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Investimento em saneamento cresce 51% mas segue abaixo do necessário para cumprir Marco Legal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 01:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,078-1,05%Dólar TurismoR$ 5,279-1,1%Euro ComercialR$ 5,798-0,74%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.641 pts0,51%Oferecido por

O investimento anual por habitante em saneamento cresceu 51% desde 2020. O ritmo de aplicação, contudo, é insuficiente para universalizar os serviços até 2033.

A legislação brasileira estabelece que 99% da população deve ter água potável e 90% coleta e tratamento de esgoto. Atualmente, milhões de brasileiros carecem desses serviços.

Os projetos estruturados de saneamento em execução ou já contratados movimentam mais de R$ 420 bilhões. Eles têm potencial para beneficiar mais de 100 milhões de pessoas.

Os investimentos continuam concentrados geograficamente, com o Sudeste recebendo a maior fatia. Menos da metade da população é atendida por agências que seguem normas federais.

Saneamento impulsiona o desenvolvimento sustentável e melhor a vida em municípios por todo o Brasil. — Foto: Divulgação

Seis anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, o Brasil ampliou os investimentos no setor e avançou na estruturação de concessões, privatizações e projetos de regionalização. Apesar disso, o ritmo ainda é insuficiente para garantir a universalização dos serviços até 2033, meta prevista na legislação.

Levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados mostra que o investimento médio anual por habitante cresceu 51% entre 2020 e 2024, passando de R$ 90,54 para R$ 137,02. O valor, porém, segue distante dos cerca de R$ 225 por habitante por ano estimados pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) como necessários para atingir as metas de universalização.

✍️ A lei estabelece que, até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto.

Hoje, o país ainda está longe desse cenário. Segundo os dados usados pelo estudo, 15,9% dos brasileiros seguem sem acesso à água potável e 43,3% não contam com coleta de esgoto. Na prática, isso representa dezenas de milhões de pessoas sem acesso a serviços básicos de saneamento.

Os investimentos em saneamento somaram R$ 112,6 bilhões entre 2020 e 2024.O investimento por habitante cresceu 51% no período, alcançando R$ 137,02 em 2024.O valor considerado necessário para cumprir as metas do Marco Legal é de cerca de R$ 225 por habitante por ano.O setor precisa manter investimentos próximos de R$ 48 bilhões anuais até 2033.Ainda faltam aproximadamente R$ 431 bilhões em investimentos para universalizar os serviços.

"O desafio da universalização permanece enorme. Precisaremos manter um ritmo de R$ 48 bilhões em investimentos ao ano — algo ainda inédito", afirma Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil.

Sancionado em julho de 2020, o Marco Legal do Saneamento foi criado para ampliar os investimentos no setor, incentivar a participação da iniciativa privada, fortalecer a regulação e acelerar a universalização dos serviços.

Segundo o estudo, o principal efeito observado nos últimos seis anos foi a expansão dos projetos estruturados.

Os contratos já assinados têm potencial de beneficiar mais de 100 milhões de pessoas distribuídas em 2.460 municípios. Além disso, há projetos em preparação com previsão de R$ 58,4 bilhões em investimentos adicionais, que poderão atender mais 18 milhões de habitantes em 625 municípios.

Ao todo, os projetos em execução ou contratados movimentam mais de R$ 420 bilhões em investimentos previstos.

O estudo cita como exemplos processos de concessão e privatização realizados ou estruturados após o novo marco, incluindo projetos em estados como São Paulo, Pará, Sergipe, Paraíba e Rondônia.

Apesar dos avanços financeiros, os pesquisadores destacam que parte importante dos entraves está na governança e na regulação.

De acordo com o levantamento, cerca de 20 milhões de brasileiros vivem em 963 municípios que ainda não possuem agência reguladora cadastrada na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Iniciativa da companhia Aegea impulsiona o saneamento básico no Rio de Janeiro. — Foto: Divulgação

O problema não se limita à ausência de cadastro. Entre as entidades registradas, apenas 29 agências comprovaram aderência integral às normas de referência da ANA. Juntas, elas atendem 2.809 municípios e cerca de 92 milhões de habitantes — o equivalente a 43% da população brasileira.

Na avaliação dos autores, esse cenário pode dificultar a fiscalização dos contratos e reduzir a segurança jurídica necessária para atrair investimentos de longo prazo.

Boa Vista tem segundo melhor saneamento básico entre capitais do Norte, aponta estudo — Foto: Yasmim Trindade/Caer

O Sudeste recebeu mais da metade dos recursos aplicados desde 2020, impulsionado principalmente por São Paulo. Já a Região Norte, que concentra alguns dos piores indicadores de atendimento do país, recebeu apenas R$ 5,3 bilhões no período analisado.

Segundo os pesquisadores, a diferença ajuda a explicar por que os indicadores de saneamento seguem avançando em velocidades distintas entre as regiões brasileiras.

Na avaliação do Instituto Trata Brasil, o país avançou na criação de projetos e na atração de investimentos, mas os próximos anos serão decisivos para transformar contratos em obras e ampliar efetivamente o acesso à população.

manutenção do crescimento dos investimentos;fortalecimento das agências reguladoras;ampliação da adesão às normas da ANA;avanço da regionalização dos serviços;execução dos projetos já contratados.

Seis anos depois da aprovação do Marco Legal, a conclusão dos pesquisadores é que o setor avançou, mas ainda precisa acelerar significativamente o ritmo para que a universalização dos serviços se torne realidade dentro do prazo previsto pela lei.

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Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 01:47

Agro Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária Confirmação ocorre semanas após a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, ambos em aves migratórias. Por Redação g1

A Nova Zelândia confirmou nesta quarta-feira (15) seu primeiro caso de gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em uma ave marinha migratória, segundo informou o ministro da Biossegurança, Andrew Hoggard.

A confirmação ocorre poucas semanas depois de a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, encerrando uma condição que fazia do continente australiano a única grande massa continental sem registros do vírus.

Segundo o governo neozelandês, o caso foi identificado em uma ave marinha migratória. As autoridades afirmam que, até o momento, não há evidências de transmissão entre aves silvestres no país nem registros de surtos em granjas comerciais.

"Não há evidências de mortalidade em massa na vida selvagem ou de transmissão entre aves silvestres na Nova Zelândia. Não houve detecção em aves domésticas", disse Hoggard em comunicado.

A descoberta reforça a preocupação das autoridades da Oceania com a chegada da cepa H5N1 por meio de aves migratórias.

Em junho, a Austrália confirmou dois casos da doença em menos de uma semana no estado da Austrália Ocidental. O primeiro foi identificado em um mandrião-pardo migratório. O segundo ocorreu em um petrel-gigante-do-norte encontrado doente em uma praia próxima à cidade de Esperance, a cerca de 570 quilômetros de Perth.

Até então, a Austrália era considerada o único continente sem registro da gripe aviária H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido detectado apenas no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico australiano localizado a cerca de 4 mil quilômetros da costa australiana.

Após os registros, autoridades australianas reforçaram protocolos de biossegurança em fazendas, ampliaram a testagem de aves costeiras e intensificaram medidas de vigilância para impedir que o vírus chegasse aos sistemas de produção comercial.

Apesar do avanço da doença entre aves selvagens em diferentes partes do mundo, as infecções humanas continuam sendo consideradas raras. Ainda assim, a disseminação global da gripe aviária levou ao abate de milhões de aves nos últimos anos, afetando cadeias de abastecimento e pressionando preços de alimentos, especialmente ovos e carne de frango.

Por enquanto, tanto a Nova Zelândia quanto a Austrália afirmam não ter identificado transmissão do H5N1 para aves de criação nos casos mais recentes.

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Tarifaço de Trump: EUA definem nesta quarta se aplicam novas taxas ao Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: EUA definem nesta quarta se aplicam novas taxas ao Brasil Decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) encerra um processo que começou há um ano, e incluiu investigação, consulta pública, audiências e negociações entre os dois países. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Pablo Porciúncula e Andrew Caballero-Reynoldos/ AFP via Getty Images

Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de medidas contra produtos brasileiros.

O processo abriu uma disputa entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para apresentar argumentos contra as medidas.

Com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, o governo americano avalia a aplicação de duas sobretaxas sobre produtos brasileiros.

A primeira é uma tarifa adicional de 12,5%, aplicada também a mais de 60 países, sob a justificativa de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. A segunda prevê uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas.

A seguir, entenda como a disputa começou, como funcionaram as audiências públicas, quem participou e qual foi a atuação do governo brasileiro ao longo do processo.

Em junho, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA concluiu uma investigação aberta quase um ano antes, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar possíveis barreiras comerciais em outros países. (saiba mais abaixo)

No relatório final, o órgão afirmou que algumas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" e poderiam prejudicar empresas e exportadores dos EUA.

PIX e serviços de pagamento: o USTR afirma que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas.Regulação de plataformas digitais: o órgão questiona decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA. Acordos comerciais: os americanos criticam tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia.Desmatamento ilegal: o relatório aponta falhas na fiscalização ambiental.Mercado de etanol: os EUA alegam falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro.Propriedade intelectual: o documento cita problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes.Combate à corrupção: o USTR critica medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato.

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Paralelamente, os EUA concluíram uma investigação sobre produtos fabricados com trabalho forçado e incluíram o Brasil entre os países que, segundo o governo americano, não fiscalizariam adequadamente a entrada dessas mercadorias.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, levando a uma tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA investigar políticas e práticas de outros países que possam prejudicar empresas ou exportadores americanos.

🔎 O mecanismo dá ao Escritório do Representante Comercial dos EUA poder para apurar possíveis barreiras comerciais e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos importados.

O processo envolve investigação, análise técnica, consulta pública e, só depois, uma decisão sobre a aplicação das medidas. O instrumento já foi usado em disputas comerciais, principalmente contra a China, durante o primeiro governo de Donald Trump.

A Seção 301 se diferencia de mecanismos como a Seção 232, usada com justificativa de segurança nacional. Enquanto a 232 mira riscos à indústria americana, a 301 é voltada a práticas consideradas comerciais desleais.

Antes disso, Trump tentou impor tarifas ao Brasil usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), com sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, que decidiu que a lei não autorizava o presidente a criar tarifas de importação.

Antes da decisão final, o governo americano abriu uma consulta pública para receber manifestações sobre a proposta de tarifas.

O cronograma previu inscrições para as audiências até 22 de junho, envio de contribuições por escrito até 1º de julho e a realização das audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho. As manifestações passaram a integrar a análise que embasou a decisão final.

As audiências do USTR reuniram representantes da indústria, do agronegócio e de outros setores brasileiros que tentaram evitar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados aos EUA.

O principal argumento foi que a medida elevaria custos não apenas para empresas brasileiras, mas também para consumidores e cadeias produtivas americanas.

💰 Entre os principais argumentos apresentados estiveram a integração das economias dos dois países, a ausência de práticas comerciais desleais e o risco de aumento de custos para empresas dos EUA que dependem de produtos brasileiros. (leia os argumentos da indústria)

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representantes dos setores de café, mel, pescados e ferro-gusa defenderam negociações em vez da adoção de novas barreiras comerciais.

O senador Flávio Bolsonaro também participou da audiência por iniciativa própria. Em seu discurso, afirmou que a aplicação das tarifas naquele momento seria "o pior momento possível" e pediu que os EUA adiassem a medida para permitir novas negociações.

A participação dele ocorreu de forma independente, sem representar o governo brasileiro, que enviou observadores ao encontro e manteve as negociações por canais diplomáticos e técnicos.

O governo brasileiro adotou uma estratégia em duas frentes para tentar evitar a aplicação das tarifas propostas pelos EUA:

Em resposta à investigação, o Itamaraty afirmou que as acusações americanas não comprovam que políticas brasileiras prejudiquem empresas dos Estados Unidos ou criem barreiras ao comércio.

O governo argumenta que temas como o PIX, a regulação de plataformas digitais e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) estão relacionados a escolhas internas do país e não podem ser usados como justificativa para medidas comerciais.

No documento enviado ao USTR, o Brasil rebateu ponto a ponto as críticas americanas. Sobre o PIX, afirmou que o sistema é uma infraestrutura pública aberta a empresas nacionais e estrangeiras e citou a atuação de companhias americanas no mercado brasileiro.

Em relação às redes sociais, defendeu que as decisões judiciais seguem as leis brasileiras e se aplicam igualmente a empresas nacionais e estrangeiras.

O governo também argumentou que os acordos comerciais firmados pelo Brasil com outros países seguem regras internacionais, que as políticas de combate ao desmatamento e à corrupção foram fortalecidas nos últimos anos e que o país possui mecanismos de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão.

Além da defesa formal, o Brasil buscou articulação com empresas e entidades dos dois países. O governo identificou manifestações de companhias americanas contrárias às tarifas.

Como o g1 mostrou, empresas americanas que dependem de importações brasileiras pressionaram Washington a retirar produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

🔎 Em manifestações enviadas ao USTR, companhias e entidades de setores como construção, mineração, pisos, educação e habitação afirmaram que muitos produtos brasileiros não têm substitutos equivalentes e alertaram que a medida aumentaria os custos para empresas e consumidores dos EUA, sem fortalecer a produção doméstica.

Após as audiências, o governo passou a trabalhar com a possibilidade de as tarifas entrarem em vigor, mas ainda avaliava a chance de mudanças no texto final, como a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa. A expectativa era de uma última rodada de conversas antes do anúncio.

Segundo integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil mantivesse as negociações até o fim do prazo, sem aceitar as justificativas apresentadas pelos EUA para impor as tarifas.

Se a medida entrar em vigor, a reação inicial deverá ser uma manifestação oficial de "indignação" com a decisão da Casa Branca, segundo interlocutores do presidente.

A nota deve reforçar os argumentos apresentados ao longo da investigação, de que as medidas são injustificadas e de que a estrutura tarifária brasileira já favorece as exportações americanas.

Depois disso, o governo pretende analisar a lista final de produtos atingidos para definir os próximos passos, incluindo a continuidade das negociações ou a eventual adoção de medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite responder a barreiras comerciais impostas por outros países.

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Imposto de Renda 2026: Receita paga lote especial de restituição automática nesta quarta; veja como fazer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 00:47

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita paga lote especial de restituição automática nesta quarta; veja como fazer Projeto piloto de 'cashback' deve beneficiar cerca de 4 milhões de contribuintes que não precisaram declarar o Imposto de Renda em 2025, mas têm valores a receber. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

A Receita Federal paga nesta quarta-feira (15) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave PIX do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal paga nesta quarta-feira (15) o lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar)

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF.

A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita:

Acesse o portal da Receita Federal.Clique em "Meu Imposto de Renda".Selecione a opção "Consultar a Restituição".Faça login com sua conta gov.br (nível prata ou ouro), se solicitado.Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial.

Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS.Faça login com sua conta gov.br.Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado.Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível:

conferir os dados utilizados pela Receita;incluir informações adicionais, se necessário;retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento.

Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento.

Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores.

Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026:

8 de julho: consulta aos contemplados;15 de julho: pagamento da restituição em parcela única;31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF.

Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.

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Concurso do IBGE: inscrições para 1,4 mil vagas terminam nesta quarta; veja como participar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 00:47

Trabalho e Carreira Concursos Concurso do IBGE: inscrições para 1,4 mil vagas terminam nesta quarta; veja como participar Oportunidades são para atuar no Censo Agropecuário e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. Os salários chegam a R$ 5.255,40, além de benefícios. Por Redação g1 — São Paulo

As inscrições para o segundo processo seletivo do IBGE para o 12º Censo Agropecuário e o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua terminam nesta quarta-feira (15), às 23h59.

A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio), com salários de R$ 2.932 a R$ 5.255,40, além de benefícios.

As provas objetivas serão aplicadas em 30 de agosto, nas capitais e no Distrito Federal, e os contratos poderão ser prorrogados por até 48 meses, conforme a necessidade do IBGE.

Os aprovados além das vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade da seleção em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas demandas do instituto.

As inscrições para o segundo processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua terminam nesta quarta-feira (15), às 23h59.

A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para os cargos de Analista Censitário e Agente Censitário de Qualidade. Este é o segundo processo seletivo lançado pelo IBGE para os censos de 2026.

Enquanto o primeiro edital, cujas inscrições terminaram na semana passada, oferecia 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e de supervisão, este reúne oportunidades para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio) – veja a diferença.

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição varia conforme o cargo:

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Do total de vagas, 1.020 são para Analista Censitário e 394 para Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função:

Agente Censitário de Qualidade (ACQ): exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932;Analista Censitário (AC): exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40.

As vagas de Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo, entre outras.

Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Além do salário, os contratados terão direito ao auxílio-alimentação de R$ 1.192 por mês, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar e pagamento proporcional de férias e 13º salário, conforme o período trabalhado.

🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais. Os dados levantados orientam políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.➡️ Já o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua é um levantamento inédito que vai mapear, contar e traçar o perfil das pessoas que vivem nas ruas em todo o país. A pesquisa reunirá informações como quantidade de pessoas, distribuição geográfica, perfil sociodemográfico e condições de vida.

Podem participar candidatos que atendam aos requisitos de escolaridade e às demais condições previstas no edital.

Para Agente Censitário de Qualidade, é exigido ensino médio completo. Já para Analista Censitário, diploma de nível superior na área correspondente à vaga. Além disso, os candidatos devem:

Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação;Ser brasileiro ou português amparado pelo Estatuto da Igualdade entre brasileiros e portugueses;Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos candidatos do sexo masculino, também com as obrigações militares;Estar em pleno exercício dos direitos políticos;Possuir aptidão física e mental para o exercício da função;Atender aos demais requisitos previstos no edital.

Ocupem cargo ou emprego na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal;Sejam aposentados do serviço público ou das Forças Armadas, das Polícias Militares ou dos Corpos de Bombeiros Militares;Sejam proprietários ou administradores de empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs);Tenham sido contratados temporariamente pelo governo federal com base na Lei nº 8.745/1993 nos últimos 24 meses, exceto nos casos previstos em lei.

5% para pessoas com deficiência (PcD);25% para pessoas pretas e pardas (PPP);3% para pessoas indígenas (PI);2% para pessoas quilombolas (PQ).

Ao todo, 30% das vagas são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas, além da reserva de 5% para pessoas com deficiência.

Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem às vagas da ampla concorrência. Caso obtenham nota suficiente para aprovação na lista geral, serão convocados por essa modalidade e não ocuparão uma vaga reservada.

Se o candidato se enquadrar em mais de uma modalidade de cota, será classificado prioritariamente naquela com maior percentual de reserva. As vagas reservadas que não forem preenchidas serão redistribuídas conforme os critérios previstos no edital.

Todos os candidatos realizarão as mesmas provas e serão avaliados pelos mesmos critérios, independentemente da modalidade de concorrência.

A seleção será composta por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de quatro horas. O exame terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. A distribuição das disciplinas varia conforme o cargo.

Língua Portuguesa (15 questões);Raciocínio Lógico Quantitativo (10);Geografia (15);Conhecimentos Técnicos (20).

Língua Portuguesa (15 questões);Raciocínio Lógico Quantitativo (10);Conhecimentos Específicos (35).

Agente Censitário de Qualidadeacertar, no mínimo, 30% da prova;acertar pelo menos uma questão de cada disciplina.Analista Censitário: acertar, no mínimo, 40% da prova;acertar pelo menos uma questão de cada disciplina.

As provas serão aplicadas no dia 30 de agosto, em todas as capitais e no Distrito Federal, em turnos diferentes:

Apresentar documento oficial com foto;Levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente;Chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência;Respeitar as regras do edital, que proíbem o uso de celulares, relógios, calculadoras e outros equipamentos eletrônicos durante a prova.

Os contratos temporários terão duração inicial de até 12 meses. Os contratos serão firmados inicialmente por períodos de 30 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade orçamentária e o desempenho do profissional.

As prorrogações poderão ocorrer conforme a necessidade do instituto e o andamento da coleta de dados, respeitado o limite máximo de 48 meses, previsto na legislação para contratações temporárias.

Durante esse período, os profissionais serão avaliados periodicamente com base em critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas.

Embora o edital não preveja formação de cadastro de reserva, candidatos aprovados além do número de vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade do processo seletivo, em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas necessidades do IBGE, sempre respeitando a ordem de classificação.

15 de julho — encerramento das inscrições;24 de agosto — divulgação do cartão de convocação para a prova;30 de agosto — aplicação da prova objetiva;31 de agosto — divulgação do gabarito preliminar;25 de setembro — divulgação do resultado definitivo da prova objetiva e do resultado preliminar da seleção;28 de outubro — divulgação do resultado definitivo do procedimento para concorrer às vagas reservadas;6 de novembro — divulgação do resultado definitivo da seleção.

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Abono salarial PIS/Pasep 2026: novo lote de pagamento acontece nesta quarta; veja quem recebe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 00:47

Trabalho e Carreira Abono salarial PIS/Pasep 2026: novo lote de pagamento acontece nesta quarta; veja quem recebe Benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa; entenda. Por Redação g1 — São Paulo

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta quarta-feira (15).

Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de setembro e outubro.

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta quarta-feira (15). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de setembro e outubro.

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos.

A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado.

O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono.

O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. — Foto: Marcello Casal Jr.

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