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Em audiência nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que momento é o ‘pior possível’ para tarifaço e defende adiamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,1510,3%Dólar TurismoR$ 5,3530,28%Euro ComercialR$ 5,8860,16%Euro TurismoR$ 6,1320,16%B3Ibovespa171.681 pts-0,44%Oferecido por

O senador Flávio Bolsonaro discursou nesta terça-feira (7) em audiência nos EUA contra o novo tarifaço sobre produtos brasileiros, defendendo o adiamento da medida.

Os EUA decidem até 15 de julho se aplicarão tarifas adicionais ao Brasil, sob a justificativa de que o país adota práticas comerciais irrazoáveis.

O governo brasileiro contestou as acusações e defendeu que o PIX e as decisões do STF são políticas internas que não justificam sanções comerciais.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro também criticou o presidente Lula, rebateu acusações de corrupção e defendeu a criação do PIX no governo de seu pai.

A participação de Flávio ocorreu por inscrição aberta no órgão americano, enquanto o governo federal do Brasil enviou apenas observadores para acompanhar a audiência.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) sobre o novo tarifaço.

Na ocasião, ele falou em inglês e estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos.

"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão", disse.

O senador também mencionou que esse é o "pior momento possível" para a aplicação da medida e defendeu o adiamento.

"Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha a suas tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta medida, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu.

🔎Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro já tinha apresentado neste mês uma resposta formal a conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.

Na época, governo americano acusou o Brasil de práticas "irrazoáveis" que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA.

O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras.

Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação.

Durante a audiência pública nesta manhã, Flávio Bolsonaro também falou sobre a corrupção, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o PIX — sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC).

"A corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelo povo brasileiro. Não há discordância quanto a isso. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil — o esquema do Mensalão, o caso revelado pela Operação Lava Jato, a fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual o próprio filho do presidente Lula está entre os investigados", frisou.

O senador mencionou ainda os benefícios do PIX — que sempre atribui a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — a empresas americanas.

"O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil foi criado durante a administração [Jair] Bolsonaro. O PIX não é o problema; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao integrar milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — à economia formal. Além disso, continua beneficiando diretamente empresas americanas" prosseguiu.

Flávio chegou ao segundo dia de audiência sobre o tarifaço nos EUA por volta das 11h — horário marcado para início das falas —, mas só começou a falar por volta das 11h45, pois havia uma ordem de falas listada.

A participação nas audiências públicas promovidas USTR é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento.

O senador enviou à autoridade americana um pedido de comparecimento e um resumo do depoimento que pretende fazer.

Nos documentos, Flávio pede cinco minutos para falar, tempo padrão para participação no evento, e informa que vai se pronunciar em inglês e presencialmente.

O político se apresenta como integrante do Senado Federal do Brasil e pré-candidato à Presidência da República. Relata ter se reunido pessoalmente com Trump para tratar dos temas da investigação.

Já o governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo, mas enviou observadores. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio — Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC

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Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 12:47

Carros Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea Entidade revisou para cima a projeção de vendas, mas afirma que o avanço das importações e a queda das exportações limitam o crescimento da produção nacional. Por Redação g1 — São Paulo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano.

Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%.

Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%.

Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações.

A projeção para a produção de veículos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019.

"O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuído para uma leve alta no nível de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Segundo ele, o aumento das compras de veículos do exterior é favorecido por alíquotas de importação abaixo da média internacional e pela isenção do imposto para veículos eletrificados montados em sistema SKD (semidesmontados).

Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veículos, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Esse é o melhor resultado para o período desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior.

De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.

Em junho, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veículos leves.

Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caíram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos.

Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veículos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2%.

Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veículos produzidos na China e no México.

Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.

O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos.

Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades.

A China respondeu por metade dos veículos importados no período. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.

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Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja os valores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,1440,23%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8820,17%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.644 pts-0,47%Oferecido por

A Fifa estima faturar recorde de US$ 8,9 bilhões com a Copa do Mundo de 2026. O torneio foi expandido para 48 seleções e 104 partidas.

A entidade prevê arrecadar US$ 13 bilhões no ciclo de 2023 a 2026. Desse total, US$ 12,9 bilhões serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol global.

Os direitos de transmissão devem gerar US$ 3,925 bilhões em receitas. Já a venda de ingressos e hospitalidade projeta arrecadar outros US$ 3,017 bilhões.

Gastos de visitantes com cartões subiram 16,7% nas cidades-sede. O consumo nos estádios chegou a registrar média de US$ 100 por torcedor durante os jogos.

A premiação total distribuída para as seleções dobrou, atingindo US$ 871 milhões. Cada equipe participante tem garantido o valor mínimo de US$ 12,5 milhões.

A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da FIFA. Impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento para 104 partidas, a entidade estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que na edição de 2022, realizada no Catar.

O Mundial é o principal motor do ciclo financeiro da Fifa entre 2023 e 2026. Para o período, a entidade revisou sua previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento inicial aprovado em 2023. Até o fim de 2024, 62% desse valor já estava garantido por contratos assinados.

O crescimento é atribuído à expansão da Copa do Mundo de 2026, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2023 e à criação da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

Ao longo do ciclo, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões, dos quais mais de 90% serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol.

Do total estimado para 2026, US$ 3,925 bilhões devem vir da venda de direitos de transmissão, o equivalente a 44% da receita.

Outros US$ 3,017 bilhões são esperados com hospitalidade e venda de ingressos — um recorde impulsionado pelo maior número de partidas e pelo uso de estádios de grande capacidade —, enquanto os direitos de marketing devem gerar US$ 1,786 bilhão.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

Para organizar o torneio, a Fifa prevê um orçamento de US$ 3,756 bilhões. O excedente financeiro também deve reforçar programas de desenvolvimento da modalidade.

Além das receitas da própria Fifa, o Mundial tem movimentado diversos setores da economia. Empresas responsáveis pela operação de alimentos e bebidas nos estádios registram forte crescimento nas vendas.

Em alguns locais, o gasto médio dos torcedores chegou a US$ 100 por pessoa durante as partidas, quase o dobro do observado em jogos da NFL, segundo a Bloomberg.

As cidades-sede também começam a registrar impactos positivos. Dados do Bank of America, referentes ao período de 10 a 21 de junho, apontam alta de 6,3% nos gastos realizados com cartões de crédito e débito nas cidades que recebem partidas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre visitantes de outras cidades, o avanço foi de 16,7%.

Outra novidade da competição foi a adoção de uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação em todas as partidas.

A medida foi criada para reduzir os efeitos das altas temperaturas e da umidade enfrentadas por jogadores nos Estados Unidos, México e Canadá, mas também passou a ser aproveitada comercialmente, abrindo espaço para ações publicitárias de patrocinadores da Copa e de outros anunciantes.

O aumento das receitas ocorre em meio a uma edição marcada por controvérsias. Entre os episódios mais comentados estão a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, as críticas aos altos preços dos ingressos e a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida — Foto: IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree

A expansão do Mundial também elevou significativamente a premiação distribuída às seleções. O valor total dobrou e atingiu o recorde de US$ 871 milhões.

Cada uma das 48 equipes participantes recebe, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Com isso, nenhuma equipe deixa a Copa do Mundo sem uma receita milionária, independentemente do desempenho em campo.

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Mesmo com tarifaço, déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio com alta das importações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,22%Dólar TurismoR$ 5,3490,21%Euro ComercialR$ 5,8850,15%Euro TurismoR$ 6,1310,13%B3Ibovespa171.759 pts-0,4%Oferecido por

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de forma significativa em maio, impulsionado pelo avanço das importações e pela queda das exportações, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (7).

🔎 O déficit comercial ocorre quando um país compra mais produtos e serviços do exterior do que vende para outros países. Em maio, os Estados Unidos importaram mais mercadorias e exportaram menos, ampliando a diferença entre compras e vendas externas.

O resultado foi registrado em um período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que alterou fluxos do comércio internacional e aumentou a demanda por alguns produtos.

Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial impulsionou as compras externas de equipamentos e insumos usados na construção de centros de dados no país.

O déficit comercial dos EUA saltou 42,2% em relação a abril, alcançando US$ 77,6 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões).

As importações cresceram 3,3%, para US$ 395,3 bilhões (R$ 2,04 trilhões), enquanto as exportações caíram 3,2%, para US$ 317,7 bilhões (R$ 1,64 trilhão).

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão bens de consumo, petróleo bruto, insumos industriais, automóveis, peças e equipamentos de informática, segundo o Departamento de Comércio.

Do lado das exportações, as vendas externas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Em contrapartida, produtos como medicamentos registraram queda nas exportações.

O aumento do déficit comercial também ocorre em meio à política de tarifas adotada pelo governo de Donald Trump.

As medidas têm como objetivo encarecer produtos importados, incentivar a produção doméstica e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros.

No entanto, os dados de maio mostram que esse efeito ainda não apareceu. Mesmo com o aumento dos custos de importação, empresas americanas continuaram comprando produtos do exterior, especialmente itens considerados essenciais, como equipamentos de tecnologia, petróleo e componentes industriais.

A tarifa global mínima em vigor é de 10% sobre a maioria dos produtos importados, embora alguns setores estejam sujeitos a taxas adicionais, como aço, alumínio, automóveis e autopeças.

Além disso, o governo americano prevê novas tarifas para diversos países, incluindo o Brasil, em meio a investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos.

Especialistas apontam que empresas também podem antecipar compras do exterior para evitar possíveis aumentos de tarifas no futuro. Ao mesmo tempo, medidas de retaliação adotadas por outros países podem afetar as exportações americanas.

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Dólar abre em alta nesta terça-feira, com juros e inflação no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (7) em alta, com um avanço de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1391. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Sem grandes destaques na agenda econômica, investidores seguem atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã.

Os ataques voltam a levantar dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, e podem aumentar as preocupações sobre uma nova interrupção do tráfego no Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo.

▶️A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também fica na mira dos mercados. O encontro, que tem início nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, acontece em um momento em que os membros da aliança discutem entre si e no qual a Ucrânia cobra ajuda para conter o poder de fogo da Rússia.

▶️ Além disso, os desdobramentos do tarifaço também seguem no radar. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay se manifestaram contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos Estados Unidos se as barreiras forem adotadas.

▶️Investidores também seguem na expectativa pela ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado amanhã (8), deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh.

▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo do mundo.

Já nesta terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 1%, cotado a US$ 72,71. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 0,90%, a US$ 69,17 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e conforme investidores aguardam pela ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%.

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Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 09:49

Tecnologia Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil Nota técnica do Ministério da Justiça recomenda investigação de possíveis irregularidades e fiscalização sobre coleta de dados, transparência e proteção de crianças. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil — Foto: Reprodução

Brinquedos com inteligência artificial vendidos no Brasil podem representar riscos para crianças, como manipulação emocional e coleta de dados pessoais, segundo uma nota técnica publicada neste mês pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O estudo, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), afirma que esses produtos podem estar em desacordo com regras previstas no ECA Digital e recomenda que as irregularidades sejam apuradas pelos órgãos responsáveis.

O Sedigi pede que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizem, entre outros pontos, se fabricantes e lojas informam corretamente os riscos desses produtos e como é feito o tratamento dos dados pessoais coletados pelos brinquedos.

Para elaborar o estudo, a Sedigi analisou seis dispositivos vendidos no Brasil por meio de marketplaces como Amazon, Mercado Livre, Shopee, AliExpress, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia. Os aparelhos são:

Loona (pet robótico);EMO (robô de companhia);Miko 3 (robô educativo);Aibi (pet robótico de bolso);Amazon Fire HD Kid Pro (tablet voltado a crianças de 6 a 12 anos);e Vector (robô autônomo).

Segundo a nota técnica, esses dispositivos costumam ter câmeras, microfones e outros sensores capazes de captar informações como biometria facial, voz e até características do ambiente doméstico.

Ao mesmo tempo, usam IA para manter conversas, simular emoções e adaptar suas respostas ao comportamento da criança, coletando dados continuamente durante a interação.

O documento afirma que esse tipo de vínculo pode favorecer a manipulação emocional e incentivar o uso excessivo dos brinquedos.

"Os vínculos estabelecidos com a criança, além de facilitar a manipulação emocional, podem incentivar o uso excessivo do brinquedo e potencialmente expor informações sensíveis a terceiros, sobretudo se houver falhas de segurança", diz a nota.

EMO é um robô infantil com IA que é vendido por R$ 3.084,23 no Brasil. — Foto: Reprodução/Amazon

A nota também cita como exemplo casos internacionais considerados preocupantes. Um deles é o da boneca My Friend Cayla, proibida na Alemanha após autoridades concluírem que ela podia gravar conversas acessadas por terceiros, levando o brinquedo a ser apelidado de "instrumento de espionagem".

Um dos aparelhos analisados pelo MJSP é o brinquedo Loona, um pet robótico que simula um animal de estimação. O brinquedo utiliza processamento de linguagem natural para entender comandos de voz, é integrado ao ChatGPT, conta com sensores para mapear a casa e usa uma câmera para reconhecer os usuários.

Em relação às plataformas de comércio eletrônico, o Ministério da Justiça afirma que elas também têm responsabilidade sobre a venda desses produtos.

Segundo a pasta, os sites devem informar de forma clara que o brinquedo utiliza IA e garantir que as embalagens e páginas de venda tragam avisos sobre o acesso à internet, os riscos à privacidade e a necessidade de supervisão parental.

"Os fatos relatados apontam para indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico, com potencial de afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o que recomenda apuração formal", conclui a nota.

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Crescimento bilionário da fortuna de Trump reacende debate sobre conflito de interesses; compare as regras dos EUA e do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 05:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O crescimento da fortuna do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu segundo mandato reacendeu o debate sobre ética pública e conflitos de interesse envolvendo chefes de Estado. Apenas no ano passado, após retornar à Casa Branca, Trump acrescentou mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) ao patrimônio.

Segundo a declaração financeira divulgada pelo próprio presidente, a expansão da riqueza foi impulsionada por negócios da família, especialmente nas áreas de criptomoedas e licenciamento de marca.

A questão é que parte desse crescimento ocorreu enquanto o governo Trump promovia mudanças regulatórias favoráveis ao mercado de ativos digitais.

Segundo reportagem do jornal "The New York Times", o presidente e sua família ampliaram os negócios no setor ao mesmo tempo em que o governo flexibilizou regras para a indústria, o que configuraria possíveis conflitos de interesse.

Diferentemente de presidentes anteriores, Trump optou por não transferir seus ativos para um blind trust ("fundo cego", em inglês), opção tradicionalmente usada para reduzir a percepção de problemas entre interesses privados e decisões públicas.

🔎 O blind trust é um mecanismo em que uma pessoa transfere a administração de seus bens e investimentos para um gestor independente. Durante esse período, o proprietário não sabe como os ativos são administrados nem participa das decisões sobre eles.

Críticos ouvidos pelo jornal, entre eles representantes do Project on Government Oversight e da Transparência Internacional nos EUA, classificaram a situação como um conflito de interesses sem precedentes.

A Casa Branca rejeita as críticas. Em declaração ao jornal "Financial Times", a porta-voz Anna Kelly afirmou que Trump "implementou políticas que tornaram todos os americanos mais ricos e prósperos". Segundo ela, os negócios privados são administrados pelos filhos do presidente.

Embora o aumento do patrimônio de um chefe de Estado, por si só, não configure uma irregularidade, ele pode levantar questionamentos quando houver indícios de que decisões públicas tenham beneficiado interesses privados.

Para Michel Sancovski, sócio da área de Anticorrupção & Compliance do Tauil & Chequer Advogados associado ao Mayer Brown, "o aspecto central é se esse aumento decorreu do exercício do cargo ou de situações que possam comprometer a imparcialidade das decisões públicas".

Segundo ele, a análise também deve levar em conta se decisões do governo favoreceram ou podem ter favorecido o enriquecimento do próprio governante.

O debate sobre os negócios de Trump também chegou ao Congresso dos EUA. Entidades que acompanham o tema defendem a inclusão de uma emenda na Clarity Act, projeto que regulamenta o mercado de ativos digitais no país.

A proposta proibiria ocupantes de cargos eletivos e seus familiares mais próximos de lucrar com determinados negócios ligados ao setor durante o exercício do mandato. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado.

Projeto de nova cédula de dólar no valor de US$ 250 com o rosto de Donald Trump — Foto: Departamento de Gravura e Impressão via Washington Post

Pela legislação americana, o presidente e o vice-presidente estão isentos da principal lei federal sobre conflitos de interesse no Poder Executivo (18 U.S.C. § 208). Na prática, isso significa que o presidente pode manter empresas, investimentos e outros bens durante o mandato.

Em geral, a norma impede que autoridades tomem decisões oficiais que possam beneficiar seus próprios interesses financeiros. Por isso, é considerada um dos principais instrumentos de prevenção de conflitos de interesse e de combate à corrupção no governo federal.

Em contrapartida, a legislação exige a divulgação anual, em relatórios públicos, de informações detalhadas sobre patrimônio, renda, dívidas e participações societárias.

Além disso, a Constituição americana determina que o presidente não pode receber presentes, pagamentos ou benefícios de governos estrangeiros sem autorização do Congresso. Também proíbe que receba remuneração adicional dos governos federal ou estaduais além do salário do cargo.

🔎 Como a legislação não obriga o presidente a vender empresas nem a transferir seus bens para um fundo independente, muitos ocupantes da Casa Branca adotam essas medidas de forma voluntária para reduzir a percepção de conflitos de interesse.

O Escritório de Ética Governamental (Office of Government Ethics – OGE) fiscaliza o cumprimento das regras de ética no governo federal, mas não tem poder para obrigar o presidente a vender empresas, investimentos ou outros ativos.

No Brasil, não há uma lei voltada exclusivamente ao presidente da República sobre situações desse tipo. No entanto, a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12.813/2013) também se aplica ao chefe do Executivo federal por sua condição de agente público.

A norma determina que o presidente deve evitar situações em que interesses privados possam interferir no exercício da função pública e proteger informações privilegiadas.

🔎 Pela legislação brasileira, conflito de interesses é qualquer situação em que um interesse privado possa influenciar de forma imprópria a atuação do agente público, mesmo que não haja prejuízo aos cofres públicos ou vantagem financeira.

Segundo Sancovski, a lei brasileira adota uma lógica preventiva. "A lei busca impedir que interesses privados interfiram na atuação do agente público antes mesmo da demonstração de um benefício econômico efetivo ou de prejuízo ao poder público", afirma.

Usar ou divulgar informações privilegiadas em benefício próprio ou de terceiros;Exercer atividades privadas incompatíveis com o cargo;Prestar serviços ou fazer negócios com pessoas ou empresas interessadas em decisões do governo;Tomar decisões que beneficiem empresas das quais ele, o cônjuge ou parentes até o terceiro grau participem;Receber presentes de pessoas ou empresas interessadas em decisões sob sua responsabilidade além dos limites previstos em regulamento.

A proibição de utilizar informações privilegiadas permanece válida mesmo após o fim do mandato. Por outro lado, a legislação também não impede que o presidente seja sócio ou acionista de empresas.

"O que a legislação veda é que ele atue na gestão ou na administração desses negócios enquanto estiver no cargo ou utilize a função pública para favorecê-los", explica Sancovski.

Segundo ele, o presidente também não pode participar de decisões governamentais nas quais seus interesses privados possam influenciar sua atuação.

A fiscalização do presidente e das demais autoridades do alto escalão do governo federal é feita pela Comissão de Ética Pública (CEP), vinculada à Presidência da República.

Entre as obrigações estão a entrega anual de informações sobre patrimônio, participações em empresas e atividades econômicas, além da divulgação diária da agenda oficial de compromissos.

A Comissão também pode ser consultada para avaliar se determinada situação configura conflito de interesses.

🛑 Se houver violação da lei, o agente público pode responder por improbidade administrativa. As punições incluem perda do cargo, suspensão dos direitos políticos, multa, ressarcimento ao poder público, quando houver dano, e proibição de contratar com o governo ou de receber benefícios fiscais por três anos.

A legislação deixa claro que um conflito de interesses pode existir mesmo sem prejuízo aos cofres públicos ou ganho financeiro para o agente público.

No Brasil, candidatos à Presidência da República devem declarar seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Depois de eleito, o presidente da República deve encaminhar anualmente à Comissão de Ética Pública informações atualizadas.

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Recuperação extrajudicial dispara no Brasil; entenda por que mais empresas seguem esse caminho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 04:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,132-0,7%Dólar TurismoR$ 5,338-0,72%Euro ComercialR$ 5,872-0,65%Euro TurismoR$ 6,123-0,67%B3Ibovespa172.448 pts-0,93%Oferecido por

O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, com dívidas de R$ 65,1 bilhões, chamou a atenção do mercado em 2026. Mas a gigante do setor de açúcar e etanol está longe de ser um caso isolado.

Após anos de juros elevados, entre os mais altos do mundo, um número crescente de empresas brasileiras tem buscado negociar com credores fora dos tribunais para evitar os custos e os impactos associados à recuperação judicial.

Os pedidos de recuperação extrajudicial saltaram de 16, em 2021, para 84 no ano passado. Os casos envolvem empresas de setores como indústria, mineração, varejo, agronegócio e logística, segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre).

Esse aumento reflete o peso da taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano, sobre muitas empresas brasileiras, especialmente as que contraíram empréstimos elevados durante a pandemia, quando a Selic caiu ao mínimo histórico de 2% ao ano.

Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca — Foto: Reuters

Mas esse movimento também é resultado de uma reforma aprovada em 2020, que fortaleceu o mecanismo no Brasil e promoveu "uma mudança cultural", segundo Juliana Biolchi, diretora do Obre.

Segundo Luiz Fabiano Saragiotto, sócio da Journey Capital, a atualização tornou as reestruturações extrajudiciais mais flexíveis. A mudança permitiu que as empresas excluíssem algumas classes de credores e incentivou o início das negociações de dívida antes que fosse necessário recorrer à recuperação judicial.

Segundo Saragiotto, as reestruturações judiciais são complexas e custosas porque "envolvem todos os credores, afetando a reputação da companhia e o acesso às linhas de crédito, além da manutenção do negócio em si".

"No momento em que um pedido de recuperação judicial é deferido, a empresa ganha esse carimbo maldito", completa.

A recuperação extrajudicial permite que empresas em dificuldades negociem diretamente com grupos específicos de credores. Depois de aprovado por maioria simples, o plano passa a valer para todos os credores das classes afetadas, impedindo que quem rejeitou o acordo consiga barrá-lo.

Segundo Biolchi, a simplicidade do processo em relação à recuperação judicial fez com que ele passasse a ser "cada vez mais associado a crises financeiras menos agudas".

O mecanismo ganhou mais visibilidade em 2024, quando a rede varejista Casas Bahia obteve aprovação judicial para uma recuperação extrajudicial de cerca de R$ 4,1 bilhões.

Segundo a empresa, o plano não afetou fornecedores, parceiros comerciais, clientes nem funcionários.

Depois da Casas Bahia, vieram outros casos de grande repercussão, como o da rede de móveis Tok&Stok, também em 2024. Entre os pedidos mais recentes está o do GPA, que, em março, solicitou aprovação para reorganizar uma dívida de cerca de R$ 4,5 bilhões.

Empresas do agronegócio, setor que enfrenta um elevado endividamento, também passaram a recorrer ao mecanismo, indicando que seu uso tem se espalhado por diferentes áreas da economia.

Impulsionado pelo caso da Raízen, o volume de dívidas das empresas que pediram recuperação extrajudicial em 2026 já supera R$ 109 bilhões. Em 2024, esse total foi de R$ 41,5 bilhões, refletindo o avanço do movimento e seus impactos no mercado.

"Os investidores estão muito mais preocupados com o risco de crédito do que estavam no passado", disse Caio Viggiano, diretor da área de renda fixa do Itaú BBA. Segundo ele, os conflitos globais, os juros elevados e a onda de reestruturações corporativas explicam essa mudança.

Especialistas acreditam que o número de recuperações extrajudiciais deve continuar crescendo nos próximos meses.

A Oncoclínicas, maior empresa de tratamento oncológico da América Latina, está entre as companhias que avaliam recorrer ao mecanismo, segundo reportagens da imprensa e uma fonte com conhecimento das discussões. Procurada, a empresa se recusou a comentar.

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25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 04:47

Agro 25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica Entre eles, está a atrazina, herbicida que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, em 2024, como potencialmente cancerígeno. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Um estudo da SOS Mata Atlântica detectou 25 tipos de agrotóxicos em coletas de água realizadas em 14 pontos diferentes do rio Tietê.

As amostras continham herbicidas, fungicidas e inseticidas. Essas substâncias são amplamente utilizadas em plantações de cana-de-açúcar, soja e citros na bacia.

A pesquisa identificou a presença de atrazina em níveis acima do limite permitido. O herbicida é proibido na União Europeia por riscos à saúde.

A expedição ocorreu entre os dias 9 e 14 de junho de 2025. Foram identificados microplásticos e 16 substâncias entre medicamentos e drogas ilícitas.

Pesquisadoras e pesquisadores coletaram amostras da água em 14 pontos do rio. — Foto: SOS Mata Atlântica

Vinte e cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados ao menos uma vez em amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê durante uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa.

As análises identificaram herbicidas, fungicidas e inseticidas amplamente usados em culturas predominantes na bacia do Tietê, como cana-de-açúcar, soja e citros (laranja e limão).

➡️ Após a aplicação nas lavouras, apenas parte dos agrotóxicos atinge as pragas. O restante pode ser carregado pela chuva ou infiltrar-se no solo, chegando a rios, córregos e outras fontes de água.

O estudo, conduzido pelo Laboratório de Ecotoxicologia do CENA/USP, identificou a presença de atrazina, herbicida usado no Brasil para controlar plantas daninhas, mas proibido na União Europeia desde 2004 por causa dos riscos ao meio ambiente e à saúde humana.

Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atrazina como uma substância com potencial para causar câncer.

Em alguns trechos do Tietê, a concentração de atrazina superou o limite estabelecido pela Resolução Conama nº 357/2005, que define os padrões de qualidade da água em rios brasileiros.

Os herbicidas tebutiurom e clomazona, por sua vez, foram encontrados em todos os pontos de coleta ao longo do rio. As maiores concentrações dessas substâncias foram registradas no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita, região marcada pela intensa atividade agrícola.

Mesmo na região da nascente, em Salesópolis, considerada relativamente preservada, foram identificados herbicidas e inseticidas.

Veja abaixo a lista dos agrotóxicos encontrados e a frequência com que foram detectados nas amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê.

Tebutiurom: 100%Clomazona: 100%Diurom: 92,86%Ciproconazol: 85,71%Hexazinona: 85,71%Atrazina: 85,71%Terbutilazina: 85,71%Acetamiprido: 85,71%Azoxistrobina: 78,57%Ametrina: 78,57%Metalaxil-M: 71,43%Tebuconazol: 71,43%Metribuzim: 71,43%Prometrina: 64,29%Fipronil: 64,29%Imidacloprido: 57,14%Malationa: 50%Bentazona: 42,86%Tiametoxam: 42,86%Bromacil: 28,57%Propamocarbe: 21,43%Trifloxistrobina: 14,29%Fludioxonil: 14,29%Indaziflam: 7,14%Mesotriona: 7,14%

Segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas encontrados no rio podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos. Entre os impactos estão alterações no funcionamento do organismo desses animais, mudanças de comportamento e desequilíbrios na cadeia alimentar.

O problema pode ser ainda maior quando diferentes agrotóxicos estão presentes ao mesmo tempo, já que a combinação dessas substâncias pode potencializar seus efeitos.

"Embora processos naturais de diluição e autodepuração ocorram ao longo do rio, especialmente nos trechos Médio e Baixo Tietê, a água dessas regiões é utilizada para abastecimento público, o que suscita preocupações adicionais", diz o relatório.

"Isso porque os sistemas convencionais de tratamento nem sempre são plenamente eficazes na remoção de diversos contaminantes orgânicos, incluindo diferentes classes de agrotóxicos", acrescenta.

A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros do rio Tietê entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura.

Além dos agrotóxicos, as análises identificaram microplásticos em todos os pontos de coleta e 16 substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, incluindo cocaína.

Equipe utilizou barcos em diversos trechos da expedição para poder coletar a água no ponto médio entre as margens. — Foto: SOS Mata Atlântica

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Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 03:46

Tecnologia Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo Enquanto o debate público se concentra nas casas de apostas, plataformas de previsão operam em uma zona cinzenta e brasileiros usam brechas para driblar proibição. Por Matheus Gouvea de Andrade

Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil — Foto: Reprodução/ Kalshi e Polymarket

Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país.

O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições.

Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas.

Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos".

A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis.

Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados.

Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica.

Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo.

Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa.

Propaganda que promete dinheiro fácil com bets cresce no Brasil — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade.

Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação.

Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares.

No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%.

Gráfico mostra interesse repentino em María Corina Machado para o Nobel da Paz — Foto: Polymarket/Reprodução

Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros.

À DW, Charles Martineau, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Toronto resumiu a lógica deste mercado para a grande maioria. " É muito difícil de ganhar dinheiro apostando em esportes. É possível lucrar com algumas sequências de apostas, mas para a pessoa comum, apostar muitas vezes resultará em prejuízo."

"Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar".

Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional.

"Estava havendo ofertas inclusive de mercados ilegais, como eleições. O governo agiu rápido em excelente momento, antes que o tema escalasse", avalia Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ao comentar a decisão do governo de bloquear os sites.

Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta.

Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar.

No caso das predições, a atuação de agentes ligados aos eventos é menos controlada. "Quem tem informações, sai na frente", resume.

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