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Trump diz que ‘em breve’ pode voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%Oferecido por

Oleoduto de Druzhba, que passa pela Ucrânia e leva petróleo russo para países da Europa. Foto de 2022. — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de Arquivo

O presidente americano Donald Trump disse nessa terça-feira (16) que "em breve" os EUA poderão voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia.

A declaração foi feita a jornalistas, durante uma reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, na França.

Trump afirmou que os Estados Unidos podem, agora, deixar expirar as isenções relacionadas ao petróleo russo, após fecharem um acordo para encerrar a guerra com o Irã.

Em março, Trump tomou uma medida controversa, ao aliviar as sanções à Rússia, em meio à crise no Oriente Médio, para evitar uma disparada nos preços da energia. Na época, a decisão provocou críticas dos aliados europeus.

Os Estados Unidos e o Irã, que estavam em guerra desde o fim de fevereiro, anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para encerrar o conflito.

O anúncio não significa, porém, o fim automático da guerra. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles.

Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do programa nuclear iraniano. Outras questões, como a navegação no Estreito de Ormuz e a compensação financeira do Irã, não estão completamente esclarecidas até o momento.

A íntegra do acordo será conhecida na sexta-feira (19), quando haverá uma cerimônia para assinatura do documento em Genebra, na Suíça.

Em meio ao anúncio, o barril de petróleo Brent era negociado abaixo do valor de US$ 80 dólares pela primeira vez desde o início de março, depois que Trump anunciou que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto até sexta-feira.

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Roblox começa a exigir no Brasil que menores de 16 anos usem versões adequadas às suas idades; veja como vai funcionar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 09:44

Tecnologia Roblox começa a exigir no Brasil que menores de 16 anos usem versões adequadas às suas idades; veja como vai funcionar Plataforma de jogos vai exigir verificação por selfie e vai direcionar crianças para a versão Roblox Kids e adolescentes ficarão na Roblox Select. Por Victor Hugo Silva — São Paulo

Roblox Kids, para crianças menores de 9 anos, Roblox Select, para jogadores de 9 a 15 anos, e Roblox 'padrão', para pessoas com mais de 16 anos — Foto: Divulgação/Roblox

A plataforma de jogos Roblox começou a liberar nesta terça-feira (15) dois novos tipos de conta para menores de 16 anos. A atualização ficará disponível para usuários do serviço em todo o mundo.

Jogadores de 9 a 15 anos serão direcionados para a versão Roblox Select, e menores de 9 anos usarão a Roblox Kids. Maiores de 16 anos continuarão na versão padrão.

Os recursos chegam após a Roblox entrar na mira de autoridades. No Brasil, investigações apontaram que a plataforma permitiu jogos com apologia a facções criminosas e simulações de ataques a escolas, por exemplo.

Com a mudança, será preciso provar a idade por selfie para abrir jogos voltados a adultos. Crianças e adolescentes só poderão acessar versões restritas da plataforma.

Como funciona a verificação de idade de Roblox, Discord, YouTube e outrasMenores de 16 anos terão que vincular redes sociais com as de seus pais

As versões Select e Kids dão acesso somente aos jogos que passaram por processo de revisão para garantir que são adequados a cada faixa etária. Os novos tipos de conta já tinham sido lançados em maio para usuários na Austrália, na Indonésia, na Holanda e na Nova Zelândia.

Além de restringir o número de jogos disponíveis, as novas versões limitam o acesso ao chat, em uma tentativa de evitar interações indevidas entre menores de idade e adultos.

Segundo a Roblox, usuários que não fizerem a verificação não poderão abrir a versão padrão da plataforma nem os recursos de chat, independentemente da idade.

A verificação por selfie tinha sido liberada em janeiro, quando passou a ser exigida para liberar acesso ao chat. O mecanismo gerou protestos virtuais, com "cartazes" que se tornaram memes como "Quero injustiça".

O processo é parecido ao usado para autorizar transações em aplicativos de bancos. O serviço analisa a selfie e, então, faz uma estimativa de sua idade, que pode ser contestada com o envio do documento de identidade.

Roblox Kids (5 a 8 anos) tem jogos com classificação mínima ou leve, chat desativado por padrão e uma cor de fundo diferente para pais saberem rapidamente se as crianças estão na versão correta; Roblox Select (9 a 15 anos) tem jogos com classificação mínima, leve ou moderada e chat limitado a amigos de confiança e de faixa etária semelhante; Roblox "padrão" (a partir de 16 anos) tem acesso a todos os jogos, exceto aos de conteúdo restrito, voltados somente a maiores de 18 anos.

As regras da Roblox definem que jogos com classificação mínima podem ter violência leve ocasional, sangue irreal e medo leve. Jogos com classificação leve podem incluir violência e medo leves repetidos, sangue irreal pesado e humor vulgar leve.

Jogos com classificação moderada podem incluir violência, humor vulgar e medo moderados, sangue realista leve e conteúdo de jogo de azar não jogável.

E jogos com classificação restrita podem ter violência intensa, sangue muito realista, humor grosseiro moderado, temas românticos, presença de álcool, linguagem forte e interações prolongadas com IA.

A Roblox tem recursos para adultos definirem o que crianças acessam na plataforma, além de controlarem o tempo de uso e os gastos em itens na plataforma.

Com o lançamento das versões Kids e Select, será possível bloquear e aprovar jogos para filhos de até 15 anos – até então, o limite era para crianças de 12 anos.

Para isso, é preciso vincular contas de pais ou responsáveis às de crianças na Roblox. Veja como fazer:

Acesse "Configurações" na conta da criança; Selecione "Controle dos pais"; Selecione "Adicionar pai/mãe"; Insira seu e-mail; Siga as instruções para vincular a conta.

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Dólar opera em queda, de olho no petróleo e à espera de decisões de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta terça-feira (16), com um recuo de 0,26% perto das 9h20, cotado a R$ 5,0535. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã continua a gerar expectativa nos mercados financeiros. O entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o tratado também deixa "bem claro" que Teerã não terá armas nucleares.

Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo operavam em queda nesta terça-feira. Perto das 08h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,62%, cotado a US$ 80,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 2,91% no mesmo horário, a US$ 78,40 por barril.

▶️ A "Superquarta", momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros, também fica no radar. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

▶️Na agenda de indicadores, o destaque fica para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas no varejo brasileiro recuaram 1,5% em abril na comparação com o mês anterior. Em relação a um ano antes, houve alta de 1%.

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos)

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump.

Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente.

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense.

Os mercados financeiros continuavam em uma toada positiva, em meio ao otimismo em relação ao acordo entre EUA e Irã.

Entre os destaques, o alemão DAX subia 0,48% perto das 9h20, enquanto o francês CAC-40 avançava 0,73% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 0,61%.

Na Ásia, as ações fecharam mistas nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam dados da economia chinesa e com suporte do setor de tecnologia.

O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 0,15%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,11%. Já o Hang Seng teve queda de 1,40%.

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Parlamento europeu aprova acordo comercial com EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (16) uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado, informou a agência de notícias Reuters.

A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia.

Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho.

Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.

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Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises globais e embate entre Trump e Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 05:49

Política Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises globais e embate entre Trump e Europa Os presidentes do Brasil e dos EUA estão no mesmo local pela primeira vez desde que Washington anunciou a possibilidade de uma nova taxação às importações brasileiras, ampliando as expectativas para uma negociação direta. Por BBC

O presidente Lula inicia nesta terça-feira, 16/06, sua participação no G7 em Évian-les-Bains, na França. Ele busca espaço em meio a grandes crises globais.

A presença de Donald Trump gera expectativa de interações. Há tensão sobre uma possível taxação de 25% sobre importações brasileiras e designação de facções como terroristas.

Lula deve se reunir com líderes da União Europeia nesta terça-feira. O encontro ocorre após o bloco proibir a importação de carnes e outros produtos brasileiros.

O presidente brasileiro também tem reuniões com líderes do Japão e Egito. Ele discursará sobre desenvolvimento, reforma da governança global e inteligência artificial.

Lula fez sua primeira reunião bilateral às margens do G7 com Emmanuel Macron, presidente da França e anfitrião do evento — Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira (16/06) sua participação oficial no G7 – o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.

Lula foi convidado para o evento, que acontece em Évian-les-Bains, na França, pelo presidente francês, Emmanuel Macron. É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões.

Quem também está na pequena cidade francesa na fronteira com a Suíça para o encontro é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A presença dos dois líderes no mesmo local ampliou as expectativas para possíveis interações, em um momento de novo tensionamento da relação diante da possibilidade da aplicação de uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump — e interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca.

Os dois líderes, porém, podem se cruzar durante as reuniões ampliadas da cúpula ou nos corredores do evento.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, conquistar a atenção do presidente americano deve ser um grande desafio para o governo brasileiro, que concorre com outras diversas lideranças mundiais em meio a grandes crises globais, tal como as guerras no Irã e na Ucrânia e a instabilidade nas relações transatlânticas causada pela política isolacionista trumpista.

Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A participação do Brasil no fórum do G7 abre ainda as portas para um diálogo mais próximo com a União Europeia (UE). Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no país, em um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Um encontro com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, está previsto para esta terça-feira.

O presidente brasileiro já se encontrou com Macron, na tarde de segunda-feira. Os dois trataram de cooperação em defesa, tecnologia e sobre as expectativas para a cúpula.

Após a reunião, Lula compartilhou imagens dos dois nas redes sociais e afirmou que o fórum é uma oportunidade para o Brasil representar o Sul Global e reafirmar "seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo".

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, Lula pode encontrar dificuldades para navegar entre as lideranças do G7 em um momento em que as atenções do mundo estão voltadas para outros temas além daqueles priorizados pelo governo brasileiro.

Por um lado, o foco da comunidade internacional são os dois grandes conflitos atuais: no Irã e na Ucrânia.

Os EUA e a República Islâmica anunciaram na noite de domingo (14/06) a conclusão de um acordo de paz para encerrar o conflito entre os dois países, que começou em 28 de fevereiro.

A assinatura do pacto está prevista para a próxima sexta-feira (19/06), quando também se espera a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado desde meados de abril.

Até agora, porém, há poucos detalhes sobre o acordo – e muitas dúvidas sobre a possibilidade dele se manter de pé, diante da volatilidade da região e dos muitos anos de negociações fracassadas entre EUA e Irã.

Por se tratar de um acordo preliminar, que possivelmente terá mais desdobramentos nos próximos dias, o tema ainda deve ganhar grande destaque na agenda dos líderes das sete maiores economias industrializadas do mundo em Évian, diz Clarissa Forner, professora de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

A expectativa é que Trump use o fórum para promover suas conquistas com o acordo, aponta a especialista.

Além disso, diz, o presidente americano deve cobrar a Europa por mais apoio aos EUA diante dos embates no Oriente Médio.

"As prioridades norte-americanas serão ainda muito balizadas pelas questões relacionadas à guerra com o Irã, principalmente no sentido de pressionar, como tem sido praxe, por maior envolvimento europeu nos esforços militares", destaca Forner.

Lula chegou a Évian-les-Bains no final da manhã de segunda-feira no horário local — Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lauren Sukin, professora de Política Externa dos EUA da Universidade de Oxford, aponta ainda que com o encaminhamento das negociações, a reversão dos efeitos econômicos da guerra ganha mais destaque.

"Existem preocupações não apenas em relação à cadeia de suprimentos de combustíveis e segurança energética, mas também com a produção de fertilizantes e a segurança alimentar, além de uma vasta gama de outras questões relacionadas à cadeia de suprimentos que foram afetadas pela guerra", diz a analista.

Já os europeus querem aproveitar as conversas no G7 para pressionar os Estados Unidos por mais protagonismo na ajuda prestada à Ucrânia diante da invasão russa, dizem os especialistas.

Esse tem sido um tema constante na relação da UE com Trump desde que o presidente americano suspendeu a ajuda militar ao governo do presidente Volodymyr Zelensky no ano passado.

Além de tudo isso, o G7 passa por um momento de crise interna, aponta Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV.

"O G7 vive uma profunda crise, com muitas dúvidas sobre sua relevância devido à crise na relação transatlântica", disse.

Segundo Stuenkel, os Estados Unidos possuem hoje uma postura hostil em relação à maioria dos outros governos dos G7, especialmente quando se trata do Canadá e do Reino Unido.

Isso significa que há pouco espaço "para criar consensos", afirma. "E a presença do Brasil não mudará esse quadro de fragmentação geral", diz.

Esta é a décima vez que Lula participa do fórum anual do G7, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A UE participa como membro institucional.

Além do Brasil, estão entre os convidados extras deste ano Ucrânia, Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse contexto, as pautas de interesse imediato do Brasil com os EUA podem ficar em segundo plano, segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil.

Para Lauren Sukin, da Universidade de Oxford, um encontro com Lula provavelmente não está na lista de prioridades de Trump no fórum.

"Mas a administração Trump nem sempre planeja essas cúpulas com a mesma precisão que administrações anteriores, então ainda pode ter algum espaço sobrando na agenda, a depender de como a cúpula se desenrola", afirma.

Por outro lado, afirma a especialista americana, a administração americana tem atuado para reduzir a dependência de outros países da China e o tema pode ser uma forma de atrair a atenção de Trump.

"Assim, é possível que o Brasil, ao destacar, por exemplo, suas vantagens em minerais críticos ou novas oportunidades de investimento, se torne atraente para o governo Trump, principalmente se os temas forem apresentados como uma forma de se desvincular da China", diz.

Uma fonte no Ministério de Relações Exteriores afirma ainda que não há espaço em uma cúpula do G7 para discutir temas específicos da relação Brasília e Washington, como as ameaças de taxação e a designação de organizações criminosas como terroristas.

Ainda segundo esse interlocutor, que pediu para não ser identificado, essa nunca foi a expectativa do governo brasileiro em Évian.

Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul em janeiro de 2026 — Foto: AFP via Getty Images

Já uma discussão sobre o veto à carne brasileira pela UE poderia ser abordada na reunião com os representantes de Bruxelas.

Os especialistas ouvidos pela reportagem afirmam, porém, que um avanço ainda é improvável neste momento.

"Acho pouco provável que possa haver uma reversão rápida" da medida, avalia Oliver Stuenkel.

A decisão europeia de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil foi oficializada na semana passada. Segundo a Comissão Europeia, o país não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

"Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou antes do evento o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que acompanha diretamente as tratativas.

Para Oliver Stuenkel, é comum que decisões como a da UE sejam tomadas após um grande acordo comercial — como o que entrou em vigor de forma provisória entre o bloco e o Mercosul em maio —, como uma forma de defender os produtores locais.

"[O acordo] foi uma grande derrota para a agricultura europeia", diz o pesquisador da Universidade Harvard. "O veto é uma espécie de reação política para abafar essa mobilização."

Mas ainda que Lula volte ao Brasil sem um encontro cara a cara com Trump ou representantes da União Europeia durante o G7, isso não significa necessariamente que a viagem para o fórum tenha sido um desperdício de tempo, apontam os analistas ouvidos pela reportagem

"Há outros espaços possíveis de reivindicações e de negociação que extrapolam a relação com os EUA e isto pode ser muito positivo, na verdade", diz Clarissa Forner, da UERJ. "Explorar essas outras alternativas me parece ser parte importante do cálculo da delegação brasileira."

"No caso dos EUA, me parece menos provável que haja avanços significativos, neste momento, mas um possível encontro bilateral entre os presidentes ou os contatos entre delegações podem abrir margem para outras negociações futuras, especialmente no campo tarifário."

Lula já tem reuniões bilaterais costuradas com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o primeiro-ministro do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi. Ambas devem acontecer ainda na tarde desta terça, no horário local.

Também hoje, o presidente brasileiro discursa durante uma sessão sobre solidariedade internacional aos países em desenvolvimento.

A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade.

Na quarta-feira (17/06), em outra sessão de líderes, Lula participa de sessão sobre crescimento econômico equilibrado, na qual deve defender a necessidade de reforma da governança global, especialmente em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).

A pauta é considerada importante para a diplomacia brasileira e é frequentemente discutida por Lula em fóruns internacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), chegando no hotel onde acontece a cúpula do G7 em Évian-les-Bains — Foto: Getty Images

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA).

Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Arthur Mensch, da Mistral, participam juntamente com outros oito representantes da indústria tecnológica do fórum.

O Brasil tem interesse em influenciar esse debate para garantir que este não seja um tópico dominado pelos países do Norte Global e pela China, aponta Oliver Stuenkel. O governo Lula também tem demandado maior regulação da atuação de empresas do setor tecnológico.

Segundo fontes do Ministério de Relações Exteriores, há um desejo de apresentar os avanços do Brasil na área, com alterações promovidas no Marco Civil da Internet, como exemplo para o resto do mundo.

A Presidência francesa também espera assinar, ao final do fórum em Évian, um entendimento sobre a diversificação das cadeias de minerais críticos.

O Brasil já vem discutindo com lideranças estrangeiras a questão da industrialização do setor, como uma forma de garantir mais investimentos para que o país não seja apenas exportador e a matéria prima vendida ganhe mais valor agregado.

Mas uma fonte no Itamaraty afirmou que os rascunhos do documento apresentados até o momento podem não se alinhar totalmente com a visão brasileira sobre o formato de cooperação internacional na área.

Não há ainda, no entanto, uma decisão final do governo Lula sobre a possibilidade de endossamento do texto.

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Leilões de propriedades rurais disparam no Brasil com aumento da inadimplência no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 05:49

Agro Leilões de propriedades rurais disparam no Brasil com aumento da inadimplência no campo Número de imóveis levados a leilão cresce com aumento das dívidas de produtores, pressionados por juros altos, queda nos preços de grãos e eventos climáticos. Por Reuters

Os leilões de propriedades rurais retomadas por credores estão crescendo rapidamente em todo o Brasil, segundo dados compilados para a Reuters, à medida que a inadimplência no campo chegou a quase um quinto dos empréstimos em circulação.

A queda nos preços dos grãos, os juros elevados e o aumento dos custos dos insumos, somados aos impactos de um clima cada vez mais imprevisível, têm levado a falências e à perda de propriedades rurais no país, disseram produtores e analistas à Reuters.

Para agravar a situação, agricultores brasileiros se preparam para a possível ocorrência de um “super El Niño”, que pode prejudicar a produtividade das safras e reduzir ainda mais a renda no campo.

Além disso, a alta nos preços dos fertilizantes durante a guerra no Irã levou muitos agricultores a reduzir os planos de novos plantios.

O Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados pela inadimplência, após as enchentes catastróficas de 2024, associadas ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, segundo estudo publicado em janeiro na revista “NPJ Natural Hazards”, da editora Nature.

As dívidas com problemas de pagamento no crédito rural mais que quadruplicaram em dois anos, chegando a R$ 171,2 bilhões no início deste ano, segundo dados do Banco Central. Já a parcela de empréstimos em atraso no crédito rural subiu para 19,6%, ante 5,5% dois anos antes.

"Este momento de endividamento no campo é um momento extremamente delicado", disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura do Brasil, Guilherme Campos, à Reuters.

Os credores têm intensificado a execução de garantias e tomado mais terras agrícolas em caso de inadimplência, o que elevou o número de propriedades levadas a leilão, segundo dados do site Leilão Imóvel obtidos pela Reuters.

O volume desses leilões chegou a 14.219 propriedades rurais em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

As propriedades retomadas e leiloadas por meio de processos extrajudiciais — mais rápidos — quase dobraram, chegando a 2.398 no ano passado.

O Leilão Imóvel passou a acompanhar cerca de 7% mais leiloeiras em 2025, o que significa que os dados não são totalmente comparáveis, explicou o cofundador André Figueiredo, à Reuters.

Ainda assim, as maiores leiloeiras compartilham dados desde 2019, o que indica uma tendência clara de piora nas condições financeiras dos produtores, afirmou.

"O volume de imóveis rurais aumentou bastante", disse ele, acrescentando que as regiões voltadas para a produção de soja e outros grãos foram as mais afetadas.

Os pedidos de recuperação judicial do setor agrícola cresceram 56% em 2025, após mais que dobrarem em 2024, segundo dados da Serasa Experian.

Os produtores ainda enfrentam dificuldades para se recuperar de uma série de choques recentes, disse o responsável pelo setor de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, à Reuters.

Segundo ele, fatores como o clima adverso, a queda nos preços das exportações agrícolas — especialmente da soja — e a taxa básica de juros, que subiu de 2% para 15% em cinco anos, têm dificultado o pagamento das dívidas.

"A perspectiva para frente não é boa", acrescentou ele. "Os juros ficaram muito altos e não sabe onde vão ficar os preços das commodities. A chance de choques por problemas climáticos é muito alta."

Um agricultor do Rio Grande do Sul, que pediu para não ser identificado, afirmou que tem dificuldade para lidar com juros “impagáveis” após perdas causadas por eventos climáticos extremos. Segundo ele, um credor já tomou posse de mais da metade da fazenda da família.

"A mudança climática, ela é expressiva, ela é evidente. Nós não estamos conseguindo produzir uma hora por muita chuva e outra hora por muito sol. Então eu te digo assim: o fator clima é o fator que nos colocou nessa posição."

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Único brasileiro inscrito em audiência sobre tarifaço defende PIX e cobra debate técnico: ‘Temos que sair da retórica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

Gustavo Pessoa, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro — Foto: Arquivo pessoal

Até agora, somente um brasileiro se inscreveu para participar da audiência pública que pode influenciar os próximos rumos da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Gustavo Pessoa é professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro.

A audiência está prevista para 6 de julho e antecede a decisão final do governo dos EUA sobre possíveis medidas comerciais. Empresas, associações, governos e outros interessados poderão apresentar seus posicionamentos.

O processo é conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que investiga práticas relacionadas a produtos brasileiros e ainda está na fase de coleta de informações.

A investigação abrange diferentes temas, entre eles o desmatamento ilegal, a pirataria, falhas na aplicação de leis anticorrupção e o PIX — sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central que passou a ocupar papel central na apuração.

⚖️ As inscrições seguem abertas até 22 de junho. As manifestações enviadas passam a integrar oficialmente o processo e podem influenciar os próximos desdobramentos da investigação.

Pessoa afirma que decidiu se inscrever porque considera que o debate sobre o PIX deixou de tratar apenas de um meio de pagamento e passou a envolver a infraestrutura do sistema financeiro. Para ele, o processo exige explicações técnicas e espaço para diferentes pontos de vista.

"É importante que aparecesse alguém de forma independente para tentar explicar isso de uma forma um pouco melhor e até apontar uma forma de resolver a questão no campo técnico."

Em entrevista ao g1, o economista comenta os questionamentos dos EUA sobre o PIX, discute o papel do BC como regulador e operador do sistema e afirma que transparência e diálogo institucional podem ser mais eficazes do que medidas comerciais amplas.

g1 – Você pediu para participar da audiência pública da USTR em um momento em que há poucas inscrições. O que motivou essa iniciativa e que contribuição acredita poder levar ao debate?

Gustavo Pessoa: Sou professor de Economia na FGV e pesquiso falhas sistêmicas no sistema financeiro. Então, é um tema que já venho pesquisando há bastante tempo. E essa questão do PIX é muito sensível porque, se analisarmos hoje, mais de 54% de todas as transações no Brasil são realizadas via PIX. Então, a discussão deixou de ser apenas uma questão de meio de pagamento e virou uma questão de infraestrutura.

E tudo o que se refere à infraestrutura, com mais da metade de todos os processamentos passando por ele, cria uma questão de potencial risco sistêmico. Hoje, o PIX transaciona mais de duas vezes o PIB do Brasil — estamos falando de algo em torno de R$ 25 trilhões por ano, o que faz dele uma ferramenta importantíssima.

A segunda questão é que pode existir um conflito de interesse entre o Banco Central, que é o regulador, e também o provedor desse serviço. É claro que essa investigação é muito mais ampla do que apenas a questão do PIX. Ela envolve práticas comerciais, a questão do etanol e outros temas, mas eu tenho certeza de que o cerne de tudo é a questão do PIX.

Eu quis me inscrever nesse processo para trazer uma visão mais técnica e independente, porque sabemos que grande parte da discussão é uma questão política entre governos. Então, é importante que apareça alguém de forma independente para tentar explicar isso um pouco melhor e até apontar uma forma de resolver a questão no campo técnico.

g1 – Um dos principais questionamentos da USTR é o fato de o Banco Central atuar, ao mesmo tempo, como regulador e operador do PIX. Quais seriam os possíveis problemas dessa estrutura e até que ponto essa preocupação é legítima?

Existe uma problemática porque o Banco Central está adquirindo uma nova função que não tinha. Até então, tinha o papel de regular as instituições financeiras. Agora, a partir do momento em que oferece um serviço diretamente aos cidadãos, acaba sendo uma espécie de concorrência para outros meios de pagamento e outras instituições financeiras.

Então, a partir do momento em que oferece um novo serviço, ele também tem que dar a mesma transparência que outro operador daria. O que seria isso? Espaço para a competição, mais transparência e um certo backup contra falhas. Então, ele tem que dar certos resguardos que até então não precisava oferecer, mas isso ocorre porque assumiu uma nova função perante a sociedade.

Eu acredito que eles tenham tudo isso para fazer. É questão, claro, de se organizar e mostrar que existe uma governança para ofertar esse novo serviço. Mas também é importante que haja transparência e que se mostre toda essa capacidade de operacionalizar o sistema.

g1 – No documento de inscrição, você propõe a criação de um "teste de neutralidade para pagamentos digitais". O que significa neutralidade nesse contexto e como esse teste poderia ser aplicado, na prática, para avaliar um sistema como o PIX?

Sim. Inclusive, nos documentos que anexo a esse processo, eu falo que a gente deveria instituir um sistema de teste de neutralidade. Basicamente, seria testar cinco questões.

Uma delas seria em relação ao acesso: testar se todas as empresas, sejam brasileiras, norte-americanas ou de outros países, têm acesso a esse meio de pagamento, o PIX. Então, verifica-se se o acesso é igual para todas as empresas ou se existe alguma discriminação.

A outra questão é a interoperabilidade [capacidade de diferentes sistemas e plataformas trocarem informações e funcionarem entre si]. Então, vê-se a questão técnica: se as APIs funcionam tanto para o PIX quanto para o cartão de crédito, se atendem aos requisitos de cibersegurança e tudo mais.

Outra questão é a transparência, verificando se regras relacionadas a taxas, supervisão e padrões de aplicação funcionam da mesma maneira.

Outra é em relação aos dados, porque hoje quem cuida dos dados do PIX é o Banco Central. No caso do cartão de crédito, são as operadoras. Elas seguem uma série de regulamentações e normas para garantir a proteção desses dados. Então, também é importante mostrar isso.

E a última questão é a integridade dos dados, envolvendo suporte, prevenção à lavagem de dinheiro, o "conheça seu cliente" e a parte de compliance.

Então, tudo aquilo que o Banco Central exige das operadoras de cartão de crédito, débito etc., será que ele também faz com o PIX? É importante dar mais clareza sobre isso para o público em geral.

g1 – Você argumenta que medidas específicas seriam mais eficazes do que tarifas amplas para lidar com preocupações relacionadas aos pagamentos digitais. Que tipo de compromisso regulatório ou institucional poderia responder às preocupações dos EUA sem comprometer os benefícios do PIX?

Quando você lê o processo, ele parece sério e apresenta hipóteses válidas, mas eles estão esperando respostas.

É claro que é uma questão muito ampla, mas o processo dá espaço ao direito de defesa. Então, eu acredito que, apresentando essas respostas e mostrando como o BC tem compromisso com a transparência, com a integração de outros sistemas e com a não discriminação de participantes, isso seria muito bem recebido.

E, claro, eu acho que deve ser criado um fórum de comunicação mais claro envolvendo o Banco Central, o Ministério da Fazenda e o Departamento de Comércio dos EUA, porque isso envolve questões muito maiores.

g1 – O PIX costuma ser comparado ao UPI, da Índia, que movimenta um volume ainda maior de transações. Na sua avaliação, por que o sistema brasileiro acabou se tornando alvo dessa investigação dos EUA?

O nosso sistema bancário é muito diferente. A nossa realidade social também é muito diferente. E o sucesso do PIX é muito maior. O Brasil tem uma conexão maior com os outros países da América Latina porque é um líder regional e consegue dialogar com esses países.

Então, me parece que é muito mais uma questão geopolítica e geoestratégica do que qualquer outra coisa. A atenção se voltou para o PIX porque somos a nação mais parecida com os EUA em meios de pagamento, em termos de sociedade e de mercado. Então, eles conseguem nos comparar com eles, algo que não conseguem fazer da mesma forma com a Índia ou a China.

g1 – O que você espera dessa audiência? Acredita que haverá espaço para que contribuições técnicas, como a sua, sejam consideradas pelas autoridades americanas?

Como pesquisador e professor, a gente sempre tenta falar aquilo que estudou e o que considera correto. Agora, se o outro lado vai compreender ou abrir espaço, é outra questão. A gente fica com o dever de expor aquilo que nos parece minimamente plausível. Caso aconteça alguma coisa e eu seja chamado para o "hearing", vou com o maior prazer e vou me colocar à disposição.

A questão que me fica é que a gente tem que seguir todos os protocolos, mesmo que eles pareçam inertes. Caso a gente não faça uma defesa, podemos ser acusados de não ter nos defendido. Abriu-se uma investigação, esperou-se uma resposta e não houve uma defesa. Esse tipo de coisa não pode acontecer.

Bem ou mal, nós temos instituições muito sólidas, um Itamaraty muito qualificado e um Ministério da Fazenda com ótimos servidores. Então, é importante utilizar todo o espaço oficial que a gente tenha. Porque, se ficarmos dependendo apenas de conversas não oficiais, de pronunciamentos e tudo mais, podemos perder oportunidades de mostrar substância de verdade. Nós temos um trabalho técnico e documentos para apresentar. Não é só achismo.

Então, temos que sair da retórica e partir realmente para o posicionamento. Se isso vai dar certo ou não, é outra questão. Mas é importante mostrar substância em todos os canais oficiais que tenhamos disponíveis.

Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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A ‘guerra silenciosa’ entre China e Panamá por controle de portos no Canal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 04:45

Mundo A 'guerra silenciosa' entre China e Panamá por controle de portos no Canal A China aumentou significativamente as retenções de navios com bandeira panamenha em portos chineses após uma decisão desfavorável a uma empresa que administrava dois importantes portos do Canal do Panamá. Por BBC

A 'guerra silenciosa' entre China e Panamá por controle de portos no Canal — Foto: Getty Images via BBC

A história da empresa CK Hutchison Holdings e do Panamá se transformou em um dos maiores conflitos geopolíticos ligados ao Canal do Panamá nos últimos anos.

O embate envolve duas superpotências, Estados Unidos e China, uma hidrovia por onde passa até 6% do comércio mundial e alguns dos mais importantes operadores portuários do planeta.

E a exclusão dessa empresa chinesa sediada em Hong Kong da administração de dois portos provocou o que parece ser uma dura punição por parte de Pequim, em meio à crescente disputa por influência entre Estados Unidos e China na América Latina.

"Desde 8 de março de 2026, e ainda hoje, a China vem retendo navios mercantes de bandeira panamenha em um ritmo sem precedentes, justificando a medida como inspeções do Estado do porto", explica a Ambrey Analytics, divisão de inteligência da empresa britânica de segurança marítima Ambrey.

Somente em abril, a China reteve 136 embarcações registradas sob bandeira panamenha, número 6,4 vezes superior à média de 2025. Em março, foram 96 navios, cerca de 74% de todas as retenções realizadas pela China naquele mês. Somando todas as embarcações imobilizadas desde o início do ano, o total chega a 272.

"As retenções são justificadas por deficiências técnicas e costumam durar entre um e cinco dias, mas interrompem escalas e aumentam os custos", explica a empresa de análise.

A situação coincide com uma decisão da Suprema Corte do Panamá que retirou da CK Hutchison a concessão de dois terminais de contêineres no Canal do Panamá.

Um deles é o porto de Balboa, o segundo mais movimentado do país em volume de contêineres. O outro é o porto de Cristóbal. Ambos ficam em áreas adjacentes ao canal.

Por sua localização estratégica, em cada extremidade das entradas do canal pelo Pacífico e pelo Atlântico, esses dois portos despertavam especial preocupação na administração Trump, que transformou o tema em prioridade de sua agenda logo após assumir a Casa Branca.

A pressão americana atingiu seu ponto máximo quando Trump ameaçou o governo panamenho com retomar à força o controle do canal — administrado pelo país centro-americano desde 1999 — alegando interferência chinesa.

Não há evidências públicas de que o governo chinês exerça qualquer controle sobre o canal. No entanto, empresas chinesas têm presença significativa na região e, ao longo dos anos, realizaram investimentos relevantes na hidrovia e em sua infraestrutura.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou repetidamente que não existe "absolutamente nenhuma interferência chinesa" no canal.

Mas, no fim de janeiro, a Suprema Corte panamenha declarou inconstitucional a concessão de 1997 — e sua renovação em 2021 — que permitia à Panama Ports Company, subsidiária da CK Hutchison, operar os terminais.

As autoridades da China e de Hong Kong manifestaram oposição à decisão e a classificaram como um "ato de má-fé".

Já a CK Hutchison, que administrou os portos durante quase 30 anos, acusou as autoridades panamenhas de confiscarem ilegalmente seus ativos e iniciou uma arbitragem internacional contra o país, reivindicando uma indenização superior a US$ 2 bilhões por perdas e danos.

Pequim argumenta que a decisão da Justiça panamenha foi motivada pela pressão dos Estados Unidos, e não por um processo judicial independente.

Enquanto isso, a Autoridade Portuária Nacional do Panamá assumiu o controle dos dois portos, e as represálias chinesas começaram do outro lado do mundo.

A punição a navios panamenhos que chegam a portos chineses é o estágio mais recente de uma escalada de tensões entre China e Estados Unidos, intensificada por disputas sobre infraestrutura portuária estratégica e o controle de rotas comerciais fundamentais.

"Por meio dessas detenções em massa de navios de bandeira panamenha, Pequim está enviando uma mensagem direta e prática: decisões que afetem os interesses de empresas chinesas ou ligadas a Hong Kong terão um custo tangível e imediato", afirmou à BBC News Mundo Alicia García-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do banco de investimentos Natixis e pesquisadora sênior do centro de estudos europeu Bruegel.

Para García-Herrero, as retenções vão muito além da burocracia portuária. Elas representam uma forma de pressão econômica assimétrica destinada a gerar atrasos, custos e transtornos reais ao comércio marítimo.

"O objetivo é dissuadir outros países de adotarem medidas semelhantes e lembrar que Pequim reage quando considera que seus 'direitos legítimos' foram violados", afirma.

A construção do canal foi concluída em 1914 e ele permaneceu sob controle dos Estados Unidos até 1977 — Foto: Getty Images via BBC

Evan Ellis, professor e pesquisador de estudos latino-americanos do Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos, concorda.

"Parece bastante evidente que o assédio chinês a navios de bandeira panamenha faz parte de uma mensagem mais ampla que a China está enviando ao governo do Panamá, assim como a outros governos, sobre o preço de não cooperar com Pequim ou de adotar medidas que prejudiquem suas empresas", diz.

"A atuação da China neste caso específico parece um pouco mais explícita e abrangente do que vimos em respostas a ações de outros governos", acrescenta o analista.

O aumento das retenções faz parte de uma resposta chinesa mais ampla, que também inclui a suspensão dos serviços de contêineres da COSCO em Balboa, a convocação de executivos da Maersk e da MSC — as duas maiores empresas de transporte marítimo do mundo — para reuniões em Pequim, além da paralisação de novos investimentos chineses no Panamá.

"Há tentativas documentadas de pressionar a Maersk e a Mediterranean Shipping Company para que suas subsidiárias não aceitem os contratos concedidos para as operações temporárias dos portos que estão sendo retirados da Hutchison", afirma Ellis.

A BBC News Mundo entrou em contato com o Conselho de Estado da República Popular da China e com a embaixada chinesa em Londres para conhecer sua posição sobre o tema, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem.

A razão para essa ofensiva chinesa em diversas frentes é que o Canal do Panamá representa um ponto crítico na estratégia marítima do gigante asiático, conectando dois oceanos e servindo como porta de entrada privilegiada para a América Latina.

"Os terminais de Balboa e Cristóbal eram peças importantes da rede global de portos que Pequim construiu para garantir rotas de abastecimento, reduzir a dependência de pontos controlados por terceiros e ampliar sua influência comercial no Hemisfério Ocidental", explica García-Herrero.

Por isso, perder o controle operacional desses terminais representa um revés para sua capacidade logística e de projeção econômica em uma área que Washington historicamente considera parte de sua esfera de influência.

Shengyu Wang, pesquisador assistente do Centro de Análise da China do Instituto de Política da Sociedade Asiática, que conversou com a BBC, lembra que os interesses empresariais chineses e o Estado chinês nem sempre atuam como um único ator.

Por isso, ele acredita que as represálias chinesas também podem ter como alvo a própria CK Hutchison Holdings.

Em março de 2025, a empresa anunciou um acordo para vender a maior parte de seu negócio portuário global — incluindo os portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá — a um consórcio liderado pela BlackRock e pela MSC por cerca de US$ 20 bilhões, algo que pode ter desagradado Pequim.

"A tentativa de vender esses ativos portuários pode ter criado um problema para o governo chinês. Na visão de Pequim, o fato de uma empresa ligada à China vender ativos portuários estratégicos sem consultar as autoridades pode ser interpretado como um desafio ao Estado", afirma o analista.

O Canal do Panamá é importante para a China porque representa um ponto estratégico do comércio mundial — Foto: Getty Images via BBC

"Ela também pode refletir o esforço de Pequim para disciplinar empresas ligadas à China e demonstrar que acordos estratégicos de infraestrutura não podem ser desfeitos de uma maneira que prejudique o Estado chinês", acrescenta.

As retenções de navios também provocaram forte insatisfação nos Estados Unidos, já que embarcações de bandeira panamenha transportam uma parcela significativa da carga conteinerizada americana.

Por isso, "essas ações podem acarretar consequências comerciais e estratégicas importantes para o transporte marítimo dos Estados Unidos", afirmou a Comissão Marítima Federal americana em comunicado.

O fato é que ainda não ocorreu uma mudança em massa de registros de embarcações para fora do Panamá.

A maioria dos navios mercantes que utilizam a bandeira panamenha pertence a armadores estrangeiros que buscam evitar regulamentações marítimas mais rígidas impostas por seus próprios países.

O Panamá opera um sistema conhecido como registro aberto. Sua bandeira oferece vantagens como processos de registro mais simples — muitas vezes feitos online — e a possibilidade de contratar mão de obra estrangeira mais barata.

No entanto, a Ambrey Analytics afirma que empresas chinesas de leasing marítimo estão exigindo que armadores transfiram seus registros para outros países, deixando de usar a bandeira panamenha, como condição para financiar a construção de novos navios. Isso poderá gerar impactos de longo prazo para o registro naval panamenho.

"Tudo isso se encaixa em um padrão mais amplo de coerção chinesa discreta que vem se desenvolvendo há anos e que possivelmente é até mais agressiva do que a pressão normalmente exercida pelos Estados Unidos", afirma Ellis.

O analista argumenta que a China costuma preferir mecanismos indiretos de pressão em vez de sanções comerciais formais.

Como exemplo, ele cita a suspensão das compras de óleo de soja da Argentina após ações antidumping movidas contra empresas chinesas pelo Congresso argentino em 2010.

"Ou as ameaças contra a Guiana quando seu governo cogitava permitir que Taiwan abrisse um escritório de representação comercial no país sul-americano em 2020, bem como a suspensão das compras de castanhas e outros produtos da Guatemala quando o presidente eleito Bernardo Arévalo declarou que pretendia manter a cooperação com Taiwan", lembra.

A China alegou problemas fitossanitários para interromper as importações desses produtos, em "um lembrete sutil do poder da China de deixar de comprar produtos estratégicos", conclui Ellis.

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Após campanha associada a massacre, Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Após campanha associada a massacre, Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários Empresa pediu desculpas após campanha ser acusada de fazer referência a episódio da ditadura militar sul-coreana e determinou treinamento obrigatório. Por Associated Press

Starbucks demite CEO na Coreia do Sul e dá aulas de história a funcionários — Foto: AP Photo/Lee Jin-man

A operação da Starbucks na Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira (15) que fechará todas as lojas do país mais cedo no dia 22 de junho para realizar um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social.

A medida ocorre após uma forte reação negativa a uma campanha de marketing amplamente interpretada como ofensiva às vítimas de uma repressão militar contra manifestantes pró-democracia em 1980.

O grupo Shinsegae, que detém 67,5% da Starbucks Korea, informou que executivos e funcionários da sede participarão de um treinamento conduzido por professores de história e sociologia. Já as unidades em todo o país fecharão às 15h na próxima segunda-feira (22), para que os colaboradores possam assistir à gravação da sessão.

A crise começou quando a rede tentou promover uma linha de copos térmicos de aço inoxidável chamada “SS Tank”, declarando o dia 18 de maio como “Tank Day”. A data marca o aniversário do levante pró-democracia de 1980 na cidade de Gwangju, no sul do país, que foi violentamente reprimido pelo governo militar da época, com uso de tropas, tanques e helicópteros, deixando centenas de mortos e feridos.

A campanha gerou ainda mais indignação ao usar o slogan “Bata na mesa!”, interpretação associada a uma declaração policial de 1987 que tentou encobrir a morte por tortura do estudante ativista Park Jong-chol. Na ocasião, autoridades afirmaram falsamente que ele teria morrido após investigadores “baterem na mesa”.

Diante da reação imediata do público, o grupo Shinsegae cancelou a campanha em poucas horas e demitiu o CEO da Starbucks Korea.

O presidente do grupo, Chung Yong-jin, fez um pedido de desculpas em rede nacional, enquanto a polícia abriu uma investigação após denúncias de familiares das vítimas do massacre de Gwangju. Chung também participará de um treinamento separado com executivos das empresas do grupo, previsto para 24 de junho.

Chung Yong-jin, presidente do Grupo Shinsegae, curva-se em sinal de desculpas em Seul, Coreia do Sul, na terça-feira, 26 de maio de 2026 — Foto: AP/Lee Jin-ma

Segundo a empresa, a decisão de fechar todas as lojas mais cedo, pela primeira vez desde a chegada da Starbucks ao país em 1999, e promover o treinamento em larga escala demonstra a seriedade com que o grupo encara a controvérsia e sua intenção de evitar novos episódios semelhantes.

A repressão em Gwangju ocorreu meses após o general Chun Doo-hwan assumir o poder em um golpe no fim de 1979.

Registros oficiais apontam cerca de 200 mortos, embora ativistas afirmem que o número real seja muito maior. O governo também prendeu dezenas de milhares de pessoas, sob a alegação de combater distúrbios sociais.

A indignação popular com a ditadura de Chun levou a grandes protestos nacionais em 1987, forçando a adoção de eleições presidenciais diretas, marco considerado o início da transição democrática da Coreia do Sul.

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Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 03:46

Trabalho e Carreira Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais Especialistas explicam como o cérebro reage à pressão e o que trabalhadores podem aprender com os métodos usados no esporte de alto rendimento. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, jogadores e o técnico Carlo Ancelotti apontaram a ansiedade como um dos principais fatores para o desempenho abaixo do esperado da Seleção.

“Um pouco de ansiedade, acho que sim. Na primeira etapa, eles saíam da pressão e faziam transições perigosas. Podíamos ter mais controle”, afirmou Ancelotti.

Além do treinador, os laterais Danilo e Ibañez também citaram a ansiedade como complicador da performance da seleção na estreia. Em competições de alto nível, fatores emocionais podem influenciar tomada de decisão, concentração e rendimento.

Na Copa do Mundo, a pressão não aparece apenas quando as partidas começam. Ela iniciam antes da estreia, atravessa treinos, disputas por convocação e acompanha os atletas até nos momentos em que ninguém está olhando.

👷 A sensação constante de avaliação, a necessidade de entregar resultados rapidamente, o medo de falhar, a comparação permanente e a dificuldade de "desligar" da performance também faz parte da rotina de milhões de profissionais fora dos estádios.

Mas, embora os desafios tenham se tornado cada vez mais parecidos, a forma de lidar com eles segue caminhos diferentes.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, no esporte de elite a preparação psicológica deixou de ser um complemento e passou a integrar a rotina de treinamento dos atletas, sendo tratada como parte estratégica do desempenho.

Já nas empresas, a saúde emocional ainda costuma aparecer como uma resposta tardia, geralmente quando o desgaste já se tornou um problema.

A própria atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em 26 de maio, reflete uma tentativa de mudar essa lógica ao exigir que as empresas identifiquem, previnam e gerenciem riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como sobrecarga, assédio e pressão excessiva.

Esse descompasso ajuda a explicar por que a pressão contemporânea tem produzido efeitos cada vez mais concretos.

Um levantamento global Work Relationship Index, da HP, mostra que apenas 29% dos profissionais estão na chamada “Zona Saudável” de trabalho, enquanto 34% já se encontram na “Zona Crítica”, faixa associada a desgaste emocional significativo.

O estudo também classifica os profissionais em "Zona de Atenção", que representa um estágio intermediário, marcado por sinais iniciais de alerta e desgaste.

O estudo ouviu 18,2 mil profissionais de 14 países, incluindo o Brasil, onde 71% afirmam que as exigências no trabalho aumentaram no último ano.

O cenário também aparece nas estatísticas oficiais. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil concessões de benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social. Ansiedade, depressão e reações ao estresse grave lideram os afastamentos.

O jogador Fernandinho, do Brasil, se lamenta após o terceiro gol da Alemanha, marcado por Toni Kroosduring, durante a semifinal da Copa do Mundo em Belo Horizonte. Os alemães venceram por 7×1 e se classificaram para a final — Foto: Natacha Pisarenko/AP/Arquivo

Para o pesquisador da USP Gustavo Drago, que participou da preparação de atletas olímpicos em Pequim, Londres e Rio, o ponto de interseção entre esporte e trabalho está justamente na natureza da pressão e na forma como ela é percebida.

Ao acompanhar atletas de 16 modalidades, ele observou que pessoas submetidas exatamente às mesmas condições reagiam de maneiras completamente diferentes, do ponto de vista fisiológico, emocional e comportamental.

⚽ Um dos exemplos mais claros aparece na comparação entre competir “em casa” e “fora de casa”.

Para alguns atletas, o ambiente adverso era interpretado como uma ameaça. Essa percepção gerava uma resposta biológica mensurável, com aumento do cortisol, alterações no sistema imunológico e comportamentos mais hesitantes, como menor intensidade física e decisões menos assertivas.Outros reagiam de forma oposta. Diante da mesma pressão, encaravam o contexto como um estímulo, o que estava associado ao aumento da testosterona livre, maior intensidade e respostas mais competitivas.

Esse princípio está diretamente ligado ao conceito de "cérebro preditivo", segundo o qual o cérebro não reage apenas ao ambiente, mas às previsões que faz sobre ele. A lógica, segundo Drago, ajuda a entender por que ambientes corporativos semelhantes podem gerar experiências tão diferentes entre profissionais.

Duas pessoas podem trabalhar sob a mesma meta, na mesma equipe e com o mesmo gestor, mas, enquanto uma mantém estabilidade emocional, a outra entra em estado contínuo de alerta, explica o pesquisador.

Quando o cérebro interpreta o ambiente como uma ameaça constante, ele desloca recursos mentais para a autoproteção, explica o pesquisador. A atenção deixa de estar totalmente voltada à tarefa e passa a ser dividida com pensamentos de erro, julgamento, rejeição ou medo de perda de espaço.

⚠️ Na prática, isso reduz a criatividade, prejudica a tomada de decisão, aumenta a ansiedade e favorece comportamentos defensivos, como procrastinação, perfeccionismo excessivo e dificuldade de inovar.

No esporte, esse mecanismo pode fazer um atleta hesitar em um momento decisivo. No trabalho, pode se traduzir em profissionais tecnicamente capazes que não conseguem performar sob pressão.

Para Drago, esse é um dos pontos mais críticos do ambiente corporativo atual: a permanência prolongada em estado de alerta.

"O cérebro humano interpreta a insegurança constante como ameaça, e isso compromete diretamente a performance", afirma.

O sócio-líder de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, observa que essa dinâmica é reforçada por estruturas organizacionais que intensificam a avaliação contínua e metas de curto prazo.

“Tanto no esporte quanto no ambiente corporativo existe uma combinação de pressão por desempenho e sensação constante de avaliação”, afirma.

Segundo ele, o problema se agrava em culturas nas quais o erro é tratado como falha de caráter, e não como parte do processo de aprendizagem, o que amplifica o medo, a autocobrança e a insegurança.

🤳Essa pressão ganhou novas camadas com a hiperconectividade, segundo Brehmer. Se antes havia uma separação mais clara entre momentos de cobrança e de descanso, hoje a avaliação parece permanente.

Atletas convivem com julgamento em tempo real nas redes sociais. Profissionais lidam com métricas constantes, exposição digital e comparação contínua em plataformas profissionais.

E é exatamente nesse ponto que o esporte se distancia, não pela ausência de pressão, mas pela existência de preparo.

➡️ No alto rendimento, não se espera que o atleta apenas “aguente” a pressão. Ele é treinado para lidar com ela antes mesmo de ela ocorrer.

Existe uma preparação estruturada que inclui técnicas de visualização, controle emocional, foco atencional e recuperação após o erro. O objetivo é reduzir a imprevisibilidade e tornar situações críticas mais familiares do ponto de vista mental.

➡️ No ambiente corporativo essas estratégias começam a ganhar espaço, mas ainda de forma menos sistemática, afirma Brehmer.

A visualização, por exemplo, permite que o cérebro antecipe cenários e reduza a sensação de ameaça. Ao ensaiar mentalmente uma apresentação ou negociação, o profissional aumenta a previsibilidade e diminui a reatividade.

No esporte, um nadador pode se concentrar no número de braçadas, no ritmo e na respiração. No trabalho, isso significa focar o preparo, a clareza de raciocínio, a qualidade técnica e a execução, e não o julgamento externo ou o medo de falhar.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, esse deslocamento tem efeito direto no cérebro: reduz o estado de ameaça e aumenta a capacidade de concentração e eficiência mental.

Outra semelhança entre o esporte de alto rendimento e o mundo corporativo está na forma como as pessoas lidam com frustrações e expectativas não atendidas.

No esporte, ficar fora de uma convocação pode gerar ruptura emocional após anos de preparação. No trabalho, situações como não conseguir uma promoção ou perder uma oportunidade estratégica produzem impacto semelhante.

🚨 O risco surge quando a frustração deixa de ser interpretada como um episódio e passa a ser incorporada como definição pessoal.

Para os especialistas, essa mudança marca a passagem da frustração saudável para a destrutiva, aquela que afeta a autoestima, aumenta a ansiedade e pode favorecer quadros de adoecimento mental.

No esporte, a convivência com derrotas é parte estruturante da formação. Atletas aprendem desde cedo que perder faz parte do processo e desenvolvem mecanismos para transformar a frustração em adaptação.

“Muitas organizações ainda estão centradas na ideia de sucesso imediato, e não de evolução contínua”, afirma Brehmer.

No esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como pausa improdutiva. Ele faz parte da própria estratégia de desempenho. Monitoramento fisiológico, controle de carga, acompanhamento psicológico e técnicas de recuperação são utilizados justamente para evitar queda de rendimento e burnout.

No ambiente corporativo, porém, ainda predomina a associação entre produtividade e disponibilidade constante.

Hiperconectividade, jornadas extensas e dificuldade de desconexão criam um cenário em que o estado de alerta deixa de ser exceção e passa a ser padrão.

Brehmer defende ainda que 'o cérebro humano não foi feito para operar continuamente sob ameaça".

Os efeitos aparecem de forma progressiva: ansiedade, insônia, queda de concentração, redução da criatividade, exaustão emocional e aumento do risco de burnout.

Além disso, ambientes marcados por insegurança psicológica tendem a reduzir a inovação e a qualidade das decisões, porque os profissionais passam a agir para evitar erros, e não para gerar resultados.

Segundo Drago, uma das principais discussões dos próximos anos será justamente compreender que a performance sustentável não nasce apenas da cobrança. Ela depende de fatores como confiança, autonomia, segurança psicológica e senso de pertencimento.

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