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Mega-Sena, concurso 3035: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3035: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira (23) seria de R$ 61 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 70 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3035 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas seria de R$ 61.587.911,42. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 70 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Tarifaço: Durigan diz que nova taxa de 12,5% é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema Corte dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (23) que a nova taxação de 12,5% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros foi uma forma do governo Donald Trump retomar "na marra" as "tarifas recíprocas", derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"Essa tarifa pega 99% das impostações para os EUA, que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa. Deram um jeito de, na marra, colocar a tarifa. Nesse caso a todas as grandes economias do mundo, inclusive ao Brasil", disse o ministro em entrevista à BandNews TV.

"O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os EUA e tem déficit em relação aos EUA", afirmou ele. 

Durigan classificou a tarifa como "injustificada e unilateral". Segundo o ministro, o Brasil realizou conversas com a administração de Trump, sempre com "boa-vontade". 

"A gente mesmo se pergunta (o porquê das tarifas), a gente fez várias conversas, na maior boa-fé, diferente do que se alegou, e mais uma vez a gente é punido", comentou.

Na prática, as novas tarifas substituem uma outra taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas", impostas pelo republicano em 2025.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa corresponde ao teto previsto nesta etapa da investigação comercial sobre trabalho forçado e entra em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. A medida faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta fase, os EUA estabeleceram duas alíquotas. Países que, na avaliação do governo americano, adotaram medidas para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 10%. Já aqueles considerados insuficientes nesse combate, caso do Brasil, estarão sujeitos à taxa de 12,5%.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

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Tarifaço: ministro diz que tarifa de 12,5% é ‘indevida’ e baseada em fatos que não são reais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é indevida e é baseada em "fatos que não são reais".

"O Brasil tem compromissos históricos com combate ao trabalho forçado, à prevenção, ao controle, à fiscalização, ao acolhimento das vítimas. O Brasil é subescritor de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona e não apoia e mais do que isso, o Brasil tem compromisso com os direitos humanos e trabalho digno", disse Elias Rosa.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A taxa entra em vigor nesta sexta-feira (24).

O ministro afirmou ainda que cerca de dois mil produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas — a de 25%, anunciada na semana passada, e a de 12,5% anunciada nesta quinta.

"Mas nós temos, lamentavelmente, muitos setores que estarão sujeitos à dupla tributação, dupla taxação como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções químicos que não seja farmacêutico. 
Para esses infelizmente a tarifa passa a ser de 37,5%".

Elias Rosa disse ainda que o Brasil "não pode renunciar à possibilidade" de usar medida de reciprocidade, mas que o interesse "primário" é negociar com os Estados Unidos.

"O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reociação, seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira, os interesses do Brasil […] O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar, é óbvio que o objetivo é evitar essa e afastar essas tarifções porque elas são extremamente injustas e muito danosas".

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Política Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade Governo brasileiro afirmou ainda que EUA manipularam "tema caro aos direitos humanos". EUA anunciaram nesta quinta (23) tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Por g1 — Brasília

O governo brasileiro diz que rechaça as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e afirmou que vai iniciar, imediatamente, os trâmites previstos para acionar a Lei da Reciprocidade.

"Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC."

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24).

Em nota, o governo brasileiro afirmou que "na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais".

A percepção, segundo fontes na diplomacia, é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na Organização Internacional do Trabalho no tema.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

De acordo com um relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

Na nota divulgada nesta quinta, o governo brasileiro disse ainda que, ao longo da investigação nos EUA, o Ministério do Trabalho prestou explicações e apresentou documentos sobre a legislação brasileira e da atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

"Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de 'Lista Suja' de empregadores", diz a nota.

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia Blog da Ana Flor Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA Segundo a Amcham, para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana passada. Por Ana Flor, GloboNews e g1 — Brasília

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulvou uma nota nesta quinta-feira (23) em que afirmam que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano".

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A tarifa de 12,5% deve entrar em vigor nesta sexta-feira (24).

Segundo a Amcham, com entrada em vigor em 24 de julho, a medida alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos.

"Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais".

A decisão em aplicar novas tarifas é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e poderá elevar custos para empresas e consumidores norte-americanos, "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais".

"A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Tarifaço de Trump: veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

Mas, mais uma vez, os principais produtos da pauta exportadora brasileira não serão atingidos, pois estão na extensa lista de exceções determinadas pelo USTR. São mais de 2 mil itens, que não serão taxados para nenhuma das economias.

Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças e meias-carcaças; cortes com e sem osso; carne desossada; línguas, fígados e outras miudezas bovinas; carne bovina salgada, seca ou defumada; preparações de carne bovina, como corned beef.Outros produtos animais: corais; conchas; ossos de siba e materiais semelhantes, inclusive pós e resíduos; determinados produtos de origem animal utilizados como ingredientes em rações e alimentos para animais.

Mudas e sementes: plantas vivas não enraizadas; batata-semente; sementes de leguminosas, cereais, oleaginosas, hortaliças, flores e outras espécies destinadas ao plantio.Hortaliças e legumes: tomates, conforme os períodos e classificações tarifárias previstos; jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d’água; alcaparras; cogumelos secos, como shiitake e orelha-de-pau.Raízes e tubérculos: mandioca; taro; inhame; yautia; dasheen; araruta e outros tubérculos tropicais.Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; castanhas; macadâmia; noz-de-cola; noz-de-areca; pinhões; bananas e plátanos; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; mamões; marmelos; duriões; etrogs; açaí; algumas frutas tropicais congeladas.Café, chá e erva-mate: café não torrado ou torrado, com ou sem cafeína; cascas e substitutos de café; café solúvel sem aromatização; chá verde; chá preto; erva-mate.Especiarias: pimentas; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro e outras especiarias especificadas.Cereais e derivados: trigo, centeio, cevada, aveia, milho e sorgo destinados à semeadura; fonio; triticale; alpiste; algumas farinhas e amidos de raízes, tubérculos e frutas.Óleos e ceras vegetais: óleo de coco; ceras vegetais e produtos semelhantes especificados.Açúcar: determinados açúcares de cana e de beterraba e outros produtos açucarados, principalmente dentro das cotas tarifárias previstas.Cacau: cacau em grão; cascas e resíduos de cacau; pasta de cacau; manteiga, gordura e óleo de cacau; cacau em pó sem adição de açúcar.Alimentos preparados: tapioca e seus sucedâneos; determinados vegetais, frutas, nozes e outras partes de plantas preparados ou conservados; alguns produtos de panificação destinados exclusivamente a usos religiosos.Sucos e bebidas: suco de laranja; determinados sucos cítricos; alguns sucos de abacaxi; água de coco; suco de açaí; misturas de água de coco; preparações de açaí para fabricação de bebidas; algumas bebidas não alcoólicas à base de sucos.

Minerais não metálicos: enxofre; grafite natural; fosfatos; sulfato de bário; magnesita; amianto; fluorita; vermiculita; perlita e outros minerais especificados.Minérios e concentrados: minério de ferro; manganês; cobre; níquel; cobalto; alumínio; estanho; cromo; tungstênio; urânio; molibdênio; titânio; nióbio; tântalo; prata e outros minerais metálicos especificados.Carvão e coque: carvão mineral; linhito; turfa; coque; semicoque; gás de carvão e produtos relacionados.Petróleo e derivados: petróleo bruto; combustíveis minerais; óleos leves e pesados; querosene; óleos lubrificantes; resíduos de petróleo; gás natural e outros gases de petróleo; parafinas; coque de petróleo; betume; asfaltos; energia elétrica.

Produtos químicos básicos: iodo; enxofre; gases nobres; hidrogênio; silício; fósforo; arsênio; ácidos minerais; amônia; soda cáustica; óxidos, hidróxidos, fluoretos, cloretos, sulfatos, nitratos, carbonatos e outros compostos inorgânicos especificados.Alumina e compostos de alumínio: óxido de alumínio e hidróxido de alumínio. A isenção não abrange alumínio primário em formas brutas.Vanádio: óxidos e hidróxidos de vanádio.Terras raras e materiais críticos: determinados compostos de terras raras; urânio e outros materiais radioativos especificados; carbonetos e outros insumos minerais críticos.Fertilizantes: fertilizantes animais ou vegetais; ureia; sulfato de amônio; nitratos; fosfatos; cloreto de potássio; fertilizantes compostos e outros insumos fertilizantes.Insumos para defensivos agrícolas: princípios ativos e intermediários químicos específicos usados na fabricação de pesticidas.Produtos químicos com limitação de uso: determinadas substâncias químicas são isentas apenas quando destinadas a aplicações farmacêuticas.

Borracha natural: látex de borracha natural; borracha natural em folhas, blocos ou outras formas primárias; balata, guta-percha e produtos semelhantes.Couros exóticos: determinados couros de répteis, avestruz e outros animais, curtidos ou preparados.Madeira: toras e madeira serrada de determinadas espécies tropicais; eucalipto e produtos específicos de eucalipto; lâminas de madeira; chapas específicas de compensado de eucalipto.Celulose: determinados tipos de pasta química de madeira, incluindo celulose de coníferas e de não coníferas.Fibras vegetais para horticultura: produtos como fibra de coco, juta e sisal, quando abrangidos pelos códigos e limitações de escopo da lista.

Computadores e armazenamento: computadores portáteis e outras máquinas automáticas para processamento de dados; unidades de entrada e saída; unidades de armazenamento; peças e acessórios específicos.Equipamentos para semicondutores: máquinas para fabricação de boules ou wafers; equipamentos para fabricação de dispositivos semicondutores e circuitos integrados; máquinas para fabricação de telas planas; peças e acessórios desses equipamentos.Semicondutores: diodos; transistores; tiristores; dispositivos fotossensíveis; diodos emissores de luz; circuitos integrados, como processadores, controladores, memórias e amplificadores; peças específicas.Outros eletrônicos: determinados smartphones; aparelhos de comunicação de dados; dispositivos de armazenamento em estado sólido; alguns módulos de tela e monitores; ímãs permanentes específicos; instrumentos para medição e teste de semicondutores.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.

A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Justiça dos EUA prorroga suspensão da compra da Warner Bros. pela Paramount por mais 14 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

A Justiça dos EUA suspendeu por mais 14 dias a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por 110 bilhões de dólares. A decisão atende a uma ação de 12 estados.

Os estados alegam que a fusão pode elevar preços de filmes e programas. A Paramount poderia iniciar demissões e compartilhar dados estratégicos antes da decisão final.

A Paramount afirma que a ação judicial interpreta mal as leis antitruste. O negócio, anunciado em fevereiro, também passa por análises regulatórias na Europa e Reino Unido.

Se aprovada, a fusão criará um grupo com 200 milhões de assinantes de streaming. A família Ellison passará a comandar marcas como a CNN e CBS News.

Nesta quinta-feira (23), a Justiça dos Estados Unidos ampliou o prazo de suspensão de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). O acordo já havia sido interrompido antes e a promessa era que retomasse no dia 3 de agosto. Agora, porém, será adiado por mais 14 dias, sendo discutido somente em 17 de agosto.

A decisão foi tomada pela pela juíza americana Araceli Martínez-Olguín de Oakland, na Califórnia.

A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores.

Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor.

Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter.

O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA.

A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos.

"Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais", afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters.

Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais.

Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência.

A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia.

Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos.

Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos.

A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária.

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento.

Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon.

O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura.

Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

CGU prorroga investigação contra servidores do BC por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

A Controladoria-Geral da União (CGU) prorrogou por mais 60 dias a investigação que pode resultar na demissão de dois funcionários do Banco Central (BC), que, segundo a Polícia Federal, teriam atuado como consultores do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A investigação foi aberta no dia 23 de março. Mas a CGU, segundo pessoas que participam da apuração, ainda aguarda que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhe provas colhidas contra os servidores.

Por enquanto, integrantes da CGU preferem adotar cautela em relação ao processo, até que as informações do STF sejam enviadas ao órgão.

Paulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização da instituição e Belline Santana é ex-chefe de supervisão bancária.

A suspeita é que eles, no período de 2019 a 2023, tenham mantido contatos e possam ter orientado o banqueiro sobre como agir em relação ao Master dentro do BC.

O processo na CGU foi aberto após uma investigação interna do Banco Central, que encontrou indícios de que dois servidores simularam prestação de serviços, como consultoria, e venda de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master.

A apuração foi feita com base na evolução patrimonial e foi identificado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público.

Ambos os servidores afirmaram ao BC que não sabiam que as empresas envolvidas nos negócios deles tinham relação com Vorcaro e o banco Master.

Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.

Em nota, os advogados de Paulo Sérgio disseram que “a defesa compreende a prorrogação do prazo do procedimento administrativo como medida indispensável a sua completa instrução, de forma a permitir a ampla defesa e contraditório a que Paulo Sérgio, como cidadão, possui direito”.

“No procedimento junto a CGU tem sido possível produzir provas que contradizem as conclusões da sindicância conduzida pelo BC”, concluiu a nota.

Em relação à sindicância do BC, a defesa de Belline afirmou que ele, “como servidor de carreira, sempre exerceu suas atividades no Banco Central do Brasil de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais”.

Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo prorroga por mais dois meses subsídio ao diesel e estuda estender benefício à gasolina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Diante da retomada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas, o Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação, por mais dois meses, da chamada "subvenção", um tipo de subsídio, para manter o preço do diesel mais baixo.

O governo afirmou também que estuda estender o subsídio à gasolina, que foi definido em R$ 0,44 por litro da gasolina em maio, para tentar conter os efeitos guerra na economia brasileira.

Com alta do petróleo, há pressão sobre os preços dos combustíveis, algo que se reverbera por toda economia (leia mais abaixo). O governo também deve prorrogar por mais dois meses o subsídio ao querosene da aviação (QAV), apurou o g1.

A leitura é de que o cenário geopolítico ainda tem forte impacto sobre o custo da operação dos serviços aéreos. Com a guerra no Oriente Médio, o insumo passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.

Alguns dias após o anúncio do subsídio, em maio, a Petrobras anunciou um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. Por conta da subvenção concedida pelo governo, o aumento efetivo foi menor: de R$ 0,04 por litro.

O subsídio é pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Também para conter os efeitos da guerra na inflação, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na semana passada, a elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, superou os US$ 100.

LEIA MAIS: Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai

Após negociações, os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz preliminar na guerra do Oriente Médio em 17 de junho, o que contribuiu para a queda do preço do barril de petróleo para menos de US$ 80 por algumas semanas.

Menos de mês depois, em 8 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz firmado com o Irã teria acabado, e que não buscaria mais diálogo com Teerã, o que voltou a pressionar novamente os preços dos combustíveis. O petróleo opera novamente acima de US$ 100 por barril nesta semana.

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump, na ocasião, quando perguntado se o acordo teria "morrido".

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

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Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.

A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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