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SpaceX tenta novo voo da supernave Starship nesta quinta; veja o que esperar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 01:48

Tecnologia SpaceX tenta novo voo da supernave Starship nesta quinta; veja o que esperar Este será o primeiro teste da nave mais poderosa do mundo desde maio, quando os voos foram suspensos por conta de uma queda busca do propulsor. Veículo é projetado para futuras missões para a Lua e Marte. Por Redação g1 — São Paulo

Estágio superior da Starship antes de 12º voo de teste, em foto de 19 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Steve Nesius

A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, tentará um novo voo de teste de sua Starship, a nave mais poderosa do mundo. O lançamento está marcado para esta quinta-feira (16), às 19h45 (horário de Brasília).

Este será o 13º lançamento de uma Starship, projetada para futuras missões à Lua e Marte. Como nos outros experimentos, não haverá passageiros a bordo e o cronograma poderá ser alterado por falhas na nave e fatores climáticos, por exemplo.

O último lançamento da supernave aconteceu maio e terminou com uma queda brusca do propulsor, Super Heavy, o estágio inferior, que deveria fazer um pouso controlado no Golfo do México. Não houve relatos de feridos ou danos materiais.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu os voos temporariamente até que as investigações fossem concluídas. O órgão encerrou sua análise na última segunda-feira (13) e abriu caminho para o novo teste.

A SpaceX informou que o que causou o incidente em maio foram problemas de acionamento em 5 de 33 motores do Super Heavy, o que fez a manobra de retorno ser interrompida antes da hora.

Os objetivos da empresa para o novo lançamento são parecidos com o teste feito em maio, quando ela estreou a terceira geração da Starship e do Super Heavy.

Na ocasião, a companhia buscava demonstrar na prática o funcionamento das novas peças da V3, como é chamada a nova geração da nave, projetada para missões de maior duração, e lançar no espaço dois satélites reais do seu serviço de internet Starlink.

Agora, a nave tentará pela primeira vez liberar 20 unidades da terceira geração de satélites da Starlink. Eles tentarão se conectar com a rede que já opera no espaço, mas deverão ser destruídos em sua reentrada na atmosfera, que acontecerá cerca de 20 minutos após deixarem a nave.

Entre as novidades estão mudanças na estrutura e no sistema do propulsor para solucionar problemas do voo anterior. A configuração de partida dos motores, por exemplo, teve ajustes para oferecer mais confiabilidade e fazer com que mudanças de direção do veículo sejam mais estáveis.

O estágio superior também recebeu alterações em seu sistema de propulsão. Apesar de ter concluído o voo anterior, a cápsula perdeu um de seus três motores logo após se separar do propulsor, o que exigiu as mudanças.

A SpaceX testará ainda o escudo térmico da Starship, proteção necessária para a nave não ser tomada por chamadas no retorno à Terra. Segundo a empresa, o foco é avançar em um projeto de reutilização rápida da nave.

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Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Decisão foi anunciada nesta quarta-feira (15), após o governo americano encerrar uma investigação comercial de cerca de um ano. Nova tarifa exclui uma extensa lista de produtos, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Por André Catto, Micaela Santos, g1 — São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, reage enquanto fala com a imprensa no dia da cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Umit Bektas

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)

Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida.

A investigação foi encerrada pelo órgão comercial após análises e negociações entre os governos Lula (PT) e Trump. Também participaram representantes de diferentes setores da economia por meio de audiências públicas realizadas neste mês, como parte da reta final do processo.

Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. (veja o resumo das reclamações abaixo)

Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.

Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.

As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

Assim, entendem que as tarifas não buscam, por exemplo, o fim do PIX, mas alterações no funcionamento do sistema para evitar o que Washington considera condições desleais para empresas americanas de pagamentos eletrônicos.

Conforme já mostrou o g1, especialistas apontam que não há razões consistentes para questionar o sistema de pagamento instantâneo brasileiro.

A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

Em um processo paralelo, conduzido com base na mesma legislação, a gestão Trump prevê a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% para 60 economias, incluindo o Brasil.

A justificativa é que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. A adoção desta taxa ainda está em análise.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA concluiu em junho a investigação que tem com base na Seção 301 da Lei de Comércio.

No relatório final, o órgão afirmou que algumas políticas brasileiras seriam "irracionais" ou "restritivas" e poderiam prejudicar empresas e exportadores dos EUA. E apontou ainda as seguintes práticas do governo brasileiro "oneram ou restringem" o comércio com os EUA:

PIX e serviços de pagamento: o USTR afirma que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas.Regulação de plataformas digitais: o órgão questiona decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA. Acordos comerciais: os americanos criticam tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia.Desmatamento ilegal: o relatório aponta falhas na fiscalização ambiental.Mercado de etanol: os EUA alegam falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro.Propriedade intelectual: o documento cita problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes.Combate à corrupção: o USTR critica medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato.

PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25%Investigação dos EUA contra o PIX expõe disputa global por controle dos pagamentos digitais

Paralelamente, os EUA concluíram uma investigação sobre produtos fabricados com trabalho forçado e incluíram o Brasil entre os países que, segundo o governo americano, não fiscalizariam adequadamente a entrada dessas mercadorias.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, levando a uma tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA investigar políticas e práticas de outros países que possam prejudicar empresas ou exportadores americanos.

🔎 O mecanismo dá ao Escritório do Representante Comercial dos EUA poder para apurar possíveis barreiras comerciais e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos importados.

O processo envolve investigação, análise técnica, consulta pública e, só depois, uma decisão sobre a aplicação das medidas. O instrumento já foi usado em disputas comerciais, principalmente contra a China, durante o primeiro governo de Donald Trump.

A Seção 301 se diferencia de mecanismos como a Seção 232, usada com justificativa de segurança nacional. Enquanto a 232 mira riscos à indústria americana, a 301 é voltada a práticas consideradas comerciais desleais.

Antes disso, Trump tentou impor tarifas ao Brasil usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), com sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, que decidiu que a lei não autorizava o presidente a criar tarifas de importação.

Antes da decisão final, o governo americano abriu uma consulta pública para receber manifestações sobre a proposta de tarifas.

O cronograma previu inscrições para as audiências até 22 de junho, envio de contribuições por escrito até 1º de julho e a realização das audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho. As manifestações passaram a integrar a análise que embasou a decisão final.

As audiências do USTR reuniram representantes da indústria, do agronegócio e de outros setores brasileiros que tentaram evitar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados aos EUA.

O principal argumento foi que a medida elevaria custos não apenas para empresas brasileiras, mas também para consumidores e cadeias produtivas americanas.

💰 Entre os principais argumentos apresentados estiveram a integração das economias dos dois países, a ausência de práticas comerciais desleais e o risco de aumento de custos para empresas dos EUA que dependem de produtos brasileiros. (leia os argumentos da indústria)

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representantes dos setores de café, mel, pescados e ferro-gusa defenderam negociações em vez da adoção de novas barreiras comerciais.

O senador Flávio Bolsonaro também participou da audiência por iniciativa própria. Em seu discurso, afirmou que a aplicação das tarifas naquele momento seria "o pior momento possível" e pediu que os EUA adiassem a medida para permitir novas negociações.

A participação dele ocorreu de forma independente, sem representar o governo brasileiro, que enviou observadores ao encontro e manteve as negociações por canais diplomáticos e técnicos.

O governo brasileiro adotou uma estratégia em duas frentes para tentar evitar a aplicação das tarifas propostas pelos EUA:

Em resposta à investigação, o Itamaraty afirmou que as acusações americanas não comprovam que políticas brasileiras prejudiquem empresas dos Estados Unidos ou criem barreiras ao comércio.

O governo argumenta que temas como o PIX, a regulação de plataformas digitais e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) estão relacionados a escolhas internas do país e não podem ser usados como justificativa para medidas comerciais.

No documento enviado ao USTR, o Brasil rebateu ponto a ponto as críticas americanas. Sobre o PIX, afirmou que o sistema é uma infraestrutura pública aberta a empresas nacionais e estrangeiras e citou a atuação de companhias americanas no mercado brasileiro.

Em relação às redes sociais, defendeu que as decisões judiciais seguem as leis brasileiras e se aplicam igualmente a empresas nacionais e estrangeiras.

O governo também argumentou que os acordos comerciais firmados pelo Brasil com outros países seguem regras internacionais, que as políticas de combate ao desmatamento e à corrupção foram fortalecidas nos últimos anos e que o país possui mecanismos de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão.

Além da defesa formal, o Brasil buscou articulação com empresas e entidades dos dois países. O governo identificou manifestações de companhias americanas contrárias às tarifas.

Como o g1 mostrou, empresas americanas que dependem de importações brasileiras pressionaram Washington a retirar produtos do Brasil da lista de sobretaxas.

🔎 Em manifestações enviadas ao USTR, companhias e entidades de setores como construção, mineração, pisos, educação e habitação afirmaram que muitos produtos brasileiros não têm substitutos equivalentes e alertaram que a medida aumentaria os custos para empresas e consumidores dos EUA, sem fortalecer a produção doméstica.

Após as audiências, o governo passou a trabalhar com a possibilidade de as tarifas entrarem em vigor, mas ainda avaliava a chance de mudanças no texto final, como a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa.

Segundo integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil mantivesse as negociações até o fim do prazo, sem aceitar as justificativas apresentadas pelos EUA para impor as tarifas.

Agora, o governo pretende analisar a lista final de produtos atingidos para definir os próximos passos, incluindo a continuidade das negociações ou a eventual adoção de medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite responder a barreiras comerciais impostas por outros países.

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Senado aprova inclusão de educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Política Senado aprova inclusão de educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio Texto prevê que assunto esteja presente em todos os anos de ensino, não ficando exclusivo para uma única faixa de idade, assim como acontece com as demais disciplinas básicas. Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que inclui a educação financeira nos currículos dos ensinos fundamental e médio.

Devido a alterações no texto, a proposta agora retorna para a Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

De autoria da deputada Any Ortiz, o projeto estabelece que o ensino será transversal e integrador na base curricular.

A relatora Teresa Leitão aprovou emenda para incluir conceitos sobre previdência, tributos e seguros na grade curricular.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei que insere educação financeira na grade curricular dos ensinos fundamental e médio.

Por conta de alterações propostas pela relatora, a senadora e líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), agora o texto retorna para a Câmara dos Deputados, onde será revalidado pelos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta, de autoria da deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS) estabelece que o ensino será "transversal e integrador" em toda a base curricular.

A ideia de um ensino transversal é que ele permeie todos os anos de ensino, não ficando exclusivo para uma única faixa, assim como acontece com as demais disciplinas básicas, como matemática, português e história.

"Esse desenvolvimento integral exige, de forma cada vez mais evidente, a compreensão da realidade econômica e a capacidade de tomada de decisões sobre consumo consciente, inclusive como instrumento de prevenção ao endividamento futuro", disse Teresa Leitão.

"[Com o ensino transversal] preserva-se a flexibilidade necessária à organização curricular dos estabelecimentos de ensino e evita-se a sobrecarga da matriz curricular, ao mesmo tempo em que se assegura a permeabilidade do tema às diversas áreas do conhecimento", completou a senadora.

A relatora ainda propôs e aprovou uma emenda ao texto que amplia o escopo da educação financeira, exigindo que também sejam ensinados conceitos sobre previdência, tributos e seguros.

"Ao se estender a abordagem para além da dimensão estritamente financeira, alcançando as dimensões fiscal, previdenciária e securitária, amplia-se a capacidade do cidadão de compreender seus direitos e deveres perante o Estado e o mercado, de entender as forças e interesses que operam nessas dimensões e de planejar conscientemente o seu futuro", disse a petista.

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Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.031 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 30 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (16), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores A Fiesp disse que a decisão dos EUA é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais. Por Redação g1

Donald Trump fala com a imprensa a bordo do Air Force One em 8 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu nesta quinta-feira (16) ao anúncio da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que a medida amplia as dificuldades já enfrentadas pelas empresas exportadoras.

Em nota, a entidade avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as vendas brasileiras aos Estados Unidos e aumenta a insegurança para companhias dos dois países.

Segundo a CNI, os efeitos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos desde 2025 já são percebidos no comércio bilateral.

De acordo com a entidade, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 13% no período, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A queda foi puxada principalmente pela redução das vendas de bens industriais, incluindo produtos siderúrgicos, derivados de petróleo e pasta química de madeira.

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A confederação informou ainda que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os principais estados exportadores, Minas Gerais (-18,9%), Espírito Santo (-19,2%), Rio Grande do Sul (-22,6%), Santa Catarina (-32,9%) e Paraná (-32,9%) apresentaram retrações significativas, segundo os dados da entidade.

Apesar da redução das vendas, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a condução do governo brasileiro nas negociações com os EUA após o anúncio de uma nova sobretaxa sobre produtos do Brasil. Em nota, a entidade afirmou que a medida representa um duro golpe para a competitividade da indústria nacional e avaliou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada.

Segundo a Fiesp, a decisão dos Estados Unidos é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais.

A entidade também atribuiu parte do deterioramento do cenário comercial a uma condução que classificou como marcada por "ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington".

Para a federação, o episódio enfraqueceu uma relação bilateral construída ao longo de mais de dois séculos entre os dois países. A entidade defendeu que uma abordagem mais técnica e pragmática poderia ter evitado o agravamento das tensões comerciais.

"O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A federação informou ainda que continuará atuando junto a parceiros nos Estados Unidos para buscar a reversão ou a mitigação das tarifas, com a ampliação da lista de produtos isentos. (Leia a nota na íntegra abaixo)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também manifestou preocupação com a decisão americana. Em nota, a entidade avaliou que a tarifa adicional de 25% amplia os custos de acesso ao mercado dos Estados Unidos e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros.

Segundo a FIEMG, o impacto efetivo dependerá da lista de produtos atingidos, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido a concorrentes de outros países. A federação alertou ainda para possíveis efeitos como substituição de fornecedores brasileiros, redução de margens de lucro e renegociação de contratos comerciais.

"A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras", afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A entidade defendeu o reforço das negociações entre Brasil e Estados Unidos e pediu regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e para a implementação das novas tarifas, de forma a evitar uma perda prolongada de competitividade da indústria nacional. (Leia a nota na íntegra abaixo)

"A Fiesp lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais

Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.

A retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA e outras oportunidades no último ano.

“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A Fiesp reafirma seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções."

"FIEMG critica tarifa de 25% dos EUA e alerta para perda de competitividade da indústria brasileira

Medida amplia custos de acesso ao mercado norte-americano e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia com grande preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

A medida cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A FIEMG reforça a necessidade de intensificar as negociações entre Brasil e Estados Unidos e garantir regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e implementação da medida, evitando uma perda prolongada de competitividade para a indústria brasileira."

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Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens que serão afetados ou isentos Carne bovina, café, sucos de laranja, petróleo bruto e aeronaves civis ficaram fora da nova cobrança. Aço e alumínio continuam sujeitos a tarifas de 50%, enquanto etanol, máquinas e calçados passam a enfrentar sobretaxa. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao final de sua participação na cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). A medida entra em vigor em 22 de julho.

Baseada na Seção 301 da legislação comercial americana, a nova taxa atinge milhares de produtos brasileiros e deve afetar cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais, segundo levantamento preliminar da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A conclusão do processo vem após um ano de negociações entre Brasília e Washington. Como g1 mostrou, o governo brasileiro realizou diversas reuniões com representantes americanos, incluindo encontros nas últimas semanas, mas não conseguiu reverter a aplicação das tarifas.

Apesar do alcance da medida, os principais produtos da pauta de exportação brasileira para os EUA ficaram fora da nova cobrança.

Carne bovinaCaféLaranjas e sucos de laranjaPetróleo bruto e gás naturalAeronaves civis, motores e componentes aeroespaciaisProdutos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêuticoSemicondutores e máquinas para sua fabricaçãoPeixes e crustáceosCertos produtos de madeira tropicalMel orgânicoFerro-gusaCastanhas Celulose de madeiraPastas químicas de madeiraHelicópterosMotores aeronáuticos e componentes do setor aeronáuticoAlguns minériosDeterminados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas

EtanolMáquinas agrícolasVestuário Maquinário elétricoCalçadosFerramentas de jardinagemEquipamentos de mineraçãoPapelAçúcar orgânicoBens de capitalManufaturados em geralProdutos químicos diversosItens industriais processados

Na investigação comercial, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)

A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

A nova cobrança ocorre em um cenário em que parte das exportações brasileiras já estava submetida a outras tarifas impostas pelos EUA, principalmente nos setores de aço e alumínio.

A aplicação da tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros faz parte de uma sequência de medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump desde o início de 2026.

Além da nova tarifa, Washington manteve tarifas específicas para determinados setores com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, principalmente produtos industriais, como itens de ferro e aço, alumínio, cobre, máquinas, equipamentos, autopeças e veículos.

As alíquotas da Seção 232 variam conforme o produto e a classificação tarifária americana. Em alguns casos, produtos de aço, alumínio e cobre chegaram a ter tarifas adicionais de 50%, enquanto outros derivados desses metais estavam sujeitos a cobranças específicas, calculadas conforme o tipo de mercadoria e o conteúdo desses materiais.

A nova tarifa anunciada nesta quarta-feira foi criada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada pelos EUA para investigar e responder a práticas comerciais consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses americanos.

Além dessa medida, o governo americano também conduz outra investigação comercial que pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

A cobrança, prevista para 60 economias, é justificada pela avaliação de Washington de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, o que elevaria para 37,5% a tarifa adicional incidente sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

🔍 A cobrança final, porém, dependerá das regras definidas pelos EUA para cada classificação tarifária e da existência de exceções ou tratamentos específicos para produtos que já estavam submetidos a outras medidas. Por isso, a aplicação da nova tarifa não representa, necessariamente, uma soma automática das alíquotas já existentes com os 25%.

Antes da nova tarifa de 25%, os produtos brasileiros exportados aos EUA já estavam divididos em diferentes grupos tarifários.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 46% das exportações brasileiras não tinham tarifas adicionais, enquanto 25% estavam submetidas à sobretaxa global de 10% aplicada pelos EUA e 29% estavam enquadradas nas tarifas da Seção 232, principalmente nos setores de aço e alumínio.

No caso brasileiro, a investigação comercial envolveu temas como desmatamento ilegal, comércio digital e o sistema de pagamentos instantâneos PIX, que, segundo o governo americano, poderia prejudicar empresas de cartões de crédito.

Ao decidir pela aplicação da nova taxa, o governo Trump alega que tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em reverter as práticas que considera injustas.

Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.

Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.

As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

Com a divulgação da decisão, o governo brasileiro vai analisar o teor do anúncio para definir qual será a reação, segundo interlocutores do Palácio do Planalto ouvidos pelo blog do Valdo Cruz.

Entre as possibilidades em discussão estão o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica ou a continuidade das negociações diplomáticas com os americanos.

🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Tarifas de Trump sobre aço e alumínio: foto mostra fábrica mexicana de peças — Foto: Reuters/Daniel Becerril

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