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Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Carros Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve tomar decisão nesta terça-feira (14). Engenheiros afirmam que veículos mais antigos ou sem calibração específica podem sofrer aumento de consumo, corrosão e desgaste de componentes. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve se reunir nesta terça-feira (14) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

A medida vem sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)

Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.

O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.

A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.

tanque;boia;bomba de combustível;linhas de combustível metálicas ou plásticas;bico injetor;câmara de combustão;pistões;vedações.

Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.

"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor — Foto: Arte / g1

Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.

O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.

🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.

Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.

Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.

Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.

Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumentio de tanol na gasolina — Foto: Divulgação

No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.

"Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.

O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.

O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.

Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro — Foto: Divulgação / Bosch

Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.

Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.

"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.

Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.

Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto — Foto: Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center

A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.

Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.

Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.

Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.

Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.

Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.

E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.

As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.

Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.

“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica.

Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:

Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível;desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação;travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível;baixa vida útil de velas de ignição.

Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.

Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.

“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica.

A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.

Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.

"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.

O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.

A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.

Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.

Segundo a entidade, o setor produtor de etanol contribuiu com informações sobre capacidade produtiva, segurança energética e impactos da mudança.

A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.

De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.

Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.

Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.

Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos.

A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível.

A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.

Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.

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Conselho pode votar aumento de etanol na gasolina de 30% para 32% nesta terça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pode decidir, nesta terça-feira (14), sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

A decisão já era esperada desde maio, mas foi adiada em três ocasiões após cancelamentos e mudanças na agenda do colegiado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do E32 pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Na avaliação da pasta, esse volume seria suficiente para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.

LEIA TAMBÉM: Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos.

A proposta integra a política do Combustível do Futuro, marco regulatório criado para ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento da mistura representa uma continuidade da política brasileira de incentivo aos biocombustíveis.

"A medida foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com base em estudos técnicos, e reforça o uso de um combustível renovável produzido no Brasil, contribuindo para a segurança energética, a descarbonização e a redução da dependência de importações de gasolina", afirmou a entidade ao g1.

A Unica estima que a mudança elevará em cerca de 1 bilhão de litros por ano a demanda por etanol anidro em comparação com a mistura atual de 30%.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido que a adoção do E32 é respaldada por estudos técnicos que comprovam a segurança da nova mistura para a frota brasileira.

A decisão do CNPE deve ocorrer em um momento de volatilidade no mercado internacional de petróleo, provocado pelas tensões no Oriente Médio.

Nesse cenário, o governo aposta na ampliação da participação do etanol na gasolina como uma forma de reduzir a dependência de importações, aumentar a oferta doméstica de combustível e diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai avaliar nesta semana a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle — Foto: A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle

Na última quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nas redes sociais que o governo mantém o compromisso de retirar os subsídios concedidos à gasolina, mas que a medida dependerá da estabilização dos preços internacionais dos combustíveis.

Na mesma publicação, Motta disse que acertou com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o avanço da proposta que tramita na Câmara dos Deputados sobre o assunto.

"Com relação ao PLP dos combustíveis, o Governo Federal segue comprometido em retirar o subsídio que está sendo dado para a gasolina, necessitando apenas de mais um tempo para aguardar a estabilização do preço decorrente do conflito no Irã", escreveu.

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Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Agro Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo Levantamento mostra que redes ainda enfrentam dificuldades para ampliar a oferta do sistema cage-free, citando preço e abastecimento entre os principais obstáculos. Por Vivian Souza, g1

Mais de 160 empresas brasileiras assumiram compromisso de substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas cage free, mas a maioria não tem avançado no cumprimento das metas.

Segundo o Observatório do Ovo, da Alianima, 64% dos supermercados não ampliaram a oferta de ovos livres de gaiolas ou apresentaram retrocessos.

Entre os principais obstáculos apontados pelas redes estão o alto custo do produto, dificuldades de abastecimento, baixo conhecimento dos consumidores.

No sistema cage free, as galinhas ficam soltas dentro do galpão, diferentemente da criação em gaiolas.

A maioria dos supermercados não apresentou avanços na transição para a venda exclusiva de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, segundo o estudo Observatório do Ovo, da ONG Alianima, realizado anualmente.

Desde 2015, grandes empresas dos setores de alimentação e hotelaria passaram a anunciar compromissos públicos para substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas livres, conhecidos como "cage-free". (saiba mais abaixo)

Atualmente, mais de 160 empresas brasileiras já assumiram esse compromisso. As próprias empresas definiram prazos para cumprir as metas, que vão de 2021 a 2030.

Mas, segundo o levantamento, 64% das redes não aumentaram o percentual de marcas de ovos livres de gaiolas ou ainda apresentaram retrocessos. Além disso, 24% das empresas que assumiram a meta não prestam contas sobre o avanço.

O Carrefour é uma das redes citadas no relatório. A empresa assumiu compromisso público com a transição, mas, no último ano, reduziu a participação de ovos livres em seus supermercados, de 21,4% para 20,2%.

A rede também foi apontada como a única entre as que assumiram compromisso de não oferecer ao menos uma marca de ovos livres em todas as lojas.

O g1 entrou em contato com as duas empresas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Ovo caipira, orgânico, 'cage free': saiba diferenciar os tipos (spoiler: não é pela cor da casca)

Para o levantamento, a Alianima ouviu redes de supermercados, que apontaram os principais desafios da transição:

as regiões Norte e Nordeste foram classificadas como as mais difíceis para abastecimento de ovos livres;67% das empresas relataram o alto custo do produto como um obstáculo;44% apontaram a falta de conhecimento dos consumidores sobre o assunto;33% afirmaram ter baixa aceitação do produto pelos clientes. No entanto, 78% disseram que a transição provoca uma percepção positiva da marca;22% afirmaram haver falta de apoio de associações.

Em muitos sistemas de criação, a galinha é confinada em gaiolas assim que começa a botar. Até 11 animais dividem o mesmo espaço, sem conseguir ciscar, apenas comer e botar ovos.

O Instituto Certified Humane Brasil estabelece normas para a criação com foco no bem-estar animal e concede certificação às empresas que seguem esses padrões.

Por exemplo, as regras estabelecem que o espaço do aviário pode conter, no máximo, de 7 a 11 aves por metro quadrado. Além disso, cada ave precisa de um espaço de 5 cm nos comedouros e 15 cm nos poleiros.

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Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.030 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 25 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (14), em São Paulo.

No concurso do último sábado (11), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 06 – 11 – 25 – 45 – 48 – 58.

Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsAppFavorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaCompartilhe essa notícia no WhatsApp

O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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