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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão com Warsh na presidência
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão com Warsh na presidência
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 15:45
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%Oferecido por
O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado, na estreia de Kevin Warsh na presidência do banco central.
O Fed afirmou que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, com mercado de trabalho estável e inflação ainda acima da meta de 2%, em parte por causa da alta dos preços da energia associada ao conflito no Oriente Médio.
Na semana passada, Donald Trump voltou a defender juros mais baixos, mas disse que quer que Warsh “faça o que quiser”, em meio à troca de comando após meses de atritos com o ex-presidente do Fed, Jerome Powell.
Dados recentes mostram uma economia ainda aquecida, com criação de 172 mil vagas em maio, desemprego em 4,3%, inflação acumulada de 4,2% em 12 meses e núcleos de inflação ainda acima da meta, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo.
Juros altos nos Estados Unidos tornam os títulos públicos americanos mais atraentes, fortalecem o dólar e podem reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil, dificultando a queda dos juros brasileiros e aumentando a pressão sobre a inflação.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022. O anúncio, feito nesta quarta-feira (17), veio em linha com as expectativas do mercado e foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do comitê.
Esta foi a quarta reunião consecutiva em que o Fed deixou os juros inalterados. O encontro também marcou a estreia de Kevin Warsh no comando da autoridade monetária.
Indicado pelo presidente Donald Trump, ele tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca (leia mais abaixo).
A guerra no Oriente Médio e a alta dos preços da energia continuaram entre as principais preocupações do Fed. Mas, diante de uma economia que segue aquecida e de uma inflação ainda acima da meta, os desafios do banco central americano vão além do conflito, incluindo pressões persistentes sobre os preços e questões ligadas à nova gestão de Warsh.
➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.
Esta é a 12ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, apesar das incertezas elevadas associadas, em parte, ao conflito no Oriente Médio.
Segundo o colegiado, os investimentos das empresas e os ganhos de produtividade seguem fortes, enquanto o mercado de trabalho permanece estável, com a geração de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.
O comitê também destacou que a inflação continua acima da meta de 2% e atribuiu parte das pressões recentes a choques de oferta que elevaram os preços em alguns setores, especialmente o de energia.
“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em determinados setores, incluindo energia”, diz o texto do colegiado.
Ao decidir, por unanimidade (12 votos a 0), manter os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, o Fomc reafirmou seu compromisso com os dois principais objetivos do Federal Reserve: manter a inflação sob controle e preservar um mercado de trabalho forte.
O colegiado também ressaltou que continuará atento aos riscos para a economia e reafirmou que seu objetivo é garantir a estabilidade dos preços.
A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.
Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.
O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.
No entanto, dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.
💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.
Os juros ainda elevados nos EUA mantêm em níveis atrativos os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos considerados os investimentos mais seguros do mundo.
Com retornos mais altos, esses papéis tendem a atrair recursos de investidores internacionais, fortalecendo o dólar e reduzindo o interesse por aplicações em outros países, como o Brasil.
Embora diversos fatores influenciem esse movimento, a migração de capital para os EUA pode diminuir o fluxo de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro, pressionando o real frente à moeda americana.
Um dólar mais forte também encarece produtos e insumos importados, aumentando as pressões sobre a inflação no Brasil. Com isso, o Banco Central brasileiro pode ter menos espaço para reduzir os juros, o que contribui para manter a taxa básica em níveis elevados por mais tempo.
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