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Trump diz que Apple fará chips nos EUA em parceria com a Intel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

Tecnologia Trump diz que Apple fará chips nos EUA em parceria com a Intel Segundo Trump, empresas vão projetar e fabricar chips nos EUA; acordo pode ajudar a Apple a reduzir a dependência da TSMC e fortalecer o negócio de fabricação da Intel. Por Reuters

O presidente da Apple, Tim Cook, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na fábrica da Apple em Austin, Texas. — Foto: Tom Brenner/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18), em uma publicação na rede social Truth Social, que a Apple concordou em trabalhar com a Intel para projetar e fabricar chips em território norte-americano.

Segundo o jornal Wall Street Journal, Intel e Apple chegaram a um acordo preliminar para a fabricação de alguns chips após mais de um ano de negociações. A Apple e a Intel ainda não comentaram a declaração de Trump.

A parceria ajuda a Apple a diversificar sua cadeia de produção de chips. Atualmente, a fabricante do iPhone depende fortemente da TSMC, cujas linhas de fabricação mais avançadas enfrentam alta demanda de empresas de inteligência artificial, como Nvidia e AMD.

Para a Intel, um contrato com a Apple garantiria demanda constante de uma das maiores empresas de eletrônicos de consumo do mundo. O acordo também poderia fortalecer a reputação da empresa e impulsionar seu negócio de fabricação de chips, que perdeu espaço para a TSMC nos últimos anos.

Após o anúncio, as ações da Intel avançavam cerca de 6,5% nas negociações pré-mercado, ampliando para cerca de três vezes os ganhos acumulados pela companhia no ano.

No início desta semana, a Intel informou que sua nova tecnologia de fabricação 18A entrou em produção inicial, em meio à forte demanda por seus processadores centrais.

O possível acordo ocorre em um momento em que o governo Trump intensifica esforços para fortalecer a cadeia de suprimentos de semicondutores dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China.

No ano passado, a administração adquiriu uma participação de 10% na Intel e anunciou planos de investir cerca de US$ 10 bilhões na empresa para construir ou ampliar fábricas no país.

Trump já havia afirmado anteriormente que "deveria ter pedido mais" participação acionária na Intel, após a valorização da fatia do governo para mais de US$ 50 bilhões.

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Café solúvel fica fora de isenção do tarifaço e setor vai aos EUA pedir revisão: ‘Não tem lógica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 05:48

Agro Café solúvel fica fora de isenção do tarifaço e setor vai aos EUA pedir revisão: 'Não tem lógica' Setor acredita em erro técnico e participará de audiência nos EUA para tentar reverter tarifa que pode chegar a 37,5%. Cafés em grão, torrado e moído ficaram isentos. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A indústria brasileira de café solúvel defenderá o produto nacional em audiência nos EUA em 6 de julho. O setor tenta evitar novas tarifas de Donald Trump.

O café solúvel é o único tipo excluído das isenções tarifárias americanas. Para a Abics, a decisão não tem lógica pois os EUA dependem do produto brasileiro.

A associação enviará manifestação escrita até 1º de julho. O documento alertará sobre o impacto inflacionário do tarifaço e a dependência americana do produto importado.

Dados preliminares da Abics mostram que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel consumido internamente.

Brasil vai defender café solúvel em audiência sobre tarifaço nos EUA: 'Não tem lógica', diz setor. — Foto: Creative commons

A indústria brasileira de café solúvel vai para os Estados Unidos defender o produto nacional contra a nova rodada de tarifas proposta por Donald Trump. A audiência pública acontece no dia 6 de julho, em Washington, e pode definir se os EUA vão sobretaxar, mais uma vez, o Brasil.

O café solúvel é o único tipo de café que ficou de fora da lista de isenções dos novos tarifaços, uma situação que se repete desde o ano passado.

"Nós vamos participar tanto da audiência como das manifestações por escrito", conta Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Em 1º de junho,Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX.No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.Para ambos os casos, foi publicada uma vasta lista de isenções que inclui os cafés em grão, torrado e moído.

Soma-se a isso o fato de que o café solúvel aromatizado também foi beneficiado pelas isenções, enquanto a versão tradicional ficou de fora. "Acreditamos que possa ter ocorrido alguma falha na classificação dos códigos, porque não faz sentido", afirma.

Outra hipótese levantada pela Abics é a de que os americanos estejam tentando reindustrializar o setor.

"Mesmo que os EUA decidam produzir mais café solúvel, ainda precisariam importar a matéria-prima. Além disso, trata-se de uma indústria que não leva menos de quatro ou cinco anos para ser instalada. Esse, inclusive, é um dos argumentos que estamos apresentando", afirma.

"Por outro lado, sabemos que tudo isso é parte de um jogo mais complexo. Os Estados Unidos querem um bom acordo na área de minerais críticos, terras raras, PIX, big techs e por aí vai", comenta.

G7: Sem reunião entre Lula e Trump, tarifaço segue na mira do governoVeja quais produtos ficaram de fora da nova proposta de tarifaçoBrasileiro inscrito em audiência defende PIX e cobra debate técnico

Segundo Lima, uma das linhas de argumentação será mostrar o impacto do tarifaço sobre a inflação do café nos EUA, além da importância do solúvel brasileiro para a economia americana. "Essa análise ainda está sendo feita, mas vamos debater em cima de dados", reforça.

Números preliminares do relatório mostram que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel consumido internamente.

"Todo o restante é importado, principalmente do Brasil e do México. Em 2024, [último ano antes do tarifaço], o Brasil respondeu por 37% de todo o volume de café solúvel importado pelos americanos", afirma Lima.

Ele reforça que os dados ainda estão sendo validados e que farão parte da manifestação escrita que a Abics está preparando para enviar às autoridades americanas. O documento será entregue até 1º de julho, prazo fixado pelos EUA para que governos e associações se manifestem sobre as tarifas.

Ele explica que boa parte da argumentação será feita por escrito porque cada pessoa só tem três minutos para falar na audiência pública. "Durante a apresentação, a gente precisa ser muito direto".

"Depois dos três minutos, eles abrem para perguntas. E, pela experiência que tivemos no ano passado, o café não é tão questionado. Geralmente, o setor de carne e os frigoríficos recebem mais perguntas", comenta.

Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics) mostram que a inflação do café solúvel nos EUA teve alta de 24% em maio, no acumulado em 12 meses.

Entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano, o produto brasileiro foi taxado em 50% nos EUA, o que derrubou as vendas da indústria brasileira para este mercado. Em 20 de fevereiro, o Congresso dos EUA derrubou essa sobretaxa, mas, no mesmo dia, Trump impôs uma tarifa global de 10%.

"Em julho, vence o prazo da taxa de 10%", lembra Lima. Segundo ele, caso as novas tarifas entrem em vigor, o café solúvel brasileiro deve ser taxado em 37,5% no mercado americano e provocar mais um baque para o setor.

Além do impacto inflacionário nos EUA, Lima ressalta que o café solúvel é importante para a economia americana.

"Parte da agregação de valor do café solúvel é feita nos Estados Unidos. São as empresas de lá que envasam e fazem a distribuição. Isso gera emprego para os americanos. Não é um produto que vai pronto", destaca.

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Entre farpas e diplomacia: o saldo de Lula no G7 com Trump, UE e Ucrânia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 05:48

Mundo Entre farpas e diplomacia: o saldo de Lula no G7 com Trump, UE e Ucrânia Brasil endossou apenas três das oito declarações publicadas, evidenciando dissonância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo. Por BBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta quarta-feira (17/06) sua décima participação em uma cúpula do G7, o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta e do qual o Brasil participa como convidado ao lado de outros países em desenvolvimento.

O evento deste ano foi realizado em território francês, em Évian-les-Bains. Durante sua passagem pela pequena cidade localizada às margens do Lago de Genebra, Lula se reuniu em privado com as lideranças de Japão, Egito, Ucrânia, França e União Europeia (UE).

O presidente brasileiro também teve reuniões privadas com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin, e com o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza.

Nos corredores e reuniões ampliadas do evento, Lula também cruzou com todos os líderes participantes, inclusive com Donald Trump.

A expectativa para a interação com o presidente americano era grande com o tensionamento das relações diante da possibilidade da aplicação de novas tarifas e da classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas.

Ambos disseram ter conversado, mas após o término do fórum, durante coletivas de imprensa separadas, trocaram farpas, com Trump dizendo que o Brasil se tornou "perigoso do ponto de vista político" e Lula endossando sua visão de que o contraparte age como um "imperador".

Lula respondeu dizendo que é direito de Trump gostar de Bolsonaro, mas que ele não pode interferir nas eleições no Brasil.

Na França, o Brasil ainda encerrou sua participação no fórum endossando apenas três das oito declarações publicadas pelos países membros do G7 (Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão).

Segundo uma fonte de dentro do próprio governo brasileiro, esse saldo diplomático evidencia distância entre Brasília e o grupo das sete principais economias do mundo.

Em uma de suas primeiras interações registradas durante a reunião de cúpula de três dias, Trump e Lula se cruzaram nos corredores do hotel que hospeda a cúpula.

Em um vídeo obtido pelo portal ICL Notícias, o americano, ao ver o brasileiro, aponta em sua direção e caminha para saudá-lo. Trump então dá um tapinha nas costas de Lula e diz, em inglês: 'Tudo bem? Bom trabalho'.

O petista, que havia acabado de fazer um discurso sobre os desequilíbrios da economia mundial, responde olhando em direção a Trump.

No dia anterior, na sessão de fotos oficial, Lula e Trump apareceram próximos, mas não houve cumprimento, conversa pública ou interação registrada entre os dois presidentes.

Ao final da cúpula, porém, as divergências políticas entre os dois líderes ficaram evidentes, com troca de acusações durante coletivas de imprensa simultâneas.

Em Évian-les-Bains, Trump foi questionado sobre sua relação com o brasileiro e respondeu dizendo que o Brasil se tornou "perigoso do ponto de vista político" e citando de forma atrapalhada a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na terça-feira (16/06), dizendo se tratar da prisão de candidato para as eleições.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF por coação no curso do processo, um crime que ocorre quando alguém tenta intimidar, pressionar ou interferir em investigações ou ações judiciais.

Ele foi acusado de articular nos Estados Unidos retaliações do governo Trump contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar impedir o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP).

Lula teve a chance de rebater enquanto respondia a perguntas de jornalistas em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, que fica a cerca de 45 quilômetros da cidade francesa onde acontecia a cúpula.

"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso", disse o petista.

"Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema — é um problema dele afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".

O Palácio do Planalto afirmou, porém, que continua negociando com Washington após o governo americano anunciar a possibilidade de aplicar uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Segundo Lula, sua equipe sequer chegou a pedir uma reunião bilateral com Donald Trump, pois os assuntos que precisam ser tratados já estão sendo discutidos por diplomatas e técnicos nos bastidores.

"A hora que terminar a negociação, se não der nada, eu não tenho nenhum problema de pegar o telefone e ligar para o Trump outra vez e marcar outra conversa", disse o presidente brasileiro.

Lula e Zelensky se reuniram a portas fechadas para falar sobre a guerra na Ucrânia — Foto: Getty Images

Também no último dia de cúpula, antes de viajar a Genebra para seu retorno ao Brasil, Lula se reuniu a portas fechadas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Segundo Lula, este foi o melhor encontro que já teve com o ucraniano e, pela primeira vez, o sentiu "com disposição de encontrar solução" para o atual conflito com a Ucrânia.

"Pela primeira vez, senti Zelensky com disposição de encontrar solução. Ajudarei no que puder", destacou.

O presidente brasileiro afirmou ainda que reforçou para o ucraniano a importância dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU agirem de forma mais efetiva para acabar com a guerra. "São eles que têm o poder de veto. São eles que podem tomar a decisão para guerra ou para paz", afirmou.

Lula disse ainda que assumiu o compromisso de ligar para todos os cinco membros (China, Rússia, EUA, França e Reino Unido) para reforçar a necessidade de eles tomarem as rédeas do problema.

Em suas redes sociais, Zelensky disse que teve "uma boa reunião" com Lula e que ambos concordaram em fazer "novos contatos" sobre o tema.

Outro ponto alto da participação do Brasil no fórum foi a reunião bilateral entre Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Pouco mais de uma semana antes do início do G7, a UE oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos em território brasileiro, com um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias.

O veto não foi suspenso após as conversas, mas foi estabelecido que um acompanhamento mais próximo das negociações sobre padrões fitossanitários seria implementado a partir de agora.

O entendimento é de que uma relação apenas baseada no diálogo entre funcionários técnicos da UE e do governo brasileiro poderia estar dificultando o andamento das negociações e, por isso, uma visão mais "política" seria necessária para acelerar o processo.

Esse mesmo acompanhamento também será implementado nas tratativas sobre a exportação de produtos siderúrgicos.

Em abril deste ano, o bloco chegou a um acordo político para elevar de 25% para 50% as tarifas sobre importações de aço acima de cotas e reduzir significativamente os volumes isentos, em uma tentativa de proteger o setor diante da dominância chinesa.

Em suas redes sociais, Von der Leyen disse ainda que a Europa e o Brasil "olham para o mundo com os mesmos olhos" e que o acordo entre União Europeia e Mercosul, que entrou em vigor de forma provisória em maio, "é apenas o começo" da parceria.

Ao todo, os líderes do G7 adotaram nove declarações durante o fórum. Dessas, oito poderiam ser endossadas pelos países parceiros convidados, que é o caso do Brasil.

Os textos assinados pelo país tratavam do combate ao câncer, da garantia de um espaço digital seguro para crianças e adolescentes e da luta contra o tráfico de drogas.

As demais declarações discutiam soluções para os desequilíbrios macroeconômicos mundiais, o combate ao ebola, minerais críticos, parcerias internacionais para o desenvolvimento e combate ao contrabando de migrantes.

Segundo uma fonte ligada à diplomacia brasileira, esse cenário é reflexo da dissonância entre o Brasil e as potências do G7 em muitos tópicos.

O texto que trata de mineração, por exemplo, foi classificado por um interlocutor do governo como de "visão extrativista" e "anti-China".

No caso específico da edição de 2026 do fórum, o governo brasileiro admitiu que muito do que foi discutido ou assinado foi moldado para que os Estados Unidos de Donald Trump pudessem participar do evento sem muitos desconfortos.

Na edição passada, sediada pelo Canadá, o presidente americano deixou a cúpula mais cedo, causando desconforto entre os demais participantes.

"Está ficando quase que um samba de uma nota só. Quando os convidados chegam à reunião, o G7 já aprovou seus documentos", afirmou Lula em entrevista à imprensa em Genebra.

O brasileiro também mencionou as críticas dos Estados Unidos e da União Europeia à China e disse que o Brasil não pretende entrar na briga dos dois com os chineses.

Ele também defendeu a parceria dos países do Sul Global com o gigante asiático, dizendo que Pequim tem investido muito mais em desenvolvimento, e com taxas mais justas, do que os países do ocidente.

"Não podem se queixar que a China está ocupando espaço se o espaço estava vazio", disse.

Às margens da cúpula do G7, Lula também se reuniu com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. Após o encontro, o Mercosul e o Japão anunciaram o lançamento formal das negociações de um acordo de parceria econômica.

Segundo a nota oficial, a inauguração das negociações ocorrerá na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, prevista para o final de junho em Assunção, no Paraguai.

Os dois lados "trocaram informações relativas a áreas de interesse e sensibilidades mútuas", segundo o documento, e expressaram "satisfação com o progresso alcançado".

A iniciativa reflete uma estratégia de diversificação comercial do Japão. Em maio, Tóquio sinalizou a intenção de abrir negociações com o Mercosul ainda neste verão, diante das barreiras comerciais adotadas por Donald Trump e das restrições impostas pela China às exportações de terras raras.

Nesse contexto, o Mercosul desponta como um parceiro relevante: trata-se de um dos poucos grandes mercados globais com os quais o Japão ainda não possui um acordo de livre comércio.

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Agressão no aeroporto: quais são os direitos do trabalhador? Cabe indenização? Quem será responsabilizado?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Agressão no aeroporto: quais são os direitos do trabalhador? Cabe indenização? Quem será responsabilizado? Especialistas explicam quais são os direitos dos profissionais que sofreram violência durante o expediente e em quais situações a empresa também pode ser responsabilizada. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A agressão a funcionárias da Latam no Aeroporto de Guarulhos reacendeu o debate sobre os direitos de trabalhadores que sofrem violência durante o expediente.

Especialistas explicam quando uma agressão pode ser considerada acidente de trabalho e quais direitos trabalhistas, previdenciários e indenizatórios podem surgir nesses casos.

Embora a responsabilidade principal recaia sobre o agressor, a empresa também pode ser responsabilizada se houver falhas na prevenção de riscos ou na proteção dos empregados.

As vítimas podem ter direito a indenizações por danos morais, materiais, psicológicos e, em situações mais graves, até pensão mensal e estabilidade no emprego.

O que começou como um atendimento de rotina terminou em cenas de violência. Na madrugada de terça-feira (16), uma passageira partiu para a agressão física depois de se irritar com o atendimento prestado por funcionárias da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Imagens gravadas no terminal mostram o momento em que a mulher invade a área do balcão e desfere socos contra uma trabalhadora. Outras três funcionárias que tentaram conter a situação também foram agredidas.

As imagens repercutiram nas redes sociais e trouxeram dúvidas: O que acontece quando um funcionário é agredido durante o trabalho? A violência pode ser considerada acidente de trabalho? A vítima tem direito a indenização?

Segundo a advogada trabalhista Juliana Mendonça, especialista em Direito e Processo do Trabalho, e sócia do Lara Martins Advogados, a legislação brasileira prevê que uma agressão sofrida durante o exercício da atividade profissional pode gerar consequências trabalhistas, previdenciárias e indenizatórias.

Além disso, episódios de violência praticados por clientes, passageiros ou terceiros podem gerar efeitos nas esferas cível e criminal, dependendo das circunstâncias do caso, completa Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados.

"A responsabilidade principal costuma recair sobre o agressor, mas isso não impede a análise de eventuais deveres da empresa relacionados à prevenção de riscos e à proteção dos trabalhadores", afirma.

Passageira agride quatro funcionárias da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Durante muito tempo, se a violência partia de alguém sem vínculo com a empresa, a responsabilidade seria exclusivamente da pessoa. Segundo Juliana Mendonça, essa interpretação vem mudando.

A especialista explica que a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estabelece o direito de todo trabalhador a um ambiente livre de violência e assédio. Isso inclui situações em que a agressão é praticada por terceiros.

Segundo a advogada, a legislação de segurança e saúde ocupacional também avançou nessa direção. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a exigir que as empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, incluindo situações de violência e assédio.

As primeiras horas após um episódio de violência costumam ser decisivas para proteger o trabalhador e preservar provas. Segundo a advogada, a prioridade deve ser garantir assistência à vítima. Isso inclui atendimento médico imediato e, quando necessário, apoio psicológico.

A empresa também deve preservar imagens de câmeras de segurança, registrar o ocorrido internamente, identificar testemunhas e colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação. Em ambientes com equipes de segurança, a orientação é agir rapidamente para conter a situação e identificar o agressor.

"A CAT é fundamental para garantir o reconhecimento dos direitos previdenciários do trabalhador. Deixar de emitir esse documento pode gerar prejuízos tanto para a empresa quanto para a vítima", afirma.

Marcel Cordeiro ressalta que a emissão da CAT deve ocorrer até o primeiro dia útil seguinte ao episódio, quando houver caracterização de acidente de trabalho. Além do registro formal, a empresa deve adotar medidas voltadas à saúde e à segurança do trabalhador, incluindo o encaminhamento para atendimento médico e psicológico quando necessário.

"Também poderia haver responsabilização se, após o episódio, a empresa deixar de prestar suporte mínimo ao trabalhador", afirma.

Segundo Juliana Mendonça, a responsabilidade da agressora não exclui automaticamente a possibilidade de responsabilização da empresa.

"A agressora pode responder na esfera criminal, especialmente por lesão corporal, se comprovada ofensa à integridade física ou à saúde das vítimas (…) as trabalhadoras também podem buscar reparação civil, incluindo danos morais, danos materiais e despesas médicas eventualmente comprovadas", diz Marcel Cordeiro.

Ao mesmo tempo, a Justiça do Trabalho pode analisar se houve falha da empresa no dever de proteção aos seus empregados. Os especialistas explicam que determinadas atividades expõem trabalhadores a situações previsíveis de conflito.

🔎 É o caso de aeroportos durante atrasos e cancelamentos de voos, hospitais em momentos de superlotação, serviços bancários e transporte coletivo, entre outros.

Havia equipes de segurança disponíveis? Os funcionários receberam treinamento adequado? Existiam protocolos para situações de crise? A empresa já tinha conhecimento de riscos semelhantes?

Segundo Juliana, essas questões são decisivas para avaliar eventual responsabilidade do empregador. "A responsabilidade do agressor não exclui automaticamente a da empresa (…) pode haver responsabilidade compartilhada", afirma.

De acordo com os especialistas, algumas situações costumam atrair a atenção da Justiça do Trabalho.

Uma delas ocorre quando a empresa tinha conhecimento de um risco previsível e não adotou medidas adequadas para reduzi-lo.Outra hipótese envolve atividades que, por sua natureza, expõem trabalhadores a situações frequentes de tensão.Também são analisados casos em que empregados foram colocados em situação de vulnerabilidade ou quando havia histórico de ocorrências semelhantes sem providências efetivas.

Segundo Juliana Mendonça, a análise não se limita à agressão em si, mas considera toda a estrutura de proteção oferecida ao trabalhador.

Marcel Cordeiro faz uma avaliação semelhante. Segundo ele, a violência praticada por terceiros não gera responsabilidade automática do empregador.

🔎 De acordo com o advogado, isso pode ocorrer quando há histórico de situações semelhantes, ausência de protocolos mínimos de segurança, falta de treinamento das equipes, demora injustificada na intervenção ou manutenção do trabalhador em situação de risco evitável.🔎 Também pode haver questionamentos caso a empresa deixe de prestar suporte adequado após o episódio, não registre corretamente a ocorrência ou não adote medidas voltadas à preservação da saúde física e psicológica dos empregados.

Ou seja, a agressão praticada por terceiros não gera responsabilidade automática da empresa, mas não afasta eventual responsabilização diante de omissão ou falha no dever de proteção.

Na avaliação dos especialistas, ainda é cedo para concluir se há responsabilidade da companhia aérea pelo episódio. Essa definição dependerá da análise dos fatos, das provas e das circunstâncias do atendimento. Um ponto específico, porém, pode ganhar relevância.

A própria Latam informou que as agressões ocorreram durante uma contingência operacional. Segundo Juliana Mendonça, esse tipo de situação tende a aumentar o estresse entre passageiros e equipes de atendimento.

"[Essa] situação que tornava previsível e esperado um ambiente de tensão elevada no balcão de atendimento", afirma.

A especialista ressalta que isso não implica responsabilização automática da companhia. Será necessário avaliar quais medidas de proteção estavam disponíveis e como a empresa atuou antes e depois do episódio.

Para Marcel Cordeiro, a análise também deverá considerar se havia mecanismos adequados de prevenção e resposta para situações de conflito.

Fatores como previsibilidade do risco, tempo de resposta e suporte oferecido às funcionárias após o ocorrido costumam ser considerados em eventuais discussões judiciais, explica o advogado.

Profissional de enfermagem fica ferida no braço após agressão no HPS, em Juiz de Fora — Foto: TV Integração/Reprodução

Uma agressão pode gerar diferentes formas de indenização. Juliana Mendonça afirma que os danos materiais incluem despesas médicas, psicológicas, odontológicas, medicamentos e outros gastos relacionados ao tratamento.

Também podem ser pleiteados danos morais quando há sofrimento, humilhação, medo ou abalo emocional.

Marcel Cordeiro acrescenta que a reparação pode abranger diferentes tipos de prejuízo comprovado. Nos casos em que a violência deixa sequelas permanentes, podem surgir pedidos de indenização por danos estéticos. Se houver redução da capacidade de trabalho, a vítima pode pleitear pensão mensal.

"Na esfera trabalhista o trabalhador vítima pode pleitear: dano material (…), dano estético (…), além de pensão por incapacidade", afirma Juliana Mendonça.

A orientação dos especialistas é registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível e buscar atendimento médico, mesmo que as lesões aparentem ser leves.

Também é importante guardar laudos, receitas, atestados, comprovantes de gastos e qualquer outro documento relacionado ao tratamento.

Segundo Juliana Mendonça, a vítima deve tentar identificar testemunhas, solicitar a preservação de imagens de segurança e exigir a emissão da CAT quando a agressão estiver relacionada ao trabalho.

🔎 Quanto mais provas forem reunidas, mais fácil será demonstrar a ocorrência da agressão e seus impactos.

Marcel Cordeiro ressalta que a documentação do caso é fundamental tanto para investigações criminais quanto para o reconhecimento de direitos trabalhistas e previdenciários.

No caso das funcionárias da Latam, a investigação deverá esclarecer a responsabilidade da passageira. Já eventuais discussões trabalhistas dependerão da análise das circunstâncias do atendimento e das medidas adotadas pela empresa.

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‘Tira-teima’ da Copa escaneou jogadores para ficar mais preciso; veja como ele funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 02:46

Tecnologia 'Tira-teima' da Copa escaneou jogadores para ficar mais preciso; veja como ele funciona Atletas das 48 seleções foram fotografados em uma cabine com dezenas de câmeras de alta resolução. Imagens serviram para criar versões animadas que consideram altura e tamanho dos pés para facilitar análise de possíveis lances de impedimento. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Os jogos da Copa do Mundo de 2026 ganharam um sistema de "tira-teima" que permite reproduzir mais fielmente as situações de possível impedimento.

Até então, replays animados mostravam jogadores com o mesmo tamanho, o que não correspondia exatamente à jogada real e podia gerar dúvidas em lances mais complexos.

Nesta Copa, cada atleta passou a ser representado com suas dimensões reais, o que facilita a análise na cabine do VAR e dá mais clareza para quem assiste à partida.

Antes do início do torneio, os jogadores das 48 seleções foram fotografados em uma cabine com 36 câmeras com resolução 4K. As imagens ajudaram a criar um avatar 3D exclusivo para cada um deles.

Cada jogador fica na cabine por cerca de 30 segundos, desde o tempo de preparação até a captura da foto em si, que leva menos de um segundo, segundo a Lenovo, parceira da FIFA na criação do sistema.

Depois, algoritmos de inteligência artificial criam versões animadas que consideram detalhes como a altura e o tamanho dos pés do atleta, o que é ignorado em modelos mais antigos.

"É possível interpretar textura, postura, movimentação e replicar no avatar. É mais do que uma foto 3D, é efetivamente a replicação do jogador em um ambiente digital", disse Valério Mateus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina.

Jogadores das 48 seleções foram fotografados em cabine antes do início da Copa — Foto: Divulgação/Lenovo

O sistema dos avatares em 3D não determina se um jogador está ou não em situação de impedimento — essa função permanece com o árbitro do VAR —, mas ajuda quem está na cabine a tomar decisões com mais rapidez.

"O VAR tem a possibilidade de olhar para entender se tinha um pé ou um ombro à frente e rotacionar a imagem para ver a partir de outro ângulo se houve um toque em um lance de falta, por exemplo", disse Valério.

O novo "tira-teima" também é útil porque deixa mais claro para os torcedores o motivo para o VAR ter tomado uma determinada decisão, disse o diretor de Inovação da Fifa, Johannes Holzmüller, em um evento realizado pela entidade no início de junho.

"Melhoraremos os replays em 3D, onde os jogadores são realmente parecidos e fica óbvio quais estão em posição de impedimento", afirmou.

Esse sistema já tinha sido testado em dezembro de 2025, na partida entre Flamengo e Pyramids, do Egito, válida pela terceira fase da Copa Intercontinental da FIFA.

Além dos avatares, a Copa de 2026 traz uma evolução nas câmeras usadas por árbitros. As gravações passaram a ser estabilizadas em tempo real por meio de inteligência artificial.

Como o árbitro se movimenta bruscamente, as versões anteriores sofriam com o desfoque e tremores, o que era desconfortável para quem está assistindo. Com menos balanço, as transmissões podem aproveitar mais o ângulo de quem está dentro do campo.

Fotos em cabine permitem escanear vários ângulos de jogadores para criar versões animadas — Foto: Reprodução

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Por que o CNPJ vai passar a ter letras em julho? Entenda novas regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 02:46

Empreendedorismo Por que o CNPJ vai passar a ter letras em julho? Entenda novas regras Receita Federal vai adotar modelo alfanumérico para evitar esgotamento das combinações e modernizar o sistema tributário. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a incluir letras além de números na identificação de empresas, organizações, produtores rurais, profissionais liberais e outros tipos de pessoa jurídica a partir de julho deste ano.

A mudança tem como objetivo ampliar a capacidade do sistema e garantir a continuidade do modelo, já que o formato atual se aproxima de seu limite técnico, segunda a Receita Federal.

O novo modelo manterá os 14 caracteres do CNPJ tradicional, mas permitirá o uso de letras de A a Z em posições específicas da estrutura, formando um CNPJ alfanumérico. A mudança representa uma expansão gigantesca nas combinações possíveis.

No Brasil, existem mais de 24,9 milhões de CNPJs ativos e cerca de 29,2 milhões desativados, segundo dados da Estatística Redesim (Receita Federal).

No total, já foram emitidos mais de 63 milhões de CNPJs, número que se aproxima do limite do modelo atual. Isso ocorre porque, assim como o CPF, cada número de CNPJ é único e permanente, não podendo ser reutilizado, mesmo quando a empresa é encerrada.

Essa mudança será gradual e começará a valer apenas para novas inscrições. Isso inclui empresas recém-criadas, novas filiais, profissionais liberais, condomínios e produtores rurais.

Quem já possui um CNPJ não precisará trocar ou atualizar nada. Os números atuais continuarão válidos e aceitos normalmente pelos sistemas públicos e privados.

É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres.

A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo)

Segundo a Receita, será elaborado um calendário para definir quais tipos de empresas ou atividades econômicas adotarão primeiro o novo formato.

Apenas novas inscrições a partir da data de início, como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais.

O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais.

Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras.

Segundo a Receita, a partir de julho do próximo ano, todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).

Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas.

Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A recomendação é que as empresas se preparem com antecedência.

Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo.

Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48).

A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica.

A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vão unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor.

Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais, e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários.

Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador.

Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados.

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Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Tecnologia Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO da Apple, Tim Cook, disse que os reajustes são inevitáveis. O iPhone 18 Pro, previsto para setembro, pode ficar até US$ 200 mais caro, segundo projeção do jornal. Por Redação g1 — São Paulo

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

A Apple planeja aumentar os preços de seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. A declaração foi feita pelo CEO da empresa, Tim Cook, ao Wall Street Journal.

"Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse Cook. "Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e tentando proteger os nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável".

O executivo não deu detalhes sobre quando o aumento de preços será aplicado nem quais produtos serão afetados.

A empresa deve lançar em setembro o iPhone 18 e apresentar o primeiro modelo dobrável da linha, segundo o WSJ. Mas a reportagem indicou que o aumento de preços pode chegar ainda antes, para modelos de Mac e iPad.

O preço do iPhone 18 Pro subiria de US$ 1.099 para US$ 1.299 caso a fabricante decida manter a sua margem de lucro, segundo projeção da consultoria TechInsights feita ao Wall Street Journal.

A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.

Cook afirmou que os chips de armazenamento também são um problema, mas são os chips de RAM que causam mais preocupação.

🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.

Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.

O CEO da Apple disse ainda que consumidores querem comprar celulares e outros aparelhos, mas "os fabricantes de memória estão repassando aumentos de preços exorbitantes". E afirmou que ainda não visto um aumento de preços de matéria-prima como esse.

"Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental".

O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda da história em 2026, disse a consultoria IDC, em projeção divulgada em fevereiro. A expectativa é de que fabricantes somem 1,1 bilhão de unidades vendidas em todo o mundo este ano, 12,9% menos do que em 2025.

Na ocasião, a consultoria afirmou ainda que a situação não deverá melhorar até meados de 2027. E projetou que, em 2027, as vendas crescerão apenas 2% e, em 2028, terão uma recuperação, com alta de 5,2%.

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Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Carros Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app Programa do governo começa nesta sexta-feira (19) e tem juros mais baixos, mas planejamento financeiro ainda é requisito para aprovação dos bancos. Veja como aumentar as chances. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

BYD Dolphin Mini é dos veículos que se encaixam no critério do Move Aplicativos — Foto: Divulgação / BYD

A partir desta sexta-feira (19), os motoristas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Táxi e Aplicativos (também chamado de Move Aplicativos) podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra do carro zero km.

A iniciativa do governo direciona uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para incentivar financiamento a motoristas de aplicativo e taxistas.

O Move Aplicativos promete juros menores para a aquisição de automóveis novos de até R$ 150 mil. Entre os requisitos, os motoristas de app precisam ter mais de 12 meses na plataforma e mais de 100 corridas nesse período para ter direito ao programa. (veja as regras aqui)

Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.

Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.

Para entender como motoristas e taxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro. Também há simulações que mostram que o programa pode diminuir em alguns casos R$ 17 mil no custo total na compra de um carro novo.

O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.

Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.

“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador.

Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.

O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.

Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.

🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.

O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.

O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.

“No caso dos motoristas de aplicativo, esse cuidado é ainda mais importante porque a renda costuma variar ao longo dos meses”, diz Soares

Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.

Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.

Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:

Declaração do Imposto de Renda;Extratos bancários recentes;Histórico completo de movimentação da conta corrente;Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.

Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.

Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.

Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.

“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.

🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do motorista.

Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.

Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.

Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.

"O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento. ", ressalta Soares.

Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.

A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.

Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para protegar o motorista contra imprevistos de manutenção.

“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.

Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.

"A taxa do programa, entre 11,5% e 12,6% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

Na prática, segundo o especialista, essa vantagem permite que, em um financiamento de 48 parcelas com 50% de entrada, a economia em juros pagos possa ultrapassar R$ 17 mil para um carro com preço de R$ 150 mil.

🔎 Embora o programa ofereça facilidades, é preciso atenção aos detalhes contratuais. "A carência de 6 meses ajuda o caixa do motorista no início, mas os juros incidem sobre o saldo devedor nesse período”, diz Castro

Por fim, a estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.

Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica.

🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação para o motorista.

Veja abaixo a simulação de financiamento de um Volkswagen Virtus 170 TSI; a economia no final em juros é de mais de R$ 20 mil. Vale lembrar que o programa prevê taxas de juros diferentes para homens e mulheres:

O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.

O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro.

O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

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Labubu chega ao Brasil nesta quinta com bonecos a partir de R$ 299,99

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

Os bonecos Labubu já podem ser comprados oficialmente no Brasil. O anúncio foi feito pela Candide, responsável pela distribuição dos produtos da empresa chinesa Pop Mart.

A chegada estava prevista para 5 de junho, mas a data foi alterada, e os bonecos Labubu só passaram a ser vendidos no país nesta quinta-feira (18). Além deles, também foram lançados itens das linhas Hirono, Crybaby, Skullpanda, Meninas Superpoderosas, Pucky e Nyota.

As vendas começam simultaneamente em 20 lojas distribuídas por 11 estados brasileiros. Todas são especializadas em itens colecionáveis:

Distrito Federal: no ParkShopping em Brasília (DF);Rio de Janeiro: no Shopping Leblon e Barra Shopping no Rio de Janeiro (RJ) e Plaza Shopping em Niterói (RJ);São Paulo: no Shopping Anália Franco, Shopping Bourbon, Shopping Eldorado, Shopping Pátio Higienópolis, Shopping Marketplace, Shopping Iguatemi, além de uma loja no bairro da Liberdade e outra nos Jardins;Minas Gerais: no BH Shopping;Bahia: Salvador Shopping;Pernambuco: Shopping RioMar Recife;Amazonas: no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus (AM);Espírito Santo: no Shopping Vila Velha;Santa Catarina: no Balneário Shopping, em Balneário Camboriú (SC);Paraná: no Park Shopping Barigui em Curitiba (PR);Rio Grande do Sul: Shopping Iguatemi em Porto Alegre (RS).

Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.

Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre celebridades. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.

Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.

Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.

Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.

Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

"Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.

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Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.019 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 36 para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (18), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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