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Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos
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Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos
Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44
Trabalho e Carreira Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos Processo seletivo busca formar equipes para operar a frota de Embraer 195-E2 em meio à escassez de pilotos, aos altos custos de formação e ao aumento da demanda por voos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo
A Latam abriu um processo seletivo para contratar pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026.
O edital prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados. Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.
A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.
A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.
Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil.
A abertura de um processo seletivo pela Latam chamou a atenção do setor aéreo. O edital prevê a contratação de pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026, e prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados.
Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.
A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.
A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.
Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil. Mesmo assim, o valor do bônus gerou questionamentos no setor sobre a origem desses profissionais.
Nos bastidores da aviação, espera-se que parte dos pilotos contratados venha de companhias concorrentes. A Azul surge como principal origem possível, por operar aeronaves da família Embraer. Isso ocorre porque a Latam não pretende transferir pilotos que já atuam em sua frota atual para o E195-E2.
Esse movimento seria considerado um rebaixamento de categoria, pois implicaria a migração de aeronaves maiores para um modelo menor, o que não faz parte da política interna da empresa.
Há, porém, uma exceção: quando um copiloto da própria Latam recusa uma promoção. Nesses casos específicos, ele pode ser designado para operar o Embraer E195-E2. Fora essa situação, a estratégia da companhia é buscar profissionais no mercado externo para compor as equipes da nova frota.
O processo seletivo foi aberto nesta terça-feira (15), com inscrições que vão até 4 de janeiro de 2026.
Os profissionais aprovados começarão a ser admitidos a partir de fevereiro. Antes da chegada dos primeiros aviões, passarão por treinamento específico. A empresa informou que o bônus será pago uma única vez, como incentivo à contratação.
A Latam tem atualmente mais de 22 mil funcionários no país. Esse total inclui cerca de 2,3 mil pilotos e 5,2 mil comissários de voo. Nos últimos três anos, a empresa liderou as contratações de tripulantes no setor.
Desde 2023, o quadro total de tripulantes cresceu 20%, impulsionado pela ampliação da oferta de voos e das operações. As movimentações internas aumentaram 46% no mesmo período, ampliando as oportunidades de carreira e capacitação.
Segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, o investimento no novo modelo de aeronave amplia as oportunidades para quem busca construir uma carreira de longo prazo.
"A Latam é a principal escolha no Brasil para quem sonha alto e quer desenvolver na aviação uma carreira sólida, em constante evolução e pautada pelo respeito e transparência. Com o investimento no E2, estamos ampliando ainda mais as oportunidades para quem quer ingressar", afirmou.
Os requisitos do processo seletivo indicam o perfil profissional buscado pela companhia. Para comandantes, exige-se experiência mínima de 5 mil horas de voo em linhas aéreas regulares. Desse total, ao menos 3 mil horas devem ser em aeronaves a jato.
A Latam exige ICAO nível 4 ou superior, certificado médico aeronáutico válido e passaporte brasileiro atualizado. É necessário possuir carteira E-Jets E1 ou E2 ou experiência recente. IFR, visto americano e ensino superior completo são considerados diferenciais.
Para copilotos, os critérios seguem outra linha, mas também são rigorosos. É necessário ter ao menos 500 horas totais de voo, licença de piloto comercial e habilitações IFRA e MLTE ou de tipo.
Também são exigidos CCT de PLA, ICAO nível 4 ou superior, CMA de primeira classe, curso superior completo e passaporte válido. Assim como para os comandantes, carteira E-Jets ou experiência recente é obrigatória. O visto americano é considerado um diferencial.
A incorporação do Embraer E195-E2 integra um plano mais amplo de expansão da Latam na América do Sul. O objetivo é ampliar a flexibilidade da malha aérea, possibilitar novos destinos e fortalecer conexões regionais.
Com a nova frota, o grupo estima a inclusão de até 35 novos destinos aos 160 que já atende. O pedido firme das 24 aeronaves está avaliado em cerca de US$ 2,1 bilhões, segundo preços de tabela.
Executivos do grupo e da Embraer destacam a eficiência do E195-E2. A aeronave reúne menor consumo de combustível por assento, é equipada com motores Pratt & Whitney GTF e sistemas modernos de fly-by-wire, baseados em comandos eletrônicos.
Esses recursos permitem reduzir em até 30% o consumo de combustível em comparação com aeronaves da geração anterior.
Um levantamento da plataforma Resume.io mostrou que piloto de avião foi a profissão mais desejada do mundo em 2024, com mais de 1,3 milhão de buscas. O salário dessa função varia de R$ 5 mil a R$ 13 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o site Glassdoor.
A carreira liderou o ranking em 34 países, incluindo o Brasil. Apesar disso, o caminho até a cabine de comando continua longo e custoso.
No país, os custos de formação alcançam facilmente centenas de milhares de reais, considerando horas de voo e certificações. Esse descompasso entre interesse e acesso ajuda a explicar a escassez global de pilotos.
Uma reportagem da emissora alemã Deutsche Welle (DW) aponta que aposentadorias em massa e interrupções na formação durante a pandemia de Covid-19 reduziram o número de profissionais disponíveis.
O tráfego aéreo continua crescendo, especialmente nas rotas de lazer, mas a formação de novos pilotos não acompanhou esse ritmo.
Segundo a DW, companhias aéreas em todo o mundo passaram a oferecer salários mais altos, bônus de contratação e benefícios adicionais para atrair profissionais.
No entanto, especialistas ouvidos afirmam que esse movimento pode pressionar os custos operacionais e influenciar o preço das passagens.
O debate inclui propostas para elevar a idade limite de aposentadoria de pilotos de 65 para 67 anos, medida vista por alguns especialistas como paliativa e que enfrenta resistência de sindicatos e órgãos reguladores.
Estimativas citadas pela emissora alemã indicam que serão necessárias milhares de novas contratações nos próximos anos para reequilibrar a oferta e a demanda de pilotos no mundo. Esse ajuste, porém, pode se estender até a próxima década.
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