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Banco Central Europeu sobe juros pela primeira vez desde 2023 e cita impacto da guerra nos preços da energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,55%Dólar TurismoR$ 5,363-0,26%Euro ComercialR$ 5,921-0,82%Euro TurismoR$ 6,193-0,48%B3Ibovespa168.540 pts-0,05%Oferecido por

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, em uma decisão motivada pelo avanço da inflação na zona do euro em meio aos efeitos econômicos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2% para 2,25%. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e marca a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.

"A guerra no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias, e a decisão de aumentar as taxas de juros é sólida em uma série de cenários que descrevem como o choque pode evoluir e afetar as perspectivas de médio prazo para a zona do euro", afirmou o BCE em comunicado.

A instituição destacou que o cenário permanece incerto, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico da região.

A preocupação da autoridade monetária ganhou força após a inflação da zona do euro acelerar para 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Ao mesmo tempo, a instituição revisou para cima suas projeções para os preços ao consumidor em 2026, passando de 2,6% para 3%.

Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o conflito no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias e aumentando o grau de incerteza para a economia europeia.

Segundo ela, a decisão de elevar os juros foi unânime entre os integrantes do conselho da instituição.

Lagarde classificou o aumento como um sinal necessário diante do cenário atual. A dirigente também argumentou que permitir que a inflação saia do controle poderia tornar ainda mais difícil o retorno à estabilidade de preços nos próximos anos.

A decisão ocorre em um momento delicado para a economia da zona do euro. Embora o BCE tenha reduzido apenas marginalmente sua projeção de crescimento para 2026 — de 0,9% para 0,8% —, empresas e famílias já enfrentam custos mais elevados de energia em decorrência da guerra.

Parte dos economistas, contudo, questiona a eficácia da medida. A avaliação é que a atual aceleração da inflação está ligada principalmente à oferta de energia, e não ao excesso de demanda na economia.

Apesar das críticas, o BCE sinalizou que considera necessário agir preventivamente. A experiência da crise inflacionária iniciada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, continua influenciando as decisões da instituição.

Na época, o banco central foi acusado por parte do mercado de ter demorado para reagir à escalada dos preços.

Lagarde evitou antecipar quais serão os próximos passos da política monetária europeia. Ainda assim, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas relacionadas à guerra tem levado investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos próximos meses.

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Banco Mundial reduz previsão de crescimento do Brasil para 1,9% neste ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,59%Dólar TurismoR$ 5,365-0,21%Euro ComercialR$ 5,924-0,76%Euro TurismoR$ 6,196-0,42%B3Ibovespa168.660 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,59%Dólar TurismoR$ 5,365-0,21%Euro ComercialR$ 5,924-0,76%Euro TurismoR$ 6,196-0,42%B3Ibovespa168.660 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,59%Dólar TurismoR$ 5,365-0,21%Euro ComercialR$ 5,924-0,76%Euro TurismoR$ 6,196-0,42%B3Ibovespa168.660 pts0,02%Oferecido por

O Banco Mundial reduziu, nesta quinta-feira (11), sua previsão de crescimento para a economia brasileira em 2026 para 1,9%, uma redução de 0,1 ponto percentual (p.p.) em comparação à projeção de janeiro.

Para os próximos anos, a projeção da instituição foi de 2% para 2027 — queda de 0,3 p.p. ante a previsão anterior — e de 2,2% para 2028. As informações são do relatório semestral “Perspectivas Econômicas Globais” do banco.

As projeções para a economia global também pioraram. Segundo o Banco Mundial, a previsão de crescimento passou para 2,5% em 2026 devido à guerra no Oriente Médio. O valor representa uma queda em relação à previsão de janeiro, de 2,6%, e é a mais baixa observada desde o início da pandemia de Covid no final de 2019.

A instituição também afirmou que a expansão pode desacelerar para apenas 1,3% caso as interrupções no abastecimento de energia se revelem mais graves e sejam acompanhadas de tensões significativas nos mercados financeiros.

Segundo o relatório, o crescimento global atingiu 2,9% em 2025, um aumento de 0,2 p.p. em relação à estimativa de janeiro.

O Banco Mundial também reduziu as previsões para dois terços dos países como resultado da guerra, com os maiores cortes afetando os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países do Oriente Médio cujas exportações de energia foram duramente afetadas pelo conflito.

A perspectiva da instituição surge no momento em que a guerra iniciada em 28 de fevereiro se arrasta pelo quarto mês.

O conflito provocou um aumento acentuado nos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, renovou as pressões inflacionárias em todo o mundo e alimentou expectativas de uma política monetária mais restritiva em muitos países. Os preços dos fertilizantes também subiram acentuadamente, gerando preocupações sobre uma grave crise no abastecimento de alimentos.

Os preços do petróleo fecharam quase US$ 2 mais altos na quarta-feira (10), depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país atacaria o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz fosse finalizado, após uma das mais significativas trocas de tiros desde o cessar-fogo de abril.

O Banco Mundial afirmou que sua previsão básica pressupõe um preço médio do petróleo Brent de US$ 94 para o ano, alta de 36% em relação a 2025, e que as piores interrupções no abastecimento de energia diminuiriam até o final de julho, com a inflação global estimada em 4%.

O banco afirmou que o crescimento pode desacelerar para 2,1% se as interrupções no abastecimento de energia se prolongarem e os preços do petróleo ficarem em média em US$ 115 por barril este ano, o que pode elevar a inflação para 4,4%.

As perspectivas se agravariam ainda mais, com o crescimento desacelerando para apenas 1,3%, se o choque energético afetar os mercados financeiros, resultando em preços mais baixos da energia, maior volatilidade e menor confiança, afirmou.

“Esses cenários de risco mostram como as perspectivas podem se deteriorar rapidamente se as pressões de energia e financeiras se reforçarem mutuamente”, disse Ayhan Kose, vice-economista-chefe do Banco Mundial. Se o choque energético desencadear um choque no mercado financeiro, a confiança pode se deteriorar rapidamente, afirmou ele.

O crescimento global deve melhorar para 2,8% em 2027 e 2028, mas isso permanece 0,4 ponto percentual abaixo das taxas médias observadas durante a década de 2010 devido a uma série de fatores, incluindo crescimento populacional mais lento, crescimento mais fraco do investimento privado, queda do investimento público, aumento da dívida pública e expansão mais lenta do comércio, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill.

“A economia mundial está muito menos resiliente hoje do que em 2008 e mesmo em comparação com 2018”, disse Gill a repórteres, prevendo que os próximos anos serão marcados por alta incerteza política, pressões inflacionárias e taxas de juros elevadas.

O crescimento fraco nas economias em desenvolvimento estagnou o progresso em direção aos níveis de renda das economias avançadas, com dezenas de países em desenvolvimento, excluindo China e da Índia, enfrentando uma “década perdida” na qual não viram progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório.

As economias em desenvolvimento foram mais duramente afetadas pela guerra, com o banco projetando agora um crescimento de 3,6% neste ano — o menor nível pós-pandemia —, ante 4,4% em 2025.

O banco manteve ainda sua previsão de crescimento de 2,2% para a economia dos EUA em 2026, mas afirmou que esse número pode cair para 2,1% em 2027 e 2% em 2028. A zona do euro deve crescer 0,8% em 2026, ante 1,4% em 2025.

O Banco Mundial projetou um crescimento do PIB de 4,2% na China em 2026, uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual, após crescimento de 5% em 2025.

O Banco Mundial reduziu sua previsão para o crescimento do PIB no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão em 2,7 pontos percentuais, para 1,6% em 2026, ante 4% em 2025, mas afirmou que o crescimento na região pode se recuperar para 5% em 2027.

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Câmara avança com projeto de lei que promete aumentar multa e pontos na CNH para escapamento barulhento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 12:44

Carros Câmara avança com projeto de lei que promete aumentar multa e pontos na CNH para escapamento barulhento Proposta foi aprovada em comissão temática e quer que condutores de veículos com escape adulterado levem 7 pontos e paguem multa maior. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pelas duas casas do Congresso Nacional. Por Redação g1 — São Paulo

Para ser modificado, escapamento de moto precisa estar dentro do que permite lei — Foto: Sérgio Oliveira/EPTV

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que quer endurecer as punições para motoristas e motociclistas flagrados com escapamentos adulterados para produzir mais barulho.

A proposta prevê o enquadramento da infração como gravíssima (hoje é classificada como grave), com multa, retenção do veículo até a regularização e punições mais severas em caso de reincidência.

O projeto de lei agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

O texto em discussão alteraria o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir de forma explícita os veículos com sistema de escapamento modificado para amplificação sonora.

Pela proposta, quem for flagrado com descarga livre ou silenciador defeituoso, inoperante ou adulterado estará sujeito à penalidade máxima prevista para infrações de trânsito.

A infração deixaria de ser grave e passaria a ser gravíssima.Os pontos na CNH subiriam de 5 para 7 pontos e a multa sairia de R$ 195 para R$ 293.

Em caso de reincidência no período de 12 meses, a multa seria aplicada em dobro e o motorista poderia ter o direito de dirigir suspenso por seis meses.

Além disso, segundo a proposta, a ocorrência deverá ser comunicada ao órgão ambiental competente para apuração de eventual crime de poluição sonora.

O projeto também propõe alteração na Lei de Crimes Ambientais para incluir como infração a poluição sonora causada pela adulteração do sistema de escapamento de veículos automotores com o objetivo de produzir ruído acima dos limites legais.

A comprovação, segundo o texto, poderá ser feita por meio de inspeção veicular ou medição técnica com decibelímetro.

Escapamento da Gintani para Porsche 911 GT3 não tem silenciadores e aumenta ruído — Foto: Divulgação / Gintani

A proposta ainda prevê aumento da pena quando a infração ocorrer em áreas hospitalares, escolares ou residenciais entre 22h e 6h. Nesses casos, a punição poderá ser ampliada entre um terço e metade.

De autoria do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), o projeto 4086/2025 foi apresentado com o argumento de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir a prática.

"Escapamentos adulterados em motos frequentemente ultrapassam os 100 decibéis, equiparando-se ao som de disparos de armas de fogo. Tais ruídos causam não apenas desconforto, mas distúrbios psicológicos, problemas cardíacos, insônia e estresse crônico", justifica o deputado no projeto.

Após a aprovação na comissão, o texto seguirá para análise das demais etapas de tramitação na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado. Se aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República.

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Golpes em bolões e apostas esportivas aumentam às vésperas da Copa; veja como se proteger

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,148-0,49%Dólar TurismoR$ 5,364-0,24%Euro ComercialR$ 5,931-0,66%Euro TurismoR$ 6,198-0,39%B3Ibovespa168.783 pts0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,148-0,49%Dólar TurismoR$ 5,364-0,24%Euro ComercialR$ 5,931-0,66%Euro TurismoR$ 6,198-0,39%B3Ibovespa168.783 pts0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,148-0,49%Dólar TurismoR$ 5,364-0,24%Euro ComercialR$ 5,931-0,66%Euro TurismoR$ 6,198-0,39%B3Ibovespa168.783 pts0,1%Oferecido por

Venda das bandeiras dos países que participam da Copa do Mundo 2026, em Beirute, no Líbano. — Foto: Joseph EID / AFP

O número de golpes na internet envolvendo a Copa do Mundo aumentou. Com o início dos jogos nesta quinta-feira (11) e a expectativa pela estreia do Brasil no próximo sábado (13), um levantamento da Kaspersky apontou a criação de 25 sites fraudulentos que promovem falsos bolões e apostas esportivas apenas em junho.

A empresa também apontou crescimento no número de sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas, que passou de 164 em maio para 180 em junho.

Segundo a Kaspersky, os fraudadores atraem vítimas ao oferecer bolões online com promessas de prêmios elevados ou facilidades nas apostas. Além da perda financeira direta, há risco de roubo de dados pessoais e sensíveis por meio de formulários de cadastro.

De acordo com o pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, os cibercriminosos têm explorado a tradição cultural relacionada à Copa do Mundo no Brasil para criar sites falsos.

"Pela pressa e desatenção para participar da brincadeira, o torcedor acaba entregando seu dinheiro via PIX e dados pessoais valiosos em cadastros maliciosos, gerando prejuízos imediatos e futuros, com o uso dos dados fornecidos em novas fraudes digitais”, afirmou em nota.

De acordo com a empresa, os fraudadores criam domínios que imitam grandes marcas e oferecem ingressos, pacotes turísticos de última hora e hospedagens nas cidades-sede por preços muito abaixo do mercado. O objetivo é induzir pagamentos rápidos via Pix ou capturar credenciais de plataformas legítimas de viagem.

Com a alta demanda para assistir às partidas ao vivo, muitos torcedores buscam alternativas gratuitas na internet. Os cibercriminosos aproveitam esse interesse para criar sites de streaming piratas, tática que se espalha rapidamente por anúncios e redes sociais.

Para liberar o suposto sinal do jogo, essas páginas exigem o download de falsas extensões ou plugins de vídeo. Na prática, a transmissão nunca acontece, e o objetivo é infectar o aparelho da vítima com programas maliciosos capazes de roubar credenciais de e-mail e redes sociais, monitorar dados bancários e até assumir o controle total do dispositivo para exibir anúncios abusivos.

Para quem viaja para acompanhar os jogos nos estádios, o Wi-Fi gratuito também pode esconder riscos, alerta a Kaspersky.

Um estudo realizado pela empresa nas três cidades-sede do México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) analisou mais de 84 mil redes de Wi-Fi e revelou que 17% das redes abertas são inseguras, com criptografia fraca ou inexistente. Conectar-se a essas redes sem proteção coloca em risco dados bancários e senhas de turistas.

Desconfie de bolões desconhecidos: participe apenas de bolões organizados por pessoas conhecidas, como amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou por plataformas e marcas consolidadas e verificadas.Atenção aos métodos de pagamento: desconfie de sites que exigem pagamentos rápidos via Pix para “garantir vaga” em bolões com promessas de retorno financeiro irreal.Compre e aposte apenas em canais oficiais: para apostas esportivas, utilize apenas plataformas regulamentadas e evite clicar em links recebidos por WhatsApp ou redes sociais que prometem bônus exagerados de boas-vindas.Proteja sua conexão Wi-Fi: se estiver viajando, evite realizar transações financeiras ou acessar aplicativos bancários em redes públicas. Sempre que possível, utilize uma rede privada virtual (VPN) para criptografar seus dados.Use soluções de segurança: tenha sempre um antivírus confiável instalado no celular e no computador para bloquear tentativas de phishing e acesso a sites falsos de apostas e streaming.

Há 52 minutos Mundo 🎧 O ASSUNTO: a mais política das Copas do MundoHá 52 minutosMedida de segurançaPentágono é fechado por ameaça com ‘substâncias perigosas’, diz TV

Há 19 minutos Mundo Ano eleitoralEntenda o que são ‘pautas-bomba’, que pressionam orçamento do governo

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Entenda o que são ‘pautas-bomba’, que pressionam orçamento do governo em ano eleitoral

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,139-0,64%Dólar TurismoR$ 5,358-0,36%Euro ComercialR$ 5,919-0,84%Euro TurismoR$ 6,189-0,54%B3Ibovespa168.678 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,139-0,64%Dólar TurismoR$ 5,358-0,36%Euro ComercialR$ 5,919-0,84%Euro TurismoR$ 6,189-0,54%B3Ibovespa168.678 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,139-0,64%Dólar TurismoR$ 5,358-0,36%Euro ComercialR$ 5,919-0,84%Euro TurismoR$ 6,189-0,54%B3Ibovespa168.678 pts0,03%Oferecido por

O termo "pauta-bomba" usado no contexto político-econômico, principalmente em meio a votações no Congresso Nacional, tem aparecido com mais frequência nos últimos dias no noticiário diante de seguidas aprovações de propostas nas duas Casas.

➡️Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.

💵Nesse contexto, essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas e podem violar Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, em ano eleitoral, pode gerar desgaste na imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.

Nos últimos dias, tanto na Câmara como no Senado houve aprovação de pautas com essas caraterísticas, mas que ainda não passaram em definitivo por todos os trâmites no Legislativo (entenda mais abaixo).

🔎Há ainda um pano de fundo nesse cenário: a relação desgastada entre governo e Congresso, principalmente, junto ao Senado.

Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) se distanciaram desde que o senador ajudou a articular a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inclusive, tem falado publicamente sobre o assunto e encampado uma luta contras as pautas-bombas, já que tentava negociar as propostas com o Congresso.

Agora, o ministro já fala em vetar ou acionar o Supremo em casos como o da criação de linha especial de crédito rural voltada à renegociação de dívidas de produtores.

Prédio do Congresso Nacional e o presidente Lula. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução / Wallison Breno/PR

Cálculos do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso Nacional.

Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).

Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.

Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.

Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião.

Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.

O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta (10) que as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso".

"É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", afirmou Durigan.

O ministro da Fazenda, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.

Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.

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UE avalia reabrir seu mercado para pescados brasileiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 11:53

Agro UE avalia reabrir seu mercado para pescados brasileiros Auditoria será realizada entre 8 a 19 de junho em uma série de estados para avaliar os sistemas de controle em vigor que regem a produção de produtos da pesca destinados à exportação para o bloco. Por Deutsche Welle

O setor pesqueiro brasileiro vive um momento decisivo. Neste mês de junho, auditores da União Europeia (UE) têm visitas programadas no Brasil avaliando condições da produção nacional, visando às exportações do país que são barradas no bloco desde 2017.

Um aval positivo pode retomar um mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, em um segmento que segue enfrentando desafios da pesca ilegal e vê ainda uma crescente ameaça das condições climáticas.

À DW Brasil, um representante da Comissão Europeia reafirmou que, atualmente, não existem estabelecimentos brasileiros aprovados e autorizados a exportar produtos da pesca para a UE.

A auditoria será realizada entre 8 a 19 de junho em uma série de estados para avaliar os sistemas de controle em vigor que regem a produção de produtos da pesca destinados à exportação para o bloco. A Comissão apontou que não pode antecipar resultados da auditoria, como o caso de futuros passos em um eventual aval positivo.

Em 2017, o bloco fez questionamentos sobre o processo de pesca brasileiro, em especial relacionado às condições das embarcações. Prevendo um banimento das exportações de pescado nacional, o governo brasileiro se antecipou e decidiu pela suspensão de envios naquele ano. Em maio de 2018, a UE confirmou o banimento completo, que tem efeito até hoje.

Até então, o bloco tinha importações relevantes de peixes como a tilápia, cuja pele é usada na indústria cosmética, e, principalmente, lagosta e atum. Até então, 14% das exportações de pescados do Brasil tinham a UE como destino.

As exportações de pescados brasileiros apresentaram uma concentração de envios aos Estados Unidos e avanço de países asiáticos na esteira da decisão. No ano passado, a postura tarifária do presidente Donald Trump levantou temores no setor, que busca diversificar parceiros.

As disputas entre Brasil e europeus pela pesca da lagosta vem desde os anos 60. Naquela época, a captura ilegal destes crustáceos por embarcações francesas no litoral do Rio Grande do Norte (RN) resultou em uma intensa mobilização naval e tensões militares entre as duas partes, num episódio de tensão diplomática que ficou foi apelidado de "Guerra da Lagosta", e que durou entre 1961 e 1963.

Desde então, a pesca predatória do animal se intensificou na região Nordeste, o que levou a variação conhecida como lagosta vermelha a perder mais de 80% de sua população, segundo estimativas feitas em 2019 pela ONG Oceana.

Medidas com relação ao tamanho dos animais que podem ser capturados, visando manter sua capacidade reprodutiva, e limites no período em que a pesca pode ocorrer, o chamado defeso, que proíbe a atividade em certos meses, foram tomadas. Além disso, desde 2023, há cotas anuais para a quantidade do crustáceo que pode ser capturado.

À época, a ONG Oceana descreveu a medida como uma "vitória em uma das mais valiosas pescarias do país”, que envolve 15 mil famílias pescadoras. "Após décadas de esforços, essa conquista é o resultado de estudos e debates, que é agora considerado como primeiro passo para garantir um futuro promissor à pescaria”, publicou.

Por sua vez, desafios persistem. "Ainda temos muita precariedade, os barcos na região são basicamente artesanais. Há pouca rastreabilidade, incluindo de temperatura e manuseio", afirma Caroline Vieira Feitosa, professora do Labomar da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em sua visão, ocorre hoje um defeso para "inglês ver" na captura, o que contribui para certificações, mas mantém a ameaça.

Em 2025, foi realizada pelo Ibama a maior apreensão de armadilhas para captura de lagostas já realizada em território nacional, no Ceará. Os materiais popularmente conhecidos como marambaias estavam prontos para serem lançados ao mar antes do fim do defeso. A estimativa foi de que cerca de 300 toneladas de lagosta deixaram de ser capturadas ilegalmente com as armadilhas apenas em 2025.

Segundo a professora Feitosa, em muitos casos, a indústria absorve apenas os animais mais desejáveis, e dentro dos parâmetros exigidos, o que garante a certificação para os envios. Desta forma, a pesca irregular de lagostas que ainda não cumpriram com as expectativas reduzidas persiste, ameaçando o estoque.

Com atravessadores e empresários, o lucro das capturas de um animal que pode valer centenas de reais em pratos de capitais do Sudeste e ainda mais no exterior é pouco revertido aos pescadores locais, aponta Feitosa. "A pesca hoje sobrevive pela raridade das lagostas, já que com isso, o animal vai ficando mais caro", pontua.

No caso do atum, comercializado para sushi e shasimi, que conta com produção mais ampla na UE, o professor Humberto Hazin da Universidade Federal Rural do Semiarido (Ufersa) vê um cenário com outras variáveis. "A UE é forte nesta pesca e visa proteger sua produção”, aponta. Além disso, para o animal chegar fresco, a distância a ser percorrida para enviar ao bloco pode aparecer como outro fator que reduz a competitividade do produto brasileiro.

Segundo ele, um tempo maior de deslocamento tende a piorar a qualidade na qual o peixe chega ao destino final, o que acaba reduzindo seu apreço no mercado. No caso dos envios aos Estados Unidos, Hazin aponta que aviões chegam a ser mobilizados logo após as embarcações com atum chegarem do mar para garantir menor tempo de entrega.

A pesca de atuns é controlada pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins no Atlântico (ICCAT), da qual o Brasil faz parte. Por sua vez, a atividade em sua forma irregular está ligada à chamada pesca de associados, o que significa que, em meio à captura do atum, outros animais podem ser retirados do mar.

Em dezembro de 2025, o Ibama realizou a chamada operação Tuna no RN. Dentre as espécies ameaçadas pelas atividades estavam 36 espécies de tubarões, além de aves e tartarugas, abrangendo um total de 52 espécies atingidas pela captura de atuns. As apreensões totalizaram mais de duas toneladas.

Criação de tilápias em Minas Gerais. O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações — Foto: Maurício Frighetto/DW

Nos últimos anos, com a presença do fenômeno El Niño, o impacto do avanço das temperaturas na pesca marítima vem sendo observado com preocupação. Em 2026, com prognósticos apontando para um "Super El Niño" com potencial de elevar as temperaturas do Pacífico Equatorial em até 3 graus, o alerta é ainda maior.

"Com 0,5 graus de aumento de temperatura já pode haver alteração nas rotas migratórias dos peixes", afirma Hazin. Segundo o professor, expedições recentes de pesca anteciparam retorno e com muito menos pescado do que costumava ser recolhido. "Voltaram com quase nada e antes do planejado", aponta.

No caso da lagosta, apesar de não haver grande migração em caso de mudanças de temperatura, o aquecimento do oceano pode levar a importantes efeitos no ecossistema em que estes animais vivem. "Houve grande mortalidade nos recifes durante as últimas ondas de calor", aponta Feitosa.

Segundo ela, uma percepção comum no meio da pesca é a de que as populações do crustáceo não estão se recuperando, e sim que os pescadores "estão buscando cada vez mais longe" os animais. Em sua visão, é possível que já haja algum impacto das diferenças climáticas nesta configuração.

O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações. Há a avaliação de que as restrições deveriam se aplicar às irregularidades na pesca, e não à produção de animais como tilápia e camarão. Assim, há expectativa de que haja sinais favoráveis ao segmento, mesmo em caso de apenas uma liberação parcial. Além disso, a redução de tarifas ao setor em razão do acordo Mercosul-UE é vista como outra oportunidade.

"Estamos preparados para a missão da UE", afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros.

Ele lembra que dezenas de países seguem os protocolos do bloco, e que uma sinalização positiva pode ampliar ainda novos mercados para uma produção que vem crescendo, especialmente no caso da tilápia, em que o país é hoje o quarto maior produtor mundial.

Neste caso, Feitosa lembra outras questões de rastreabilidade para além da pesca que podem ser levantadas pela UE. O uso de pesticidas em localidades com potencial de afetar os cultivos seria uma destas outras preocupações.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária no mercado de ações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Tecnologia Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária no mercado de ações Empresas correm para abrir capital primeiro; rivalidade entre CEOs influencia os rumos da indústria de IA 11/06/2026 09h51 Atualizado 11/06/2026

Anthropic e OpenAI disputam quem fará a 1ª abertura de capital na bolsa de valores, após protocolarem documentos confidenciais para seus IPOs em junho.

A disputa bilionária movimenta Wall Street, onde a OpenAI busca avaliação de US$ 1 trilhão, exigindo que bancos criem barreiras para evitar vazamento de informações.

As 2 empresas divergem sobre métodos contábeis. A OpenAI acusa a rival de inflar receitas ao registrar o faturamento bruto em vez do valor líquido.

A rivalidade iniciou em 2020 com a saída de Dario Amodei da OpenAI. Em 2022, Sam Altman apressou o lançamento do ChatGPT para vencer o concorrente.

A relação piorou após a demissão temporária de Altman em 2023. Recentemente, na Índia, os 2 executivos recusaram dar as mãos em um gesto de união.

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração

Se não fosse a intensa rivalidade entre a Anthropic e a OpenAI, o boom da inteligência artificial generativa talvez não tivesse chegado tão rapidamente. A disputa atual é para ver quem chegará primeiro à bolsa de valores.

Ambas veem uma estreia antecipada como uma forma de influenciar a maneira como investidores avaliarão o setor e consolidar seus CEOs como as principais vozes da inteligência artificial.

Até maio, muitos assessores acreditavam que a OpenAI sairia na frente. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a empresa informou a alguns investidores que pretendia lançar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) já em setembro.

Mas a Anthropic se antecipou. Em 1º de junho, anunciou que havia protocolado de forma confidencial os documentos necessários junto aos reguladores americanos. A OpenAI fez o mesmo uma semana depois.

A disputa vai além do embate entre os CEOs da OpenAI, Sam Altman e o da Anthropic, Dario Amodei, ex-pesquisador da OpenAI e um dos responsáveis pela tecnologia que tornou o ChatGPT possível.

A competição também chegou a Wall Street. É raro que dois rivais diretos de tamanho porte busquem captar recursos ao mesmo tempo. Como as ofertas serão gigantescas, as empresas estão recorrendo a alguns dos mesmos bancos de investimento. A OpenAI pretende abrir capital com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão, segundo informações divulgadas anteriormente pela Reuters.

Banqueiros e consultores envolvidos nos processos precisam lidar com relações cada vez mais delicadas com as duas empresas. Segundo fontes, executivos de ambas pressionam seus assessores em busca de informações sobre os planos da concorrente. Para evitar vazamentos, alguns bancos criaram barreiras internas entre as equipes que trabalham em cada operação.

Sam Altman e Dario Amodei em evento: 'Chefões' de gigantes de IA se recusam a dar as mãos em foto em grupo e evidenciam rivalidade. — Foto: Reprodução/Reuters

Conflitos entre grandes executivos não são novidade. Elon Musk e Jeff Bezos trocam críticas públicas há anos por causa da corrida espacial. Bill Gates e Steve Jobs também protagonizaram disputas sobre supostas cópias entre produtos da Microsoft e da Apple.

Mas a tensão entre Altman e Amodei se tornou um dos motores da maior revolução tecnológica da atualidade. Ela influencia a velocidade com que novas ferramentas de IA são lançadas, os recursos que recebem e, em última instância, a forma como a tecnologia é usada no dia a dia.

"É uma guerra total entre eles", afirmou Anastasios Angelopoulos, CEO da Arena, empresa especializada em avaliação de modelos de IA. "Toda vez que a Anthropic lança algo novo, a aposta é que a OpenAI responderá rapidamente — e vice-versa."

As divergências também envolvem a maneira como cada companhia apresenta seus números financeiros aos investidores.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a OpenAI tem dito a investidores e funcionários que a metodologia contábil utilizada pela Anthropic superestima a receita da empresa em bilhões de dólares.

Em abril, a diretora de receitas da OpenAI, Denise Dresser, afirmou a funcionários que a empresa considera os resultados financeiros da rival inflados, de acordo com um memorando interno obtido pela Reuters.

A diferença está na forma de contabilizar receitas. A Anthropic registra como faturamento o valor total pago pelos clientes por seus serviços de IA. Parte desse dinheiro, porém, é posteriormente repassada a parceiros como Amazon e Google.

A OpenAI utiliza outro método e registra apenas a receita líquida, descontando os pagamentos feitos à Microsoft.

A Anthropic afirmou à Reuters que segue práticas contábeis consolidadas e que registra a receita bruta porque é a responsável principal pela transação, enquanto os parceiros de computação em nuvem atuam apenas como canais de distribuição.

As comunicações internas de Dresser tinham como objetivo tranquilizar funcionários da OpenAI, preocupados com o crescimento acelerado da rival.

Para Gil Luria, analista da D.A. Davidson, a corrida para abrir capital primeiro também tem relação com essa disputa.

"Uma razão para a Anthropic querer chegar antes ao mercado é definir o padrão de como empresas de IA de ponta apresentam seus resultados financeiros, de forma favorável ao seu próprio modelo de negócios", afirmou.

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Recentemente, Altman entrou em conflito com a diretora financeira Sarah Friar sobre a capacidade da empresa de cumprir todas as exigências necessárias para uma abertura de capital em um prazo tão apertado, segundo três fontes.

De acordo com essas pessoas, Altman disse que ela deveria encontrar uma solução ou contratar outros banqueiros e advogados que fossem capazes de executar o plano.

Posteriormente, Friar informou a assessores que a liderança da empresa está alinhada em relação ao cronograma.

Em entrevista à CNBC após o anúncio da Anthropic, Altman afirmou que não pretende apressar a estreia da OpenAI na bolsa.

A disputa começou no fim de 2020, quando Amodei deixou o cargo de vice-presidente de pesquisa da OpenAI e fundou a Anthropic com outros ex-funcionários.

A nova empresa prometia dar prioridade à segurança dos sistemas de IA. Dentro da OpenAI, muitos enxergaram a decisão como uma crítica à forma como Altman conduzia a companhia.

No início de 2022, a Anthropic treinou a primeira versão do chatbot Claude, mas optou por não lançá-lo imediatamente para realizar pesquisas adicionais de segurança.

A OpenAI também desenvolvia projetos semelhantes. Parte da equipe trabalhava em uma ferramenta chamada internamente de "superassistente", enquanto o cofundador John Schulman desenvolvia uma interface de conversação.

Em determinado momento, a empresa chegou a considerar o lançamento do assistente em março de 2023, junto com o GPT-4.

Segundo uma das fontes, Altman determinou que a OpenAI colocasse um chatbot no mercado o mais rápido possível. "De repente, tudo virou: precisamos lançar isso em duas semanas."

O resultado foi o ChatGPT, lançado em 30 de novembro de 2022. O produto se tornou o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história, atraindo milhões de usuários e alterando os planos de desenvolvimento das maiores empresas de tecnologia.

A Anthropic lançou o Claude alguns meses depois e passou cerca de três anos tentando alcançar a rival.

No fim de 2024, Amodei redirecionou pesquisadores para focar nos chamados modelos de raciocínio após observar o sucesso inicial da OpenAI nessa área.

A dinâmica mudou novamente no fim de 2025, quando a Anthropic lançou uma atualização poderosa do Claude Code, ferramenta voltada para programação.

A OpenAI, que ainda obtém grande parte de sua receita com assinaturas do ChatGPT, voltou a intensificar os investimentos em softwares corporativos e ampliou os recursos destinados ao Codex, seu produto para desenvolvimento de código.

As relações entre as empresas se deterioraram após a demissão inesperada de Altman pelo conselho da OpenAI, no fim de 2023.

Na época, membros do conselho chegaram a discutir brevemente a possibilidade de unir os dois laboratórios sob a liderança de Amodei.

Em um depoimento recente, um ex-executivo da OpenAI afirmou que a ideia foi considerada por um período "extremamente curto" antes de ser descartada.

Ainda assim, a notícia enfureceu muitos funcionários da OpenAI. Altman retornou ao cargo poucos dias depois, mas o ressentimento permaneceu.

No mês seguinte, Amodei acusou Altman de usar uma disputa da Anthropic com o Pentágono para beneficiar a OpenAI.

Durante uma cúpula sobre inteligência artificial realizada na Índia, em fevereiro, o primeiro-ministro Narendra Modi incentivou os executivos presentes a darem as mãos como demonstração de união.

Em uma cena que viralizou nas redes sociais, Altman e Amodei, que estavam lado a lado no palco, recusaram o gesto.

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IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Tecnologia IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas, diz agência Expectativa é que estreia da empresa na bolsa seja a maior da história. Por Redação g1 — São Paulo

A Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX atraiu mais de US$ 70 bilhões (R$ 362,3 bilhões) em demanda de investidores individuais, informou a Bloomberg News.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa de valores e permite que investidores passem a comprar e vender seus papéis no mercado.

Segundo a agência de notícias, no entanto, como a previsão é de que pelo menos 20% das ações disponíveis sejam destinadas a esse público, a expectativa é que parte dessa demanda não seja atendida. Com isso, a tendência é de aumento na procura pelas ações — e, consequentemente, no preço — assim que os papéis começarem a ser negociados.

Ainda de acordo com a Bloomberg News, a empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial também recebeu pedidos de cerca de 1 mil investidores institucionais.

No início deste mês, a SpaceX anunciou o preço de US$ 135 (R$ 698,80) por ação para seu IPO na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços utilizado em Wall Street.

Com isso, a expectativa da companhia é levantar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 388,2 bilhões), em uma operação que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 1,8 trilhão (R$ 9,3 trilhões) e poderia marcar o maior IPO da história.

Segundo a Bloomberg News, no entanto, as discussões ainda estão em andamento, e tanto os termos da oferta — como o preço e o volume de ações disponíveis — quanto o montante destinado a investidores individuais ainda podem mudar.

A agência também informou que a SpaceX deve destinar menos de 10% das ações a investidores internacionais. Desde o início do mês, a demanda no Japão aumentou de US$ 2 bilhões para US$ 2,5 bilhões (de R$ 10,4 bilhões para R$ 12,9 bilhões).

A estreia da SpaceX na bolsa de Nova York também tende a abrir caminho para que outras empresas de inteligência artificial ganhem espaço no mercado financeiro. Na semana passada, a Anthropic PBC protocolou seu pedido de IPO, seguida, nesta semana, pela OpenAI.

De acordo com cálculos da Bloomberg, juntas, as três empresas podem adicionar o equivalente a US$ 3,6 trilhões ao valor de mercado das bolsas americanas.

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Fazenda estima que impacto de pautas-bomba supera R$ 2 trilhões em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%Oferecido por

Cálculos do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso Nacional.

Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).

Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.

Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião.

Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.

O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10).

O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.

Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.

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O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Tecnologia O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA O cofundador da Microsoft disse que Epstein usou suas infidelidades conjugais para tentar pressioná-lo. Por BBC

Bill Gates falou sobre suas infidelidades conjugais em comitê que investiga Epstein — Foto: Getty Images via BBC

O bilionário Bill Gates disse a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos na quarta-feira (10/06) que nunca teve um relacionamento pessoal com Jeffrey Epstein e que rompeu todos os laços com o criminoso sexual quando ele não conseguiu cumprir promessas de arrecadação de fundos para esforços filantrópicos.

O fundador da Microsoft compareceu voluntariamente em Washington a uma audiência a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara que investiga Epstein.

Acredita-se que Gates mencionou o nome de pessoas poderosas que Epstein abordou para tentar arrecadar fundos.

Gates também falou sobre infidelidades conjugais suas, dizendo que Epstein as usou para pressioná-lo.

Membros do painel disseram que o depoimento mostrou que Epstein era um "colecionador de amigos" e se associava a pessoas como Gates para "projetar poder e influência".

Em sua declaração inicial, Gates disse que nunca presenciou Epstein envolvido em conduta criminosa, nem teve qualquer indicação disso.

"Eu nunca fui à ilha dele, ao rancho dele ou à casa dele na Flórida. Nunca vitimei ninguém", disse. "Embora ele possa ter buscado fomentar um relacionamento pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi."

Ele também disse esperar que "os sobreviventes dos crimes de Epstein possam obter a justiça que merecem".

Além de Gates, também já falaram ao comitê o ex-presidente Bill Clinton, a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e o secretário de Comércio dos EUA Howard Lutnick, entre outros.

Epstein se suicidou em uma cela de prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento. Sua amiga de longa data, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão.

Ela compareceu virtualmente perante o comitê em fevereiro, mas invocou seu direito de se recusar a responder perguntas.

Quando o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) publicou milhões de páginas de documentos ligados à investigação criminal de Epstein em janeiro, o nome de Gates foi mencionado milhares de vezes e ele apareceu em várias fotos ao lado de Epstein.

Em sua declaração inicial, Gates reiterou o que havia dito em uma entrevista do início deste ano sobre ter exercido mau julgamento ao encontrar Epstein e que é "uma das muitas pessoas que se arrependem de tê-lo conhecido".

Uma foto divulgada pelo DOJ mostra Gates perto de uma aeronave com o piloto de Epstein presente. Gates disse que viajou com Epstein em um jato privado.

Outros documentos incluem rascunhos de e-mails atribuídos a Epstein, contendo uma série de alegações não verificadas e contestadas sobre a vida pessoal de Gates.

Entre elas, alegações de que Epstein facilitou "encontros ilícitos" com "mulheres casadas" para Gates, que Gates teria contraído uma infecção sexualmente transmissível (IST) de "garotas russas" e que ele "ajudou Bill a obter remédios" para tratá-la.

Em outro e-mail, Epstein alega que Gates tentou dar, de forma escondida, antibióticos à então esposa Melinda para protegê-la da mesma infecção. Gates nega essas alegações, mas admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas.

"Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que ele acrescentou — para me pressionar a retomar contato com ele", disse Gates em sua declaração inicial.

A ligação entre os dois teve início em 2011, três anos após Epstein ser condenado na Flórida por duas acusações relacionadas à procura de serviços de prostituição, e se intensificou à medida que discutiam possíveis estratégias de arrecadação de fundos para a iniciativa global de saúde de Gates, afirmou o fundador da Microsoft.

Gates disse que deixou claro desde o início que Epstein nunca teria uma função no trabalho de sua fundação nem receberia qualquer compensação.

O principal democrata do comitê, Robert Garcia, disse a repórteres em uma atualização sobre a audiência que "Gates estava ciente de que Jeffrey Epstein poderia ter sido condenado por um crime horrível e continuou a interagir com ele para tentar obter dinheiro para sua fundação".

Gates disse ao comitê que, em 2014, após Epstein reunir um grupo que descreveu como potenciais doadores, ele "percebeu que nossas discussões anteriores — que deveriam ter se traduzido em apoio filantrópico significativo — eram um beco sem saída", acrescentando que ficou claro que ninguém no grupo estava interessado em avançar.

"Naquele momento, concluí que Epstein nunca cumpriria suas promessas", disse. "Disse a ele que não seguiríamos adiante e parei de me comunicar ou me reunir com ele."

Parlamentares democratas do comitê disseram que Gates forneceu os nomes das pessoas reunidas por Epstein, mas não os compartilhou publicamente.

Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

O membro republicano do comitê Tim Burchett disse que as perguntas foram "muito intensas" e que Gates foi cauteloso em suas respostas.

"Está bastante claro para mim, porém, que Epstein era um colecionador de amigos. Ele simplesmente gostava de ter por perto pessoas importantes, tirar fotos com elas e conviver com elas, e acho que foi assim que ele as atraiu", disse Burchett.

Ele também disse a repórteres que Gates parecia "abatido para alguém que tem vários bilhões".

Garcia e outros democratas do comitê disseram que Gates falou sobre os rascunhos de e-mails de Epstein e insistiu que nunca foi apresentado a mulheres, meninas ou qualquer pessoa menor de idade por Epstein.

"Algumas de suas respostas nos mostram que muitos dos homens que interagiram com Jeffrey Epstein só viram o que queriam ver em suas interações", disse a democrata Emily Randall.

Gates disse a funcionários de sua fundação, em fevereiro, que tinha conhecimento de algo vago sobre uma proibição de viagens de Epstein por um período de 18 meses, mas que não investigou a fundo seu histórico.

Os parlamentares questionaram Gates se é plausível acreditar que ele — um dos gurus da era da informação — tenha permanecido em grande parte alheio aos detalhes do histórico de Epstein, incluindo fatos que já estavam em domínio público.

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