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Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Inovação Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA Recriação foi desenvolvida pela equipe do Google DeepMind com base em fotografias e depoimentos de pessoas que presenciaram a partida entre Juventus e Santos em 1959. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA — Foto: Divulgação/Google

Há quase 67 anos, em 2 de agosto de 1959, Pelé marcou o que muitos consideram o gol mais bonito de sua carreira. O lance ocorreu durante o confronto entre Santos e Juventus, na Rua Javari, estádio do clube da Mooca, na Zona Leste de São Paulo.

O gol, porém, nunca foi filmado devido a limitações tecnológicas da época, segundo a Juventus (entenda abaixo). Agora, o Google afirma que vai mostrar como a jogada aconteceu por meio de recursos de inteligência artificial.

O anúncio foi feito na quarta-feira (10) pelo presidente da companhia no Brasil, Fábio Coelho, durante o Google for Brasil 2026, evento em que a empresa anuncia suas principais novidades para o mercado nacional.

Segundo o Google, a recriação do lance será revelada em um minidocumentário que deve ser publicado no YouTube até o fim deste mês. No Google for Brasil, a empresa exibiu um trecho da produção, mas não mostrou a cena gerada com inteligência artificial.

O teaser mostra que parte do filme foi gravado no estádio do Juventus. Além disso, Neymar também participa no documentário. Segundo a empresa, a recaptura do lance teve como base arquivos da época, como fotografias, além de depoimentos de pessoas e jogadores que estiveram presentes na partida.

O projeto foi desenvolvido pela equipe do Google DeepMind, laboratório de pesquisa em IA da empresa, com a participação de profissionais no Brasil e em outros países. Eles utilizaram alguns dos modelos de IA mais recentes da companhia, entre eles:

Nano Banana, gerador de imagens de IA do Google;Veo 3, modelo capaz de criar vídeos cinematográficos a partir de descrições em texto;Gemini Omni, tecnologia que permite editar vídeos por meio de comandos em linguagem natural, como se o usuário estivesse conversando com a IA.

Esta não é a primeira vez que o gol considerado o mais bonito da carreira de Pelé ganha uma tentativa de recriação. O próprio Santos já divulgou em suas redes sociais versões produzidas com tecnologia digital e animações para simular como teria sido o lance.

A Juventus confirmou ao g1 que não há nenhum registro em vídeo conhecido do lance, principalmente por causa das limitações tecnológicas da época.

Naquele período, câmeras portáteis ainda não existiam e a televisão dava seus primeiros passos no Brasil, alcançando apenas uma pequena parcela da população.

"Além disso, a cobertura audiovisual dos eventos esportivos era bastante limitada", afirmou o clube. Segundo a Juventus, a gravação e a preservação sistemática das partidas de futebol ainda não faziam parte da rotina dos veículos de comunicação.

Isso ajuda a explicar por que muitos lances históricos do futebol brasileiro das décadas de 1950 e 1960 não possuem registros em imagem e são conhecidos apenas por relatos da imprensa da época e de testemunhas que acompanharam os jogos.

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Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,20% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1619. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados.

Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,37%, cotado a US$ 91,82. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 1,22%, cotado a US$ 88,93 o barril.

▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país.

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano.

Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)

O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias".

O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%.

No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%.

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‘Eu amo a inflação’, diz Trump, enquanto preços nos EUA sobem no ritmo mais acelerado em 3 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 07:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O presidente Donald Trump afirmou que "ama a inflação" após os preços nos EUA subirem 4,2% em maio, registrando a maior alta em 3 anos.

A alta foi impulsionada pelos custos de energia devido ao conflito no Irã, elevando o galão de gasolina para US$ 4,15 nos EUA.

O comentário de Trump gerou fortes críticas da oposição democrata, enquanto a inflação persistente se torna um obstáculo político antes das eleições de novembro.

O cenário de preços elevados pressiona o Federal Reserve, que pode ser forçado a elevar as taxas de juros para conter o consumo no país.

Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA — Foto: EPA via BBC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (10) que "ama a inflação" — após novos dados mostrarem que os preços subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país.

Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) mostraram que os preços aumentaram 4,2% em maio em relação a um ano antes. O aumento, de 3,8% em abril, foi impulsionado pela alta dos custos de energia na esteira da guerra entre EUA e Israel no Irã.

"Eu amo isso. Os números foram ótimos. Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump na Casa Branca.

Trump prometeu que a inflação vai "cair como uma pedra" quando a guerra com o Irã terminar. Mais tarde no mesmo dia, os militares dos EUA bombardearam o Irã.

Reagindo aos números da inflação na quarta-feira, o presidente disse que forças dos EUA realizaram operações noturnas para retirar "milhões de barris" de petróleo do Irã, o que, segundo ele, contribuiu para uma leve queda nos preços.

"Quando esse conflito acabar… você verá o [preço do] petróleo cair para onde estava antes", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

O principal índice global do petróleo, o Brent, ainda está sendo negociado significativamente acima dos níveis anteriores à guerra.

Trump disse posteriormente ao jornal New York Post que seus comentários foram tirados de contexto e que quis dizer que a inflação está "muito mais baixa do que o previsto", apesar da guerra no Irã.

A quarta-feira marcou o terceiro mês consecutivo de alta no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com consumidores sentindo cada vez mais o impacto da guerra dos EUA e de Israel no Irã.

Trump já havia dito em outras ocasiões que a inflação está subindo apenas temporariamente e que espera que ela desacelere rapidamente assim que a guerra terminar.

A inflação ainda está bem abaixo do pico de 9,1% durante o governo de seu antecessor Joe Biden em meados de 2022.

Ainda assim, representa um problema político para Trump, dado que os eleitores classificaram a economia como uma das principais preocupações antes das eleições legislativas de novembro.

Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de o Federal Reserve — o Banco Central dos EUA — elevar as taxas de juros na tentativa de conter os gastos.

De modo geral, as contas de energia — incluindo gás e eletricidade — estavam quase um quarto mais altas em maio do que um ano antes, sendo a gasolina responsável por grande parte desse aumento.

Segundo dados da associação automobilística AAA, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA está atualmente em US$ 4,15 (R$ 4,73 por litro) — um aumento significativo em relação aos US$ 2,98 (R$ 3,40 por litro) registrados em 28 de fevereiro, quando Trump lançou ataques contra o Irã.

Em resposta aos ataques, o Irã fechou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, restringindo a oferta.

Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram ter lançado ataques contra o Irã pela segunda vez em dois dias.

Ambos os lados têm trocado ataques esta semana — apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em abril. O conflito começou há mais de três meses.

Os dados do BLS também apontaram para o aumento dos custos de passagens aéreas, cuidados pessoais e médicos, lazer e comunicação.

O CPI mede a alta dos preços em um determinado mês em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A meta de inflação de longo prazo do Fed é de 2%.

Economistas alertaram que, mesmo com uma resolução rápida da guerra no Irã, pode levar até 2027 para que o fluxo normal de bens pelo estreito de Ormuz seja restabelecido.

Mas seu comentário de quarta-feira, aparentemente entusiasmado com o aumento dos preços, foi explorado por opositores. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, escreveu na rede X: "O desprezo dele por vocês não tem limites."

Trump também foi criticado no mês passado por dizer que não foi "nem um pouco" influenciado pela situação financeira dos americanos ao tentar garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares.

A inflação mais alta também representa um desafio para Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, antes de sua primeira decisão sobre taxas de juros à frente do banco central na próxima semana.

Quando a inflação está significativamente acima da meta do Fed, o conselho de governadores do banco central normalmente opta por elevar as taxas de juros. Isso, por sua vez, aumenta os custos de empréstimos e restringe o fluxo de dinheiro na economia, limitando novos aumentos de preços e trazendo a inflação sob controle.

No período que antecedeu a nomeação de Warsh, Trump pediu repetidamente a seu antecessor, Jerome Powell, e ao banco central que reduzissem as taxas de juros.

Economistas esperam que as taxas permaneçam no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, no próximo mês, mas alertaram que mais evidências de inflação persistente podem forçar o Fed a elevá-las.

Stephen Brown, economista-chefe para a América do Norte da Capital Economics, disse que a alta de maio, por si só, "não é grande o suficiente para fornecer munição" àqueles no comitê de definição de taxas do Fed que querem aumentá-las.

Mas Isaac Stell, gestor de investimentos da Wealth Club, disse que um aumento das taxas de juros é "a conclusão mais lógica com base nos dados de hoje combinados com os sólidos números de empregos da semana passada".

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Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 06:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.016 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (11), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 05:47

Trabalho e Carreira Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar Antes de enfeitar a mesa ou vestir a camisa da seleção, o funcionário deve checar se a empresa permite acompanhar os jogos durante o expediente. Especialistas alertam que excessos e gafes podem prejudicar a imagem profissional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o clima nas empresas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. Apesar de muitas companhias flexibilizarem horários, isso não é obrigação legal.

Especialistas afirmam que o desafio é equilibrar descontração e profissionalismo. Gritos excessivos, provocações, palavrões e abandono das tarefas podem gerar conflitos e prejudicar a imagem profissional.

Para o RH, ações como transmissão dos jogos, bolões e flexibilização da jornada podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que exista planejamento e respeito entre colegas.

Entre as orientações estão consultar as regras da empresa, evitar exageros na torcida, usar o celular com moderação e retomar rapidamente as atividades após os jogos.

A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho.

A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente.

O calendário da seleção brasileira tem os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis.

Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.

No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga)

Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática.

Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança.

Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos.

“Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa.

Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho.

Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma.

De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional.

A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente.

Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma.

Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições.

Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento.

Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma.

Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver:

Horários; Uso de espaços comuns; Dress code (código de vestimenta);Consumo de álcool;Postura esperada durante as partidas.

“O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas.

“Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma.

Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas.

“O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz.

Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas.

Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo:

🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor.🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo.👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos.👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional.⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo.😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho.😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina.🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade.💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional.🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

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Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 04:48

Espírito Santo Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES Nova área de 65 mil m² no Terminal Portuário de Vila Velha, na Grande Vitória, permitirá movimentar até 8 mil contêineres a mais por mês e deve atrair novas cargas para o Espírito Santo. Por Ana Elisa Bassi, g1 ES

O Terminal Portuário de Vila Velha, no Espírito Santo, inaugurou a Retroárea Penedo, ampliando sua capacidade operacional em 40% com investimento de R$ 35 milhões.

A ampliação fortalece o terminal capixaba como a principal porta de entrada de carros elétricos no Brasil, recebendo cerca de 90% dessas importações nacionais.

Com a nova estrutura de 65 mil metros quadrados, a administração do porto espera receber aproximadamente 8 mil contêineres adicionais a cada mês.

Nos últimos 12 meses, o terminal movimentou 217 mil contêineres, registrando crescimento que atrai novos negócios nos setores de siderurgia e offshore.

A inauguração conclui um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões desde 2021, com previsão de aplicar mais R$ 500 milhões até 2048.

O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, inaugurou nesta quarta-feira (10) uma nova área de movimentação e armazenamento de cargas que deve ampliar em cerca de 40% sua capacidade operacional. O terminal se consolidou como a principal porta de entrada de carros elétricos e híbridos impórtados pelo Brasil.

O espaço, chamado Retroárea Penedo, recebeu investimento de R$ 35 milhões e tem aproximadamente 65 mil metros quadrados. A ampliação ocorre em um momento de crescimento das operações do terminal.

Segundo o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), cerca de 90% das importações desses tipos de veículos entram no país pelo litoral capixaba, em sua maioria por meio do TVV.

Para o coordenador do Comitê Logístico do Sindiex, Breno Sasso, a nova área fortalece a posição do Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do país.

"Estamos muito satisfeitos com mais essa entrega, que representa uma melhora clara no fluxo de mercadorias. A ampliação beneficia exportadores e importadores ao aumentar a capacidade operacional do terminal e reduzir o tempo de permanência das cargas no porto", avaliou.

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Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo — Foto: Divulgação/Log-In Logística Integrada

A expectativa da Log-In Logística Integrada, empresa responsável pela administração do porto, é que a nova estrutura permita receber aproximadamente 8 mil contêineres a mais por mês. O complexo é o único do Espírito Santo que recebe contêineres.

Além de aumentar a capacidade de armazenamento, a medida deve reduzir gargalos logísticos e evitar que cargas precisem ser encaminhadas para portos de outros estados.

"Imagina um produtor do Norte do estado que precisa escoar uma carga e passa pela porta do porto sem conseguir operar aqui por falta de capacidade. Ele acaba tendo que levar essa carga para o Rio de Janeiro. Isso representa um custo enorme", indicou o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão.

Nos últimos 12 meses, o TVV movimentou cerca de 217 mil contêineres. Já a carga geral alcançou 929,7 mil toneladas em 2025, volume 30% superior ao registrado no ano anterior.

De acordo com Paixão, a ampliação também cria condições para atrair novas operações para o Espírito Santo. Além dos veículos elétricos, setores como o offshore e a siderurgia podem ampliar o uso da estrutura portuária capixaba.

O ganho de eficiência também pode trazer reflexos econômicos. Com operações mais ágeis e menor necessidade de deslocamento de cargas, a tendência é de redução desses custos ao longo da cadeia logística.

Porto que é porta de entrada dos carros elétricos importados pelo Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo — Foto: Ana Elisa Bassi/g1 ES

"Hoje, cerca de 16% do PIB brasileiro é consumido por custos logísticos. Esse custo acaba compondo o preço final dos produtos e também afeta a competitividade das exportações. Ganhos de eficiência na operação ajudam a reduzir esse impacto e tornam a cadeia logística mais competitiva".

"Só para este projeto, contratamos cerca de 100 novos profissionais, que já estão atuando nas operações da nova área. Além dos empregos diretos, a expansão também gera oportunidades para empresas terceirizadas e outros serviços ligados à atividade portuária".

A entrada em operação da Retroárea Penedo encerra um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões realizado pela Log-In, desde 2021, no TVV. A empresa informou ainda que pretende investir mais de R$ 500 milhões no terminal até 2048, dentro do contrato de concessão.

Terminal portuário do Espírito Santo amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões. — Foto: Divulgação

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Do bairro para o Brasil: veja como expandir um negócio local para todo o país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 03:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Do bairro para o Brasil: veja como expandir um negócio local para todo o país Especialistas apontam que vendas online, logística eficiente e franquias ajudam pequenos negócios a conquistar clientes em todo o país. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Um negócio local não precisa ficar restrito ao bairro ou à cidade onde começou. Com o avanço das vendas online e da logística, cada vez mais empreendedores conseguem alcançar clientes em diferentes estados e transformar pequenas operações em negócios nacionais.

Especialistas afirmam que o primeiro passo para essa expansão é fortalecer a presença digital, com redes sociais ativas, bom atendimento e canais de venda online. Além disso, é necessário organizar a logística, definir prazos de entrega e garantir a qualidade dos produtos mesmo com o aumento da demanda.

Outra estratégia apontada como alternativa para crescer rapidamente é o modelo de franquias. Segundo o Sebrae, o formato permite levar a marca para outras regiões do país sem que todo o investimento fique sob responsabilidade do empreendedor original.

Para especialistas, planejamento, padronização de processos e consistência são fatores essenciais para que um negócio local consiga ganhar escala e se tornar uma operação nacional.

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‘Brazil Core’: o que é a tendência que colocou o Brasil na moda e impulsiona negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 11/06/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Brazil Core': o que é a tendência que colocou o Brasil na moda e impulsiona negócios Impulsionada pela Copa do Mundo, a tendência que valoriza símbolos, cores e referências da cultura brasileira está ajudando pequenos empreendedores a aumentar vendas. Por Pegn

Brasil Core impulsiona negócios: empreendedores faturam até R$ 1,5 milhão com produtos inspirados na brasilidade

🔰 Mais do que uma estética, o movimento se transformou em estratégia de negócio e tem ajudado pequenos empreendedores a vender mais ao transformar símbolos, hábitos e memórias afetivas do país em produtos desejados.

A lógica é simples: aquilo que antes era visto como comum no cotidiano brasileiro passou a ser encarado como diferencial.

Não se trata apenas da camisa da seleção ou das cores verde e amarelo. Cadeiras de praia, filtro de barro, comidas típicas, expressões populares e até o famoso "jeitinho brasileiro" ganharam espaço na moda, no design e no consumo.

Impulsionada pela visibilidade internacional da cultura brasileira, pelas redes sociais e por grandes eventos esportivos, a tendência abriu oportunidades para quem consegue traduzir essa identidade em produtos com personalidade.

O que começou como um hobby acabou se tornando um negócio. Com cerca de R$ 1 mil investidos em fios, ela decidiu apostar no crochê em um momento em que o trabalho artesanal começava a ganhar valorização entre consumidores e grandes marcas.

No início, fazia tudo sozinha: produção, atendimento, divulgação, vendas e entrega. Mas a trajetória do negócio mudou quando ela passou a testar peças inspiradas em elementos brasileiros.

Pochetes, tops, blusas, shorts e acessórios feitos à mão, com referências às cores e à cultura do país, passaram a chamar a atenção dos clientes. Em poucos meses, o faturamento mensal chegou a aproximadamente R$ 20 mil, e a procura cresceu de forma significativa.

O sucesso não está apenas na estética das peças. Para muitos consumidores, especialmente brasileiros que vivem no exterior, os produtos representam uma forma de manter viva a conexão com as origens.

Ao mesmo tempo, o crescimento trouxe novos desafios. Diferentemente de uma produção industrial, o crochê exige tempo. Cada peça é feita manualmente, o que limita a velocidade de expansão do negócio.

Ainda assim, Andréia optou por manter o cuidado artesanal como parte da proposta da marca. Com o aumento dos pedidos, passou a contar com o apoio de pessoas próximas para dar conta da demanda sem perder as características que atraíram os clientes.

O caso ilustra um movimento mais amplo. O Brazil Core combina três forças que vêm moldando o comportamento do consumidor: a valorização da cultura local, o apelo emocional dos produtos e o interesse crescente por itens com história e significado.

Para quem deseja empreender, a tendência mostra que nem sempre é necessário começar com grandes investimentos. Em muitos casos, identificar mudanças de comportamento e criar produtos capazes de gerar identificação pode ser mais importante do que ter uma estrutura robusta.

Com a chegada da Copa do Mundo, a visibilidade da cultura brasileira tende a aumentar ainda mais. Mas o fenômeno vai além do futebol.

O que está em alta não é apenas uma combinação de cores ou um estilo visual. É a ideia de transformar a identidade brasileira em valor de mercado.

📍 Endereço: Alameda Pádua, 263 – Pituba, Salvador/BA – CEP: 41830-480📞 Telefone: (71) 99962-9286📧 E-mail: amucroche@gmail.com🌐 Site: amuatelier.infinitepay.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/amuatelier/

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Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 02:44

Trabalho e Carreira Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos Levantamento revela que mais da metade das empresas usa a inteligência artificial como argumento para explicar cortes de pessoal; 6 em cada 10 também planejam demitir em 2026. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Uma pesquisa nos Estados Unidos revela que 59% das empresas admitem usar a inteligência artificial como pretexto para justificar demissões e congelamento de vagas.

Embora a tecnologia seja muito citada, apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por ferramentas de inteligência artificial.

Segundo a especialista Kara Dennison, citar inovação transmite modernidade, enquanto apontar problemas financeiros gera forte desconfiança sobre a saúde real da empresa.

O levantamento mostra que habilidades humanas, como resolução de problemas, com 54%, continuam mais valorizadas pelos recrutadores do que o domínio de novas tecnologias.

🤖 A inteligência artificial (IA) está mesmo substituindo trabalhadores ou virou a desculpa perfeita para justificar cortes de pessoal? Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a segunda hipótese pode ser mais comum do que parece.

Segundo um levantamento da Resume Templates com 1 mil gestores de contratação, 59% das empresas admitem destacar a inteligência artificial ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação costuma ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras.

Embora a IA apareça como o principal motivo citado para demissões, os próprios dados do levantamento indicam que a tecnologia ainda não substituiu trabalhadores em larga escala na maioria das empresas.

Apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por IA. Já 45% relatam que a tecnologia reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% dizem que ela teve pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho das equipes.

Os números sugerem que a principal influência da IA tem sido aumentar a produtividade e desacelerar admissões futuras, mais do que provocar uma eliminação em massa de postos de trabalho.

Isso torna ainda mais relevante outro resultado da pesquisa: a diferença entre o impacto efetivo da tecnologia e a forma como ela vem sendo utilizada na comunicação corporativa.

Entre os gestores entrevistados, 17% afirmam que suas empresas utilizam diretamente a inteligência artificial como justificativa para congelar vagas ou promover demissões. Outros 42% dizem fazer isso parcialmente.

Na prática, quase seis em cada dez empresas reconhecem que destacam o papel da IA porque essa narrativa costuma ser melhor recebida por funcionários, investidores e pelo mercado em geral.

Para Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, existe uma razão simples para isso.

Segundo a especialista, mencionar inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa.

Se os funcionários não perceberem mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades, a justificativa pode comprometer a confiança na liderança. Em vez de reduzir tensões, o discurso pode acabar alimentando dúvidas sobre os reais motivos por trás das decisões.

Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança — Foto: Noah Berger/AP Images/picture alliance

Apesar das preocupações com o avanço da automação, a pesquisa indica que o mercado de trabalho não deve entrar em retração.

Embora 55% das empresas planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que pretendem contratar novos funcionários.

O cenário revela um mercado em constante movimentação e um discurso corporativo em que a inteligência artificial nem sempre aparece apenas como causa das mudanças, mas também como justificativa.

O resultado aponta para uma reorganização das equipes, na qual empresas eliminam determinadas posições enquanto reforçam outras consideradas mais estratégicas.

impacto da inteligência artificial, citado por 44%reestruturações organizacionais, com 42%restrições orçamentárias, com 39%

Segundo Kara Dennison, muitas empresas estão deixando de investir em cargos menos alinhados às novas prioridades do negócio para direcionar recursos a áreas ligadas à eficiência, tecnologia e crescimento.

"Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho", afirma a especialista. Segundo ela, as empresas estão priorizando "capacidade, flexibilidade e impacto" em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais.

O levantamento também ajuda a identificar quais perfis seguem valorizados em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.

A habilidade mais procurada pelos empregadores é a capacidade de resolver problemas, apontada por 54% dos gestores como uma das três competências mais importantes para novas contratações.

capacidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias, com 44%habilidades de comunicação, com 43%adaptabilidade, com 39%colaboração e trabalho em equipe, com 36%

Curiosamente, a familiaridade com ferramentas de inteligência artificial aparece atrás de todas essas competências, sendo citada por 31% dos entrevistados.

O resultado indica que, embora a tecnologia esteja transformando o ambiente corporativo, as empresas continuam valorizando habilidades humanas difíceis de automatizar, como pensamento crítico, aprendizado contínuo e capacidade de adaptação.

Outro dado chama atenção: apenas 21% dos gestores apontaram potencial de liderança entre as características prioritárias para novas contratações, sinalizando uma demanda maior por profissionais capazes de gerar resultados imediatos.

O levantamento foi realizado pela Resume Templates em dezembro de 2025, com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos.

Todos os participantes ocupavam cargos com influência direta ou responsabilidade sobre decisões de recrutamento em suas organizações.

A coleta de dados foi feita por meio da plataforma Pollfish, utilizando a metodologia Random Device Engagement, que recruta participantes por dispositivos móveis para ampliar a diversidade da amostra e reduzir vieses comuns em pesquisas online.

Segundo a empresa, as respostas foram anônimas e passaram por mecanismos de controle de qualidade antes da divulgação dos resultados.

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Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 01:44

Inovação Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto Dispositivo brasileiro busca tornar robôs mais inteligentes para atuar em empresas e, no futuro, até dentro de casa. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Uma startup brasileira criou um sistema chamado BotBrain para tornar robôs mais inteligentes com ajuda de inteligência artificial.

A tecnologia permite que os equipamentos compreendam comandos, analisem o ambiente e executem tarefas de forma mais autônoma.

Segundo a empresa, os robôs podem ser usados em rondas de segurança, inspeções e monitoramento de áreas de risco.

O sistema funciona em robôs humanoides, quadrúpedes (estilo "cachorrinho") e modelos com rodinhas.

Uma startup brasileira quer dar aos robôs uma coisa que muitos deles ainda não têm: um cérebro 🧠. A proposta é transformar máquinas que hoje fazem tarefas simples em equipamentos capazes de entender o ambiente e agir de forma mais autônoma.

O g1 conheceu o projeto durante a São Paulo Innovation Week, evento de tecnologia e inovação, realizado em maio na capital paulista.

A criação do equipamento é da BotBot, startup fundada em janeiro de 2025 em São Paulo. O objetivo é que os robôs deixem de apenas executar movimentos programados e passem a interpretar informações do ambiente ao redor.

Com isso, eles podem ser usados em atividades como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.

"Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do "cérebro"] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional", diz Danielle Santos, chefe de projetos da BotBot.

"A ideia é que ele consiga circular pelo ambiente para identificar se funcionários estão usando capacete, possam detectar vazamentos de gás ou até princípios de incêndio, tarefas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer hoje em dia", completa Danielle.

Por enquanto, a tecnologia é voltada para empresas. Mas o projeto também abre caminho para que, no futuro, robôs mais “espertos” façam parte da rotina dentro de casa.

O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 5 mil) e não inclui o robô, que é vendido separadamente por outros fabricantes. Segundo Danielle, o valor ainda é elevado porque é uma tecnologia nova. Ela afirma que os clientes recebem atualizações sempre que o produto ganha melhorias.

A ideia da BotBot não é inédita. Outras empresas também trabalham para deixar robôs mais inteligentes usando IA.

É o caso da Skild AI, startup fundada em 2023. Segundo a Nvidia, parceira deles, o sistema já foi capaz de executar algumas tarefas simples, como limpar uma mesa de escritório e guardar um fone de ouvido dentro da própria caixa durante testes — coisas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer, ou não fazem muito bem.

Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics, uma das principais fabricantes de robôs do mundo, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para tornar robôs humanoides mais inteligentes com ajuda de IA.

Segundo as empresas, o objetivo é que esses robôs consigam executar tarefas industriais complexas, começando pela indústria automotiva.

Em entrevista ao g1, em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que o mercado já está de olho no “Physical AI”, termo usado para definir a integração entre IA e sistemas físicos, como robôs.

Segundo ele, a tecnologia já avançou a ponto de permitir respostas e raciocínios cada vez mais rápidos por parte das máquinas.

O equipamento usado pela startup brasileira é chamado de BotBrain, um dispositivo roxo que fica acoplado ao robô (veja na imagem acima). Segundo Danielle Santos, a tecnologia é compatível com robôs bípedes (humanoides), quadrúpedes (estilo “cachorrinho”) e modelos com rodinhas.

Em alguns robôs, o módulo físico pode ser instalado diretamente no equipamento. Em outros, porém, os fabricantes não permitem esse tipo de adaptação. Nessa situação, a empresa utiliza apenas o software do BotBrain, que é transferido para o robô. (veja na imagem abaixo)

O aparelho conta com câmeras, sensores e alto-falantes, e funciona integrado a um software no computador. Por meio dele, um humano pode monitorar, configurar e definir ações para o robô que recebe o “cérebro”.

Modelo de robô que não permite a instalação do "cérebro" físico. — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo Danielle, o sistema permite que o equipamento tome decisões a partir de regras previamente definidas. Ela cita como exemplo um robô responsável por monitorar um ambiente com cinco portas.

"Suponhamos que o robô esteja em um ambiente com cinco portas. Ele já mapeou o local e entendeu que elas devem ficar fechadas. Se ele faz essa ronda a cada hora e encontra uma porta aberta, dependendo da configuração, pode enviar uma mensagem para a central de segurança", diz.

A empresa afirma que a tecnologia também pode ser usada em atividades de monitoramento de estruturas como pontes e barragens. Nesses casos, o robô faz a inspeção e transmite para um humano as informações coletadas no local.

A startup tem atualmente nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca novos investimentos para expandir o negócio e afirma já ter despertado o interesse de companhias do exterior.

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