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IPCA: preços sobem 0,16% em junho, segundo IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de junho mostra uma desaceleração da inflação em relação a maio, quando o IPCA havia subido 0,58%.

Com o resultado do mês, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026. Nos últimos 12 meses, o aumento dos preços foi de 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio. Em junho do ano passado, a inflação havia sido de 0,24%.

Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação.

Já Alimentos e Bebidas registrou queda nos preços, ajudando a conter o índice. Os demais grupos tiveram variações pequenas, entre uma leve queda em Educação e uma alta moderada em Despesas Pessoais. (veja o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre)

Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes.

Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio.

Alimentação e bebidas: -0,24%;Habitação: 0,63%;Artigos de residência: 0,23%;Vestuário: 0,17%;Transportes: 0,17%;Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;Despesas pessoais: 0,25%;Educação: -0,02%;Comunicação: 0,19%.

Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho.

Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês.

Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Além disso, entraram em vigor reajustes nas tarifas de distribuidoras de energia em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ao longo do mês.

Após subir 1,33% em maio, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24% em junho, ajudando a reduzir a inflação do mês.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos em junho, puxados principalmente pela queda nos preços de:

A alimentação fora de casa também perdeu força. A alta desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, com aumentos menores tanto nos lanches quanto nas refeições.

Entre as capitais pesquisadas, Brasília registrou a maior inflação do mês (0,52%), puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Recife teve a menor variação (-0,04%), influenciada pela queda dos preços do tomate e da gasolina.

O grupo de Transportes teve alta de 0,17% em junho. O principal aumento veio das passagens aéreas, que subiram 7,12%. Em compensação, os combustíveis ficaram mais baratos no mês:

O preço do ônibus urbano subiu 0,72%, influenciado por mudanças nas regras de gratuidade e descontos aos domingos e feriados em Belo Horizonte, Brasília, Belém e Curitiba.

O metrô teve alta de 0,20%, refletindo a incorporação da gratuidade aos domingos e feriados em Brasília.

Já o ônibus intermunicipal avançou 0,38%, em razão de um reajuste extraordinário de 15% nas tarifas em Rio Branco, em vigor desde 8 de maio, e de um aumento de 7,32% nas tarifas em Porto Alegre, válido desde 2 de junho.

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Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Agro Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre Pepino, cenoura e tomate lideraram as altas de preços, enquanto abacate, laranja-baía e laranja-lima registraram as maiores quedas no ano. Por Redação g1, g1 — São Paulo

Pepino, cenoura e tomate lideraram as altas de preços no 1º semestre, enquanto abacate, laranja-baía e laranja-lima registraram as maiores quedas.

A inflação de alimentos teve queda de 0,24% em junho, registrando a maior variação negativa e o maior impacto negativo no índice geral do mês. — Foto: Celso Tavares/g1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os grupos pesquisados, a Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação.

A inflação de alimentos, por sua vez, teve queda de 0,24% em junho, registrando a maior variação negativa e o maior impacto negativo no índice geral do mês.

Os preços dos alimentos consumidos em casa tiveram queda de 0,39%, depois de uma alta de 1,65% em maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

Já a alimentação fora de casa subiu 0,15% em junho, uma desaceleração em relação a maio (+0,49%).

Pepino: 155,47%Cenoura: 103,14%Tomate: 82,41%Batata-inglesa: 82,11%Morango: 60,97%Cebola: 53,34%Feijão-carioca (rajado): 52,82%Repolho: 29,79%Açaí (emulsão): 27,64%Abobrinha: 23,46%Feijão-preto: 22,62%Leite longa vida: 22,08%Couve-flor: 21,96%Brócolis: 19,72%Feijão-mulatinho: 19,22%Manga: 19,17%Couve: 17,73%Batata-doce: 15,92%Peito bovino: 13,02%

Abacate: -41,3%Laranja-baía: -32,81%Laranja-lima: -23,36%Banana-maçã: -18,9%Maracujá: -12,93%Café moído: -11,49%Maçã: -11,03%Açúcar refinado: -10,78%Limão: -9,45%Óleo de soja: -9,25%Banana-d'água: -8,31%Açúcar demerara: -8,23%Açúcar cristal: -7,77%Laranja-pera: -7,03%Azeite de oliva: -6,67%Carne de porco: -5,64%Farinha de trigo: -4,77%Pimentão: -4,73%Café solúvel: -4,34%Frango em pedaços: -4%

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Movimento de navios cai no Estreito de Ormuz em meio à escalada de tensão entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

O movimento de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, diminuiu nesta semana, em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Dados de rastreamento marítimo mostraram que apesar de pelo menos 22 embarcações — todas ligadas ao Japão — terem deixado o Golfo desde terça-feira (7), o tráfego diário geral reduziu na região.

Segundo a Reuters, empresas de navegação e governos acompanham de perto a situação no Estreito, após os ataques iranianos desta semana contra navios comerciais e as ações retaliatórias dos Estados Unidos contra o Irã.

Dados da Kpler e da LSEG mostram que pelo menos cinco navios-tanque de GNL sem carga entraram no Estreito de Ormuz nos últimos dias.

Entre eles estão o GasLog Shanghai, operado pela empresa de navegação grega GasLog, e quatro embarcações ligadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan.

Segundo os dados, o GasLog Shanghai e o Al Rayyan provavelmente entraram no Estreito de Ormuz durante a madrugada, após terem sido avistados fora da via navegável em 9 de julho.

Os outros três navios ligados à QatarEnergy haviam sido vistos pela última vez na costa oeste da Índia, fora do Estreito de Ormuz. Segundo os dados, o Al Samriya e o Al Gattara foram identificados na região entre 18 e 19 de junho, enquanto o Al Dafna apareceu pela última vez em 29 de junho.

A QatarEnergy e a GasLog não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos fora do horário comercial por parte da Reuters.

O superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito de Ormuz na quinta-feira, enquanto o Lila Vadinar deixou a passagem marítima.

"O que mudou em relação ao início do conflito é que o Irã passou a atacar embarcações que utilizam a rota de Omã, em vez de mirar todos os navios. Isso pode levar mais embarcações a optar pela rota iraniana ou a adotar medidas mais discretas ao atravessar o estreito", disse Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa.

Fontes do setor afirmaram à Reuters que as embarcações têm desligado com mais frequência os sistemas públicos de rastreamento AIS, o que dificulta o monitoramento de todos os navios que cruzam o estreito.

Uma análise da Kpler dos navios que podem ser monitorados mostrou que o tráfego diário de petroleiros e navios-tanque de GNL caiu na quinta-feira para o menor nível desde 28 de junho. Foram 10 embarcações transitando pelo estreito, ante 14 na quarta-feira e 22 na segunda-feira.

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

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Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região.

Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações.

Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.

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União Europeia exige que Meta mude o ‘design viciante’ do Facebook e do Instagram

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 09:46

Tecnologia União Europeia exige que Meta mude o 'design viciante' do Facebook e do Instagram Bloco europeu afirma que Facebook e Instagram usam mecanismos que incentivam o uso prolongado das plataformas e diz que empresa poderá ser multada caso não faça mudanças. Por France Presse

A Meta terá de modificar o que a União Europeia classifica como um "design viciante" no Facebook e no Instagram ou poderá enfrentar multas elevadas, advertiu o bloco nesta sexta-feira (10).

Segundo a Comissão Europeia, a Meta não adotou medidas suficientes para reduzir os riscos que o Facebook e o Instagram representam para os usuários, especialmente crianças e pessoas vulneráveis. Na avaliação do órgão, as plataformas utilizam mecanismos que incentivam o uso contínuo das redes sociais.

Se as conclusões preliminares forem confirmadas, a UE poderá aplicar uma multa equivalente a até 6% do faturamento anual global da empresa.

"Proteger a saúde física e mental dos europeus deve ser uma prioridade para as plataformas de redes sociais", afirmou, em comunicado, Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica.

Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia para que reforcem a proteção aos usuários, especialmente às crianças.

Em um parecer preliminar divulgado nesta sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou ter identificado indícios de que a Meta violou regras europeias e disse que a empresa precisará promover mudanças no design do Instagram e do Facebook.

Segundo a Comissão, as mudanças poderiam incluir o fim de recursos considerados viciantes, como a reprodução automática de conteúdo e a rolagem infinita. O órgão também quer mecanismos mais eficazes para limitar o tempo de uso e ajustes nos sistemas de recomendação para reduzir o incentivo ao consumo contínuo de conteúdo.

A Meta disse discordar das conclusões preliminares, mas afirmou que continuará "colaborando de maneira construtiva" com a União Europeia.

Uma alta autoridade da UE afirmou à France-Presse (AFP) que o objetivo da Comissão Europeia não é punir as empresas.

"Queremos promover mudanças e, se conseguirmos isso por meio de compromissos assumidos pelas empresas, ficaremos muito satisfeitos", disse.

As conclusões foram divulgadas poucos dias antes de um painel de especialistas encarregado pela Comissão Europeia apresentar, na segunda-feira (13), recomendações para ampliar a proteção de crianças contra conteúdos inadequados na internet.

Em fevereiro, a UE fez um alerta semelhante ao TikTok, informando à plataforma que deveria alterar seu design ou correria o risco de receber multas elevadas.

Ainda assim, a autoridade ressaltou que há uma "pequena diferença" em relação ao TikTok, argumentando que "a Meta sempre procurou abordar a proteção dos menores na internet".

Em seu parecer, a Comissão Europeia observou que as ferramentas de controle de tempo do Facebook e do Instagram podem ser desativadas com facilidade pelos próprios usuários. Além disso, os controles parentais só seriam eficazes se os responsáveis tivessem determinados conhecimentos técnicos.

A UE iniciou sua investigação sobre a Meta em 2024 com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês).

A legislação é uma das principais ferramentas adotadas pela União Europeia para responsabilizar grandes empresas de tecnologia por conteúdos e riscos em suas plataformas e ampliar a proteção dos usuários online.

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Shein avança com IPO em Hong Kong

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

Após tentativas frustradas de abrir capital nas bolsas de Londres e Nova York, a varejista de moda online Shein conseguiu avançar com a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com a aprovação de altos reguladores chineses para a sua abertura de capital em Hong Kong.

As informações foram publicadas nesta sexta-feira (10) no site da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC).

A varejista esperou um ano pela aprovação de Pequim — o pedido para o IPO em Hong Kong havia sido protocolado em julho do ano passado.

Segundo a Reuters, a demora aconteceu porque a abertura de capital da companhia precisava ser liberado pelos "mais altos escalões do Partido Comunista Chinês".

De acordo com a Bloomberg News, a expectativa é que a Shein e seus consultores tentem lançar o IPO já nos próximos meses. Segundo fontes informaram à agência de notícias, conversas recentes com o órgão regulador chinês têm apresentado sinais positivos.

A Bloomberg ainda informou que a empresa está considerando levantar alguns bilhões de dólares na oferta inicial de ações, mas que o valor final ainda dependerá da avaliação e que como ainda não há um cronograma oficial definido, a abertura de capital ainda pode ser adiada pela companhia.

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Como produzir biofertilizantes para nutrir o solo e as plantas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 07:53

GLOBO RURAL Como produzir biofertilizantes para nutrir o solo e as plantas Cartilha da Embrapa traz orientações sobre o tema. Por Globo Rural

Quem quer saber mais sobre biofertilizantes pode acessar gratuitamente uma cartilha da Embrapa com orientações sobre o tema.

O material reúne boas práticas para a produção e o uso desses insumos naturais, utilizados para nutrir o solo e as plantas.

A publicação explica como produzir e aplicar os biofertilizantes, além de apresentar os principais cuidados no manuseio dos produtos. Também mostra como eles podem contribuir para melhorar a fertilidade do solo e a saúde das plantas.

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Dia da Pizza: com mais de 40 mil pizzarias, Brasil abre um novo negócio a cada 2h; veja os sabores preferidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 04:47

Empreendedorismo Dia da Pizza: com mais de 40 mil pizzarias, Brasil abre um novo negócio a cada 2h; veja os sabores preferidos Levantamentos mostram avanço do setor, mudanças no ranking dos sabores e crescimento do consumo fora dos grandes centros. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Do jantar de sexta-feira ao encontro de domingo com a família, a pizza segue presente na rotina dos brasileiros em volumes cada vez maiores. 🍕

Hoje, o Brasil produz cerca de 2,78 milhões de pizzas por dia, o equivalente a quase 116 mil unidades por hora. No delivery, o apetite também impressiona: somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 50 milhões de pedidos de pizza no iFood, uma média de 195 pedidos por minuto.

Esse forte consumo tem impulsionado a abertura de novos negócios no país. Um levantamento da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra) mostra que o Brasil ganhou 1.990 pizzarias entre janeiro e maio deste ano. Isso equivale à inauguração de um novo estabelecimento a cada duas horas.

Os números indicam que a relação dos brasileiros com a pizza continua forte. Segundo o iFood, 62% dos pedidos são feitos entre sexta-feira e domingo, reforçando a tradição de associar a refeição a momentos de lazer. O sábado responde por mais de 21% de toda a demanda semanal registrada na plataforma.

➡️ Apesar disso, a forma de consumir pizza mudou: se antes a escolha costumava ficar restrita a um único sabor, hoje a personalização ganhou espaço. Cerca de 80% das pizzas vendidas no iFood são meio a meio ou customizadas.

As mudanças aparecem também no ranking dos sabores favoritos. A tradicional calabresa continua no topo da preferência nacional, mas os dados indicam alterações importantes no paladar dos consumidores.

Em levantamento da Apubra realizado em 2024, a muçarela ocupava a segunda posição, seguida pela portuguesa e pela marguerita. Já os dados mais recentes do iFood mostram uma mudança nesse comportamento.

A liderança da calabresa, porém, não é novidade. Dados divulgados anteriormente pela Apubra mostram que o sabor aparecia em 59% dos pedidos realizados no país em 2024.

Evento de encerramento do concurso SP8 Pizza irá premiar as pizzarias eleitas pelo público. — Foto: Divulgação

Segundo a Apubra, o número de pizzarias abertas entre janeiro e maio deste ano foi 6,1% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram inaugurados 1.875 estabelecimentos.

O resultado dá continuidade ao desempenho observado em 2025. Naquele ano, o Brasil registrou a abertura de 4.109 novas pizzarias, alta de 6,26% em relação a 2024, quando foram inaugurados 3.867 negócios.

Atualmente, o país possui mais de 40 mil pizzarias em operação. São Paulo concentra 32% dos estabelecimentos, seguido por Minas Gerais, com 8,71%.

📎 O levantamento da Apubra considera microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e companhias enquadradas como LTDA, que representam cerca de 89% do mercado nacional. Os microempreendedores individuais (MEIs) não foram incluídos na análise.

Além do aumento no número de empresas, a associação aponta sinais de amadurecimento do setor. Segundo a Apubra, houve redução no número de fechamentos, levando o mercado ao menor índice de pizzarias inativas da última década.

A entidade avalia que a tendência é de continuidade desse movimento, com menos encerramentos, crescimento sustentado e maior distribuição das pizzarias pelo território nacional, fortalecendo a profissionalização e a competitividade do setor.

Para Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, o desempenho registrado nos primeiros meses de 2026 mostra que o avanço não foi um movimento isolado.

"O mercado continua em expansão, mantém um ritmo consistente de abertura de novos negócios e demonstra que ainda há espaço para empreender no setor de pizzarias. Esse comportamento reforça a maturidade do segmento e a confiança dos empresários, que seguem investindo mesmo em um cenário econômico desafiador", disse.

Embora São Paulo continue sendo o maior consumidor de pizza por delivery do Brasil, com um volume de pedidos quase três vezes superior ao do Rio de Janeiro, os maiores avanços no consumo vêm sendo registrados fora dos mercados tradicionalmente mais fortes. As regiões Norte e Nordeste lideram esse crescimento.

O Amazonas registrou aumento de 31% nos pedidos de pizza no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Pará e Ceará aparecem na sequência, ambos com alta de 19%.

O comportamento também muda quando a compra é feita em supermercados e atacadistas dentro do aplicativo.

Enquanto nas pizzarias a média é de uma pizza por pedido, na categoria Mercado os consumidores costumam adquirir duas unidades por vez, em um hábito mais associado ao abastecimento doméstico.

Nesse segmento, que reúne produtos congelados e semiprontos, a muçarela lidera a preferência dos consumidores, e mais de 40% dos pedidos são realizados no horário do almoço.

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Dia da Pizza: Brasil abre 13 pizzarias por dia, mas comprar uma pizza pesa cada vez mais no bolso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/07/2026 04:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,123-0,5%Dólar TurismoR$ 5,328-0,47%Euro ComercialR$ 5,855-0,48%Euro TurismoR$ 6,105-0,43%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

O Brasil abriu, em média, 13 novas pizzarias por dia em 2026 e registrou o menor número de fechamentos da década, enquanto comprar pizza ficou mais difícil para muitas famílias.

Em São Paulo, a renda média perdeu poder de compra: a mediana caiu de 131 para 120 pizzas por mês entre 2021 e 2025, porque os preços avançaram mais do que os salários.

A perda de poder de compra é maior nas periferias, onde a concorrência ocorre principalmente pelo preço e há menos espaço para diferenciação de produtos e serviços.

Enquanto bairros de maior renda comportam pizzas mais caras e estratégias variadas, regiões periféricas operam com margens menores para atender consumidores mais sensíveis ao preço.

Apesar do orçamento mais apertado das famílias, o setor segue em expansão, com mais de 40 mil pizzarias, interiorização do mercado e gestão mais profissionalizada.

Celebrado nesta sexta-feira (10), o Dia da Pizza convida a olhar para um contraste da economia brasileira: enquanto o país abre, em média, 13 novas pizzarias por dia, com o menor número de fechamentos da última década, comprar uma pizza pesa cada vez mais no orçamento de parte das famílias.

É o que mostra o Índice Mozarela, desenvolvido pela Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) para medir o poder de compra das famílias paulistanas.

Em 2021, metade dos distritos da cidade conseguiu comprar pelo menos 131 pizzas por mês com sua renda familiar média. Em 2025, essa mediana caiu para 120.

🍕 Inspirado no Índice Big Mac, o indicador calcula quantas pizzas de muçarela — sabor clássico e de menor preço — a renda familiar média consegue comprar em cada distrito da cidade, considerando os valores praticados pelas pizzarias da própria região.

Embora o levantamento se restrinja à capital paulista, ele ajuda a retratar um dos principais mercados consumidores do país.

Isso porque, além de concentrar o maior número de pizzarias do Brasil, São Paulo é tradicionalmente considerada a capital nacional da pizza, o que faz da cidade um importante termômetro para acompanhar a relação entre preços, renda e consumo.

Segundo o estudo, a alta no preço das pizzas reflete, entre outros fatores, o aumento do custo dos insumos. O principal deles foi a muçarela, que acumulou alta de quase 40% entre 2021 e 2025 e é um dos ingredientes mais importantes do produto.

Ao mesmo tempo, os rendimentos do trabalho não acompanharam o aumento do custo de vida da população, observa Rodolfo Ribeiro, um dos pesquisadores responsáveis pelo Índice Mozarela.

"Vivemos um período de baixo crescimento econômico, e isso acaba pressionando o orçamento das famílias, sobretudo das que têm menor renda", explica.

Esse cenário aparece de forma bastante desigual entre os bairros da capital paulista. Em Alto de Pinheiros, a renda média permite comprar 313 pizzas por mês, o maior índice da cidade. Em Anhanguera, esse potencial de compra cai para 73 pizzas mensais.

📈 Pinheiros, Moema e Jardim Paulista concentram algumas das pizzas mais caras de São Paulo, com medianas de R$ 102,59, R$ 95,53 e R$ 93,49, respectivamente.📉 Já Pedreira, José Bonifácio e Vila Jacuí registram os menores valores, de R$ 39,74, R$ 40,93 e R$ 41,15.

Segundo os autores do levantamento, essa diferença está ligada às características de cada mercado local. Nas regiões periféricas, a concorrência acontece principalmente pelo preço.

Como precisam conciliar custos de produção elevados com consumidores de menor poder de compra, os empresários têm pouca margem para utilizar ingredientes mais caros ou investir em diferenciais no produto e no serviço.

"O orçamento das famílias é muito limitado, então o preço baixo é fundamental para a venda. Isso faz com que os preços entre diferentes pizzarias variem muito pouco entre si", destaca Ribeiro.

Nos bairros de maior renda, o cenário é diferente. O maior poder de compra dos consumidores amplia as possibilidades para os empresários diversificarem o cardápio, os ingredientes e a forma de comercializar seus produtos.

"O empreendedor possui mais 'grau de liberdade' para decidir que tipo de produto vai oferecer e como irá ofertá-lo. Isso permite que as empresas testem diferentes estratégias comerciais e nichos de mercado", completa o pesquisador.

A perda de poder de compra das famílias, no entanto, não impediu a expansão do setor. Enquanto o consumo ficou mais pressionado pelo orçamento, o mercado brasileiro de pizzarias continuou crescendo e alcançou, em 2025, seu maior tamanho já registrado.

Dados da Associação Pizzarias Unidas (Apubra) mostram que o Brasil encerrou o ano com 40.332 pizzarias ativas, alta de 10,29% em relação ao ano anterior. Foi também o período com o menor número de fechamentos da última década: 2.969 empresas encerraram as atividades, uma queda de 43,8% na comparação com 2024.

O ritmo permaneceu acelerado em 2026. Entre janeiro e maio, foram abertas 1.990 novas pizzarias, crescimento de 6,1% sobre o mesmo período do ano passado. Na prática, isso significa que o País passou a ganhar, em média, uma nova pizzaria a cada duas horas.

Segundo Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, os números mostram que o setor continua atraindo novos empreendedores e mantém um ritmo consistente de expansão, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

“Esse comportamento reforça a maturidade do segmento e a confiança dos empresários, que seguem investindo mesmo em um cenário econômico desafiador", explica.

Embora o Sudeste ainda reúna 51% das pizzarias brasileiras e São Paulo permaneça como principal polo do setor, cerca de três em cada quatro estabelecimentos inaugurados em 2026 abriram as portas fora do estado paulista.

📊 Norte e Nordeste lideram esse crescimento proporcional, indicando que a expansão do setor avança para além dos mercados tradicionalmente mais consolidados.

Na avaliação de Cardamoni, a tendência é que esse movimento continue nos próximos anos, mas acompanhado de um nível cada vez maior de profissionalização entre os empresários.

“Não se trata apenas de abrir novas unidades, mas de consolidar operações, tendo a diferenciação, a gestão eficiente e o profundo conhecimento do mercado local como fatores decisivos.”

Para a Apubra, a combinação entre a queda no número de fechamentos e o avanço das inaugurações indica um mercado mais maduro, em que a expansão vem acompanhada de maior capacidade de gestão e consolidação das operações.

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