RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude em esquema com ex-estrategista de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Mundo Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude em esquema com ex-estrategista de Trump Guo Wengui, que fugiu da China há uma década, prometia derrubar o partido de Xi Jinping, porém 'explorou aqueles que buscavam levar a democracia' ao país asiático, segundo a Justiça norte-americana. Ele está preso de forma preventiva desde 2023. Por Redação g1

Foto mostra a página do Twitter do empresário chinês Guo Wengui em 30 de agosto de 2017 — Foto: Andy Wong/AP

Um bilionário chinês autoexilado, que já foi considerado um dos homens mais ricos da China, foi condenado na segunda-feira (29) a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude financeira.

Guo Wengui, que fugiu da China há uma década rumo aos EUA e se reinventou como crítico do Partido Comunista de Xi Jinping, foi considerado culpado por fraude em grande escala lesou mais de mil pessoas e sustentou um estilo de vida luxuoso com as centenas de milhões de dólares arrecadados, concluiu a juíza Analisa Torres. Segundo ela, Wengui “explorou aqueles que buscavam levar a democracia à China”.

O bilionário chinês foi condenado em nove das 12 acusações criminais contra ele. A promotoria pedia 30 anos de prisão contra ele pelo que chamou de fraude assombrosa praticada entre 2018 e 2023. A juíza Torres também determinou que Guo pague US$ 889 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em indenizações às vítimas.

Wengui está preso de forma preventiva nos EUA desde março de 2023. Antes disso, o bilionário se aproximou do estrategista político conservador Steve Bannon, com quem anunciou, em 2020, uma iniciativa conjunta para derrubar o governo chinês.

Promotores afirmam que Wengui convenceu centenas de milhares de pessoas a investir mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bi) em entidades sob seu controle, e os recursos obtidos ilegalmente sustentaram “um estilo de vida de excessos extraordinários”, com mansões, iates, carros de corrida, roupas de grife e mobiliário de luxo. Ele vivia em um apartamento de luxo em Nova York e havia se associado ao clube de golfe Mar-a-Lago, na Flórida, do então presidente Donald Trump.

Ao proferir a sentença, a juíza leu trechos de cartas recebidas de vítimas que relataram ter perdido suas economias de toda a vida, além de sofrer ansiedade severa, vergonha e até conflitos familiares devido às decisões de investimento.

A defesa de Wengui afirmou que o bilionário é vítima de uma perseguição “ampla, constante e potencialmente fatal” do Partido Comunista Chinês, e defendeu a origem de sua fortuna tanto antes de chegar aos EUA quanto durante a campanha com Bannon. Eles alegaram que o partido recrutou figuras influentes nos setores empresarial, do entretenimento e político dos EUA para conspirar contra ele.

Antes da sentença contra ele ser pronunciada, o bilionário chinês protestou contra o tratamento recebido por ele na prisão, dizendo que foi levado ao hospital na manhã de segunda-feira com um quadro de vômitos. Ele também falou brevemente, em sua defesa, que tinha como objetivo "destruir o Partido Comunista Chinês".

Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que tomou conhecimento da sentença e destacou que Guo é procurado pelo governo chinês, com um alerta vermelho da Interpol em vigor — um pedido para que forças policiais ao redor do mundo o detenham para fins de extradição.

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Dólar opera em alta, com dados de emprego no Brasil e nos EUA no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

O dólar opera em alta nesta terça-feira (30), com um avanço de 0,30% perto das 9h20, cotado a R$ 5,1902. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O principal destaque da sessão fica com os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos. Por aqui, a previsão do mercado é que o Caged aponte para uma criação de 118 mil vagas no mês passado, segundo projeção da XP. Nos EUA, além do Jolts, previsto para esta terça-feira, o mercado também aguarda a divulgação do payroll americano, principal relatório de emprego do país, na quinta-feira (2).

Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre quais os próximos passos dos bancos centrais na condução dos juros.

▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também seguem no radar. A expectativa é que novas negociações entre os dois países voltem a acontecer nesta terça-feira, em Doha, no Catar.

Em meio às incertezas sobre os desdobramentos das negociações, o petróleo operava em alta nesta terça. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,22%, cotado a US$ 73,31, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,47%, a US$ 71,08 o barril.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, depois que dados melhores do que o esperado da atividade industrial indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,07%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,50%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 0,97%.

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Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina.

Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo.

O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade.

Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população.

🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.

O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global.

Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários.

Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados.

Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros.

O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada.

Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação.

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.

Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento.

O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%.

Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio.

Segundo o banco, as oscilações cambiais também influenciaram os resultados. A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro impulsionou o crescimento da riqueza, quando convertida para a moeda americana, especialmente nos países da Europa.

O Global Wealth Report 2026, do UBS, estima a riqueza em 56 países usando modelos estatísticos com base em dados de organismos internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

O estudo define riqueza como tudo o que as pessoas possuem em bens e investimentos (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os dados são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para facilitar comparações entre países.

O relatório também diferencia média e mediana da riqueza, usa o coeficiente de Gini para medir desigualdade e separa ativos entre financeiros (como dinheiro e investimentos) e não financeiros (como imóveis).

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Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 08:45

Campinas e Região Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba Montadora encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30); modelo sedã passará a ser montado em Sorocaba. Por g1 Campinas e região

A Toyota encerra as atividades de sua fábrica em Indaiatuba (SP) nesta terça-feira (30). A unidade operou por 28 anos e produziu 1,5 milhão de Corollas.

A produção do modelo será transferida para Sorocaba (SP), com nova fábrica prevista para novembro. O último Corolla feito em Indaiatuba teve cerimônia de despedida em 20 de junho.

Em 2024, o sindicato acordou transferências ou demissões voluntárias. A nova fábrica integra o investimento de R$ 11 bilhões da Toyota até 2030.

Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro.

Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida.

➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho – veja no vídeo abaixo.

Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários.

A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla.

A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos.

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Contas públicas têm déficit de R$ 56,1 bilhões em maio; dívida sobe para 81,1% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com maio do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 33,7 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo negativo de R$ 55,2 bilhões;estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 1,2 bilhão;empresas estatais apresentaram superávit de R$ 273 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 24,9 bilhões — o equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 69,1 bilhões (1,34% do PIB).

Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 46,1 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 31,2 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 163,7 bilhões nas contas do setor público em maio.

➡️No acumulado em 12 meses até maio, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,26 trilhão, ou 9,62% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,5% do PIB) em doze meses até maio deste ano.

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PSD deve anunciar Kassab como vice de Caiado nesta quarta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 07:47

Uma reunião entre o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o pré-candidato do partido à Presidência da República pelo partido, Ronaldo Caiado, nesta terça-feira (30) deve selar o nome de Kassab como vice na chapa do ex-governador de Goiás ao Planalto.

O partido negociava com outros partidos para evitar uma chapa puro-sangue — com presidente e vice do mesmo partido —, mas integrantes fundadores do PSD pediam que Kassab fosse vice, já que Caiado entrou há menos de seis meses na legenda.

LEIA TAMBÉM: A um mês das convenções, presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao lado do ex-governador João Doria, co-chairman do grupo Lide — Foto: Victória Cócolo

Caiado luta para conseguir subir nas pesquisas, onde marca em torno de 3% das intenções de voto, e se viabilizar como uma terceira via.

Mesmo sem fazer ataques diretos a Flávio Bolsonaro (PL), ele tenta agregar apoios a partir da desistência de setores com a candidatura do senador.

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União Europeia amplia proteção à indústria e confirma tarifa de 50% sobre parte das importações de aço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 07:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Antoine Schibler/Unsplash

A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira (30) as novas regras para a importação de aço na União Europeia. O objetivo é proteger a indústria siderúrgica do bloco da concorrência externa e elevar a utilização da capacidade das usinas para 80%.

Pelas novas regras, o volume de aço que poderá entrar na União Europeia sem pagar tarifas será reduzido em 47%, para 18,3 milhões de toneladas por ano.

Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos.

Metade das cotas foi reservada aos países que mantêm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, inclusive esses mesmos países.

A Comissão informou ainda que muitos deles terão cotas específicas, definidas com base no histórico de exportações para o mercado europeu.

Segundo o órgão, essa distribuição fará com que a maioria dos países com acordos de livre comércio tenha uma redução no acesso ao mercado europeu inferior ao corte médio de 47%.

A Comissão acrescentou que um "número significativo" de parceiros aceitou provisoriamente essa divisão das cotas.

🔍De acordo com a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para conter os efeitos do excesso de produção de aço em diversas partes do mundo, que aumenta a oferta global e pressiona os preços. O bloco também cita práticas de dumping, quando empresas vendem produtos no exterior a preços artificialmente baixos para ganhar mercado.

"O persistente excesso de capacidade no setor siderúrgico continua sendo um grave problema e segue distorcendo os mercados internacionais", afirmou a Comissão.

Segundo o órgão, as medidas buscam restabelecer condições mais equilibradas de concorrência no mercado europeu.

As regras detalham uma decisão anunciada pela União Europeia em abril. Na ocasião, o bloco informou que reduziria o volume de aço isento de tarifas e elevaria para 50% a cobrança sobre os embarques que ultrapassassem a cota.

Segundo a Comissão Europeia, a iniciativa busca conter os impactos da sobreoferta global, fortalecer a indústria siderúrgica e elevar a utilização das usinas, que atualmente operam com cerca de 65% da capacidade.

Em 2025, as principais origens das importações de aço da União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

A Comissão Europeia também afirma que o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que, sem a manutenção das restrições às importações, a produção tende a continuar em queda.

Atualmente, o aço importado pela União Europeia está sujeito a um sistema de salvaguardas que aplica uma tarifa de 25% sobre os embarques que excedem as cotas.

Essas regras, criadas durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanecem em vigor até esta terça-feira (30), quando passam a ser substituídas pelo novo sistema.

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Dinheiro lidera preocupações em pesquisa e supera saúde, família e trabalho; veja o que explica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 05:46

Trabalho e Carreira Dinheiro lidera preocupações em pesquisa e supera saúde, família e trabalho; veja o que explica Não ter dinheiro para emergências e conseguir pagar as contas do mês estão entre as principais questões. Para 72% dos entrevistados o estresse financeiro afeta a saúde mental e emocional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Uma pesquisa exclusiva da Onze, em parceria com a Icatu Seguros, mostra que 42% dos brasileiros apontam o dinheiro como a principal fonte de preocupação, à frente de temas como saúde e família.

O levantamento também revela que 56% não têm reserva de emergência e 53% afirmam que a renda não cobre os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado.

A instabilidade financeira afeta a saúde mental de 72% dos entrevistados. Ansiedade, insônia e depressão aparecem entre os sintomas mais frequentes associados ao estresse financeiro.

Especialistas afirmam que organização financeira, planejamento e educação financeira são fundamentais para reduzir o endividamento e minimizar os impactos do estresse causado pelo dinheiro.

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Uma pesquisa da fintech Onze, realizada em parceria com a Icatu Seguros e cedida com exclusividade ao g1, mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal fonte de preocupação.

No levantamento, o percentual supera temas como saúde (22%), família (15%), violência (10%), política (6%) e trabalho (5%).

A pesquisa foi realizada entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas, entre trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEI), desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos.

Entre os entrevistados, 56% afirmam não possuir reserva de emergência — questão que se destaca no levantamento pelo quarto ano consecutivo. Outros 15% não possuem reserva e ainda têm dívidas.

Além disso, 53% dizem que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado.

O principal receio dos entrevistados é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, como problemas de saúde, acidentes ou ajuda a familiares e amigos, citado por 58% dos entrevistados.

Na sequência aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e quitar dívidas ou limpar o nome (22%).

Questionados sobre quais tipos de dívidas possuem, cerca de 60% citaram o cartão de crédito (parcelado ou fatura em aberto). Em seguida aparecem o empréstimo pessoal (30%) e o crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador (26%).

O principal motivo para recorrer ao crédito é cobrir os gastos do mês, como alimentação e contas básicas, apontado por 45% dos entrevistados.

Outros 23% disseram recorrer ao crédito por causa de emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, enquanto 13% afirmaram que usam empréstimos para renegociar dívidas ou limpar o nome.

O peso da responsabilidade financeira familiar também ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial da própria renda.

A pesquisa também revela desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis.

O levantamento revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas.

Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, o cartão de crédito continua sendo o principal vilão porque transmite a sensação de que a renda é maior do que realmente é.

"A partir do momento que você comprou a mais, no mês seguinte não vai conseguir pagar a fatura. Começa a pagar o mínimo e entra numa bola de neve de juros", afirma o especialista.

Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, afirma que o ambiente de consumo também alimenta o endividamento.

"As pessoas são estimuladas o tempo todo ao consumo pelas redes sociais. Segurar esse consumo para evitar a bola de neve dos juros é um desafio comportamental. O mundo hoje estimula muito o consumo digital. Quando sobra um espaço na renda, a pessoa acaba consumindo — por necessidade ou pelo ambiente em que vive", completa.

A instabilidade financeira também afeta diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, 72% afirmam que a situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida.

Em casos mais graves, 9% dizem que as preocupações com dinheiro chegam a afetar a saúde física. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (53%) e depressão (18%).

Segundo Antonio Rocha, ansiedade e insônia costumam ser os primeiros sinais de quem enfrenta dificuldades financeiras. Em casos mais graves, o estresse também pode desencadear depressão, problemas de saúde mais sérios e até compulsão alimentar.

Para o especialista, a preocupação constante em conseguir fechar as contas do mês, a falta de uma reserva de emergência e a insegurança em relação ao futuro criam um estado permanente de tensão.

"Isso deixa as pessoas numa agonia constante de sentir que a vida não está andando. Não consegue juntar dinheiro, não fecha a conta e tem que entrar no crédito. Aí vira inadimplência, banco ligando, mensagem, golpe, fraude, bet. É um tema que gera uma sobrecarga nas pessoas", afirma.

Esse cenário é conhecido como estresse financeiro e afeta a saúde física e mental, além da produtividade no trabalho e das relações pessoais.

Cerca de 69% dos entrevistados afirmaram que seriam mais felizes e produtivos caso alcançassem estabilidade financeira por meio de planejamento e melhor organização das dívidas.

Para Henrique Diniz, esse estresse também afeta diretamente o ambiente de trabalho e reduz a produtividade. "O trabalhador fica com medo de perder o emprego e isso só piora, gerando uma bola de neve perigosa", explica.

O especialista defende que as empresas também discutam saúde financeira com seus funcionários. "Os RHs não têm que ter tabu de discutir saúde financeira. Levar informação e produtos de proteção financeira facilita o planejamento das pessoas e ajuda a reduzir essas preocupações", completa.

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Asado ou barbecue? Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 05:46

Agro Asado ou barbecue? Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne O Texas é o maior produtor de carne bovina dos Estados Unidos, enquanto a Argentina transformou seu churrasco em símbolo nacional. Especialistas e consumidores defendem qual delas é a melhor. Por Jim Vertuno, Debora Rey, Thomas Peipert

A Copa do Mundo nos EUA reacendeu a disputa entre argentinos e texanos sobre quem produz a melhor carne bovina e qual o preparo ideal.

Os Estados Unidos ocupam o 2º lugar no ranking mundial de produção de carne bovina, enquanto a Argentina está na 6ª colocação.

A carne argentina é predominantemente produzida a pasto, sendo mais magra. Já a texana é alimentada com grãos, o que garante maior marmoreio e suculência.

Além da espessura dos cortes, a disputa envolve temperos e preparos. Churrascarias argentinas no Texas servem carne preparada apenas com sal e carvão.

Lucas Martinez, torcedor da Argentina, tempera a carne com sal enquanto prepara um churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas. — Foto: Foto AP/Julio Cortez

Milhares de torcedores argentinos desembarcaram no Texas para a Copa do Mundo, e uma velha disputa voltou à tona. Não é sobre quem tem a melhor seleção nem se Lionel Messi é o melhor jogador do campeonato. A discussão é outra: quem produz a melhor carne e qual é a forma certa de prepará-la.

É isso mesmo: existe uma disputa em torno da carne bovina entre duas das maiores regiões produtoras de gado do mundo, onde o bife faz parte da cultura e da alimentação.

O Texas lidera a produção de carne bovina nos Estados Unidos. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas do Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A Argentina aparece em sexto lugar.

Torcedores da Argentina fazem churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas — Foto: Foto AP/Julio Cortez

"A carne argentina é simplesmente imbatível. A textura, o tipo de corte… não há como competir", afirma Carlos Eduardo Barahona, chef argentino de 64 anos que vive no Texas desde 1998.

Dos cortes mais baratos aos mais nobres, a Argentina é superior, garante Barahona, que já trabalhou em restaurantes na Argentina, no Uruguai e no Texas.

"Você pode fazer um asado argentino com o corte mais barato do país e ainda assim vai apreciar a carne. Aqui, você pode usar o melhor corte, como filé-mignon, e, dependendo da origem, ele pode ficar duro, incomível ou macio. A nossa carne, porém, tem um perfil de sabor completamente diferente", disse.

A maior parte da carne bovina argentina vem de gado criado a pasto, em campos abertos. Isso faz com que os animais levem mais tempo para atingir o ponto ideal de abate. O resultado é uma carne mais magra, com sabor intenso e terroso.

No Texas e nos EUA, a maior parte do gado é alimentada com grãos. Isso faz com que a carne tenha mais marmoreio — as camadas de gordura entremeadas nas fibras musculares, que ajudam a manter a suculência e a maciez durante o preparo — e um sabor mais adocicado.

"Não existe carne melhor do que a americana, especialmente a do Texas", afirmou o comissário de Agricultura do Texas, Sid Miller.

Segundo ele, o órgão abriu, há mais de uma década, um escritório de representação para conectar pecuaristas do Texas a criadores de gado da América do Sul, especialmente da Argentina.

"Não quero desmerecer nossos amigos da Argentina, mas nós ajudamos a melhorar a produção deles", disse.

O argentino Gonzalo Herrera aproveitou uma ida ao Walmart de Arlington, no Texas, para ver as carnes disponíveis depois de assistir aos dois gols de Lionel Messi na vitória sobre a Áustria. Para ele, a discussão sobre qual carne é melhor não faz muito sentido.

"Para ser sincero, não vejo uma diferença tão grande", disse Herrera enquanto colocava quatro bifes T-bone no carrinho de compras.

"O segredo é saber exatamente quais cortes comprar e encontrar o equivalente ao que comemos na Argentina", afirmou, balançando a cabeça ao ver o preço de US$ 45.

A discussão também passa pelas receitas e pelas preferências em relação ao estilo e à espessura dos cortes. No fim das contas, é literalmente uma questão de gosto quando o assunto é tempero, selagem da carne, defumação, manteiga, pimenta, molhos e outros ingredientes.

Na churrascaria argentina Corrientes 348, em Dallas, os bifes são preparados apenas com sal e carvão de madeira de mesquite, segundo o gerente assistente Emmanuel Tobon.

"Há uma grande diferença. Os texanos usam muita pimenta, manteiga e um pouco de molho barbecue", disse Tobon. "Os argentinos preferem realçar todo o sabor da carne usando apenas sal."

A Argentina ainda tem pelo menos mais uma partida em Dallas, no sábado. Os torcedores da Albiceleste têm lotado o restaurante em busca de um gostinho de casa durante a Copa do Mundo.

"Eles têm aproveitado a cultura texana", afirmou Tobon. "(Mas) tem sido um grande prazer receber todos eles e fazê-los se sentir em casa."

Segundo ele, os argentinos têm muito orgulho da cultura do churrasco, das receitas passadas de geração em geração e do trabalho "sagrado" do churrasqueiro nos grandes almoços em família.

Para Fernando Garcia Morillo, argentino de Buenos Aires que hoje vive perto de Miami, a carne dos dois países é excelente. Ainda assim, ele sente falta das tradições do seu país sempre que pede um bife nos EUA.

"Eu peço só sal, sem pimenta, bem simples", disse Morillo. "Às vezes eles usam muito molho."

"Talvez exista a rivalidade de sempre com o Brasil, nosso vizinho", disse. "Eu adoro a carne dos EUA."

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Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 04:46

GLOBO RURAL Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai China é a principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações. Por Globo Rural

O Brasil deve atingir em agosto o limite de exportação de carne bovina para a China. Com isso, frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois.

Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa.

No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%.

Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações.

O Brasil deve atingir, em agosto, o limite anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Por causa disso, pecuaristas afirmam que os frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois para abate.

Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa.

No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%.

Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações.

Segundo o pecuarista Luciano Resende, de Rondonópolis (MT), a procura dos frigoríficos por gado diminuiu na última semana.

Como consequência, o preço médio da arroba do boi gordo nas vendas a prazo caiu de R$ 344 para R$ 332, nos últimos 10 dias.

Segundo o diretor executivo da Acrimat, Daniel Latorrocara, poucos países conseguem produzir excedentes de carne bovina como o Brasil.

"Caso a China não compre da gente e acelere a compra de Uruguai e Nova Zelândia, esses dois países vão deixar de atender outro do mundo e aí é uma oportunidade de onde os nossos animais podem ser enviados até o fim do ano", afirma.

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