RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que as pessoas realmente querem no trabalho está mudando — e a geração Z ajuda a explicar por quê

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 03:44

Trabalho e Carreira O que as pessoas realmente querem no trabalho está mudando — e a geração Z ajuda a explicar por quê Levantamento revela que diferentes gerações estão redefinindo suas prioridades profissionais, combinando busca por flexibilidade, segurança e qualidade de vida. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a ficar para trás. A geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), muitas vezes vista como mais desapegada, é hoje a que mais rejeita trabalhos sem contrato no Brasil.

Segundo o Estudo de Tendências Laborais 2026, feito pela WeWork em parceria com a Offerwise, 65% dos jovens dizem não aceitar empregos sem contrato formal ou benefícios. O índice é o maior entre todas as faixas etárias.

O estudo ouviu 2,5 mil profissionais. Entre os mais velhos, como na faixa de 62 a 80 anos, 63% afirmam que não recusariam uma oportunidade nessas condições.

Os números mostram uma diferença geracional: enquanto os mais jovens cobram mais formalização, profissionais de faixas etárias mais altas tendem a aceitar mais esse tipo de proposta.

🔎 Os mais jovens mudam mais de emprego, testam caminhos e evitam carreiras longas em um só lugar, como mostrou o g1 em reportagem publicada em agosto do ano passado. Ainda assim, não abrem mão de garantias básicas.

Os baby boomers (1946 e 1964) cresceram em um período em que a estabilidade era regra. A ideia era construir uma trajetória longa, muitas vezes em uma única empresa, com a expectativa de segurança no futuro.A geração X (1965 – 1980) manteve essa base, mas com mais abertura a mudanças ao longo do tempo. O equilíbrio entre estabilidade e crescimento passou a ganhar espaço.Entre os millennials (1981 – 1996), o trabalho passou a precisar fazer mais sentido. Propósito, ambiente e desenvolvimento se tornaram fatores importantes para a permanência em uma empresa.Já a geração Z levou essa transformação adiante. O aprendizado constante, a identificação com o trabalho e a possibilidade de mudança rápida se tornaram parte da lógica profissional. Ao mesmo tempo, cresceram em um cenário mais instável, o que ajuda a explicar a busca por segurança em pontos essenciais, como a formalização.

Essas diferenças ficam ainda mais evidentes em um momento em que quatro gerações passaram a conviver no mesmo mercado de trabalho. Essa diversidade de perfis se tornou um desafio para as empresas, que passaram a lidar com expectativas diferentes sobre o que significa construir uma boa carreira.

“As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos”, afirma. Nesse contexto, ter um contrato formal deixa de ser apenas um detalhe e passa a ser uma forma de proteção.

Além do recorte geracional, o estudo mostra um descompasso entre o que os brasileiros querem e o que encontram no mercado. Seis em cada 10 preferem trabalhar de forma híbrida ou remota. Mas, na prática, apenas quatro em cada 10 estão nesse modelo atualmente.

Ainda de acordo com o estudo, o retorno ao escritório não é descartado, mas vem acompanhado de condições. Cerca de 82% aceitariam voltar ao presencial se recebessem um salário maior.

Mesmo com mudanças em curso, a maioria avalia de forma positiva a retomada das atividades presenciais. Segundo o levantamento, 72% consideram que o retorno ao escritório foi organizado e estruturado.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho segue como prioridade. Para 64%, valeria ganhar menos para preservar essa relação.

Esse cenário reforça o desafio das empresas: encontrar um equilíbrio entre diferentes expectativas.

Enquanto alguns profissionais buscam segurança e estabilidade, outros pressionam por modelos mais flexíveis e por uma relação menos tradicional com o trabalho.

A conclusão do estudo é que o futuro do mercado de trabalho brasileiro será resultado dessa convivência entre gerações. Em vez da substituição de um modelo por outro, o movimento atual indica uma reorganização das relações profissionais, com empresas e trabalhadores ajustando novas formas de trabalhar.

Cada geração carrega valores moldados pelo seu tempo, pelo contexto econômico e pelas transformações sociais — Foto: g1

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A estratégia dos três potes: como investir mesmo quando o orçamento está apertado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 02:45

g1 explica A estratégia dos três potes: como investir mesmo quando o orçamento está apertado No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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‘Taxa das blusinhas’: após fim do imposto, varejo e importadores levam disputa ao Congresso e à Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 00:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

O fim da 'taxa das blusinhas' acirrou a disputa entre varejistas nacionais e importadores. Os setores agora travam batalhas no Congresso Nacional e no Judiciário.

A revogação do imposto de 20% ocorreu por Medida Provisória e depende de aval do Congresso. Em 2027, um novo tributo federal voltará a taxar essas compras.

Varejistas defendem a isonomia tributária frente às importações. Já importadores apoiam o fim da taxa.

A Confederação Nacional do Comércio acionou o STF em maio. A entidade pede uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção tributária.

Compras em sites brasileiros que não informam produtos vindos da China frustram consumidores e-commerce comércio on-line compras internacionais cartão de crédito consumo — Foto: Thaisa Figueiredo/g1

O fim da chamada "taxa das blusinhas" não acabou com a disputa entre varejistas nacionais, importadores, envolvendo também consumidores brasileiros. Pelo contrário, os representantes dos setores ampliaram a ofensiva nas redes sociais, no Congresso Nacional e até mesmo no Judiciário.

Anunciado em maio pelo governo, o fim da taxa das blusinhas eliminou a cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 que havia sido instituída em agosto de 2024. A medida manteve o programa Remessa Conforme — que regularizou a compra desses produtos no exterior.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, enre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.

➡️Enquanto o varejo nacional se movimenta pelo que chama de "isonomia" (tributação igual para produtos nacionais e importados), os importadores atuam para manter a taxação zerada (veja mais abaixo nessa reportagem).

Os varejistas alegam que as importações possuem vantagem competitiva frente à produção nacional, o que está minando empregos.

➡️Como pano de fundo dessa disputa, está o fato de que a revogação da taxa das blusinhas foi feita por meio de Medida Provisória, que tem força de lei. Entretanto, terá de ser confirmada posteriormente pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

➡️Ao mesmo tempo, independentemente da discussão no Congresso Nacional, entidades do setor produtivo nacional já se movimentam para retomar a cobrança no Judiciário. Tudo isso ocorre em um ano eleitoral.

🔎Iniciada em 2024 e encerrada neste ano, a taxação foi criada como resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia. E também diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo.

➡️A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50 retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida. Será fixada até dezembro deste ano. Cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios. Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações.

Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, avança para corrigir uma "situação não isonômica" – dada a isenção para importados de baixo valor. Mas a entidade pede o restabelecimento, também, do imposto de importação — além da cobrança da CBS.

"Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS", acrescenta o IDV, em nota.

Nesta semana, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram documento na qual reafirmam seu "compromisso com a defesa da produção nacional, da geração de empregos, do investimento produtivo e da construção de um ambiente de negócios baseado na concorrência justa e equilibrada".

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou que o fim do imposto de importação para compras de pequeno valor é o "caminho mais natural e justo".

A entidade ressaltou a importância de o Congresso avançar com a aprovação da Medida Provisória que eliminou a "taxa das blusinhas".

"A revogação da taxa ajuda a democratizar o consumo, ao conectar milhões de cidadãos aos produtos do mercado global, com preços mais acessíveis, beneficiando especialmente o público de menor poder aquisitivo. Caso o Imposto de Importação seja reinstituído, somado à CBS e ao ICMS atualmente vigente, a pressão tributária sobre o consumidor final deve se intensificar", avaliou a Amobitec, em nota.

Já a Proteste Euroconsumers-Brasil, que diz ser uma entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, independente de governos e empresas, uma associação brasileira de defesa do consumidor, mas que também tem entre seus associados a Shein, a Alibaba e a Amazon, ou seja, importadoras, realizou uma pesquisa nacional sobre a "taxa das blusinhas".

Entre os principais resultados, o levantamento aponta que 92% dos consumidores consideram que eliminar a taxação de 20% do governo federal foi uma decisão correta – percentual que chega a 97% no Sudeste e a 94% no Nordeste. Para 88%, o Congresso Nacional deveria tratar o tema como prioridade.

🔎A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 21 de maio de 2026, por meio de entrevistas pessoais, com 1.300 consumidores de 18 a 65 anos, com renda familiar mensal superior a R$ 1.600. O levantamento contemplou moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém e Manaus.

A disputa política e nas redes sociais também já começou a transbordar para a Justiça. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, em maio, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) Supremo Tribunal Federal (STF) o fim da taxa das blusinhas.

A entidade diz que, diante do risco de retrocesso e da insegurança jurídica para o comércio nacional, "requer a concessão de medida liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção".

No mérito, a Confederação pede que o STF declare a inconstitucionalidade total das normas impugnadas, "restaurando o equilíbrio competitivo no mercado brasileiro".

"O restabelecimento da alíquota zero para as compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso grave que pune diretamente o setor produtivo nacional. Não podemos aceitar uma assimetria jurídica que concede vantagens excessivas ao produto estrangeiro livre de impostos federais, enquanto as empresas brasileiras suportam sozinhas o peso da nossa carga tributária interna. O comércio nacional não teme a concorrência, desde que ela seja leal", diz o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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‘Taxa das blusinhas’: após fim do imposto, varejo e importadores levam disputa ao Congresso e à Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 00:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.334 pts0,03%Oferecido por

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A revogação do imposto de 20% ocorreu por Medida Provisória e depende de aval do Congresso. Em 2027, um novo tributo federal voltará a taxar essas compras.

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Anunciado em maio pelo governo, o fim da taxa das blusinhas eliminou a cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 que havia sido instituída em agosto de 2024. A medida manteve o programa Remessa Conforme — que regularizou a compra desses produtos no exterior.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, enre 17% e 20%. Essa cobrança permanece de pé.

➡️Enquanto o varejo nacional se movimenta pelo que chama de "isonomia" (tributação igual para produtos nacionais e importados), os importadores atuam para manter a taxação zerada (veja mais abaixo nessa reportagem).

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A entidade diz que, diante do risco de retrocesso e da insegurança jurídica para o comércio nacional, "requer a concessão de medida liminar para suspender imediatamente os efeitos da isenção".

No mérito, a Confederação pede que o STF declare a inconstitucionalidade total das normas impugnadas, "restaurando o equilíbrio competitivo no mercado brasileiro".

"O restabelecimento da alíquota zero para as compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso grave que pune diretamente o setor produtivo nacional. Não podemos aceitar uma assimetria jurídica que concede vantagens excessivas ao produto estrangeiro livre de impostos federais, enquanto as empresas brasileiras suportam sozinhas o peso da nossa carga tributária interna. O comércio nacional não teme a concorrência, desde que ela seja leal", diz o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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