RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta, com expectativa por negociações entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (28) em alta, com um avanço de 0,10% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1171. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Investidores seguem na expectativa pelas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que decidiu suspender os ataques para dar mais uma chance às tratativas, mas disse que pode retomar uma ação militar ainda mais forte caso a saída diplomática fracasse. Mais cedo, no entanto, Teerã havia afirmado que não havia nenhuma negociação em andamento.

O alívio das tensões no Oriente Médio continua a reduzir os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 2,29%, cotado a US$ 86,34. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha queda de 1,95% no mesmo horário, a US$ 81,00o barril.

▶️ No Brasil, os atritos recentes entre representantes do governo e o presidente argentino, Javier Milei, seguem no radar. No último sábado (25), Milei participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e fez críticas ao presidente Lula (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou as duas economias e chamou o presidente argentino de "palhaço".

▶️ Na agenda de indicadores, destaque para o IPCA-15 (índice considerado a prévia da inflação). Além disso, investidores seguem à espera da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), prevista para amanhã. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas americanas inalteradas.

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que suspendeu a ofensiva para dar mais uma chance às negociações de paz, mas, segundo Teerã, não há tratativas em andamento.

Segundo o Irã, as negociações em que o país está envolvido são com o Omã e dizem respeito à gestão do Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

De acordo com a agência de notícias Reuters, Omã teria apresentado a Teerã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de gestão do canal. A iniciativa conta com o apoio de países da região e tem como referência o modelo adotado no Estreito de Malaca, passagem marítima que conecta os oceanos Índico e Pacífico e é considerada uma das artérias mais importantes do comércio global.

Pelo plano omanita, países e empresas que utilizam o Estreito de Ormuz fariam contribuições voluntárias para financiar a segurança da navegação, a proteção ambiental e operações de busca e salvamento. A proposta também prevê uma gestão compartilhada da via marítima e não daria ao Irã controle exclusivo sobre o estreito, segundo a Reuters.

O tráfego ainda limitado pelo canal continua a trazer preocupações para a oferta global da commodity. Ainda assim, o alívio das tensões ainda traz um dia de alívio nos preços nesta terça-feira (28).

Na Ásia, as ações chinesas caíram para a menor cotação em uma semana nesta terça-feira, impulsionadas por mais uma queda no setor de tecnologia, à medida que investidores seguem preocupados com o aumento da produção de chips e os gastos elevados com infraestrutura de inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 2,83%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 1,16%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,41% e o Nikkei, do Japão, teve perdas de 3,95%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 10,84% e chegou a acionar o circuit breaker na sessão.

🔎 Circuit breaker é uma interrupção temporária das negociações na bolsa quando as ações caem muito em pouco tempo. O objetivo é conter movimentos de pânico e dar mais tempo para investidores avaliarem o cenário.

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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,06% em julho puxada por energia elétrica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,06% em julho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando o indicador teve alta de 0,41%, e veio bem abaixo das projeções — segundo pesquisas feitas pela Reuters, economistas previam uma alta de 0,20% para o período. Com isso, o índice acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses.

O grupo de Habitação registrou a maior variação e o maior impacto no IPCA-15, com um avanço de 0,97% no mês. A alta foi puxada principalmente pelos preços de energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no mês.

Além da bandeira tarifária amarela, que tem cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, os preços de energia elétrica também contaram com reajustes tarifários em diversos estados, como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Reajustes nas taxas de água e esgoto também ajudam a explicar a alta dos preços no grupo Habitação.

Entre os demais grupos que registraram alta, destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,28%), influenciado por produtos de higiene pessoal (0,51%) e Transportes (0,11%), que teve impacto da alta de 11,70% em passagens aéreas.

O grupo de Alimentação e bebidas, que foi um dos principais motores de alta do IPCA-15 no mês passado, registrou queda de 0,66% em julho, puxado pela redução nos preços de alimentação no domicílio. (entenda mais abaixo)

Alimentação e bebidas: -0,66%;Habitação: 0,97%;Artigos de residência: 0,19%;Vestuário: -0,33%;Transportes: 0,11%;Saúde e cuidados pessoais: 0,28%;Despesas pessoais: 0,08%;Educação: -0,04%;Comunicação: -0,02%.

A queda de 1,14% na alimentação no domicílio foi puxada, principalmente, pelos recuos nos preços:

Já do lado das altas, o destaque fica com a cebola e o pão francês, que tiveram altas de 7,10% e 0,65%, respectivamente.

A alimentação fora do domicílio, por outro lado, saiu de uma alta de 0,40% em junho para um avanço de 0,55% em julho, puxada pela aceleração nos preços da refeição, que saiu de 0,39% para 0,66%. O lanche, por sua vez, desacelerou de 0,45% em junho para 0,30% em julho.

Apesar da alta do grupo Transportes, puxado pelo avanço nos preços das passagens aéreas, os preços dos combustíveis registraram uma queda de 0,90% na prévia da inflação deste mês. Veja abaixo:

Os preços dos combustíveis registraram fortes altas no primeiro semestre, em reflexo à guerra travada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Isso porque o conflito acabou fechando o Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

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Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 08:51

Tecnologia Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente Links para os chats, alguns dos quais incluíam informações pessoais e profissionais, apareciam se um usuário de um mecanismo de busca como o Google usasse um termo de pesquisa específico do site. Por Kali Hays

Centenas de conversas privadas de usuários com o chatbot Claude, da Anthropic, ficaram publicamente disponíveis em mecanismos de busca como o Google.

Os registros de chats foram indexados após usuários utilizarem a opção de compartilhamento. A possibilidade de pesquisa foi removida durante o fim de semana.

Usuários do Reddit descobriram inicialmente mais de 200 conversas expostas. Os diálogos incluíam dados corporativos confidenciais, currículos e pesquisas pessoais.

Outros chatbots, como o ChatGPT da OpenAI e o Grok do X, também já enfrentaram problemas semelhantes de exposição de conversas.

O Google afirmou que os próprios sites controlam quais páginas são públicas. A Anthropic provavelmente bloqueou os links nos resultados de busca.

Centenas de conversas de usuários com o popular chatbot de inteligência artificial (IA) da Anthropic, Claude, foram encontrados abertos para praticamente qualquer pessoa online.

Os links para os chats, alguns dos quais incluíam informações pessoais e profissionais, apareciam se um usuário de um mecanismo de busca como o Google usasse um termo de pesquisa específico do site.

As buscas mostraram que conversas do Claude, nas quais um usuário havia decidido "compartilhar" um link, foram salvas por mecanismos de busca como o Google, tornando-as acessíveis ao público em geral.

A possibilidade de pesquisar os registros de bate-papo foi removida durante o fim de semana, mas muitos foram salvos e amplamente compartilhados online.

Uma porta-voz da Anthropic afirmou que os usuários do Claude mantêm o controle sobre se e quando compartilhar as conversas que tiveram com o chatbot.

Ela disse que os links para as conversas "não eram previsíveis ou detectáveis, a menos que as pessoas optassem por compartilhá-los por conta própria".

"Quando alguém compartilha uma conversa, está tornando esse conteúdo publicamente acessível e, como outros conteúdos públicos da web, ele pode ser arquivado por serviços de terceiros", acrescentou a porta-voz.

A opção de compartilhamento do Claude informa ao usuário que "qualquer pessoa com o link" pode visualizar o conteúdo, mas não afirma explicitamente que o link pode acabar nos resultados de pesquisa no Google.

Usuários do Reddit descobriram inicialmente os chats disponíveis publicamente, que abrangiam mais de 200 conversas com o Claude em pelo menos 25 páginas de resultados de pesquisa — algumas ocorridas há apenas algumas semanas.

Em uma conversa de abril, um usuário pediu ao chat que redigisse uma postagem de blog inédita sobre segurança na nuvem, incluindo detalhes de um projeto corporativo.

Em outra, do mês passado, um usuário perguntou ao Claude como "se tornar a Raposa de Nove Caudas?", antes de esclarecer que queria se transformar literalmente de humano na criatura.

O Claude primeiro tentou mostrar ao usuário uma imagem gerada por IA, alegando que ele havia recebido "poderes de raposa totalmente funcionais!".

Outras conversas com o Claude incluíram usuários buscando ajuda com seus currículos, incluindo nomes, informações de contato e histórico profissional.

Alguns usuários chegaram a realizar o que parecia ser pesquisa confidencial para seus trabalhos, como na área da saúde, incluindo transcrições de conversas privadas.

Quando a OpenAI enfrentou, no ano passado, um problema quase idêntico com a disponibilização pública dos registros de bate-papo do ChatGPT, a empresa acabou alterando a forma como esses registros eram acessados.

O Grok, o chatbot de IA do X, plataforma social pertencente a Elon Musk, também teve centenas de milhares de registros de bate-papo disponibilizados publicamente no ano passado por meio de buscas online.

Um porta-voz do Google esclareceu à BBC que a empresa não controla "quais páginas são tornadas públicas na web", afirmando que essa ação parte dos próprios sites.

"Oferecemos aos proprietários de sites controles claros para que decidam se as páginas podem ser rastreadas ou indexadas, e sempre respeitamos essas diretrizes."

Como a indexação dos registros de bate-papo não está mais ocorrendo nos resultados de busca, é provável que a Anthropic tenha usado ferramentas disponíveis para bloquear rapidamente os links dos registros de bate-papo nos resultados de pesquisa.

O processo do Google para que um proprietário de site bloqueie um link é simples, mas deve ser iniciado pelo próprio proprietário do site.

Outros mecanismos de busca, como Bing, Brave e DuckDuckGo, nos quais os registros de bate-papo do Claude também apareceram, foram contatados para comentar, mas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

O chatbot Claude, da Anthropic, está entre os mais populares, rivalizando com o ChatGPT e o Gemini — Foto: Reuters via BBC

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Johnson & Johnson oferece R$ 28 bilhões para encerrar processos que ligam uso de talco a câncer

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 28/07/2026 07:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

A Johnson & Johnson ofereceu US$ 5,5 bilhões para encerrar processos nos EUA. As ações alegam que seu talco para bebês causa câncer de ovário.

Erik Haas afirmou na segunda-feira que as alegações são "infundadas". O plano precisa de aprovação de escritórios que representam 95% dos casos.

Os processos começaram em 2009 com alegações de contaminação por amianto. No início de julho, a Justiça questionou a capacidade de provar a causa do câncer.

A J&J nega que o produto cause câncer e afirma que o talco é seguro. Em 2022, a empresa anunciou o fim das vendas globais do produto.

A Johnson & Johnson (J&J) ofereceu-se para pagar até US$ 5,5 bilhões (R$ 28 bilhões) para resolver dezenas de milhares de processos nos EUA que alegam que seu talco para bebês e outros produtos que contêm talco causam câncer de ovário.

O acordo histórico proposto visa encerrar uma longa batalha judicial que pesa sobre a gigante da área da saúde sediada em Nova Jersey há anos.

A J&J negou que seus produtos à base de talco causem câncer e alterou a fórmula de seu talco para bebês, amplamente utilizado.

Erik Haas, vice-presidente de litígios da firma, afirmou na segunda-feira que as alegações são "infundadas" e que a J&J estava disposta a chegar a um acordo para resolver definitivamente a questão.

A J&J afirmou que o acordo abrangerá cerca de 76 mil casos, totalizando a maioria das reivindicações restantes relacionadas ao talco. A empresa disse que oferecerá até US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões) no próximo ano, sem pagamentos adicionais devidos antes de 2028.

A proposta precisa ser aceita por escritórios de advocacia que representam 95% dos casos de câncer de ovário em tribunais estaduais e federais antes de ser finalizada, afirmou a J&J.

Em comunicado, Haas afirmou estar confiante de que "teria, em última instância, prevalecido em um processo judicial mais aprofundado", assim como ocorreu na maioria dos casos julgados até o momento.

Ele acrescentou que a resolução proposta "permite que a empresa deixe este assunto para trás" e possibilita que a J&J "continue focada em sua missão de desenvolver medicamentos e dispositivos que salvam vidas".

Os processos judiciais contra a J&J por causa de seu pó para bebês à base de talco começaram já em 2009.

No início de julho, um tribunal federal concedeu uma vitória à empresa ao questionar a capacidade das demandantes individuais de demonstrar que o talco foi a causa direta de seu câncer de ovário.

🔍 O talco é um mineral natural composto de magnésio, silício, oxigênio e hidrogênio, conhecido por sua textura semelhante à de sabão e frequentemente usado em talco para bebês.

A empresa enfrentou processos judiciais movidos por consumidores e seus familiares que alegam que os produtos de talco da J&J causaram câncer devido à contaminação por amianto.

O talco é extraído da terra e encontrado em veios próximos aos do amianto, um material conhecido por causar câncer.

A J&J negou repetidamente as alegações e, em seu comunicado mais recente, afirmou: "Estudos mostram que o talco é seguro, não contém amianto e não causa câncer."

Em 2022, a J&J anunciou que deixaria de fabricar e vender seu pó para bebês à base de talco em todo o mundo.

O anúncio foi feito mais de dois anos depois de a empresa ter encerrado as vendas do produto nos EUA.

"Como parte de uma avaliação global do nosso portfólio, tomamos a decisão comercial de fazer a transição para um portfólio de talco para bebês totalmente à base de amido de milho", disse a J&J na época.

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Justa causa por trabalhar 4 minutos a mais: quando fazer hora extra pode virar motivo de demissão?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 04:51

Trabalho e Carreira Justa causa por trabalhar 4 minutos a mais: quando fazer hora extra pode virar motivo de demissão? Justiça do Trabalho entendeu que o tempo excedente foi gasto no deslocamento até o relógio de ponto e considerou desproporcional a aplicação da penalidade máxima. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Justiça do Trabalho reverteu a demissão por justa causa de um funcionário dispensado após registrar quatro minutos além da jornada. A decisão considerou que o tempo foi gasto no deslocamento até o relógio de ponto e não justificava a penalidade máxima.

Especialistas explicam que fazer horas extras sem autorização, por si só, não é motivo para justa causa. A Justiça avalia fatores como a gravidade da conduta, a reincidência e a proporcionalidade da punição.

Em geral, advertências e suspensões devem anteceder a demissão. Casos isolados costumam receber tratamento diferente de descumprimentos repetidos das regras da empresa.

A CLT também prevê justa causa para situações como furto, fraude, abandono de emprego, assédio e agressões. No caso de Minas Gerais, a Justiça entendeu que não houve falta grave capaz de justificar a penalidade máxima.

Quatro minutos a mais no trabalho podem render justa causa? Entenda — Foto: Reprodução/Magnific (antes Freepik)

A Justiça do Trabalho reverteu a demissão por justa causa de um funcionário de uma empresa do ramo alimentício, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele havia sido dispensado após registrar quatro minutos além do limite da jornada.

Segundo o processo, o relógio de ponto ficava no vestiário, distante do setor onde o empregado trabalhava. O funcionário afirmou que o tempo excedente foi gasto justamente no deslocamento até o equipamento para registrar o fim do expediente.

A versão foi confirmada por um representante da própria empresa, que declarou que o trajeto entre o posto de trabalho e o relógio de ponto levava cerca de cinco minutos. Ele também reconheceu que o empregado não teria ultrapassado o limite da jornada se o equipamento estivesse instalado mais próximo.

O nome da empresa não foi divulgado pelo Judiciário. Ao analisar o caso, o juiz da 5ª Vara do Trabalho de Uberlândia, Celso Alves Magalhães, concluiu que os minutos excedentes eram insignificantes e decorreram do deslocamento até o local de registro de ponto.

Para o magistrado, não houve intenção do trabalhador de descumprir as regras da empresa. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), mas ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

🤔 O caso levantou dúvidas entre trabalhadores e empregadores: afinal, quando fazer horas extras pode levar à demissão? Em quais situações o descumprimento da jornada pode resultar em justa causa?

Ouvidos pelo g1, advogados trabalhistas explicam o que diz a legislação e quais critérios costumam ser levados em conta pela Justiça.

Segundo Vivian De Camilis, especialista em Direito do Trabalho, fazer horas extras sem autorização da empresa, por si só, não é motivo para demissão por justa causa.

A advogada explica que é preciso analisar o contexto, como a frequência da prática, se o trabalhador tinha conhecimento prévio da proibição e se a punição aplicada foi proporcional.

"Fazer hora extra sem autorização, por si só, não é motivo para justa causa. É preciso avaliar todo o contexto do caso", afirma.

Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não exija autorização prévia para a realização de horas extras, Vivian ressalta que as empresas podem estabelecer essa exigência em regulamentos internos ou em normas coletivas.

"Nesses casos, o descumprimento da regra pode gerar sanções disciplinares", explica. A especialista destaca que há diferença entre permanecer alguns minutos além da jornada para concluir uma tarefa e fazer horas extras de forma recorrente sem autorização.

Segundo ela, o que pesa na análise não é apenas o tempo excedido, mas a repetição do comportamento e o fato de o trabalhador saber que precisava de autorização.

Mesmo nessas situações, a demissão por justa causa não costuma ser a primeira medida adotada. Segundo Vivian De Camilis, o mais comum é que a empresa aplique punições de forma gradual, começando por advertências e, caso a prática persista, suspensões antes de chegar à demissão.

"Em geral, a Justiça entende que a empresa deve aplicar as penalidades de forma gradual. Se o trabalhador já recebeu advertências e suspensões pela mesma conduta e continua descumprindo as regras, a justa causa ganha mais respaldo. Quando esse histórico não existe, a demissão costuma ser considerada desproporcional", afirma.

Danilo Schettini, especialista em Direito do Trabalho, lembra que a CLT prevê uma margem de tolerância para pequenas variações no registro de ponto. Pela legislação, diferenças de até cinco minutos por marcação, limitadas a 10 minutos no total por dia, não são consideradas horas extras para fins de pagamento.

No entanto, ele ressalta que essa regra não foi o principal fundamento da decisão da Justiça no caso de Minas Gerais.

"A discussão não era o pagamento de horas extras, mas a aplicação da justa causa. Ainda assim, o fato de o excesso ter sido de apenas quatro minutos reforçou o entendimento de que a conduta tinha reduzida gravidade", afirma.

Segundo o especialista, para que uma demissão por justa causa seja considerada válida, a empresa precisa comprovar que:

havia uma regra proibindo horas extras sem autorização;o trabalhador conhecia essa regra;ele descumpriu a orientação;o descumprimento foi grave;a demissão foi proporcional à infração.

"Além disso, cabe à empresa demonstrar que a justa causa foi aplicada corretamente", afirma.

Segundo Schettini, a Justiça do Trabalho costuma reverter a demissão por justa causa quando a empresa não consegue comprovar a falta cometida pelo trabalhador, quando a punição é considerada exagerada ou quando o episódio foi isolado e sem indícios de má-fé.

Foi justamente o que ocorreu no caso julgado em Minas Gerais. Para a Justiça, os quatro minutos registrados além da jornada foram consequência do tempo necessário para o trabalhador caminhar até o relógio de ponto.

O advogado explica que é importante diferenciar um episódio pontual de um comportamento repetido. Ficar alguns minutos a mais no trabalho pode acontecer por motivos do dia a dia, como terminar uma tarefa ou se deslocar até o local de registro do ponto.

Já quando o empregado faz horas extras sem autorização de forma frequente, mesmo sabendo que isso é proibido pela empresa, ele pode sofrer punições. Se já tiver recebido advertências ou suspensões pelo mesmo motivo, a aplicação da justa causa ganha mais respaldo.

Schettini acrescenta que a empresa pode proibir que os funcionários permaneçam no local de trabalho depois do fim da jornada para evitar horas extras não autorizadas, reduzir custos e prevenir acidentes. Ainda assim, cada caso deve ser analisado individualmente.

A demissão por justa causa só deve ser aplicada quando a conduta do empregado for grave o suficiente para tornar inviável a continuidade da relação de emprego, explica Maurício Sampaio da Cunha, advogado trabalhista e sócio do Badaró Almeida & Advogados Associados.

Segundo ele, além do descumprimento de regras relacionadas à jornada, a CLT prevê hipóteses como ato de improbidade, insubordinação, abandono de emprego, embriaguez em serviço e violação de segredo da empresa, entre outras.

Segundo Adriana Faria, advogada especializada em Direito do Trabalho do escritório Rodrigues Faria Advogados, entre elas estão:

Ato de improbidade (como roubo, furto ou desvio de dinheiro);Incontinência de conduta ou mau procedimento (comportamento inadequado, ofensivo ou imoral);Negociação habitual por conta própria ou de terceiros, sem autorização do empregador;Concorrência desleal com a empresa;Embriaguez habitual ou durante o serviço;Indisciplina ou insubordinação;Abandono de emprego;Assédio moral ou sexual;Agressão física ou verbal;Divulgação de segredos da empresa.

A advogada trabalhista Djulia Raphaella explica que, em regra, a Justiça do Trabalho espera que as empresas adotem punições de forma gradual, com advertências e suspensões antes da justa causa.

No entanto, essa gradação pode ser dispensada em situações de maior gravidade, como casos de furto, fraude, agressão física ou assédio. A especialista ressalta ainda que nem toda irregularidade relacionada à jornada é suficiente para justificar a demissão por justa causa.

Segundo ela, fraudes no registro de ponto, adulteração dos controles de jornada, registro de ponto por outra pessoa e atrasos frequentes e injustificados podem configurar falta grave, mas a análise depende das circunstâncias de cada caso.

Ao comentar a decisão da Justiça em Minas Gerais, Djulia afirma que o entendimento não autoriza os trabalhadores a descumprirem as regras da empresa sobre jornada.

Segundo a advogada, o excesso foi de apenas quatro minutos, parte desse tempo foi gasto no deslocamento até o relógio de ponto e não houve prova de que o trabalhador tenha agido de forma intencional.

"Isso não impede que, em situações mais graves ou quando houver repetição da conduta, a justa causa seja considerada válida", completa.

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Como um carrinho de pipoca virou uma rede que fatura R$ 150 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 28/07/2026 02:53

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como um carrinho de pipoca virou uma rede que fatura R$ 150 mil por mês Com investimento inicial de R$ 2 mil, empreendedor inovou com 30 sabores de pipoca, abriu lojas e expandiu a marca por meio do licenciamento no Rio de Janeiro. Por PEGN

Com investimento inicial de R$ 2 mil, Adenilson Santos transformou uma barraquinha de pipoca na Cinelândia em uma rede com lojas e 12 pontos licenciados, que hoje fatura R$ 150 mil por mês.

Para atrair clientes, o empreendedor apostou em um cardápio com 30 sabores, como camarão, bacon, paçoca e creme de avelã, além de investir em controle de qualidade.

O crescimento levou à abertura de lojas e à expansão por meio do licenciamento da marca. O negócio ganhou ainda mais visibilidade após a atividade das pipoqueiras ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.

Adenilson atribui o sucesso à persistência. "Você não pode desistir logo no começo. Se planta uma semente, precisa esperar o tempo certo para colher os frutos", afirma.

Quem passa pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, dificilmente resiste ao aroma da pipoca. Em meio aos teatros, cinemas e apresentações culturais, o tradicional carrinho ganhou um novo significado para o empreendedor Adenilson Santos.

O que começou como uma pequena operação se transformou em uma rede de lojas e carrinhos licenciados que hoje fatura cerca de R$ 150 mil por mês. Porém, a história começou de forma modesta.

Com um investimento inicial de R$ 2 mil, Adenilson comprou uma barraquinha de um vendedor que acreditava não haver potencial comercial no ponto. No primeiro dia de trabalho, vendeu apenas R$ 25 em pipocas. Mesmo assim, decidiu persistir e investir em um diferencial para conquistar clientes.

A estratégia foi apostar na inovação. Em vez de oferecer apenas os sabores tradicionais, o empreendedor passou a criar combinações inusitadas. Hoje, o cardápio reúne cerca de 30 opções, entre elas pipoca de camarão, bacon, paçoca e creme de avelã.

"Quando você vai a um restaurante, quer experimentar algo diferente. Eu pensava a mesma coisa para a pipoca. O empreendedor não pode ficar na mesmice. Quanto mais sabores, mais curiosidade a gente desperta nas pessoas", afirma Adenilson Santos.

Para ele, a variedade desperta a curiosidade dos consumidores e faz parte da experiência de compra. O crescimento da clientela levou à expansão do negócio. Incentivado pelos próprios consumidores, que sugeriam novos bairros para receber os carrinhos, Adenilson adotou um modelo de licenciamento da marca.

Atualmente, são 12 pontos licenciados, além de lojas físicas no Rio de Janeiro. Os parceiros recebem treinamento, suporte operacional e autorização para utilizar a marca registrada, enquanto o empreendedor fornece materiais e acompanha o padrão de qualidade da operação.

Ao longo dos anos, Adenilson também se especializou na principal matéria-prima do negócio: o milho. O conhecimento adquirido na prática ajuda a garantir a qualidade da pipoca servida tanto nas lojas quanto nos carrinhos.

Segundo ele, manter o produto sempre fresco depende do alto giro de vendas e de um rígido controle de qualidade. A trajetória ganhou ainda mais visibilidade após a aprovação da Lei nº 8.230, que reconheceu a atividade das pipoqueiras como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

O título reforçou a tradição dos carrinhos de pipoca na capital fluminense e impulsionou a divulgação do negócio nas redes sociais, atraindo novos clientes. Para Adenilson, o sucesso é resultado de paciência e persistência.

Ele compara o empreendedorismo ao cultivo de uma semente: é preciso esperar o tempo certo para colher os frutos. A filosofia acompanha a empresa desde os primeiros dias de faturamento modesto até a consolidação de uma marca que hoje reúne dezenas de sabores, pontos espalhados pela cidade e clientes fiéis.

"Você não pode desistir logo no começo. Se planta uma semente, precisa ter paciência para ela crescer e, só depois, colher os frutos. Foi exatamente o que aconteceu com a pipoca", diz Adenilson Santos.

📍 Endereço: Av. Treze de Maio, 23, Sala 304, Centro Rio de Janeiro/RJ📞 Telefone: (21) 98103-4105 (21) 96720-2576📧E-mail: pipocamanarj@gmail.com🌐 Site: https://pipocasmana.com.br/📸 Instagram: instagram.com/pipocasmanarj📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1LQzKv2aj2/?mibextid=wwXIfr📲 TIKTOK: https://www.tiktok.com/pipocasmana

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Brasil x Argentina: veja as diferenças entre as economias em 8 gráficos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 00:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de "palhaço".

A declaração ocorreu após Milei viajar ao Brasil para participar, no sábado (25), do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No evento, o argentino fez críticas ao presidente Lula (PT) e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca".

A comparação entre as economias dos dois países passou a alimentar o debate entre esquerda e direita, que buscam nos indicadores econômicos argumentos para defender quais governos ou linhas políticas apresentam melhores resultados.

Para especialistas ouvidos pelo g1, porém, colocar Brasil e Argentina lado a lado exige cautela: as duas economias têm diferenças importantes de tamanho, estrutura produtiva e trajetória de inflação e estabilidade econômica.

"A situação das duas economias hoje não é estritamente comparável, porque a Argentina vive um cenário similar ao que o Brasil enfrentava em meados da década de 1990", afirma Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV Ibre, em referência ao processo de combate à inflação.

Ainda assim, alguns indicadores ajudam a entender a dinâmica de cada país. Inflação, desemprego, pobreza, dívida pública, reservas internacionais e Produto Interno Bruto (PIB) revelam os principais contrastes entre as duas economias.

Uma das principais diferenças entre os países hoje está na inflação. Enquanto o Brasil controlou a alta dos preços com o Plano Real, na década de 1990, a Argentina ainda enfrenta inflação elevada, apesar da forte desaceleração registrada nos últimos meses.

🔎 O índice de preços argentino encerrou 2025 com alta de 31,5%, o menor patamar desde 2017. Ainda assim, ficou muito acima da inflação brasileira, que fechou o ano em 4,26%.

Ao afirmar que a economia brasileira está em situação melhor, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou a inflação como um dos indicadores que sustentam essa avaliação.

O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, explica que a inflação elevada na Argentina tem diversas causas, mas destaca a forte oscilação do peso argentino em relação ao dólar como um dos principais fatores.

"A Argentina tem uma moeda muito desvalorizada e é bastante exposta aos choques da economia internacional por depender das exportações. Com isso, a desvalorização recorrente do peso acaba pressionando a inflação", diz.

Segundo ele, o Brasil também está suscetível a esses movimentos, mas a inflação se mantém controlada e está "em níveis baixos para os padrões brasileiros".

Na Argentina, a inflação atingiu o pico em abril de 2024, quando o índice de preços acumulado em 12 meses chegou a 289,4%. O resultado ocorreu em meio ao ajuste do governo Milei, que incluiu a retirada de subsídios para reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

A trajetória do desemprego seguiu movimentos semelhantes nos dois países, mas com taxas mais altas no Brasil nos últimos anos, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

🔎 O gráfico acima utiliza dados do FMI para manter a mesma metodologia na comparação entre os países. Por isso, os números podem diferir dos divulgados pelo IBGE e pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), da Argentina.

Por lá, a desocupação vinha em queda até 2023. Após o chamado Plano Motosserra, de Milei — que incluiu cortes de gastos públicos e medidas de ajuste —, a economia retraiu. Nesse cenário, o mercado de trabalho perdeu força e o desemprego passou a subir.

Para o FMI, a economia argentina avançou no processo de estabilização, mas a geração de empregos se tornou um dos principais desafios. A avaliação foi feita pela diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, durante visita ao país nesta segunda-feira (27).

“O desemprego na Argentina não é alto na comparação internacional, mas muitas pessoas trabalham na economia informal”, afirmou.

“As pequenas e médias empresas geram a maioria dos empregos. Devemos facilitar o acesso delas ao financiamento para que possam crescer e contratar mais trabalhadores”, acrescentou a chefe do FMI.

No Brasil, o mercado de trabalho passou por uma recuperação após a crise econômica de 2015 e 2016 e a pandemia de Covid-19. Em 2025, o país registrou a menor taxa média de desemprego da série histórica.

Ainda assim, a informalidade também continua como um dos principais desafios. “É um problema comum à maioria dos países em desenvolvimento”, afirma André Galhardo, da Análise Econômica.

Um índice de pobreza calculado pelo Banco Mundial aponta que 26,2% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza social em 2024, contra 24,1% na Argentina.

🔎 O indicador ajusta o limite de pobreza ao nível de renda de cada país e, por isso, não corresponde às taxas oficiais divulgadas pelos governos. Nos dados oficiais dos dois países, a parcela da população brasileira abaixo da linha de pobreza é menor do que a da Argentina.

Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil atingiu, em 2024, os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica.

A proporção de pessoas em situação de pobreza caiu de 27,3%, em 2023, para 23,1%, em 2024 — uma redução de 8,6 milhões de brasileiros nessa condição.

🔎 Para calcular o indicador, o IBGE considera como pobres os domicílios com renda inferior a US$ 6,94 por pessoa ao mês.

Na Argentina, a pobreza aumentou inicialmente após o impacto econômico do Plano Motosserra, mas recuou posteriormente com a melhora de alguns indicadores econômicos.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a taxa caiu no segundo semestre de 2025 para 28,2% da população, e atinge o equivalente a cerca de 8,5 milhões de pessoas.

A economia brasileira é cerca de três vezes maior que a argentina quando considerado o PIB em paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês), indicador que leva em conta as diferenças de preços entre os países.

Uma das explicações está no tamanho da economia brasileira: o Brasil tem uma população muito maior, um mercado consumidor mais amplo e uma estrutura produtiva mais diversificada, com destaque para serviços, indústria, agronegócio e energia.

Outro fator é a trajetória econômica da Argentina, marcada por décadas de inflação elevada e instabilidade, que reduziram o peso da economia do país em algumas comparações internacionais.

Galhardo, da Análise Econômica, lembra que o país já enfrentava desequilíbrios macroeconômicos antes da pandemia. “A alta dívida externa e a dependência do dólar tornam a Argentina mais vulnerável a crises e dificultam a recuperação da economia”, diz.

O PIB do Brasil fechou 2025 com alta de 2,3%, puxado pela agropecuária, no quinto ano consecutivo de crescimento. O resultado, porém, mostrou desaceleração em relação aos anos anteriores.

Na avaliação de economistas, um dos desafios para o crescimento sustentável é o equilíbrio das contas públicas. A expectativa é que uma melhora no cenário fiscal possa abrir espaço para a redução dos juros e favorecer a atividade econômica.

Para 2026, economistas do mercado financeiro projetam nova desaceleração, com crescimento de 1,99%.

O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O resultado representou uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados.

Foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão de Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Foi também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández.

Para especialistas ouvidos pelo g1, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco. (leia mais)

A dívida pública é elevada nos dois países, mas os desafios em relação às contas aparecem em contextos diferentes. Na Argentina, o endividamento se soma a um histórico de crises fiscais, dificuldades de financiamento e vulnerabilidade externa.

No Brasil, a principal pressão vem do aumento das despesas públicas e da trajetória de crescimento da dívida, embora o país tenha maior acesso ao mercado e mais reservas para enfrentar choques. (leia mais abaixo)

Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, ressalta que, sob Milei, a Argentina adotou um forte ajuste nas contas públicas, com cortes de gastos e geração de superávit primário (receitas maiores que as despesas) no curto prazo.

"Já o Brasil enfrenta um cenário de maior pressão fiscal, com aumento das despesas e crescimento da dívida pública", destaca.

Dados compilados pelo FMI mostram que a dívida bruta do governo brasileiro chegou a 93,3% do PIB, enquanto a da Argentina ficou em 80,3%. O indicador mede o total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia.

Para estabilizar ou reduzir a dívida, um país precisa gerar resultado fiscal positivo — ou seja, arrecadar mais do que gasta antes do pagamento dos juros da dívida.

Após o ajuste promovido por Milei, a Argentina voltou a registrar superávits fiscais. No Brasil, o governo tem registrado déficits primários nos últimos anos, com despesas superiores às receitas.

Com US$ 360,9 bilhões, o Brasil possui um volume de reservas internacionais muito superior ao da Argentina, que tem US$ 49 bilhões. Esse colchão de dólares ajuda o país a enfrentar momentos de turbulência nos mercados e reduz a exposição a choques externos.

A diferença também aparece no risco de crédito. Pelo CDS de 5 anos (Credit Default Swap), um dos indicadores usados pelo mercado para medir a percepção de risco de um país, a Argentina aparece em um patamar muito superior ao Brasil: 1.030,95 pontos, contra 124,40 pontos.

🔎 O CDS funciona como uma espécie de seguro contra um eventual calote da dívida. Quanto maior o indicador, maior a desconfiança dos investidores e, em geral, maior o custo para o país captar recursos no mercado.

"O Brasil tem como vantagem uma maior disponibilidade de reservas em dólares, uma dívida emitida majoritariamente em moeda local e desemprego controlado. Por outro lado, enfrenta desafios fiscais, com a trajetória de aumento da dívida pública", analisa Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira.

Conforme mostrou o g1, o acúmulo de reservas internacionais ainda é um dos desafios de Milei. Desde janeiro de 2025, porém, o Banco Central da Argentina (BCRA) aumentou em US$ 20,7 bilhões seu estoque.

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Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 00:53

Carros Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas Programa oferece financiamento de até 100% do valor de motos, ciclomotores e bicicletas, com juros abaixo dos praticados pelo mercado. Veja como aumentar as chances. Por Carlos Cereijo, André Fogaça, g1 — São Paulo

A partir desta semana, os entregadores e mototaxistas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não.

A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O programa promete juros menores para a aquisição de motos, ciclomotores ou bicicletas que atendam aos seguintes critérios:

Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.

Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.

Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.

Para entender como entregadores e mototaxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro.

O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.

Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.

“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador.

Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.

O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.

Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.

🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.

O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.

O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.

Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.

Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.

Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:

Declaração do Imposto de Renda;Extratos bancários recentes;Histórico completo de movimentação da conta corrente;Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.

Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.

Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.

Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.

“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.

🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do entregador ou mototaxista.

Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.

Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.

Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.

"O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento", ressalta Soares.

Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.

A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.

Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para proteger o entregador contra imprevistos de manutenção.

“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.

Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.

"A taxa do programa, entre 11,5% e 12,5% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica.

🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação.

O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.

O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um veículo.

O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

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Mega-Sena pode pagar R$ 78 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 00:53

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 78 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.030 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 78 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (28), em São Paulo.

No concurso do último domingo (27), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 05 – 12 – 21 -33 – 43 – 50.

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O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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