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Após campanha associada a massacre, Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários

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Após campanha associada a massacre, Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Após campanha associada a massacre, Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários Empresa pediu desculpas após campanha ser acusada de fazer referência a episódio da ditadura militar sul-coreana e determinou treinamento obrigatório. Por Associated Press

Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários — Foto: AP Photo/Lee Jin-man

A operação da Starbucks na Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira (15) que fechará todas as lojas do país mais cedo no dia 22 de junho para realizar um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social.

A medida ocorre após uma forte reação negativa a uma campanha de marketing amplamente interpretada como ofensiva às vítimas de uma repressão militar contra manifestantes pró-democracia em 1980.

O grupo Shinsegae, que detém 67,5% da Starbucks Korea, informou que executivos e funcionários da sede participarão de um treinamento conduzido por professores de história e sociologia. Já as unidades em todo o país fecharão às 15h na próxima segunda-feira (22), para que os colaboradores possam assistir à gravação da sessão.

A crise começou quando a rede tentou promover uma linha de copos térmicos de aço inoxidável chamada “SS Tank”, declarando o dia 18 de maio como “Tank Day”. A data marca o aniversário do levante pró-democracia de 1980 na cidade de Gwangju, no sul do país, que foi violentamente reprimido pelo governo militar da época, com uso de tropas, tanques e helicópteros, deixando centenas de mortos e feridos.

A campanha gerou ainda mais indignação ao usar o slogan “Bata na mesa!”, interpretação associada a uma declaração policial de 1987 que tentou encobrir a morte por tortura do estudante ativista Park Jong-chol. Na ocasião, autoridades afirmaram falsamente que ele teria morrido após investigadores “baterem na mesa”.

Diante da reação imediata do público, o grupo Shinsegae cancelou a campanha em poucas horas e demitiu o CEO da Starbucks Korea.

O presidente do grupo, Chung Yong-jin, fez um pedido de desculpas em rede nacional, enquanto a polícia abriu uma investigação após denúncias de familiares das vítimas do massacre de Gwangju. Chung também participará de um treinamento separado com executivos das empresas do grupo, previsto para 24 de junho.

Chung Yong-jin, presidente do Grupo Shinsegae, curva-se em sinal de desculpas em Seul, Coreia do Sul, na terça-feira, 26 de maio de 2026 — Foto: AP/Lee Jin-ma

Segundo a empresa, a decisão de fechar todas as lojas mais cedo, pela primeira vez desde a chegada da Starbucks ao país em 1999, e promover o treinamento em larga escala demonstra a seriedade com que o grupo encara a controvérsia e sua intenção de evitar novos episódios semelhantes.

A repressão em Gwangju ocorreu meses após o general Chun Doo-hwan assumir o poder em um golpe no fim de 1979.

Registros oficiais apontam cerca de 200 mortos, embora ativistas afirmem que o número real seja muito maior. O governo também prendeu dezenas de milhares de pessoas, sob a alegação de combater distúrbios sociais.

A indignação popular com a ditadura de Chun levou a grandes protestos nacionais em 1987, forçando a adoção de eleições presidenciais diretas, marco considerado o início da transição democrática da Coreia do Sul.

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