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Pautas-bomba: ministro da Fazenda discute com deputados renegociação de dívida do agronegócio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discutiu com deputados da bancada ruralista nesta quarta-feira (17), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a renegociação da dívida do agronegócio.

Questionado pelo deputado Alceu Moreira (MDB/RS), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan afirmou que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda.

Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros (linhas de crédito subsidiadas), ou seja, sem implicar em gastos primários dos ministérios.

Já o deputado Afonso Hamm (PP-RS), que foi relator do PL das dívidas rurais na Câmara, rebateu a classificação de "pauta-bomba".

A comunicação do governo e do ministério tem que ser ajustada. Não é pauta-bomba. Nós construímos com responsabilidade e todos aqui são testemunhas porque todos aqui opinaram. Foi para o Senado e ampliou", argumentou.

"Eu coloquei o meu nome para continuar como relator para ampliar esse diálogo e aprofundar a viabilidade para que a gente atenda realmente quem precisa”, prosseguiu.

Em conversas com interlocutores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que a medida é “impagável”, que as pautas de socorro ao agronegócio “precisam ter um limite” e que não é possível aprovar tudo o que a bancada ruralista deseja.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Já aprovado pelo Senado Federal, o projeto cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. Para ter validade, porém, ainda tem de passar pelo crivo da Câmara dos Deputados e ser sancionado.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais (entenda como vai funcionar).

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, o projeto que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos.Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já falou em outras oportunidades que o governo vai vetar, e até mesmo acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), em temas relacionados com as chamadas "pautas-bomba".

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Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 10:45

Agro Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis Fenômeno é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses. Por Marcelo Teixeira, May Angel

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

É cada vez mais provável que um super El Niño se desenvolva no segundo semestre do ano, elevando as temperaturas, alterando o regime de chuvas e trazendo riscos para as safras em todo o mundo.

Entenda nesta reportagem o que é o El Niño e por que algumas safras em regiões tropicais estão expostas.

O El Niño é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses.

Esse fenômeno climático geralmente provoca temperaturas mais altas em todo o mundo, secas em regiões como o Sul e o Sudeste da Ásia, a Austrália e a África Austral, e chuvas intensas em outras áreas, incluindo o sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) declarou a chegada do El Niño na semana passada. O órgão também informou que o fenômeno deve se intensificar, com 63% de probabilidade de atingir níveis considerados muito fortes, ou de um “super El Niño”, até 2027.

A seca, o calor e as chuvas excessivas causados pelo El Niño são um duro golpe para os agricultores, que já enfrentam neste ano choques nos preços de fertilizantes e do diesel, provocados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os preços das commodities agrícolas costumam subir de forma consistente durante episódios anteriores de El Niño.

Todos os episódios fortes de El Niño nos últimos 55 anos reduziram a produção de cacau, de acordo com a empresa de investimentos WisdomTree.

Durante o último El Niño, entre meados de 2023 e meados de 2024, considerado de moderado a forte, a África Ocidental — principal produtora — foi inicialmente atingida por chuvas duas vezes maiores do que o normal, o que deixou as árvores de cacau expostas a uma doença fúngica.

Em 2024, o padrão climático se inverteu e a África Ocidental foi atingida por calor intenso e pelos ventos Harmattan, que estavam excepcionalmente secos e fortes para a época, fazendo com que as árvores enfraquecidas pela doença perdessem suas flores.

"Todo mundo acha que o El Niño está associado apenas a secas na África Ocidental. Isso não é necessariamente verdade. Devido às mudanças climáticas… o resultado, às vezes, é chuva inicial em excesso. No momento, essa é minha maior preocupação", disse Jim Roemer, da consultoria Best Weather.

Cerca de metade do cacau mundial é cultivado na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores do mundo. O Equador, o terceiro maior produtor normalmente, enfrenta chuvas excessivas durante os episódios de El Niño.

Os preços do cacau quase triplicaram em 2024 após a quebra da safra na África Ocidental. Eles alcançaram níveis recordes, superando US$ 12.000 por tonelada métrica no fim do ano, tornando o ingrediente do chocolate mais caro do que muitos metais industriais.

O El Niño é especialmente problemático para o café robusta, pois costuma trazer temperaturas mais altas e reduzir as chuvas no Vietnã e na Indonésia — primeiro e terceiro maiores produtores do mundo — a partir de meados do ano.

As condições climáticas adversas afetam os dois países — que, juntos, respondem por cerca de 50% da produção mundial de robusta — durante a fase de desenvolvimento da cultura. Os efeitos são sentidos a partir do quarto trimestre, durante a colheita.

"A seca no Vietnã e na Indonésia pode reduzir significativamente a produtividade do café robusta", afirmaram analistas do Citi.

No caso do café arábica, cuja produção tem quase metade proveniente do Brasil, o impacto do El Niño é mais sutil.

Carlos Santana, diretor comercial da Eisa, subsidiária da trading Ecom, disse que o El Niño pode inicialmente ser positivo para a safra que o Brasil colhe atualmente, já que temperaturas mais altas poderiam impedir geadas no inverno.

A longo prazo, porém, o El Niño costuma trazer seca e calor às regiões cafeeiras do Brasil no quarto trimestre, quando a próxima safra se desenvolve, o que pode prejudicar a produção em 2027.

No caso do açúcar, uma das commodities agrícolas mais negociadas, o El Niño costuma trazer chuvas excessivas no segundo semestre do ano, o que pode atrapalhar a colheita e reduzir a qualidade da safra no Brasil, principal produtor mundial.

Na Índia, segundo maior produtor de açúcar, e na Tailândia, segundo maior exportador, por outro lado, o fenômeno costuma reduzir as chuvas durante a monção de verão.

A Índia espera que a monção de 2026 traga o menor volume de chuvas em 11 anos, com precipitações durante o período de desenvolvimento da safra, de junho a setembro, estimadas em cerca de 90% da média.

Carlos de Mello, diretor de açúcar da corretora Hedgepoint, estima que mesmo um El Niño moderado pode reduzir a produção da Índia em cerca de 1 milhão de toneladas.

A longo prazo, as chuvas acima da média que o El Niño costuma trazer para as regiões açucareiras do Brasil podem ajudar a safra do próximo ano.

Mello, da Hedgepoint, afirmou que, de modo geral, é “difícil imaginar um cenário de alta no mercado com o El Niño”, devido aos potenciais efeitos positivos para a safra brasileira de açúcar de 2027.

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Dólar abre em alta, com decisões de juros do Brasil e dos EUA no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (17) em alta, com um avanço de 0,15% perto das 9h, cotado a R$ 5,0940. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A "Superquarta", momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros, é o principal destaque da sessão. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

🔎 A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. O entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o tratado também deixa "bem claro" que Teerã não terá armas nucleares, mas reiterou que o entendimento ainda não é final. (entenda mais abaixo)

As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quarta-feira.

Por aqui, a expectativa é que o Copom faça mais uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) das taxas básicas, levando a Selic para 14,25% ao ano.

Segundo analistas da XP Investimentos, o cenário de inflação se deteriorou desde a última reunião do colegiado, em meio a choque globais de oferta, o aquecimento da atividade doméstica e a interrupção do ciclo de valorização vivido pelo real.

"[Isso] deve levar o Copom a elevar sua projeção para o IPCA [inflação oficial do país] no quarto trimestre de 2027 de 3,5% para 3,6%, e promover mais um corte de 0,25 p.p., para 14,25%, mantendo alguma flexibilidade para ajustes adicionais, mas com comunicação cautelosa e menos inclinada a sinalizar novos passos", afirmaram analistas da XP em relatório.

Já nos Estados Unidos, há grande expectativa dos investidores para a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que realiza, hoje, a primeira reunião da gestão de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a presidência do Fed.

As projeções indicam para mais uma manutenção das taxas básicas americanas, mantendo os juros do país em níveis ainda elevados.

➡️ O cenário de juros altos nos EUA tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança.➡️ Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair.➡️ Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia.

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14). O memorando de entendimento foi assinado na segunda-feira e a expectativa é que o texto seja divulgado após uma cerimônia presencial, na sexta-feira. (acompanhe os principais acontecimentos)

Os detalhes do acordo ainda não foram totalmente divulgados. Segundo a mídia internacional, o memorando de entendimento deve prever:

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Questionado sobre um dos pontos do acordo, o fim das sanções econômicas contra o regime iraniano, Trump disse que ele não será imediato e que isso será debatido pelos dois países posteriormente.

O republicano ainda afirmou, nesta quarta-feira, que apesar de os dois países terem chegado a um acordo, as negociações ainda não acabaram e que pode voltar a atacar o Irã caso não fique satisfeito.

"É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?", declarou em entrevista coletiva na cúpula do G7, na França.

A cúpula do G7 deu a Trump a oportunidade de apresentar seu acordo com o Irã aos aliados Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.

Em comunicado, os líderes afirmam: "Ressaltamos a necessidade de negociação… para abordar as ameaças representadas pelo Irã na região e além, e garantir que eles jamais obtenham uma arma nuclear".

Na Ásia, a maioria das ações fechou em alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelo setor de tecnologia. O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, avançou 0,97%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,74%. Já o Hang Seng teve queda de 0,74%.

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‘Prévia do PIB’ do Banco Central tem alta de 0,5% em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (17), mostrou expansão de 0,5% em abril, na comparação com o mês anterior.

O resultado representa melhora em relação a março, quando houve retração de 0,2% no indicador.Foi o maior aumento desde fevereiro, quando foi registrada alta de 0,6%.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 1,3% e, em 12 meses até abril, teve aumento de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

Divulgação — Foto: Indústria paranaense intensifica investimentos em qualificação, automação, eficiência energética.

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa básica de juros, a Selic está, atualmente, em 14,5% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,96% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de abril, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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Tarifaço de Trump: reunião no G7 é aposta para reduzir ameaça comercial, arma antiga do presidente dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com residente dos EUA, Donald Trump; presidente da França, Emmanuel Macron; primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; presidente do Quênia, William Ruto; e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

A negociação das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de junho está entre as principais prioridades do governo brasileiro na reunião do G7 — grupo das sete maiores economias do mundo —, realizada na França nesta semana.

Segundo apuração da GloboNews, diplomatas brasileiros apostam em um encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump para destravar as negociações. A reunião bilateral, porém, ainda não foi confirmada. Além disso, o fato de os dois líderes não terem interagido ao posarem para a foto oficial do grupo pode ser um mau sinal.

🔎 O G7 reúne algumas das principais economias desenvolvidas do mundo e discute temas globais, como economia, conflitos, clima e segurança. O Brasil não faz parte do grupo, mas pode ser convidado para participar de reuniões, como ocorreu na atual cúpula.

O Brasil tenta negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas de importação sobre produtos brasileiros. Houve um avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca decidiu eliminar a tarifa de 40% aplicada a diversos itens exportados pelo país.

As novas tarifas de 25% anunciadas neste mês, segundo avaliação do governo brasileiro, é uma medida de caráter mais político do que comercial. Segundo integrantes do governo, a decisão também ignora argumentos técnicos apresentados por representantes comerciais brasileiros nos últimos meses.

Mas a medida segue um padrão adotado por Trump em outras ocasiões: utilizar tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas.

Como o g1 já mostrou, a ameaça tarifária é uma estratégia antiga do presidente americano em disputas comerciais e diplomáticas. O objetivo é obter vantagens em negociações bilaterais.

Em seus dois mandatos, Trump deixou claro que uma de suas prioridades é fortalecer a atividade econômica doméstica, limitando a concorrência estrangeira.

Em 2018, por exemplo, Trump anunciou tarifas sobre as importações de aço e alumínio, produtos exportados pelo Brasil para os EUA. Pouco depois, os dois países negociaram um sistema de cotas que permitia a venda com isenção ou redução de tarifas até determinado limite.

No episódio mais recente, o governo americano afirmou que uma investigação do Escritório de Comércio (USTR, na sigla em inglês) concluiu que o Brasil adota práticas consideradas "irrazoáveis" por onerar ou restringir o comércio com o país. Como resultado, propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Em um decreto posterior, Trump citou 60 países — entre eles o Brasil — que falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como consequência, propôs uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a taxação potencial sobre produtos brasileiros para 37,5%.

Nos dois casos, porém, os EUA divulgaram uma extensa lista de exceções. No caso brasileiro, os produtos excluídos das medidas representam cerca de 60% das exportações para o mercado americano.

"Em nossa avaliação, o impacto econômico direto tende a ser limitado, uma vez que a lista de isenções permanece extensa e abrange parcela significativa das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos", afirmaram os analistas Luiza Paparounis e Francisco Lopes, do BTG Pactual, em relatório recente.

O Brasil não é o único parceiro comercial dos EUA atingido por tarifas. União Europeia, China, Canadá, México e outros países também foram alvo de medidas semelhantes adotadas por Trump.

Além de alegar que esses países mantêm relações comerciais injustas com os EUA, Trump também recorreu a diferentes justificativas para defender as tarifas, incluindo combate ao narcotráfico, crime organizado, imigração ilegal, segurança de fronteira, comércio digital, corrupção e até o PIX brasileiro.

"Trump usa essa questão tarifária como uma arma, e já vimos isso várias vezes. No Brasil, quando houve o choque com o nosso judiciário, ou na Índia, que continuava a comprar petróleo russo", avalia a diretora da Faculdade de Relações Internacionais da PUC-Campinas, Kelly Ferreira.

"E mesmo que a Suprema Corte americana já tenha tentado derrubar as tarifas globais impostas em 2025, o Trump está sempre buscando novas formas de usar essas taxas a seu favor", completa a especialista.

Ela acrescenta que até a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas teria um componente econômico, ao dar mais flexibilidade para Trump adotar novos embargos.

Em vários dos casos, a estratégia foi semelhante: o republicano anunciou tarifas, estabeleceu prazos para negociação e buscou obter vantagens competitivas, além de maior abertura dos mercados para a indústria americana.

Trump também afirmou, em diversas ocasiões, que as tarifas serviriam como fonte de receita para o governo, ajudariam a reduzir a dívida pública e fortaleceriam a economia americana.

O republicano não conseguiu cumprir essas promessas. Dados do Tesouro dos EUA mostram que o déficit orçamentário — quando as despesas superam as receitas — cresceu 2% e atingiu US$ 164 bilhões (R$ 827,1 bilhões) em março.

A inflação ao consumidor subiu 0,5% em maio, sétimo avanço consecutivo. Em 12 meses, o índice acumulado chegou a 4,2%, mais que o dobro da meta do banco central americano. Já o PIB do país cresceu 1,6% no primeiro trimestre, abaixo da expectativa do mercado, de 2%.

A sensação de deterioração da economia americana também já se reflete na popularidade de Trump, que vem caindo desde o início do ano passado.

Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor.

"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas.

Com uma agenda extensa e diversos temas relevantes em debate no G7, a reunião entre Lula e Trump pode não ocorrer. Ainda assim, a expectativa é que o presidente brasileiro aproveite o encontro para estreitar relações com outras grandes economias e fortalecer os laços do Brasil com a União Europeia.

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Na ‘Copa das Carnes’, Brasil supera o bife de chorizo da Argentina com fraldinha e alcatra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Agro Na 'Copa das Carnes', Brasil supera o bife de chorizo da Argentina com fraldinha e alcatra Brasil emplacou 12 pratos na lista dos 100 melhores com carne bovina, contra sete da Argentina. Bife à parmegiana, maminha e vaca atolada estão entre os destaques. Por Redação g1 — São Paulo

Na Copa das Carnes, o Brasil saiu na frente. Os cortes brasileiros fraldinha e alcatra conquistaram o 1º e o 2º lugar no ranking do TasteAtlas dos melhores pratos com carne bovina do mundo, de 2026.

Os dois superaram o tradicional bife de chorizo argentino, que ficou na 3ª posição. A picanha, por outro lado, foi desbancada pelos vizinhos e apareceu logo atrás, em 4º lugar.

Ao todo, o Brasil emplacou 12 posições na lista, contra sete da Argentina. Além de fraldinha, alcatra e picanha, outros cortes e preparações brasileiras que figuram no ranking são:

9º lugar: bife à parmegiana;13º lugar: maminha;22º lugar: vaca atolada, prato típico da culinária mineira;62º lugar: cupim;67º lugar: filé Oswaldo Aranha, um clássico carioca;75º lugar: estrogonofe;77º lugar: carne de sol;91º lugar: carne de onça, prato tradicional de Curitiba;99º lugar: barreado, típico do Paraná.

Além do bife de chorizo, a Argentina também marcou presença com outros seis pratos: a milanesa napolitana (28º lugar), a tira de asado (34º), a milanesa (40º), o vacío (53º), a milanesa a caballo (68º) e a milanesa de peceto (94º).

O TasteAtlas é uma enciclopédia gastronômica criada pelo jornalista croata Matija Babić, em 2018.

Os rankings são baseados em avaliações dos usuários da plataforma, mas, segundo a empresa, há mecanismos para identificar usuários reais, ignorar votos de bots ou motivados por patriotismo local e dar mais peso às avaliações de pessoas consideradas mais conhecedoras.

Fraldinha – BrasilAlcatra – BrasilBife de chorizo – ArgentinaPicanha – BrasilBistecca alla Fiorentina – ItáliaBeyti kebab – TurquiaChâteaubriand – FrançaTagliata di manzo – ItáliaLomo vetado – ChileCostata – Itália

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O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Trabalho e Carreira O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica) Empresários dizem que estão fechando lojas mais cedo e que estão investindo em automação por diminuição da jornada e aumento de salário na Colômbia. Mas o mercado de trabalho segue aquecido no país, sem sinais de grande impacto. Por BBC

Algumas empresas, como supermercados, passaram a fechar mais cedo na Colômbia — Foto: Jair F. Coll/Bloomberg via Getty Images

Enquanto o Brasil discute mudanças na sua jornada de trabalho, países vizinhos da América do Sul estão concluindo ou começando a implementação de leis aprovadas nos últimos anos que apontam para a mesma direção: trabalhar menos.

No próximo dia 15 de julho, os trabalhadores assalariados da Colômbia passam a trabalhar por no máximo 42 horas semanais — uma conclusão da redução de seis horas feita ao longo de cinco anos, desde que a lei foi aprovada em 2021.

Diferentemente do Brasil, que discute a redução de 44 para 40 horas junto com o fim da escala 6×1, a Colômbia não estabeleceu a obrigatoriedade de ao menos duas folgas na semana.

Mas a redução das 48 para 42 horas, aprovada no governo de direita do ex-presidente Iván Duque (2018-2022), somou-se à reforma trabalhista aprovada em 2025, já no governo de esquerda de Gustavo Petro, que aumentou em 23,7% o salário mínimo no país e turbinou ganhos dos trabalhadores ao ampliar o período considerado para pagamento de adicional noturno.

Somadas as duas mudanças, entidades empresariais colombianas têm relatado dificuldades para empresas manterem planos de contratação e que adaptações foram necessárias, como fechar lojas mais cedo e aumentar automação dos serviços.

Mesmo assim, o cenário do mercado de trabalho no país não é de terra arrasada, bem longe disso, explica à BBC News Brasil o economista Stefano Farné, diretor do Observatório do Mercado de Trabalho e Seguridade Social da Universidade Externado, em Bogotá.

"Não há dúvidas de que aumentaram os custos unitários por trabalhador na Colômbia", diz Farné, que participou de discussões no Congresso no país sobre as mudanças.

"Mas o que observamos é que não houve efeitos negativos sobre o mercado de trabalho. Além disso, o emprego assalariado do setor privado segue crescendo há muitos meses."

Segundo Farné, não houve ainda no país nenhum estudo de "avaliação de impacto", isso é com métodos científicos sólidos, com análise comparada e processamento de dados. Sua opinião é baseada na percepção geral do mercado de trabalho no país, que tem mostrado resiliência com uma taxa de desemprego na baixa histórica.

Uma análise da Corficolombiana, uma das maiores corporações financeiras do país, apontou que a redução da jornada de trabalho está impulsionando as contratações de maneira geral. A estimativa é que 787 mil novos trabalhadores foram contratados entre 2022 e 2025 apenas para compensar a diminuição das horas trabalhadas.

Mas a empresa aponta que a produtividade caiu, já que o mesmo volume de trabalho está sendo distribuído entre mais pessoas.

"Se mais pessoas precisam trabalhar para produzir a mesma quantidade, e cada trabalhador produz menos por jornada, a economia se torna menos eficiente", diz a análise da Corficolombiana.

Já a Fenalco (Federação Nacional de Comerciantes e Empresários), equivalente a uma Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Brasil, produziu um levantamento ouvindo 610 empresários, em 25 cidades, para demonstrar o impacto do aumento dos custos trabalhistas de maneira geral.

O levantamento aponta que 51% das empresas começaram a fechar mais cedo, reduzindo operações noturnas, 25% aceleraram o processo de automação de serviço e 23% aumentaram os preços de seus produtos.

Os setores mais afetados são os que operam em horários estendidos, como varejo, bares, restaurantes, hotelaria e vigilância privada.

"Muitas empresas já estão enfrentando maiores custos operacionais, o que reduz sua capacidade de expandir operações e contratar novo pessoal. Também existe um ambiente de incerteza que leva os empresários a agir com prudência", disse a Fenalco à BBC News Brasil.

A federação também afirma que 64% dos empresários entrevistados reduziram o número de empregados e que 80% modificaram os planos de contratação para o futuro.

A classe empresarial disse não ter números consolidados ano sobre fechamento de empresas, mas dados preliminares mostram "redução na abertura de novas empresas" em 2026.

"Felizmente, a Colômbia continua contando com uma grande capacidade empreendedora", diz a Fenalco.

Sindicatos foram às ruas defender a reforma trabalhista na Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP via Getty Images

Segundo o professor Stefano Farné, comparar o caso colombiano com o do Brasil é difícil, porque a redução da jornada no país caribenho veio acompanhada de outras mudanças trabalhistas. Ainda assim, ressalta, algumas lições internacionais podem ser úteis.

"A recomendação é não fazer de um dia para o outro, mas aos poucos. Isso é bom para qualquer coisa em geral", diz o pesquisador.

No Brasil, a proposta para a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, após 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano.

O economista Bruno Ottoni, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avaliou à BBC News Brasil que o tempo previsto para transição é curto para a adaptação de empresas.

Farné também ressalta que, na Colômbia, a diminuição da jornada veio acompanhada por flexibilidade nos horários de trabalho e sem obrigatoriedade de dois dias de descanso.

Ficou permitido que empresas e trabalhadores façam acordos para trabalhar mais em um dia e menos no outro, por exemplo.

Com a redução, a lei colombiana também passou a permitir que o empresário possa escolher o dia da folga semanal do funcionário, não sendo mais preferencial o sábado ou domingo.

Essa medida é considerada especialmente positiva para empresas do comércio, um dos setores mais afetados pelas mudanças. "É uma forma de flexibilizar a diminuição do horário de trabalho. Por isso, não tivemos tantos efeitos na economia, porque a queda das horas de trabalho tem sido compensada por outras medidas", diz Farné.

Na Colômbia, as empresas ainda deixaram de ser obrigadas a fornecer uma folga extra por semestre aos trabalhadores no chamado "dia da família". Também deixou de ser obrigatório às empresas maiores terem duas horas de atividades culturais ou de formação por semana.

No Chile, o governo de esquerda de Gabriel Boric conseguiu aprovar uma reforma trabalhista em 2023 que, entre outras coisas, estipulou a redução da jornada máxima de 45 horas para 40 horas semanais no país. A transição começou em 2024 e vai até 2028.

Mas, antes mesmo dessa nova mudança, o país já era estudado internacionalmente devido a outra redução. Em 2005, após quatro anos de transição, os chilenos eliminaram a jornada de 48 horas para uma máxima de 45.

"De modo geral, os estudos empíricos encontram que os efeitos dessas reduções foram muito pequenos e marginais. Ou seja, os efeitos tendem a ser negativos, mas são pequenos e nem sempre estatisticamente significativos", diz Farné, que participa de discussões na Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o tema.

O estudo do economista chileno Rafael Sanchéz concluiu também que a redução nos anos 2000 não teve "efeitos diretos significativos" no mercado de trabalho chileno nem pela criação nem pela redução de vagas — e que as horas de trabalho passaram a ser melhor remuneradas, já que não houve redução salarial.

O pesquisador acompanhou as trajetórias de milhares de trabalhadores entre os anos de 2002 e 2005 (pré e pós-reforma), comparando o destino profissional daqueles diretamente atingidos pela nova lei com um grupo composto por funcionários que já trabalhavam em horários próximos ao novo limite.

Segundo Sanchéz, as empresas chilenas utilizaram o período de transição para ajustar seus processos produtivos e redistribuição de tarefas. Isso é apontado como fundamental para evitar demissões em massa.

Em resumo, as empresas chilenas reagiram absorvendo o aumento do custo por hora sem reduzir o quadro de funcionários de forma expressiva.

Os exemplos na América e em muitos países, especialmente na Europa, mostram que "trabalhar menos é uma tendência à qual não podemos nos opor", diz Ferné.

"Isso não quer dizer que a América do Sul tem que seguir os países europeus que já estão com jornadas de 36 horas e pronto. Vamos com calma, mas isso é um caminho mundial."

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Concurso do IBGE: veja cargos, salários e como se inscrever para mais de 8 mil vagas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 03:48

Trabalho e Carreira Concursos Concurso do IBGE: veja cargos, salários e como se inscrever para mais de 8 mil vagas Inscrições já estão abertas para oportunidades em todo o país. Veja quem pode participar, quanto paga cada função e quando será a prova. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para um novo processo seletivo simplificado voltado à realização do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções, com remunerações que variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e suporte tecnológico ligadas à execução da pesquisa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, responsável pela organização do processo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;estar em dia com as obrigações eleitorais;estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;possuir aptidão física e mental para exercer a função;atender aos demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

Língua Portuguesa;Raciocínio Lógico;Ética no Serviço Público;Geografia;conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

25% para pessoas pretas e pardas;5% para pessoas com deficiência;3% para indígenas;2% para quilombolas.

Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

12 de junho — Abertura das inscrições1º de julho — Encerramento das inscrições21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova27 de setembro — Aplicação da prova objetiva28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva18 de dezembro — Resultado final da seleção

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Como funcionam as bancas que avaliam candidatos às cotas raciais em concursos e universidades

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 03:48

Trabalho e Carreira Concursos Como funcionam as bancas que avaliam candidatos às cotas raciais em concursos e universidades Comissões de heteroidentificação foram criadas para evitar fraudes no sistema de cotas. Por trabalharem com a subjetividade, decisões desses comitês podem acabar gerando polêmicas. Por Deutsche Welle

Bancas de heteroidentificação verificam cotas raciais com base no fenótipo, não na autodeclaração.

UnB foi uma das primeiras universidades a adotar o sistema de cotas — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Criadas para evitar fraudes no sistema de cotas raciais, as chamadas bancas de heteroidentificação são responsáveis por atestar a legitimidade da autodeclaração feita por candidatos aprovados em concursos públicos para essas vagas.

Nessas bancas não importam certidão de nascimento ou relato pessoal. Para determinar quem é ou não apto a concorrer a uma vaga por cota racial, essa avaliação foca na aparência física dos candidatos inscritos nas vagas reservadas para negros (pretos ou pardos).

Usado por instituições federais, o método surgiu como uma espécie de fiscalização da Lei de Cotas. Em um país tão miscigenado como o Brasil, no entanto, avaliações desse tipo envolvem subjetividade, o que pode gerar controvérsias. A seguir, entenda como funciona uma banca de heteroidentificação.

Sancionada em 2012, a Lei de Cotas é uma política afirmativa que busca reduzir as desigualdades sociais do país. No caso das cotas raciais, a lei determina que parte das vagas de concursos públicos federais seja destinada a pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.

Para evitar fraudes na autodeclaração de candidatos, o governo federal regulamentou em 2018 o procedimento de heteroidentificação para as candidaturas negras, argumentando que a política era uma demanda da sociedade civil e de movimentos negros.

Essa portaria normativa estabeleceu as regras para a atuação dessas bancas. A norma visava ainda garantir a padronização e igualdade de tratamento entre os candidatos que passariam por esse procedimento.

As bancas de cota racial trabalham com a ideia de heteroidentificação, ou seja, o olhar do outro. Por isso, os comitês não levam em consideração a maneira como a pessoa se identifica (autodeclaração), mas sim a forma como ela é vista socialmente.

"Uma banca é como o olho da sociedade", afirma Rodrigo Ednilson de Jesus, professor e coordenador de Políticas de Ações Afirmativas e Inclusão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "A banca não está avaliando grau de mestiçagem, mas sim se a pessoa é lida ou não como negra."

O governo institui que essas análises devem considerar somente o fenótipo do candidato. Isso significa que são observadas apenas características físicas – como tom de pele, traços faciais e textura de cabelo.

Já aspectos como árvore genealógica, laudos dermatológicos ou tradições culturais ficam de fora da avaliação da banca.

De acordo com Rodrigo Ednilson de Jesus, isso ocorre porque o racismo brasileiro se expressa sobretudo diante de fenótipos, e as cotas raciais foram justamente pensadas como reparação à população afetada por essa discriminação.

Não existe um único órgão responsável pelas bancas. Cada instituição estabelece suas próprias regras sobre a composição dessas comissões. Algumas mobilizam candidatos internamente, outras optam por recrutar pessoas de fora.

No caso de universidades, essas comissões são compostas principalmente por professores, estudantes e funcionários públicos. Todos os membros devem participar de cursos sobre questões raciais e de enfrentamento ao racismo antes de integrarem as bancas.

Geralmente, a banca é composta por cinco pessoas. É importante que o número seja ímpar para não haver empate no resultado.

No processo, cada membro faz seu próprio julgamento e, depois, o grupo chega a uma deliberação coletiva, baseada no olhar da maioria.

A banca deve ser diversa, conforme prevê a legislação. "É preciso que uma comissão tenha homens, mulheres, brancos, negros", explica o professor da UFMG. "Para que as pessoas olhem [para o mesmo candidato] de diferentes ‘lugares'."

Embora não exista uma regra sólida, na maioria das vezes, as bancas acontecem após o processo seletivo. Ou seja, quando a pessoa já passou no vestibular ou concurso público. Daí, sim, ela é considerada apta ou não para a vaga cotista.

Como a ideia é justamente avaliar apenas o fenótipo da pessoa, a banca não faz entrevistas. O que vale ali é a análise visual, que dura cerca de 3 minutos, segundo Rodrigo.

A recomendação do governo é que esse processo seja realizado de forma presencial. Análises por vídeos ou fotos até são permitidas, mas podem dificultar o trabalho da comissão, já que fatores como luz, filtro e ambiente podem afetar a nossa percepção de imagem.

Além disso, independentemente do formato, o encontro entre o candidato e a banca é gravado — a filmagem pode ser solicitada depois, caso haja necessidade.

Todo candidato tem o direito de contestar a decisão da banca que o julgou. Nesse caso, haverá uma segunda comissão (composta por outros analistas). Se a pessoa considerar que o erro persiste, ela pode então entrar com uma ação na Justiça.

Flavia Medeiros, servidora do Itamaraty exonerada por 'reprovar' em banca racial — Foto: Emanuelle Sena/ AscomAGU

Por não seguirem critérios objetivos concretos, há polêmicas envolvendo decisões dessas comissões. Em maio, o caso da internacionalista Flávia Medeiros virou notícia. Ela foi exonerada do Itamaraty, dois meses após assumir o posto de oficial da chancelaria.

Autodeclara negra, ela foi barrada pela banca de heteroidentificação. Flávia contestou a decisão e, nesta segunda-feira (15/06), firmou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para reassumir o cargo. A decisão ainda precisa ser homologada pela Justiça Federal.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 2007, quando as cotas raciais ainda não eram uma política pública nacional, mas já eram aplicadas em algumas instituições.

Naquele ano, os irmãos gêmeos univitelinos Alex e Alan Teixeira da Cunha concorreram às vagas cotistas da Universidade de Brasília (UnB). A banca de heteroidentificação da faculdade aprovou a candidatura de Alan, mas barrou a de Alex. Após a repercussão do caso, a instituição voltou atrás e autorizou o outro irmão na disputa cotista.

O uso da heteroidentificação no sistema de cotas raciais gera discussões devido à sua subjetividade. O olhar de quem está ali na banca não representa necessariamente o de outras pessoas, e isso pode levar a eventuais falhas na avaliação.

"No Brasil, existem pessoas claramente lidas como brancas, outras 'escuramente' lidas como negras. Mas existem pessoas em um lugar de 'ambiguidade racial', quando podem ser lidas em alguns contextos como negras, e em outros, não", afirma o professor da UFMG.

Coautor do livro "A raça que os olhos veem: como controlar a subjetividade dos procedimentos de heteroidentificação racial", Rodrigo continua: "A leitura de uma banca é subjetiva, mas é possível controlar essa subjetividade." Para haver esse controle, segundo ele, é essencial garantir aprofundamento técnico nos estudos anteriores à formação das bancas.

Já Márcia Lima, organizadora da coletânea "O Impacto das Cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro", critica o modelo atual. Para a socióloga, a heteroidentificação é, por si só, inadequada à política afirmativa. Em sua visão, deveria haver maior foco na autodeclaração.

"Tratar todo reprovado numa comissão como fraudador é cruel. Ninguém deve definir a identidade de cada um, muito menos em nome do Estado", argumenta. A socióloga defende que, em caso de denúncias de fraude ou má-fé, haja uma investigação à parte.

De acordo com a professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Afro-Cebrap Flavia Rios, os ministérios da Educação e da Igualdade Racial discutem atualmente possíveis padronizações das bancas para deixá-las mais certeiras. Mas ela reforça que, desde o surgimento dos comitês, várias mudanças já foram feitas.

"As comissões foram evoluindo, aprendendo com os próprios erros e problemas. Foram também percebendo que é preciso ter processos formativos, padronizar tamanhos, fazer reuniões seminários e eventos. Mas isso não significa que eventuais erros não aconteçam", acrescenta.

Para Flavia, o principal desafio de hoje está em garantir que haja diversidade regional nas bancas, pois o próprio entendimento do que é ser negro está atrelado às referências regionais de cada avaliador. "[A compreensão do que é] ser pardo no Norte do Brasil é muito diferente do que é no Centro-Sul, por exemplo. Em algumas regiões do país, o fenótipo tem maior variação do que em outras."

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Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 02:44

g1 explica Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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