RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros países

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 07:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Vinte e cinco Estados americanos entraram com processos na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump na segunda-feira (03/08) devido a uma onda de tarifas contra dezenas de países que entrou em vigor em julho.

Os EUA afirmam que as tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, foram impostas devido ao fato de parceiros comerciais — incluindo Brasil, Reino Unido, China e União Europeia — não terem combatido adequadamente o trabalho forçado.

Em um documento legal consultado pela BBC, uma aliança de Estados — entre eles, Califórnia e Nova York — governados por políticos do Partido Democrata afirma que a decisão de Trump foi "arbitrária, impulsiva e contrária à lei".

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse: "Os EUA estão usando sua autoridade legal" para lidar com práticas que prejudicam as empresas americanas.

Desai acrescentou que o fato de qualquer país não combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado era "inaceitável" e precisava ser enfrentado.

As novas tarifas, que entraram em vigor em julho, foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, uma legislação concebida para atingir países que utilizam trabalho forçado.

As tarifas abrangem 99,4% das importações dos Estados Unidos, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

O processo alega que o governo Trump "não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu esquema ilegal de tarifas".

"As tarifas impostas pelo USTR são tão abrangentes que desafiam os próprios objetivos declarados do USTR e ridicularizam a legislação usada para justificá-las", afirmou.

"As tarifas ilegais do presidente Trump nada mais são do que um imposto sobre as famílias trabalhadoras", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul.

"Apesar de ter perdido em todas as instâncias, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, em um comunicado.

"Todos nós estamos pagando o preço por essas tarifas ilegais, não os governos estrangeiros", acrescentou.

Diversos parceiros comerciais afetados expressaram decepção com as novas tarifas. Os governos do Brasil e do Japão reagiram classificando as medidas como "injustificadas".

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descreveu as tarifas como uma "desculpa para manipulação política". Washington e Pequim estão envolvidos em uma guerra de tarifas retaliatórias — que está atualmente suspensa.

Alguns analistas também questionaram como os países seriam capazes de demonstrar que abordaram adequadamente as alegações de trabalho forçado.

O processo movido pelos Estados americanos representará um "grande desafio" às tarifas de Trump, afirmou o professor de administração Alex Capri, acrescentando que espera "exceções e recuos que gradualmente reduzirão o impacto dessas tarifas".

Segundo Capri, da Universidade Nacional de Singapura, faltam evidências confiáveis que sustentem as alegações de que os países acusados prejudicaram empresas americanas por meio de violações relacionadas ao trabalho forçado.

Essa medida representa o passo mais recente em uma série de políticas comerciais anunciadas por Trump desde que ele retornou ao cargo em janeiro de 2025.

Muitas das abrangentes tarifas que Trump impôs aos parceiros comerciais globais em suas chamadas tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado, foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"A Suprema Corte deixou claro que este governo não pode ignorar a lei para impor tarifas abrangentes", disse Hochul.

A decisão do tribunal resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares para empresas que haviam pago os impostos.

O presidente argumenta há muito tempo que as tarifas protegem os trabalhadores americanos e impulsionam a economia dos EUA.

As tarifas que foram anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre todas as importações globais. Essas tarifas expiraram em julho.

Mais tarifas podem ser implementadas no futuro, já que os EUA estão atualmente investigando 16 países por alegações de excesso de capacidade produtiva.

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Trump quer vender milissegundos de vantagem a investidores; entenda por que isso vale milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

A Truth API promete entregar publicações da Truth Social em tempo real para investidores institucionais e empresas que negociam ativos com sistemas automatizados.

Especialistas afirmam que poucos milissegundos podem dar vantagem a quem opera com algoritmos capazes de transformar mensagens em ordens de compra e venda.

Um exemplo mostra o potencial financeiro: uma variação de 0,5% em um ativo pode representar ganho bruto de US$ 250 mil em uma operação de US$ 50 milhões.

Para especialistas, a principal diferença em relação a Bloomberg e Reuters está na origem da informação, produzida pelo próprio agente público que toma as decisões.

Como Trump costuma anunciar medidas primeiro na Truth Social, especialistas avaliam que publicações também podem afetar ativos brasileiros antes da abertura da B3.

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 — Foto: AFP/Saul Loeb

A Truth Social, rede social criada por Donald Trump, começou a vender acesso antecipado às publicações do presidente dos Estados Unidos para investidores institucionais e empresas que utilizam sistemas automatizados para negociar ativos financeiros.

A iniciativa levanta uma questão para o mercado financeiro: quanto vale receber, alguns milissegundos antes dos demais, uma mensagem capaz de influenciar o preço de ações, moedas, juros e commodities?

Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da plataforma, o Truth API foi desenvolvido para entregar essas publicações em tempo real a organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação.

🔎 A expectativa é que o serviço funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, e inclua um arquivo de mensagens publicadas desde 2022. A ferramenta é oferecida por meio de uma API — sistema que permite que programas de computador recebam automaticamente as publicações da plataforma. Segundo a Reuters, a empresa chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso.

No anúncio do Truth API, Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media & Technology Group (TMTG), justificou a criação do serviço afirmando que "os mercados já reagem com base nas publicações do Truth Social".

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que essa pequena vantagem de tempo pode favorecer investidores que utilizam programas de computador para negociar ativos automaticamente e levantar dúvidas sobre a igualdade de acesso a informações capazes de influenciar os preços.

Pedro Teberga, especialista em negócios digitais e professor da Faculdade Einstein, explica que, nesse intervalo, alguns investidores conseguem negociar antes que o restante do mercado tenha tempo de reagir à informação.

"Quando um grupo restrito recebe antes uma informação capaz de mexer nos preços, ele consegue comprar ou vender contra participantes que ainda operam com os preços anteriores à notícia", afirma.

Para investidores individuais, alguns milissegundos dificilmente fariam diferença. No universo da negociação automatizada, porém, esse intervalo pode ser suficiente para que sistemas identifiquem uma informação relevante e executem ordens de compra e venda antes que os preços se ajustem.

Essa lógica ajuda a explicar por que anúncios publicados por Trump na Truth Social costumam provocar reações rápidas nos mercados.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que o valor econômico dessa vantagem depende da relevância da mensagem, do volume negociado e da velocidade com que o mercado incorpora a informação. Segundo ele, um exemplo ajuda a dimensionar esse potencial:

💰 Imagine que uma publicação provoque uma variação de 0,5% no preço de um ativo. Se uma instituição conseguir negociar US$ 50 milhões antes que essa mudança seja refletida nos preços, o ganho bruto potencial seria de US$ 250 mil.

"A relevância não está apenas em saber antes, mas em conseguir transformar a informação automaticamente em ordens antes que o mercado reorganize os preços", afirma.

O especialista ressalta, porém, que esse cálculo não representa lucro garantido, já que há custos de execução, impacto das próprias ordens sobre os preços e até o risco de o sistema interpretar a mensagem de forma equivocada.

A principal diferença em relação a serviços como Bloomberg e Reuters, segundo os especialistas, não está na velocidade da entrega das informações, mas na origem delas.

"A comparação não se sustenta, e a diferença não está na velocidade, que sempre foi um produto comercializado no mercado financeiro", afirma Teberga.

Segundo ele, empresas como Bloomberg e Reuters vendem rapidez na distribuição de informações que observam, organizam ou reportam, mas não produzem as decisões capazes de movimentar os mercados.

⚖️ Em 2013, a Thomson Reuters encerrou um serviço que antecipava em dois segundos um índice de confiança do consumidor após investigação do procurador-geral de Nova York.

"No caso da Truth API, quem produz a informação é a mesma pessoa que decide a política capaz de mover os preços", afirma.

Apesar disso, Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, gestora sediada em Nova York, faz uma ressalva: pelas informações divulgadas até o momento, o Truth API não oferece acesso antecipado às publicações, mas maior velocidade na distribuição de um conteúdo que já é público.

"O Truth API não poderá vender acesso antecipado aos posts de Donald Trump, pois isso seria ilegal. Segundo as notícias divulgadas, a empresa irá vender velocidade de entrega e formatação de informação que já é pública", afirma.

O debate não se limita aos EUA. Como Trump costuma anunciar decisões de política econômica e comercial primeiro na Truth Social, publicações da plataforma também podem provocar reações imediatas em ativos de outros países, incluindo o Brasil.

Para Cabral, esse tipo de impacto é consequência de uma transformação mais ampla na forma como decisões de governo passaram a ser comunicadas.

Na avaliação dele, medidas de política econômica passaram a ser anunciadas primeiro nas redes sociais do presidente, antes dos canais oficiais do governo.

"O ponto mais interessante do debate não é a legalidade nem o caráter pouco democrático do Truth API, mas sim o padrão inusitado de comunicação, em que decisões importantíssimas de política econômica são divulgadas na rede social do presidente antes de serem anunciadas nos canais oficiais do governo."

É justamente nesse contexto que, segundo Praça, investidores brasileiros também podem ser afetados.

"Uma mensagem sobre tarifas contra o Brasil poderia provocar ordens simultâneas em dólar contra real, Ibovespa, ações de exportadoras, ativos brasileiros negociados em Nova York, juros futuros e instrumentos de proteção cambial", afirma.

Segundo ele, o risco aumenta porque parte relevante das negociações envolvendo ativos brasileiros ocorre em mercados internacionais e fora do horário de funcionamento da B3.

"O preço pode começar a se ajustar nos ADRs, no câmbio offshore, nos ETFs e nos mercados futuros antes da abertura do mercado brasileiro", diz.

Painel exibe informações sobre as ações da Truth Social e da Trump Media & Technology Group enquanto um homem observa o celular em frente ao Nasdaq MarketSite, em Nova York, em março de 2024. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid.

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Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Tecnologia Polêmica do anti-spam: bloqueio de ligações indesejadas gera disputa entre operadoras na Anatel Sistema anti-spam da Vivo promete evitar ligações em massa e fraudulentas para proteger clientes. Mas a TIM e outras seis empresas alegam que o serviço impede ligações legítimas e importantes. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

A Vivo está sendo questionada por outras empresas devido ao seu serviço "Anti-spam", que promete bloquear ligações fraudulentas.

Empresas afirmam à Anatel que o sistema barra chamadas legítimas e dificulta a prestação de serviços para clientes.

Uma delas afirmou que o bloqueio afetou ligações de mais de 800 números de telefone de uma prefeitura.

Os casos estão sob análise da Anatel, que disse buscar o equilíbrio no setor de telefonia e o bem-estar do consumidor.

Um serviço que promete bloquear ligações indesejadas tem gerado uma disputa entre operadoras de telefonia: de um lado, a defesa de que ele protege consumidores, de outro, a acusação de que impede chamadas legítimas.

A solução em questão é o "Vivo Anti-spam", ativado automaticamente em novas linhas de celulares administradas pela operadora. Segundo a empresa, o serviço "identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas" antes de elas chegarem aos clientes.

Mas operadoras como a TIM dizem que o serviço impede ligações legítimas. Ao menos sete empresas questionaram o bloqueio de milhares de chamadas, incluindo de serviços de saúde para pacientes.

Elas abriram reclamações formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que disse analisar os casos e buscar "o equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor".

Empresas afirmam que sistema anti-spam da Vivo impediu ligações legítimas — Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

A TIM disse à Anatel que seus usuários sofreram restrições indevidas, mas se recusou a participar de uma reunião de conciliação. Procurada pelo g1, a operadora afirmou que não comentará o assunto.

A principal questão na disputa entre as empresas é o critério usado para bloquear as ligações, explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

"O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve", afirmou.

"A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça", continuou.

A empresa de telefonia Adyl Telecom afirmou que, desde o início de junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas por conta do anti-spam. A empresa alegou à Anatel que hospitais e órgãos públicos foram afetados.

O sistema da Vivo também foi acusado de bloquear ligações de mais de 800 números da prefeitura de Araçatuba. A reclamação foi feita pela 3corp Technology, que presta serviços de telefonia para a cidade.

Em sua representação, a 3corp afirmou que as ligações servem para prestar serviços públicos em áreas como saúde, segurança e educação, mas foram "sistematicamente bloqueadas ou interrompidas" pelo anti-spam.

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A 3corp disse que, nos primeiros contatos, a Vivo não tinha oferecido uma saída viável para resolver a situação. Mas em julho, a empresa afirmou que, após tratativas, os números foram liberados e estão em pleno funcionamento.

A Adyl, por sua vez, reclamou da falta de clareza sobre critérios para o bloqueio e disse que, depois de entrar em contato com o canal de atacado da Vivo, conseguiu desbloquear a maioria dos números.

A Net2Phone Brasil, outra empresa a questionar o anti-spam da Vivo, disse que espera uma reunião de conciliação mediada pela Anatel.

A Agera Telecomunicações afirmou que, desde o início de junho, recebe reclamações de clientes sobre bloqueios em chamadas para números da Vivo e classificou o anti-spam como uma ferramenta de "degradação artificial de tráfego".

A Ateky Internet e a Ágil Telecom também alegam que o filtro Vivo impede chamadas legítimas feitas a partir de suas redes. O g1 entrou em contato com as empresas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

A Anatel informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e que, desde então, tem se aprofundado nos materiais apresentados pelas empresas. "O objetivo é oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos", disse a agência.

A Adyl e a Agera afirmaram à Anatel que o sistema anti-spam da Vivo bloqueou até as ligações de números autenticados no sistema Origem Verificada, criado para evitar chamadas indesejadas.

O Origem Verificada usa uma tecnologia internacional chamada STIR/SHAKEN. Ela verifica, no momento da ligação, se o número usado pela empresa consta em um cadastro mantido pelas operadoras.

Apesar de as reclamações terem surgido em junho, a Vivo disse que oferece a ferramenta desde novembro de 2024. Segundo a operadora, ela protege os clientes de ligações automáticas que usam números adulterados para ocultar quem está fazendo a chamada.

A companhia informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental com cerca de 700 mil usuários antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos.

Ainda segundo a Vivo, seu anti-spam funciona em dois níveis: primeiro, analisa se a chamada é autenticada ou não, e, depois, o perfil do número de origem.

Em nota, a empresa alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu anti-spam e do STIR/SHAKEN. "Apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação".

A operadora disse ainda que "vem trabalhando arduamente para combater o 'spoofing' [uso de números falsos] que recebe via interconexão de outras operadoras e que impacta seus clientes".

Donos de números afetados pelo bloqueio podem solicitar uma análise por meio do site da Vivo, e clientes que não recebem ligações podem desativar o serviço no aplicativo da operadora.

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Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 03:51

GLOBO RURAL Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. Por Globo Rural — São Paulo

O nascimento de um bezerro em uma propriedade rural de Coromandel, no Alto Paranaíba (MG), chamou a atenção por uma característica incomum: o animal nasceu com três orelhas, uma delas nas costas, o que é mais raro ainda.

Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. De acordo com o especialista, a anomalia provavelmente surgiu nos primeiros 45 dias de gestação da vaca.

Ortolani explica que esse tipo de ocorrência é considerado muito raro, especialmente pela localização da orelha extra, fora da cabeça do animal. Apesar de estar completamente formada externamente, ela não tem função auditiva, pois não possui as estruturas internas necessárias para captar sons.

A boa notícia é que a condição não deve comprometer a qualidade de vida do animal. Segundo o veterinário, o bezerro pode conviver normalmente com a má-formação, sem apresentar problemas de saúde relacionados à terceira orelha.

O especialista também afirma que a característica não deve ser transmitida aos descendentes. Isso porque se trata de uma má-formação, e não, necessariamente, de uma alteração genética hereditária.

Caso o produtor decida retirar a orelha extra por meio de uma cirurgia, a recomendação é que o procedimento seja realizado apenas com acompanhamento de um médico-veterinário qualificado.

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Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 04/08/2026 02:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês Dois amigos transformaram o sucesso nas redes sociais em um negócio físico que celebra a identidade de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, e hoje recebe cerca de 250 clientes por mês. Por PEGN

Em busca de novas fontes de receita e de um espaço para reunir a comunidade formada no ambiente digital, os sócios investiram R$ 60 mil na abertura de uma espetaria temática inspirada na identidade do bairro.

O negócio valoriza São Mateus em todos os detalhes, da decoração aos profissionais contratados, priorizando moradores da região e reforçando o sentimento de pertencimento da comunidade.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e fatura R$ 37 mil mensais. Os empreendedores pretendem expandir o negócio sem perder a essência construída nas redes sociais.

O que começou como uma página de memes sobre São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, virou um ecossistema de negócios e, mais recentemente, uma espetaria temática.

Os amigos André Abib e Lucas Mil criaram o perfil nas redes sociais em 2016 para fazer humor sobre situações do cotidiano do bairro.

"A gente começou a investir em equipamento, a entregar um produto melhor e passou a ser valorizado aqui na região. Chegou um momento em que esse dinheiro começou a chegar próximo do CLT. A gente falou: 'vamos colocar 100% da nossa força nisso'", conta André Abib.

A atuação no digital deu origem a outros projetos, como uma página de notícias, um podcast e um prêmio voltado aos destaques da região. Mas os empreendedores queriam criar um espaço físico para reunir a comunidade que acompanhava o trabalho deles na internet.

Assim nasceu a espetaria temática, inaugurada com investimento de R$ 60 mil e inspirada na cultura e nos símbolos de São Mateus.

O restaurante foi pensado para reforçar o sentimento de pertencimento dos moradores. A decoração faz referências ao bairro e ao monotrilho, enquanto a operação prioriza fornecedores, artistas e funcionários da própria região.

"Nosso negócio é o lugar que nós criamos para conectar tudo o que fizemos no digital e ter um espaço físico para estar junto com essa galera", afirma André.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e faturamento mensal de R$ 37 mil.

Para ampliar o movimento, os sócios apostam em ações como o rodízio de espetos durante a semana e já planejam expandir o negócio, sem abrir mão da identidade construída em torno do humor e da valorização da periferia.

Mais do que um restaurante, a proposta é fortalecer o vínculo com o bairro onde cresceram. "A gente acredita muito na valorização do bairro. Só trabalham aqui pessoas que moram na região, porque queremos devolver um pouco daquilo que a gente conquistou no bairro", diz André.

Para Lucas, esse propósito vai além do empreendedorismo. "São Mateus representa a minha história, a minha origem e a sede de vencer na vida. Acho que é o que me traz forças para seguir em frente e vencer", afirma.

📍 Endereço: Rua Eduardo Antônio de Paula, 54 – Jardim Santa Adelia, São Paulo/SP – CEP: 03974-200📞Telefone: (11) 94575-4062📧E-mail: expressosmateus@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/expressosaomateus/

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Por que os brasileiros estão trocando mais de emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 01:51

Trabalho e Carreira Por que os brasileiros estão trocando mais de emprego Em vez de estabilidade, job hopping: sobretudo os jovens dão cada vez mais valor ao desenvolvimento profissional e à identificação com a cultura da empresa. Por Larissa Maia

A flexibilidade oferecida pelo home office é um fator importante para muitos profissionais — Foto: Erik Reis/IKOstudio/Zoonar/picture alliance

Há apenas seis anos formada em arquitetura, Clara Martinez já trabalhou em quatro empresas. Na primeira troca, o motivo foi exclusivamente financeiro. Depois ela passou a priorizar desafios e desenvolvimento profissional, a ponto de recusar uma contraproposta superior à nova oferta.

Na troca mais recente, ela deixou um emprego estável, mas sem perspectivas de crescimento, para ingressar numa empresa maior: manteve o mesmo salário, abriu mão do trabalho remoto e apostou num plano de carreira de longo prazo. "Eu não fugi de um ambiente ruim. Eu fugi da estagnação", conta.

A trajetória da arquiteta reflete um movimento cada vez mais comum no mercado de trabalho: o job hopping, prática de trocar de emprego com frequência em busca não apenas de salários maiores, mas também de desenvolvimento profissional, flexibilidade e até maior identificação com a cultura da nova empresa.

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Dados da consultoria Michael Page comprovam essa tendência: 44% dos brasileiros buscam ativamente outra oportunidade, enquanto 39% consideram deixar o emprego atual.

Uma recente pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que principalmente os jovens estão trocando de emprego. Entre pessoas de 25 a 29 anos, 25,3% deixam o trabalho antes de completar um ano. Na faixa de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 38,2% e, entre adolescentes de 14 a 17 anos, supera a metade (52%).

Segundo o levantamento, baixos salários, longas jornadas e poucas oportunidades de desenvolvimento profissional ajudam a explicar esse comportamento. Diante da percepção de que não haverá investimento em sua carreira, muitos jovens optam por pedir demissão em busca de empregos semelhantes que ofereçam alguma vantagem adicional.

Para o consultor Lucas Oggiam, diretor executivo da Michael Page Brasil, o aumento da rotatividade tem diferentes causas. Em parte ela decorre de decisões voluntárias dos profissionais, e em parte reflete demissões ligadas ao cenário econômico.

Segundo ele, a troca frequente de emprego já vinha acontecendo nos últimos anos, mas não da mesma forma em todos os níveis hierárquicos. Funções operacionais e de entrada tradicionalmente têm maior rotatividade, enquanto executivos da alta liderança (os chamados C-levels) permanecem mais tempo na mesma empresa.

Já quando as mudanças acontecem por razões econômicas, ciclos mais curtos nem sempre representam uma escolha do trabalhador, mas, em muitos casos, cortes de custos e reestruturações nas empresas.

Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato — Foto: Foto: Drazen Zigic/Freepik

Para a pesquisadora Maira Blasi, especializada em futuro do trabalho, a estabilidade no emprego perdeu espaço para outras vantagens, como uma carreira mais diversificada e alinhada a um propósito profissional.

Ela avalia que a expansão do ensino superior e do acesso à internet ampliou o acesso à informação, às oportunidades e a diferentes referências de carreira. "À medida que os brasileiros se tornam mais escolarizados e que a informação mundial circula livremente, a população acessa outros referenciais no mundo, outros jeitos de viver a vida", diz Blasi.

Ao mesmo tempo, a estabilidade oferecida pelas empresas não é mais a mesma. Demissões em massa, contratação de trabalhadores como pessoa jurídica e projetos mais curtos reduziram a atratividade de permanecer muitos anos na mesma organização.

"Um lado passou a não prometer estabilidade, e o outro passou a pensar: 'Vou ver como está a minha carreira'", diz Blasi. "Quando você 'pejotiza' alguém que antes ocupava uma vaga com características fixas, de CLT, abre espaço para essa pessoa se sentir menos presa à empresa", diz.

Outro fator para trocar de emprego é a busca por ambientes de trabalho mais inclusivos. A maior visibilidade midiática de temas como neurodiversidade e diversidade de gênero levou muitos profissionais a questionarem o ambiente de trabalho tradicional.

Em consequência, empresas que oferecem flexibilidade, políticas de diversidade e melhores condições para conciliar vida pessoal e trabalho se tornaram mais atrativas.

Para Blasi, depois da pandemia, a vida fora do trabalho ganhou mais importância, levando profissionais a experimentarem novas empresas e modelos de trabalho. "Se uma empresa não fala de diversidade, eu vou testar outra. Se aqui eu não posso cuidar do meu filho, vou tentar em outra", resume.

A insatisfação com lideranças é outro fator que pesa, pois trabalhar num ambiente tóxico tem efeitos negativos também sobre a vida pessoal.

Aos 36 anos, Ana Zampolo, especialista em educação corporativa, também se rendeu ao job hopping. Nos últimos seis anos, passou por cinco empresas e ainda abriu e fechou o próprio negócio. Também migrou da logística, sua área de formação, para a área organizacional. Para ela, as mudanças fizeram parte de um processo de autodescoberta profissional.

Para a profissional, nem toda mudança de emprego significou um aumento de salário. Em alguns momentos, ela aceitou ganhar menos para se aproximar da área em que desejava construir a carreira. "Eu aceitei fechar minha empresa e vir para cá porque era interessante no recálculo de rota. Eu vi um caminho."

Hoje, ela afirma que, em vez de estabilidade, valoriza mais o propósito e os valores pessoais. "Eu não busco estabilidade. Eu busco realização, propósito, que a empresa seja conforme com aquilo que eu tenho como objetivos de vida. Se aquele lugar ou aquelas funções não estão me levando aonde eu quero como pessoa, como carreira, eu não continuo ali. O que me interessa é fazer carreira dentro da minha vida", diz Zampolo.

Isso não significa descartar uma trajetória de longo prazo. Ela diz que aceitaria permanecer por muitos anos na mesma empresa se houvesse um plano de carreira claro, com metas, prazos e oportunidades concretas de crescimento.

Nem Martinez nem Zampolo dizem ter sido questionadas por recrutadores sobre as frequentes mudanças de emprego. Pelo contrário. "Na verdade, eu recebi como feedback positivo que eu nunca estou parada", diz a arquiteta.

Especialistas alertam, porém, que o contexto dessas mudanças continua sendo determinante. Para Oggiam, quando o profissional está em início de carreira, é natural buscar cargos diferentes e numa velocidade maior de mudança. Já executivos tendem a construir trajetórias mais longas.

Segundo ele, aos recrutadores interessa sobretudo entender as razões por trás das mudanças. Já os empregadores tendem a avaliar se aquele comportamento pode voltar a se repetir. Ele também descreve que, mesmo em áreas com alta rotatividade, como tecnologia, muitas empresas continuam valorizando trajetórias duradouras.

Segundo os especialistas, não há um período considerado ideal para permanência num emprego. Blasi diz que o recomendado é permanecer pelo menos um ano em cada organização, mas o mais importante é ficar tempo suficiente para entregar resultados e saber explicar o impacto que o próprio trabalho teve.

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Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 135 milhões nesta terça-feira; acompanhe ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 00:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 135 milhões nesta terça-feira; acompanhe ao vivo Ninguém acertou as seis dezenas no sorteio do último domingo e o valor acumulou. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.040 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 135 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (4), em São Paulo.

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O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa.

A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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