Economia
Dólar abre em alta, de olho em tarifas dos EUA e guerra no Irã
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Dólar abre em alta, de olho em tarifas dos EUA e guerra no Irã
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 09:46
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (16) em alta, com um avanço de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,0888. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
▶️ Os Estados Unidos confirmaram a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros na noite de ontem. A decisão é resultado de uma investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e foi publicada junto a uma extensa lista de itens isentos. (entenda mais abaixo)
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▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. Os EUA lançaram novos ataques contra o Irã. Os dois países continuam a disputar pelo Estreito de Ormuz e na véspera, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que o governo iraniano quer "chegar a um acordo desesperadamente".
O aumento do conflito na região continua a trazer volatilidade para o mercado internacional de petróleo. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,41%, cotado a US$ 84,60. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha uma queda de 0,16%, cotado a US$ 79,47 por barril.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.
Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas.
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No Brasil, o governo prevê um impacto macroeconômico reduzido com as novas taxas, reiterando que as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.
"Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".
Segundo a Fazenda, as exceções para diversos produtos previstas pela medida tende a manter o impacto agregado modesto.
O Irã acusou nesta quinta-feira (16) os Estados Unidos de realizarem um “ataque bárbaro” depois que um hospital oncológico no sudoeste do Irã foi forçado a evacuar seus pacientes devido a ataques nas proximidades.
“Este ataque bárbaro, que remete às atrocidades de Israel contra instalações de saúde, causou intenso sofrimento e ansiedade nas crianças hospitalizadas”, publicou no X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmando que “211 pacientes em tratamento de quimioterapia” foram evacuados.
Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiv também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas.
Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.
A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz.
Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo.
Na Ásia, a maioria das ações da região fechou em queda, puxadas pelo fraco desempenho dos papéis de fabricantes de semicondutores.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,85%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 2,03%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,79% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 6,37%.
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