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União Europeia planeja taxar exportação de sucata de alumínio, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

Segundo o Financial Times, a União Europeia estuda impor uma taxa para a exportação de sucata de alumínio. A medida busca prevenir a saída desse metal valioso para os Estados Unidos e países da Ásia.

A reportagem do periódico britânico diz que, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o plano prevê a cobrança de uma taxa de 15% sobre a exportação do material.

Esta será a primeira vez que serão aplicadas cobranças sobre mercadorias que saem do bloco econômico. A previsão é que as taxas entrem em vigor no dia 9 de setembro. A proposta precisa ser aprovada por uma maioria dos estados-membros da União Europeia.

Segundo a reportagem, a associação European Aluminium, que representa os produtores, informou que as exportações de sucata de alumínio da União Europeia atingiram o recorde de 1,27 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma alta de cerca de 50% desde 2019. A maior parte do volume foi destinada para a Índia e para a China.

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Imposto milionário: quanto o Rei Charles paga e de onde vem sua fortuna

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

O rei Charles III durante um almoço com autoridades no Palácio de Buckingham. — Foto: TOBY MELVILLE / POOL / AFP

O rei Charles III pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o monarca pagou 11,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 80,3 milhões).

Essa é a primeira vez que o pagamento de impostos pessoais do rei é divulgado. Segundo o Palácio de Buckingham, o valor pago por Charles III desde sua ascensão ao trono já ultrapassa os 30 milhões de libras (R$ 205,9 milhões), o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido.

Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado.

Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo)

Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança.

A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios.

Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido.

O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete.

Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca.

Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões).

O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026.

Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos.

Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra.

O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza.

O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda.

Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate.

A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões).

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Governo vai obrigar que propagandas de bets incluam aviso de danos como as de bebidas alcoólicas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Política Governo vai obrigar que propagandas de bets incluam aviso de danos como as de bebidas alcoólicas Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a pasta estuda outras medidas para limitar propagandas de bets durante o torneio, mas não deu detalhes sobre conteúdo. Por Alexandro Martello, Túlio Amâncio, Ana Flávia Castro, g1 e GloboNews — Brasília

O Ministério da Fazenda vai impor regras para a exibição de propagandas de casas de aposta, as chamadas bets, durante transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2026.

Pela nova norma, qualquer propaganda de bet durante a Copa ou após a competição terá que incluir mensagens de conscientização no final da veiculação, em um formato semelhante às propagandas de bebidas alcóolicas.

Por exemplo: "jogue com responsabilidade", "apostas são atividades com riscos de perdas financeiras", "apostar pode causar dependência", "saiba quando apostar e quando parar", ou "aposta é assunto para adultos".

A determinação tem como base uma definição do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

As restrições estarão em vigor já na segunda fase da competição, que começa no domingo (28), segundo a Fazenda.

A seleção brasileira estreia no mata-mata contra o Japão na segunda-feira (29) às 14hFrança x Noruega e Espanha x Uruguai: veja os jogos de hoje e onde assistir

Segundo informações do Ministério da Fazenda obtidas pela GloboNews, as novas normas serão publicadas em formato de medida provisória (MP) da Presidência da República.

Em conversa com jornalistas reunidos em Pequim, nesta sexta-feira (26), o ministro Dario Durigan afirmou que a pasta ianda estuda outras medidas para limitar a quantidade de propaganda de apostas durante os jogos.

Na última sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais aqui).

Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. — Foto: Getty Images via BBC

Segundo a instituição, as propagandas de apostas deverão ser veiculadas de forma socialmente responsável, por se tratar da divulgação de um serviço com restrições de uso e inadequado para determinados públicos.

O texto proíbe que as peças publicitárias, por meio de textos, imagens ou slogans, incentivem a prática de apostas, estimulem o jogo excessivo, a repetição contínua ou comportamentos considerados irresponsáveis.

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STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Trabalho e Carreira STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias Decisão do ministro André Mendonça abre tentativa de conciliação para esclarecer como empresas devem cumprir as regras; obrigação de prevenir riscos psicossociais continua valendo. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O ministro André Mendonça, do STF, suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho e determinou a abertura de uma conciliação entre governo, empregadores e trabalhadores.

A decisão não suspende a norma. As empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho; o que fica suspensa é apenas a aplicação de punições.

A medida atende a uma ação da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que alega falta de critérios claros na norma para orientar empresas e fiscalizadores.

Durante os próximos 90 dias, o STF pretende buscar um acordo para tornar as regras mais objetivas. Depois desse prazo, o processo voltará ao ministro André Mendonça para nova análise.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada.

Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho.

O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos da NR-1 que tratam dos riscos psicossociais. Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias.

A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

A entidade argumenta que a NR-1 não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, essa falta de objetividade pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras.

A decisão também amplia os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições apenas para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade.

As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo.

Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1 (veja abaixo o que muda). A decisão do STF ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma.

Na segunda-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação no STF pedindo que a regulamentação estabeleça critérios objetivos e garanta segurança jurídica para empresas e trabalhadores.

Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para proteger a saúde dos trabalhadores e acompanha uma preocupação crescente, no Brasil e no exterior, com os impactos do trabalho sobre a saúde mental.

No entanto, em uma análise preliminar, o ministro entendeu que ainda há dúvidas sobre quais condutas são exigidas das empresas e em quais situações elas podem ser punidas.

Por isso, determinou a abertura de uma conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF.

A expectativa é que, nesse período, governo, empregadores e demais participantes discutam formas de tornar as regras mais objetivas, sem reduzir a proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ao fim da conciliação, o processo voltará ao relator para nova análise.

O g1 Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) — Foto: Gustavo Moreno/STF

As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais.Ficam suspensas, por 90 dias, multas, autuações e outras sanções baseadas nos dispositivos questionados da norma.Também ficam suspensas, durante esse período, punições que já tenham sido aplicadas com fundamento nesses dispositivos.A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas e permitir sua fiscalização.

Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano.

Mesmo depois do adiamento, representantes do setor produtivo defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma.

O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento.

“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.

Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma.

Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1.

Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis.

Na prática, durante esse período, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações necessárias. Segundo o MTE, a fiscalização tem caráter prioritariamente pedagógico e preventivo.

O ministério reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista.

A atualização da norma ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.

Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.

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Dólar abre em queda, de olho em dados de emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

O dólar inverteu o sinal negativo da abertura e passou a operar em alta nesta sexta-feira (26), com um avanço de 0,13% perto das 9h40, cotado a R$ 5,1839. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados do mercado de trabalho de maio são o destaque da sessão desta sexta-feira. Após a prévia da inflação brasileira ter indicado uma nova alta de preços em junho, os novos dados da Pnad indicaram uma leve desaceleração da taxa de desemprego, de 5,8% para 5,6%.

O indicador reforça a perspectiva de uma atividade econômica ainda forte e traz mais pistas sobre quais devem ser os próximos passos do Banco Central (BC) na condução dos juros.

▶️ No mercado acionário, o setor de tecnologia segue no centro das atenções. Bolsas globais têm sido penalizadas pela queda generalizada dos papéis do setor, em meio a dúvidas sobre a capacidade de retorno dessas empresas e diante dos altos gastos com inteligência artificial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%.

O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse.

De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras.

No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%.

Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior.

"Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments.

O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%.

Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam.

Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros.

Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%.

Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano.

Na Ásia, as bolsas da região tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, puxada pela onda de vendas no setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu, 3,03%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,26%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 1,76%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 4,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 5,81%.

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Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio, menor taxa para o período, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.

O índice representa uma estabilidade frente ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%.

No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma estabilidade em relação ao trimestre abterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, alvo de operação da PF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo. A empresa também era investigada no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Na prática, isso significa que a instituição terá suas atividades encerradas sob supervisão do BC, sem passar por um processo de recuperação convencional.

Segundo a autoridade monetária, a medida foi tomada porque a empresa apresentava uma situação financeira comprometida e teria cometido graves violações das normas que regulam o funcionamento de instituições do setor.

O Banco Central informou ainda que continuará investigando o caso para apurar responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outros órgãos competentes.

Além disso, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Sefer ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira.

Apesar da decisão, o BC destacou que a Sefer tem participação pequena no Sistema Financeiro Nacional.

A instituição está enquadrada no segmento S4, destinado a empresas de menor porte, e representa menos de 0,0004% dos ativos do sistema financeiro e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

Fundada em 1994 e controlada pela holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., a Sefer Investimentos atua no mercado financeiro oferecendo serviços como administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos.

Em seu site institucional, a empresa afirma ter mais de 30 anos de atuação e prestar serviços para dezenas de fundos de investimento, além de administrar bilhões de dólares em ativos.

A distribuidora é associada à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) desde 2005 e afirma seguir códigos de autorregulação do mercado de capitais.

A entidade, porém, registra que a instituição já foi alvo de um procedimento de apuração de irregularidades encerrado em 2017.

Antes de ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, a Sefer Investimentos esteve entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano.

A investigação apura a suposta participação de fundos e corretoras de investimento em um esquema de fraude bilionária que teria sido liderado pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, todos os investigados negaram ter cometido irregularidades. Em nota divulgada à época, a Sefer também afirmou que não havia praticado qualquer ato ilícito e declarou atuar exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios.

Além disso, a empresa apareceu como uma das principais credoras citadas no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor.

O conglomerado informou dever cerca de R$ 430 milhões à corretora, mas a Sefer contestou essa informação e afirmou que não era credora do grupo.

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Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos, diz Financial Times

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 08:44

Trabalho e Carreira Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos, diz Financial Times Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Por Redação g1

A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26).

A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global.

Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística.

Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993.

A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país.

Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente.

No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores.

As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia.

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor.

No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas.

Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome.

A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm.

Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa.

As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea.

"Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada.

A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação".

A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho.

"Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa.

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IBGE abre seleção com mais de 9 mil vagas temporárias; veja como participar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 05:48

Trabalho e Carreira Concursos IBGE abre seleção com mais de 9 mil vagas temporárias; veja como participar O Instituto divulgou dois editais na última semana: um com 8.238 vagas para o Censo Agropecuário e outro com 1.414 oportunidades para o mesmo levantamento e para o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O IBGE abriu dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias para o Censo Agropecuário 2026 e o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua.

O primeiro edital oferece 8.238 vagas de nível médio para cargos operacionais, administrativos e de supervisão, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008.

O segundo reúne 1.414 oportunidades para Agente Censitário de Qualidade (nível médio) e Analista Censitário (nível superior), com remunerações de R$ 2.932 a R$ 5.255,40.

Os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, e as inscrições seguem até 1º de julho (1º edital) e 15 de julho (2º edital).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua.

As oportunidades estão distribuídas em dois editais distintos. O primeiro oferece 8.238 vagas para cargos operacionais e de supervisão de nível médio, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008.

Já o segundo reúne 1.414 vagas para funções de qualidade e áreas especializadas, destinadas a candidatos de níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 2.932 a R$ 5.255,40.

Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Em ambos os editais, estão previstas reservas de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas, 5% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

As inscrições, assim como as datas das provas, variam conforme o edital. Isso porque cada processo seletivo é organizado por uma banca diferente. Abaixo, veja as principais diferenças entre eles:

Neste primeiro edital, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções para trabalhar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os salários variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além dos benefícios.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do processo seletivo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

A principal diferença deste edital é o perfil dos cargos. As vagas são voltadas principalmente para atividades de coleta de dados, supervisão de equipes, apoio administrativo e suporte tecnológico das operações censitárias. Confira a distribuição das vagas:

ter pelo menos 18 anos na data da contratação;estar em dia com as obrigações eleitorais;estar em dia com as obrigações militares, no caso dos homens;possuir aptidão física e mental para o exercício da função;atender aos demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

A prova objetiva terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato no ato da inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE, respeitado o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

1º de julho — Encerramento das inscrições;21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova;27 de setembro — Aplicação da prova objetiva;28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar;3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva;18 de dezembro — Resultado final da seleção.

Neste segundo edital, são oferecidas 1.414 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua.

Do total de oportunidades, 1.020 vagas são destinadas ao cargo de Analista Censitário e 394 ao de Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função:

Agente Censitário de Qualidade (ACQ) — exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932;Analista Censitário (AC) — exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40.

Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Os contratados também terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

As vagas para Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo e outras especialidades.

Os contratos terão duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade das operações censitárias, até o limite de 48 meses.

As inscrições começaram em 17 de junho e seguem até as 23h59 de 15 de julho, pelo site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção.

A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para Agente Censitário de Qualidade e de R$ 37,50 para Analista Censitário. O edital também prevê isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea que cumpram os requisitos estabelecidos.

As provas objetivas terão duração de quatro horas e serão aplicadas em todas as capitais do país e no Distrito Federal no dia 30 de agosto. Os exames serão realizados em turnos diferentes:

15 de julho — Encerramento das inscrições;24 de agosto — Divulgação do cartão de convocação da prova;30 de agosto — Aplicação da prova objetiva;31 de agosto — Divulgação do gabarito preliminar;25 de setembro — Resultado definitivo da prova objetiva;6 de novembro — Resultado final da seleção.

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‘Ajoelhei e pedi a Deus que me desse água’: como a irrigação transformou ‘corredor da miséria’ em Goiás em polo de frutas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 04:45

GLOBO RURAL 'Ajoelhei e pedi a Deus que me desse água': como a irrigação transformou 'corredor da miséria' em Goiás em polo de frutas Projeto que reúne Codevasf, Embrapa e agricultores familiares leva irrigação, gera renda e ajuda a transformar o município de Flores de Goiás. Por Globo Rural

A frase da agricultora Júlia Pereira de Andrade resume a realidade que, durante anos, marcou a vida de milhares de famílias no Vão do Paranã, no nordeste de GO. Em um assentamento da reforma agrária em Flores de Goiás, ela passou dois anos sem água dentro da própria propriedade.

"A gente tinha que sair para buscar água para tomar banho e fazer o uso doméstico. Foram dois anos assim. No momento em que eu consegui perfurar esse poço, que eu vi água dentro da minha chácara, para mim foi o bem maior que Deus me deu", conta.

A água que um dia faltou para as necessidades mais básicas hoje irriga pés de maracujá e manga que garantem renda à família. A história de Júlia simboliza a transformação em curso numa região historicamente conhecida como "Corredor da Miséria", apelido associado aos altos índices de pobreza e às secas frequentes.

Com investimentos em irrigação, assistência técnica e fruticultura, agricultores familiares do Vão do Paranã estão conseguindo produzir durante todo o ano e mudar a realidade econômica de suas propriedades.

Vão do Paranã, no nordeste de Goiás, antes conhecido por muitos como o "corredor da miséria", começa a colher os frutos de um investimento que leva água e tecnologia a pequenos assentamentos da reforma agrária. — Foto: Globo Rural

O projeto, desenvolvido pela Embrapa e financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), já beneficia 80 produtores rurais. A iniciativa recebeu R$ 23 milhões em investimentos e tem como meta atender 250 famílias e irrigar 500 hectares na região.

A mudança foi possível graças a uma característica geográfica do Vão do Paranã. Cercada pela Chapada dos Veadeiros e pela Serra Geral de Goiás, a região favorece o acúmulo de água subterrânea, facilitando a perfuração de poços artesianos para irrigação.

"O produtor passa a ter uma fonte de renda ao longo de todo o ano", explica o pesquisador da Embrapa José Carlos Sousa.

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Antes da chegada da fruticultura irrigada, a produção da família de Júlia se limitava a pequenas roças voltadas ao consumo próprio. O marido, João, precisava buscar renda fora da propriedade.

Hoje, a realidade é diferente. O casal participa do projeto de fruticultura irrigada e cultiva maracujá e manga em dois hectares.

O modelo prevê um hectare de maracujá, cultura que começa a produzir em cerca de seis meses, garantindo retorno financeiro mais rápido. O outro hectare é destinado à manga, que leva aproximadamente quatro anos para entrar em produção, mas pode permanecer produtiva por décadas.

Em algumas propriedades, a produtividade do maracujá já alcança 30 toneladas por safra, o dobro da média nacional.

Os resultados financeiros começaram a aparecer rapidamente. Júlia afirma que faturou cerca de R$ 15 mil em apenas dois meses com a venda de maracujá e abóbora cultivados na propriedade. O dinheiro ajudou a custear despesas da casa e o financiamento utilizado para implantar o pomar.

Em outras propriedades, a renda permitiu investimentos em energia solar, eletrodomésticos e melhorias na infraestrutura rural.

Aos 19 anos, Daniel Rodrigues, formado em agropecuária, decidiu permanecer na propriedade da família após a implantação do sistema irrigado.

"Agora meu foco é conseguir plantar mais frutíferas para mim quando eu tiver uma idade mais avançada, não trabalhar tanto e ter uma renda ainda melhor", diz.

Sem compradores fixos, muitos dependem de atravessadores e convivem com oscilações de preço e incertezas na venda da produção.

Para tentar resolver o problema, agricultores da região criaram uma cooperativa e aguardam a conclusão de uma agroindústria financiada pelo governo estadual.

A expectativa é que, no futuro, maracujá e manga sejam processados localmente e transformados em polpas, agregando valor à produção.

Até agora, o projeto beneficiou 80 agricultores, dos quais cerca de 30 já estão em fase de colheita.

O modelo já despertou interesse de outras regiões do país e deverá ser replicado em comunidades rurais da Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais.

Para agricultores como Edgar Rodrigues, que hoje se define como um pequeno empresário rural, o futuro parece promissor.

"Eu sonho alto", afirma. "Ainda vou ver essas mangas sendo vendidas para os Estados Unidos e para onde mais for preciso."

Uma região historicamente marcada pela seca e por baixos índices de desenvolvimento humano está passando por uma transformação profunda por meio da fruticultura irrigada.

O Vão do Paranã, no nordeste de Goiás, antes conhecido por muitos como o "corredor da miséria", começa a colher os frutos de um investimento que leva água e tecnologia a pequenos assentamentos da reforma agrária.

Para produtores como Dona Júlia, a chegada da água foi uma bênção. Há dez anos, ela vivia em um barraco de madeirite e precisava buscar água fora para atender às necessidades básicas.

"Água é tudo, água é vida", afirma ela, que hoje vê sua chácara produzir toneladas de frutas após a perfuração de um poço artesiano.

A região favorece o acúmulo de água subterrânea devido ao relevo formado pela Chapada dos Veadeiros e pela Serra Geral de Goiás, o que facilita a abertura de poços para irrigação. Esse recurso permite que os produtores tenham renda durante todo o ano, superando a rigorosa estação seca do Cerrado.

O projeto conta com um investimento de R$ 23 milhões da Codevasf e um modelo técnico desenvolvido pela Embrapa.

Cada agricultor selecionado recebe um kit de irrigação e assistência técnica para cultivar dois hectares:

Um hectare de maracujá: cultura de ciclo curto que começa a produzir em seis meses, garantindo renda mais rápida.Um hectare de manga: projeto de longo prazo, que deve começar a produzir em quatro anos, funcionando como uma espécie de "aposentadoria" para o produtor.

A produtividade tem impressionado. Em algumas propriedades, a colheita de maracujá chega a 30 toneladas por safra, o dobro da média nacional.

O sucesso financeiro já é visível. Dona Júlia relata ter faturado cerca de R$ 15 mil em apenas dois meses com a venda de maracujás e abóboras.

O dinheiro tem sido usado para pagar o financiamento do projeto e melhorar a qualidade de vida da família, com a compra de eletrodomésticos e painéis de energia solar.

Além do aspecto financeiro, o projeto tem ajudado a combater o êxodo rural. Daniel, de 19 anos e formado em agropecuária, decidiu permanecer na terra da família para aplicar os conhecimentos adquiridos e as novas tecnologias.

Para outros, como Seu João, a fruticultura permitiu abandonar o trabalho temporário em fazendas distantes e passar a trabalhar na própria propriedade.

Apesar do otimismo, os produtores ainda enfrentam gargalos, especialmente na comercialização. Sem um comprador fixo, muitos dependem de atravessadores, o que reduz a lucratividade e gera incertezas sobre o preço final.

Para enfrentar esse desafio, está em curso a criação de uma cooperativa e a construção de uma agroindústria pelo governo estadual.

A expectativa é que o maracujá e a manga sejam processados no próprio local, transformados em polpa e comercializados com maior valor agregado.

Atualmente, o projeto beneficia 80 produtores, mas a meta é alcançar 250 famílias e 500 hectares irrigados.

Devido ao sucesso da iniciativa em Goiás, o modelo já possui acordos para ser replicado em comunidades rurais da Bahia, de Mato Grosso e de Minas Gerais.

Para agricultores como Seu Edgar, que hoje se sente um "pequeno empresário", o futuro é promissor.

"A gente sonha alto", diz ele, que espera ver suas mangas conquistando o mercado internacional nos próximos anos.

De corredor da miséria a polo de fruticultura: irrigação transforma vida de agricultores no Vão do Paranã, em Goiás — Foto: Reprodução Globo Rural

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