RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após cessar-fogo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz, OPEP+ aumenta produção de petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

A OPEP+ concordou neste domingo (5) com um aumento de 188 mil barris por dia na produção de petróleo a partir de agosto de 2026.

A decisão de elevar a oferta ocorre em um momento de queda nos preços da commodity, impulsionada pela reabertura gradual do Estreito de Ormuz.

Anteriormente, conflitos envolvendo EUA, Israel e Irã fecharam o canal e reduziram a produção do grupo de 42,77 milhões para 33,13 milhões de barris.

Os preços do petróleo recuaram com a redução das importações da China e o memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar a guerra.

Sete países do grupo revertem cortes de 2023, processo afetado pela saída dos Emirados Árabes Unidos e pedidos do Iraque por cotas maiores.

A OPEP+, aliança formada pelos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e produtores aliados, como a Rússia, concordou com um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto, informou o grupo em comunicado divulgado neste domingo (5).

A decisão amplia a oferta global em um momento em que os preços do petróleo recuam, impulsionados pela reabertura gradual do Estreito de Ormuz para as exportações.

O grupo concordou, durante uma reunião online, em elevar as cotas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, além dos aumentos de mesmo volume aprovados para junho e julho.

Os sete principais membros da OPEP+, grupo que reúne a OPEP e produtores aliados, como a Rússia, elevaram suas cotas de produção entre abril e julho em quase 800 mil barris por dia.

No entanto, esse aumento permaneceu, em grande parte, apenas no papel devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros de alguns dos principais integrantes da OPEP+, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Iraque.

A produção da OPEP+ caiu para 33,13 milhões de barris por dia em maio, segundo dados da OPEP, ante 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro.

A recuperação começou em junho, impulsionada pelos esforços dos EUA para ajudar os Emirados Árabes Unidos e outros integrantes da OPEP+ a ampliar as exportações de petróleo. Ainda assim, a produção segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra.

Apesar das persistentes interrupções no fornecimento, os preços do petróleo voltaram aos níveis pré-guerra, pressionados pela queda das importações chinesas, pelo aumento das exportações de produtores de fora do Oriente Médio e por uma liberação recorde de estoques estratégicos globais coordenada pela Agência Internacional de Energia.

"O grupo dos sete continuou a reverter seus cortes de produção, como amplamente esperado", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. "O foco no curto prazo permanecerá em quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e na rapidez com que a demanda e as importações chinesas de petróleo bruto se recuperarão."

Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar a guerra também ajudou a convencer os investidores de que a oferta acabará retornando aos níveis normais.

🔍Na sexta-feira (3), o petróleo Brent era negociado próximo de US$ 72 por barril, abaixo dos picos recentes de mais de US$ 120 e de volta aos níveis observados pouco antes do ataque de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro.

Além de definir as metas de produção, a OPEP+ também enfrenta outros desafios após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo e a sinalização do Iraque de que pretende obter cotas maiores.

A OPEP+ reúne 21 membros, entre eles o Irã. Nos últimos anos, porém, apenas sete países — além dos Emirados Árabes Unidos, antes de sua saída — participaram da gestão mensal da produção.

Esses sete produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — vêm aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado em 2023, quando o grupo ainda contava com os Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a aliança no fim de abril por desejarem alinhar sua capacidade de produção de forma mais próxima à produção efetiva, sem as restrições impostas pelo grupo.

A partir de agosto, considerando a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, os sete principais membros ainda terão cerca de 379 mil barris por dia do corte original para devolver ao mercado, segundo cálculos da Reuters.

Com o aumento de agosto já definido, o grupo terá revertido completamente o corte de 2023 caso aprove mais um aumento de volume semelhante para setembro, na próxima reunião, marcada para 2 de agosto.

Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia — Foto: JN

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Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem Em épocas de pasto seco, a silagem complementa a alimentação e dá energia para os animais. Por Nosso Campo, TV TEM

A chegada do inverno e a estiagem secam o pasto, tornando a silagem essencial para favorecer o ganho de peso e a produção de leite dos animais.

Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia armazena silagem de milho sob lonas de até 100 toneladas para evitar a venda de animais no inverno.

O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira destaca a importância da silagem para fornecer fibras aos bois, garantindo uma boa produção de energia durante a estação seca.

Em Ocauçu (SP), o gado recebe mistura de milho, sorgo e casca de amendoim com água, técnica chamada DDG. A pastagem sozinha é insuficiente para os animais.

A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite.

Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas.

40% dos seus hectares são utilizados para plantio do cereal que, de acordo com Garcia, é o grão mais eficiente para o gado. A selagem pode ser armazenada por longos períodos de tempo, o que traz segurança para o pecuarista e evita a venda de animais em períodos de inverno e pasto seco.

Durante a estação, com dias mais curtos é comum que o gado perca peso. O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira fala da importância da silagem para bois, espécie ruminante que necessita de fibras para uma boa produção de energia.

Em Ocauçu (SP) o gado recebe uma mistura de massa de milho, sorgo e casca de amendoim e na ida ao cocho é diluída em água. A técnica recebe o nome de DDG, sigla em inglês para “grãos secos e destilaria”.

A pecuarista Dárcia Fiabane, relata a importância de garantir energia para manter a saúde dos animais, pois a pastagem sozinha é insuficiente nos momentos de maior consumo de energia.

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Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Sistema de logística reversa garante a destinação ambientalmente adequada das embalagens de agrotóxicos e evita impactos ao meio ambiente e à saúde. Por Nosso Campo, TV TEM

A logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas fortalece a sustentabilidade no campo e evita a contaminação do solo e da água.

Em Novo Horizonte (SP), uma usina prepara 2.500 recipientes mensalmente. Elas passam por tríplice lavagem e seguem para Catanduva (SP).

O Sistema Campo Limpo destina as embalagens, reciclando cerca de 93% do material em novos produtos plásticos e de papelão.

Quem descumpre as regras pode receber multas de R$ 384 a R$ 96 mil. O tema foi exibido em reportagem no domingo (5).

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo — Foto: Reprodução/TV TEM

A sustentabilidade na produção agrícola vai muito além do manejo das lavouras. Depois da aplicação dos defensivos agrícolas, uma etapa igualmente importante começa: o descarte correto das embalagens vazias.

Prevista em lei desde 2002, a logística reversa desses recipientes é fundamental para evitar a contaminação do solo e da água, além de proteger a saúde de trabalhadores e animais e contribuir para uma cadeia produtiva cada vez mais responsável.

Esse cuidado começa antes mesmo da aplicação dos produtos. Em uma usina de Novo Horizonte (SP), a preparação dos defensivos é feita por um sistema automatizado conhecido como "Smart Calda", que calcula com precisão a quantidade necessária para cada área da propriedade.

O processo reduz desperdícios, aumenta a segurança da operação e garante que cada talhão receba exatamente a dose recomendada. Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Jacob Pires, todo o planejamento é realizado antes da pulverização.

"É gerada uma ordem de serviço onde se informa a quantidade do produto, a dose por hectare, a fazenda, o talhão que vai ser aplicado e o volume desse defensivo", explica o engenheiro.

Depois da aplicação, o trabalho continua. As embalagens passam pela tríplice lavagem, procedimento obrigatório que remove praticamente todos os resíduos do produto. Em seguida, elas são perfuradas para impedir qualquer reutilização e ficam armazenadas até serem encaminhadas para uma central de recebimento.

Somente nessa usina, cerca de 2.500 embalagens são preparadas todos os meses para a destinação correta. Semanalmente, caminhões identificados fazem o transporte até a central de Catanduva (SP), onde todo o processo é registrado e conferido para garantir a rastreabilidade das embalagens.

O especialista ambiental Rodrigo Pinheiro Facca explica que existe um controle rigoroso desde a compra do defensivo até o descarte final das embalagens.

"A gente faz o romaneio, informa todas as quantidades enviadas, realiza uma dupla conferência e consegue controlar tudo o que foi comprado, utilizado e destinado corretamente", conta Rodrigo.

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo — Foto: Reprodução/TV TEM

A destinação correta das embalagens integra o Sistema Campo Limpo, programa nacional de logística reversa que estabelece responsabilidades para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Segundo o gestor da central do InpEV, Rafael Vitalino, o produtor deve realizar a devolução das embalagens; e as revendas informam o local de entrega no momento da venda. O poder público fiscaliza todo o processo, e os fabricantes financiam a operação.

Após chegarem às centrais do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), os recipientes passam por uma nova triagem. O material reciclável segue para empresas parceiras, enquanto aquilo que não pode ser reaproveitado é encaminhado para incineração ambientalmente adequada.

Segundo o gestor, a reciclagem já alcança a maior parte das embalagens recebidas. "Hoje, cerca de 93% do nosso portfólio são papelão e plástico; eles viram novamente embalagens de papelão. Também temos barricas de papelão que são utilizadas, depois, para armazenar materiais impróprios destinados à incineração. E, na parte de plástico, nós temos um portfólio grande de material, desde conduítes e galões até tubos de PVC", explica.

Na prática, o sistema já faz parte da rotina de muitos produtores rurais. Ao fim de cada safra, o pecuarista Thomas Arias Rocco organiza as embalagens utilizadas e realiza a devolução na central de recebimento, mesmo arcando com os custos do transporte.

Para ele, o investimento vale a pena porque fortalece a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. "Hoje a parte ambiental é um dos principais pilares do agronegócio. Quanto mais processos ambientalmente corretos adotamos, mais segurança temos para que todo o setor continue evoluindo de forma sustentável", explica.

Quem não realiza o descarte adequado das embalagens pode receber multas que variam de R$ 384 a R$ 96 mil, além de outras sanções previstas em lei. Os produtores podem realizar a devolução nas centrais de Paraguaçu Paulista, São Manuel, Taquarituba e Piedade (SP). O agendamento pode ser feito pelo Sistema Campo Limpo.

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El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 05:46

Agro El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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Brasil x Noruega: qual é a seleção mais valiosa da partida deste domingo? Veja o top 10

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 05:46

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A Noruega será a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil até agora na Copa do Mundo de 2026. A partida ocorre neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília).

Liderados por Erling Haaland, os jogadores da equipe nórdica são avaliados em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). O valor coloca os "vikings" à frente do Marrocos e dos já eliminados Japão e Escócia.

Isso, porém, não basta para competir com o Brasil. Puxado por Vini Jr., o elenco comandado por Carlo Ancelotti é avaliado em 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões).

A seleção brasileira ocupa a sexta posição entre as mais valiosas do mundo, atrás de potências como França e Espanha. A Noruega aparece na nona posição, logo atrás da Holanda.

🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores.

O confronto deste domingo coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland.

No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida.

Vini Jr. aparece logo atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira.

Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland.

Haaland, que atua pela equipe do Manchester City, concentra 34% do valor de mercado da seleção norueguesa. Depois dele, o jogador mais caro é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões).

A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt.

O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% do valor total da equipe.

Isso reflete um elenco mais equilibrado. Além de Vini, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros.

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Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Espírito Santo NORTE E NOROESTE Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES Com aumento da circulação de mercadorias no campo, produtores reforçam a segurança e evitam armazenar café e pimenta-do-reino. Por Ana Elisa Bassi, Cris Martinelli, g1 ES e TV Gazeta

O medo de furtos e roubos alterou a rotina de produtores rurais no Norte do Espírito Santo. Eles adotaram medidas de proteção durante a colheita de café e pimenta.

A Sesp registrou 16 ocorrências em 2026 na região, sendo 14 em áreas rurais. Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após sofrer furto.

O Consel orienta os produtores a identificarem trabalhadores e buscarem referências. Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro e transporte de cargas à noite.

Para reforçar a segurança nas áreas rurais, a Polícia Militar realiza a Operação Colheita 2026 até 15 de novembro. O Espírito Santo lidera a produção nacional de café conilon.

A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino.

Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais.

Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados.

"Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou.

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Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

"Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou.

Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado.

Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades.

Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita.

"É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos.

Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026.

A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança.

"Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse.

Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas.

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba.

São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto.

Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas.

O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro.

Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Há 4 horas São Paulo Oitavas da Copa do MundoÉ HOJE! Veja horário e onde assistir a Brasil x Noruega

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Há 2 horas Eleições 2026 Copa do MundoFrança vence o Paraguai com gol de Mbappé e vai às quartas

Há 8 horas Copa do Mundo Marrocos bate o anfitrião Canadá e agora pega os francesesHá 8 horasConfrontos das quartasVeja como fica o chaveamento do mundial e as datas dos jogos

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Espírito Santo NORTE E NOROESTE Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES Com aumento da circulação de mercadorias no campo, produtores reforçam a segurança e evitam armazenar café e pimenta-do-reino. Por Ana Elisa Bassi, Cris Martinelli, g1 ES e TV Gazeta

O medo de furtos e roubos alterou a rotina de produtores rurais no Norte do Espírito Santo. Eles adotaram medidas de proteção durante a colheita de café e pimenta.

A Sesp registrou 16 ocorrências em 2026 na região, sendo 14 em áreas rurais. Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após sofrer furto.

O Consel orienta os produtores a identificarem trabalhadores e buscarem referências. Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro e transporte de cargas à noite.

Para reforçar a segurança nas áreas rurais, a Polícia Militar realiza a Operação Colheita 2026 até 15 de novembro. O Espírito Santo lidera a produção nacional de café conilon.

A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino.

Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais.

Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados.

"Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou.

PESQUISA: DNA da água em rio do ES ajuda cientistas a encontrar peixe ameaçado de extinçãoGABIROBA GIGANTE: Conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinalGATO POR LEBRE: Produtor compra sementes pela internet, cai em golpe e recebe capim

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

"Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou.

Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado.

Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades.

Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita.

"É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos.

Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026.

A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança.

"Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse.

Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas.

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba.

São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto.

Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas.

O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro.

Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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Há 3 horas Mundo Ponte do Brooklyn, em Nova York, tem incêndio durante queima de fogosHá 3 horasCalor extremo cancela parte das celebrações; FOTOSHá 3 horasEx-líder supremoMilhares de iranianos participam do primeiro dia de funeral de Ali Khamenei

Há 11 horas Mundo Relembre quem foi o aiatolá que governou o Irã com mão de ferroHá 11 horasEleições 2026Vaquinhas eleitorais: 10 políticos somam R$ 3 milhões arrecadados

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking.

Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros.

Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge.

Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa.

Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos.

Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal.

“Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores.

Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias.

Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção — Foto: Reprodução

Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking.

A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época.

De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata.

👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual.

Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking.

Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade.

"O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores.

A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários.

Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade.

Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland.

Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa.

⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha.

Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio.

"A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores.

Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir.

Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. — Foto: REUTERS/John Sibley

Há 4 horas São Paulo Oitavas da Copa do MundoÉ HOJE! Veja horário e onde assistir a Brasil x Noruega

Há 2 horas Mundo Usado por Haaland, chifre nunca foi acessório dos vikings norueguesesHá 2 horasConheça a cidade da Noruega conhecida por ‘proibir a morte’Há 2 horasVeja quando serão os próximos jogos caso Brasil passe de faseHá 2 horasBrasil x NoruegaVini Jr. ou Haaland: quem é o jogador mais valioso do jogo do duelo?

Há 22 horas Economia Noruega ficou rica com petróleo e hoje lidera transição energéticaHá 22 horasO que acontece se o trabalhador abandonar posto para ver a CopaHá 22 horasCopa impulsiona contratações temporárias pelo paísHá 22 horasDiscurso de 250 anosTrump diz que EUA são ‘esperança e luz’ no mundo e critica comunismo

Há 3 horas Mundo Ponte do Brooklyn, em Nova York, tem incêndio durante queima de fogosHá 3 horasCalor extremo cancela parte das celebrações; FOTOSHá 3 horasEx-líder supremoMilhares de iranianos participam do primeiro dia de funeral de Ali Khamenei

Há 12 horas Mundo Relembre quem foi o aiatolá que governou o Irã com mão de ferroHá 12 horasEleições 2026Vaquinhas eleitorais: 10 políticos somam R$ 3 milhões arrecadados

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking.

Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros.

Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge.

Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa.

Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos.

Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal.

“Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores.

Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias.

Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção — Foto: Reprodução

Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking.

A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época.

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Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade.

"O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores.

A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários.

Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade.

Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland.

Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa.

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"A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores.

Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir.

Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. — Foto: REUTERS/John Sibley

Há 4 horas São Paulo Oitavas da Copa do MundoÉ HOJE! Veja horário e onde assistir a Brasil x Noruega

Há 2 horas Mundo Usado por Haaland, chifre nunca foi acessório dos vikings norueguesesHá 2 horasConheça a cidade da Noruega conhecida por ‘proibir a morte’Há 2 horasVeja quando serão os próximos jogos caso Brasil passe de faseHá 2 horasBrasil x NoruegaVini Jr. ou Haaland: quem é o jogador mais valioso do jogo do duelo?

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Há 3 horas Mundo Ponte do Brooklyn, em Nova York, tem incêndio durante queima de fogosHá 3 horasCalor extremo cancela parte das celebrações; FOTOSHá 3 horasEx-líder supremoMilhares de iranianos participam do primeiro dia de funeral de Ali Khamenei

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês Após enfrentar crises e se reinventar na pandemia, empreendedora apostou em lives e nas redes sociais para transformar o negócio em referência de moda circular. Por PEGN

Formada em Educação Física, Alessandra Genovesi transformou um brechó em um negócio de sucesso após apostar em vendas pelas redes sociais e em lives durante a pandemia.

O negócio começou com a venda de roupas e biquínis para complementar a renda, mas ganhou força com os “desapegos” de influenciadoras digitais.

Ao lado do filho e sócio, Pedro, a empresária expandiu a presença digital da marca, que saiu de 10 mil para mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.

Hoje, o brechó fatura cerca de R$ 250 mil por mês, tem sete funcionários e aposta na exclusividade das peças para fidelizar clientes.

O que começou como uma renda extra virou um negócio que hoje reúne mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e movimenta cerca de R$ 250 mil por mês.

A história da empreendedora Alessandra Genovesi, dona de um brechó em São Paulo, foi escolhida pelo público como a vencedora da primeira edição do quadro “Quem Empreende Conta”, exibido pelo Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Formada em Educação Física, Alessandra sempre teve facilidade para vendas. Enquanto dava aulas, começou a complementar a renda vendendo biquínis e roupas fitness para os próprios alunos. “Eu sempre gostei de vender”, conta.

Com o tempo, o negócio cresceu e ganhou um novo rumo durante um período de crise econômica. Foi então que surgiu a ideia de vender roupas usadas de influenciadoras digitais em “lives de desapego”, numa época em que o mercado de brechós ainda enfrentava preconceito.

Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

O resultado surpreendeu. “Acabou tudo no mesmo dia”, relembra Alessandra. Mas foi durante a pandemia que o brechó passou pela maior transformação.

Com a loja fechada e as contas acumulando, Alessandra decidiu apostar de vez nas transmissões ao vivo e no fortalecimento das redes sociais. Ao lado do filho Pedro, que se tornou sócio do negócio, ela passou a apresentar diariamente as peças disponíveis na loja.

A estratégia digital mudou o patamar da empresa. O perfil, que tinha cerca de 10 mil seguidores, ultrapassou a marca de 1 milhão. Segundo Pedro, o faturamento que antes levava um mês inteiro para ser alcançado hoje pode acontecer em apenas um dia de vendas.

Atualmente, o brechó conta com sete funcionários contratados e aposta na exclusividade das peças como diferencial. “A gente não tem estoque. Tem aquela peça e acabou”, explica Alessandra.

Agora, a empresária quer expandir o negócio. “Eu quero ter uma em cada cidade”, afirma. Para ela, a principal mensagem da trajetória é mostrar que empreender exige persistência. “Empreender não é fácil, mas é muito possível.”

Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

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