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Mega-Sena, concurso 3020: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 21:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3020: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira era de R$ 33,2 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3020 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (18), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 33,2 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Banco Central amplia acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 20:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (18) novas regras que ampliam o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil. A medida faz parte da regulamentação do Marco Legal do Câmbio e tem como objetivo facilitar operações internacionais, reduzir custos e tornar o mercado cambial mais moderno.

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026. Até lá, bancos e demais instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio terão prazo para adaptar seus sistemas.

Segundo o Banco Central, a mudança não altera a proibição do uso de moedas estrangeiras, como dólar e euro, para pagamentos no dia a dia dentro do Brasil e também não interfere na cotação do câmbio.

Hoje, apenas alguns grupos podem manter contas em moeda estrangeira no país, como instituições financeiras, embaixadas e empresas de setores específicos.

empresas que exportam produtos para outros países;empresas que tenham empréstimos ou outras dívidas contratadas no exterior;empresas com participação de investidores estrangeiros;pessoas jurídicas de fora do Brasil que realizem operações de crédito ou investimentos diretos no país.

De acordo com o Banco Central, a ampliação acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras entre o Brasil e outros países..

A mudança permitirá que mais empresas ligadas a negócios internacionais mantenham recursos em moedas estrangeiras, como dólar e euro, em contas abertas no Brasil.

Outra novidade é que algumas transferências de recursos entre essas contas poderão ser feitas sem a necessidade de contratar uma operação de câmbio, o que deve tornar o processo mais simples e barato.

mais facilidade para administrar recursos recebidos ou enviados ao exterior;melhor gerenciamento das oscilações do câmbio;redução de custos em operações internacionais;aumento da competitividade de empresas que fazem negócios com outros países;atração para o Brasil de operações financeiras que hoje são realizadas no exterior

No caso das empresas exportadoras, por exemplo, os recursos mantidos nessas contas deverão estar relacionados às atividades de exportação e a outras movimentações permitidas pela regulamentação.

Já nas operações de crédito externo e investimento estrangeiro, as transações deverão seguir as regras já exigidas pelo Banco Central para esse tipo de operação.

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Impasse com credores e novos riscos judiciais em Alagoas derrubam ações da Braskem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 15:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1731,28%Dólar TurismoR$ 5,3751,39%Euro ComercialR$ 5,9301%Euro TurismoR$ 6,1790,98%B3Ibovespa168.428 pts-0,02%Oferecido por

As ações da Braskem caíram quase 12% nesta quinta-feira (18). O recuo ocorreu por dificuldades na reestruturação de dívidas e novas preocupações com o desastre em Maceió.

Analistas do UBS BB destacaram a situação financeira desafiadora da petroquímica no curto prazo. As incertezas sobre as obrigações imediatas devem manter as oscilações das ações.

A Braskem e o IG4 Capital enfrentam resistência de credores para aprovar a reestruturação extrajudicial. Parte dos credores questiona os termos e as garantias propostas.

Embora descarte a recuperação judicial, a empresa alterou seu estatuto este mês. As mudanças autorizam o conselho a deliberar sobre recuperação extrajudicial, judicial ou falência.

A Justiça Federal em Alagoas tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus pelo desastre em Maceió. A decisão amplia preocupações com riscos jurídicos e de imagem.

As dificuldades para avançar em uma reestruturação da dívida e as novas preocupações em torno do desastre em Maceió pesam sobre a Braskem nesta quinta-feira (18), levando as ações da petroquímica a cair quase 12% e renovar a mínima do ano.

Analistas do UBS BB chamaram a atenção para a situação financeira desafiadora da Braskem no curto prazo, destacando que as incertezas em torno da capacidade da companhia de administrar suas obrigações mais imediatas devem continuar provocando oscilações nas ações, apesar de um ambiente mais favorável para as margens do setor petroquímico.

Na máxima intradia do ano, no início de março, as ações da Braskem chegaram a R$ 13,78. Nesta quinta-feira, por volta das 14h35, os papéis caíam 8,36%, para R$ 7,67. Na mínima do dia, foram negociados a R$ 7,40, menor nível intradia desde 19 de dezembro de 2025.

Segundo reportagem da Bloomberg publicada na quarta-feira, a Braskem e seu novo acionista controlador, o IG4 Capital, vêm encontrando dificuldades para obter apoio suficiente dos credores para levar adiante uma proposta de reestruturação extrajudicial das dívidas.

De acordo com fontes ouvidas pela agência, parte dos credores resiste aos termos apresentados pela empresa por considerar que eles favorecem determinados grupos em detrimento de outros.

Também foram levantadas preocupações sobre as garantias oferecidas pela Braskem e sobre a falta de uma alternativa que permitisse aos credores converter parte da dívida em participação na companhia.

Já fontes ouvidas pela revista "Veja" afirmaram que a empresa descarta recorrer à recuperação judicial e continua buscando um acordo com os credores.

"De modo geral, entendemos que o caminho da empresa para uma solução de liquidez permanece incerto e pode incluir risco de diluição para acionistas minoritários", afirmaram os analistas do UBS BB.

"Embora consideremos que a empresa possa superar esses desafios e alcançar uma perspectiva mais construtiva no médio e longo prazo, as incertezas ao longo desse caminho sustentam nossa recomendação neutra", acrescentaram em relatório a clientes.

No início deste mês, os acionistas da Braskem aprovaram mudanças no estatuto da companhia que autorizam o conselho de administração a decidir sobre um eventual pedido de recuperação extrajudicial.

Em situações de urgência, o colegiado também poderá deliberar sobre um pedido de recuperação judicial ou até mesmo sobre a confissão de falência.

Em outra frente, a Justiça Federal em Alagoas tornou a petroquímica e ex-dirigentes réus em um processo que apura as responsabilidades pelo desastre socioambiental em Maceió.

Na avaliação dos analistas, a decisão pode aumentar as preocupações dos investidores com os riscos jurídicos e os danos à imagem da companhia.

Rompimento da mina 18, da Braskem, aconteceu sob a lagoa Mundaú; dique que havia no local afundou com o solo — Foto: Secom Alagoas

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iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros após acordo entre Apple e Cade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 14:53

Tecnologia iPhone no Brasil passa a aceitar lojas de apps rivais e pagamentos de terceiros após acordo entre Apple e Cade Mudança começa nesta quinta-feira (18) e permite que usuários baixem apps fora da App Store e utilizem sistemas de pagamento alternativos no iPhone. Por Darlan Helder, g1

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

Donos de iPhone no Brasil já podem baixar aplicativos de lojas rivais da App Store e usar sistemas de pagamento de terceiros. A mudança começou a valer nesta quinta-feira (18) e faz parte de um acordo entre a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após meses de disputa.

➡️ O que muda na prática? A partir de agora, donos de iPhones poderão comprar e baixar aplicativos em lojas rivais da App Store. Ao comprar ou assinar um aplicativo, por exemplo, também será possível usar métodos de pagamento diferentes do sistema da Apple. As duas opções (a da Apple e a de terceiros) deverão ser exibidas lado a lado para os usuários.

A mudança passa a valer com a atualização para o iOS 26.5. Para verificar se ela já está disponível no seu iPhone, acesse "Ajustes", "Geral" e "Atualização de Software".

A Apple sempre foi contra a mudança, alegando riscos à segurança e à privacidade de seus clientes.

Em comunicado divulgado nesta quinta, a empresa afirmou que "trabalhou para reduzir os novos riscos à privacidade e à segurança que essas alterações criam, oferecendo aos usuários no Brasil a melhor e mais segura experiência possível".

"A Apple trabalhou com o regulador brasileiro para introduzir proteções contra essas novas ameaças, incluindo importantes salvaguardas para usuários mais jovens. Essas medidas incluem a autenticação de apps do iOS, um processo de autorização para lojas de apps e requisitos que protegem as crianças de conteúdo inadequado e golpes", completou.

A mudança é parecida com a que a Apple teve que fazer na União Europeia, onde desenvolvedores tinham que pagar taxas de até 30% por cada transação feita em seus aplicativos por meio do sistema de pagamentos da empresa.

A decisão faz parte de um processo administrativo em que o Cade apurava acusações de práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS, sistema operacional da Apple.

A investigação começou em dezembro de 2022, após uma denúncia do Mercado Livre que apontava possível abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos para iPhone.

Em novembro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade abriu um processo administrativo e impôs uma medida preventiva que obrigava a Apple a permitir que desenvolvedores e usuários escolhessem outros sistemas de pagamento para compras em aplicativos.

Em junho de 2025, a Superintendência-Geral do Cade recomendou a condenação da empresa após sua apuração revelar um conjunto de ações restritivas ligadas à venda de conteúdos digitais dentro do ecossistema da Apple.

Em julho de 2025, a Apple iniciou um processo de acordo, o que levou à suspensão do prazo para cumprimento da medida preventiva. Quando o acordo foi aprovado, em dezembro de 2025, a empresa tinha que encerrar o processo judicial que buscava anular a medida preventiva do Cade.

Em caso de descumprimento total do acordo, a Apple poderia ser multada em até R$ 150 milhões. Além disso, o Cade poderia retomar a investigação e a medida preventiva.

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Carro esportivo de Lego em tamanho real atinge 111 km/h e quebra recorde de velocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 12:47

Carros Carro esportivo de Lego em tamanho real atinge 111 km/h e quebra recorde de velocidade Réplica do Koenigsegg Sadair’s Spear usa mais de 327 mil peças e pesa mais de 1.800 kg. Modelo tem portas, capô e tampa traseira com abertura elétrica, igual ao esportivo original. Por Redação g1

Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade — Foto: Divulgação / Lego

Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construída inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veículo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa.

O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluído.

O veículo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veículo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição.

Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade — Foto: divulgação / Lego

Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veículo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real.

A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo característico da Koenigsegg.

Diversas partes do veículo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real.

O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8.

O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veículo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas.

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Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 11:47

Tecnologia Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Nova versão usa IA trubinada para conversar de forma mais natural e realizar tarefas mais complexas. Novidade custa R$ 100 por mês para quem não é assinante do Amazon Prime. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

A Amazon anunciou nesta quinta-feira (18) o lançamento da Alexa+ no Brasil. A nova versão da assistente virtual passa a usar inteligência artificial generativa, tecnologia semelhante à do ChatGPT, e agora é capaz de executar tarefas mais complexas.

A Alexa+ já estava disponível nos Estados Unidos desde 2025 e chega agora ao Brasil custando R$ 99,90 por mês para quem quiser contratar separadamente. Já os assinantes do Amazon Prime, que custa R$ 19,90 mensais, terão acesso à nova versão sem custo adicional.

A Amazon afirma que a Alexa "turbinada" funcionará na maioria dos dispositivos Echo, com exceção dos modelos de primeira geração. O recurso começa a ser liberado gradualmente aos clientes a partir desta quinta-feira. Os interessados podem entrar na fila de acesso pelo site da Amazon ou dizendo "Alexa, quero Alexa+" para a assistente.

"Dezenas de milhares de clientes serão convidados nas próximas semanas, com expansão contínua", afirmou a empresa.

Segundo a Amazon, quem comprar novos dispositivos da marca a partir de hoje terá acesso antecipado à novidade.

Antes da Alexa+, a assistente da Amazon era baseada principalmente em comandos pré-programados e modelos preditivos. Com a IA generativa, ela passa a realizar tarefas mais complexas, seguindo o caminho de IAs mais espertas como ChatGPT, Gemini e Claude.

A principal diferença em relação à Alexa atual está na forma como ela conversa com o usuário. Segundo a Amazon, a Alexa+ tem interações mais naturais, entende expressões brasileiras, inclusive regionais, e deixa de lado parte do comportamento mais robótico das versões anteriores.

Além disso, a assistente consegue lidar com múltiplos comandos em uma mesma conversa e conta com memória, o que permite retomar assuntos abordados anteriormente.

Segundo a Amazon, ela pode aprender preferências do usuário, como estilos musicais e restrições alimentares, consultar compromissos na agenda e até redigir ou enviar e-mails, desde que esteja conectada ao serviço de e-mail utilizado pela pessoa.

A Alexa+ também pode realizar ações mais personalizadas. Por exemplo, se o usuário disser apenas que está com frio, ela poderá reduzir a temperatura do ar-condicionado automaticamente, desde que o aparelho esteja conectado à plataforma.

A empresa também adiantou que, "muito em breve", será possível pedir para a Alexa+ chamar um Uber. Ao receber o comando, a assistente confirmará o destino, a categoria do carro, valor, o tempo estimado de chegada e solicitará a corrida.

O processo, porém, não será instantâneo. Em demonstrações feitas pela Amazon, a Alexa levou alguns minutos para concluir a tarefa. Segundo a empresa, isso acontece porque a assistente precisa se conectar a serviços externos, como a Uber, para executar a ação.

A Amazon também anunciou um novo aplicativo da Alexa+, que permitirá aos usuários continuar interagindo com a assistente mesmo quando estiverem fora de casa.

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Joshua Baer, CEO da empresa Capital Factory, morre em acidente com jato executivo no Texas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 09:45

Tecnologia Joshua Baer, CEO da empresa Capital Factory, morre em acidente com jato executivo no Texas Baer comandava a Capital Factory, uma das principais empresas de investimento em startups de Austin, no Texas. Por Redação g1

Joshua Baer, fundador e CEO da Capital Factory, posa para uma foto no evento Force Con, em 29 de maio de 2022, em San Antonio, Texas. — Foto: Billy Calzada/The San Antonio Express-News via AP

Joshua Baer, fundador da Capital Factory, uma aceleradora de startups, morreu após um acidente com um jato executivo no Texas, nos Estados Unidos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a aeronave caiu em uma rodovia após os pilotos relatarem problemas mecânicos e pedirem autorização para um pouso de emergência em um aeroporto próximo.

Ainda de acordo com a AP, o acidente aconteceu na noite de terça-feira (16) em Laredo, cidade próxima à fronteira com o México. A morte de Baer foi confirmada na quarta-feira (17).

Pessoas tentam retirar passageiros de um avião após ele cair em uma rodovia na terça-feira, 16 de junho de 2026, em Laredo, Texas. — Foto: Zayra Garza via AP

"Embora a perda de vidas seja profundamente lamentável, é nada menos que um milagre que essa tragédia não tenha se tornado um evento fatal em massa", disse o prefeito de Laredo, Victor Treviño, durante uma entrevista coletiva.

Joshua Baer era um empreendedor conhecido no Texas por sua atuação no desenvolvimento do ecossistema de tecnologia de Austin.

Ele costumava se definir como um "Austinpreneur", combinação do nome da cidade com a palavra "entrepreneur" (empreendedor, em inglês), em referência ao seu interesse em conectar pessoas e negócios.

Baer fundou a Capital Factory, que se tornou uma das principais empresas de capital de risco de Austin, investindo em startups de tecnologia de diferentes áreas, de robôs a naves autônomas.

Em seu perfil no LinkedIn, aparecia usando uma camiseta com a frase "Eu ajudo pessoas a largarem empregos". A sede da Capital Factory fica no centro de Austin, próxima aos escritórios de grandes empresas de tecnologia, como o Google.

"Seja você ou não da área de tecnologia, hoje há um buraco no coração de Austin", disse Thom Singer, CEO do Austin Technology Council, organização que promove a indústria local de tecnologia.

Baer costumava resumir sua filosofia de vida na frase: "Plante muitas sementes. Regue para todo mundo. Repita". Em reconhecimento à sua atuação, recebeu em 2023 uma chave da cidade de Austin, símbolo de homenagem cívica.

Bryan Chambers, cofundador e presidente da Capital Factory, descreveu o sócio como um "verdadeiro superconector".

Após se formar na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh, onde criou um negócio de marketing por e-mail, Baer se mudou para Austin em 1996 para trabalhar como desenvolvedor de software na Trilogy Inc. Ele fundou a Capital Factory em 2009 e costumava realizar encontros e conversas de negócios em uma cafeteria.

"Meu hobby são startups", disse Baer ao jornal Austin American-Statesman em 2012. "Eu não assisto esportes nem nada assim. Então é isso que eu faço. Quero ser investidor em toda grande empresa de tecnologia que surgir de Austin. Provavelmente é irrealista, mas vou tentar mesmo assim."

Baer também costumava conversar com estudantes do ensino médio e ocupava o cargo de "empreendedor residente" na Universidade do Texas.

"Ele era apaixonado pelo potencial da tecnologia para mudar o mundo e tornar a vida das pessoas mais eficiente e melhor", disse Singer. "E acreditava que os empreendedores poderiam, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro e ajudar suas comunidades."

Os senadores texanos Ted Cruz e John Cornyn lamentaram a morte de Baer. Em uma publicação no X, Cornyn afirmou que ele foi um "líder inovador e criativo na cultura empreendedora de Austin".

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Dólar abre em alta, após decisões de juros e acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (18) em alta, com um avanço de 0,65% perto das 9h, cotado a R$ 5,1406. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), em linha com o esperado pelo mercado. Já o Federal Reserve (Fed, o BC americano) decidiu manter as taxas inalteradas, em meio aos sinais de preços ainda elevados no país.

🔎 A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país (entenda mais abaixo).

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. O tratado, assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, já está em vigor. O texto inclui garantias de que Teerã nunca terá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas contra o Irã e uma compensação financeira ao governo iraniano, entre outros pontos.

Em meio à expectativa de normalização no mercado de petróleo com a reabertura do Estreito de Ormuz, a commodity operava em queda. Perto das 9h, o barril do Brent caía 1,51%, a US$ 78,35 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 2,14%, a US$ 75,15.

O Copom do Banco Central (BC) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê e veio em linha com o esperado pelo mercado.

Na decisão, o colegiado afirmou que o "ambiente externo permanece incerto", em meio às incertezas que ainda circundam o acordo de paz no Oriente Médio e aos efeitos do conflito.

"Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz a nota do BC.

Já em relação ao cenário econômico brasileiro, o BC afirmou que os indicadores apontam para uma aceleração da atividade econômica e um mercado de trabalho ainda aquecido, o que já começa a se refletir nos preços.

"Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura", afirmou o Copom.

Segundo analistas da XP Investimentos, a decisão do BC indicou que pode não haver mais espaço para cortes de juros neste ano.

"Ainda assim, o Copom manteve aberta a possibilidade de novos ajustes. Nosso cenário-base antecipa um ajuste final em agosto de 0,25 p.p., o que deixaria a taxa Selic em 14,00% até (pelo menos) o 1º trimestre de 2027. Mas, considerando a deterioração recente do cenário de inflação, uma pausa nos atuais 14,25% também parece bastante provável", afirmaram em relatório.

Já nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve as taxas de juros americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%. Essa foi a primeira reunião da gestão de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a presidência do Fed.

➡️ O cenário de juros altos nos EUA tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança.➡️ Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair.➡️ Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia.

Na avaliação de Vinicius Flores, analista de investimentos e sócio da gestora americana Stratton Capital, aponta que um dos pontos mais relevantes foi a decisão de Warsh em não divulgar sua estimativa para os juros no chamado "gráfico de pontos" ("dot plot") — movimento que considera coerente com as críticas que o dirigente já havia feito a esse mecanismo.

“O gesto reforça que estamos diante de um Fed em transformação, com potenciais mudanças estruturais à frente. O comunicado deixou claro o foco do comitê em entregar estabilidade de preços, e isso deve pautar as próximas decisões”, afirma Flores.

Segundo ele, o texto divulgado pelo banco central americano foi mais inclinado a uma postura de cautela com a inflação do que a uma eventual flexibilização, o que mantém aberta a possibilidade de novas altas de juros nas próximas reuniões.

Na visão do especialista, essa leitura ajuda a explicar a reação dos mercados, com fortalecimento do dólar, pressão sobre os títulos públicos americanos e queda das bolsas. “A economia dos Estados Unidos continua sólida e em expansão, o que reforça uma visão mais favorável a juros mais altos do que à manutenção ou queda das taxas”, diz.

Outro destaque fica com o acordo de paz entre os EUA e o Irã. Os dois países assinaram um memorando de entendimento na última quarta-feira (17). (acompanhe os principais acontecimentos)

O texto tem 14 pontos e inclui garantias de que Teerã nunca terá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas contra o Irã e uma compensação financeira ao governo iraniano. Além disso, abre um período de 60 dias para que os dois países negociem a questão nuclear.

Com a assinatura do memorando, Estados Unidos e Irã se comprometem a conduzir negociações para alcançar um acordo definitivo em até 60 dias, com prazo prorrogável mediante consentimento mútuo.

O governo suíço anunciou nesta quinta-feira (18) que EUA, Irã, Paquistão e Catar se reunirão na sexta (19) em Bürgenstock, na Suíça, para iniciar as negociações sobre a implementação do acordo de paz. O encontro, que antes serviria para assinar o memorando, chegou a ficar incerto após a assinatura ter sido antecipada.

Esse, no entanto, ainda não é o acordo final, que só será alcançado após novas negociações entre EUA e Irã para tratar da questão nuclear. Ele deverá ser ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

Enquanto se aguarda o acordo definitivo, EUA e Irã concordam em manter o status quo: o Irã manterá seu programa nuclear, e os EUA não vão impor novas sanções e nem mobilizarão forças militares adicionais no Oriente Médio.

Nos EUA, os principais índices futuros de Wall Street operavam em alta, conforme investidores avaliavam a decisão de juros do Fed e o acordo para o fim do conflito no Oriente Médio.

Na Europa, a maioria dos mercados acionários tinha queda. Entre os principais índices, o alemão DAX subia 0,02% perto das 9h20, enquanto o francês CAC 40 tinha queda de 0,11% e o britânico FTSE 100 caía 1%.

Já na Ásia, os índices fecharam mistos nesta quinta-feira, após a agência reguladora do mercado de valores da China indicar que apoia a inovação. O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, avançou 0,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,43%. Já o Hang Seng teve queda de 1,59%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

São Paulo Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia Empresário baiano voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), junto com o senador Jacques Wagner (PT-BA). Em 2025, ele comprou o Banco Pleno, que tem sede em SP, e ampliou negócios com o Credcesta em parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Por Redação g1 SP — São Paulo

O banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é alvo nesta quinta-feira (18) de mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A sede do banco fica na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Ele já tinha sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado na mesma operação e teve a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada fecvereiro deste ano pelo Banco Central do Brasil (BC).

Augusto Lima é controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo.

Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal).

Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master.

Alvo da PF na Operação Compliance Zero: relembre a trajetória do Banco Pleno até a liquidação pelo BC

Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”.

Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras.

Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado.

Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024.

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18).

Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões.

Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões.

🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos.

Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia.

O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Alvo da PF na Operação Compliance Zero: relembre a trajetória do Banco Pleno até a liquidação pelo BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 08:55

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master.

Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno, instituição que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.

A instituição pertencia ao grupo Banco Master e havia sido vendida, no segundo semestre do ano passado, a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, encerrando uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional.

O banco surgiu a partir do Banco Indusval & Partners (BI&P), fundado em 1967 e voltado principalmente ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio.

Diante de dificuldades operacionais e resultados pressionados, a instituição passou por diversas reorganizações societárias.

Em 2019, sob o controle do empresário Roberto de Rezende Barbosa, a instituição adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio.

Em 2023, o banco negociou uma possível venda para a Capital Consig, que previa um aporte de R$ 100 milhões e a transferência do controle da instituição. A operação, porém, não avançou, abrindo espaço para conversas com o Banco Master.

No início do ano seguinte, os controladores do então Voiter anunciaram negociações com Daniel Vorcaro, sem divulgar os valores envolvidos. O acordo previa a transferência de controle e a incorporação das áreas de atacado, corretora e gestoras ao conglomerado do Master.

Pouco tempo depois, em julho de 2025, o Banco Central autorizou a transferência do controle para Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, dando origem ao Banco Pleno.

Após a venda ao Master, a família Rezende Barbosa entrou em disputa judicial contra o conglomerado e seus controladores, envolvendo uma debênture de R$ 400 milhões emitida pela controladora do grupo.

Segundo os vendedores, a primeira parcela de R$ 100 milhões não foi paga e, mesmo após um aditivo que previa o desembolso de R$ 200 milhões em duas parcelas, os valores também não foram quitados.

O Master alegou que os credores teriam exigido a antecipação do contrato. A família acionou a Justiça em São Paulo, com valor da causa estimado em R$ 470,5 milhões, mas desistiu do processo após um acordo homologado no início de novembro, poucos dias antes da intervenção do BC no grupo.

A aprovação da operação veio acompanhada de exigências, entre elas a apresentação de um plano para enfrentar eventuais problemas de liquidez.

Apesar disso, o banco manteve forte dependência de captação por meio de depósitos a prazo, especialmente Certificados de Depósito Bancário (CDBs), como principal fonte de financiamento.

🔎 Problemas de liquidez ocorrem quando o banco não tem caixa para cumprir compromissos imediatos, como saques e resgates, mesmo possuindo ativos no papel. Ou seja, tem patrimônio, mas não consegue convertê-lo rapidamente em dinheiro, o que gera atrasos, perda de confiança e, em casos graves, intervenção do BC.

Segundo dados do BC, em setembro o Banco Pleno tinha passivos de cerca de R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras.

Com o aumento da percepção de risco, esses títulos passaram a ser negociados no mercado secundário com taxas bem acima do CDI, o que indica vendas forçadas e deterioração da confiança dos investidores.

A presença do Banco Pleno no sistema financeiro era reduzida. Até setembro do ano passado, a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, que superavam R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

Nas captações, a fatia era de cerca de 0,05% de um total superior a R$ 13 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 6,5 bilhões.

Segundo o BC, a liquidação foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."

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