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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo
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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54
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Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep e Opep+, impactando o grupo liderado pela Arábia Saudita.
A decisão ocorre após críticas à resposta militar do Golfo e dificuldades no Estreito de Ormuz devido à guerra com o Irã.
O ministro de Energia dos Emirados afirmou que a saída foi baseada em análise das estratégias energéticas do país.
A medida pode enfraquecer a Opep, que já enfrenta desafios internos e instabilidade no mercado global de petróleo.
A saída é vista como vitória para os EUA, enquanto os Emirados criticam a falta de apoio dos países árabes contra ataques iranianos.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que estão deixando a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+, causando um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.
🔎O que são a Opep e a Opep+? ? A Opep foi criada em 1960 para tentar controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, ela tem 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo principal e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a venda de petróleo no mercado internacional.
A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.
"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.
Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.
A decisão foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, que são um importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticaram outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de vários ataques do Irã durante o conflito.
A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao aumentar os preços do petróleo.
Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos valores do petróleo, dizendo que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã, durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.
“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash.
“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.
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