RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Movimentação de passageiros em aeroportos soma 65,2 milhões no 1º semestre de 2026, diz Anac

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,090-0,42%Dólar TurismoR$ 5,293-0,46%Euro ComercialR$ 5,808-0,7%Euro TurismoR$ 6,051-0,74%B3Ibovespa173.977 pts0,15%Oferecido por

A movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros chegou a 65,2 milhões de viajantes no primeiro semestre de 2026, segundo dados atualizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Do total registrado entre janeiro e junho, segundo o governo, 50,2 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, enquanto 15 milhões utilizaram voos internacionais.

Os dados mostram que o avanço da movimentação aérea foi puxado pelos dois segmentos do mercado (doméstico e internacional).

No acumulado do semestre, o transporte internacional manteve ritmo de crescimento acima do doméstico.

Só no mês de junho, os aeroportos brasileiros movimentaram 10,3 milhões de passageiros, uma queda de 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025 — diferentemente de maio, que teve alta de 2,5% na mesma comparação.

RELEMBRE: Movimentação de passageiros em aeroportos bate recorde nos cinco primeiros meses de 2026, diz governo

Desse total, 8,1 milhões foram transportados em voos domésticos e 2,2 milhões em viagens internacionais.

A demanda por transporte aéreo, medida pelo indicador que considera o número de passageiros e a distância percorrida, avançou 0,2% no mercado doméstico e 1% no internacional em relação a junho do ano passado.

Já a oferta, calculada a partir dos assentos disponibilizados pelas companhias aéreas e da distância voada, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional na mesma comparação.

Movimentação intensa de passageiros para remarcação de passagens no Aeroporto de Congonhas — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A movimentação de cargas nos aeroportos brasileiros alcançou 673,6 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Do total transportado, 225,4 mil toneladas foram movimentadas no mercado doméstico e 448,2 mil toneladas no internacional.

Somente no mês passado, ainda segundo dados da Anac, os aeroportos processaram 116,1 mil toneladas de cargas, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

No período, o segmento doméstico respondeu por 38,3 mil toneladas, enquanto o mercado internacional movimentou 77,8 mil toneladas.

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Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 ‘carros voadores’ com clientes dos EUA e da Suíça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 11:52

Vale do Paraíba e Região Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Companhias manifestaram interesse em adquirir as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs ou “carros voadores”. Por g1 Vale do Paraíba e Região

A Eve Air Mobility, da Embraer, anunciou acordos para venda de até 46 carros voadores (eVTOLs). As cartas de intenção foram firmadas com 2 empresas.

A suíça Moov pretende comprar até 30 unidades para operar em Cabo Verde e na Europa. Os voos incluirão transporte de passageiros, turismo e serviços médicos.

Outro acordo com a Shearwater Global Capital prevê a aquisição de até 16 aeronaves. A parceria visa ampliar a oferta de leasing para futuros operadores.

Produzidos em Taubaté (SP), os eVTOLs têm capacidade para 5 pessoas e autonomia de 100 quilômetros. Os testes continuam e a operação começará em 2027.

A Eve Air Mobility, empresa da Embraer especializada em mobilidade aérea avançada, anunciou dois novos acordos que somam pedidos de até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), conhecidas como "carros voadores".

Um dos acordos foi firmado com a Moov, empresa de aviação sediada na Suíça, que manifestou interesse na aquisição de até 30 eVTOLs. Além da possível compra das aeronaves, as empresas vão estudar a implantação da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e na Europa.

Entre as aplicações previstas estão voos turísticos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de conexões entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista. As empresas também avaliam o uso das aeronaves para transporte médico e inspeção de infraestrutura.

Segundo a Eve, Cabo Verde reúne características favoráveis para esse tipo de operação, impulsionado pelo crescimento do turismo e pelos investimentos em infraestrutura. Dados do Banco Mundial apontam que o arquipélago recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, alta de 16,5% em relação ao ano anterior.

O segundo acordo foi assinado com a Shearwater Global Capital, empresa de financiamento aeronáutico do grupo Bay Point, que pretende adquirir até 16 eVTOLs.

A parceria, segundo a Eve, busca ampliar a oferta de leasing para futuros operadores da mobilidade aérea avançada. A expectativa é facilitar o acesso às aeronaves e acelerar a formação de frotas à medida que o mercado se desenvolve.

Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.

O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo.

A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.

A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.

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Sonhos não envelhecem: aumenta o número de empreendedores 60+ que transformam a senioridade em negócio

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/07/2026 10:56

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Sonhos não envelhecem: aumenta o número de empreendedores 60+ que transformam a senioridade em negócio Com 4,3 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais, o Sebrae mostra histórias de quem transformou sua experiência em propósito e negócio Por Sebrae

Entre os diferenciais da senioridade estão atendimento humanizado, empatia e negócios com maior longevidade, apontam especialistas — Foto: Acervo pessoal de Elazimar Menezes

Enquanto o Brasil avança para ser o quinto país com a maior população de pessoas com 60 anos ou mais até 2030, uma transformação econômica ganha força: 4,3 milhões de brasileiros nessa faixa etária comandam seus próprios negócios. Impulsionado pela longevidade crescente e pelos avanços em saúde, o empreendedorismo sênior se consolida como pilar da economia prateada nacional. Aliás, pela primeira vez, dados de 2025 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revelam que 63% dos seniores entre 65 e 74 anos empreendem por oportunidade, e não por necessidade.

A história de dona Laiza é prova disso. Nascida em Rio Bonito (RJ) e criada em Niterói, Elazimar Menezes de Souza, de 70 anos, transformou a pandemia em um ponto de virada. Durante 48 anos, trabalhou como bibliotecária na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela estava decidida a fazer uma transição de carreira quando faltassem cinco anos para encerrar seu ciclo: assim como seus pais, trabalharia com as mãos. Mas 2020 chegou e acelerou tudo.

Quando o isolamento a afastou de suas atividades formais, a paixão por artesanato somada aos anos produzindo mochilas e bolsas a mão, resultou em uma nova arte: bonecas de pano. Quando Maria e Maria Eduarda, sua filha e sua neta, foram vê-la a distância, através da porta de casa, Elazimar mostrou as cinco primeiras bonecas que havia feito. A filha as fotografou, publicou nas redes sociais e foi um sucesso: em 15 minutos, todas estavam vendidas. Daquele dia, surgiu a marca e seu nome: Abayomi Menezes. Abayomi em iorubá significa "encontro precioso", ou seja, a união das três mulheres que compartilham o mesmo sobrenome.

A revolução prateada no empreendedorismo brasileiro é uma quebra de paradigmas sobre a capacidade produtiva na maturidade. Embora o número de donos de negócios com 60 anos ou mais tenha crescido 53% entre 2012 e 2024, segundo a PNAD Contínua (2024), o caminho é marcado por barreiras culturais, como o etarismo. Esse preconceito social associa inovação e agilidade exclusivamente à juventude.

Elazimar também enfrentou esse tipo de resistência. Alguns amigos estranharam sua decisão de empreender e diziam que, depois da aposentadoria, "não fariam mais nada para ninguém". Ela, porém, sempre soube que queria continuar ativa e não se arrepende de empreender. No entanto, esse estigma também pode partir dos próprios seniores.

"Um dos maiores desafios é o autoetarismo: achar que você não tem mais condições de produzir. Nosso trabalho é mostrar que a pessoa continua ativa, capaz de tocar um negócio. Sessenta anos já não é mais aquele idoso de bengala. É uma geração que quer continuar realizando sonhos", afirma Gilvany Theodoroviz Isaac, gestora da pauta Futuridade 60+ do Sebrae. "Para o empreendedorismo brasileiro, essa geração representa a força e a coragem de continuar. É a prova de que os sonhos não envelhecem”, completa.

Para a especialista, esse desejo de seguir produzindo costuma caminhar lado a lado com outros dois traços marcantes do empreendedorismo sênior: a experiência profissional anterior e a busca por negócios conectados a um propósito, capazes de gerar impacto na comunidade e deixar um legado.

"A experiência é a maior vantagem competitiva dessa geração. Ela traz conhecimento, rede de contatos e capacidade de planejamento. O empreendedor sênior costuma ter mais concentração, menos distrações e consegue produzir mais, dedicando menos horas ao negócio em comparação aos jovens", explica Theodoroviz.

No caso de Elazimar, isso se aplica totalmente. Acostumada a pesquisar antes de iniciar qualquer projeto — hábito que trouxe de sua longa experiência como bibliotecária —, ela decidiu estudar o mercado antes de definir o foco do ateliê e encontrou seu propósito. "Descobri que apenas 7% das bonecas disponíveis eram pretas. Isso me chocou", lembra.

Embora confeccione bonecas e bonecos de diferentes tons de pele sob encomenda, o objetivo da dona Laiza é ampliar a representatividade e fortalecer a autoestima de crianças negras para que se vejam retratadas em seus brinquedos. Pensadas para brincar de verdade, as bonecas de pano de 30 e de 40 centímetros, com roupas, tênis e penteados intercambiáveis, tornaram-se o carro-chefe do ateliê.

Nas palavras de Elazimar, o propósito da Abayomi Menezes é representatividade — Foto: Acervo pessoal de Elazimar Menezes

Elazimar conta que o público vai muito além das crianças. Cerca de 80% das vendas são feitas por adultos, como pais, avós, padrinhos e tios, que procuram presentes com significado. Entre eles, chama a atenção o número de famílias interessadas em promover uma educação antirracista desde cedo. "Muitos pais chegam e contam que o filho estuda em uma escola onde quase todas as crianças são brancas. Eles querem que a boneca ajude a ampliar esse olhar para a diversidade", relata.

A senioridade também aparece na forma de atender aos clientes. Para a especialista, o atendimento humanizado é um dos principais diferenciais dos empreendedores 60+. Paciência, empatia, escuta ativa e preferência pelo presencial são características desenvolvidas ao longo da vida profissional e que ajudam a construir relações de confiança.

Elazimar faz questão de preservar esse contato próximo em cada etapa da venda. Para ela, o humano não pode ser substituído pela tecnologia. "Jamais colocaria uma mensagem automática no meu WhatsApp. Entendo quem automatiza, mas é diferente. Você coloca o seu amor no que faz. Eu quero dar atenção, quero falar diretamente com o meu cliente e entender o desejo dele", destaca.

Embora a tecnologia seja apontada como um desafio para muitos empreendedores seniores, Elazimar diz que essa nunca foi sua maior dificuldade. Inclusive, utiliza aplicativos de design para criar algumas peças de divulgação. O desafio, segundo ela, é outro. "Eu até consigo fazer o básico, aproveitar um modelo pronto e adaptar. Mas criar vídeos, pensar em campanhas e manter as redes atualizadas exige tempo, e eu preciso estar produzindo", explica.

Para dona Laiza, o diferencial do empreendedor experiente é saber que nada se faz sozinho. "Ninguém domina tudo. Você precisa reconhecer suas limitações e dialogar com quem tem habilidades diferentes das suas. Assim como o jovem ainda não tem a experiência do sênior, o sênior também pode não dominar as mídias sociais como os jovens dominam. Essa troca intergeracional é importante porque um complementa o outro”, completa.

Na Abayomi Menezes, essa parceria acontece dentro de casa. A filha Maria tornou-se sócia, desenvolve as feições das bonecas e cuida da presença digital da marca. A neta Maria Eduarda criou o perfil do ateliê nas redes sociais, fotografa e contribui para a comunicação. O neto Caio auxilia na compra de insumos e na logística das feiras e eventos. Já o filho Paulo participa de forma pontual, emprestando seu talento artístico à pintura das sapatilhas das bonecas.

Quem também transformou sua experiência em um novo ciclo produtivo foi João Batista Fonseca Borba, de Goiás. Após 30 anos de carreira em um banco em Brasília, ele aproveitou um curso de preparação para a aposentadoria para transformar o hobby com orquídeas em um empreendimento familiar. Hoje, o Orquidário Batista reúne cerca de 20 mil plantas em uma área de 2 mil metros quadrados e, assim como Elazimar, envolve diferentes gerações da família na operação. Aliás, essa é uma tendência apontada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025: 46% dos novos empreendedores brasileiros afirmam abrir um negócio motivados pelo desejo de dar continuidade a uma tradição familiar.

Além disso, a experiência acumulada ao longo da vida também se traduz em maior resiliência. Segundo o infográfico do Sebrae, Empreendedorismo Sênior (2024), 89,7% dos negócios liderados por pessoas 60+ superam os dois primeiros anos de atividade, percentual superior à média nacional, de 79,5%.

Hoje, as bonecas do Ateliê Abayomi Menezes ultrapassaram as feiras de Niterói e Ipanema e chegaram a outros países. Estados Unidos, Reino Unido, Azerbaijão e Angola estão entre os destinos das peças produzidas por Elazimar. Aos 70 anos, ela continua fazendo planos. Entre os próximos sonhos está compartilhar o conhecimento acumulado ao longo da vida por meio de cursos para formar novas bonequeiras e incentivar outras mulheres a empreenderem.

Ao longo dessa trajetória, o Sebrae foi um dos principais parceiros da empreendedora. Por meio de iniciativas como Sebrae Delas, Afroempreendedorismo e Economia Prateada, ela aprofundou conhecimentos em gestão, planejamento, organização financeira, precificação e marketing, tornando o ateliê cada vez mais estruturado.

"O Sebrae me deu segurança para dizer que o meu ateliê é o meu negócio. Antes eu fazia, mas não tinha essa postura. Hoje eu sei o valor do meu trabalho e sei que posso negociar, crescer e continuar aprendendo."

Assim como Elazimar e João Batista, milhões de brasileiros estão mostrando que a maturidade pode ser o início de uma nova trajetória profissional. Para apoiar esse público, o Sebrae desenvolve a pauta estratégica Futuridade 60+, com capacitações, eventos, oportunidades de networking e soluções voltadas aos empreendedores seniores.

Se você deseja transformar sua experiência em um negócio, procure a unidade do Sebrae mais próxima e acompanhe a programação dos encontros regionais sob a pauta Futuridade 60+. A seguir estão mais dados sobre a ascensão do empreendedorismo sênior. Confira!

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Mercado reduz pela 3ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,15%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%;➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%;➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

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Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor Crescimento das vendas para Ásia, Oriente Médio e África ajudaram a compensar incertezas, diz Abrafrigo. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no primeiro semestre de 2026, mas o segundo semestre será mais desafiador para o setor por causa da cota de importação da China e de restrições da União Europeia, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (20).

De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume.

O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho.

Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%.

Além disso, o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais.

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As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões.

O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%.

Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido.

Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões.

A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano.

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão.

Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas.

Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações.

O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas.

As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões.

Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho.

Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos.

Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre:

Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%);Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%);Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%);Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%).O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões.

Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.

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Copa do Mundo 2026: campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões; veja quanto ganhou cada uma das seleções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

A Espanha conquistou a Copa de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19). A seleção campeã faturou R$ 255,8 milhões.

A vice-campeã Argentina recebeu R$ 168,8 milhões. Terceira colocada, a Inglaterra embolsou R$ 148,3 milhões, enquanto a França levou R$ 138,1 milhões pelo quarto lugar.

Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça ganharam R$ 105 milhões nas quartas. Eliminado nas oitavas de final pela Noruega, o Brasil recebeu R$ 84 milhões.

A Fifa pagou R$ 64 milhões para seleções eliminadas nos 16 avos de final. Os times que caíram na fase de grupos receberam R$ 54 milhões.

A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo de 2026, após vencer a seleção argentina, por 1 a 0 na prorrogação. A final do mundial aconteceu neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos e garantiu à seleção espanhola um prêmio de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 255,8 milhões.

A Argentina, a vice-campeã também sai da competição com alguns milhões de dólares a mais no caixa. Por ter conquistado o segundo lugar, o time de Messi vai receber 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões).

A disputa pelo terceiro lugar também valeu cifras expressivas. A seleção da Inglaterra embolsou 29 milhões de dólares, cerca de R$ 148,3 milhões, depois de vencer a França por 6 a 4. E a oponente, mesmo derrotada, ainda levou para casa 27 milhões de dólares, R$ 138,1 milhões.

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Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio.

As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México.

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Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos.

Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição.

1 – Espanha – US$ 50 milhões (R$ 263,5 milhões)2 – Argentina – US$ 33 milhões (R$ 176,5 milhões)3 – Inglaterra – US$ 29 milhões (R$ 156 milhões)4 – França – US$ 27 milhões (R$ 146 milhões)

5 – Noruega – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)6 – Bélgica – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 – Marrocos – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 (empate) – Suíça – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)

9 – México – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)10 – Colômbia – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)11 – Brasil – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)12 – EUA – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)13 – Portugal – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)14 – Canadá – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)15 – Egito – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)16 – Paraguai – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)

17 – Holanda – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)18 – Alemanha – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)19 – Costa do Marfim – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)20 – Croácia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)21 – Japão – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)22 – Austrália – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)23 – RD Congo – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)24 – Gana – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 – Equador – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 (empate) – África do Sul – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)27 – Suécia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)28 – Áustria – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)29 – Bósnia e Herzegovina – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)30 – Argélia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)31 – Senegal – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)32 – Cabo Verde – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)

33 – Irã – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)34 – Coreia do Sul – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)35 – Turquia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)36 – Escócia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)37 – Uruguai – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)38 – Arábia Saudita – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)39 – República Tcheca – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)40 – Nova Zelândia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)41 – Qatar – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)42 – Curaçao – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)43 – Panamá – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)44 – Jordânia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)45 – Haiti – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)46 – Uzbequistão – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)47 – Tunísia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)48 – Iraque – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)

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Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar – e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07).

Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula.

"Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos – alguns dos principais exportados pelo Brasil aos EUA.

Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital — Foto: Getty Images via BBC

Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo.

"De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista.

Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro — Foto: Getty Images via BBC

Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz.

Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel".

O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?"

No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar.

Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman.

O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia – como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo.

Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito.

"Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.

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Dólar abre em queda, com foco em petróleo e conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (20) em queda, com um recuo de 0,08%, cotado a R$ 5,1071. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Sem avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, as preocupações sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções. Os ataques entre os dois países completam o décimo dia nesta segunda-feira (20), levantando dúvidas sobre a reabertura do estreito e seus impactos na oferta global de petróleo e, consequentemente, sobre a inflação mundial.

Durante o final de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, no entanto, as cotações estão em queda. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,12%, cotado a US$ 86,23. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,53%, cotado a US$ 80,40 por barril.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos.

O Departamento do Estado americano chegou a emitir um alerta global de segurança no sábado (18), citando o aumento das tensões no Oriente Médio e o potencial para uma nova escalada.

O departamento aconselhou os americanos em todo o mundo — e especialmente aqueles no Oriente Médio — a exercerem maior cautela e a seguirem os alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo.

Com a morte dos militares, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19).

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira (20), impulsionadas por setores tradicionais. Os papéis do setor de tecnologia e capitalização continuaram em queda.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,85%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma desvalorização de 4,46%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

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China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA Em meio à guerra comercial entre Washington e Pequim e ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, soja segue fortalecendo relação entre Brasil e China. Por Redação g1 — São Paulo

A China aumentou a importação de soja brasileira e diminuiu as compras do produto dos Estados Unidos em junho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20).

As importações de soja do Brasil subiram 13,7% em junho, somando 12,08 milhões de toneladas. Já as compras dos Estados Unidos caíram 20,6% no mesmo período.

O volume total importado pela China atingiu o recorde de 13,55 milhões de toneladas. O resultado decorre da grande oferta brasileira e de liberações nos portos.

Mesmo com o compromisso chinês de comprar soja americana após reuniões presidenciais, o produto brasileiro segue predominando devido à colheita recorde e à sua competitividade.

Especialistas alertam que o aumento nas vendas de soja não beneficia outros setores nacionais. A indústria de transformação enfrenta tarifas elevadas e concorrência no mercado chinês.

A China ampliou as compras de soja brasileira e reduziu as importações do produto vindo dos Estados Unidos em junho, reforçando uma tendência observada desde o início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já as compras de soja americana caíram 20,6%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. O resultado foi impulsionado pela grande oferta brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

As importações de soja dos EUA recuaram 42,4%, para 9,31 milhões de toneladas, Os embarques brasileiros cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. — Foto: Divulgação

Segundo analistas, a redução nas compras dos EUA reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim.

Durante boa parte do último ano, compradores chineses adiaram aquisições da safra americana à espera de negociações entre os dois governos.

Após uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em maio deste ano, a China voltou a comprar soja dos EUA e manteve o compromisso firmado anteriormente de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas anuais do produto até 2028.

Mesmo assim, a soja brasileira continua predominando nas importações chinesas, favorecida pela colheita recorde e pela competitividade do produto nacional.

Como o g1 mostrou, o bom desempenho de produtos como a soja beneficia o agronegócio brasileiro, mas não compensa as perdas de outros setores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (leia mais aqui)

🔎 Isso porque a pauta de exportações do Brasil para a China é altamente concentrada. Hoje, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes respondem por cerca de 90% das vendas brasileiras ao país asiático.

Com isso, empresas brasileiras que exportam produtos industrializados aos EUA — e que podem perder mercado por causa das novas tarifas — dificilmente conseguirão compensar essas perdas vendendo para a China.

O motivo é que o mercado chinês compra principalmente commodities brasileiras, enquanto produtos manufaturados enfrentam maior concorrência de fabricantes locais e de outros países, além de barreiras comerciais mais elevadas.

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UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Tecnologia UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais Punição é a maior já aplicada pelo bloco com base na Lei de Serviços Digitais; plataforma chinesa contesta a decisão e considera o valor desproporcional. Por France Presse

Logo do AliExpress em uma loja da plataforma em Granada, na Espanha, em julho de 2024 — Foto: Jon Nazca/Reuters/Arquivo

A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (3,2 bilhões de reais) à plataforma chinesa de comércio online AliExpress, subsidiária do gigante Alibaba, por permitir a venda de produtos ilegais no bloco, como brinquedos proibidos e roupas falsificadas.

A AliExpress foi sancionada por descumprir o regulamento europeu sobre serviços digitais, "que a obriga a avaliar e mitigar com diligência os riscos relacionados à venda em sua plataforma de produtos ilegais, perigosos ou falsificados", anunciou a Comissão Europeia, após uma investigação de mais de dois anos.

Trata-se da multa mais alta imposta por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022.

"Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos", afirmou a empresa em declaração à AFP, sem informar se irá recorrer da decisão.

O Executivo europeu considera que o sistema de detecção de produtos proibidos implementado pela AliExpress não funcionava quando iniciou sua investigação em março de 2024.

"Detectamos uma grande quantidade de produtos falsificados, mas também brinquedos e cosméticos perigosos, que permaneceram à venda por muito tempo", explicou aos jornalistas Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica.

Ela também explicou que as sanções aplicadas pela plataforma aos vendedores que infringiam as normas "não eram eficazes", já que suas lojas continuavam ativas por muito tempo depois.

Vendedores mal-intencionados também conseguiam driblar facilmente os sistemas de verificação de produtos porque as equipes não tinham pessoal suficiente.

A sanção obriga o site a apresentar, no prazo de três meses, medidas destinadas a cumprir a DSA, sob pena de multas periódicas.

No ano passado, a Comissão Europeia aceitou as iniciativas propostas pela AliExpress para resolver de maneira amigável infrações detectadas durante suas investigações, mas havia advertido que a plataforma se expunha a uma sanção por esses outros motivos.

"Desde a entrada em vigor da DSA, a AliExpress tem se empenhado firmemente em cumprir suas obrigações e continua a fazê-lo", assegurou a plataforma chinesa.

No âmbito de uma investigação paralela, Bruxelas impôs em maio uma multa de 200 milhões de euros (1,17 bilhão de reais) à Temu, outra plataforma chinesa muito popular na Europa, pelos mesmos motivos, uma sanção que a empresa contestou.

A rede social X, do bilionário Elon Musk, também recebeu uma multa de 120 milhões de euros (702 milhões de reais, na cotação atual) no fim de 2025, mas por descumprir as obrigações de transparência previstas pela DSA.

A UE vem endurecendo há meses as normas para proteger seu mercado frente a uma concorrência chinesa frequentemente considerada desleal. A medida principal tem sido um imposto mínimo de três euros (17,5 reais) sobre pequenos pacotes importados para o bloco.

"Estamos realizando investigações sobre várias plataformas online, muitas das quais têm sede nos Estados Unidos, e muitas outras na China, mas também na Europa", e "não levamos em conta sua origem porque todos os que quiserem operar na Europa devem cumprir as mesmas regras", destacou Virkkunen.

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