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Mega-Sena, concurso 3018: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 11:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3018: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição deste domingo (14) era de R$ 11,3 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (14), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 11,3 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 16 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Agro 5.0: novas tecnologias mudam rotina no campo e cortam desperdício no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Agro 5.0: novas tecnologias mudam rotina no campo e cortam desperdício no interior de SP Tecnologias em Guararapes (SP) e Araçatuba (SP) reduzem erros na pecuária e cortam em 90% o desperdício de defensivos; avanço exige treinamento de trabalhadores. Por Nosso Campo, TV TEM

A chegada do Agro 5.0 transforma o trabalho no campo com tecnologias de automação, reduzindo custos e aumentando a produtividade no interior de São Paulo.

Em Guararapes (SP), uma fazenda monitora 11 mil cabeças de gado com um aplicativo, reduzindo em até 90% as chances de erros operacionais no pasto.

O monitoramento digital ajuda a identificar problemas genéticos de forma ágil na propriedade, que vende anualmente 1 mil touros e 700 fêmeas reprodutoras.

Em Araçatuba (SP), robôs movidos a energia solar identificam plantas daninhas e aplicam defensivos agrícolas apenas onde é necessário, reduzindo o desperdício em 90%.

A tecnologia solar diminui o consumo de combustível de tratores e exige que os trabalhadores rurais passem por treinamentos para operar os novos sistemas.

Novas tecnologias reduzem erros e desperdício no agro no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

A chegada do "Agro 5.0" está transformando o trabalho no campo com novas tecnologias de automação no interior de São Paulo. Produtores rurais utilizam aplicativos e robôs para automatizar processos, cortar custos e aumentar a produtividade.

Em Guararapes (SP), uma fazenda usa um aplicativo para monitorar 11 mil cabeças de gado. As informações do pasto vão direto para o escritório no formato digital. O coordenador de pecuária, Antônio Avelino Mateus, afirma que o sistema permitiu correções rápidas e reduziu em 90% as chances de erros.

A propriedade vende 1 mil touros e 700 fêmeas reprodutoras (matrizes) por ano, além de produzir material genético. O aplicativo armazena o histórico completo de cada animal:

Para o coordenador administrativo, Fernando Barbosa, o monitoramento digital ajuda a identificar problemas genéticos nos animais de forma ágil. A consultora de pesquisa, Ana Carolina, explica que o sistema é atualizado constantemente com base no dia a dia da fazenda, o que traz mais precisão e agilidade para o banco de dados.

Em Araçatuba (SP), uma fazenda experimental utiliza robôs movidos a energia solar. O uso das máquinas reduziu em 90% o desperdício de defensivos agrícolas (agrotóxicos).

Os robôs identificam as plantas daninhas e aplicam o produto apenas onde é necessário. Segundo a especialista em sustentabilidade Patrícia Dias, a técnica evita o desperdício e diminui o consumo de combustível dos tratores, já que as máquinas dependem apenas do sol.

Além de garantir uma produção mais sustentável, a chegada dessas novas tecnologias exige que os trabalhadores do campo passem por treinamentos para operar os novos sistemas.

Novas tecnologias reduzem erros e desperdício no agro no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

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Drones ganham espaço na agricultura e ajudam em pesquisas sobre qualidade do solo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Drones ganham espaço na agricultura e ajudam em pesquisas sobre qualidade do solo Aparelhos evitam o esmagamento de plantas e poupam até 7% da safra, aponta Embrapa. Pilotos precisam de curso e aval de quatro órgãos federais para sobrevoar as plantações. Por Nosso Campo, TV TEM

A operação exige liberações da Anac (cadastro), Decea (voo), Anatel (comunicação) e Mapa (defensivos).

Uso de drones na agricultura brasileira passou de 3 mil para 25 mil equipamentos em quatro anos — Foto: TV TEM/Reprodução

O uso de drones na agricultura brasileira saltou de 3 mil para 25 mil equipamentos entre 2021 e 2024. O aumento de mais de dez vezes em quatro anos ocorre porque a tecnologia traz economia de insumos e reduz perdas nas lavouras.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as aeronaves alcançam áreas maiores de cultivo e evitam o "amassamento" das plantas, que normalmente ocorre com a passagem de tratores. Essa redução de perdas chega a 7% na soja e a 4% no arroz.

Para operar os equipamentos, é necessário seguir regras estabelecidas por diferentes órgãos. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) define as normas para aplicação de agrotóxicos. Já o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é responsável por autorizar o acesso ao espaço aéreo.

O Mapa também exige que os operadores responsáveis por pulverizar as lavouras façam um curso preparatório. Além disso, os profissionais devem manter um registro atualizado no ministério.

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O piloto de avião que voou 17 anos sem licença

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 06:45

Trabalho e Carreira O piloto de avião que voou 17 anos sem licença O piloto da Air Canada enfrenta várias acusações relacionadas a fraudes. Por BBC

Um ex-piloto da Air Canada está sendo acusado de ter transportado milhares de passageiros em voos comerciais sem a devida licença por 17 anos, segundo autoridades canadenses.

A polícia da província de Ontário disse que o piloto, Geoffrey Wall, de 59 anos, estava voando com credenciais falsas desde que foi promovido a capitão em 2009. Ele agora enfrenta várias acusações relacionadas a fraudes.

A Air Canada disse que o piloto foi imediatamente afastado de suas funções assim que os documentos falsos foram descobertos no ano passado.

A empresa afirmou que a segurança dos passageiros nunca esteve em risco, observando que todos os pilotos passam por treinamentos de competência a cada seis meses.

Nick Milinovich, da Polícia Regional da cidade de Peel, disse que Wall voava com a Air Canada havia 27 anos, tendo iniciado sua carreira em 1998.

O piloto teria falsificado suas credenciais desde 2009, quando foi promovido ao cargo de comandante, segundo a polícia.

Para essa função, os pilotos são obrigados a possuir uma licença de piloto de transporte aéreo (ATPL), obtida em parte por meio da aprovação em uma série de exames escritos.

"Isso seria muito semelhante a um médico que tem licença para exercer medicina de família, mas está realizando cirurgias cerebrais em seu consultório", disse Milinovich.

Nos últimos 17 anos, a polícia afirmou que Wall pilotou vários tipos de aeronaves Boeing e realizou um total de 900 voos domésticos e internacionais, recebendo milhões de dólares em salários — tudo, supostamente, sem as credenciais adequadas.

As autoridades disseram que a suposta fraude foi descoberta no ano passado durante uma avaliação de rotina, quando inconsistências foram identificadas na documentação da licença do piloto acusado — o que levou a uma investigação por parte da Transport Canada, o departamento federal de transporte do Canadá.

A Polícia Regional de Peel iniciou na época uma investigação criminal contra Wall, que incluiu um mandado de busca e uma análise da licença, que a polícia confirmou ser falsificada.

Wall foi acusado em 1º de junho de sete crimes, incluindo fraude, falsificação de documentos e posse de marca falsificada.

A Air Canada afirmou que o piloto possuía treinamento completo com uma licença válida de piloto comercial, mas não tinha a ATPL exigida para operar como comandante sob as regulamentações canadenses.

Em comunicado, a companhia aérea acrescentou que "trata este assunto com a máxima seriedade" e afirmou que concluiu uma auditoria de seus pilotos, não tendo encontrado outros casos de descumprimento.

Questionado sobre por que a suposta fraude de Wall permaneceu por anos sem ser detectada, Milinovich observou que infratores podem se tornar "muito habilidosos" em "artifícios".

"Não é incomum que a fraude continue por anos e anos", disse. "Eventualmente ela é descoberta, e é nesse momento que nós nos envolvemos."

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Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 05:47

Agro Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária Bloco europeu proíbe antibióticos para estimular o crescimento animal e restringe, na pecuária, substâncias que também são usadas para tratar infecções em humanos. Decisão não foi motivada por irregularidades na carne brasileira, mas por atraso em documentação. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para a UE a partir de 3 de setembro deste ano.

A decisão não foi motivada por irregularidades encontradas no produto nacional, mas pelo fato de o Brasil não ter apresentado a tempo a documentação exigida pela UE

Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.

Bloco europeu proíbe antimicrobianos para estimular o crescimento animal e restringe, na pecuária, substâncias que também usadas para tratar doenças em humanos.

Há uma preocupação de que pessoas desenvolvam infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos.

A preocupação de que pessoas desenvolvam infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos é um dos motivos que levou a União Europeia (UE) a exigir de seus importadores maior controle sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais.

➡️ Na pecuária, antimicrobianos são usados para tratar infecções, prevenir doenças, conter surtos, promover crescimento ou melhorar o desempenho dos animais.

No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro.

A decisão não foi motivada por irregularidades encontradas no produto nacional, mas pelo fato de o Brasil não ter apresentado a tempo a documentação exigida pela UE. No fundo, o que o bloco quer é que o país prove que está fiscalizando e rastreando o uso dessas substâncias.

Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.

O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.

Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.

O que a União Europeia está exigindo?A UE mira uma substância específica? Qual a relação entre antibióticos usados em animais e a saúde humana?

O uso de antimicrobianos na pecuária é um tema antigo dentro da UE, que começou a ser debatido na década de 1990 e que culminou em uma série de regulamentos nos anos seguintes. Em 2006, por exemplo, o bloco proibiu o uso de qualquer antibiótico na ração animal como promotor de crescimento.

A partir de 2019, o bloco ampliou essas exigências com a publicação de novos regulamentos que estabeleceram critérios mais rigorosos para a produção de carne, leite, ovos e outros produtos de origem animal destinados ao mercado europeu.

antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais; e/ou antimicrobianos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos.

Por trás dessas exigências, está o receio de que o uso de antimicrobianos em animais favoreça o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia desses medicamentos no tratamento de infecções em pessoas. (saiba mais abaixo)

Em 2022, inclusive, a UE classificou a resistência aos antimicrobianos (RAM) como uma das principais ameaças à saúde humana. O tema também faz parte de uma campanha da União Europeia chamada One Health (Uma só saúde), lançada em 2023, e que defende ações integradas para a saúde humana, animal e ambiental, por considerar que elas estão diretamente conectadas.

Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia afirmou que a decisão de excluir o Brasil de sua lista não está relacionada a uma substância específica. A exigência se aplica a qualquer produto usado como promotor de crescimento e/ou que faça sobreposição a medicamentos voltados para combater doenças em humanos.

Uma das substâncias mais utilizadas no Brasil para melhorar o desempenho bovino é a monensina, conta André Bartocci, presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, vinculada ao Ministério da Agricultura.

A monensina não está na lista da UE de antimicrobianos reservados à medicina humana, mas é usada no Brasil para aumentar o rendimento dos animais e, por isso, pode ser atingida pela medida.

Bartocci esclarece que ela não é um hormônio de crescimento, mas um aditivo alimentar que contribui indiretamente para o ganho de peso dos bovinos ao melhorar a sua digestão.

🔎 A monensina modula a fermentação no rúmen, inibindo determinados grupos de bactérias e favorecendo microrganismos que tornam o aproveitamento dos nutrientes mais eficiente. Com isso, o animal consegue extrair mais energia da mesma quantidade de alimento, o que pode resultar em maior ganho de peso.

Ao g1, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que a monensina tem o seu uso autorizado na União Europeia como aditivo alimentar em aves, frangos e perus, sob o nome de Coxidin, usado para combater uma doença parasitária intestinal, chamada coccidiose.

A EMA detalhou ainda que a monensina também era utilizada na União Europeia em um medicamento veterinário chamado Kexxtone, indicado para prevenir a cetose — um distúrbio metabólico que pode afetar vacas leiteiras no período próximo ao parto e reduzir a produção de leite.

O produto consistia em um dispositivo colocado no rúmen do animal para liberar monensina gradualmente ao longo do tempo. Em 2024, porém, a autorização do medicamento foi suspensa após a identificação de falhas de qualidade.

Em alguns casos, bovinos regurgitaram o dispositivo antes que toda a substância fosse liberada, destacou a agência.

Segundo Bartocci, não está claro qual será o tratamento dado à monensina pela UE em relação ao Brasil. A economista e médica veterinária Lygia Pimentel, sócia da consultoria Agrifatto, tem a mesma avaliação.

Ela acrescenta que o uso de antibióticos na pecuária brasileira não é feito de forma indiscriminada e que há regras para a utilização.

“O uso de antibióticos de uso terapêutico é permitido, o que é normal, caso contrário o animal morre sofrendo por alguma infecção, por exemplo. É necessário respeitar o período de carência, que é o tempo exigido entre a última aplicação do medicamento e o abate do animal para consumo", diz Pimentel.

“Cada antibiótico tem um período específico de carência. Isso garante que não haja resíduos de medicamento na carne acima dos limites tolerados pela saúde humana”, destaca.

Apesar da dúvida em relação à monensina, Leonardo Munhoz, doutor em Direito Agroambiental e advogado do VBSO, afirma que o foco da União Europeia está, principalmente, em substâncias que também são utilizadas na medicina humana.

Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de algumas delas, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina.

“Esses antimicrobianos pertencem às mesmas famílias de medicamentos utilizados em seres humanos ou selecionam mecanismos de resistência que podem comprometer antibióticos importantes da medicina", reforça Leonardo Weissmann, infectologista do hospital Emílio Ribas.

Munhoz conta que a avoparcina, por exemplo, foi proibida pela UE como promotor de crescimento em animais em 1997, devido ao receio de que seu uso favorecesse o surgimento de bactérias resistentes à vancomicina, usada na medicina humana.

A virginiamicina e a bacitracina também foram proibidas no bloco nos anos 1990, o que, na avaliação dele, mostra que as normas brasileiras estão atrasadas.

Para Munhoz, o país deveria ter se antecipado às mudanças, sobretudo porque já conhecia, desde 2019, as novas exigências impostas pela UE aos países exportadores.

Weissmann, do Hospital Emílio Ribas, afirma que o maior risco para a saúde humana no uso de antimicrobianos em animais não está no consumo de carne com resíduos de antibióticos, mas na disseminação de bactérias resistentes e dos genes que conferem essa resistência.

Ele explica que quando um antimicrobiano é usado em um animal, ele não age apenas sobre as bactérias causadoras de doença, mas entra em contato com bilhões de outras que vivem naturalmente no intestino, na pele e no ambiente da criação.

"As bactérias sensíveis morrem, mas aquelas que possuem mecanismos de resistência sobrevivem e se multiplicam", diz.

"O problema é que essas bactérias resistentes podem sair da fazenda e chegar às pessoas por diferentes caminhos: pelo contato direto com os animais, pelo meio ambiente (água, solo e dejetos), pelos trabalhadores rurais e até pela cadeia de produção dos alimentos", destaca.

Segundo ele, essas bactérias podem causar infecções em seres humanos que se tornam mais difíceis de tratar, exigindo antibióticos mais potentes, mais caros e, às vezes, menos eficazes.

"Imagine uma criação de bovinos em que muitos animais recebem antibióticos. Com o tempo, podem surgir bactérias resistentes no intestino desses animais. Essas bactérias podem contaminar o ambiente por meio das fezes, alcançar cursos d'água, outros animais e seres humanos. Se uma dessas bactérias causar uma infecção em uma pessoa, o antibiótico que normalmente funcionaria pode não ter mais efeito", exemplifica.

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Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Tecnologia Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA? Enquanto Anthropic e OpenAI preparam seus IPOs, investidores apostam em quem liderará a próxima fase da inteligência artificial. Por Deutsche Welle

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO).

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.

Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI".

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

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Gabiroba gigante: conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Espírito Santo Agronegócios Gabiroba gigante: conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal Fruto é quatro vezes mais ácido do que o limão e é utilizado em ampla variedade de receitas na gastronomia, em pratos como ceviche, bombons e mousse. Por Viviane Lopes, g1 ES

A gabiroba gigante é uma fruta endêmica da Mata Atlântica, que é encontrada em poucos locais da Região Serrana do Espírito Santo.

A fruta verde de polpa amarelada e sabor cítrico é indicada por nutricionistas para controle da saúde intestinal, benefícios para os ossos, função muscular e regularidade cardíaca, além de ser fica em fibras e vitamina C.

A árvore da gabiroba precisa de alguns fatores essenciais para frutificar, como temperaturas amenas, tempo úmido e polinização de abelhas.

A gabiroba gigante, uma fruta endêmica da Mata Atlântica, que é encontrada em poucos locais da Região Serrana do Espírito Santo, possui vários benefícios para a saúde, além de ser utilizada de várias formas na gastronomia. A gabiroba pode virar de geleia e brigadeiro a ceviche e cachaça.

A fruta verde de polpa amarelada e sabor cítrico é indicada por nutricionistas para controle da saúde intestinal, benefícios para os ossos, função muscular e regularidade cardíaca, além de ser rica em fibras e vitamina C.

A árvore da gabiroba precisa de alguns fatores essenciais para frutificar, como temperaturas mais amenas, tempo úmido e polinização de abelhas, especialmente as sem ferrão, como as uruçu-capixaba. Essa espécie é encontrada apenas no Espírito Santo.

Nessa reportagem, você vai conhecer curiosidades sobre a fruta, benefícios para a saúde e algumas receitas para preparo.

🍋 A fruta é cítrica e lembra o limão, mas com sabor mais marcante e 4x mais ácido;⛑️ Segundo nutricionistas, a gabiroba é rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio;🚽 Ajuda na saúde intestinal;⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas;🗓️ Colheita entre julho a agosto;🍨 Vira de sorvetes a ceviche;☁️ Prefere temperaturas mais amenas; 🌳 Possui o nome "gigante" por ser a maior das outras espécies de gabiroba.

Gabiroba gigante é fruto endêmico da Mata Atlântica e pode ser encontrado em alguns locais na Região Serrana do Espírito Santo — Foto: Adenilson Panzini

De acordo com a pesquisadora do Instituto Mata Atlântica (Inma), Nara Mota, existem pelo menos 35 espécies de gabiroba no Brasil.

Conhecida também como guabiroba, muitos tipos são encontrados no cerrado e também na Mata Atlântica.

Mas a gabiroba gigante possui esse nome por ser uma das maiores da espécie, cada fruto pode pesar mais de 400 gramas.

"Trata-se de uma espécie rara, pouco coletada. Começa frutificar com três anos de vida, o que para uma árvore é muito rápido. O tronco tem casca rugosa e se descama, assim como outras espécies da família (jabuticaba, pitanga, araça)", explicou.

A gabiroba dá o maior dos frutos das espécies das Campomanesia, podendo a chegar a 12 cm de diâmetro, enquanto as espécies próximas podem atingir no máximo 8 cm de diâmetro. "Por isso, o nome super-gabiroba ou gabiroba gigante", completou a pesquisadora.

Segundo a nutricionista Danielle Laporte, a gabiroba é rica em compostos bioativos que atuam como antioxidantes, combatendo os radicais livres e prevenindo o envelhecimento celular.

"Essa propriedade ajuda a reduzir o estresse oxidativo e a proteger o corpo contra diversas doenças. Ela também tem alto teor de vitamina C, o que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. É rica em fibras que ajudam na saúde intestinal. E também como tem muitas fibras ajuda a diminuir a absorção de gorduras e açúcares, auxiliando na saúde cardiovascular", comentou.

A gabiroba também é rica em potássio, cálcio e magnésio, que são essenciais para a saúde óssea, função muscular e regularidade cardíaca.

Por ser uma fruta de sabor cítrico, pode ser implementada facilmente em vários pratos na gastronomia. A fruta é versátil e pode virar de geleias a bolos e até cachaça.

O chef Ricardo Silva possui um restaurante em Vargem Alta, na Região Serrana do estado, e já implementou vários pratos com a fruta.

"É uma fruta que tem um índice de acidez maravilhoso, sabor fantástico, a suculência, e ela é bem dinâmica, você consegue trabalhar e usar em muita coisa na cozinha. A gabiroba é 4 vezes mais ácida que o limão, ela dá uma explosão na sua boca. Quando o público experimenta é um choque de realidade, é uma cosia muito bacana, porque eles não conheciam. Algumas pessoas tem memória afetiva e os mais novos ficam maravilhados pelo sabor", destacou.

Outras possibilidades de pratos feitos com a gabiroba são: ceviche, caponata, suco, cachaça, geleia, bombom, brigadeiro, mousse e bolo.

Adenilson Panzini é empresário no setor de rochas, conheceu a fruta há 30 anos, e plantou um pé em sua propriedade em Vargem Alta. Na época da colheita entre os meses de junho a agosto, o empresário retirar os frutos e os congela.

Atualmente, a árvore, que já é um pé adulto, gera mais de 100 kg da fruta. Com todo esse material, o empresário de 56 anos guarda grande parte da fruta no freezer e realiza doações para escolas e chefs que fazem pratos com a gabiroba.

Ingredientes: Água de coco, limão, gengibre, tilápia, cebola roxa, coentro, azeite, mel de uruçu, pimenta calabresa, sal e palmito pupunha.

Instruções: Corte a tilápia em cubos. Adicione água de coco, limão e gengibre para saborizar o peixe. Depois acrescente a cebola roxa, misture os ingredientes. Depois coloque o coentro, azeite, pimenta e misture. Em seguida cortar a gabiroba em pedaços, com casca mesmo, e acrescentar no prato. Finalizar com pupunha.

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Rota de colisão: por que o G7 teme que os desequilíbrios da economia global acabem em crise

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Países do G7 pedem desescalada do conflito entre Israel e Irã — Foto: REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool

O aumento das exportações da China, a deterioração das contas dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na Europa têm preocupado o G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo. O temor é que esse cenário aumente as tensões comerciais e deixe a economia global mais vulnerável a crises financeiras.

O assunto tem sido uma das prioridades da França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, os desequilíbrios entre o comércio mundial e a circulação de capital entre os países atingiram níveis "insustentáveis". O tema estará na pauta da cúpula de líderes prevista para esta semana.

No mês passado, os ministros das Finanças do G7 concordaram que é necessária uma ação coordenada — algo que há anos é difícil de alcançar no grupo mais amplo do G20. Eles também alertaram que, sem uma resposta conjunta, esses desequilíbrios podem evoluir para uma crise financeira.

Os saldos em conta corrente, indicador que mede a entrada e a saída de recursos de um país — incluindo importações, exportações, rendimentos de investimentos e ajuda externa —, mostram um desequilíbrio crescente desde a pandemia de Covid-19.

Depois de cair nos anos seguintes à crise financeira global de 2008 e 2009, o superávit da China voltou a atingir níveis recordes.

Ao mesmo tempo, a zona do euro manteve sua posição de credora do restante do mundo, enquanto os EUA continuam dependentes de capital estrangeiro para financiar seu consumo.

Na prática, isso significa que a poupança acumulada em alguns países está sendo usada para financiar o consumo em outros — principalmente nos EUA, hoje o principal destino desses recursos.

O modelo de crescimento da China, baseado nas exportações, vem sendo cada vez mais criticado. Para os críticos, os incentivos do governo elevaram a produção a níveis muito superiores ao consumo interno do país.

A posição da China nas contas internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Desde a pandemia, o superávit em conta corrente — quando um país recebe mais recursos do que gasta no exterior — saltou para o recorde de US$ 735 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento das exportações, apesar das tarifas mais altas impostas pelos EUA.

A demanda interna fraca e o forte crescimento das exportações de produtos industrializados ampliaram o superávit chinês.

Críticos, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que uma moeda mantida artificialmente desvalorizada favorece as exportações do país. Eles também argumentam que empresas chinesas recebem subsídios em escala superior à observada na maioria das economias desenvolvidas.

Em dezembro, Macron afirmou que, se as principais economias não se reequilibrarem por meio da cooperação, a Europa "não terá outra escolha" a não ser adotar medidas protecionistas.

➡️ Protecionismo é o conjunto de políticas que busca favorecer a produção nacional e limitar a concorrência estrangeira. Isso pode ser feito por meio de tarifas de importação, subsídios a empresas locais ou outras medidas de incentivo à economia doméstica.

Pequim rejeita as críticas e afirma que suas empresas são competitivas. O governo chinês também diz que defenderá seus interesses diante de qualquer barreira comercial.

Em contrapartida, os EUA continuam sendo o principal motor do consumo global. O país gasta mais do que produz, reflexo do alto consumo das famílias e da baixa taxa de poupança.

Esse padrão foi reforçado por políticas de aumento de gastos e cortes de impostos. Somados aos estímulos adotados em momentos de crise e às despesas da pandemia, esses fatores elevaram o déficit federal.

Essa combinação torna os EUA dependentes de recursos vindos do exterior. Na prática, o país usa a poupança acumulada por economias superavitárias para financiar seus gastos internos.

Embora essa dinâmica ajude a sustentar o crescimento global, ela também aumenta as tensões comerciais. Isso porque autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits que se repetem há décadas.

Enquanto o excedente da China está ligado ao excesso de produção, o da Europa tem outra origem: o baixo nível de investimentos dentro do bloco e a elevada taxa de poupança.

Segundo um relatório divulgado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, os países europeus precisam transformar mais da poupança das famílias em investimentos produtivos — como obras, tecnologia e expansão de empresas. Caso contrário, correm o risco de ficar ainda mais atrás dos EUA e da China.

Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos do que nos EUA, especialmente na área de tecnologia.

Economistas afirmam que o baixo nível de investimento reduz a atividade econômica dentro da Europa. Como consequência, parte da poupança acaba sendo aplicada em outros países em busca de melhores retornos, contribuindo para o superávit das contas externas da zona do euro.

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Quem cuida do gramado? Conheça a cadeia que abastece campos de futebol no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 03:51

GLOBO RURAL Quem cuida do gramado? Conheça a cadeia que abastece campos de futebol no Brasil Cultivo de grama para estádios, campos de golfe e áreas esportivas cresce no país e exige manejo técnico durante todo o ano. Por Redação g1, Globo Rural — São Paulo

Quando a bola começa a rolar no campo, os holofotes se voltam para os craques. Mas existe outro time, longe das câmeras, responsável por garantir que o espetáculo aconteça sem tropeços: o dos agrônomos e produtores rurais que trabalham para manter os gramados em condições ideais.

O cultivo da grama, conhecido como gramicultura, é relativamente recente no país e se desenvolveu principalmente nos últimos 20 anos, conta o agrônomo Rafael Froes, responsável por uma fazenda em São José dos Campos (SP).

No local, um dos estagiários conta, inclusive, que só foi ter contato com a atividade durante a experiência profissional e que os cursos de agronomia ainda dão pouca atenção a esse setor.

Apesar de recente, a atividade ganhou espaço no país. Hoje, o Brasil conta com cerca de 25 mil hectares de cultivo comercial de grama, com São Paulo liderando a produção nacional.

O Globo Rural visitou a propriedade onde Froes trabalha para conhecer de perto essa cadeia produtiva (veja vídeo acima). A fazenda ocupa 400 hectares — área equivalente a cerca de 400 campos de futebol — e produz aproximadamente 2 milhões de metros quadrados de gramado por ano.

Diferentemente de culturas como soja e milho, que possuem períodos definidos de plantio e colheita, o cultivo da grama demanda trabalho contínuo ao longo de todo o ano.

Froes explica que boa parte da propriedade possui onde trabalha possui solo de turfa, que é mais escuro e rico em matéria orgânica, o que favorece o desenvolvimento da cultura.

Por conta dessas características, a grama cultivada nesse tipo de solo já apresenta coloração verde intensa e demanda menos adubação nos primeiros meses após o plantio. A produção exige uma série de manejos, incluindo aplicação de calcário, adubos químicos e controle de pragas com herbicidas.

Após a colheita, a área cultivada passa por um processo de regeneração. Com irrigação, adubação e aplicação de defensivos, o terreno pode voltar a produzir entre um ano e um ano e meio depois.

Um deles é por meio de mudas conhecidas como sprigs, opção mais barata, mas que exige um plantio mais técnico e acompanhamento especializado. Nesse sistema, as mudas são comercializadas sem solo, reduzindo riscos de contaminação por sementes de plantas invasoras.

As mudas produzidas na fazenda são da variedade Bermuda Tifway 419, utilizada principalmente em grandes áreas, como campos de polo e golfe.

Outro formato de venda bastante comum é em placas. A grama Esmeralda, por exemplo, muito utilizada em paisagismo e campos amadores, é cortada nesse sistema, ou seja, em formatos de placas, com raízes e terra. Após o plantio, as raízes começam a se integrar ao solo em poucos dias.

Também existem os chamados Big Rolls. Nesse sistema, uma máquina corta e enrola grandes tapetes de grama. Os rolos têm 75 centímetros de largura por 30 metros de comprimento, facilitando a instalação.

A variedade utilizada nesse formato é a Bermuda Tahoma 31, que apresenta melhor desempenho em áreas com maior sombreamento.

O agrônomo Mateus Ortega, que trabalha para a Federação Paulista de Futebol (FPF) e cuida do estádio Jaime Cintra, em Jundiaí (SP), conta que a qualidade de um gramado começa pela escolha da variedade adequada.

Para campos profissionais, a recomendação é utilizar gramas de alta performance, com maior resistência ao pisoteio e crescimento acelerado para permitir uma recuperação mais rápida após as partidas.

Já para quem deseja montar um campo em sítios ou quintais, a indicação é diferente. Nesse caso, a grama Esmeralda aparece como uma alternativa por exigir menos cortes e apresentar boa adaptação a diferentes condições.

Após os jogos, os sinais de desgaste ficam evidentes. Mudanças bruscas de direção, carrinhos e disputas pela bola deixam marcas no gramado, que precisam ser corrigidas rapidamente para preservar a qualidade da superfície.

Para recuperar as áreas danificadas do gramado, os profissionais utilizam um equipamento semelhante a um garfo para puxar a grama das laterais em direção ao centro do buraco, reduzindo as cicatrizes deixadas pelo jogo.

Em seguida, aplicam uma fina camada de areia para corrigir os pequenos desníveis que permanecem na superfície e, por fim, realizam um novo corte para garantir que o gramado fique totalmente uniforme.

O jogador Lucas Silva conta que a qualidade do gramado interfere na velocidade da bola e pode influenciar até mesmo o desgaste físico dos atletas. Segundo ele, campos em más condições aumentam o impacto sobre joelhos e tornozelos, contribuindo para lesões ao longo da carreira.

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Mega-Sena terá sorteio hoje após ser adiado por estreia do Brasil na Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 00:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena terá sorteio hoje após ser adiado por estreia do Brasil na Copa O sorteio do concurso 3018, que deveria acontecer neste sábado, está previsto para ocorrer apenas às 11h de domingo (14). O prêmio estimado é de R$ 12 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena teve mudanças no cronograma neste fim de semana por conta da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. De acordo com o sistema de apostas da Caixa, o sorteio ocorrerá apenas às 11h deste domingo (14).

No concurso da última quinta-feira (11), ninguém acertou as seis dezenas e prêmio acumulou para R$ 12 milhões.

Tradicionalmente, os sorteios da Mega-Sena realizados aos sábados acontecem à noite, no mesmo dia do encerramento das apostas. A alteração ocorre no dia da estreia do Brasil no Mundial.

A Mega-Sena deste sábado não é o único sorteio adiado. Também foram remarcadas as modalidades Loteria Federal, Mega-Sena, Super Sete, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Lotomania, Dupla Sena, Timemania e +Milionária previstas para os dias de jogos do Brasil — 13, 19 e 24 de junho.

Os sorteios que deveriam acontecer no dia 19 foram remarcados para o dia 20, às 8h30, e o do dia 24 acontece no dia 25, também às 8h30.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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