$ 5,2470,26%Euro ComercialR$ 5,8860,45%Euro TurismoR$ 6,1350,41%B3Ibovespa174.230 pts-0,48%Oferecido por

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que o processo de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais passará a exigir, a partir de junho, a apresentação de um relatório emitido por auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a autarquia, a análise passará a considerar “opinião técnica independente sobre os procedimentos adotados pelas empresas para identificar e prevenir operações suspeitas, especialmente aquelas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”.

Autoridades do governo têm expressado preocupação com o mercado de ativos virtuais, com a percepção de que esses ativos podem ser usados para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas.

Na quinta-feira, por exemplo, em operação organizada pela Receita Federal e outros órgãos que mapeou seis fintechs ligadas a organizações criminosas, foi identificado o uso de criptoativos para lavagem de dinheiro.

Segundo o BC, a nova exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça práticas de combate a crimes.

“A verificação por auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”, afirmou a autarquia em nota.

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Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 16:44

Campinas e Região Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais Pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física no CPQD, foi lançada nesta sexta-feira com presença de ministra. Local também guardará e processará dados de usuários. Por Gabriel Pitor, Bárbara Camilotti, Helen Sacconi, EPTV 1 e g1 Campinas e Região

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais.

A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD.

O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano e o investimento será de cerca de R$ 60 milhões.

O núcleo terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e aplicativos com IA Generativa, aliados aos serviços do GOV.BR.

Além disso, o local guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais. O investimento será de cerca de R$ 60 milhões.

A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD, com a presença da ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano.

O objetivo é que os novos aplicativos com suporte de IA façam o atendimento ou facilitem o acesso da população ao solicitar serviços por meio da plataforma GOV.BR.

"A gente vai ter um governo que vai chegar à população de forma personalizada, vai chegar de forma proativa, vai poder interagir com as pessoas, falar muito mais rápido. Vai aumentar a produtividade do setor público em números inimagináveis. É o início de uma transformação gigantesca para a nossa população", comentou a Dweck.

Além disso, o núcleo guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo. Atualmente, essas informações estão hospedadas em nuvens internacionais.

O prédio que abrigará o núcleo já existe, mas, segundo o CPQD, será reformado, adequado e receberá novos equipamentos, entre eles unidades de processamento gráfico (GPUs).

O local terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e ferramentas com IA Generativa. Também serão feitos tratamentos de grandes volumes de dados para treinamento de algoritmos.

Isso deverá impactar diretamente os aplicativos disponibilizados ao público e integrados ao GOV.BR. A pessoa que precisar de um serviço do governo federal acessará o aplicativo e conversará com robôs (chatbots) treinados por IA.

As ferramentas ainda usarão a IA em barras de pesquisa e processamento de dados. De acordo com o CPQD, isso irá atender à realidade da população brasileira, principalmente usuários com baixa maturidade digital.

"A inovação não é só tecnologia, mas é também tecnologia e essa parceria aqui vai nos permitir ter quase 350 pesquisadores desenvolvendo soluções para governos. Vai começar no governo federal, mas rapidamente vai se espalhar para todo o setor público brasileiro", disse Dweck.

No caso do processamento de dados, a ministra ressaltou que há uma questão de "soberania tecnológica". Isso porque as informações cadastrais de usuários estão, hoje, hospedadas em nuvens internacionais. Com o núcleo, elas passariam a ser guardadas e processadas dentro do Brasil.

"A gente fala que a soberania digital tem três níveis. A de dados, a gente já vinha trabalhando nisso, de repatriar os dados brasileiros, de poder saber onde os nossos dados estratégicos estão. A gente já estava num outro processo de operação, de conseguir acessar os dados, de conseguir operar", ponderou Dweck.

"E tem um terceiro que é tecnológico. Essa é a mais difícil. E aqui, esse é um projeto de soberania tecnológica, digital tecnológica. Isso realmente é um terceiro passo, um dos mais difíceis de se fazer num país em desenvolvimento, mas o Brasil tem capacidade, justamente porque a gente tem um grande sistema de inovação", finalizou.

O núcleo irá se integrar ao projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética). A parte criativa do projeto, que são as novas ferramentas com uso de IA para oferecer serviços públicos personalizados, será elaborada, guardada e processada no núcleo.

Mesmo sem a estrutura física, o Inspire completou sete meses e já implantou três chatbots em serviços do governo federal, conforme balanço divulgado durante o evento desta sexta:

Chatbot de Atendimento GOV.BR: desenvolvido para tirar dúvidas e dar suporte ao usuário por um único canal inteligente. Na fase de testes, a solução chegou a cerca de 2 mil atendimentos digitais por dia. A maior parte das interações teve como foco a solução de dúvidas e informações sobre recuperação de conta GOV.BR, autenticação em duas etapas, reconhecimento facial e uso do aplicativo. Chatbot SISU (Sistema de Seleção Unificada)/Jornada do Ensino Médio: lançado em janeiro de 2026 para apoiar estudantes durante o processo do SISU, Enem, Prouni e FIES, o chatbot foi preparado para oferecer orientações sobre matrículas, vagas, calendário e outros serviços associados ao MEC. Atende um universo potencial de 4,2 milhões de usuários inscritos no Enem.Chatbot Vacinação/Farmácia Popular: permite obter informações e esclarecer dúvidas sobre campanhas de vacinação realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), bem como sobre Farmácia Popular e outras iniciativas do Ministério da Saúde.

Outra medida do projeto foi a criação de uma infraestrutura de IA para processar e qualificar 77 milhões de registros de endereços de pessoas no país.

"Além de endereços diferentes da mesma pessoa, armazenados em bases de dados de órgãos de governo distintos, encontramos duplicações e inconsistências, por exemplo, na grafia de nomes de ruas", contou Paulo Curado, diretor responsável pelo Inspire no CPQD.

"Ter o endereço correto das pessoas, disponível para todos os órgãos do governo, é essencial para políticas públicas que dependem desse dado para o pagamento de determinados benefícios”, explicou.

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Por que a decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 15:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,0450,25%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8850,41%Euro TurismoR$ 6,1470,61%B3Ibovespa173.891 pts-0,67%Oferecido por

As facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a ser consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos, em medida anunciada na quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump.

As duas já foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também entrarão na de “Organizações Terroristas Estrangeiras”.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a medida não deve provocar impactos imediatos no comércio entre Brasil e EUA nem gerar barreiras comerciais diretas.

No entanto, a decisão mexe com o sistema financeiro, aumentando pressão sobre os bancos e empresas brasileiras para rastrear a origem do dinheiro e evitar a lavagem de recursos do crime organizado.

O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo especialistas, o principal impacto da decisão dos EUA no Brasil deve ocorrer no sistema financeiro.

🔎 Com a classificação de um grupo como organização terrorista estrangeira (FTO), a legislação americana amplia os instrumentos de combate financeiro, permitindo bloqueio de recursos, aumento de sanções e monitoramento mais rigoroso de operações suspeitas.

Na prática, instituições que tenham qualquer ligação — mesmo indireta — com recursos associados a esses grupos podem entrar no radar das autoridades dos EUA.

Diante desse cenário, bancos, fintechs, instituições de pagamento e cooperativas de crédito que operam em dólar ou mantêm relação com o mercado americano tendem a reforçar regras de identificação de clientes e rastreamento de transações, para reduzir o risco de sanções.

Como exemplo desse tipo de atuação, no ano passado o Tesouro dos EUA bloqueou transações envolvendo instituições financeiras do México suspeitas de ligação com lavagem de dinheiro para cartéis, em uma ação voltada ao combate ao narcotráfico e ao tráfico de fentanil.

Nesse cenário, o PIX também deve entrar ainda mais no radar das autoridades. Como o sistema movimenta bilhões de reais diariamente e permite transferências instantâneas, bancos e órgãos de fiscalização podem ampliar o monitoramento sobre operações consideradas suspeitas.

No Brasil, investigações da Polícia Federal já vêm mostrando como organizações criminosas usam contas digitais, empresas de fachada e transferências eletrônicas para ocultar a origem do dinheiro.

Nesta semana, por exemplo, a Operação Fluxo Oculto — desdobramento da Operação Carbono Oculto — apurou a atuação da chamada “máfia da nafta”, que utilizava “contas-bolsão”, onde recursos de diferentes clientes são misturados em uma única conta, dificultando o rastreamento das transações.

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Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, afirma que o rastreamento do dinheiro costuma ser uma das primeiras medidas adotadas em situações de combate ao crime organizado.

“O rastro do dinheiro é sempre a primeira linha de atuação em medidas desse tipo. O PIX naturalmente entra nesse monitoramento porque movimenta um volume enorme de transações diariamente”, afirma.

“Tivemos recentemente operações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro via PIX. Tudo isso agora pode entrar no escopo dessa nova classificação das facções.”

Sant’Anna lembra que o crescimento do PIX também já vinha sendo acompanhado de perto pelo mercado americano, principalmente porque o sistema brasileiro reduziu o espaço de empresas tradicionais de cartões e meios de pagamento dos EUA no Brasil.

🔎 O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos EUA durante uma investigação comercial aberta na em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump.

Um dos principais pontos de atenção do mercado financeiro é a diferença entre as leis do Brasil e dos EUA. Enquanto os americanos passaram a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, o Brasil ainda mantém o enquadramento como facções criminosas.

🛑 Na prática, essa classificação nos EUA muda o nível de risco jurídico: qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle.

Esse descompasso entre os dois sistemas cria insegurança jurídica e aumenta a preocupação de investidores estrangeiros. Para Milene Dellatore, especialista em investimentos e sócia-diretora do Grupo Mide, o efeito mais sensível é reputacional.

“Investidor estrangeiro não gosta de ruído institucional. Quando o Brasil aparece associado a terrorismo, mesmo que o problema real seja crime organizado, isso cria um red flag [sinal de alerta]. Ele começa a olhar o país com mais cuidado, principalmente em setores financeiros, infraestrutura, logística, portos, combustíveis e empresas com operação internacional", afirma.

Segundo especialistas, ao migrar para o campo do contraterrorismo e das sanções internacionais, o tema também aumenta o custo e a complexidade de fazer negócios.

Há ainda a preocupação de que empresas brasileiras com atuação global ou listadas no exterior fiquem mais sujeitas a investigações e a uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos reguladores. Setores com grande circulação de dinheiro, como combustíveis, logística e mercado imobiliário, tendem a enfrentar auditorias mais rigorosas.

“A decisão muda menos o comércio entre os dois países e mais o custo de operar sob a lei americana”, afirma Fard. “A lei antiterrorismo dos EUA pode alcançar instituições que processem recursos ligados às facções mesmo sem conhecer a origem do dinheiro.”

Matheus Balbino, professor de relações internacionais do Centro Universitário Braz Cubas, afirma que a medida não gera automaticamente sanções ao Brasil, mas aumenta a pressão internacional sobre o país.

Segundo ele, o efeito mais provável no curto e médio prazo é o fortalecimento da cooperação entre países em áreas como inteligência financeira, combate à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos ilícitos.

Essa maior pressão, acrescenta, pode exigir mais integração entre bancos, fintechs, órgãos de fiscalização e autoridades financeiras.

“A tendência é de fortalecimento dos mecanismos de rastreamento de recursos, especialmente em operações internacionais, criptomoedas, empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas atípicas”, afirma.

Nesse cenário, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), responsável por identificar movimentações financeiras atípicas, produzir relatórios de inteligência e cooperar com autoridades nacionais e internacionais, deve ganhar ainda mais relevância no monitoramento de operações suspeitas.

Balbino também cita o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), organismo criado pelo G7 e responsável por definir padrões globais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A mudança na percepção de risco do investidor estrangeiro ainda não indica impacto relevante na economia brasileira como um todo. No curto prazo, porém, o efeito mais provável é uma pressão de alta no dólar em relação ao real.

Isso acontece porque, em momentos de incerteza, investidores passam a enxergar o país como um ambiente mais arriscado para aplicações financeiras.

🔎 O chamado risco-país mede justamente essa percepção de confiança na estabilidade de um país. Quando ele sobe, investidores exigem retornos maiores para manter recursos no mercado local, o que encarece o capital e pode pressionar o câmbio.

Na prática, esse cenário tende a aumentar a volatilidade do dólar e da bolsa. E o mercado já reage com cautela e segue avaliando os desdobramentos da decisão.

📉 Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía quase 1%, aos 173.333 pontos, enquanto o dólar subia 0,54%, a R$ 5,0708 (veja mais detalhes do dia no mercado).

Segundo Felipe Sant’Anna, nesse cenário de cautela, investidores estão reduzindo posições principalmente em ações de bancos e varejo, setores mais sensíveis ao aumento da incerteza.

A queda da bolsa brasileira não começou agora. O mercado já vinha em baixa há semanas e pode fechar a sétima semana consecutiva de recuo, segundo analistas.

Nesta semana, o Ibovespa acumula queda de 0,64% até quinta-feira e recuo de 6,53% no mês. Além da decisão dos EUA, o cenário também reflete incertezas globais, como as tensões no Oriente Médio.

Em momentos como esse, investidores costumam vender primeiro ações que já tinham subido mais ou que são mais sensíveis à economia. Por isso, a queda acaba sendo mais forte em empresas menores e em setores mais ligados ao ciclo econômico, o que mostra aumento da aversão ao risco na bolsa brasileira.

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Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 14:45

Política Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV Facções brasileiras foram classificadas como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump, após pedido do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Medida desperta temor de risco à soberania do Brasil, mas também pode ajudar no combate ao crime organizado Por Redação g1 — São Paulo

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente.

📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos".

Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas";Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas;Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos.

LEIA TAMBÉM: Lula condena decisão dos EUA sobre facções: 'Não aceitamos ser tratados como moleques'

Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo;Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida;Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações;Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo.

Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados;Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano;Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio.

Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo;Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA.

Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA;Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções.

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VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 13:46

Inovação VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida Empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e investiga as causas do incidente. Por Redação g1

A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) na base de lançamentos da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos (veja no vídeo acima).

A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), enquanto o veículo espacial passava por uma ignição estática dos motores, procedimento realizado com a nave ainda presa à plataforma.

Segundo a Blue Origin, foi registrada uma "anomalia" durante a operação. A empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e disse que divulgará novas informações à medida que apurar os detalhes do incidente.

Explosão de nave da Blue Origin em base de lançamento na Flórida, em 28 de maio de 2026 — Foto: Reprodução/NasaSpaceFlight

A atividade fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela companhia na quarta-feira (27). O plano era usar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, rede semelhante à Starlink, de Elon Musk.

Na ocasião, o CEO da Blue Origin celebrou o anúncio da missão. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou.

Projetada para realizar voos de longa duração, a New Glenn é a principal concorrente da Starship, nave desenvolvida pela SpaceX.

Antes do incidente desta quinta, o veículo da Blue Origin já havia realizado três voos de teste sem tripulantes. O primeiro ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço.

O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin.

O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX.

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ANS aprova limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%Oferecido por

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor.

De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19.

O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.

A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação.

Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio.

Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%.

Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa – cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso – é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”.

No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D'Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado.

Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D'Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%.

"A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias", disseram os analistas do UBS BB.

"Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos."

STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS — Foto: Reprodução/TV Globo

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