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O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa

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O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Trabalho e Carreira O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa Levantamento do CIEE com mais de 8,8 mil jovens mostra também que flexibilidade aparece atrás de ambiente de trabalho e reputação da empresa. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Oportunidade de crescimento profissional é o principal fator na escolha de emprego para 54% dos jovens brasileiros, segundo pesquisa do CIEE com mais de 8,8 mil entrevistados.

Boa remuneração e benefícios aparecem em segundo lugar (43%), seguidos por ambiente de trabalho agradável (31%).

Saúde mental ganhou peso entre as prioridades: 98% consideram importante trabalhar em empresas que valorizem o tema.

Apesar do debate sobre home office, flexibilidade no trabalho ficou atrás de fatores como reputação da empresa e ambiente saudável.

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

A oportunidade de crescimento profissional, a boa remuneração e um ambiente de trabalho saudável estão entre os principais fatores levados em consideração pelos jovens brasileiros na hora de escolher onde trabalhar.

É o que aponta uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com mais de 8,8 mil jovens de 14 a 24 anos em todo o país.

Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para escolher uma empresa. Em seguida aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

A pesquisa indica que a nova geração busca mais do que salário. Para 79% dos jovens, remuneração e benefícios são importantes, mas não representam o principal critério na escolha do emprego ideal. O resultado reforça uma visão mais ampla sobre o trabalho, que inclui bem-estar, desenvolvimento e propósito.

Outro dado que chama atenção é a importância dada à saúde mental: 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% afirmam concordar totalmente com essa necessidade.

O levantamento também mostra que os jovens querem trabalhar em empresas onde se sintam valorizados. Quase todos os entrevistados (98%) consideram importante que as organizações valorizem os jovens profissionais, e sete em cada dez afirmam que não trabalhariam em empresas que não compartilham dos mesmos valores.

Apesar do avanço do debate sobre home office e modelos híbridos, a flexibilidade no trabalho apareceu apenas na quinta posição entre os fatores mais relevantes na escolha de uma empresa, empatada com a localização próxima de casa, também com 20% das respostas. A preferência ficou atrás até mesmo da reputação da empresa, citada por 24% dos participantes.

A pesquisa também revela uma forte percepção sobre o papel social das empresas: 98% dos entrevistados acreditam que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% dizem que elas têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira.

54% priorizam oportunidade de crescimento profissional;43% apontam boa remuneração e benefícios;31% valorizam ambiente de trabalho agradável;24% preferem empresas tradicionais ou renomadas;20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial;98% querem trabalhar em empresas que valorizem saúde mental;98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens;7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus.

Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, os dados mostram uma mudança nas expectativas da nova geração.

“Questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas para os jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa, mas também à compatibilidade com seus próprios objetivos de vida”, afirma.

O levantamento ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todas as regiões do país e tem margem de erro de um ponto percentual.

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