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Governo prevê impacto reduzido de possíveis novas taxas do EUA sobre o Brasil; exportações já mostraram ‘resiliência’
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Governo prevê impacto reduzido de possíveis novas taxas do EUA sobre o Brasil; exportações já mostraram ‘resiliência’
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 19:47
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por
O Ministério da Fazenda prevê que eventuais novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil terão impacto macroeconômico reduzido na economia brasileira.
A investigação americana acusa o Brasil de desmatamento ilegal, pirataria e PIX. O governo dos EUA propôs aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
A pasta afirma que as exportações mostraram resiliência desde o ano passado. Medidas de apoio a setores expostos devem ajudar a mitigar efeitos remanescentes.
A Secretaria de Política Econômica aponta incerteza internacional devido ao conflito entre EUA e Irã. A reescalada da disputa eleva riscos nos preços de energia.
O Ministério da Fazenda prevê que o impacto macroeconômico de possíveis novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil tenha efeito reduzido sobre a economia brasileira. As possíveis novas taxas podem ser aplicadas no âmbito de uma investigação aberta com base na chamada Seção 301.
🔎 Em 1º de junho, o governo americano concluiu uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos, entre elas desmatamento ilegal, pirataria e PIX. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.
Segundo a pasta, as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.
"Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".
Segundo a Fazenda, mesmo se as tarifas forem impostas, as medidas "preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto".
Soma-se a esses fatores, diz a pasta, as ações implementadas no ano passado em apoio aos setores mais expostos, com medidas voltados para o crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes.
Segundo a Secretaria de Política Econômica, o cenário internacional, marcado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segue marcado por "elevada incerteza".
"A trégua entre as partes reduziu o prêmio de risco sobre a oferta de petróleo e permitiu que a cotação do petróleo Brent recuasse momentaneamente", destacou a SPE.
"Avanços diplomáticos arrefeceram momentaneamente os riscos geopolíticos entre maio e o começo de julho, mas incertezas ainda não foram totalmente eliminadas. A assinatura do acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã para o cessar-fogo ajudou a reduzir riscos extremos associados ao choque de oferta de petróleo, especialmente diante do baixo nível dos estoques globais. Como resultado, o preço da principal commodity energética recuou para nível próximo ao observado no pré-conflito no começo de março", prossegue a análise.
A interrupção do cessar-fogo na semana passada, no entanto, voltou a elevar o prêmio de risco e as cotações do petróleo. A reescalado do conflito não foi incorporada à análise e constitui um risco altista para os preços de energia e baixista para a atividade mundial.
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