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Google libera mudança de endereços do Gmail no Brasil; veja como fazer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 03:44

Tecnologia Google libera mudança de endereços do Gmail no Brasil; veja como fazer Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre endereço antigo, que também poderá ser usado para acessar a conta. Por Redação g1

O Google começou a liberar mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com") para usuários no Brasil.

Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo.

Gmail e outros serviços do Google apresentaram instabilidade — Foto: Stephen Phillips via Unsplash

O Google começou a permitir no Brasil as mudanças em endereços do Gmail (o que fica antes de "@gmail.com"). A novidade tinha sido liberada em abril para usuários nos Estados Unidos.

A opção de mudar endereços chega mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu o executivo, em abril.

Usuários que mudarem de endereço no Gmail usarão a nova versão para fazer login em serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas.

Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo).

Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador e faça o login, se não estiver conectado.

Em testes do g1, a página apresentou o botão "Alterar e-mail da Conta do Google". Basta clicar sobre ele, digitar o novo endereço no campo "Nome de usuário" e selecionar "Mudar o e-mail".

Durante a mudança, é preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém. E, se ela não estiver disponível para você, o Google informará que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta".

Com a alteração, você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e poderá ser usado para acessar a sua conta.

O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses.

Para continuar com seu endereço de e-mail, mas mudar como outras pessoas veem o seu nome, siga estes passos:

Acesse o Gmail pelo computador;Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito);Clique em "Ver todas as configurações";Selecione "Contas e importação" ou "Contas";Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações";Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail;Clique em "Salvar alterações".

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Brasil cria protocolo para voltar a exportar carne bovina à União Europeia; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 03:44

GLOBO RURAL Brasil cria protocolo para voltar a exportar carne bovina à União Europeia; veja como vai funcionar Medida busca atender às novas exigências do bloco, que passará a cobrar, a partir de 3 de setembro, garantias de que os animais destinados à exportação não receberam antimicrobianos em nenhuma fase da vida. Por Globo Rural

O governo brasileiro criou um novo protocolo para tentar manter a carne bovina nacional no mercado da União Europeia.

A medida busca atender às novas exigências do bloco, que passará a cobrar, a partir de 3 de setembro, garantias de que os animais destinados à exportação não receberam antimicrobianos em nenhuma fase da vida.

Sem conseguir comprovar esse requisito até o momento, o Brasil continua fora da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia após essa data.

Para atender à nova exigência, o Ministério da Agricultura publicou, em 29 de maio, uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos.

A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu.

➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos.

Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor ainda está em fase de adaptação e, até o momento, não há propriedades certificadas sob o novo protocolo.

"O protocolo é recente. O que está acontecendo agora é que os produtores estão procurando as certificadoras para iniciar o processo", afirma a entidade.

Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária

O principal desafio está na cadeia da carne bovina e envolve a monensina, uma substância amplamente utilizada na alimentação de bovinos confinados.

Em um confinamento no Gama (DF), cerca de 2 mil animais estão na fase final de engorda. Até o abate, cada um deve atingir aproximadamente 500 quilos. Para isso, recebem diariamente uma dieta balanceada, composta por farelo de algodão, derivados de milho e soja, além de suplementos minerais.

"Ela é uma aliada nossa porque melhora a conversão alimentar. Sem o produto, a gente não consegue o mesmo ganho de peso", afirma a pecuarista responsável pela propriedade.

Quando utilizada como medicamento, a monensina ajuda a controlar parasitas que causam diarreia, principalmente em bezerros. Na alimentação, porém, sua função é melhorar a eficiência digestiva dos animais.

"Ela reduz a população de bactérias menos eficientes e favorece o desenvolvimento de bactérias benéficas no trato digestivo", explica o médico-veterinário Álvaro de Castro.

"O produtor vai analisar se o prêmio pago por esse mercado compensa o investimento necessário. Se compensar, ele vai atender. Se não compensar, não faz sentido entrar para ter prejuízo", avalia uma pecuarista.

Em Bela Vista de Goiás, a produtora Luana Peixoto engorda cerca de 100 animais destinados à exportação. Entre os principais mercados estão a China e a União Europeia.

Os animais serão abatidos no fim de agosto, mas a pecuarista ainda não sabe se conseguirá embarcar a produção para o bloco europeu.

"Neste momento, a gente ainda não sabe quais serão os próximos passos. Vamos focar no mercado chinês, mas esperamos uma definição dos órgãos brasileiros e da União Europeia", afirma.

Para se adequar às novas exigências, ela terá de substituir a monensina utilizada na alimentação do rebanho e buscar uma nova certificação.

"A gente teria que substituir esse produto que usamos hoje na fazenda e correr atrás desse processo de certificação", diz.

Segundo especialistas do setor, existem alternativas à monensina, como óleos essenciais, probióticos e outros aditivos naturais.

"O custo desses produtos é muito próximo ao dos aditivos tradicionais. A eficiência depende muito da dieta, do manejo e do perfil de cada propriedade. É um trabalho que precisa ser planejado para garantir resultados no campo", explica o diretor comercial de uma empresa do setor.

Em nota, a Comissão Europeia informou que continua negociando com o Brasil, mas ressaltou que as regras que restringem o uso de antimicrobianos foram definidas em 2023 e que os países exportadores tiveram tempo suficiente para se adequar.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências do bloco e que uma missão técnica europeia deve visitar o Brasil no segundo semestre para avaliar os avanços e concluir o processo de habilitação.

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Xbox, MacBook e iPad mais caros? Veja quanto os preços vão subir neste ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 03:44

Tecnologia Xbox, MacBook e iPad mais caros? Veja quanto os preços vão subir neste ano Escassez de memória e armazenamento, impulsionada pela corrida da inteligência artificial, levou as empresas a reajustar preços de computadores, tablets e consoles. Por Redação g1 — São Paulo

A quinta-feira (25) não está sendo fácil para o consumidor. Duas gigantes da tecnologia anunciaram aumentos significativos nos preços de seus produtos.

A Apple elevou os preços de iPads e MacBooks, alegando que já não consegue absorver a forte alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Já a Microsoft, dona da marca Xbox, informou que, a partir de 1º de agosto, os consoles ficarão até 33% mais caros.

A Apple esclareceu que o reajuste, impulsionado pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial, não afeta o iPhone, principal produto da empresa.

Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para competir com modelos mais baratos equipados com Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (cerca de R$ 3.634, sem impostos).

MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634);MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755);MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395);iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894).

A empresa também aumentou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%.

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Para os gamers, o reajuste também pesa no bolso. Segundo a Microsoft, os consoles Xbox terão aumento de US$ 100 nos modelos de 512 GB e de US$ 150 nas versões de 1 TB.

Xbox Series S 512 GB: de US$ 399,99 para US$ 499,99 (de cerca de R$ 2.080 para R$ 2.600);Xbox Series S 1 TB: de US$ 449,99 para US$ 599,99 (de cerca de R$ 2.340 para R$ 3.120);Xbox Series X Digital 1 TB: de US$ 599,99 para US$ 749,99 (de cerca de R$ 3.120 para R$ 3.900);Xbox Series X 1 TB (com leitor): de US$ 649,99 para US$ 799,99 (de cerca de R$ 3.380 para R$ 4.160).

Os aumentos dão continuidade aos reajustes iniciados no ano passado. Em outubro de 2025, a Microsoft já havia elevado o preço dos consoles entre US$ 20 e US$ 70 nos Estados Unidos.

“Infelizmente, os custos de armazenamento e memória para consoles aumentaram mais de 2,5 vezes, e esperamos que eles dobrem novamente até o segundo semestre de 2027”, afirmou a companhia.

Os anúncios mostram que nem mesmo a Apple, considerada uma referência em eficiência de cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que começa a afetar toda a indústria de eletrônicos.

Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips voltados à inteligência artificial, como a Nvidia. A estratégia elevou os lucros dessas fabricantes, mas reduziu a oferta de componentes para produtores de computadores, smartphones e outros eletrônicos.

“Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido”, afirmou a Apple em comunicado. “Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos.”

A Microsoft afirma que a crise também atinge em cheio o mercado de consoles. “Toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual crise de componentes, mas os efeitos são especialmente severos para os consoles”, disse a empresa.

Segundo a companhia, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos, os consoles normalmente não são vendidos com lucro, mas por um preço inferior ao seu custo de fabricação.

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Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 03:44

Agro Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Brasil tem mais de 250 espécies do inseto, que produzem méis raros e com sabores únicos — alguns lembram até madeira ou queijo. Por Rayane Macedo, g1

Essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida.

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação.

Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão.

🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

“O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural.

Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos).

Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis.

Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto.

Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) — Foto: Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo.

Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá

Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel.

Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga.

Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe.

Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país.

É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste.

Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará.

De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste.

Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil.

Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A).

Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais.

No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas — Foto: Pexels/Pixabey

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Bolsas da Ásia despencam após investidores venderem ações de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 02:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

Um operador de câmbio passa por uma tela que exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) e a taxa de câmbio entre o dólar americano e o won sul-coreano na sala de operações cambiais da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul — Foto: Ahn Young-joon / AP

As bolsas da Ásia fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), lideradas pelos mercados do Japão e da Coreia do Sul, em meio a uma onda de venda de ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

O índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 4,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 7,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,9%, e o índice Shanghai Composite, da China, caiu 2,1%.

A queda ocorre após uma sequência de fortes valorizações impulsionadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. No início da semana, tanto o Nikkei quanto o Kospi haviam atingido máximas históricas.

Segundo analistas, o movimento desta sexta não reflete uma piora nas perspectivas para o setor de IA, mas sim uma realização de lucros. Isso acontece quando investidores vendem ações que subiram muito para garantir os ganhos obtidos, prática comum após períodos de forte valorização.

Avanço das ferramentas de inteligência artificial aumenta riscos da exposição de imagens de crianças nas redes

A correção também foi influenciada pela volatilidade recente nos mercados globais, que têm reagido rapidamente a novidades envolvendo inteligência artificial, além de outros fatores, como o reajuste de preços anunciado pela Apple.

Na quinta-feira (25), as bolsas dos Estados Unidos fecharam sem direção única. Enquanto diversas empresas de inteligência artificial voltaram a registrar alta, as ações da Apple caíram após a companhia anunciar aumento de preços em vários de seus produtos.

A venda em massa desta sexta não significa que a inteligência artificial esteja "distribuindo dividendos" ou que o setor tenha perdido força. O movimento indica apenas que parte dos investidores optou por embolsar os lucros acumulados depois da forte valorização recente das ações do setor.

A fabricante de chips de memória Micron Technology ultrapassou, nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, por um breve período, também o da Tesla, após divulgar uma previsão financeira acima das expectativas para o quarto trimestre.

As ações da empresa subiam 18,4%, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. No mesmo momento, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

Na quarta-feira (24), a Micron projetou receita e lucro para o quarto trimestre acima das estimativas do mercado, o que impulsionou a recuperação das ações após uma recente queda.

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A empresa também informou que seus clientes já comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

A Micron ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse grupo.

As fabricantes de chips de memória vêm sendo impulsionadas pelo interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os investimentos das grandes empresas de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

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Vale mais amortizar o financiamento ou aplicar o dinheiro? Entenda como fazer a conta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 02:44

g1 explica Vale mais amortizar o financiamento ou aplicar o dinheiro? Entenda como fazer a conta No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro.

A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha.

Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Ela criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 26/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ela criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês Empresa criada durante a pandemia aposta em inovação, variedade e identidade regional para crescer e já planeja exportar. Por PEGN

De um investimento inicial de R$ 12 mil a um faturamento mensal de cerca de R$ 100 mil, um negócio no Rio Grande do Norte encontrou no caju, um produto tradicional, espaço para inovar e escalar.

A empresa, sediada em Natal, desenvolve mais de 60 produtos derivados da fruta, que vão de castanhas tradicionais a itens como pasta de castanha, doces, farinhas e até panetones e ovos de Páscoa com o ingrediente.

A ideia veio da empresária Sahonara Suzane, inspirada pela rotina do pai, que comprava castanhas no interior e revendia na capital.

Ela seguiu carreira como engenheira e chegou a trabalhar em uma grande empresa. Em 2020, porém, uma mudança na vida pessoal abriu espaço para empreender: o marido foi desligado do emprego, e o casal decidiu investir no próprio negócio.

Com parte do dinheiro, eles compraram castanhas e deram início à operação. A tentativa inicial de replicar o modelo tradicional não deu certo. A empresária conta que tentou vender de porta em porta, mas enfrentou resistência.

Com o avanço da operação, a empresa foi além da venda tradicional e passou a investir em diferenciação.

A primeira mudança veio com as embalagens e a apresentação dos produtos. Depois surgiu o principal destaque do negócio: a pasta de castanha de caju.

“A gente se reinventou com a pasta de castanha de caju, que hoje é o nosso carro-chefe”, afirma.

A partir daí, o portfólio cresceu rapidamente. Hoje, são mais de 60 produtos em linha, com uma produção que pode ultrapassar 100 itens ao considerar variações sazonais.

🥜 Castanhas tradicionais e caramelizadas🍫 Pasta de castanha em diversos sabores, como flor de sal, chocolate, pistache e tâmara🍬 Doce de caju em tablete e em calda🌾 Farinha de castanha🎄 Produtos sazonais, como panetones e ovos de Páscoa

Sahonara Suzane, criou mais de 60 produtos usando o mesmo ingrediente e hoje fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Globo/ Reprodução

A expansão também passou pela criação de parcerias com produtores da agricultura familiar, principalmente na região da Serra do Mel.

“Firmamos uma parceria muito boa com uma família da agricultura familiar. Eles produzem doce de caju e a gente usa o caju como protagonista”, explica.

A estratégia reforça a identidade regional do negócio, que aposta no caju como símbolo do estado.

Além da variedade, o negócio investe na experiência do consumidor, especialmente nas lojas físicas, onde oferece degustação.

Segundo a empresária, muitos produtos nasceram a partir da escuta dos clientes. A estratégia também aumenta o ticket médio.

“Noventa por cento dos clientes novos vêm procurando castanha tradicional, mas, quando experimentam, acabam levando mais produtos.”

Com 60 produtos de um mesmo ingrediente, negócio fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Globo/ Reprodução

Atualmente, a empresa conta com três lojas em Natal e também vende para turistas, moradores locais e empresas, incluindo hotéis, com produtos personalizados. O plano, porém, não é expandir o número de lojas físicas no curto prazo.

“Não está nos nossos planos abrir mais lojas físicas. Daqui a uns três anos, provavelmente vamos adotar o modelo de franquia”, afirma.

“Nós vamos expandir verticalizando nossa indústria. Queremos ser referência nacional e exportar”, diz. O objetivo é iniciar esse movimento em até dois anos.

“Eu consegui trazer a base, a história, mas dar o meu toque. Não é um negócio herdado, é um negócio inspirado e criado”, diz.

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