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Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira era de R$ 133 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.040 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertaressem as seis dezenas era de R$ 133 milhões. No entanto, nenhum apostador levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 150 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Saúde SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas O Ministério da Sáude informou que o serviço está sendo ampliado de 600 para 100 mil teleatendimentos mensais. A razão para o aumento, de acordo com a pasta, é a alta procura. Por Redação g1

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (4) a ampliação do atendimento remoto em saúde mental a pessoas com necessidades relacionadas às apostas.

O teleatendimento é sigiloso, possui caráter orientativo e extensivo aos familiares daqueles que desenvolveram algum tipo de vício aos jogos. O teleatendimento é conduzido por profissionais de saúde, como psicólogos e enfermeiros.

O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa.

Para acessar o aplicado Meu SUS Digital, é preciso possuir uma conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em "Miniapps" e selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta". Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS.

É necessário ainda é aceitar o "Termo de Uso" para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário.

As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana.

O profissional poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial.

O Ministério da Saúde informou que quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação.

"O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento", diz a mensagem com o alerta do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde lançou o serviço em março em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, com uma oferta inicial de 600 teleatendimentos mensais.

Agora, ainda de acordo com a pasta, a capacidade de atendimento está sendo ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais.

A razão para a ampliação, de acordo com a pasta, é a alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital.

O Ministério da Sáude alertou que são sinais de uma relação problemática com jogos e apostas alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando.

Em dezembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei para regulamentar o mercado de apostas esportivas online no Brasil.

A lei tributa empresas e apostadores, bem como definiu regras para a exploração das apostas e para a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade.

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Mulher joga bilhete premiado de R$ 6 milhões no lixo e garis conseguem recuperá-lo na Itália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

Um bilhete de loteria premiado com 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) foi recuperado do lixo na Itália depois que a vencedora, desesperada, pediu ajuda aos coletores de lixo para encontrá-lo, informou à AFP a empresa responsável pela coleta de resíduos.

O bilhete de raspadinha estava "milagrosamente intacto" depois que os funcionários vasculharam montes de lixo dentro do caminhão de coleta, contou Roberto Nicola Toscano, administrador da empresa SANB, na região da Puglia, no sul da Itália.

Segundo Toscano, a mulher foi no domingo até uma lotérica para conferir o bilhete. A máquina informou que ele "não era pagável", porque estabelecimentos menores só podem pagar prêmios de baixo valor.

A vencedora — cuja identidade não foi divulgada — não percebeu que havia acertado o prêmio principal.

"Ela sempre jogava os mesmos números, porque estavam ligados à lembrança de uma pessoa querida", explicou Toscano.

Ao voltar para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar haviam sido sorteados. Eles correram de volta ao estabelecimento, mas descobriram que o bilhete já havia sido jogado no lixo e que a coleta já tinha passado.

"Reconstruímos o caminho percorrido pelo bilhete, embora tivéssemos pouca esperança de encontrá-lo, já que ele já havia sido recolhido pelo caminhão de lixo", disse o administrador à AFP.

Por sorte, eles conseguiram identificar qual caminhão havia feito a coleta e o interceptaram antes que os resíduos fossem descartados.

Como o lixo poderia conter materiais perigosos, o veículo foi levado a uma empresa especializada, equipada para realizar a busca com segurança.

Os trabalhadores passaram mais de um dia revirando o conteúdo do caminhão. Encontraram diversos bilhetes e comprovantes de apostas.

"Entre eles estava justamente o bilhete que procurávamos, milagrosamente ainda inteiro", contou Toscano à AFP nesta terça-feira (4).

Quando ele avisou à vencedora que o bilhete havia sido encontrado, ela "chorou de emoção", disse.

A operação para evitar o prejuízo, porém, teve um custo. Como a SANB, sediada em Bitonto, perto de Bari, é uma empresa pública, as despesas da busca seriam pagas pelos contribuintes.

Por isso, Toscano afirmou que fez a mulher assinar um compromisso de arcar com todos os custos extras da operação — uma aposta que, nesse caso, certamente valeu a pena.

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Justiça dos EUA marca para março de 2027 julgamento sobre compra da Warner Bros. pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o julgamento das ações que contestam a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo uma decisão judicial. O processo vai analisar se a operação viola as leis de defesa da concorrência e poderá definir o futuro do negócio.

Segundo a Reuters, até lá, a conclusão da compra continuará suspensa. De acordo com documento apresentado à Justiça, a operação ficará bloqueada até que seja julgada a ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, ou até 1º de junho de 2027.

A suspensão tem como objetivo impedir que a fusão avance antes da análise dos possíveis impactos sobre a concorrência.

A Califórnia e outros 11 estados processam o acordo de aproximadamente US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões) entre Paramount e Warner Bros. Discovery.

Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA

Na ação, os estados argumentam que a união das duas empresas poderá concentrar excessivamente o mercado de entretenimento, reduzindo a concorrência nos setores de cinema e televisão por assinatura e levando ao aumento dos preços de filmes e programas de TV.

Os procuradores também afirmam que, se a compra for concluída antes da decisão da Justiça, a Paramount poderá promover demissões, integrar operações e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente, essas mudanças seriam difíceis de reverter.

A Paramount nega as acusações e afirma que a ação faz uma interpretação equivocada da legislação antitruste dos Estados Unidos.

Em nota enviada à Reuters, um porta-voz da empresa disse estar confiante de que as alegações dos procuradores-gerais "não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais".

A companhia também sustenta que um atraso na conclusão da operação prejudica trabalhadores da indústria do entretenimento e pode elevar os custos da transação.

Anunciada em fevereiro, a aquisição é considerada uma das maiores da história da indústria do entretenimento.

Se for aprovada, dará origem a um grupo com aproximadamente 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. A expectativa é fortalecer a posição da empresa na disputa com concorrentes como Netflix e Disney.

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Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Piracicaba e Região Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida Atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Chuvas atípicas de julho em São Paulo e Minas Gerais afetam a qualidade e a exportação do café arábica. O alerta é do Cepea/Esalq, do campus da USP em Piracicaba (SP).

O cenário desafia o setor na temporada 2026/27. Cerca de 30% da safra ainda não foi colhida e está sujeita a danos climáticos.

A dimensão real dos prejuízos será conhecida quando os lotes forem provados. A safra era esperada como recorde após problemas climáticos.

O atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação.

O barista Júnior Damada explica que a fermentação descontrolada causa gostos indesejados. O consumidor pode identificar notas de vinagre e remédio.

As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto.

O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem.

Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais — Foto: Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação

As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho.

“Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea.

“A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou.

Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida — Foto: Claudia Assencio/g1

O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar.

"E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta.

Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados.

“Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida – um café que secou mais bem – mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador.

Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem.

“Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha.

Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima.

“As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica.

Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica:

"Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha.

Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua:

"Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins".

Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria.

"Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera.

Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita.

"Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui.

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Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Tecnologia Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle já assumiram cerca de R$ 5,654 trilhões em contratos, principalmente para data centers de inteligência artificial. Os compromissos ainda não aparecem como dívida nos balanços e evidenciam o tamanho da aposta das Big Techs na tecnologia. Por Redação g1 — São Paulo

Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados – conhecidos como data centers – que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).

Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.

Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.

A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.

Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.

Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.

Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.

Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.

A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.

A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.

Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda – indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa – no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.

A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).

A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 11:51

Vale do Paraíba e Região BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá Operação vai bancar a compra de até 19 jatos E195-E2 pela companhia aérea Porter Airlines, com entregas previstas até 2030. Por g1 Vale do Paraíba e Região

O BNDES aprovou financiamento de até R$ 3,7 bilhões para a Embraer exportar até 19 jatos E195-E2 para a canadense Porter Aviation Holdings.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá. O crédito conta com garantia até 2030.

Do total de 75 jatos encomendados, 54 já foram entregues pela fábrica de São José dos Campos. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano.

Segundo o BNDES, o aporte visa sustentar a produção nacional e assegurar empregos. A Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves desde sua fundação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (3), uma operação de financiamento para que a Embraer exporte até 19 jatos do modelo E195-E2 para a companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings Inc.

O montante negociado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, cobrindo parte da encomenda total de 75 aeronaves feita pela empresa estrangeira.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá.

O crédito conta com a cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), garantindo prazos de entrega que se estendem até o ano de 2030.

A encomenda global da Porter faz parte de um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves encomendadas junto à fábrica em São José dos Campos (SP), 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados pelo acordo direto firmado com a instituição financeira pública no fim de 2025. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale.

De acordo com o BNDES, o aporte financeiro tem como foco sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e assegurar postos de trabalho no setor aeronáutico do país.

A Porter Airlines utiliza o modelo E195-E2 para conectar destinos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central. Já a Embraer acumula mais de 9 mil aeronaves entregues desde a sua fundação e se consolida como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 10:52

Carros EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990 Concessionárias já fazem pré-venda da versão GS. O g1 mostra em vídeo os detalhes do interior, design, lista de equipamentos e como o BYD se comporta no trânsito. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas.

As concessionárias da BYD oferecem o novo Song Pro Flex na versão GS por R$ 199.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro.

O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total, segundo apurado pelo g1, deve cair para cerca de 220 cv.

Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro.

Os lojistas acreditam que o Song Pro na versão GL deve permanecer como na configuração anterior. O modelo é mais voltado as chamadas “vendas diretas”, feitas para empresas. A atualização de design será feito nas duas versões.

A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. É assim que o SUV está sendo apresentado aos clientes.

No interior, a GS se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada.

De série, há painel de instrumentos digital, volante multifuncional, tomada de 12 V, revestimento dos bancos em couro ecológico premium, ajuste manual do volante em quatro direções, sistema Isofix para cadeirinhas infantis e abertura e fechamento elétricos do porta-malas.

A versão GS tem banco do motorista com regulagem elétrica em seis posições, enquanto a GL mantém o ajuste manual. O banco do passageiro continua com regulagem manual nas duas versões.

Entre os itens de conveniência e segurança, a GS tem sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, airbags frontais, laterais e de cortina, cintos dianteiros com pré-tensionadores, alerta de cinto para todos os ocupantes, desembaçador do vidro traseiro e retrovisores com ajuste, desembaçador e rebatimento elétricos.

O Song Pro GS, assim como o GL, conta com freios ABS, controle de tração, distribuição eletrônica da força de frenagem, assistente de partida em rampas, freio de estacionamento eletrônico, monitoramento da pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade, freio inteligente, assistência de frenagem, controle de desaceleração em estacionamento, frenagem regenerativa coordenada, sistema anticapotamento, controle de descida, entre outros recursos.

É justamente na lista de assistentes de condução (ADAS) que a GS se distancia da versão de entrada. Ela adiciona controle de cruzeiro adaptativo, controle de cruzeiro inteligente, alertas de colisão frontal e traseira, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro, alerta e assistente de permanência em faixa, aviso de porta aberta, farol alto inteligente, monitoramento de ponto cego, frenagem autônoma de emergência e reconhecimento de placas de trânsito. Nenhum desses recursos faz parte da lista de equipamentos da GL.

Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro.

Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha. Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv.

A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol.

O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes. A calibração do conjunto agrada e, com esta atualização e o novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público.

Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio.

O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear.

A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático.

A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário.

O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso.

O porta-malas tem pouco mais de 500 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento.

Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 235 cavalos, adequado à proposta do segmento.

Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI.

Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda, com dados de emprego dos EUA no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (4) em queda, com um recuo de 0,21% perto da 9h, cotado a R$ 5,0764. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos.

▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. Apesar das contradições sobre uma eventual retomada das negociações de paz entre os EUA e o Irã, a sinalização de uma pausa nos ataques aumenta o otimismo do mercado e melhora a possibilidade de retorno do tráfego do Estreito de Ormuz, rota pode onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Ainda assim, os preços do petróleo oscilam no mercado internacional. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,13%, cotado a US$ 83,88. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,51% no mesmo horário, a US$ 79,93 o barril.

O mercado segue atento às notícias envolvendo o conflito no Oriente Médio. Nesta terça-feira (4), fontes afirmaram à agência de notícias Reuters que o Exército dos EUA usou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.

As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar dos EUA para futuros conflitos.

Esta é a primeira vez que um baixo estoque desses mísseis ofensivos é constatado desde o início da guerra contra o Irã, que entrou no sexto mês em agosto e atualmente está sem perspectivas de ser finalizada. No entanto, em julho, uma escassez de baterias de defesa aérea Patriot já haviam sido reportadas pela imprensa dos EUA.

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

"Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

"Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%.

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Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Política Blog da Julia Duailibi Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM Polêmica envolve voto de Otto Lobo, então presidente interino, que afastou uma oferta de compra de ações da Ambipar e foi considerado favorável ao Master; indicação de Berwanger depende do Senado. Por Camila da Silva, Julia Duailibi, g1 e GloboNews

Lula indicou Antonio Carlos Berwanger para a última vaga na diretoria da CVM; o nome depende da aprovação no Senado.

O novo escolhido para a direção, servidor da autarquia desde 2005, Berwanger é especialista em regulação e ativos digitais.

À esquerda, Otto Lobo durante sabatina no Senado; à direita, Antonio Carlos Berwanger — Foto: Reprodução/TV Senado e FGV

O presidente Lula (PT) indicou o servidor de carreira Antonio Carlos Berwanger para ocupar a última vaga aberta na diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O nome foi encaminhado ao Senado e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).

Berwanger ainda terá de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e ser aprovado pelo plenário do Senado antes de assumir o cargo.

Formalmente, a indicação é para a vaga aberta com o término do mandato de Otto Lobo como diretor, em dezembro de 2025.

Depois de deixar a diretoria, Otto foi indicado por Lula e voltou à CVM em junho, desta vez como presidente. Na mesma ocasião, o advogado Igor Muniz assumiu uma das diretorias. Se Berwanger for aprovado, o colegiado, formado por cinco integrantes, voltará a ficar completo.

A escolha ocorre após a indicação de Otto para a presidência ter sido cercada por questionamentos sobre decisões tomadas por ele durante o período em que comandou a CVM interinamente, no segundo semestre de 2025.

A principal controvérsia envolveu a Ambipar e fundos ligados ao Banco Master. A área técnica da CVM havia entendido que os fundos atuaram em conjunto com o controlador da empresa na compra de ações e, por isso, deveriam realizar uma oferta pública de aquisição, conhecida como OPA, aos acionistas minoritários.

O julgamento terminou empatado. Já como presidente interino, Otto votou contra a exigência da oferta e usou o voto de qualidade, o equivalente ao voto de desempate, para fazer prevalecer sua posição. A Procuradoria Federal Especializada junto à CVM questionou o procedimento e apontou possível fragilidade na decisão.

Críticos avaliaram que o resultado beneficiou o Banco Master. Durante a sabatina para a presidência da CVM no Senado, Otto negou qualquer favorecimento.

“Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara, não se pode impor OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Então eu não consigo entender como eu e o diretor Accioly auxiliamos o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime”, afirmou.

A controvérsia não impediu a aprovação de Otto pelo Senado. Nomeado por Lula em junho, ele promoveu, em seu primeiro ato como presidente, uma ampla troca no primeiro escalão da CVM. Segundo a autarquia, foram substituídos os titulares de seis superintendências, além do superintendente-geral. Os servidores deixaram os cargos de confiança, mas permaneceram no quadro da instituição.

Servidor da CVM desde 2005, Berwanger é atualmente superintendente de Desenvolvimento de Mercado, área responsável pela elaboração de normas sobre companhias abertas, fundos de investimento, ofertas públicas e outros segmentos do mercado de capitais.

Ele começou na autarquia como inspetor, atuou na fiscalização e na área de processos sancionadores e, entre 2011 e 2015, foi gerente de Aperfeiçoamento de Normas. Comanda a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado desde março de 2015.

Berwanger é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é mestre em Direito da Regulação pela Fundação Getulio Vargas e tem especialização em regulação de fintechs e inovação financeira pela Cambridge Judge Business School. É considerado internamente um especialista em inovação e ativos digitais.

Em maio, ele esteve entre os 27 integrantes da cúpula da CVM que assinaram uma manifestação pela escolha de um servidor de carreira para a vaga restante no colegiado. O grupo argumentou que a presença de um funcionário da casa ajudaria a preservar a memória regulatória e a estabilidade das decisões da autarquia.

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