RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 01:52

g1 explica O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Manchetes sobre guerra, inflação, PIB, decisões do Banco Central e tarifas anunciadas pelos Estados Unidos podem movimentar bilhões de reais na bolsa de valores em poucos segundos. Isso acontece porque o mercado financeiro não reage apenas aos fatos, mas também ao impacto que eles podem ter sobre os lucros futuros das empresas e a economia.

Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa. O preço desse ativo reflete a expectativa sobre a capacidade da companhia de gerar resultados no futuro. Em geral, o crescimento da economia, a queda dos juros e o aumento dos lucros tendem a favorecer a valorização das ações.

O fator decisivo, porém, é a diferença entre a expectativa e a realidade. Quando um resultado supera o que o mercado esperava, as ações podem subir. Se os números apenas confirmam as projeções ou ficam abaixo delas, os papéis podem cair, mesmo diante de um lucro recorde. Por isso, a bolsa é vista como uma aposta no futuro, e não como um retrato do presente.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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Como uma granola artesanal deu origem a uma empresa de catering que fatura R$ 100 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/08/2026 01:52

Após descobrir quatro aneurismas cerebrais, a publicitária Lilian Santos decidiu deixar uma carreira de 25 anos no mercado corporativo para investir no sonho de trabalhar com gastronomia.

O recomeço começou com a venda de granola artesanal feita em casa e, aos poucos, deu origem a uma empresa de catering. Hoje, o negócio atende principalmente o mercado corporativo, além de realizar eventos sociais.

Juntas, elas estruturaram o negócio, ampliaram a capacidade de atendimento e conquistaram uma base de clientes fiéis. Atualmente, a empresa fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

A mudança, porém, só aconteceu depois de um episódio que transformou sua forma de enxergar a vida. Em janeiro de 2022, Lilian descobriu que tinha quatro aneurismas cerebrais e precisou colocar dois stents.

O diagnóstico fez com que ela repensasse prioridades e decidisse investir naquilo que sempre gostou de fazer. "A vida dá sinais. Eu pensei que precisava aproveitar esse tempo e fazer o que eu realmente amava: a gastronomia", conta.

O recomeço aconteceu de forma simples: dentro da própria cozinha. Ela começou produzindo granola artesanal para amigos, que insistiam para que transformasse a receita em um negócio.

A empreendedora criou uma marca, passou a divulgar o produto nas redes sociais e, pouco tempo depois, começou a participar de pequenos eventos.

A estratégia funcionou. A granola virou uma vitrine para novos clientes e abriu caminho para um mercado muito maior: o de catering, serviço especializado em preparar e servir alimentos em eventos corporativos e sociais.

Hoje, cerca de 80% da receita da empresa vem do atendimento a empresas, mas o negócio também realiza festas particulares. Os pratos são preparados previamente na cozinha da empresa e finalizados no local do evento.

O crescimento acelerado trouxe um desafio logo no início: organizar um evento para 160 convidados. Mesmo sem ter realizado algo daquela dimensão anteriormente, Lilian aceitou o trabalho.

Segundo ela, a experiência acumulada ao longo da carreira anterior foi determinante para enfrentar esse momento.

"Quando as pessoas dizem que começaram do zero, eu discordo. A gente nunca começa do zero. Leva toda a história, o repertório e os aprendizados da carreira anterior", afirma.

Com o aumento da demanda, a empreendedora convidou Camila Cezário dos Santos para integrar a sociedade. Enquanto Lilian concentra esforços na gestão e no relacionamento com clientes, a sócia assumiu a coordenação das operações, da equipe e das compras.

Para Camila, o sucesso da parceria está na confiança construída entre as duas. "Acho que uma sociedade de sucesso depende de lealdade, conversa e entendimento."

Hoje, a empresa registra faturamento médio de R$ 100 mil por mês e aposta principalmente na fidelização dos clientes. Um dos exemplos é o de Tatiane Ruiz, que há dois anos contrata o buffet para os encontros mensais de seu clube de leitura.

Segundo a cliente, cada evento recebe um cardápio diferente, muitas vezes temático, e o cuidado com a experiência é um dos diferenciais do negócio.

"Elas sempre surpreendem meus convidados e entregam uma experiência incrível, com uma culinária afetiva e, ao mesmo tempo, surpreendente", afirma.

Agora, o próximo passo é ampliar a atuação da empresa. Além de continuar investindo no mercado corporativo, Lilian pretende aumentar a participação em eventos sociais e promover oficinas gastronômicas em seu espaço.

Como uma granola artesanal deu origem a uma empresa de catering que fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Tavares Bastos, 692- Pompéia São Paulo/SP – CEP: 05012-020📞Telefone: (11) 997950463📧 Email: comercial@xodogastronomia.com.br🌐 Site: https://xodogastronomia.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/xodo.gastronomia/

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Plano do BRB para recompor patrimônio foi entregue há 180 dias, mas principais medidas ainda não saíram do papel; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 00:51

Distrito Federal Plano do BRB para recompor patrimônio foi entregue há 180 dias, mas principais medidas ainda não saíram do papel; entenda BRB entregou ao Banco Central, em fevereiro, medidas que usaria para recompor rombo deixado no caixa pelas transações malsucedidas com o Master. Empréstimo não saiu e acordo com fundo foi desfeito. Por Mateus Rodrigues, Gabriella Braz, g1 DF

Termina nesta quarta-feira (5) o prazo de 180 dias para que o Banco de Brasília (BRB) execute as medidas do plano de capitalização entregue ao Banco Central no início do ano.

O documento foi apresentado em 6 de fevereiro como um "plano de capital preventivo". O material incluía uma série de providências para reforçar, se necessário, o patrimônio do BRB após a sequência de transações malsucedidas com o Banco Master.

De lá para cá, a necessidade de reforço foi confirmada. O BRB divulgou alguns dos números do rombo (veja abaixo) e algumas medidas para combatê-lo – entre elas, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e um acordo com um fundo para negociar outros R$ 15 bilhões em ativos do Master.

O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. Já o acordo com o fundo Quadra Capital foi desfeito em junho, como noticiou o g1.

O plano preventivo de capital do BRB segue sob sigilo, 180 dias após a apresentação. Por isso, não é possível saber exatamente quantas e quais medidas foram incluídas nele.

a responsabilização cível de pelo menos 12 ex-gestores do banco (que pode gerar indenizações ou ordens de ressarcimento ao banco, ao fim do processo);o pedido de bloqueio de bens do ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro e de outros sócios para, ao fim do processo, reaver esses recursos;a ampliação do capital social do banco, já aprovada em assembleia, para absorver a venda de novas ações e outros aportes de capital.

Como não divulga seus balanços patrimoniais desde 2025, no entanto, o BRB ainda não conseguiu detalhar o benefício gerado por essas medidas – e nem quanto ainda falta para equalizar o patrimônio.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para recuperar a maior parte do rombo foi definido em um acordo mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Passados mais de dois meses, no entanto, o crédito ainda não foi assinado.

➡️ O governo do DF é acionista controlador do BRB. Por isso, as regras bancárias definem que cabe ao governo pegar esse empréstimo e arcar com o seu pagamento – mesmo que o dinheiro seja transferido ao BRB, e mesmo que o banco ajude o governo a quitar a dívida no futuro.

Procurado, o banco afirma que segue confiante na conclusão das medidas e não menciona pedido de ampliação do prazo.

“A instituição reforça que mantém diálogo permanente técnico e transparente com o Banco Central, prestando todas as informações requeridas no âmbito da supervisão prudencial, em conformidade com as normas aplicáveis”, diz comunicado.

A nota informa ainda que as tratativas para efetivação do empréstimo seguem em andamento. O Banco Central não quis se manifestar.

Esse é mais um descumprimento do prazo pelo BRB. Em junho, a instituição adiou mais uma vez a divulgação do balanço consolidado de 2025.

Os números seguem sem divulgação desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou irregularidades envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

O presidente do BRB chegou a dizer que divulgaria os números até junho, mas o prazo não foi cumprido também. Relembre:

Os 180 dias desde a entrega do plano preventivo não são o único prazo que gera algum alerta no BRB e no governo do DF.

Uma resolução de 2003 do Senado, aprovada para regulamentar um trecho da Lei de Responsabilidade Fiscal, proíbe prefeitos e governadores de pegarem empréstimo nos últimos quatro meses de mandato.

Em tese, infringir essa regra poderia até tornar inelegível a atual governadora Celina Leão (PP), que é pré-candidata à reeleição.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal, no entanto, afirma que o acordo no Supremo “autoriza expressamente a contratação do empréstimo junto ao FGC e afasta a aplicação dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis à operação”.

De fato, o acordo homologado pelo STF diz que o empréstimo a ser contratado pelo governo do DF fica dispensado "da observância dos limites, condições e demais requisitos constitucionais, legais e infralegais aplicáveis".

O Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o STF não quiseram responder ao g1 se o trecho permite que o empréstimo seja feito nesse período.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam, no entanto, que um eventual crédito tomado nessas condições pode ser contestado na Justiça.

O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), Alexandre Andrade, explica que a contratação do empréstimo com menos de 120 dias do fim do mandato fere o artigo 42 da LRF.

O artigo proíbe a contratação de "despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito".

“A medida evita a prática de um ‘oportunismo político de fim de período’, impedindo que um governante contraia novas dívidas cujos recursos sejam integralmente usufruídos em sua gestão, mas cujo ônus de pagamento (as parcelas de amortização e juros) seja transferido para o governante sucessor”, explica.

Acionada, a Secretaria de Economia do DF alega que a contratação do empréstimo não se confunde com uma despesa.

Para piorar o cenário, os R$ 6,6 bilhões previstos para o empréstimo até aqui podem não ser suficientes para resolver o patrimônio do BRB.

Há duas semanas, o g1 mostrou que o consórcio Quadra Capital recuou do acordo que previa a compra de até R$ 15 bilhões de ativos ligados ao Banco Master que foram internalizados pelo BRB desde 2004.

Com isso, além da dúvida sobre o empréstimo em negociação, o BRB e o governo do DF terão de achar uma nova saída para movimentar esses papéis.

Passadas duas semanas desde que o acordo entre BRB e Quadra Capital foi desfeito, o banco ainda não anunciou novo parceiro para essa negociação.

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Banco Central deve cortar juro básico da economia pela 4º vez seguida, para 14% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (5) e deve promover o quarto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14,25% para 14% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Confirmada em 14% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em pouco mais de um ano. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h.

Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — o que embute uma nova queda em novembro.

A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,03%, 4,22% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.

Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, o atual cenário da economia, mesmo com as estimativas de inflação do mercado acima da meta central neste e nos próximos anos, permite a continuidade do ciclo gradual de corte de juros nesta reunião do Copom, para 14% ao ano, "mas recomenda cautela na comunicação e menor comprometimento com os passos futuros da política monetária".

"O Comitê deve justificar a continuidade da calibração dos juros diante da projeção de inflação ao redor da meta no horizonte relevante. No entanto, as expectativas de inflação acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da atividade econômica exigem ainda uma política monetária contracionista. A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência adicional na condução dos juros", avaliou Felipe Salles, do C6 Bank.

O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, observou que os dados de inflação nos últimos meses têm sido favoráveis. Para ele, o IPCA-15 de julho surpreendeu significativamente para baixo, "apresentando uma composição mais benigna e sinais encorajadores nos indicadores de núcleo".

"Os dados não resolvem o problema da inflação, nem eliminam o fato de que a inflação de núcleos e a de serviços permanecem acima dos níveis compatíveis com a meta. No entanto, eles reduzem a urgência de uma mudança para uma postura mais restritiva (hawkish) e reforçam a visão de que a deterioração qualitativa da inflação pode ter deixado de se acelerar", concluiu Marco Antonio Caruso, do Santander, em comunicado.

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SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Saúde SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas O Ministério da Sáude informou que o serviço está sendo ampliado de 600 para 100 mil teleatendimentos mensais. A razão para o aumento, de acordo com a pasta, é a alta procura. Por Redação g1

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (4) a ampliação do atendimento remoto em saúde mental a pessoas com necessidades relacionadas às apostas.

O teleatendimento é sigiloso, possui caráter orientativo e extensivo aos familiares daqueles que desenvolveram algum tipo de vício aos jogos. O teleatendimento é conduzido por profissionais de saúde, como psicólogos e enfermeiros.

O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa.

Para acessar o aplicado Meu SUS Digital, é preciso possuir uma conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em "Miniapps" e selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta". Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS.

É necessário ainda é aceitar o "Termo de Uso" para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário.

As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana.

O profissional poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial.

O Ministério da Saúde informou que quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação.

"O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento", diz a mensagem com o alerta do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde lançou o serviço em março em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, com uma oferta inicial de 600 teleatendimentos mensais.

Agora, ainda de acordo com a pasta, a capacidade de atendimento está sendo ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais.

A razão para a ampliação, de acordo com a pasta, é a alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital.

O Ministério da Sáude alertou que são sinais de uma relação problemática com jogos e apostas alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando.

Em dezembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei para regulamentar o mercado de apostas esportivas online no Brasil.

A lei tributa empresas e apostadores, bem como definiu regras para a exploração das apostas e para a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade.

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Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira era de R$ 133 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.040 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertaressem as seis dezenas era de R$ 133 milhões. No entanto, nenhum apostador levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 150 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mulher joga bilhete premiado de R$ 6 milhões no lixo e garis conseguem recuperá-lo na Itália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

Um bilhete de loteria premiado com 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) foi recuperado do lixo na Itália depois que a vencedora, desesperada, pediu ajuda aos coletores de lixo para encontrá-lo, informou à AFP a empresa responsável pela coleta de resíduos.

O bilhete de raspadinha estava "milagrosamente intacto" depois que os funcionários vasculharam montes de lixo dentro do caminhão de coleta, contou Roberto Nicola Toscano, administrador da empresa SANB, na região da Puglia, no sul da Itália.

Segundo Toscano, a mulher foi no domingo até uma lotérica para conferir o bilhete. A máquina informou que ele "não era pagável", porque estabelecimentos menores só podem pagar prêmios de baixo valor.

A vencedora — cuja identidade não foi divulgada — não percebeu que havia acertado o prêmio principal.

"Ela sempre jogava os mesmos números, porque estavam ligados à lembrança de uma pessoa querida", explicou Toscano.

Ao voltar para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar haviam sido sorteados. Eles correram de volta ao estabelecimento, mas descobriram que o bilhete já havia sido jogado no lixo e que a coleta já tinha passado.

"Reconstruímos o caminho percorrido pelo bilhete, embora tivéssemos pouca esperança de encontrá-lo, já que ele já havia sido recolhido pelo caminhão de lixo", disse o administrador à AFP.

Por sorte, eles conseguiram identificar qual caminhão havia feito a coleta e o interceptaram antes que os resíduos fossem descartados.

Como o lixo poderia conter materiais perigosos, o veículo foi levado a uma empresa especializada, equipada para realizar a busca com segurança.

Os trabalhadores passaram mais de um dia revirando o conteúdo do caminhão. Encontraram diversos bilhetes e comprovantes de apostas.

"Entre eles estava justamente o bilhete que procurávamos, milagrosamente ainda inteiro", contou Toscano à AFP nesta terça-feira (4).

Quando ele avisou à vencedora que o bilhete havia sido encontrado, ela "chorou de emoção", disse.

A operação para evitar o prejuízo, porém, teve um custo. Como a SANB, sediada em Bitonto, perto de Bari, é uma empresa pública, as despesas da busca seriam pagas pelos contribuintes.

Por isso, Toscano afirmou que fez a mulher assinar um compromisso de arcar com todos os custos extras da operação — uma aposta que, nesse caso, certamente valeu a pena.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Justiça dos EUA marca para março de 2027 julgamento sobre compra da Warner Bros. pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o julgamento das ações que contestam a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo uma decisão judicial. O processo vai analisar se a operação viola as leis de defesa da concorrência e poderá definir o futuro do negócio.

Segundo a Reuters, até lá, a conclusão da compra continuará suspensa. De acordo com documento apresentado à Justiça, a operação ficará bloqueada até que seja julgada a ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, ou até 1º de junho de 2027.

A suspensão tem como objetivo impedir que a fusão avance antes da análise dos possíveis impactos sobre a concorrência.

A Califórnia e outros 11 estados processam o acordo de aproximadamente US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões) entre Paramount e Warner Bros. Discovery.

Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA

Na ação, os estados argumentam que a união das duas empresas poderá concentrar excessivamente o mercado de entretenimento, reduzindo a concorrência nos setores de cinema e televisão por assinatura e levando ao aumento dos preços de filmes e programas de TV.

Os procuradores também afirmam que, se a compra for concluída antes da decisão da Justiça, a Paramount poderá promover demissões, integrar operações e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente, essas mudanças seriam difíceis de reverter.

A Paramount nega as acusações e afirma que a ação faz uma interpretação equivocada da legislação antitruste dos Estados Unidos.

Em nota enviada à Reuters, um porta-voz da empresa disse estar confiante de que as alegações dos procuradores-gerais "não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais".

A companhia também sustenta que um atraso na conclusão da operação prejudica trabalhadores da indústria do entretenimento e pode elevar os custos da transação.

Anunciada em fevereiro, a aquisição é considerada uma das maiores da história da indústria do entretenimento.

Se for aprovada, dará origem a um grupo com aproximadamente 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. A expectativa é fortalecer a posição da empresa na disputa com concorrentes como Netflix e Disney.

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Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Tecnologia Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle já assumiram cerca de R$ 5,654 trilhões em contratos, principalmente para data centers de inteligência artificial. Os compromissos ainda não aparecem como dívida nos balanços e evidenciam o tamanho da aposta das Big Techs na tecnologia. Por Redação g1 — São Paulo

Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados – conhecidos como data centers – que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).

Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.

Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.

A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.

Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.

Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.

Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.

Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.

A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.

A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.

Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda – indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa – no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.

A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).

A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Piracicaba e Região Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida Atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Chuvas atípicas de julho em São Paulo e Minas Gerais afetam a qualidade e a exportação do café arábica. O alerta é do Cepea/Esalq, do campus da USP em Piracicaba (SP).

O cenário desafia o setor na temporada 2026/27. Cerca de 30% da safra ainda não foi colhida e está sujeita a danos climáticos.

A dimensão real dos prejuízos será conhecida quando os lotes forem provados. A safra era esperada como recorde após problemas climáticos.

O atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação.

O barista Júnior Damada explica que a fermentação descontrolada causa gostos indesejados. O consumidor pode identificar notas de vinagre e remédio.

As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto.

O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem.

Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais — Foto: Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação

As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho.

“Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea.

“A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou.

Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida — Foto: Claudia Assencio/g1

O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar.

"E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta.

Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados.

“Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida – um café que secou mais bem – mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador.

Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem.

“Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha.

Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima.

“As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica.

Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica:

"Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha.

Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua:

"Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins".

Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria.

"Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera.

Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita.

"Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui.

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