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Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 105 após Irã apreender navios

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Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 105 após Irã apreender navios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 10:45

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O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz e pelo agravamento do conflito com o Irã.

A alta ocorre após o Irã apreender dois navios que tentavam deixar o estreito — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.

O episódio elevou as dúvidas sobre a sustentação do cessar-fogo com os Estados Unidos e ampliou a aversão ao risco entre investidores.

O conflito segue em impasse. Mesmo sob bloqueio naval na região, o Irã continua exportando petróleo de forma discreta.

O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (23), impulsionado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz e pelo agravamento do conflito com o Irã.

🔎 O barril do Brent avançou cerca de 2,5% ao longo da manhã, chegando a se aproximar de US$ 105. Por volta das 9h58 (horário de Brasília), era negociado a US$ 102,71, com alta de 0,79%. O movimento refletiu o aumento do risco geopolítico, que pressionou mercados globais.

A alta ocorre após o Irã apreender dois navios que tentavam deixar o estreito — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. O episódio aumentou as incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo com os Estados Unidos e deixou os investidores mais cautelosos.

O conflito segue em impasse. Mesmo sob bloqueio naval na região, o Irã continua exportando petróleo de forma discreta.

O cessar-fogo foi prorrogado pelo presidente Donald Trump, mas Teerã ameaça abandonar a trégua e as negociações caso a restrição marítima não seja suspensa. A tensão aumentou ainda mais após novos ataques a embarcações.

Em paralelo, o Hezbollah sinalizou que pretende manter a trégua com Israel, desde que o acordo seja respeitado — um indicativo de que o conflito permanece contido em algumas frentes, mas longe de uma solução ampla.

O cenário pressionou os mercados. Na Europa, as principais bolsas caíram entre 0,2% e 0,8%, em meio também a sinais de desaceleração econômica. Dados recentes apontaram contração inesperada da atividade empresarial na zona do euro, especialmente em Alemanha e França, segundo a agência Reuters.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operaram em queda, enquanto investidores aguardam novos desdobramentos da crise. Os rendimentos dos Treasuries subiram, acompanhando a alta do petróleo (veja mais detalhes do dia no mercado).

Na Ásia, os mercados chegaram a renovar máximas históricas antes de recuar diante do avanço dos preços da energia. Japão, Coreia do Sul e Taiwan fecharam em baixa, refletindo o temor de impacto sobre o crescimento global.

Analistas avaliam que o ambiente segue altamente instável. “Os mercados estão extremamente sensíveis. Mesmo um ruído não confirmado sobre escalada já é suficiente para impulsionar o petróleo e pressionar ativos de risco”, afirmou Charu Chanana, em entrevista à agência.

Além da apreensão de navios, persistem preocupações com possíveis interrupções mais severas no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — cenário que pode prolongar a alta dos preços e intensificar pressões inflacionárias globais.

O mercado, segundo especialistas, segue em um ambiente de incerteza, no qual qualquer novo desdobramento pode provocar fortes oscilações.

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