RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Levamos marmita para o trabalho por 10 anos e conseguimos nos aposentar aos 35 e 40 anos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

Katie e Alan Donegan conseguiram se aposentar quando ele tinha 40 anos, e ela, 35 — Foto: Acervo pessoal/BBC Brasil

Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra.

"Em vez disso, colocávamos mais camadas de roupa e usávamos bolsas de água quente; transformamos isso em um jogo", conta Alan. "Não era sofrimento, era estratégia."

O casal reconhece que as outras pessoas os consideravam "extremistas" ou "loucos", por ficarem tão obcecados por não gastar dinheiro. Mas Alan explica que eles estavam "totalmente concentrados em comprar a liberdade".

"Liberdade" significa a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha 40 anos, e Katie, apenas 35.

Raramente eles pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. "Economizamos 40 mil libras [R$ 274 mil] em 10 anos, graças a este hábito simples de levar as refeições para o trabalho", explica Alan.

"Chegávamos a carregar os telefones celulares fora de casa e procurávamos cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Você pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou."

Alan havia trabalhado como paisagista, antes de abrir seu negócio de treinamento e coaching pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira.

Em 2014, ele ganhava o equivalente a cerca de 63 mil libras (R$ 432 mil) por ano, e ela, 58 mil libras (R$ 397 mil).

Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que eles se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos.

"Cada libra que investíamos nos aproximava um pouco mais da vida que desejávamos", explica Katie.

Katie e Alan Donegan procuravam todo tipo de cupons de descontos para economizar — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para "Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada".

Este era um conceito pouco conhecido 15 anos atrás. Mas, hoje, são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit.

O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional, para poder se aposentar o mais cedo possível.

Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho.

Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalharemos por mais tempo, não menos. Isso é confirmado pelas estatísticas.

No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: 65,8 anos para os homens e 64,7 para as mulheres, segundo os dados oficiais.

A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres vem aumentando de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, ela atingiu 64,8 e 63,3 anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo.

No Brasil, a idade média de concessão de aposentadorias foi de 57 anos para homens e de 56 para mulheres em 2024, segundo dados levantados pelo especialista Rogério Nagamine, citados em reportagem do jornal O Globo. Em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu 65 anos como idade mínima de aposentadoria para homens e 62 para mulheres.

Amy Minkley trabalhou como professora no exterior, até se aposentar aos 44 anos — Foto: Acervo pessoal/BBC Brasil

Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de 49 anos.

Para isso, ela trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia. Ali, ela conta que conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado americano natal do Texas.

Seu salário mensal chegava a US$ 6,3 mil (cerca de R$ 32,2 mil). Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo. "Eu não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados", afirma ela.

"Eu raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que eles deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das minhas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante."

"Compartilhar moradia quando vivi em Singapura e na Índia me permitiu economizar ainda mais", ela conta. "Além disso, em vários desses países, eu não precisava de carro, o que manteve meus gastos sob controle."

Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia. Ali, sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se ela tivesse voltado para os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a idade média de aposentadoria é de mais de 60 anos — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Carol Schleif é estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá.

Ela destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional.

Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, elas se concentram em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras.

"Se você se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas", explica ela. "É preciso perguntar se realmente vale a pena."

"Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível. Elas tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria, sem deixar de aproveitar a vida."

De toda forma, Sarah Coles, responsável por finanças pessoais da plataforma de investimentos britânica AJ Bell, alerta que seguir a filosofia Fire é cada vez mais difícil, já que a maioria das pessoas simplesmente não consegue colocá-la em prática.

Mas ela destaca que diversos princípios do movimento Fire são valiosos e podem ajudar as pessoas a se aposentar um pouco mais cedo. Elas podem, por exemplo, começar a economizar desde jovens e aumentar os aportes para a aposentadoria após cada aumento de salário.

"Um caminho equilibrado pode permitir que você atinja a aposentadoria que desejar, no momento que quiser, sem prejudicar seu estado de espírito. É simplesmente necessário um enfoque mais flexível e realista", explica Coles.

Algumas das ideias do movimento Fire podem ser aplicadas à vida da maioria das pessoas — Foto: Getty Images/BBC Brasil

Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista.

Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período.

Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que eles consideram valer a pena a longo prazo.

"Os princípios do Fire são simples e não mudaram", diz Minkley. "Você gasta menos do que ganha, investe a diferença e dá ao seu dinheiro o tempo necessário para crescer."

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose Programa deste domingo (12) ensina a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Por Nosso Campo, TV TEM

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose — Foto: TV TEM/Reprodução

O Nosso Campo deste domingo (12) ensina a preparar um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Saiba como fazer:

100g de farinha de arroz;120g de farinha de jatobá;80 ml de óleo de girassol;250 ml de leite de coco;150g de açúcar mascavo;10g de fermento químico;35g de granola.

Em um recipiente misture o óleo e o açúcar;Acrescente a farinha de arroz, a farinha de jatobá e o leite, mexa até se tornar uma mistura homogênea; Quando a massa estiver no ponto, adicione o fermento químico;Despeje a massa em uma forma untada;Adicione a granola por cima;Leve o bolo para o forno pré aquecido a 200 °C por 45 minutos; Espere esfriar um pouco antes de servir; Sirva.

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Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP Cultura é usada na rotação de lavouras, melhora as condições do solo e tem expectativa de boa produtividade neste ano. Por Nosso Campo, TV TEM

O girassol tem se consolidado como alternativa para diversificar a renda e melhorar o solo no interior de São Paulo. Ele é plantado entre as safras de soja e milho.

Em Pederneiras (SP), o produtor Danilo Dornelas prevê colher cerca de 90 toneladas em 90 hectares plantados.

Dornelas projeta negociar a produção por valores entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, a cultura foi paga a R$ 1,50 por quilo.

Em Itaju (SP), o agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza a cultura na rotação com o amendoim. A planta é resistente a pragas e se adapta a períodos secos.

A produção de Sanches será vendida para fabricação de óleo por R$ 2,85 o quilo. O valor estimado repete a cotação registrada no ano passado.

Lavoura de girassol ocupa área cultivada entre as safras de milho e soja em propriedade no interior de São Paulo — Foto: TV TEM/Reprodução

Além de colorir a paisagem com o amarelo das flores, o girassol tem se consolidado como uma alternativa para produtores rurais do interior de São Paulo. Utilizada no período entre as safras de milho e soja ou na rotação com o amendoim, a cultura ajuda a diversificar a produção e ainda traz benefícios para o solo.

Em Pederneiras (SP), o produtor rural Danilo Dornelas voltou a plantar girassol após alguns anos para aproveitar a área entre o cultivo de milho e soja.

Apesar de a chuva e a ventania terem prejudicado o início da lavoura, a expectativa é positiva. Em quase 90 hectares plantados com a variedade Aguará, a previsão é colher cerca de 90 toneladas. A variedade é destinada à alimentação de pássaros e a colheita será mecanizada.

Segundo o produtor, a negociação do girassol está entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, ele não cultivou a cultura, mas afirma que, de acordo com outros produtores, o valor pago foi de R$ 1,50 por quilo.

Em Itaju (SP), o produtor rural e engenheiro agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza o girassol na rotação de culturas com o amendoim. A planta se adapta bem aos períodos de seca, é resistente a pragas e contribui para melhorar as condições do solo por causa do sistema radicular profundo.

Com ciclo de aproximadamente 60 dias, o girassol entra na fase de floração, quando as abelhas iniciam o processo de polinização.

A produção de Frauzo é vendida para empresas da região que utilizam as sementes na fabricação de óleo. A colheita ainda não começou, mas a expectativa é comercializar o produto por R$ 2,85 o quilo, mesmo valor registrado no ano passado.

Além do retorno financeiro, o produtor destaca que o cultivo também chama atenção pela beleza das lavouras.

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‘Safrinha’ de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo 'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP Baixas temperaturas alteram o manejo nas parreirais, mas garantem frutas de mesa mais doces, perfumadas e com cores vivas na região. Por Nosso Campo, TV TEM

A safrinha de uva de inverno ganha força e se consolida como um negócio altamente lucrativo no interior de São Paulo. A produtividade superou a safra de verão em algumas áreas.

Na propriedade de Anderson Tomazeto, dois hectares e meio produzem uvas de mesa. As variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia são as mais vendidas nesta época do ano.

O frio do amanhecer melhora a qualidade das uvas. Ele garante cores vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora exija um manejo adaptado às baixas temperaturas.

O agricultor João Leonardo Foga iniciou a colheita em julho. Com 70 mil pés protegidos por redes, as frutas são vendidas para Campinas, São Paulo e Belo Horizonte.

'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP — Foto: TV TEM/Reprodução

O amanhecer frio, com termômetros na casa dos 10°C, virou motivo de alegria para os produtores do interior de São Paulo. Embora a colheita tradicional da uva ocorra durante o verão, a chamada "safrinha" de inverno ganhou força e se consolidou como um negócio altamente lucrativo na região, chegando a registrar uma produtividade superior à da safra principal em algumas áreas.

Na propriedade do produtor Anderson Tomazeto, são dois hectares e meio cultivados com diferentes tipos de uva. Nesta época do ano, as variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia, as chamadas uvas de mesa, são as que mais saem.

O frio é o grande responsável por impulsionar a qualidade das frutas, garantindo cores mais vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora a produção exija um manejo adaptado às baixas temperaturas.

Em Itupeva (SP), o agricultor João Leonardo Foga utiliza a sabedoria de quem está na terceira geração da família no campo para conduzir uma estrutura de 70 mil pés de uva. Em sua propriedade, os trabalhos de colheita começaram na primeira semana de julho. O produtor destaca que a safra de inverno se tornou fundamental para a sustentabilidade financeira do trabalho no campo.

Para proteger o investimento e garantir o padrão do fruto, toda a plantação do João é coberta por redes de proteção. Com mercado garantido, a produção local é vendida para grandes centros como Campinas, São Paulo e Belo Horizonte. O cenário confirma um período para celebrar o trabalho rural, prometendo excelentes retornos econômicos para os produtores.

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IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem ‘superdose’ de vitamina A

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 07:49

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A Cultivar 'IAC Dom Pedro II' registra 77 microgramas de betacaroteno por grama, ante menos de 1 micrograma das tradicionais. Rio Preto (SP) planeja dobrar área e usar alimento na rede de creches. Por Nosso Campo, TV TEM

O IAC desenvolveu a batata-doce "IAC Dom Pedro II", que produz até 4 vezes mais que a média paulista e possui alto teor de vitamina A.

Os testes da nova cultivar ocorrem em São José do Rio Preto (SP) e registraram produtividade 48% superior à da variedade canadense.

A nova batata-doce apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama, enquanto a maioria das variedades comerciais cultivadas registra menos de 1 micrograma.

O potencial produtivo da variedade gira em torno de 80 toneladas por hectare. Esse volume supera em 5 vezes a média nacional.

O plano no município é dobrar a área de plantio nos próximos meses. O objetivo é introduzir o alimento em escolas e creches municipais.

IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A — Foto: TV TEM/Reprodução

Uma nova variedade de batata-doce desenvolvida no interior de São Paulo promete revolucionar o campo e a alimentação escolar devido ao seu superdesempenho e valor nutricional.

Batizada de "IAC Dom Pedro II", a cultivar registrou uma produtividade 48% superior à da batata-doce canadense, que é a líder de cultivo no território paulista. Os testes ocupam uma área de meio hectare no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto (SP).

O alimento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e recebeu o nome em homenagem ao fundador do instituto. A tabela nutricional da nova variedade superou amplamente os índices de mercado, tornando-se uma aliada estratégica para a saúde humana.

A batata "IAC Dom Pedro II" apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca. A maioria das variedades comerciais cultivadas atualmente registra menos de 1 micrograma por grama. O composto é um poderoso antioxidante que o organismo humano transforma diretamente em vitamina A, nutriente essencial para o desenvolvimento e para a imunidade.

De acordo com Carla Zoccal, coordenadora do CPTTA da Secretaria de Agricultura de Rio Preto, a variedade possui uma casca consideravelmente mais fina, o que reduz o desperdício.

O rendimento por área surpreendeu as equipes técnicas durante os testes de colheita. Valdemir Antonio Peressin, pesquisador científico do Centro de Horticultura do IAC, relatou que o potencial produtivo da nova batata-doce gira em torno de 80 toneladas por hectare.

O volume equivale a quatro vezes mais do que a média de produtividade atual do estado de São Paulo e chega a ser cinco vezes maior do que a média de produção nacional para a cultura da batata-doce.

Embora os experimentos no CPTTA ainda estejam em fase inicial, o plano é dobrar a área de plantio nos próximos meses para gerar interesse nos agricultores locais. O objetivo principal do município é introduzir a "superbatata" na alimentação de escolas e creches municipais.

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Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 06:47

Agro Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China? Economistas afirmam que a menor oferta de bois, o El Niño e a retomada das compras da China em janeiro pode deixar os preços até mais altos no fim do ano. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O Brasil preencheu a cota de exportação de carne bovina para a China. O preço do produto no mercado brasileiro não deve cair e pode subir.

A China adotou uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas do produto com tarifa reduzida de 12%. Após o preenchimento desse volume, a taxa sobe para 55%.

Frigoríficos reduziram o abate de bois no país, evitando excesso de oferta. Com isso, os preços nos supermercados não sofrem pressão para queda neste momento.

No último bimestre, a preparação para exportações de janeiro e o aumento do consumo nas festas de fim de ano devem impulsionar os preços da carne.

O Brasil esgotou a cota de exportação de carne bovina para a China e deve reduzir as vendas ao país até o fim do ano.

Isso, porém, não significa que haverá excesso de carne no mercado brasileiro. Pelo contrário: a previsão é de que o produto fique ainda mais caro no último trimestre do ano, segundo economistas ouvidos pelo g1.

A China, principal compradora da carne bovina brasileira, adotou uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida de 12%. Depois que esse volume é atingido, a tarifa sobe para 55%, reduzindo significativamente a competitividade da carne brasileira.

🥩Por que a carne não deve baratear? Neste momento, os frigoríficos estão reduzindo o abate de bois, ou seja, há menos carne sendo produzida. Sem aumento da oferta, os preços nos supermercados tendem a permanecer elevados.🥩O que vai fazer o preço crescer? A carne é enviada à China em navios, em viagens que duram cerca de 40 dias. Em janeiro, a cota será renovada, reabrindo o mercado chinês ao produto brasileiro. Por isso, no fim do ano, os frigoríficos tendem a direcionar a produção para atender à demanda chinesa de 2027. Ao mesmo tempo, o consumo no mercado interno aumenta com as festas de fim de ano, o que cria uma nova pressão sobre os preços.

Segundo Larissa Alvarez, analista de inteligência de mercado da StoneX, as cotas estabelecidas pela China mudaram a dinâmica do mercado do boi no Brasil.

Tradicionalmente, a maior demanda da China ocorria no segundo semestre, para atender às comemorações do Ano Novo Chinês. Com a criação da cota, os frigoríficos passaram a disputar quem conseguiria exportar antes de o limite ser atingido, explica a especialista.

Com a redução das compras chinesas, o setor passou a diminuir o abate de bois. Na comparação entre maio de 2025 e maio de 2026, a queda foi de quase 3%. A tendência é de retração ainda maior nos próximos meses.

Apesar da redução dos abates, os animais continuam disponíveis para venda. Por isso, o preço do boi gordo está em queda e gira em torno de R$ 330, segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.

"Como nós estamos falando de uma atividade de ciclo longo, fica mais complicado para o pecuarista brasileiro cortar a produção de uma maneira rápida. As decisões em torno disso são mais lentas", explica.

Mas esse período de preços mais baixos deve durar pouco. No último bimestre do ano, o setor tende a preparar a carne que chegará à China em janeiro.

"O grande problema nessa história toda é que vai ter uma menor disponibilidade de gado para o abate nesse período. Tem o clima muito seco por conta do super El Niño que vem pela frente. Isso vai impactar na condição do pasto e vai reduzir ainda mais a disponibilidade para o abate", afirma.

Segundo Iglesias, esse conjunto de fatores deve encarecer a carne no Brasil justamente em um período em que a demanda interna cresce por causa das festas de fim de ano.

Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina — Foto: Kayan Albertin/g1

Segundo Iglesias, da Safras & Mercado, a procura por carne no Brasil está baixa e não sustenta os preços pagos ao produtor neste momento. "Até tínhamos um certo otimismo em relação à Copa do Mundo, mas a eliminação da nossa seleção brasileira prejudicou até isso", explica.

Segundo o professor Bruno Capuzzi, do Insper Agro Global, isso deve ajudar a manter o preço do boi mais baixo, o que pode trazer um alívio temporário para o consumidor.

Além disso, segundo ele, as férias coletivas nos frigoríficos não significam redução da oferta no mercado interno, mas apenas uma manutenção do volume exportado.

Leia também: Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE

Na previsão de Iglesias, perder o mercado chinês no segundo semestre representaria um prejuízo de até US$ 2 bilhões. Na prática, porém, o impacto deve ser menor, já que as exportações não serão totalmente interrompidas, embora devam cair de forma relevante.

A tendência também é que os exportadores busquem novos mercados. Segundo o analista da Safras & Mercado, o Brasil já ampliou as vendas para países como Argentina e Uruguai.

Outros países que ainda exportam para a China com tarifa reduzida também podem ampliar as compras de carne brasileira, seja para consumo interno ou para revenda ao mercado chinês. Isso ocorre porque, diferentemente do Brasil, muitos deles não conseguem atender simultaneamente à demanda doméstica e à chinesa.

As cotas foram criadas pela China para estimular a produção local de carne bovina. Atualmente, os pecuaristas chineses não conseguem atender à demanda interna, e os preços permanecem elevados no país.

"A China entende que, nesse momento, para ter essa recuperação do setor, vai precisar oferecer preços mais altos para a sua população. Sem alta do preço, não vai acontecer a alta do boi", explica Iglesias.

Por outro lado, Capuzzi, do Insper, avalia que, se os preços continuarem subindo na China, o país poderá rever a restrição para ampliar as importações do Brasil. Outra possibilidade, segundo ele, é utilizar cotas de outras nações para atender ao consumo interno.

Quando a medida foi anunciada, o Brasil tentou negociar pegar fatias de países concorrentes. No entanto, o pedido foi negado.

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Brasil tem 30 dias de férias por lei, mas só 1 em cada 3 trabalhadores usa todo o período, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 05:46

Trabalho e Carreira Brasil tem 30 dias de férias por lei, mas só 1 em cada 3 trabalhadores usa todo o período, diz pesquisa Levantamento mostra que brasileiros aproveitam, em média, 20 dias de descanso. País tem uma das maiores concessões do mundo, mas fica atrás da França no uso do benefício. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Muitos trabalhadores brasileiros não utilizam integralmente o período de descanso garantido por lei. Apenas 33% aproveitam todos os 30 dias de férias a que têm direito — ou seja, somente 1 a cada 3 funcionários.

O levantamento da Deel, plataforma global de RH e folha de pagamento, em parceria com a Andreessen Horowitz, foi feito a partir de registros reais de solicitações de férias e licenças envolvendo mais de 1,5 milhão de trabalhadores em 150 países.

No Brasil, foram analisadas 993 solicitações de férias em empresas, principalmente dos setores de tecnologia, startups e organizações com modelo de trabalho remoto ou híbrido.

Com 30 dias de férias anuais assegurados pela legislação, o Brasil tem a segunda maior concessão entre os países analisados, atrás apenas da França, onde a média é de 34 dias.

No entanto, o aproveitamento do benefício é menor: enquanto os brasileiros utilizam 72% dos dias disponíveis, os franceses chegam a 88%.

A diferença chama atenção porque os dois países possuem políticas consideradas amplas de descanso. Mesmo com uma quantidade semelhante de dias garantidos, o Brasil registra um índice de utilização 16 pontos percentuais inferior ao francês.

Embora parte dos profissionais não utilize todos os dias disponíveis, o Brasil se destaca pelo tamanho dos períodos de descanso. De acordo com a pesquisa, 62% dos trabalhadores brasileiros tiram ao menos um período de 11 dias consecutivos ou mais de férias por ano – um dos maiores índices da amostra global.

O percentual supera o registrado em países conhecidos por políticas voltadas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como Suécia (55%) e Dinamarca (51%).

O homem tinha ido de férias com a esposa e os dois filhos para Kos, na Grécia — Foto: Getty Images via BBC

O levantamento também identificou uma diferença relevante no uso de licenças médicas entre homens e mulheres no Brasil. Durante o período analisado, 41% das trabalhadoras registraram ao menos uma licença médica, contra 21% dos homens, uma diferença de 20 pontos percentuais.

O maior índice aparece entre mulheres de 35 a 39 anos: 54% delas tiveram pelo menos uma licença médica registrada no período, tornando esse o grupo com maior frequência de afastamentos em toda a amostra brasileira.

Outro comportamento identificado pela pesquisa é o baixo uso de férias em períodos menores, como meio dia de afastamento. No Brasil, apenas 3% das solicitações analisadas corresponderam a esse formato, percentual bem inferior ao observado em países como França (11,5%), Reino Unido (11,3%) e Alemanha (9,4%).

Enquanto nesses mercados a flexibilização da jornada já faz parte da cultura de trabalho, no Brasil ainda predomina um modelo mais tradicional, o profissional está trabalhando ou está oficialmente afastado.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como profissionais de IA estão inflacionando os imóveis na Califórnia — e expulsando famílias de suas casas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

Apenas a parte superior da casa no meio desta foto — um apartamento de três dormitórios — estava à venda por quase US$ 3 milhões — Foto: Open Homes via BBC

Em uma rua arborizada no bairro residencial abastado de Duboce Triangle, em São Francisco, a parte superior de uma casa isolada branca, da era eduardiana, atraía visitantes, entre potenciais compradores.

O apartamento de três dormitórios, luxuosamente reformado, estava à venda por quase US$ 3 milhões (mais de R$ 15 milhões). E vinha atraindo cada vez mais atenção devido a uma forma de pagamento incomum: o vendedor aceitaria receber ações das empresas de inteligência artificial OpenAI ou Anthropic em vez de dinheiro.

"O valor [do imóvel] é questionável, mas eu gostaria de comprá-lo", diz um jovem funcionário da OpenAI que acaba de visitar o apartamento com sua parceira.

O funcionário, que se mudou para a cidade californiana há dois anos para um cargo técnico na empresa sediada em São Francisco, está atualmente morando de aluguel. Ele planeja perguntar aos seus chefes sobre a possibilidade de transferência de ações.

Bem-vindo a São Francisco em 2026, cidade que também abriga a gigante da IA, Anthropic. São Francisco é o epicentro da revolução da inteligência artificial e os preços imobiliários na cidade subiram drasticamente este ano.

"Os preços estão simplesmente astronômicos", diz Daryl Fairweather, economista-chefe da Redfin, uma empresa imobiliária que acompanha os preços de imóveis nos EUA. "As pessoas estão com dinheiro sobrando e prontas para comprar."

Em março, São Francisco recuperou o título de cidade mais cara para compradores de imóveis nos EUA, ultrapassando a rival São Jose, localizada a 80 quilômetros ao sul, no coração do tradicional Vale do Silício.

Naquele mês, o preço médio das casas em São Francisco subiu 19% em relação ao ano anterior, e essa tendência continuou, com altas de 14,5% e 14,1% em abril e maio, respectivamente, de acordo com dados fornecidos pela Redfin.

O preço médio de venda na cidade, em maio de 2026, atingiu o recorde de US$ 1,76 milhão, em comparação com quase US$ 400 mil nos EUA como um todo, onde os preços subiram apenas 1,4% em março e 2% em abril e maio.

A opinião de praticamente todos na cidade é que o dinheiro proveniente da inteligência artificial é o principal motor do aquecido mercado imobiliário de São Francisco.

"Chegamos a essa conclusão com base no que estamos vendo nos dados e no que ouvimos de nossos agentes", afirma Fairweather.

Ela destaca o aumento acentuado nos preços nos endereços de luxo da região da Baía de São Francisco – que inclui o Triângulo de Duboce – desde que a OpenAI lançou o ChatGPT no final de 2022.

Isso interrompeu a recessão que São Francisco sofreu durante a pandemia de covid, quando a população diminuiu e os preços dos imóveis caíram.

Hoje, os altos salários e bônus de contratação pagos aos principais profissionais de IA na cidade podem ser extraordinários, mesmo para os padrões do Vale do Silício. Ainda mais generosas são as opções de ações que os funcionários puderam resgatar parcialmente por meio de vendas limitadas de ações.

Em outubro passado, mais de 600 funcionários atuais e antigos da OpenAI venderam ações no valor total de US$ 6,6 bilhões, uma média de US$ 11 milhões por participante, conforme relatado recentemente.

Na Anthropic, cujo principal produto é o Claude, foi divulgado recentemente que os funcionários também foram autorizados a vender ações no valor total de cerca de US$ 6 bilhões.

E com ambas as empresas prestes a realizar aberturas de capital em bolsa ainda este ano ou no próximo, criando mais funcionários multimilionários, muitos acreditam que o setor imobiliário de São Francisco vai se valorizar ainda mais.

Apartamento de três dormitórios no Duboce Triangle foi luxuosamente mobiliado — Foto: Open Homes via BBC

"A guerra de preços de hoje será vista como pechincha, e já é", diz Rachel Swann, a corretora responsável pelo imóvel no Triângulo de Duboce.

Ele afirma que o boom da IA ainda está no começo e destaca que, embora a população e os níveis de emprego da cidade estejam aumentando, eles permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia.

Existem também forças contrárias que podem estar impedindo o progresso. Grandes empresas de tecnologia, como a Meta, têm registado recentemente demissões em massa.

E à medida que a indústria de IA passa de sua fase de inovação em rápido crescimento para uma de empresas consolidadas, é provável que necessite de trabalhadores menos especializados, que terão menos capacidade de exigir a mesma remuneração.

Moretti também destaca que a maior parte da riqueza proveniente das futuras ofertas públicas iniciais (IPOs) da OpenAI e da Anthropic irá para os investidores, e não para os funcionários, e que essas empresas estão localizadas em diferentes partes do mundo.

Mas, enquanto isso, o corretor de imóveis de São Francisco, Matthew Goulden, diz que a situação atual é "uma loucura".

Goulden, que trabalha nesse mercado há mais de 20 anos, afirma que começou a notar um aumento no número de potenciais compradores – muitos do mundo da IA – no final do ano passado.

Segundo ele, a tendência de alta não se restringe apenas a imóveis de luxo, mas se estende por todo o mercado, desde casas para uma única família até apartamentos de um quarto, e embora seja mais acentuada em bairros desejáveis, está sendo sentida em quase todos os lugares.

Ele afirma que as guerras de lances — em que compradores se dispõem a pagar preços cada vez mais altos — são comuns neste momento, por vezes elevando os preços de venda milhões acima do valor pedido.

Ao mesmo tempo, ele acrescenta que as casas estão sendo vendidas mais rápido do que nunca, e o número de compras à vista parece estar aumentando consideravelmente, principalmente no segmento de alto padrão do mercado.

Danielle Lazier, outra corretora de imóveis experiente de São Francisco, descreve uma situação semelhante, mas acrescenta uma perspectiva diferente. Segundo ela, há muito tempo existe uma tendência em São Francisco de anunciar imóveis abaixo do valor de mercado para criar um efeito de leilão.

E a oferta é cronicamente limitada – São Francisco é pequena, tem uma alta proporção de inquilinos e tem tido dificuldades para construir novas moradias (mesmo que o novo prefeito da cidade, focado no crescimento e na recuperação, esteja buscando mudar isso).

Enquanto isso, à medida que o novo boom da IA ganha força, a história de quem consegue ficar em São Francisco e quem não consegue é contada pelos seus moradores.

Duas famílias de São Francisco com filhos em idade escolar, que pediram anonimato para proteger sua privacidade, conseguiram recentemente comprar casas prontas para morar, atendendo à sua necessidade urgente de mais espaço – mas apenas uma delas conseguiu fazê-lo dentro da cidade.

Essa família conseguiu comprar uma casa no disputado bairro residencial onde moravam de aluguel há muito tempo, depois que um dos pais, que trabalha na OpenAI, vendeu algumas ações da empresa em outubro passado, dando à família o impulso financeiro necessário para comprar o imóvel à vista.

O casal diz se sentir "em conflito e constrangido" pelo fato de ter sido o dinheiro da inteligência artificial que tornou tudo isso possível.

"Não somos pessoas extravagantes", dizem. "Apenas fizemos o que pudemos com a oportunidade."

Em contrapartida, a outra família, que não obtém sua renda da IA ou do mundo da tecnologia, teve que se mudar para uma cidade mais suburbana na região da Baía de São Francisco, ao norte.

A nova casa deles, comprada em parte com um financiamento imobiliário, inclui piscina e terreno adicional.

É um tipo de vida diferente, observa a mãe de família, e eles já se adaptaram em grande parte – embora isso envolva um longo trajeto diário para o marido, que ocupa um cargo importante no governo em São Francisco.

"Não teríamos ido embora se tivéssemos condições de ficar", reflete ela. "É meio frustrante e fico um pouco chateada ao ver todo esse dinheiro extra da IA expulsando todo mundo."

O apartamento no Duboce Triangle foi vendido por US$ 3,2 milhões – US$ 200 mil acima do preço pedido, segundo o corretor imobiliário. Ele não disse se o negócio incluiu ações de empresas de IA.

Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A grande aposta do homem mais rico da Alemanha: criar rival europeia de Google e Amazon

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 04:48

Tecnologia A grande aposta do homem mais rico da Alemanha: criar rival europeia de Google e Amazon Dieter Schwarz, de 86 anos, que fez fortuna com rede de supermercados Lidl, está investindo em data centers e IA. Tudo para diminuir dependência digital da Europa em relação aos EUA. Por Deutsche Welle

Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. — Foto: Nicolas Martin/DW

Quando o empresário Bernd Wagner caminha pela nova sede da empresa, fica entusiasmado e diz coisas como "sete vezes mais aço do que foi utilizado na construção da Torre Eiffel" ou "cabos suficientes para ir daqui até Nápoles".

Wagner é o responsável pela área de computação em nuvem e vendas da Schwarz Digits. Essas enormes quantidades de aço e cabos foram empregadas na construção da nova sede, que será oficialmente inaugurada em 21 de julho de 2026.

O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra.

"Isso aqui é uma declaração de intenções. Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém", afirma Wagner.

Essa sede não fica na Califórnia, mas em Bad Friedrichshall, uma pequena cidade no sul da Alemanha, a poucos quilômetros de Heilbronn, a cidade natal daquele que é apontado por revistas especializadas como o homem mais rico da Alemanha: Dieter Schwarz, de 86 anos.

Foi a partir de Heilbronn que ele construiu o império Lidl, uma das redes de supermercados mais conhecidas da Alemanha e presente em vários países da Europa. Mais de 600 mil pessoas trabalham em empresas do Grupo Schwarz em todo o mundo.

'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. — Foto: Nicolas Martin/DW

O conglomerado cresceu sobretudo graças às redes de supermercados Lidl e Kaufland. Mas, como o Grupo Schwarz prefere fazer tudo por conta própria, expandiu-se para diversas áreas: produção de alimentos, gestão de resíduos, reciclagem e, agora, digitalização.

Em 2025, o Grupo Schwarz registrou um faturamento de quase 185 bilhões de euros – mais do que SAP, Mercedes ou Bayer. Só a montadora Volkswagen faturou mais entre as empresas alemãs.

O Grupo Schwarz sempre foi conhecido pela discrição. Quase nunca se fala sobre seu fundador, Dieter Schwarz. Há poucas fotografias públicas dele. Diz-se que ele consegue andar por Heilbronn sem ser reconhecido.

Mas agora o Grupo Schwarz está nas manchetes com uma nova narrativa, que começa com a Schwarz Digits e gira em torno da independência digital e da valorização da Alemanha como polo tecnológico.

"Se você não está sentado à mesa, acaba fazendo parte do cardápio", diz Wagner em seu escritório climatizado.

Se nos últimos anos a Schwarz Digits cuidou sobretudo da infraestrutura de TI dos 14.500 supermercados do grupo ao redor do mundo, agora oferece seus serviços de nuvem e segurança digital também para empresas privadas e órgãos públicos.

Segundo Wagner, o objetivo é fazer com que Alemanha e Europa voltem a ter protagonismo e deixem de depender totalmente das tecnologias dos Estados Unidos ou da China. "Queremos devolver à Europa sua capacidade de agir", afirma.

Esse posicionamento está dando resultados. Nos últimos tempos, a empresa vem conquistando grandes contratos. Entre seus clientes e parceiros estão o governo da Holanda, ministérios alemães e a Federação Alemã de Futebol (DFB).

Na região de Spreewald, ao sul de Berlim, a Schwarz Digits está construindo um centro de dados. Ao custo de 11 bilhões de euros, trata-se do maior investimento individual da história do grupo.

O valor investido na nova sede em Bad Friedrichshall não foi divulgado. O que se sabe é que a instalação foi concebida para manter os talentos de TI na Alemanha e até mesmo atrair novos profissionais. A mensagem é clara: por que se mudar para o caro Vale do Silício se é possível trabalhar num setor do futuro no sul da Alemanha?

Quem passeia por Heilbronn vê claramente como a cidade está formando os seus talentos. Um exemplo é o campus educacional da Fundação Dieter Schwarz, onde diversas instituições de ensino e pesquisa alemãs formam cerca de 8 mil estudantes. A expectativa é de que o número ainda vá crescer significativamente.

Nas proximidades está o Experimenta, que se apresenta como o maior centro de ciência da Alemanha e virou símbolo da cidade e atração turística. Lá os visitantes podem vivenciar na prática tecnologias e aplicações de inteligência artificial.

O prefeito de Heilbronn, Harry Mergel, participou da iniciativa que levou à construção do Experimenta há cerca de 20 anos. Uma das principais financiadoras do projeto foi justamente a Fundação Dieter Schwarz.

Mergel é prefeito da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, desde 2014. Assim como muitos outros, ele evita falar muito sobre o mecenas que não deixou sua terra natal. "Toda pessoa tem direito ao anonimato", diz.

A transformação da cidade já é visível. Heilbronn, que os próprios moradores às vezes chamavam de forma autodepreciativa de "Heilbronx", aparece hoje em alguns rankings como a cidade com o maior poder de compra da Alemanha.

O crescente número de moradores vindos da Índia e da China também indica que empregos em tecnologia da informação estão atraindo profissionais para a região.

Além disso, há um megaprojeto que deverá tornar a cidade ainda mais conhecida internacionalmente nos próximos anos: o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI).

Com esse parque de inovação em inteligência artificial, Heilbronn pretende competir com centros tecnológicos como Londres e Paris.

A expectativa é que até 5 mil pessoas trabalhem e pesquisem no complexo localizado nos arredores da cidade. Os primeiros edifícios serão inaugurados em 2027. Mais uma vez, tanto a Fundação Dieter Schwarz quanto o Grupo Schwarz desempenham um papel central no projeto.

Os custos não foram divulgados, mas o IPAI já opera como rede de colaboradores desde 2022, e cerca de 140 empresas e parceiros desenvolvem projetos relacionados à inteligência artificial. Mergel, cujo mandato vai até 2030, é taxativo: "O futuro está sendo construído em Heilbronn".

Wagner vai na mesma linha: "A nossa região em breve se tornará o maior polo de formação em inteligência artificial da Alemanha e da Europa." E a Schwarz Digits pretende, claro, ocupar um papel importante nesse cenário.

Mas será que a empresa realmente consegue competir com os gigantes da tecnologia? A Amazon, por exemplo, faturou 135 bilhões de dólares só no seu negócio de computação em nuvem no último ano. A Schwarz Digits, considerando todas as suas atividades, alcança cerca de 2,2 bilhões de euros em receita.

Mesmo assim, Wagner demonstra confiança. Segundo ele, as oportunidades surgem naturalmente, já que Alemanha e Europa precisam urgentemente de soluções de TI independentes.

O Grupo Schwarz também não é por acaso o maior varejista da Europa e o quarto maior do mundo. Dieter Schwarz já demonstrou diversas vezes paciência estratégica e faro para grandes oportunidades. Por isso, é perfeitamente possível que a nova grande aposta dele acabe se revelando um sucesso.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quantos bilhões custará reconstruir a Venezuela após terremotos, e quem pagará a conta?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/07/2026 04:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,28%Dólar TurismoR$ 5,314-0,26%Euro ComercialR$ 5,832-0,38%Euro TurismoR$ 6,080-0,4%B3Ibovespa172.742 pts1,22%Oferecido por

A Venezuela enfrenta o desafio de reconstrução após os terremotos de 24 de junho. Os tremores deixaram milhares de mortos e feridos no norte do país.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estimou os danos físicos diretos em US$ 6,7 bilhões. O valor equivale a 6% do PIB venezuelano.

Consultorias e economistas locais projetam custos ainda maiores para a reconstrução. As estimativas variam de US$ 12 bilhões a US$ 20 bilhões.

A presidente em exercício Delcy Rodríguez anunciou US$ 200 milhões do FMI. China, EUA e ONU também prometeram repasses que somam centenas de milhões.

Especialistas apontam que a desconfiança internacional e a inadimplência desde 2017 dificultam a obtenção de créditos externos necessários para a reconstrução do país.

Passada a fase de emergência, a Venezuela terá pela frente o desafio da reconstrução — Foto: Getty Images via BBC

A Venezuela enfrenta dias trágicos desde os terremotos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos e feridos no norte do país.

Foram dias de muito esforço e desespero na busca por sobreviventes sob os escombros e no atendimento aos feridos em hospitais que já trabalhavam no limite antes da tragédia. Ao mesmo tempo, crescem as críticas à demora na resposta do governo venezuelano.

Passada a fase de emergência, o país terá pela frente o desafio da reconstrução. Será preciso erguer novamente os prédios que desabaram e recuperar estradas e outras infraestruturas danificadas ou destruídas pelo que já é considerado o pior desastre da história recente da Venezuela.

Até o momento, os valores anunciados pelo governo venezuelano, por países e por organismos multilaterais dispostos a ajudar estão muito abaixo do que especialistas estimam ser necessário para que o país se recupere dos danos causados pelos terremotos.

O nível de destruição provocado pelo duplo terremoto é tão grande que ainda é difícil estimar não apenas a extensão dos danos, mas também quanto custará reconstruir as áreas atingidas: a capital, Caracas, e os estados de La Guaira, Carabobo, Miranda, Yaracuy e Aragua.

Além das vidas perdidas e dos ferimentos sofridos por milhares de sobreviventes, há os enormes prejuízos materiais. Ainda não existe um levantamento completo, mas as imagens de dezenas de prédios desabados e de estradas partidas ao meio no Estado de La Guaira dão uma dimensão da catástrofe.

As estimativas iniciais de diferentes instituições e especialistas variam, mas todas apontam que o esforço para reconstruir as áreas afetadas será gigantesco.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estimou os danos físicos diretos em US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 36,2 bilhões). Com base em imagens de satélite, o órgão calculou a quantidade de estruturas nas áreas atingidas pelos terremotos e ressaltou que a estimativa pode cair para US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 25,4 bilhões) ou subir para US$ 8,7 bilhões (aproximadamente R$ 47 bilhões), principalmente em razão das perdas em moradias e outros bens. Ainda assim, o valor não contempla todos os danos à infraestrutura nem o custo da reconstrução de longo prazo.

Em comunicado, o Pnud afirmou que, à medida que novas informações forem reunidas, as estimativas do impacto total deverão ser revisadas. Segundo o órgão, esse impacto costuma variar entre 1,5 e três vezes o valor dos danos diretos.

Caso a estimativa de US$ 6,7 bilhões se confirme, ela equivaleria a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) da Venezuela, segundo o Pnud.

O economista venezuelano Asdrúbal Oliveros estima que o custo da reconstrução deverá ficar entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões (entre cerca de R$ 64,8 bilhões e R$ 81 bilhões), incluindo habitação, infraestrutura, comércio, transporte e logística entre os setores mais afetados.

Já Alejandro Grisanti, da consultoria venezuelana Ecoanalítica, disse à BBC News Mundo, serviço espanhol da BBC, que as suas estimativas iniciais apontam que o custo total da reconstrução ficará em torno de US$ 20 bilhões (em torno de R$ 108 bilhões).

Quando as operações de resgate terminarem, a Venezuela terá pela frente o desafio da reconstrução — Foto: Getty Images via BBC

A primeira fase da emergência exigiu uma intensa operação para resgatar pessoas presas sob os escombros e atender os feridos. Também foi preciso abrigar as milhares de pessoas que perderam suas casas, além de garantir alimentação e transporte para os desabrigados.

Outra tarefa, talvez a mais dolorosa, é identificar os mortos e dar assistência às crianças que ficaram órfãs.

Nas próximas semanas, o foco deverá se voltar para a avaliação dos danos e o início da reconstrução de estradas, da rede elétrica e das moradias. E, segundo especialistas, a ajuda internacional será indispensável.

Os terremotos agravaram a situação de um país cuja economia já enfrentava anos de dificuldades. Esse cenário contribuiu para que a Venezuela registrasse uma das maiores ondas migratórias das últimas décadas.

Segundo a Universidade Católica Andrés Bello, na Venezuela, o PIB venezuelano encolheu mais de 70% entre 2014 e 2021 por causa dos efeitos da queda da produção de petróleo, dos desequilíbrios fiscais e da hiperinflação. Antes mesmo dos terremotos, o Programa Mundial de Alimentos da ONU estimava, em seu relatório mais recente, que mais de 5 milhões de pessoas precisavam de assistência alimentar urgente no país.

Grisanti, da Ecoanalítica, disse à BBC News Mundo que, "embora seja preciso agradecer a solidariedade internacional demonstrada no primeiro momento, com o envio de equipes de resgate, os valores anunciados para ajudar a Venezuela a se reconstruir estão muito longe do que será necessário".

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo destinará US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão) de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) já alocados ao país. Ela também informou que o presidente da China, Xi Jinping, determinou o envio de US$ 17 milhões (cerca de R$ 92 milhões) para ajudar a Venezuela.

O governo dos Estados Unidos prometeu mais de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,62 bilhão) em ajuda humanitária direta ao país sul-americano.

Já o Fundo Central de Resposta a Emergências das Nações Unidas liberou imediatamente US$ 15 milhões (cerca de R$ 81 milhões) para a Venezuela.

Mesmo somando todos os recursos anunciados até agora, o valor está muito abaixo das dezenas de bilhões de dólares que, segundo especialistas, serão necessários para reconstruir o país. "As primeiras cifras anunciadas pela ajuda internacional foram modestas", disse Grisanti, da Ecoanalítica.

Tamara Herrera, da consultoria Síntesis Financiera, afirmou à BBC News Mundo que "o desafio da reconstrução se soma aos problemas econômicos que a Venezuela enfrenta há anos".

Os economistas concordam que o governo venezuelano não tem condições de assumir sozinho o custo da reconstrução.

"O país não tem capacidade nem acesso ao financiamento internacional e agora se vê obrigado a buscar soluções sem saber como nem quando elas chegarão", afirmou Herrera.

Além de insuficientes, os recursos anunciados até agora esbarram em dúvidas sobre a capacidade das autoridades venezuelanas de administrá-los e na imagem negativa do governo chavista em muitos países, o que pode desestimular doadores e investidores internacionais.

"Quando há tanta desconfiança e tantas denúncias de corrupção, é natural que a primeira reação da comunidade internacional seja de cautela", disse Grisanti. "A falta de transparência do Estado venezuelano e as dúvidas sobre sua legitimidade dificultam a obtenção da ajuda internacional de que o país vai precisar."

A dívida pública do país está tecnicamente em inadimplência desde 2017, quando o governo deixou de honrar os pagamentos dos títulos que havia emitido. Desde então, a Venezuela perdeu acesso aos mercados internacionais de crédito e acumula uma dívida estimada em cerca de US$ 170 bilhões (aproximadamente R$ 918 bilhões).

Nesta semana, Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela negocia com os EUA e com o FMI a recuperação de recursos para reconstruir as áreas afetadas, mas ainda não há datas nem valores definidos.

Em maio, o FMI anunciou a retomada das relações com o governo venezuelano e informou que iniciará conversas para restabelecer sua atividade de supervisão no país. O organismo ressaltou, no entanto, que essa reaproximação "não implica financiamento imediato" e que será "um processo".

Durante a pandemia, a Venezuela deixou de receber os recursos extraordinários que o FMI disponibilizou a países para enfrentar a crise sanitária. Na época, o organismo afirmou que não podia determinar qual era o governo legítimo do país.

Naquele momento, os EUA e seus aliados reconheciam o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Mas desde então muita coisa mudou.

Nicolás Maduro foi capturado em Caracas e levado para Nova York em uma operação militar dos EUA, em 3/1 deste ano. A sua vice-presidente e principal aliada, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência e governa agora com o apoio explícito do presidente americano, Donald Trump.

O FMI não descarta conceder ajuda ao governo de Rodríguez. Diante do histórico recente, é provável que exija um plano rigoroso de supervisão e o cumprimento de uma série de condições. E, caso os recursos sejam liberados, será necessário administrá-los com transparência e definir prioridades entre as diferentes necessidades das regiões afetadas.

"Em outras catástrofes desse tipo, foi criada uma autoridade independente para garantir uma gestão eficiente e organizada dos recursos. Essa é uma fórmula que poderia ser adotada agora", propõe Grisanti, da Ecoanalítica.

Mesmo que isso aconteça, outro desafio será contar com profissionais qualificados para conduzir a reconstrução. "O governo enfrenta limitações de capital humano, e o país vem de anos de declínio econômico, deterioração ética e sanções", afirmou Herrera, da Síntesis Financiera.

Para Herrera, a situação enfrentada pela Venezuela, que pode marcar os próximos anos, pode ser resumida da seguinte forma: "Estamos diante de um Estado enfraquecido e tutelado, que hoje não tem condições de responder adequadamente. Por isso, a articulação com o restante da sociedade será indispensável."

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Próprio fabricante diz que substância ‘ainda não foi avaliada ou aprovada por nenhuma autoridade regulatória no mundo’.

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