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Fundador do Agibank, brasileiro entra na lista de bilionários após IPO em Nova York

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Fundador do Agibank, brasileiro entra na lista de bilionários após IPO em Nova York

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

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O fundador do Agibank, Marciano Testa, entrou para a lista de bilionários da Bloomberg após a estreia da fintech na Bolsa de Nova York.

Sua fortuna, estimada em US$ 1,1 bilhão, foi consolidada pela fatia de 63% na empresa, apesar da queda inicial das ações.

O Agibank foca em crédito consignado e serviços para clientes de baixa renda, combinando atendimento digital e pontos físicos.

Testa também é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, uma iniciativa privada para acelerar a transformação digital no Rio Grande do Sul.

A abertura de capital do Agibank é a segunda de uma empresa brasileira nos EUA desde 2021, sinalizando uma retomada de IPOs.

O fundador da fintech Agibank, Marciano Testa, é o mais novo brasileiro a entrar na lista de bilionários da Bloomberg após a estreia da empresa na Bolsa de Nova York. A companhia realizou uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta semana, a segunda de uma empresa brasileira desde 2021.

As ações do Agibank fecharam o primeiro dia com queda de cerca de 10%, depois que a empresa reduziu, de última hora, o preço e o número de papéis ofertados. Mesmo assim, a fatia de 63% de Testa passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75.

Apesar disso, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o valor captado no IPO não reflete o tamanho total da empresa. As ações de classe A foram vendidas a US$ 12 cada, levantando cerca de US$ 240 milhões, mas esse montante corresponde apenas aos novos papéis colocados no mercado, e não ao conjunto de ações existentes do banco.

"Como o CEO tem cerca de 63% do banco, considerando o fechamento da ação a US$ 10,75, essa participação vale aproximadamente US$ 1,1 bilhão. Esse valor está principalmente em ações de classe B, que não são listadas e não têm liquidez. Então, teoricamente, sim, ele se tornou bilionário."

Natural do Rio Grande do Sul, Testa, de 49 anos, começou no setor financeiro ao criar a Agiplan, que deu origem ao Agibank. Sob sua liderança, a instituição uniu atendimento digital e pontos físicos e cresceu com foco no crédito consignado e em serviços voltados a clientes de renda mais baixa.

Além do banco, ele é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, iniciativa privada voltada a acelerar a transformação digital no Rio Grande do Sul.

Formado em Ciências Econômicas pela Unisinos, com especialização em Finanças, Testa também participou do Executive Program da Singularity University e do programa Owner/President Management (OPM), da Harvard Business School.

No ano passado, Testa ficou em 97º lugar na lista de bilionários brasileiros (em reais) da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 4,1 bilhões.

O IPO da fintech Agibank marca a segunda entrada de uma empresa brasileira na bolsa de valores desde 2021, em um movimento que indica a retomada das ofertas de companhias ligadas à maior economia da América Latina.

Em janeiro, outra fintech brasileira, o PicPay, abriu a fila e listou suas ações na Nasdaq, também nos EUA. Antes, o último IPOde uma empresa brasileira havia sido o do Nubank, em 2021.

Apesar da redução de sua participação após a oferta, Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Essas ações não são negociadas em bolsa, mas podem ser convertidas em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte da participação.

O Agibank opera com uma plataforma digital combinada a mais de 1 mil pontos físicos e tem mais de 6,4 milhões de clientes ativos, segundo o site oficial da empresa. O foco da instituição é oferecer crédito consignado a aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS.

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