RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

ONS aciona plano pela primeira vez para reduzir sobra de energia e evitar instabilidade no sistema

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que realizou, entre 10h e 14h deste domingo, uma ação para diminuir o desequilíbrio entre oferta e demanda e evitar o risco de instabilidade por conta da sobra de energia na rede.

A medida, classificada como um "sucesso", foi tomada em um momento de alta atividade da micro e da mini geração distribuída (como painéis solares), e de baixa demanda por energia pela indústria e pelo comércio em função do feriado prolongado.

Em uma operação combinada, as distribuidoras reduziram a geração sob sua área de concessão e o ONS implementou medidas complementares para diminuir a quantidade de energia no sistema.

"ONS manteve os agentes atualizados e coordenou as ações no SIN, realizando a gestão dos recursos disponíveis de acordo com a demanda da sociedade, em comunicação direta com os agentes do setor", informou o operador em nota.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que as distribuidoras executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo ONS.

A Abradee disse que ainda fará uma avalição técnica da ação e informará os principais impactos e resultados do acionamento do plano emergencial.

O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico provocado pelo excesso de geração de energia renovável, sobretudo em períodos de baixa demanda, como feriados e fins de semana.

A medida estabelece protocolos para controlar parte dessa oferta e garantir a segurança da operação do sistema.

O plano tem como foco as usinas classificadas como Tipo III, categoria que inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa. Embora não integrem a rede contolada pelo ONS, essas unidades também influenciam o equilíbrio do sistema elétrico.

Em 2025, dois episódios acenderam o alerta no setor ao evidenciar o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda. Em comum, ambos ocorreram em domingos, quando o consumo de energia costuma ser menor devido à redução das atividades industriais e comerciais.

Um dos casos aconteceu em 10 de agosto. Naquele dia, a geração solar respondeu por 37,6% da demanda nacional. Diante do cenário, o ONS precisou reduzir significativamente a geração de usinas hidrelétricas e termelétricas, além de determinar cortes na produção de grandes parques eólicos e solares.

Pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 12 distribuidoras estão atualmente habilitadas a executar os cortes previstos no plano. Juntas, elas concentram cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III no país. A expectativa é que outras distribuidoras sejam incorporadas em uma segunda etapa da implementação.

A regulamentação também determina que o ONS encaminhe à Aneel, em até 30 dias após cada acionamento do plano, um relatório técnico detalhando as condições que motivaram a medida e os resultados alcançados.

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Economia azul transforma conservação em oportunidades para pequenos negócios no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 16:47

Espírito Santo Economia azul transforma conservação em oportunidades para pequenos negócios no ES Temporada das baleias no estado encanta turistas, movimenta cadeia produtiva que envolve artesãos, marinheiros, guias de turismo, hotéis, restaurantes, agências de receptivo e pesquisadores. Por Juirana Nobres, g1 ES

A economia azul impulsiona pequenos negócios no Espírito Santo ao transformar a conservação das baleias-jubarte em fonte de renda sustentável.

O empreendedor Ruan Nolasco Cardoso criou em 2017 a Capitão Grilo, empresa de turismo náutico que resgata a história de sua família no litoral capixaba.

Durante a temporada de observação, as vendas da artesã Erani de Oliveira Castro crescem 90%, enquanto o Festival da Baleia de 2025 gerou R$ 250 mil.

O projeto Amigos da Jubarte e o laboratório Jubarte.Lab monitoram os cetáceos desde 2020, garantindo quase 100% de chance de avistamento aos turistas.

A atividade reduz a sazonalidade do turismo local entre junho e novembro. O Instituto Baleia Jubarte projeta atrair 2 mil visitantes na temporada de 2026.

'Eu vivo do mar', o marinheiro e empreendedor Ruan Nolasco Cardoso, proprietário de uma empresa de turismo náutico no Espírito Santo. — Foto: Arquivo pessoal

"Eu vivo do mar". A frase resume a história do marinheiro e empreendedor Ruan Nolasco Cardoso, proprietário de uma empresa de turismo náutico na Grande Vitória. O avô foi pescador, trabalhou no Porto de Vitória e no antigo sistema aquaviário da capital. O pai passou 35 anos embarcado em navios e plataformas de petróleo. Agora, é dele a missão de transformar o oceano em oportunidade de trabalho para uma nova geração.

Foi olhando para a própria história da família que Ruan decidiu criar, em 2017, o Capitão Grilo, um negócio voltado aos passeios marítimos pelo litoral capixaba.

"Meu avô fazia esse trabalho décadas atrás. Eu pensei: será que ainda existe espaço para isso hoje? Foi um resgate da história da minha família. Começamos pequenos e fomos crescendo junto com o turismo náutico no Espírito Santo".

Hoje, além de comandar embarcações, ele oferece roteiros como a Rota dos Botos, passeios pelos manguezais e circuitos turísticos pela Baía de Vitória e pelo litoral sul do estado.

Mas o empreendedorismo veio acompanhado da necessidade de estudar. "Passei a fazer cursos de guia de turismo, monitor de áreas naturais, condutor local e continuo buscando capacitações. O turismo exige conhecimento. A gente tenta despertar nas pessoas um sentimento de pertencimento sobre o nosso mar, nossos manguezais e nossa biodiversidade".

Temporada das baleias no Espírito Santo encanta turistas e gera emprego para marinheiro, artesã e guia — Foto: g1

QUER VER? Saiba como fazer passeios de observação de baleias com o início da temporada 'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025PESQUISA: Monitoramento busca salvar mamífero marinho mais ameaçado do Atlântico SulCONHEÇA O CICLO: Por onde nadam as baleias-jubarte quando não estão no Brasil?

A trajetória de Ruan traduz, na prática, um conceito que ganha força: a economia azul. Modelo de desenvolvimento que alia conservação ambiental, inovação e geração de renda por meio do uso sustentável dos recursos marinhos.

Todos os anos, entre junho e outubro, milhares delas deixam a Antártida para se reproduzir no litoral brasileiro.

No Espírito Santo, além de encantar turistas, elas movimentam uma cadeia produtiva que envolve artesãos, marinheiros, guias de turismo, hotéis, restaurantes, agências de receptivo e pesquisadores.

Artesã Erani de Oliveira Castro se inspirada na fauna marinha capixaba no Espírito Santo — Foto: Carlos Alberto Silva/Rede Gazeta

Quando as baleias-jubarte chegam ao litoral capixaba, quem também comemora são pequenos empreendedores espalhados por toda a costa.

Enquanto turistas embarcam em busca do encontro com as gigantes do mar, hotéis recebem hóspedes, restaurantes ampliam o movimento, artesãos vendem lembranças inspiradas nas baleias e guias turísticos trabalham em ritmo intenso.

O espetáculo da natureza ajuda a movimentar uma cadeia econômica que cresce ano após ano e mostra, na prática, como a conservação ambiental pode gerar renda.

Em 2025, o Festival da Baleia em Vitória, evento cultural dedicado à espécie, gerou cerca de R$ 250 mil em receita para artesãos e comerciantes locais.

Artesã Erani de Oliveira Castro se inspirada na fauna marinha capixaba no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Em Vila Velha, a designer e artesã Erani de Oliveira Castro, criadora do Estúdio Ira, sente os efeitos da temporada todos os anos. Inspirada na fauna marinha capixaba, ela produz cangas, lenços e outros produtos que retratam espécies encontradas no litoral do estado.

Durante o período de observação das baleias, as vendas aumentam cerca de 90%. "A maior parte das vendas é de produtos inspirados nas baleias. As pessoas querem levar uma lembrança dessa experiência e conhecer mais sobre esses animais", contou a artesã.

Para Erani, o interesse dos visitantes vai além dos passeios embarcados. "As pessoas querem adquirir produtos da temporada, querem conhecer mais. Até já pensei em trabalhar em algum ponto perto dos embarques para a observação das baleias, mas mesmo de longe já tenho muito trabalho e encomendas", contou Erani que já está trabalhando com coleção nova para 2026.

O movimento mostra como a presença das jubartes ultrapassa o turismo de observação e alcança outros setores da economia criativa, gerando renda para pequenos empreendedores que encontram no mar uma fonte de inspiração e sustento.

"As baleias talvez sejam o exemplo mais simbólico de transformação que a economia azul pode causar em nossa sociedade". A afirmação é do ambientalista Thiago Ferrari, coordenador do Projeto Amigos da Jubarte.

Segundo ele, poucas atividades representam tão bem a mudança de paradigma que ocorreu nas últimas décadas.

Thiago Ferrari é ambientalista e faz parte do Projeto Amigos da Jubarte no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

"Antes eram caçadas para exploração do óleo e da carne. Hoje, geram emprego e renda através do turismo de observação, de forma sustentável e sem retirar nenhum animal da natureza".

Para Ferrari, esse desenvolvimento econômico só foi possível graças ao conhecimento científico produzido no Espírito Santo.

Desde 2020, o Hub Científico Jubarte.Lab, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), utiliza drones, hidrofones e metodologias inovadoras para monitorar baleias e golfinhos na costa capixaba.

A iniciativa colocou o estado entre as principais referências brasileiras em pesquisa de cetáceos e ajudou a consolidar o Espírito Santo como destino internacional para observação de baleias.

"Esse estudo é feito de forma colaborativa. Além do desenvolvimento de metodologias altamente tecnológicas, essa parceria garante uma produção científica capixaba de vanguarda, fortalece pesquisadores vinculados às instituições locais e coloca o Espírito Santo em posição de destaque internacional na conservação de baleias e golfinhos".

Ferrari lembra que pesquisas abriram caminho para o turismo. "Primeiro foi preciso entender por onde essas baleias passam, onde elas se concentram e quando chegam ao litoral capixaba. Hoje, conseguimos oferecer passeios com praticamente 100% de chance de avistamento entre julho e outubro".

De acordo com dados do Projeto Amigos da Jubarte, em 2025, as ações ligadas ao turismo de observação de baleias resultaram em 17 embarques turísticos, 265 visitantes embarcados, 132 avistamentos de baleias e 26 de golfinhos.

As capacitações promovidas para o setor alcançaram 514 pessoas, das quais 327 receberam certificação. Durante o Festival da Baleia, artesãos e comerciantes movimentaram cerca de R$ 250 mil em receitas.

👥 265 turistas embarcados🐋 132 avistamentos de baleias🐬 26 avistamentos de golfinhos🌊 354 cetáceos registrados🎓 514 pessoas inscritas em capacitações para o turismo✅ 327 profissionais certificados💰 R$ 250 mil em receita para artesãos 📲 150 mil pessoas alcançadas pelas ações de divulgação

Pesquisadores do Espírito Santo fazem intercâmbio e explicam o ciclo das baleias no mar. — Foto: Reprodução

Muito antes da atividade ganhar força comercial, os Projeto Amigos da Jubarte e o Instituto Baleia Jubarte investem na preparação da cadeia produtiva.

Eles promovem capacitações técnicas para agências de turismo, operadoras, guias, mestres e proprietários de embarcações, representantes do turismo receptivo e profissionais da rede hoteleira.

As capacitações são realizadas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Durante os treinamentos, os participantes recebem orientações sobre biodiversidade marinha, biologia e ecologia dos cetáceos, legislação ambiental, técnicas corretas de aproximação das baleias e conceitos de turismo receptivo e regenerativo.

O aprendizado é complementado com uma saída embarcada de observação de baleias e golfinhos, permitindo que os participantes vivenciem na prática os conteúdos apresentados em sala.

Agentes passam por capacitação com o apoio do Sebrae no Espírito Santo e Rio de Janeiro — Foto: Divulgação/Amigos da Jubarte

Para o coordenador do Núcleo de Turismo do Sebrae/ES, Leandro Tononi, a observação de baleias se consolidou como um produto turístico capaz de movimentar diferentes segmentos econômicos.

"Quando um visitante decide vir ao Espírito Santo para observar baleias, ele movimenta hospedagem, alimentação, transporte, comércio, passeios e serviços turísticos. Toda a cadeia é beneficiada".

Segundo Tononi, a atividade passou por um processo de profissionalização nos últimos anos. "Hoje temos embarcações específicas, equipes capacitadas e empresas estruturadas para oferecer uma experiência segura e de qualidade".

O impacto é percebido também pelos meios de hospedagem. O proprietário do Artsy Vitória Hostel, o turismólogo Felipe Silva Santos acompanha o projeto desde os primeiros anos e acredita que as baleias ajudaram a colocar Vitória no mapa do ecoturismo brasileiro.

"Esse projeto foi muito importante para dar visibilidade ao turismo ecológico e de aventura. As baleias viraram um símbolo do Espírito Santo e ajudam a mostrar para o Brasil e para o mundo a riqueza do nosso litoral".

Segundo ele, pesquisadores e turistas hospedados no hostel acabam conhecendo o projeto e incluindo a observação das jubartes no roteiro da viagem.

"Elas já representam muito mais do que um passeio. Estão se tornando parte da identidade cultural do estado assim como a moqueca e o congo", disse.

Felipe contou que o hostel fica sempre movimentado e tem orgulho do que faz por tudo e por 10 famílias dependerem da empresa dele.

Para Mônica Velasques, diretora de Hospitalidade, Turismo e Lazer do Sesc Espírito Santo, a força econômica das baleias está justamente na capacidade de atrair visitantes fora da alta temporada.

"A temporada de observação de baleias ocorre entre junho e novembro e ajuda a reduzir a sazonalidade do turismo. Isso gera fluxo adicional de visitantes e movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, agências, transportadoras e diversos serviços ligados à cadeia produtiva do turismo".

Segundo ela, a atividade cria um motivo concreto para a viagem e fortalece o posicionamento do estado como destino de natureza e experiências.

"O grande valor da temporada das baleias não está apenas na ocupação dos hotéis durante os passeios, mas na capacidade de transformar um recurso natural em um produto turístico sustentável, capaz de gerar receita, emprego e visibilidade para o destino durante vários meses do ano", explicou Mônica.

A guia de turismo Tatiana Sarmento Noronha, bacharel em Direito e pós-graduanda em Direito Ambiental, acompanha os turistas desde a recepção até o desembarque durante as expedições.

Ela participa da operação desde o início da atividadeda Agência Aves. "Faço toda a parte operacional, desde a recepção até o desembarque dos turistas. Eu costumo dizer que ganho para fazer o que gosto".

Segundo ela, poucas experiências provocam tanta emoção. "Quando a primeira baleia aparece, muitos ficam em silêncio. Depois vêm os aplausos, o choro e a alegria. É uma conexão muito forte com a natureza".

A guia conta que a reação dos visitantes costuma se repetir a cada saída. "Eles ficam impactados com o tamanho das baleias. Quando elas saltam, batem as nadadeiras ou aparecem com os filhotes, a emoção é muito intensa. Muitas pessoas choram. É uma sensação difícil de mensurar".

Tatiana destaca ainda que cada passeio na agência onde trabalha também funciona como uma experiência de educação ambiental.

Além das explicações sobre biologia e conservação, todas as expedições contam com pesquisadores a bordo, responsáveis por orientar os passageiros e acompanhar o cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos ambientais e pela Capitania dos Portos, garantindo a segurança da atividade e o respeito aos animais.

Para realizar os passeios, as agências de turismo devem estar cadastradas no Cadastur. Os barcos de precisam respeitar algumas regras durante a observação das baleias, como manter distância de 100 metros da baleia ou do golfinho, e 200 metros se o animal estiver com filhote.

A observação deve ser feita, no máximo, por 30 minutos para cada animal. Além disso, o barco não pode perseguir a baleia e caso o animal se aproxime muito da embarcação, deve ficar com o motor ligado e desengrenado.

O oceanógrafo Paulo Pinheiro Rodrigues, do Instituto Baleia Jubarte, afirma que a observação de baleias é uma das iniciativas mais bem-sucedidas de transformação da conservação ambiental em desenvolvimento econômico.

"O Projeto Baleia Jubarte promove pesquisa, conservação, educação ambiental e fomenta o ecoturismo como alternativa sustentável. Geramos trabalho e renda em torno da imagem das baleias e do ambiente marinho".

Segundo ele, a atividade ajuda a reduzir a sazonalidade do turismo no estado. "As baleias são indutoras do destino. Muitas pessoas escolhem viajar para a Grande Vitória especificamente para participar dos passeios".

Paulo destaca que a atividade vem atraindo investimentos públicos e privados, desde embarcações adaptadas para o transporte de passageiros até novos espaços de educação ambiental.

A expectativa do Instituto Baleia Jubarte é que cerca de 2 mil turistas embarquem rumo às baleias na temporada de 2026.

Paulo Pinheiro Rodrigues é oceanógrafo e integra o Instituto Baleia Jubarte no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Para o secretário estadual de Turismo, Luciano Machado, a observação de baleias já se consolidou como um dos produtos turísticos mais promissores do Espírito Santo.

"Temos um patrimônio natural extraordinário. A observação de baleias fortalece nossa imagem como destino de natureza e amplia a movimentação econômica em diversas regiões do estado".

Em Aracruz, onde os passeios também começam a ganhar espaço, o secretário municipal de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, vê nas jubartes um dos principais ativos naturais do município.

"O crescimento da observação de baleias tem sido incentivado dentro de uma estratégia de economia azul e desenvolvimento sustentável. Hoje elas representam um patrimônio natural que precisa ser valorizado".

Segundo ele, o município vem investindo em iniciativas ligadas à conservação e à valorização dos recursos naturais, incluindo parcerias para ampliar a divulgação das baleias como atrativo turístico.

Artesã Erani de Oliveira Castro se inspirada na fauna marinha capixaba no Espírito Santo — Foto: Arquivo pessoal

Para Ruan Nolasco, que cresceu ouvindo histórias do avô pescador e do pai embarcado em navios, as baleias representam mais do que um atrativo turístico. "Elas mostram que é possível viver do mar sem destruir o mar".

No Espírito Santo, a economia azul vem justamente mostrando esse caminho. Onde antes havia exploração dos recursos naturais, surgem oportunidades ligadas à conservação.

E, a cada inverno, quando as jubartes retornam ao litoral capixaba, ajudam a movimentar uma cadeia que transforma natureza preservada em trabalho, renda e desenvolvimento a partir do oceano.

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OPEP+ aprova novo aumento na produção de petróleo em meio à crise no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

A OPEP+ concordou neste domingo (7) com um quarto aumento consecutivo em suas metas de produção de petróleo nos últimos quatro meses, informou a organização em comunicado.

No entanto, a guerra entre Estados Unidos e Irã continua impedindo vários integrantes do grupo de ampliar sua produção.

O conflito interrompeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, provocando a maior crise de abastecimento da história.

Como consequência, importantes membros da OPEP+, entre eles a Arábia Saudita, não conseguem atender integralmente seus clientes desde o fim de fevereiro.

A situação se agravou após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), encerrando uma participação de quase 60 anos.

Sete dos principais integrantes da OPEP+ — aliança que reúne a OPEP e países produtores aliados, como a Rússia — elevaram suas cotas de produção entre abril e junho em quase 600 mil barris por dia.

Na prática, porém, a produção do grupo despencou devido à redução das exportações dos países do Golfo.

Segundo dados da OPEP, a produção média caiu para 33,19 milhões de barris por dia em abril, ante 42,77 milhões registrados em fevereiro.

🔎 Neste domingo, os sete países decidiram elevar as metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho, de acordo com o comunicado.

O volume é o mesmo aprovado para junho, após ter sido reduzido em relação aos aumentos de 206 mil barris diários adotados em abril e maio para refletir a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo.

Dos 21 membros da OPEP+ reunidos neste domingo, sete participaram da decisão: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã.

Nos últimos anos, apenas esses países — além dos Emirados Árabes Unidos, quando ainda integravam a organização — têm participado das deliberações sobre a política de produção da aliança.

Outras três reuniões da OPEP e da OPEP+, incluindo um encontro com todos os ministros da aliança, também estavam previstas para este domingo.

Segundo fontes da OPEP+, não há expectativa de mudanças na política de produção durante a reunião ministerial.

A queima de combustíveis na produção de petróleo é uma fonte conhecida de emissões de metano. — Foto: Leslie Von Pless/NASA

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Trabalhadores rurais do oeste paulista ganham área de vivência com energia solar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 08:45

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Trabalhadores rurais do oeste paulista ganham área de vivência com energia solar Região é destaque na produção de gramados usados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas. Em uma das fazendas, vendas cresceram mais de 50% nas últimas semanas. Por Nosso Campo, TV TEM

Trabalhadores rurais de Sandovalina, no oeste paulista, ganharam uma área de vivência móvel equipada com energia solar para descanso e higiene durante o cultivo de cana-de-açúcar.

O espaço atende mais de 900 funcionários de uma usina sucroenergética desde 2023, facilitando banhos, trocas de roupas e alimentação nos 3 turnos de trabalho.

A estrutura móvel conta com 8 painéis solares, sendo 6 para gerar eletricidade e 2 para aquecer a água dos banheiros e do refeitório de forma econômica.

A procura por essas acomodações cresce mensalmente e já se expande para outros setores do agronegócio, como as lavouras de soja, amendoim e laranja.

Estrutura móvel com energia solar oferece banho, alimentação e descanso para trabalhadores rurais em usina de Sandovalina (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Em Sandovalina (SP), município localizado na região de Presidente Prudente, trabalhadores rurais têm acesso à área de lazer móvel durante os três turnos de trabalho no cultivo de cana-de-açúcar. O espaço conta com armários, banheiros e chuveiros aquecidos que recebem energia de placas fotovoltaicas.

Ivanez Muniz Ribeiro, auxiliar agrícola, relata como o espaço ajuda na rotina do campo, facilitando a hora de tomar banho, trocar roupas contaminadas de defensivos agrícolas, se alimentar e descansar após longos períodos debaixo do sol . A usina do setor sucroenergético conta com mais de 900 funcionários, que possuem esse espaço desde 2023.

Para Marcelo Pondé, coordenador de saúde e segurança do trabalho, o objetivo é estender o bem-estar das zonas industriais para a zona rural, proporcionando um ambiente mais seguro e produtivo.

A estrutura móvel possui oito painéis solares: seis são responsáveis pela produção de energia elétrica e dois pelo aquecimento da água dos banheiros e do refeitório. O diretor de vendas Fernando Juliano explica que os painéis oferecem um custo-benefício melhor em comparação ao uso de baterias, que precisariam ser trocadas diariamente para garantir o fornecimento nos três turnos.

A procura por essas acomodações tem crescido de forma mensal e já se expande para outras áreas do agronegócio, como as lavouras de amendoim, soja e laranja. Segundo o setor, isso demonstra um investimento crescente em qualidade de vida e modernização para os colaboradores do campo.

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Produtores de grama em Itapetininga reforçam vendas com chegada da Copa do Mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 08:45

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produtores de grama em Itapetininga reforçam vendas com chegada da Copa do Mundo Região é destaque na produção de gramados usados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas. Em uma das fazendas, vendas cresceram mais de 50% nas últimas semanas. Por Nosso Campo, TV TEM

Produtores de grama em Itapetininga (SP) registram alta nas vendas de gramados para campos esportivos devido à proximidade da Copa do Mundo.

O empresário Emerson Terra Rocha Júnior coordena a produção familiar de 35 anos, destinando 10% do cultivo para clubes de futebol do Sudeste.

As variedades esmeralda e bermuda são as mais comercializadas pela alta resistência, influenciando diretamente no desempenho dos atletas e na velocidade da bola.

O produtor Guilherme de Souza administra 100 alqueires na região, direcionando metade de sua colheita para atender times, clubes e escolas de futebol.

Impulsionadas pelo torneio mundial, as vendas na propriedade de Guilherme cresceram mais de 50% nas últimas semanas, consolidando o momento positivo do setor.

Plantação de grama em Itapetininga (SP) ocupa área equivalente a 169 campos de futebol e abastece estádios — Foto: TV TEM/Reprodução

A Copa do Mundo está chegando e, com ela, cresce também a expectativa dentro e fora dos campos. Em Itapetininga (SP), produtores de grama aproveitam o clima de competição para reforçar a comercialização de gramados utilizados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas de futebol em diversas regiões do país.

Em uma das fazendas da região, o cenário chama a atenção: são 50 alqueires de plantação, o equivalente a 169 campos de futebol. A área verde, com grama a perder de vista, é especializada na produção de variedades usadas para diferentes finalidades, inclusive para equipar campos esportivos.

Quem coordena parte desse trabalho é o empresário Emerson Terra Rocha Júnior. A família dele atua no ramo há mais de 35 anos. Segundo ele, a produção envolve uma série de cuidados, desde o preparo do solo até a colheita da grama que será entregue aos clientes.

A empresa também mantém outras fazendas na região de Itapetininga, além de lavouras em Minas Gerais. Conforme o empresário, cerca de 10% da produção é voltada ao futebol, principalmente para clubes do Sudeste.

Entre as variedades mais comercializadas está a grama esmeralda, conhecida pela resistência e pela adaptação aos estádios brasileiros. Emerson conta que, apesar de trabalhar com gramados usados no futebol, ainda não viu o time do coração jogar em um campo produzido pela própria empresa.

Grama esmeralda e bermuda estão entre as variedades cultivadas em Itapetininga (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

No Brasil, outra variedade bastante utilizada nos campos é a bermuda, também conhecida pela resistência ao pisoteio dos atletas. De acordo com o técnico agrícola João Marcos Rochel, a escolha da grama influencia diretamente na qualidade do campo e no desempenho durante as partidas.

A qualidade do gramado pode mudar o ritmo de um jogo. Quando a grama é bem cuidada, forte e uniforme, a bola corre melhor e os jogadores conseguem se movimentar com mais segurança. Além disso, o gramado também ajuda a amenizar impactos em quedas e pode reduzir o risco de lesões.

Pensando em garantir essa qualidade aos clientes, o empresário Guilherme de Souza se dedica há 10 anos ao aprimoramento da grama vendida para o mercado do futebol. Ele administra mais de 100 alqueires de produção em uma fazenda em Itapetininga.

Segundo Guilherme, metade do que é colhido na propriedade é comercializada para times, clubes e escolas. O empresário afirma que o momento tem sido positivo para o setor. Nas últimas semanas, as vendas cresceram mais de 50%, impulsionadas pela proximidade da Copa.

Com a expectativa pelo maior torneio de futebol do mundo, os produtores da região reforçam que o trabalho no campo também faz parte do espetáculo que acontece dentro das quatro linhas.

Produção de grama esportiva em Itapetininga (SP) atende clubes, escolas de futebol e centros de treinamento — Foto: TV TEM/Reprodução

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Como drones e máquinas mudam rotina e dão mais qualidade de vida para produtores rurais no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 07:06

Espírito Santo Agronegócios Como drones e máquinas mudam rotina e dão mais qualidade de vida para produtores rurais no ES Tecnologia facilita o trabalho na colheita, reduz os danos à saúde e ajuda a manter viva as histórias das famílias capixabas, incentivando a permanência no campo e a sucessão familiar. Por Enzo Teixeira, g1 ES e TV Gazeta

Principalmente para os produtores rurais mais velhos, a tecnologia é uma aliada para seguir na atividade com menos esforço, mais segurança e qualidade de vida.

Adotar a tecnologia que facilita o trabalho na colheita e reduz os danos à saúde é uma maneira, também, de manter viva as histórias das famílias capixabas.

Com drones, é possível realizar a aplicação de produtos defensivos sem que o produtor carregue peso ou se exponha a produtos químicos.

O uso de máquinas e drones tem transformado a rotina no campo no Espírito Santo. Principalmente para os produtores rurais mais velhos, a tecnologia é uma aliada para seguir na atividade com menos esforço, mais segurança e qualidade de vida.

Na propriedade do cafeicultor Antônio Carlos Soares, de 69 anos, em Vila Valério, Noroeste do estado, a mecanização chegou por desejo próprio. Para que ele pudesse seguir no campo, era necessário diminuir o esforço físico.

“Incentiva o produtor a ficar no campo e a trabalhar até com mais idade, porque fica mais fácil de fazer as coisas. Antigamente, você carregava o café nas costas. Hoje, por exemplo, tem máquina que colhe (o café), que joga em cima do caminhão. Você não pega mais os saquinhos de café para jogar em cima.”

Para o produtor capixaba, adotar a tecnologia que facilita o trabalho na colheita e reduz os danos à saúde é uma maneira, também, de manter viva a história da família. Antônio Carlos começou na propriedade aos 8 anos de idade, acompanhando o pai dele.

“O café sempre foi a base da vida da família. Eu fui acompanhando meu pai, ajudando ele a trabalhar desde criança. Comecei trabalhando, naquela época, de 8 para 9 anos”, lembra ele.

Drones auxiliam na pulverização de defensores nas lavouras do Espírito Santo. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Com o tempo, o cafeicultor formou a própria lavoura. Hoje, são aproximadamente 60 mil pés de café e alguns drones para realizar a aplicação de produtos defensivos sem que o produtor carregue peso ou se exponha a produtos químicos.

“Antes era preciso usar a bombinha costal. Hoje, praticamente usamos muito pouco ela”, afirma o produtor.

Segundo o engenheiro agrônomo Perseu Fernando Perdona, da cooperativa Cooabriel, além do risco biológico dos defensores utilizados nas lavouras, há a questão da saúde ergonômica, que era prejudicada com o uso de equipamento costal.

“A questão da saúde ergonômica também melhora quando não precisa colocar costal. Evita de ficar carregando peso e também ganha tempo; otimiza o tempo do produtor para que ele possa fazer outras atividades.”

Para Octávio Ribeiro, supervisor de vendas da Cooabriel, a tecnologia no campo também tem outros impactos. Um deles é o fortalecimento da sucessão familiar nas propriedades rurais.

“A tecnologia vem muito para somar de forma positiva para que os jovens interajam mais no campo e se interessem mais por tocar a atividade do pai, do avô, ao que está em família”, afirma ele.

Maquinário facilita trabalho de produtores rurais no Espírito Santo. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Além do serviço de pulverização com drones, a Cooabriel também oferece acompanhamento técnico aos produtores. Profissionais como engenheiros agrônomos e especialistas em agropecuária realizam o monitoramento da lavoura.

“A gente analisa o vigor, a taxa de crescimento da lavoura, a infestação de alguma praga, alguma doença, a necessidade de algum corretivo de solo, qual fertilizante utilizar, quando utilizar, como utilizar”, explica Octávio Ribeiro.

A orientação também inclui o uso seguro dos equipamentos e a busca por mais produtividade, sem deixar de lado o conhecimento de quem passou a vida na lavoura.

Segundo o supervisor de vendas, qualquer ferramenta que o produtor tenha dentro da propriedade que venha a auxiliar o trabalho no campo é uma forma de tecnologia embarcada à propriedade.

“Então, desde o preparo do solo, a produção, colher e vender de maneira mais rápida e eficiente, são tecnologias que ajudam o produtor.”

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Copa do Mundo de 2026 expõe disputa bilionária entre Nike, Adidas e Puma

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Por trás da disputa futebolística da Copa do Mundo de 2026 se esconde uma batalha comercial milionária, envolvendo empresas do ramo esportivo e as mais célebres estrelas em campo. Enquanto as gigantes do setor disputam espaço na maior vitrine esportiva do planeta, amplia-se a tendência de jogadores fortalecerem o passe midiático com o registro de marcas próprias.

Três grandes marcas esportivas vestem, juntas, 37 das 48 seleções em campo, o equivalente a 77%. A ampliação do torneio neste ano, entretanto, dá ainda visibilidade a concorrentes em emergência no mercado.

A maior guerra comercial se dá entre a Adidas e a Nike, presentes em, respectivamente, 14 e 12 seleções no torneio. A Puma, por sua vez, tem 11 seleções. Também entraram no torneio fabricantes alternativos como Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo.

O Brasil veste a Nike desde 1996, tendo estreado os uniformes da marca americana em campo na Copa de 1998. Em 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato até 2038, em valor estimado pelo portal ge em 100 milhões de dólares.

Para a Adidas, a vantagem é também simbólica. A empresa alemã veste a atual campeã do mundo, Argentina, e outras seleções de forte peso comercial, como Espanha, Alemanha, México, Colômbia, Bélgica ou Japão.

A Itália, entretanto, um time historicamente associado à marca, não estará no campeonato pela terceira vez consecutiva. Outro revés vem da Alemanha, que disputará seu último grande torneio vestida pela Adidas, antes de trocar, a partir do ano que vem, a marca pela Nike.

A seleção alemã e a Adidas estiveram unidas durante 75 anos. A parceria acompanhou a Mannschaft na conquista de quatro títulos mundiais e transformou seus uniformes em um dos símbolos mais reconhecíveis do futebol internacional.

A disputa comercial se dá não só pelas equipes, como também pelos uniformes de jogadores de enorme impacto. Lionel Messi lidera a lista da Adidas na sua sexta Copa com a Argentina.

A Nike, por sua vez, mantém um dos portfólios esportivos mais fortes do campeonato. Além do Brasil, a empresa mantém contratos com França, Inglaterra, Holanda, Uruguai, Estados Unidos e outros.

No plano individual, a americana chega respaldada por algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Cristiano Ronaldo (Portugal), Kylian Mbappé (França), Vinicius Junior (Brasil) e Erling Haaland (Noruega) fazem parte do portfólio comercial da marca.

No entanto, também perdeu alguns ativos importantes. Rodrygo (Brasil) não poderá participar do torneio por lesão, enquanto Cole Palmer (Inglaterra) ficou fora da convocação.

Já a Puma aparece como a grande vencedora silenciosa do novo formato. Também alemã, a empresa passou de vestir seis seleções na Copa de 2022, realizada no Catar, para onze na de 2026.

A sua estratégia de crescimento tem se mostrado especialmente forte na África, com cinco seleções do continente: Senegal, Gana, Costa do Marfim, Egito e Marrocos. Também entram na lista de clientes Portugal, Suíça, Áustria, República Tcheca, Paraguai e Nova Zelândia.

Mohamed Salah chuta ao gol no jogo Egito x Cabo Verde na fase de grupos da Copa Africana de Nações de 2024 — Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dals

Tampouco perdem tempo os jogadores em garantir ganhos comerciais. O francês Kylian Mbappé e o espanhol Lamine Yamal destronaram neste ano Cristiano Ronaldo e Lionel Messi como os futebolistas com mais marcas do seu nome protegidas para um possível uso comercial no espaço econômico europeu.

Se há quatro anos o português e o argentino eram os reis da propriedade intelectual, agora Mbappé tem ampla vantagem. Ele acumula 15 marcas protegidas, algumas delas de frases associadas à sua imagem, como "Moi tu m'parles pas d'age" (Não me fale da idade, em tradução livre).

Todas elas foram registradas no Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE). Além dos nomes em diferentes formatos, a estrela francesa do Real Madrid conta com um desenho da silhueta da característica comemoração dos seus gols.

Já Lamine detém sete marcas, incluindo o "304", que faz alusão aos últimos dígitos do código postal de seu humilde bairro de origem em Barcelona. Por sua vez, Vinicius Junior tem cinco marcas, e Neymar, duas.

Outros jogadores aguardam o registro das suas marcas, e a tendência se espalha também entre alguns treinadores.

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Após tragédias recentes, novo El Niño testa preparo do Brasil para eventos extremos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 03:54

Agro Após tragédias recentes, novo El Niño testa preparo do Brasil para eventos extremos Órgãos públicos ampliam monitoramento e articulam ações, mas ainda carecem de planejamento contínuo e investimentos estruturais. Por Deutsche Welle

Chuva extrema no Rio Grande do Sul em 2024, provocada por sobreposição de eventos climáticos, incluindo El Niño — Foto: Renan Mattos/REUTERS via DW

Um novo episódio de El Niño já dá sinais no Pacífico e pode trazer mais chuvas ao Sul e seca ao Norte e Nordeste. Ainda há dúvidas sobre a intensidade do fenômeno, em meio à falta de preparo e adaptação no país. Do alto, satélites e radares acompanham a massa de água mais quente que se desloca pelo Oceano Pacífico em direção à costa da América do Sul.

Esse monitoramento, reforçado por boias no mar, indica um padrão já conhecido pelos pesquisadores: mais um El Niño está em formação. A principal incerteza agora é sobre sua intensidade.

"O termo 'super El Niño' não é exatamente adequado", afirma Tércio Ambrizzi, professor de ciências atmosféricas na Universidade de São Paulo (USP). "A tendência é que ele seja de moderado para forte", comenta sobre um certo consenso na comunidade científica.

O fenômeno costuma ser identificado quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico, na região equatorial, fica cerca de 0,5 °C acima do normal por um período prolongado, geralmente de pelo menos três meses. Desde fevereiro, as medições apontam essa elevação na região.

Os cientistas ainda aguardam a confirmação de onde ocorrerá o maior aquecimento no oceano. Esse fator será decisivo para definir como os impactos serão sentidos no Brasil.

"Comparando com outros do passado, é possível que os primeiros sinais desse El Niño devem aparecer no Sul do Brasil durante a primavera, com mais chuvas", afirma José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 90% de probabilidade de o El Niño ocorrer novamente este ano. Ele pode ter intensidade forte, o que tende a agravar tanto as secas quanto as chuvas intensas, além de aumentar o risco de ondas de calor em terra e no oceano.

"As condições do El Niño vão lançar mais lenha na fogueira de um mundo que está se aquecendo e seu impacto será ainda mais severo, chegará mais longe e cruzará fronteiras com uma velocidade devastadora", alertou o organismo científico das Nações Unidas na última terça-feira (02).

Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na área do Pacífico usada como referência já se aproximava dos níveis típicos de El Niño. Esse cenário era reforçado por temperaturas abaixo da superfície mais de 6 ºC acima da média.

O possível surgimento de um El Niño de forte intensidade tem movimentado debates pelo país. No Congresso Nacional, sessões discutem se seus impactos podem prejudicar a população, a economia e o agronegócio.

A próxima safra de grãos, por exemplo, está estimada em 356 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,2% em relação à safra anterior.

À DW, a Defesa Civil da União, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, informou que acompanha diariamente as condições climáticas em articulação com estados, municípios e instituições como o Cemaden e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas — Foto: Michael Dantas/AFP via DW

"Ainda não há um prognóstico preciso sobre os impactos do fenômeno. Por isso, a atuação está focada no monitoramento constante e na preparação antecipada para que, caso haja previsão de situações mais críticas, os alertas e medidas necessárias sejam adotados em tempo oportuno", respondeu o órgão, por meio de nota.

Se o fenômeno se confirmar, espera-se um agravamento da seca durante o inverno e o início do verão em algumas regiões, como o Norte — especialmente na Amazônia — e parte do Nordeste. Essas condições podem favorecer queimadas e afetar a produção agrícola. No Sul, há previsão de aumento das chuvas.

"Cada El Niño tem sua própria impressão digital. Ele nunca é igual ao outro", afirma Ambrizzi. O episódio mais recente do El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e foi um dos cinco mais intensos registrados, o que influenciou a ocorrência de temperaturas globais recordes.

As periferias de Porto Alegre foram fortemente atingidas pelos eventos de 2024 — Foto: Gustavo Basso/DW

Ainda está recente a memória da destruição causada pelas chuvas extremas no Rio Grande do Sul, em 2024. Naquele ano, uma combinação de eventos climáticos, incluindo um El Niño intenso, provocou a pior inundação da história do estado.

"Os governos e autoridades em geral parecem mais preocupados. Mas só isso não é suficiente. Mesmo que o El Niño não seja intenso, a atmosfera já está mais quente, já existe o aquecimento global, o que já deveria estar provocando mudanças de forma mais sistemática", pontua Marengo.

Nas comunidades mais vulneráveis, há a percepção de que faltaram investimentos públicos para adaptação e enfrentamento de chuvas ou secas extremas intensificadas pelo El Niño.

"As periferias das cidades já sofrem com impactos acumulados por vários desastres. Não temos quase nada pronto para adaptar nossas comunidades a esse cenário", afirma Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista, citando as periferias de Porto Alegre, fortemente atingida pelos eventos de 2024.

Para especialistas em gestão de riscos, a preparação para eventos climáticos extremos não deveria depender da confirmação de um fenômeno específico. Ela deveria fazer parte de uma agenda contínua de planejamento.

Embora tenha havido avanços na conscientização em órgãos públicos, no setor privado e na sociedade civil, o debate ainda costuma se concentrar no que exatamente vai acontecer: se haverá seca, chuvas intensas ou enchentes.

"Mais do que reagir a cada novo alerta, independentemente da ocorrência de um evento específico, os territórios devem estar preparados. O foco precisa estar na resiliência das cidades, da infraestrutura e dos sistemas produtivos", sugere Victor Marchezini, sociólogo no Cemaden e coordenador do Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Outro desafio está na comunicação de risco. Com a multiplicação de análises meteorológicas nas redes sociais — muitas vezes produzidas por consultorias privadas e influenciadores com diferentes interesses — a população fica exposta a informações desencontradas.

"Esse excesso de mensagens pode gerar dúvidas sobre quais previsões são mais confiáveis e quais medidas concretas devem ser adotadas", critica o sociólogo.

Formada em administração pública, Gutierrez acompanha o alarmismo gerado pelas previsões, mas afirma que a maioria da população não acessa esse tipo de conteúdo — exceto por meio de vídeos que viralizam na internet.

"No geral, faltam aos governos e instituições um conhecimento situado de quais são os territórios mais vulneráveis. Nós queremos falar sobre isso de forma responsável e cobrar governos para que priorizem esses territórios na preparaçao", argumenta.

A responsabilidade de cobrar investimentos e prestar contas precisa fazer parte de todas as esferas de governo, assim como o planejamento, complementa Marchezini.

"Isso permitiria, por exemplo, a realização antecipada de licitações e contratos para resposta a desastres, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais e de gastos extraordinários quando as crises já estiverem em curso", comenta.

Diante das previsões, Santa Catarina, por exemplo, decretou estado de alerta climático, válido até novembro. Ao mesmo tempo, o governo estadual praticamente paralisou os investimentos em prevenção de desastres, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC), divulgados pela Assembleia Legislativa do estado.

Em 2025, apenas 15,4% dos recursos previstos no orçamento da Secretaria de Proteção e Defesa Civil foram executados. O volume destinado à construção, ampliação e reforma de barragens foi ainda menor: apenas 0,66% do total foi empenhado.

"Vale lembrar que estamos em ano de eleições. Não podemos continuar elegendo esses políticos que vão usar os recursos que deveriam ir para o preparo e adaptação aos eventos extremos para desvios", comenta Gutierrez.

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Imposto do pecado: bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros; governo diz que tributação começa em 2027 para reduzir consumo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 02:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos — Foto: Crédito: Soulpics photography

Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente".

Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano.

➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária.

➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz.

➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano.

➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas.

"O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda.

➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo).

Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia.

De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país.

"Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda.

bebidas alcoólicas;cigarros e produtos fumígenos;bebidas açucaradas (refrigerantes e similares);veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves;extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural;loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de:

Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida.

Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo.

"A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra.

Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil.

"O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade.

Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor.

"A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv.

Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.

"Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC.

Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo".

"O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota.

Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas".

Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país.

Iniciativa é uma medida para aumentar a transparência e o controle sobre os rendimentos da magistratura.

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Porsche 911 GTS de Fábio Giga custa R$ 1,3 milhão e chega a 312 km/h; veja detalhes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 00:45

Carros Porsche 911 GTS de Fábio Giga custa R$ 1,3 milhão e chega a 312 km/h; veja detalhes Esportivo de acidente tem motor 3.6 biturbo com 541 cv de potência e acelera de 0 a 100 km/h em 3 segundos. Este foi o primeiro 911 a receber motor híbrido. Por Redação g1

O influenciador Fabio Giga dirigia um Porsche 911 GTS quando se envolveu num acidente com duas motos e dois carros neste sábado (6). O esportivo modelo 2026 custa mais de R$ 1,3 milhão, segundo a tabela Fipe, e pode chegar a 312 km/h.

Este é o primeiro 911 a receber sistema híbrido. O motor seis cilindros de 3.6 litros bi turbo gera 541 cavalos de potência e 62,2 kgfm de torque. Uma das inovações desse sistema é a instalação de um motor elétrico entre o compressor e o rotor da turbina. A aceleração de 0 a 100 km/h leva só 3 segundos.

Com isso, o Porsche consegue acelerar a compressão dos gases em baixos giros, criar torque e aumentar a aceleração. O sistema, instalado em uma das turbinas, também consegue recuperar energia cinética e transformá-la em 11 kW.

A transmissão de dupla embreagem PDK tem outro motor elétrico instalado dentro dela que fornece 15,3 kgfm extras. Como referência, um Volkswagen Polo 1.0 aspirado tem torque de só 10,3 kgfm.

Esse motor também entrega potência extra de 54 cv para o Porsche 911. Ambos os motores estão ligados a uma compacta bateria de íon de lítio de só 1,9 kWh. O motor a combustão 3.6 bi turbo gera sozinho 485 cv.

Pela primeira vez, a Porsche oferece como item de série o eixo traseiro esterçante. Essa tecnologia esterça levemente as rodas de trás para facilitar manobras em espaços apertados e ainda aumenta a estabilidade em trocas de direção em alta velocidade.

Conhecida pelo acerto fino de suas suspensões, a Porsche integrou o seu controle dinâmico de chassi (PDCC) no sistema de alta tensão de 400V do GTS. Com isso, as respostas dos atuadores são mais rápidas e precisas para equilibrar o 911.

A versão GTS dirigida pelo influenciador, tem suspensão rebaixada em 10 mm se comparada às versões Carrera do 911.

Nas extremidades do para-choques dianteiro do 911 GTS, há conjuntos de cinco abas móveis verticais. Elas se movem e controlam o fluxo de ar para resfriamento dos radiadores.

Há ainda difusores dianteiros adaptativos no sub-chassi. Eles controlam a passagem de ar sob o carro. Tudo para otimizar a aerodinâmica e também melhorar o resfriamento do motor em situações de alta demanda de potência.

Aletas no para-choque do Porsche 911 Carrera GTS controlam passagem de ar — Foto: Divulgação / Porsche

O fisiculturista e influencer Fábio Giga perdeu o controle de um Porsche e bateu em duas motos e dois carros na tarde deste sábado (6), na Zona Sul de São Paulo. O acidente aconteceu na Avenida das Juntas Provisórias, sentido Ipiranga.

Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), duas vítimas foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde da região.

Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. No registro, é possível ver que o carro derrapa, atinge duas motos e depois bate em um muro que abriga as colunas do Expresso Tiradentes.

Além disso, o carro ficou a poucos metros de atingir outra motocicleta com duas pessoas que vinha logo à frente. Também é possível ver que o airbag do carro de luxo foi acionado.

Outra câmera registrou um ângulo diferente do acidente. Nessa gravação, é possível ver os dois motociclistas deslizando no asfalto após serem atingidos pelo Porsche.

Fábio Giga é o apelido de Fábio Augusto Rezende, de 46 anos. Com 3,7 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão de inscritos no YouTube, ele compartilha nas redes sociais detalhes de sua rotina como fisiculturista.

Ele se tornou conhecido do público em 2013 após conhecer personalidades do fisiculturismo brasileiro como Léo Stronda e Felipe Franco, que o incentivaram a criar seu próprio perfil público nas redes sociais.

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