RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nubank diz que ‘desenvolvedor acionou por engano’ comando que enviou mensagem sobre liquidação extrajudicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 22:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

O Nubank enviou por engano uma mensagem sobre sua liquidação extrajudicial para cerca de 20 mil clientes após um erro técnico pontual.

A falha ocorreu quando um desenvolvedor acionou acidentalmente um fluxo de comunicação de emergência, usando o nome da própria instituição como padrão.

A cofundadora Cristina Junqueira classificou o episódio como "bizarro", pediu desculpas pelo transtorno e garantiu que as operações seguem normais.

O Nubank explicou, em comunicado enviado à imprensa neste sábado (13), os motivos que levaram ao envio, por engano, de uma mensagem anunciando a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

De acordo como o comunicado, o "episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente".

"Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão", diz a nota.

Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operandoO que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank

Ainda de acordo com o comunicado, a situação atingiu um grupo pequeno de clientes e "não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos serviços".

A instituição voltou a pedir desculpas pela situação e disse que comunicou os clientes impactados. "Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável", diz.

Em uma publicação nas redes sociais, a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou o episódio como "bizarro". Junqueira afirmou que a mensagem foi disparada devido a um erro operacional interno. Segundo ela, um colaborador enviou um "pull request" (PR), termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em códigos, que acabou acionando acidentalmente um protocolo de emergência da plataforma.

Nubank envia notificação com mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades — Foto: Reprodução

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

A executiva disse que o problema afetou apenas uma pequena parcela dos clientes – cerca de 20 mil pessoas – e que a equipe agiu rapidamente para corrigir a falha. Ela também pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que o episódio causou incômodo dentro da própria empresa. "Ficamos bravos com isso", escreveu.

Após a repercussão, o Nubank reforçou que a notificação foi enviada por engano e que suas operações seguem funcionando normalmente. Cristina Junqueira afirmou ainda que a empresa já adotou medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e classificou o episódio como um aprendizado para a equipe.

"O Nubank reforça que o episódio foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente. Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão.

A ocorrência atingiu um grupo pequeno de clientes e não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento dos nossos serviços, que seguiram normalmente.

Desde o início, o Nubank tratou o caso com transparência, comunicou os clientes impactados inclusive utilizando seus canais abertos. Também adotou prontamente todas as medidas necessárias para a correção imediata do problema e para evitar uma nova ocorrência. Pedimos desculpas pelo ocorrido e reiteramos nosso compromisso com a qualidade da experiência dos clientes e com uma comunicação clara e responsável."

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Mega-Sena tem horário alterado no fim de semana da estreia do Brasil na Copa do Mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 21:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena tem horário alterado no fim de semana da estreia do Brasil na Copa do Mundo O sorteio do concurso 3018, que deveria acontecer neste sábado, está previsto para ocorrer apenas às 11h de domingo (14). O prêmio estimado é de R$ 12 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena terá mudanças no cronograma neste fim de semana, por conta da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. De acordo com o sistema de apostas da Caixa, o sorteio ocorrerá apenas às 11h de domingo (14).

No concurso da última quinta-feira (11), ninguém acertou as seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 12 milhões.

Tradicionalmente, os sorteios da Mega-Sena realizados aos sábados acontecem à noite, no mesmo dia do encerramento das apostas. A alteração ocorre no dia da estreia do Brasil no Mundial.

A Mega-Sena deste sábado não é o único sorteio adiado. Também foram remarcadas as modalidades Loteria Federal, Mega-Sena, Super Sete, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Timemania e +Milionária previstas para os dias de jogos do Brasil — 13, 19 e 24 de junho.

Os sorteios que deveriam acontecer no dia 19 foram remarcados para o dia 20, às 8h30, e o do dia 24 acontece no dia 25, também às 8h30.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Operação conjunta entre EUA e Venezuela matou Niño Guerrero, chefe da Tren de Aragua. Facção havia sido classificada como terrorista pelo governo Trump.

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Fundadora do Nubank admite erro ‘bizarro’ no envio de mensagem sobre liquidação do banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 16:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou como "bizarro" o envio acidental de uma mensagem falsa sobre a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

O alerta incorreto, disparado na sexta-feira 12, ocorreu após um erro operacional interno de um colaborador que acionou acidentalmente um protocolo de emergência.

A falha afetou cerca de 20 mil clientes do banco digital, gerando desculpas imediatas da executiva pelo transtorno causado aos usuários da plataforma.

O Nubank reforçou que suas operações seguem normais e confirmou a adoção de novas medidas internas para evitar que falhas semelhantes voltem a acontecer.

Nubank envia notificação com mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades — Foto: Reprodução

A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou como "bizarro" o episódio que levou alguns clientes da instituição a receberem uma notificação informando, de forma equivocada, uma liquidação extrajudicial do banco.

O alerta foi enviado na sexta-feira (12) e gerou preocupação entre usuários ao mencionar, inclusive, procedimentos para recuperação de recursos por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Em publicações nas redes sociais, Junqueira afirmou que a mensagem foi disparada devido a um erro operacional interno. Segundo ela, um colaborador enviou um "pull request" (PR), termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em códigos, que acabou acionando acidentalmente um protocolo de emergência da plataforma.

Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operandoO que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

A executiva disse que o problema afetou apenas uma pequena parcela dos clientes – cerca de 20 mil pessoas – e que a equipe agiu rapidamente para corrigir a falha. Ela também pediu desculpas pelo transtorno e afirmou que o episódio causou incômodo dentro da própria empresa. "Ficamos bravos com isso", escreveu.

Após a repercussão, o Nubank reforçou que a notificação foi enviada por engano e que suas operações seguem funcionando normalmente. Cristina Junqueira afirmou ainda que a empresa já adotou medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e classificou o episódio como um aprendizado para a equipe.

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Antes de ser revogada, ‘taxa das blusinhas’ rendeu mais de R$ 2 bilhões ao governo em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação na parcial do ano, até meados de maio, com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.

Isso representa um crescimento de 15,4% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, quando somou R$ 1,84 bilhão.

Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Imposto de importação federal sobre encomendas foi revogado em meados de maio — Foto: Jornal Nacional

O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação de janeiro até meados de maio com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.

O valor ingressou nos cofres públicos no decorrer deste ano, antes de chamada "taxa das blusinhas" ser revogada em meio à corrida eleitoral.

Na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, com mais dias (pois considera maio de 2025 inteiro), houve uma alta de 15,4%. Naquele período, foram arrecadados R$ 1,84 bilhão com o imposto.

➡️Apesar do fim da cobrança do imposto de importação do governo federal, os estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com uma alíquota que varia de 17% a 20%.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmaram que o fim do imposto teve impacto imediato nos preços. Na prática, a medida afeta diretamente compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.

🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira.

➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.

Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.

"O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.

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Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Faça o QUIZ e descubra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 06:52

Trabalho e Carreira Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Faça o QUIZ e descubra Vai assistir aos jogos no expediente? Descubra qual é o seu perfil durante a Copa e veja se você faz parte do time da concentração ou da bagunça no trabalho. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o clima nas empresas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. Apesar de muitas companhias flexibilizarem horários, isso não é obrigação legal.

Especialistas afirmam que o desafio é equilibrar descontração e profissionalismo. Gritos excessivos, provocações, palavrões e abandono das tarefas podem gerar conflitos e prejudicar a imagem profissional.

Para o RH, ações como transmissão dos jogos, bolões e flexibilização da jornada podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que exista planejamento e respeito entre colegas.

Entre as orientações estão consultar as regras da empresa, evitar exageros na torcida, usar o celular com moderação e retomar rapidamente as atividades após os jogos.

A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o ambiente corporativo nas próximas semanas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. (veja o calendário de jogos)

Apesar de muitas empresas flexibilizarem horários ou liberarem funcionários durante as partidas, isso não é uma obrigação legal. Especialistas recomendam que os trabalhadores consultem previamente as regras internas da empresa.

Segundo profissionais de recursos humanos ouvidos pelo g1, o principal desafio no ambiente corporativo é equilibrar descontração e profissionalismo. Isso porque excessos e gafes podem prejudicar a imagem profissional.

Para os trabalhadores que vão acompanhar os jogos durante o expediente, o g1 preparou abaixo um QUIZ para ajudar a descobrir que tipo de torcedor você é no ambiente de trabalho — além de dicas práticas sobre como se comportar durante as partidas.

Gritos excessivos, provocações, palavrões, abandono das atividades e uso exagerado do celular estão entre os comportamentos que mais geram desconforto e podem prejudicar a imagem profissional do trabalhador.

Especialistas afirmam que ações como transmissão dos jogos, bolões e decoração temática podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que não comprometam entregas, atendimento e respeito entre colegas.

“A descontração não é um passe livre para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

Eles também alertam que nem todos gostam de futebol e que o ambiente deve continuar inclusivo e respeitoso. Outro ponto de atenção é o uso do celular. Conferir o placar rapidamente pode ser aceitável, mas o excesso pode transmitir desatenção e falta de comprometimento.

Entre as principais recomendações estão alinhar horários com a liderança, evitar exageros na torcida, respeitar colegas, retomar rapidamente as atividades após os jogos e manter postura profissional mesmo durante momentos de confraternização.

Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo:

🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor.🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo.👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos.👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional.⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo.😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho.😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina.🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade.💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional.🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando.

A startup GetNinjas já está enfeitada para a Copa do Mundo; funcionários verão jogos em telão — Foto: Marcelo Brandt/G1

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IPO da SpaceX coloca o mercado financeiro no centro da disputa tecnológica entre EUA e China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 05:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

A abertura de capital da SpaceX pode levar Wall Street para o centro da disputa tecnológica entre EUA e China por liderança em setores estratégicos.

Enquanto a China aposta em empresas estatais e recursos públicos, a SpaceX, "vitrine" americana, busca financiamento no mercado para expandir seus projetos.

A empresa de Elon Musk reúne negócios ligados ao espaço, comunicações via satélite e inteligência artificial, áreas centrais da disputa global.

Em 2025, a SpaceX realizou 170 lançamentos orbitais, mais do que qualquer país individualmente, consolidando sua liderança no setor espacial.

A corrida também passa pelos satélites: a Starlink concentra cerca de dois terços dos equipamentos ativos do planeta, enquanto Pequim tenta reduzir a distância.

A corrida espacial do século XXI não coloca Estados Unidos e China em lados opostos apenas na Lua. Ela também opõe dois modelos distintos de financiamento para tecnologias consideradas estratégicas no tabuleiro geopolítico.

De um lado, Pequim avança por meio de empresas estatais, planejamento de longo prazo e recursos públicos. Do outro, a SpaceX conseguiu US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões) diretamente em Wall Street para financiar projetos que vão de redes globais de comunicação à inteligência artificial e à infraestrutura orbital. (entenda mais a seguir)

Com a abertura de capital da companhia de Elon Musk acontecendo em um momento em que as duas maiores economias do planeta disputam liderança em áreas consideradas decisivas para as próximas décadas, o IPO amplia a participação do mercado financeiro em uma corrida tecnológica e geopolítica que extrapola o espaço.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering, em inglês) é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Durante boa parte da história da exploração espacial — especialmente na Guerra Fria —, o avanço tecnológico foi financiado principalmente pelos governos. Tanto os EUA quanto a então União Soviética trataram o setor como uma questão de interesse nacional, destinando recursos públicos ao desenvolvimento de foguetes, satélites e missões tripuladas.

➡️ Nos EUA, esse modelo continua presente. Criada em 1958, a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) é financiada pelo orçamento federal aprovado anualmente pelo Congresso. Para 2026, por exemplo, os parlamentares destinaram à agência US$ 24,4 bilhões (R$ 124,5 bilhões), valor equivalente a cerca de 0,35% dos gastos do governo americano.

Parte desses recursos financia programas conduzidos pela própria Nasa, mas outra parcela chega ao setor privado por meio de contratos. A missão Artemis II, por exemplo, contou com a participação de empresas como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin no desenvolvimento de equipamentos e sistemas.

Nos últimos anos, porém, o modelo americano passou a incorporar um novo elemento. Além de trabalhar em parceria com o governo, empresas privadas passaram a recorrer ao mercado financeiro para financiar projetos próprios de expansão. A SpaceX talvez seja hoje o exemplo mais visível dessa transformação.

📡 A companhia construiu a rede Starlink, ampliou sua presença em contratos governamentais e militares, e incorporou ativos ligados à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, Musk ampliou sua influência dentro do governo americano na gestão de Donald Trump, na qual chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês).

Para Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), projetos como o Starship, futuros centros de processamento de dados em órbita e iniciativas ligadas à infraestrutura lunar exigem uma escala de recursos que dificilmente pode ser sustentada apenas por investidores privados tradicionais.

Além disso, segundo ele, a companhia já ocupa uma posição estratégica para os interesses americanos, o que amplia a relevância de seus planos de expansão.

"Vale notar que Musk faz isso num momento em que a SpaceX já opera, há muito, como infraestrutura estratégica do Estado americano: lança satélites do Pentágono, sustenta o principal sistema de comunicações militares orbitais e tornou-se peça decisiva em conflitos como o da Ucrânia."

Por outro lado, na China, a lógica permanece mais concentrada no Estado: o programa espacial é conduzido a partir de metas definidas pelo governo, com participação de empresas estatais e investimentos públicos de longo prazo voltados à ampliação da presença chinesa no espaço.

É justamente nesse ponto que o IPO da SpaceX se torna mais do que uma operação financeira. Enquanto o modelo chinês continua apoiado principalmente em recursos estatais, a empresa de Musk, pretende recorrer ao mercado financeiro para financiar uma nova etapa de crescimento.

Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP, observa que essa movimentação acontece em um momento de acirramento da disputa tecnológica entre EUA e China.

Na avaliação dele, a SpaceX ocupa uma posição singular porque reúne, sob o mesmo grupo, áreas consideradas estratégicas na disputa entre as duas maiores potências do planeta. Segundo o professor, essa competição se concentra hoje em três frentes principais:

a exploração espacial; o controle de sistemas de comunicação; e a capacidade de processamento necessária para o desenvolvimento da inteligência artificial.

“Quando observamos essas três dimensões, em conjunto, fica claro que a SpaceX não é apenas uma empresa de foguetes. Ela está presente em áreas fundamentais para qualquer país que pretenda disputar liderança tecnológica — seja na corrida espacial, na conectividade global por meio da Starlink ou no avanço da inteligência artificial”, afirma.

Se a SpaceX se tornou a principal vitrine do modelo americano de exploração espacial, a China aparece hoje como sua principal concorrente. A disputa envolve desde missões lunares até redes de satélites e capacidade de lançamento.

Um levantamento do astrofísico Jonathan McDowell, pesquisador do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, mostra que a China foi a segunda maior potência espacial do mundo em número de lançamentos orbitais em 2025, com 92 missões.

O resultado coloca o país bem à frente de outras potências espaciais, como a Rússia, mas ainda distante da liderança americana. No mesmo período, os EUA realizaram 181 lançamentos — quase o dobro do total chinês.

Mais do que isso: sozinha, a SpaceX respondeu por 170 missões, número superior ao registrado por qualquer outro país. Veja abaixo:

Segundo Franco Granda, analista sênior da PitchBook, a competição tende a se intensificar à medida que os dois países avançam em seus programas lunares.

“A SpaceX trabalha com a meta de realizar uma missão lunar não tripulada em 2027, enquanto Pequim pretende levar astronautas chineses à superfície da Lua até 2030.”

A disputa, porém, não acontece apenas no espaço sideral. Ela também está em curso na órbita terrestre, onde a SpaceX construiu uma vantagem difícil de ignorar.

➡️ Mais do que uma disputa por presença no espaço, trata-se de uma competição pelo controle das redes de comunicação que poderão sustentar serviços de internet, defesa e inteligência artificial nas próximas décadas.

Os dados compilados por McDowell mostram que, no final do ano passado, a rede Starlink concentrava cerca de dois terços de todos os satélites ativos do planeta. Dos 14,1 mil equipamentos em operação, aproximadamente 10 mil pertenciam ao sistema da SpaceX.

A diferença também aparece no ritmo de lançamento de satélites para essas redes orbitais. Somente em 2025, os EUA fabricaram e colocaram em órbita cerca de 3,4 mil satélites de comunicação de grande porte, quase todos destinados à constelação Starlink (3.267). No mesmo período, a China lançou 195 satélites da mesma categoria.

Só que Pequim tenta reduzir essa distância. Segundo a PitchBook, o país concentrou seus esforços em dois grandes projetos: a Guowang, constelação estatal com previsão de aproximadamente 13 mil satélites, e a Qianfan, iniciativa comercial planejada para reunir mais de 1.296 unidades.

Além da escala industrial, a China conta com uma vantagem geopolítica importante fora do círculo tradicional de aliados dos EUA.

Segundo os especialistas consultados pelo g1, o país vem combinando capacidade industrial, preços subsidiados e relações diplomáticas construídas por meio da iniciativa Cinturão e Rota — megaprojeto global de infraestrutura, comércio e cooperação que reúne mais de 150 países parceiros, com maior presença na África, Ásia e América Latina.

Essa capilaridade internacional, porém, não elimina os obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas em outros mercados. Restrições geopolíticas e regras de exportação adotadas por países ocidentais — especialmente aliados históricos dos EUA — dificultam o acesso a contratos comerciais em diversas regiões.

“O setor comercial da China ainda está de cinco a dez anos atrás da SpaceX em termos de reutilização, e a segmentação geopolítica significa que os mercados chinês e ocidental são, na prática, arenas competitivas separadas”, observa Granda.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov

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Celular ‘tijolão’, Windows XP e ICQ: como era a tecnologia quando o Brasil ganhou a Copa pela última vez

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 04:56

Tecnologia Celular 'tijolão', Windows XP e ICQ: como era a tecnologia quando o Brasil ganhou a Copa pela última vez Internet discada começava a ganhar espaço no Brasil, enquanto aparelhos avançados para a época, como iPod e PlayStation 2, ainda não eram tão populares. Por Redação g1 — São Paulo

A Seleção Brasileira enfrenta o Marrocos neste sábado (13) e começa uma nova jornada rumo ao hexa. A trajetória na Copa do Mundo de 2026 poderá ser acompanhada de perto com redes sociais, alertas em tempo real e imagens de altíssima definição.

É um avanço enorme em relação ao ano do último título mundial do Brasil. Em 2002, a experiência de assistir a Copa e interagir na internet com outras pessoas envolvia transmissões de TV com qualidade mais baixa e conexões mais lentas.

Na época do penta, a velocidade da internet no Brasil costumava ficar limitada a algo em torno de 56 kbps. Hoje, a banda larga no país é centenas de vezes mais rápida, alcançando 221 Mbps em média, segundo dados divulgados no início de maio pela consultoria Ookla.

A antiga internet por conexão discada usava a linha telefônica e fazia cobrança por pulsos elétricos. O preço da tarifa variava ao longo do dia e, por isso, muitas pessoas optavam por navegar à noite ou nos fins de semana, quando a rede era menos concorrida.

E, no lugar de telas finas, computadores usavam monitores de tubo (a mesma tecnologia de televisões da época). Aparelhos até então avançados, como iPod e PlayStation 2, já existiam, mas ainda não eram populares no Brasil. Relembre como foi assistir à Copa de 2002.

As opções para trocar mensagens pela internet eram bem mais restritas em 2002. Não existiam nem mesmo serviços que ficaram extremamente populares no Brasil e já foram descontinuados, como Orkut e Skype.

Sem plataformas como Instagram, WhatsApp ou X, a saída era buscar serviços como ICQ, mIRC e bate-papos online. Também era possível interagir por meio de correntes de e-mail.

O ICQ, por exemplo, chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001. Cada um deles tinha um número de identificação e usava o código para adicionar amigos.

Com o passar dos anos, o serviço perdeu espaço para o MSN Messenger, que tinha mais recursos e era mais acessível aos usuários por estar instalado em novos computadores da Microsoft.

A Copa de 2022 foi a primeira com o Windows XP, lançado um ano antes. O sistema da Microsoft ficou marcado por seu papel de parede padrão, que mostra um gramado verde contrastando com o céu azul.

Computadores com 512 MB de RAM e 30 GB de armazenamento eram considerados avançados. Hoje, essas especificações são facilmente superadas até mesmo pelos smartphones mais básicos.

E até ações simples, como ouvir música, eram bem diferentes. A iTunes Store, loja da Apple para baixar músicas, ainda não havia sido lançada, e a saída era copiar faixas dos CDs ou usar serviços como Kazaa. Para ouvir por aí, era preciso recorrer a um discman. O iPod até já havia sido lançado antes do penta, mas era caríssimo.

O Windows XP permaneceu como o sistema de computador mais usado do mundo até 2012, quando foi finalmente superado pelo Windows 7, segundo dados da empresa de análise de mercado Net Applications.

Hoje, o Windows 11 é o sistema da Microsoft com mais usuários. Mas a plataforma mais usada em todo o mundo é o Android, presente na maioria dos smartphones, além de tablets, computadores, relógios inteligentes e smart TVs.

Se hoje os celulares mais conhecidos são o iPhone 17 e o Galaxy S26, quem dominava em 2002 era o Nokia 3310. Ele ganhou o apelido de "tijolão" devido a sua capacidade de seguir funcionando após inúmeras quedas.

O aparelho tinha tela monocromática de 1,5 polegada, teclas numéricas que também serviam para escrever mensagens e suporte para 4 jogos. Um deles era o clássico "snake", o famoso jogo da cobrinha.

Mas enquanto o antigo modelo tinha armazenamento de 1 kb, a capacidade dos celulares mais novos é centenas de milhões de vezes maior, considerando o espaço de 256 GB.

O Nokia 3310 vendeu 126 milhões de unidades e se tornou um dos celulares mais populares da história. O sucesso foi tão grande que, em 2017, a HMD Global, que assumiu o controle da marca, relançou o aparelho.

Grande hit de vendas, o Motorola V3 só seria lançado dois anos depois. Até então, o celular "flip" mais famoso da merca era o StarTAC, que teve várias gerações desde seu lançamento em 1996.

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Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre decepção

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 03:45

Trabalho e Carreira Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre decepção Especialistas explicam por que frustrações profissionais podem afetar autoestima, identidade e saúde mental — e o que o esporte de alta performance ensina sobre recuperação emocional. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O goleiro Hugo Souza ficou fora da convocação para a Copa de 2026, gerando debates sobre como profissionais lidam com frustrações e rejeições no mercado de trabalho.

O pesquisador Gustavo Drago explica que o sofrimento da rejeição aumenta quando o profissional constrói sua identidade pessoal baseada exclusivamente no seu desempenho de carreira.

Diferente do esporte, que oferece suporte emocional estruturado, o ambiente corporativo pressiona por alta performance sem dar a segurança psicológica necessária para evitar o medo de falhar.

Thiago Brehmer, da CLA Brasil, destaca que atletas aprendem a se reorganizar após derrotas, enquanto no meio corporativo há uma cobrança irreal por crescimento linear contínuo.

Especialistas defendem que o descanso deve ser visto como estratégico pelas empresas para evitar burnout e exaustão, promovendo equipes mais resilientes e inovadoras.

Horas antes da convocação oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza apareceu diante da câmera do próprio canal no YouTube tentando controlar a ansiedade. Cercado de amigos e familiares, acompanhava ao vivo a lista anunciada por Carlo Ancelotti.

Nos últimos meses, Hugo vinha sendo chamado com frequência pelo treinador italiano e atravessava uma das fases mais consistentes de sua carreira.

👨‍💻 A repercussão foi imediata. O que se viu ali foi a reação de alguém percebendo que um dos maiores objetivos da carreira não se concretizaria.

Esse sentimento também foi vivido recentemente pelo lateral-direito Wesley, que viu o sonho da primeira Copa acabar antes mesmo de começar. Convocado para o torneio, ele sofreu uma lesão no último amistoso da Seleção, contra o Egito, e acabou cortado da competição

Nas redes sociais, afirmou que encarava o momento "de cabeça erguida" e que voltaria ainda mais forte.

Os dois casos ilustram formas diferentes de uma mesma experiência: lidar com a frustração quando um objetivo profissional muito aguardado fica pelo caminho. Não é à toa que histórias como essas despertam tanta identificação.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, isso acontece porque as situações vividas por Hugo e Wesley dialogam com experiências que acontecem diariamente fora dos gramados.

Elas se repetem quando um profissional espera uma promoção que não vem. Quando alguém passa meses em um processo seletivo e recebe uma negativa. Quando anos de preparação parecem insuficientes diante de uma rejeição difícil de explicar racionalmente.

Enquanto o público acompanha quem garantiu uma vaga na Seleção Brasileira, há também outro lado da convocação: o dos atletas que precisam reorganizar emocionalmente a própria trajetória após ficarem de fora da competição mais importante da carreira.

Essa reorganização não é simples. Principalmente porque, tanto no esporte quanto no ambiente corporativo, desempenho e identidade muitas vezes acabam se confundindo, explicam especialistas.

O pesquisador da USP Gustavo Drago, que já atuou no planejamento e monitoramento da preparação de delegações que disputaram os Jogos Olímpicos de Pequim, Londres e Rio de Janeiro, afirma que uma das questões que mais chamaram sua atenção ao longo da carreira foi perceber como pessoas submetidas às mesmas pressões podem reagir de formas completamente diferentes.

🕵️‍♀️ Segundo ele, estudos mostram que alguns atletas, em jogos fora de casa, interpretavam o ambiente adverso como uma ameaça. A pressão da torcida, as provocações e a sensação de hostilidade vinham acompanhadas de alterações fisiológicas relevantes, como aumento de cortisol, insegurança e comportamentos mais hesitantes em campo. Outros, porém, viam aquele ambiente como estimulante e apresentavam respostas físicas ligadas à competitividade, maior intensidade e decisões mais corretas.

Esse processo ajuda a entender por que rejeições profissionais afetam as pessoas de maneira tão diferente, explica Drago. Na avaliação do pesquisador, o sofrimento não surge apenas da negativa em si, mas também da interpretação que cada pessoa constrói sobre ela.

Quando um atleta fica fora de uma convocação importante, ou quando um profissional perde uma promoção aguardada, a sensação frequentemente ultrapassa a frustração pontual. Em muitos casos, passa a atingir diretamente a autoestima, a identidade e a percepção de valor pessoal.

Segundo Drago, isso acontece porque muitas pessoas constroem a própria identidade em torno do desempenho. A carreira deixa de ser apenas uma dimensão da vida e passa a funcionar como medida de reconhecimento, competência e pertencimento.

Quando o resultado esperado não se concretiza, existe o risco de a pessoa deixar de enxergar a situação como um episódio específico e passar a interpretá-la como uma definição permanente sobre si mesma.

Na avaliação do pesquisador, é justamente aí que está a diferença entre uma frustração saudável e outra destrutiva.

A primeira provoca dor, mas ainda permite aprendizado, adaptação e continuidade. Já a segunda transforma a rejeição em uma narrativa de incapacidade.

“O problema começa quando a pessoa deixa de enxergar a rejeição como um episódio e passa a enxergar aquilo como definição de valor pessoal", afirma Drago.

Atletas aprendem a se reorganizar após derrotas, enquanto no meio corporativo há uma cobrança irreal por crescimento linear contínuo. — Foto: Pexels

A discussão ganha ainda mais complexidade em um mercado de trabalho cada vez mais orientado pela lógica da alta performance. Muitos ambientes corporativos passaram a reproduzir uma dinâmica semelhante à do esporte de alto rendimento, marcada por cobrança contínua, pressão por resultados e exigências constantes.

A diferença, conta Drago, é que o esporte costuma oferecer estruturas de suporte emocional e recuperação que raramente existem na mesma proporção dentro das empresas.

🧘‍♂️ Enquanto atletas contam com acompanhamento psicológico, controle de carga, períodos de descanso e preparação mental, muitos trabalhadores convivem apenas com a exigência permanente por produtividade.

De acordo com o pesquisador, o cérebro humano tende a funcionar melhor quando o desafio vem acompanhado de um mínimo de segurança psicológica. Quando o medo de errar se torna permanente, a mente entra em modo de autoproteção, o que pode reduzir a espontaneidade, a criatividade e a capacidade de decisão.

No esporte, segundo Drago, um atleta excessivamente preocupado em não falhar pode hesitar em momentos decisivos. No ambiente corporativo, isso costuma se manifestar como perfeccionismo extremo, procrastinação, insegurança constante e dificuldade de inovar.

Já para o sócio de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, a intensidade emocional dessas rejeições também está diretamente ligada ao investimento feito ao longo da trajetória.

🏆 Segundo ele, tanto no esporte quanto nas empresas há um acúmulo de expectativas, dedicação e esforço em torno de determinados objetivos. Quando eles não se concretizam, muitas pessoas sentem não apenas frustração, mas também uma espécie de desvalorização simbólica da própria caminhada.

Brehmer avalia que o esporte oferece uma lição importante sobre reconstrução emocional, já que atletas aprendem desde cedo que derrotas, cortes e recusas fazem parte do processo competitivo.

Permanecer paralisado pela frustração pode comprometer a continuidade da carreira, ressalta o especialista. Por isso, eles desenvolvem a capacidade de reorganização emocional, ajuste de rota e retomada da preparação.

“As promoções não conquistadas, projetos recusados ou vagas perdidas não precisam ser interpretados como fracassos definitivos, mas como parte de um processo contínuo de desenvolvimento e reposicionamento.”

No ambiente corporativo, porém, essa relação com o fracasso costuma ser mais difícil. Existe uma expectativa silenciosa de crescimento linear, como se carreiras bem-sucedidas fossem construídas sem interrupções, recusas ou perdas de espaço.

Segundo Brehmer, a frustração deixa de ser saudável quando passa a afetar de forma contínua a motivação, a autoestima e o funcionamento cotidiano.

🚣‍♀️ A pressão constante por desempenho também evidenciam como as discussões sobre recuperação emocional ainda enfrentam resistência dentro das empresas, segundo os especialistas.

Drago afirma que, no esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como perda de tempo, mas como parte estratégica da performance. Nenhum atleta sustenta intensidade máxima sem recuperação física e mental adequada.

No ambiente corporativo, porém, ainda persiste uma cultura que associa comprometimento à hiperdisponibilidade, ao excesso de horas trabalhadas e à produtividade contínua.

Para o pesquisador, isso cria um paradoxo cada vez mais evidente: empresas exigem criatividade, clareza emocional, inovação e decisões rápidas de profissionais submetidos a níveis constantes de exaustão.

O resultado, segundo ele, é o aumento da ansiedade, do burnout, da insônia, do esgotamento emocional e da perda de qualidade de vida.

"Não existe alta performance na presença de esgotamento crônico (…) sustentabilidade emocional deveria ser entendida como estratégia de performance, e não como benefício secundário".

Brehmer concorda e defende que organizações capazes de equilibrar cobrança por resultados com segurança emocional tendem a formar equipes mais resilientes e preparadas para lidar com a pressão.

“O esporte mostra que recuperação não é pausa improdutiva, mas parte estratégica da consistência (…) organizações que compreendem isso tendem a formar equipes mais resilientes, inovadoras e menos vulneráveis ao esgotamento", conclui.

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Anthropic suspende modelos de IA após EUA restringirem acesso de estrangeiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/06/2026 00:47

Tecnologia Anthropic suspende modelos de IA após EUA restringirem acesso de estrangeiros Governo americano proibiu acesso de cidadãos estrangeiros ao Fable 5 e ao Mythos 5. Empresa afirma não ter recebido detalhes sobre os riscos apontados e contesta a decisão. Por Redação g1

A Anthropic suspendeu globalmente os modelos de inteligência artificial Fable 5 e Mythos 5 após determinação de segurança nacional do governo dos Estados Unidos.

A medida impede o acesso de estrangeiros aos sistemas, o que levou a empresa a desativar os modelos para todos os usuários imediatamente.

A restrição ocorreu dias após o lançamento do Fable 5 e da assinatura de uma ordem executiva pelo presidente Donald Trump sobre inteligência artificial.

A Anthropic questionou a decisão, alegando que os testes prévios com órgãos do governo mostraram que as proteções do sistema eram altamente eficazes.

Classificando o caso como um "mal-entendido", a companhia trabalha para restabelecer o acesso aos dois modelos de inteligência artificial o mais breve possível.

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta sexta-feira (12) a suspensão global de dois de seus modelos mais recentes, o Fable 5 e o Mythos 5, após receber uma determinação do governo dos Estados Unidos baseada em questões de "segurança nacional".

Segundo a companhia, a ordem impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic.

Diante da abrangência da medida, a empresa decidiu desativar imediatamente os dois modelos para todos os usuários.

Em comunicado, afirmou que "o efeito dessa ordem é que precisamos desativar imediatamente o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os nossos usuários, a fim de garantir o cumprimento" da determinação. Os demais sistemas da companhia seguem disponíveis normalmente.

A decisão está entre as medidas mais amplas já adotadas pelo governo americano para restringir o acesso a ferramentas avançadas de inteligência artificial.

Ela foi anunciada apenas alguns dias após o lançamento público do Fable 5 e cerca de dez dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que cria mecanismos para avaliar possíveis riscos à segurança nacional antes da divulgação de novos sistemas de IA.

Embora tenha cumprido a determinação, a Anthropic questionou a forma como o processo foi conduzido. Segundo a empresa, a diretiva foi recebida na tarde de sexta-feira e não apresentava informações detalhadas sobre quais seriam os riscos identificados pelas autoridades.

A companhia afirmou acreditar que a preocupação do governo esteja relacionada a uma possível forma de contornar algumas das barreiras de segurança do Fable 5.

Após analisar a demonstração apresentada pelas autoridades, a empresa concluiu que a técnica apontada permitia identificar apenas um número limitado de falhas já conhecidas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros sistemas disponíveis no mercado.

A Anthropic também informou que submeteu o Fable 5 a uma série de testes antes do lançamento, em parceria com órgãos governamentais, organizações independentes e equipes internas. De acordo com a empresa, os resultados indicaram que as proteções adotadas no modelo são mais eficazes do que as utilizadas em versões anteriores.

No comunicado, a companhia afirmou discordar da retirada de um produto amplamente disponibilizado ao público com base em um método específico de contornar suas proteções.

"Acreditamos que o governo deveria ter a capacidade de bloquear implantações inseguras, como parte de um processo legal transparente, justo, claro e fundamentado em fatos técnicos", declarou. "Esta ação não está em conformidade com esses princípios."

A empresa classificou o episódio como um "mal-entendido" e disse estar trabalhando para restabelecer o acesso aos dois modelos "o mais breve possível".

Até o momento, o governo americano não divulgou detalhes adicionais sobre as preocupações que motivaram a restrição.

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