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Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,50% para 14,25% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 19:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz a nota do BC.

A maior parte dos analistas do mercado financeiro já projetava, na semana passada, um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta.

"Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura", afirmou o Copom.

Após o anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, na noite de domingo (14), a expectativa de uma nova redução da taxa básica da economia se consolidou.

A maioria do mercado projetou um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano – o que se confirmou. É a terceira redução seguida no juro.

"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", disse a nota do Copom.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

➡️O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril. O Copom indicou que vai calibrar a Selic à medida que a inflação passe a convergir com a meta.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.

➡️Na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, o BC informou que o aumento das expectativas de inflação do mercado não impediram o último corte de juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, naquele momento.

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Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 19:50

Política Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete Relatório prevê piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias. Proposta ainda será analisada pelo Senado. Por Paloma Rodrigues, Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e g1 — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) uma medida provisória que prevê anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (veja mais abaixo)

A anistia foi incluída pelo relator do projeto na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), por meio de um "jabuti" – a inclusão de um tema estranho ao contéudo original da proposta.

Inicialmente, a medida provisória apresentada pelo governo focava no endurecimento da fiscalização pelo descumprimento do piso mínimo de frete e cria um controle obrigatório das operações de transporte (CIOT).

A proposta agora será enviada ao Senado. Como foi modificada pelos deputados, caso aprovada pelos senadores, precisará ser sancionada pelo presidente Lula.

O texto foi aprovado na comissão mista formada por deputados e senadores ainda nesta tarde e seguiu para o plenário da Câmara.

Trovão apresentou uma complementação de voto nesta tarde e incluiu pontos como a possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).

Outro trecho incluído foi a redução de prazo de adaptação de 90 para 60 dias no caso de obrigações que dependam de regulamentação específica, integração tecnológica, habilitação de sistemas, adequação cadastral entre outros.

O relatório estabelece o piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, consideradas quando o motorista precisa permanecer fora da matriz da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.

O projeto também perdoou multas aplicadas aos caminhoneiros pela paralisação de 2022, realizadas em todo o país, após as eleições presidenciais.

Segundo o relator, as multas aplicadas foram injustas, dado que muitos caminhoneiros não aderiram ao movimento, mas não tinham como se locomover diante do bloqueio das estradas.

"A paralisação não foi feita nem pelos caminhoneiros, foi feita por pessoas que foram para cima da pista e bloquearam a passagem dos caminhoneiros. Esta é a anistia que está sendo dada. Tem caminhoneiro que foi multado em R$ 3 milhões e o cara nem estava lá parado porque ele queria, ele não conseguia passar”, disse o deputado.

O texto aprovado não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que chegou a ser proposto pelo relator durante a discussão na comissão.

O projeto anula as multas aos transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas decorrentes das manifestações em 2022, inclusive as já inscritas em dívida ativa e com cobranças em andamento.

O texto torna obrigatório registrar toda operação de transporte com um código, chamado Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot)

O registro, segundo o texto, deve conter dados do contratante, do transportador, o valor do frete e a forma e prazo de pagamento.

O objetivo é reunir informações sobre contratantes, transportadores, carga, valores e condições de pagamento, ampliando a rastreabilidade das transações no setor.

Texto torna obrigatório registro de toda operação de transporte com código único — Foto: Reprodução/Internet

O texto reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O valor do frete deverá refletir os custos operacionais reais e terá caráter vinculante, ou seja, seu descumprimento passa a gerar sanções.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por atualizar os pisos periodicamente e sempre que houver variações relevantes no preço do combustível.

O relatório estabelece um escalonamento de penalidades para quem contratar frete abaixo do mínimo legal:

multa elevada, que pode chegar a R$ 1 milhão; suspensão do registro do transportador; cancelamento do registro em casos de reincidência grave.

As regras também passam a atingir intermediadores e plataformas digitais que ofertem serviços em desacordo com o piso.

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STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 17:48

Política STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros STF fixou um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado. Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (17) ajustes na decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. 

Por unanimidade, o Supremo também decidiu declarar o trânsito em julgado das ações, portanto, não há mais chances de questionamentos contra o entendimento fechado.

Ficou fixado um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado, que inclui medidas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais e combate a atos ilícitos, autorregulação e disponibilização de canais de atendimento específicos para pedidos de retirada de conteúdos.

Os ministros julgaram recursos das plataformas que questionaram o entendimento da Corte que amplia a responsabilidade sobre o conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentados pelo Facebook e pelo Google.

Os ministros fixaram um prazo de 60 dias para que os provedores adotam as novas regras e também esclarecerem obrigações que terão que ser adotadas. A chamada tese, reúne as regras que terão que ser seguidas por toda a Justiça em território brasileiro.

Os provedores poderão ter responsabilidade solidária quando não atuarem nos casos de contas denunciadas como não autênticas.

As empresas podem deixar de ser responsabilizadas por conteúdo do usuário se ficar comprovada dúvida razoável sobre casos de crimes ou atos ilícitos, sem prejuízo do dever de remoção do conteúdo.

Ficou decidido que há presunção relativa de culpa do provedor de aplicações de internet em caso de conteúdos ilícitos quando se tratar de anúncios e impulsionamentos pagos; ou mecanismos artificiais de disseminação inorgânica de conteúdos ilícitos.

Nesses casos, a responsabilização não depende de notificação. Os provedores ficarão excluídos de responsabilidade se comprovarem que atuaram diligentemente e em tempo razoável para tornar indisponível o conteúdo.

O Supremo definiu ainda que a responsabilidade dos provedores pelo chamado dever de cuidado ocorre quando há configuração de falha sistêmica, quando deixa de atuar de forma responsável, transparente e cautelosa.

Supremo Tribunal Federal concluiu julgamento sobre o Marco Civil da Internet — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O responsável pela publicação do conteúdo removido pelo provedor de aplicações de internet poderá requerer judicialmente o seu restabelecimento, mediante demonstração da ausência de ilicitude. Ainda que o conteúdo seja restaurado por ordem judicial, não haverá imposição de indenização ao provedor

Os provedores de aplicações de internet deverão editar autorregulação que abranja, necessariamente, sistema de notificações, devido processo e relatórios anuais de transparência em relação a notificações extrajudiciais, anúncios e impulsionamentos.

Deverão, igualmente, disponibilizar a usuários e a não usuários canais específicos de atendimento, preferencialmente eletrônicos, que sejam acessíveis e amplamente divulgados nas respectivas plataformas de maneira permanente. As regras deverão ser publicadas e revisadas periodicamente, de forma transparente e acessível ao público.

Os provedores de aplicações de internet com atuação no Brasil devem constituir e manter sede e representante no país, cuja identificação e informações para contato deverão ser disponibilizadas e estar facilmente acessíveis nos respectivos sítios.

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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão com Warsh na presidência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%Oferecido por

O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado, na estreia de Kevin Warsh na presidência do banco central.

O Fed afirmou que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, com mercado de trabalho estável e inflação ainda acima da meta de 2%, em parte por causa da alta dos preços da energia associada ao conflito no Oriente Médio.

Na semana passada, Donald Trump voltou a defender juros mais baixos, mas disse que quer que Warsh “faça o que quiser”, em meio à troca de comando após meses de atritos com o ex-presidente do Fed, Jerome Powell.

Dados recentes mostram uma economia ainda aquecida, com criação de 172 mil vagas em maio, desemprego em 4,3%, inflação acumulada de 4,2% em 12 meses e núcleos de inflação ainda acima da meta, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo.

Juros altos nos Estados Unidos tornam os títulos públicos americanos mais atraentes, fortalecem o dólar e podem reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil, dificultando a queda dos juros brasileiros e aumentando a pressão sobre a inflação.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022. O anúncio, feito nesta quarta-feira (17), veio em linha com as expectativas do mercado e foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do comitê.

Esta foi a quarta reunião consecutiva em que o Fed deixou os juros inalterados. O encontro também marcou a estreia de Kevin Warsh no comando da autoridade monetária.

Indicado pelo presidente Donald Trump, ele tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca (leia mais abaixo).

A guerra no Oriente Médio e a alta dos preços da energia continuaram entre as principais preocupações do Fed. Mas, diante de uma economia que segue aquecida e de uma inflação ainda acima da meta, os desafios do banco central americano vão além do conflito, incluindo pressões persistentes sobre os preços e questões ligadas à nova gestão de Warsh.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Esta é a 12ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, apesar das incertezas elevadas associadas, em parte, ao conflito no Oriente Médio.

Segundo o colegiado, os investimentos das empresas e os ganhos de produtividade seguem fortes, enquanto o mercado de trabalho permanece estável, com a geração de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.

O comitê também destacou que a inflação continua acima da meta de 2% e atribuiu parte das pressões recentes a choques de oferta que elevaram os preços em alguns setores, especialmente o de energia.

“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em determinados setores, incluindo energia”, diz o texto do colegiado.

Ao decidir, por unanimidade (12 votos a 0), manter os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, o Fomc reafirmou seu compromisso com os dois principais objetivos do Federal Reserve: manter a inflação sob controle e preservar um mercado de trabalho forte.

O colegiado também ressaltou que continuará atento aos riscos para a economia e reafirmou que seu objetivo é garantir a estabilidade dos preços.

A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.

O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.

No entanto, dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.

💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.

Os juros ainda elevados nos EUA mantêm em níveis atrativos os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos considerados os investimentos mais seguros do mundo.

Com retornos mais altos, esses papéis tendem a atrair recursos de investidores internacionais, fortalecendo o dólar e reduzindo o interesse por aplicações em outros países, como o Brasil.

Embora diversos fatores influenciem esse movimento, a migração de capital para os EUA pode diminuir o fluxo de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro, pressionando o real frente à moeda americana.

Um dólar mais forte também encarece produtos e insumos importados, aumentando as pressões sobre a inflação no Brasil. Com isso, o Banco Central brasileiro pode ter menos espaço para reduzir os juros, o que contribui para manter a taxa básica em níveis elevados por mais tempo.

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Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma ‘catástrofe econômica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Mundo Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma 'catástrofe econômica' O acordo inclui uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional. Presidente dos EUA diz que Teerã só terá acesso ao fundo bilionário se "se comportar". Por Redação g1

Donald Trump dá entrevista à imprensa durante a cúpula do G7 na França. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu na quarta-feira (17) o acordo norte-americano com o Irã em seu discurso de encerramento da cúpula do G7 na França, afirmando que não queria ver uma catástrofe econômica.

"Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido", disse Trump a repórteres.

Trump afirmou ainda que o Irã poderá ter acesso ao fundo de US$ 300 bilhões somente se "se comportar". O acordo para acabar com a guerra prevê uma compensação financeira ao país (leia mais baixo).

"São apenas 300 milhões de dólares. E só se eles estiverem fazendo as coisas direito. Lembrem-se disso. Além disso, quando se fala em bilhões de dólares, eles tiveram muito mais de um trilhão de dólares em prejuízos. Serão necessários de 15 a 20 anos para reconstruir o que eles têm agora. Portanto, eles têm que se comportar. Se não estiverem se comportando, serão atingidos novamente."

O presidente americano disse ainda que os Estados Unidos pegaram muito dinheiro do Irã e que, em "algum momento", terão que devolvê-lo, caso contrário correrão o risco de os países deixarem de investir no dólar americano.

O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).

➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.

A declaração mútua e junto de "seus aliados na guerra", de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;A reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou durante a guerra em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel;Compensação financeira ao Irã, em valor não determinado: o acordo, segundo a CNN, diz que Teerã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) caso cumpra a promessa de não desenvolver armas nucleares. Nesta quarta, no entanto, Trump negou que haja esse fundo;A derrubada de todos os tipos de sanções que hoje incidem sobre o Irã em um prazo ainda a ser determinado por ambas as partes;A liberação de ativos e fundos iranianos que estavam congelados ou restringidos pelas sanções;O compromisso, por parte do Irã, de que nunca produzirá armas nucleares;O compromisso, por parte dos EUA e junto de seus "aliados regionais", de criar um plano para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã em até 60 dias;A permissão para que o Irã comercialize seu petróleo e produtos petroquímicos;A emissão, pelo Departamento do Tesouro dos EUA, de isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e "todos os serviços relacionados, incluindo bancários, de seguros, transporte e similares";Um entendimento para um acordo final em 60 dias, incluindo a questão do programa nuclear iraniano;O compromisso, por parte do Irã, de restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã (ligados pelo Estreito de Ormuz) aos níveis pré-guerra em até 30 dias;Que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo final, após 60 dias.

O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias.

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Governo calcula impacto de R$ 22,4 bilhões com renegociação de dívidas agrícolas em 2027; meta de contas no azul ficaria mais difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%Oferecido por

O ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17) que o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado, terá impacto de mais de R$ 22 bilhões em 2027.

O projeto implicará, ainda segundo a Fazenda, em uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões, considerando as dívidas passíveis de enquadramento.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Com base no volume de recursos para a nova linha de crédito de R$ 200 bilhões e as premissas acima, o custo total para a União, com impacto no superávit primário pela equalização de juros e pelos encargos, pode chegar a R$ 139,8 bilhões nos 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões em 2027", acrescentou a área econômica, em nota à imprensa.

➡️Com o impacto primário estimado pelo governo de de R$ 22,4 bilhões em 2027, o retorno das contas ao azul ficaria mais difícil ainda no próximo ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027, enviado em abril ao Congresso Nacional, o governo propôs uma meta de superávit para as suas contas no próximo ano.

🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Legislativo.

Se o objetivo fiscal por cumprido, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022.

A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.

➡️Com a redução do superávit primário em R$ 22,4 bilhões em 2027, conforme previsto pela área econômica por conta da renegociação da dívida agrícola, o retorno das contas do governo ao azul ficaria mais difícil ainda.

➡️Também haveria pressão sobre os limites de gastos dos ministérios, podendo implicar em bloqueios de recursos aos ministérios no decorrer do próximo ano.

Mais cedo, nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda, na ocasião.

➡️Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros, ou seja, sem implicar em pressão adicional sobre os gastos primários dos ministérios.

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Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a ‘cashback’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia Imposto de renda Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a 'cashback' Lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal informou que pagará, a partir de 15 de julho, um lote "especial" de restituição do Imposto de Renda a cerca de quatro milhões de contribuintes.

São pessoas que não entregaram a declaração de Imposto de Renda em 2025 por não estarem obrigados, mas que tinham direito à restituição por fatos ocorridos em 2024.

Esse lote foi apelidado como sendo um tipo de "cashback" do Imposto de Renda. A partir de 8 de julho de 2026, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado.

O lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil.

O crédito será realizado exclusivamente em conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte, e a consulta estará disponível a partir de 8 de julho no Meu Imposto de Renda (MIR), informou o Fisco.

"Nesses casos, a própria Receita Federal elabora uma declaração no modelo simplificado, com base nas informações disponíveis em seus sistemas. Essa declaração passa pelas etapas regulares de processamento e fica disponível ao contribuinte no ambiente Meu Imposto de Renda, no aplicativo ou no site da Receita Federal (gov.br/receitafederal)", acrescentou o órgão.

De acordo com a Receita, a declaração gerada automaticamente estará disponível no Meu Imposto de Renda, com as mesmas funcionalidades de uma declaração elaborada pelo próprio contribuinte, garantindo transparência e autonomia para conferência e eventuais ajustes.

destina-se a contribuintes que não entregaram declaração;refere-se ao exercício 2025 (ano-calendário 2024);baseia-se em declaração elaborada pela Receita Federal;utiliza dados já disponíveis nas bases oficiais;será disponibilizado para contribuintes com restituição a receber de até R$ 1.000possui cronograma próprio, no âmbito de um projeto piloto.

A Receita Federal observou que este lote especial não se confunde com os lotes regulares de restituição do IRPF 2026, destinados aos contribuintes que apresentaram declaração.

"Esses lotes são referentes às declarações efetivamente transmitidas pelos contribuintes e processadas segundo as regras usuais do imposto de renda", acrescentou.

1º lote: pago em 29 de maio de 2026;2º lote: pago em 30 de junho de 2026;3º lote: pago em 31 de julho;4º lote: pago em 31 de agosto.

O Fisco informou que a consulta ao próximo lote regular estará disponível em 23 de junho de 2026, uma semana antes do pagamento.

O órgão estimou que 5% das declarações do Imposto de Renda de 2026, ano-base de 2025, caíram na chamada malha fina do Leão. São cerca de 2,2 milhões de documentos com pendências.

O percentual de declarações em malha fina, divulgado pelo supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, se assemelha ao registrado nos últimos anos.

🔎Quando a declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados (veja o que fazer mais abaixo nessa reportagem).

De acordo com a Receita Federal, o procedimento, para quem caiu na malha fina, é o mesmo dos últimos anos: o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta "gov.br", nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

➡️Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

Nesse caso, segundo o supervisor do IR, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.Porém, se a empresa não corrigir a informação enviada, o contribuinte não sai da malha e poderá enviar seus comprovantes a partir de janeiro de 2027 por meio do e-CAC.Antes disso, não é possível enviar os documentos pois as empresas ainda estarão corrigindo as informações, caso no qual o trabalhador pode sair da malha.

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Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI e a contratação de mais um funcionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo vai propor o aumento dos limites de enquadramento do microempreendedor individual. Entretanto, ele não citou valores.

Durante audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, ele disse que também será proposta que o microempreendedor possa contratar mais um funcionário.

"Nós vamos aumentar o limite do MEI junto com o Congresso Nacional, atendendo a um pleito que tem. O MEI vai ter o limite ampliado podendo ter essa contratação de mais um funcionário", disse Durigan, na Câmara dos Deputados.

Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil (leia mais abaixo).

🔎O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário.

Esse projeto, porém, foi listado pela equipe econômica entre as chamadas "pautas-bomba", ou seja, projetos de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.

Essa seria a principal pauta-bomba citada pelo governo federal, com impacto de perda de R$ 50 bilhões por ano em arrecadação federal, de um total de R$ 111 bilhões em nove projetos.

Em 2022, o auditor Fernando Mombelli, da Receita Federal, afirmou na Câmara dos Deputados que a correção dos limites do Simples, como propõe, levaria a um aumento da renúncia de arrecadação em R$ 66 bilhões.

Mombelli também citou o exemplo de outros países com regimes favorecidos para micro e pequenas empresas e seus limites.

Brasil = US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões);Canada = US$ 22,5 mil;Israel = US$ 26,5 mil;Portugal = US$ 11 mil;Coreia do Sul = US$ 48 mil eReino Unido = US$ 104 mil.

Estudos apontam que a desoneração oferecida aos microepreendedores individuais como uma da fonte importante de desequilíbrio nas contas públicas brasileiras – que apresenta rombos seguidos, com exceção em 2022 (por mudanças legais), desde 2014.

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Governo vai encerrar subsídios a combustíveis se petróleo estabilizar perto de US$ 80, diz Ceron

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O Brasil deve encerrar medidas de subsídios aos preços de combustíveis, incluindo diesel e gasolina, caso a cotação do petróleo se estabilize em cerca de US$ 80 o barril, na esteira de um acordo sinalizado pelos Estados Unidos com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, à Reuters.

Em entrevista à agência de notícias, Ceron afirmou que o fim da guerra também tende a melhorar as projeções de inflação e reduzir a pressão sobre os juros futuros — ou seja, diminuir a projeção de alta das taxas à frente.

Esse cenário, disse o secretário-executivo da Fazenda, abriria espaço para o Banco Central cortar ainda mais os juros, além de reduzir os custos da dívida pública.

O secretário disse que os próximos 30 dias serão de observação para avaliar a consolidação desse cenário, destacando a necessidade de cautela diante de uma guerra que provocou oscilações não apenas no preço do petróleo, mas também em indicadores como juros e câmbio.

“Se o preço se estabilizar [em torno de US$ 80 o barril], realmente não há necessidade de continuidade das medidas. A gente vai retirar por prudência, com toda certeza”, ele disse.

Desde o início da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o governo anunciou uma série de medidas emergenciais para conter os efeitos da alta do petróleo, com reduções de impostos e subsídios sobre diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha.

De modo geral, as medidas foram adotadas com vigência de dois meses, e algumas já foram prorrogadas. A maior parte das iniciativas tem validade até julho, prazo que Ceron considera suficiente para avaliar os efeitos do esperado fim da guerra.

“Tem dois cenários: tentar antecipar o fim das medidas ou deixar elas se extinguirem nos seus prazos de validade”, disse.

O secretário ressaltou que, embora o patamar de US$ 80 o barril represente alta em relação ao preço do petróleo Brent de US$ 70 no início do ano, o real se valorizou no período, com o dólar passando de R$ 5,20 para cerca de R$ 5,00, o que ajuda a compensar parte da pressão sobre a inflação provocada pelo petróleo mais caro.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 5,1% na terça-feira e fecharam a US$ 78,96 o barril, à medida que surgiram detalhes de um acordo provisório para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Economistas reduziram de forma significativa suas estimativas para o corte de juros neste ano, em meio ao quadro mais desafiador para a inflação.

Segundo Ceron, as projeções para o IPCA (inflação oficial do país) foram principalmente afetadas pela guerra no Irã, refutando que as medidas de estímulo implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenham sido decisivas nesse sentido.

“Se você excluir o impacto da guerra, você não tem um cenário de um estresse inflacionário relevante”, disse.

Com a esperada estabilização do preço do petróleo, a expectativa é de uma rápida reversão das projeções de mercado para a inflação, que haviam se distanciado da meta de 3%, inclusive no longo prazo, o que deve permitir à política monetária ganhar mais espaço para agir, completou Ceron.

Desde o início do mês, bancos têm estimado o impacto conjunto das novas medidas de estímulo anunciadas pelo governo, em meio à estratégia do presidente Lula para a reeleição em outubro.

As projeções apontam para um impulso superior a R$ 200 bilhões neste ano, principalmente por meio de subsídios, garantias e aportes fora do resultado primário, o que pode pressionar a já elevada dívida pública.

“Se fosse verdade que tivesse um estímulo de 2% do PIB… isso colocaria atividade econômica próxima de (uma alta de) 3%”, disse. “Não tem nenhum tipo de estímulo dessa magnitude”, completou, sem precisar um número, mas destacando que indicadores econômicos recentes, como as vendas no varejo, têm mostrado “desaceleração significativa” da atividade.

A Fazenda projeta crescimento do PIB de 2,3% neste ano, dentro de uma faixa de 2,0% a 2,5% que, segundo Ceron, não deve gerar pressão sobre a inflação. O mercado vem há um mês revisando suas estimativas para cima e agora projeta alta de 1,96%, conforme o mais recente boletim Focus do Banco Central.

Segundo Ceron, parte do mercado tem tratado como iguais medidas diferentes, ao misturar ações fiscalmente neutras, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, com outras que estimulam a atividade, ainda que de forma limitada e sem necessariamente pressionar a inflação.

Ele citou como exemplo as linhas de crédito subsidiado para a compra de caminhões e para que motoristas e entregadores de aplicativos adquiram veículos, destacando que, nesses casos, montadoras têm se comprometido a oferecer descontos.

Ceron reconheceu desafios do país na área fiscal e afirmou que é necessário discutir o crescimento das despesas obrigatórias, mas disse que não há margem para propor medidas às vésperas de uma campanha eleitoral.

O secretário afirmou que, na visão do governo, o nível elevado dos juros no Brasil, que pressiona a dívida pública, não pode ser explicado apenas pela situação fiscal, sendo influenciado também por fatores como o baixo nível de poupança no país.

“Não estou negando a importância, tem que avançar no fiscal, mas não é a única pauta”, disse.

Em relação à recente alta nas projeções dos juros futuros no Brasil, Ceron afirmou que o movimento foi impulsionado principalmente por dados que mostraram a força da economia dos Estados Unidos, o que levou a um ajuste nos preços dos ativos em todo o mundo.

Caso o cenário de paz no Oriente Médio se mantenha, a tendência é de queda dos juros nos Estados Unidos, com o Brasil acompanhando esse movimento, afirmou, reiterando que a diferença entre os juros brasileiros e os americanos "não está tão longe do histórico".

O secretário também afirmou ver um maior pessimismo no mercado local em relação ao Brasil, enquanto, no exterior, o país é avaliado de forma mais comparativa com economias semelhantes e com mais cautela.

Ele também afirmou que o país deve realizar uma nova emissão de títulos sustentáveis no segundo semestre e destacou, sem dar detalhes, a possibilidade de novos anúncios durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à China neste mês.

Segundo a Reuters, o ministro deve anunciar na viagem que o Brasil pretende emitir seus primeiros títulos da dívida em iuanes, conhecidos como “panda bonds”.

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Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em ‘bolhas’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Tecnologia Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em 'bolhas' Atualização aposta em multitarefa mais flexível, novos recursos para telas grandes e controles de privacidade específicos. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Google lançou, nesta quinta-feira (17), o Android 17. O novo sistema operacional apresenta uma interface renovada para executar vários aplicativos ao mesmo tempo e aprimora a segurança dos celulares compatíveis.

Visualmente, o Android 17 traz poucas mudanças em relação à versão anterior. O principal destaque é a possibilidade de transformar qualquer aplicativo em uma “bolha” flutuante.

Segundo o Google, basta tocar e segurar o ícone de um aplicativo para que ele seja aberto sobre os demais, sem ocupar toda a tela.

Em aparelhos com telas maiores, como tablets e celulares dobráveis, há uma área dedicada a esses aplicativos em formato de bolha no canto inferior direito — semelhante à barra de tarefas do Windows, onde ficam os programas abertos.

Outro recurso que aproveita as telas maiores é uma interface de jogos, exclusiva para celulares dobráveis. Ao abrir um jogo, o usuário pode mantê-lo em uma das metades da tela enquanto utiliza um controle virtual na outra.

Por fim, um novo recurso permite usar o gravador de tela nativo para reagir a conteúdos exibidos no celular. A ferramenta recorta automaticamente a imagem da pessoa, permitindo que o usuário comente o que aparece ao fundo.

Compartilhamento de localização: agora o usuário pode compartilhar a localização exata do celular ou tablet com aplicativos por tempo limitado;Compartilhamento de contatos: uma nova opção permite que os aplicativos acessem apenas contatos selecionados, em vez de toda a lista do aparelho;Celular roubado ou perdido: o Android 17 melhorou a interface em que o usuário indica que o aparelho foi perdido ou roubado, bloqueando o dispositivo para que ele só possa ser desbloqueado com a impressão digital ou o reconhecimento facial do proprietário;Tentativas de desbloqueio: em celulares roubados, o sistema reduz o número de tentativas de desbloqueio por senha e passa a exibir quantas ainda restam.

Neste momento, apenas os celulares Pixel, vendidos diretamente pelo Google e ainda não lançados oficialmente no Brasil, têm acesso ao sistema. Para aparelhos comercializados no país, o cronograma de atualização varia conforme a fabricante e, em alguns casos, a operadora.

Marcas populares como Samsung, Xiaomi e Motorola costumam liberar pouco tempo depois da disponibilidade global do Google.

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