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É #FAKE que 232 empresas ‘fugiram’ do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Fato ou Fake É #FAKE que 232 empresas 'fugiram' do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda Número refere-se ao período de 2007 e 2026. Ao Fato ou Fake, Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmeniu posts que distorcem dados; entenda. Por Redação g1 — g1

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007 — Foto: g1

Circulam nas redes sociais publicações dizendo que mais de 232 empresas "fugiram" do Brasil para o Paraguai durante o atual governo Lula (PT), iniciado em 2023. É #FAKE.

Desde 25 de maio, publicações no X e no Instagram exibem fotos do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e uma caixa de texto sobreposta à imagem que diz: "Mais de 232 empresas já fugiram para o Paraguai, expondo o desastre tributário brasileiro". Em um dos conteúdos com as mesmas alegações, mas feitas em vídeo, o narrador diz: "Para você ter noção, os fornecedores da Nike e da Adidas acabaram de fechar as fábricas no Brasil e instalar no Paraguai. Carstens, até a própria JBS, amiguinha do governo, não conseguiu aguentar aqui. São mais de 232 empresas que saíram com a gestão desastrosa do ministro Fernando Haddad".

Mas isso é enganoso. Dados do governo paraguaio mostram que o número mencionado nas publicações refere-se ao total de empresas brasileiras que passaram a produzir no país vizinho a partir de 2007 (veja detalhes abaixo). Ou seja, o movimento não é restrito à gestão de Haddad, que permaneceu na Fazenda entre 2023 e março de 2026.

As publicações viralizaram após o Poder 360 publicar, em 23 de maio, uma reportagem com o título "Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai". Na primeira frase, o texto menciona o período considerado no levantamento: "O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da Lei de Maquila…".

É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai

Consultada pelo Fato ou Fake por telefone, a Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmentiu que o número seja referente ao período do governo atual:

"Essas 232 empresas brasileiras não chegaram no Paraguai somente dentro do período do atual governo. Nosso levantamento é baseado em dados publicados pelo Ministério da Indústria e Comércio. São 318 indústrias de diferentes nacionalidades com aprovação para operar no regime de Maquila, desde 2007".

Segundo o levantamento com base em dados do governo paraguaio, o pico de pedidos de empresas brasileiras para operar sob o regime da Lei Maquila ocorreu entre 2016 e 2020, período em que 45 projetos foram aprovados. O Brasil é o país com mais empresas no programa, seguido por Argentina, Países Baixos e Estados Unidos.

Segundo informações do site oficial do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, a Lei Maquilla, assinada em 1997, é "um sistema de produção de bens e prestação de serviços cujo objetivo é promover o desenvolvimento industrial, a geração de emprego formal e o aumento das exportações com valor agregado nacional."

Contrato Internacional: "A produção no Paraguai é feita mediante as diretrizes de uma empresa sediada no exterior (chamada de matriz), sob o amparo de um contrato internacional". Foco em Exportação: "Tudo o que é produzido em território paraguaio sob essa modalidade deve ser destinado à exportação para qualquer parte do mundo".Tributo único de 1%: "A taxa de 1% é aplicada sobre o Valor Agregado Nacional (aquilo que foi adicionado em cada etapa da produção ou comercialização de um produto ou serviço) ou sobre o valor total da nota de exportação, dependendo de qual montante for mais alto. O regime também oferece a isenção temporária (suspensão) de tributos alfandegários".

Os incentivos para empresas estrangeiras foram ampliados recentemente com a aprovação da Lei nº 7547/2025, de modo a incluir empresas do setor de serviços. A regulamentação ocorreu em abril deste ano.

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007 — Foto: g1

50 vídeos VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKEAdicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

É #FAKE que 232 empresas ‘fugiram’ do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda

Número refere-se ao período de 2007 e 2026. Ao Fato ou Fake, Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmeniu posts que distorcem dados; entenda.

Há 32 minutos Fato ou Fake É #FAKE que vídeo de dois helicópteros batendo no ar seja de acidente no Rio; imagens são de 2024 na Malásia

Publicação mente ao usar o vídeo de uma colisão entre dois helicópteros na Malásia em 2024 para afirmar que as imagens são do acidente registrado neste domingo (14) no Rio de Janeiro.

Há 2 dias Fato ou Fake É #FAKE vídeo de gatinho flagrando ‘traição’; cena foi gerada com inteligência artificial

Nas imagens, animal abandona caça que daria de presente à ‘namorada’ ao vê-la interagindo com outro. Ferramentas de detecção comprovam que material é sintético. Ao Fato ou Fake, dono de perfil que divulgou conteúdo explicou como criou o registro; entenda.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE que Renata Lo Prete e Haddad brigaram em programa de TV; post usa IA e impulsiona site de investimento de alto risco

Cena feita com inteligência artificial simula confronto entre jornalista e ex-ministro que teria ocorrido no ‘Roda Viva’, da TV Cultura, ou no ‘Que história é essa, Porchat?’, do GNT.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE faixa com ameaça a quem elogiar decisão de Trump sobre PCC e CV; foto original mostra ‘recado do tráfico’ a motociclistas em 2022

Publicações mostram versão adulterada de mensagem divulgada no Espírito Santo que dizia: ‘Proibido tirar de giro e chamar no grau. Sujeito a cacete’. Conteúdo manipulado exibe: ‘Proibido elogiar a decisão do Trump. Não vamos aceitar essas coisas na comunidade, etc.’.

Há 4 dias Fato ou Fake É #FAKE que Vera Magalhães brigou com CEO do BTG no Roda Viva; imagens criadas com IA levam a site de investimento de alto risco

Conteúdos fabricados com inteligência artificial forjam discussão entre jornalista e empresário e induzem usuário a clicar em página que imita site da TV Cultura. Ao Fato ou Fake, Comissão de Valores Mobiliários alerta que plataforma pode levar à perda integral de valores; entenda.

Gravação usou cenas reais antigas, mas manipulou material com IA para atribuir declaração mentirosa ao ex-jogador. Ao Fato ou Fake, diretor do Museu Pelé e autor de livro sobre atleta desmentiram conteúdo; ferramentas de detecção comprovam adulteração.

Há 6 dias G1 Fato ou Fake É #FAKE mensagem em nome do INSS que avisa sobre pendência de prova de vida e tem link para reconhecimento facial

Site criado por golpistas coleta dados pessoais e selfie de vítimas. Ao Fato ou Fake, INSS informa que não solicita esse procedimento por mensagens ou telefone; entenda.

Há 6 dias Fato ou Fake É #FAKE site não oficial que imita página de inscrição do Enem; trata-se de golpe

Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital publicou nota alertando sobre criminosos que roubam dados pessoais e cobram taxa via boleto ou PIX.

Vídeo mostra os animais lado a lado como se fossem uma só criatura foi identificado como conteúdo gerado por IA.

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Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Política Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia Na reunião, líderes se comprometeram a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias bem como interesses exportadores do Brasil, diz Planalto. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Lula com com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (16) na cúpula do G7, na França. Também participou da reunião bilateral o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Eles discutiram sobre a decisão da UE de vetar a exportação da carne brasileira a partir de setembro.

Segundo nota publicada pelo Palácio do Planalto, durante a reunião, os três "definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos".

"Comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia", diz a nota.

No início de junho, a União Europeia publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

🔎 O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político (não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência).

Compõem o grupo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia, que participa das reuniões.

Após o encontro com Úrsula von der Leyen e António Costa, Lula escreveu nas redes sociais que o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão para identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos.

"Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia", escreveu.

Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião.

Antes da chamada "foto de família" da cúpula do G7, em Evián, na França, o presidente Lula se reuniu com a primeira-Ministra do Japão, Takaichi Sanae, sobre o fortalecimento dos laços entre os dois países.

Nas redes sociais, Lula disse que os dois trataram do Marco de Parceria Estratégica entre o Japão e o Mercosul, lançado em dezembro do ano passado, "sob o qual temas como comércio, investimento, e o atual contexto internacional estão sendo discutidos".

"Anunciamos o lançamento das negociações do Acordo de Parceria Econômica entre o MERCOSUL e o Japão na futura 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, a ser realizada em Assunção, no final de junho", escreveu o petista.

Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, as discussões abrangeram "amplo escopo de temas, como comércio e investimento, e o atual contexto internacional".

"Os parceiros também trocaram informações relativas a áreas de interesse e sensibilidades mútuas, que devem ser apropriadamente consideradas. Tendo como base essas discussões e o reconhecimento mútuo da importância estratégica dessa Parceria, o Japão e o Mercosul afirmaram seu interesse em aprofundar os seus laços econômicos e comerciais."

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Por que reabrir do Estreito de Ormuz é mais complexo do que liberar rodovia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%Oferecido por

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 — Foto: Reuters

Apesar da expectativa positiva dos mercados financeiros, a presença de minas navais e a própria fragilidade do acordo entre EUA e Irã indicam que situação deve demorar para retornar ao normal.

Estados Unidos e Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo preliminar para encerrar a guerra entre os dois países. O primeiro ponto destacado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo.

"Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", escreveu o presidente. Os mercados financeiros globais reagiram com entusiasmo ao anúncio.

Mas reabrir uma via marítima como Estreito de Ormuz não é a mesma coisa que reabrir uma rodovia após um acidente. Restaurar o tráfego de petróleo, gás e contêineres no nível pré-guerra por esse importante gargalo logístico enfrenta obstáculos significativos – o maior deles a fragilidade do próprio acordo, cujo texto não foi divulgado.

A agência grega de gestão de riscos marítimos Marisks alertou, nesta segunda-feira, que o acordo deve ser visto como "o início de um processo de desescalada, e não como a restauração imediata das condições normais de comércio".

"Operacionalmente, o setor não está se apressando para retomar as atividades", afirmou o editor-chefe do site especializado em transporte marítimo Lloyd's List, Richard Meade, observando que muitos alertam que a remoção de minas e o retorno ao uso das rotas de trânsito reconhecidas internacionalmente são pré-requisitos para uma navegação segura.

Trump diz que Estreito de Ormuz será totalmente reaberto na sexta-feiraÚnico brasileiro inscrito em audiência sobre tarifaço defende PIX e cobra debate técnico

Se as agressões tanto dos EUA quanto do Irã realmente pararem, o Irã terá primeiramente de localizar e remover as minas navais que instalou durante o conflito para tornar o Estreito de Ormuz novamente transitável.

A maioria delas pode ser localizada rapidamente com o uso de navios varredores de minas convencionais e drones submarinos de última geração. No entanto, algumas podem ter se deslocado ou ser difíceis de encontrar, segundo especialistas marítimos.

A operação de localização e remoção poderia levar de 40 a 50 dias – até muitas empresas de seguros, de transporte marítimo ou petrolíferas se sentirem seguras o suficiente para navegar pela região, de acordo com avaliações de especialistas ocidentais da área de segurança marítima ouvidos pela agência de notícias Reuters.

Já a chefe de análises de energia para o Oriente Médio e Opep+ na Kpler, Amena Bakr, ouvida pela AP, estimou que a remoção de minas levaria seis meses. A Kpler é uma empresa de dados e análises especializada em logística marítima.

Depois disso, observadores independentes precisarão verificar se a via marítima está de fato segura para a navegação.

O ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha vai considerar participar de operações de remoção de minas no Estreito de Ormuz apenas quando ficar claro que os combates cessaram e que tanto os Estados Unidos quanto o Irã apoiam essa missão.

Alemanha, França, Reino Unido e Itália já haviam manifestado disposição para apoiar a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, inclusive por meio de uma missão independente e de caráter estritamente defensivo, voltada para garantir a segurança de navios comerciais e realizar a remoção de minas.

Mesmo após a remoção das minas, as empresas de navegação terão que arcar com custos mais altos do seguro contra riscos de guerra para transitar pelo Estreito de Ormuz até que a confiança seja restaurada.

Atualmente, os valores permanecem extremamente altos, entre 1% e 4% do valor da embarcação por travessia, em comparação com taxas inferiores a 0,1% antes da guerra, segundo o jornal The New York Times.

Para um petroleiro típico de 200 milhões de dólares, isso significa custos adicionais entre 2 milhões e 8 milhões de dólares por travessia, contra menos de 200 mil dólares antes do conflito.

O Lloyd's List citou nesta segunda-feira um analista de riscos de seguros de Singapura, não identificado, que descreveu os valores como "rápidos para subir e lentos para cair".

O chefe global de pesquisa em transporte marítimo da corretora de mercadorias Oil Brokerage Ltd, Anoop Singh, alertou que os proprietários de navios avaliarão os prós e contras com base em sua própria tolerância ao risco.

"Japoneses, coreanos e chineses são menos propensos a assumir riscos elevados, enquanto os gregos têm um apetite diferente. Portanto, podemos ver alguns agentes se preparando para avançar, mas, de modo geral, o restante do mercado ainda busca mais detalhes e garantias antes de prosseguir", disse Singh à agência de notícias Bloomberg.

Mesmo que o estreito esteja totalmente aberto, levará tempo para que os navios-tanque entrem, carreguem e façam a viagem até os países asiáticos, que são os principais clientes do petróleo proveniente de Arábia Saudita, Iraque, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Uma viagem de ida e volta ao Japão pode levar de 45 a 50 dias.

Assim que corredores seguros forem estabelecidos no Estreito de Ormuz, centenas de embarcações comerciais e suas tripulações, retidas por meses no Golfo Pérsico, poderão começar a se mover.

A Bloomberg, que citou a Kpler, noticiou que 300 navios totalmente carregados estão parados no Golfo, enquanto outros 250 estão vazios, aguardando carregamento assim que o estreito for reaberto.

Nas proximidades, no Golfo de Omã, cerca de 300 petroleiros vazios aguardam autorização para entrar no Golfo.

Reunir a tripulação para essas embarcações pode ser outro obstáculo. Estima-se que cerca de 20 mil marinheiros permaneçam a bordo de navios retidos, segundo a Organização Marítima Internacional.

Essa agência da ONU também confirmou que 14 tripulantes foram mortos em ataques, cerca de metade deles da Índia, a terceira maior origem dos marinheiros, depois das Filipinas e da China.

Diante da crescente relutância das tripulações em aceitar deslocamentos para a região do Golfo, a Diretoria Geral de Navegação da Índia ordenou no domingo que agências de emprego restrinjam esses envios para áreas de conflito.

Com o anúncio do acordo, os países árabes do Golfo podem agora começar a aumentar a produção de petróleo e gás. Mas esse pode ser um processo lento, pois exige inspeções de segurança nas instalações energéticas, reparos na infraestrutura danificada e o retorno gradual de trabalhadores e equipes de manutenção.

Alguns produtores no Oriente Médio interromperam a extração de petróleo quando ficaram sem espaço de armazenamento. Esses países não retomarão as atividades até terem certeza de que o estreito permanecerá aberto de forma duradoura e de que um cessar-fogo durará mais de 30 ou 60 dias, afirmou o pesquisador Daniel Sternoff, da Universidade de Columbia.

Uma retomada completa dependerá da restauração dos cronogramas de envio, da garantia de um número suficiente de petroleiros e de convencer compradores internacionais de que o fornecimento de energia voltou a ser confiável.

O economista-chefe do grupo Capital Economics, Neil Shearing, projetou nesta segunda-feira que levará até o fim de setembro para que cerca de 80% dos fluxos de energia pelo Estreito de Hormuz sejam retomados.

Shearing alertou que os fluxos de gás natural levarão mais tempo para se recuperar e mencionou danos no terminal de gás natural liquefeito de Ras Laffan, no Catar, onde ataques eliminaram cerca de 17% da capacidade de exportação do país, provavelmente por vários anos.

Não está claro se os EUA e o Irã chegaram a um acordo sobre o que significa "aberto" no caso do Estreito de Ormuz.

O Irã exigiu o direito de cobrar taxas de navios que utilizam o estreito e, em alguns casos, já cobrou para permitir a saída das embarcações. Trump afirmou em sua rede social, a Truth Social, que o acordo envolvia uma "abertura sem cobrança de pedágio", mas não houve confirmação disso por parte do Irã.

Enquanto os EUA insistem que o Estreito de Ormuz fique permanentemente livre de tarifas, as autoridades iranianas falam em "taxas de serviço" e em manter o controle da via marítima, junto com Omã.

O pagamento de pedágio representaria um dilema para os armadores, uma vez que os EUA e a União Europeia (UE) classificam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, e o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções à entidade, que o Irã anunciou como responsável pela cobrança.

A menos que essas sanções sejam alteradas, efetuar o pagamento expõe as empresas de transporte marítimo e os bancos a penalidades.

Além disso, especialistas jurídicos afirmam que permitir que o Irã controle a passagem violaria o direito internacional sobre a liberdade de navegação, estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a qual exige que os países permitam a passagem pacífica por suas águas territoriais. As águas do estreito são compartilhadas pelo Irã, ao norte, e por Omã, ao sul.

O maior risco para a reabertura do Estreito de Ormuz, porém, é o próprio acordo entre EUA e Irã, já que ele é apenas um esboço para negociações que buscam um fim definitivo do conflito.

Além da cobrança de pedágio, há questões ainda mais amplas não resolvidas, como as ambições nucleares do Irã, o alívio de sanções econômicas e o apoio de Teerã a grupos como o Hezbollah e os houthis, o que indica que há um risco real de que o conflito recomece.

Fortalecido por sua vantagem estratégica sobre o Estreito de Ormuz e por ter resistido à maior potência militar mundial, o Irã pode continuar testando limites.

Já o governo de Israel ressaltou que não está vinculado ao acordo, apesar de o Irã ter afirmado que ele abrange também o conflito no Líbano, o que é mais um ponto a colocar em risco o frágil acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã – e o retorno à normalidade em Ormuz.

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Comissão do Senado aprova projeto que blinda agências reguladoras contra bloqueios no orçamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 13:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%Oferecido por

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. 

Os parlamentares aprovaram um requerimento de urgência para que a proposta siga direto para o plenário. Antes, a proposta teria de passar também pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O relator e presidente da CI, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o alcance do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade.

O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento.

A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos.

O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento.

Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista.

Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências.

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula.

Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado.

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UE proíbe termo ‘carne vegetal’ para proteger pecuaristas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 12:45

Agro UE proíbe termo 'carne vegetal' para proteger pecuaristas Medida representou uma vitória ao agro europeu, que argumenta que os alimentos à base de plantas que imitam a carne induzem consumidor a erro. Ambientalistas se opõe à decisão. Por Redação g1

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma lei que proíbe o uso do termo "carne vegetal" para produtos à base de plantas, com o objetivo de proteger os seus pecuaristas, informou a agência de notícias France Presse.

Apesar disso, o bloco continua permitindo o uso de denominações como "hambúrguer vegetariano" e "salsicha vegetal", após um acordo alcançado em março entre eurodeputados e representantes dos Estados-membros.

A proibição – que ainda precisa da aprovação definitiva dos Estados-membros – representa uma vitória para os pecuaristas, que argumentam que os alimentos de origem vegetal que imitam a carne podem induzir os consumidores ao erro e prejudicar seu setor.

"Esta é uma vitória para nossos produtores, para sua experiência e para a transparência que se deve aos consumidores", afirmou Celine Imart, produtora de cereais e deputada francesa de direita que impulsionou a proposta.

➡️ O texto restringe o uso da etiqueta genérica "carne", assim como uma longa lista de termos que incluem "vitela", "porco", "frango", "peru", "pato" e "cordeiro".

Além disso, define claramente a carne como "partes comestíveis de animais", proibindo também seu uso para produtos cultivados em laboratório ou à base de células.

Os varejistas do setor de alimentos na Alemanha, o maior mercado europeu de produtos alternativos de origem vegetal, tinham se oposto a este veto, junto com ambientalistas e defensores dos consumidores.

O cantor Paul McCartney também havia se manifestado em defesa dos bifes à milanesa de soja e das salsichas de tofu.

➡️ O consumo, na União Europeia (UE), de alternativas vegetais aos produtos feitos com carne quintuplicou desde 2011, segundo dados da organização de consumidores BEUC, impulsionado pela preocupação com o bem-estar animal, o impacto ambiental da pecuária e questões de saúde.

No entanto, o debate ainda não foi concluído. A nova norma será aplicada, em um primeiro momento, até o final do próximo ano.

Para o período seguinte, já estão em curso as negociações sobre a organização comum de mercado da UE para os produtos agrícolas, que é revista a cada sete anos.

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Desenrola 2.0: trabalhadores já solicitaram R$ 3,88 bilhões do FGTS para abatimento de dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 12:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0900,47%Dólar TurismoR$ 5,2990,54%Euro ComercialR$ 5,9070,64%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.549 pts-0,51%Oferecido por

Cerca de 3,3 milhões de trabalhadores já autorizaram as instituições financeiras a consultar seu saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o abatimento de R$ 3,88 bilhões em dívidas dentro do Desenrola 2.0 — programa para reduzir o endividamento da população brasileira.

Autorizar a instituição financeira a consultar o saldo não significa, necessariamente, que será feita a negociação com uso do FGTS.Dos trabalhadores que fizeram o pedido, 94,3% são optantes do saque-aniversário, sendo que 86,9% tem antecipações de recursos ativas.Esses pedidos ainda estão sendo avaliados pela Caixa Econômica Federal. O prazo para requerimento foi aberto em 25 de maio.Até 12 de junho, segundo o Ministério do Trabalho, foi aprovada a liberação de R$ 10 milhões, referentes a 17,1 mil operações.Os valores serão repassados aos bancos com os quais a dívida será abatida em 25 de junho.

Pelas regras do programa, as pessoas podem usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.

💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa transfere o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Desde o fim de maio, os trabalhadores já podem consultar o saldo do FGTS para utilizá-lo no Novo Desenrola. Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias.

O trabalhador consulta seu saldo e autoriza o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.

Lançado em maio, o programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

Nele, são renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

➡️ Os juros são de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

➡️O governo está usando um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Foram transferidos R$ 5,7 bilhões até o fim de maio, mas a operação está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Balanço divulgado no início de junho mostra que foram renegociados, até aquele momento, R$ 20 bilhões. Haviam sido feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Com isso, a dívida recuou de R$ 20 bilhões para R$ 2,7 bilhões.

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Trump e Lula posam para ‘foto de família’ do G7; VEJA as imagens

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Mundo Trump e Lula posam para a 'foto de família' do G7; VEJA as imagens Grupo reúne as principais economias ricas do mundo e discute temas globais. Brasil não faz parte, mas foi convidado para a cúpula na França. 16/06/2026 10h36 Atualizado 16/06/2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posaram nesta terça-feira (16) para a tradicional "foto de família" durante a cúpula do G7, que acontece na cidade de Evian, na França.

O encontro acontece em meio a tensões entre Brasil e EUA por conta da aplicação pelo governo Trump de novas tarifas contra produtos brasileiros.

➡️ A chamada "foto de família" é a fotografia oficial tirada em encontros de chefes de Estado e de governo. O nome vem da ideia de reunir todos os participantes em uma única imagem e serve como um símbolo de unidade.

o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; a presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Contexto: o G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia – participam das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para a cúpula.

Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com residente dos EUA, Donald Trump; presidente da França, Emmanuel Macron; primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; presidente do Quênia, William Ruto; e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Keir Starmer (Reino Unido), Donald Trump (EUA), William Ruto (Quênia) e Emmanuel Macron (França). — Foto: REUTERS/Isabel Infantes/Pool REFILE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) participa de foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Trump acena pouco antes da tradicional 'foto de família' do G7. — Foto: Reuters/Isabel Infantes/Pool

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante fotografia oficial dos chefes de delegação dos países membros e dos países convidados do G7, em Évian-les-Bains – França. — Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com acordo entre EUA e Irã, governo vai suspender subsídios aos combustíveis, diz ministro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Política Com acordo entre EUA e Irã, governo vai suspender subsídios aos combustíveis, diz ministro Em entrevista à GloboNews, Guimarães afirmou que redução das tensões no Oriente Médio deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Por Túlio Amâncio, GloboNews — Brasília

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira (16) que o governo pretende suspender os subsídios aos combustíveis caso seja confirmado o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, previsto para ser assinado na sexta-feira (19), segundo anúncios feitos por líderes dos dois países.

Em entrevista à GloboNews, Guimarães afirmou que a redução das tensões no Oriente Médio deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, tornando desnecessária a manutenção das medidas adotadas pelo governo para conter o impacto dos combustíveis sobre o consumidor.

Gasolina: o subsídio é de R$ 0,44 por litro, valor que corresponde a cerca da metade dos tributos federais incidentes sobre o combustível (PIS/Cofins e Cide, que somam R$ 0,89 por litro).Diesel: o benefício é de R$ 1,12 por litro. A medida foi adotada após o fim da isenção total dos tributos federais sobre o combustível.Diesel importado: a União e os estados mantêm um mecanismo de compensação para incentivar as importações e garantir o abastecimento do mercado nacional.

Segundo o ministro, a eventual queda dos preços internacionais também esvaziaria a necessidade de aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê medidas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026.

“Se o acordo de paz for assinado — e essa é a nossa expectativa para sexta-feira —, nós retiraremos da tramitação na Câmara o PLP 114. Isso vai ser um alívio muito grande”, afirmou Guimarães.

LEIA TAMBÉM: Preços do petróleo caem após anúncio do acordo de paz entre Irã e EUA e reabertura do Estreito de Ormuz

A perspectiva de entendimento entre Estados Unidos e Irã reduziu os temores do mercado sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. Com isso, o preço da commodity registrou forte queda nesta terça-feira.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou cerca de 5% e passou a ser negociado na faixa entre US$ 81 e US$ 83, o menor patamar em três meses.

O mercado financeiro reagiu ao anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por mediadores internacionais envolvidos nas negociações, reforçando a expectativa de normalização da oferta global de energia.

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle — Foto: A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle

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Pizza Hut será vendida por US$ 2,7 bilhões após anos de queda nas vendas e fechamento de lojas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0990,64%Dólar TurismoR$ 5,2810,2%Euro ComercialR$ 5,9130,72%Euro TurismoR$ 6,1380,25%B3Ibovespa169.419 pts-0,58%Oferecido por

Foto de 15 de dezembro de 2016 de um restaurante da Pizza Hut, em Nova Orleans, EUA. — Foto: AP Photo/Gerald Herbert

A controladora Yum Brands anunciou nesta terça-feira (16) a venda da rede de pizzarias Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões.

A gestora de investimentos LongRange Capital comprará a operação da rede fora da China, por cerca de US$ 1,5 bilhão, enquanto a Yum China Holdings ficará com os negócios no país asiático por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

A Pizza Hut enfrenta dificuldades há anos. Em fevereiro, a Yum Brands informou que estudava vender a rede e fechar 250 restaurantes nos Estados Unidos, em meio ao aumento da concorrência e lojas consideradas ultrapassadas.

A rede foi fundada em 1958, na cidade de Wichita, no estado do Kansas. A PepsiCo comprou a rede em 1977, mas separou sua divisão de restaurantes — que se tornou a Yum Brands — em 1997.

“Sob a administração da LongRange e da Yum China, a Pizza Hut estará bem posicionada para crescer no futuro, com proprietários que têm ampla experiência no setor de restaurantes”, afirmou o CEO da Yum Brands, Chris Turner, em comunicado.

A Yum Brands, dona também das redes KFC e Taco Bell, iniciou em novembro uma revisão estratégica para avaliar alternativas para a Pizza Hut, após a rede registrar queda nas vendas em lojas comparáveis.

“A Pizza Hut há muito tempo é o elo mais fraco do portfólio da Yum”, afirmou Neil Saunders, diretor-geral da consultoria GlobalData, em comunicado.

“Apesar dos esforços para revitalizar a marca e fechar unidades com baixo desempenho, ficou cada vez mais claro que recolocar a divisão em trajetória de crescimento exigiria um nível de investimento e paciência que a Yum simplesmente não está disposta a assumir.”

Segundo Saunders, a venda permitirá que a Yum Brands concentre seus esforços nas marcas com desempenho de vendas mais forte.

Com sede em Louisville, no estado de Kentucky, a Yum Brands espera concluir as duas transações no terceiro trimestre deste ano. As ações da companhia registravam leve queda antes da abertura do mercado.

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IA do Facebook vira ‘buscador’ e vai usar posts de usuários para dar respostas; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Tecnologia IA do Facebook vira 'buscador' e vai usar posts de usuários para dar respostas; entenda Ferramenta 'AI Mode' usará dados de grupos e Reels para responder buscas de usuários; plataforma também ganha novos recursos de edição de fotos e vídeos com IA. Por Redação g1

Novo recurso de IA do Facebook cria respostas com base em postagens de usuários da plataforma — Foto: Divulgação / Meta

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou na segunda-feira (15) o lançamento do "AI Mode", uma ferramenta de busca dentro do Meta AI que vai dar respostas baseadas em conteúdos compartilhados publicamente por outras pessoas em aplicativos da empresa.

A novidade, segundo a companhia, busca oferecer perspectivas e experiências reais, em vez de exibir apenas uma lista de resultados de busca, como o Google.

Ao fazer uma pergunta em linguagem natural, o sistema processa discussões e opiniões de usuários para formular uma resposta direta.

O mecanismo é impulsionado pela tecnologia Muse Spark e visa facilitar a localização de recomendações e opiniões compartilhadas na rede social.

O g1 perguntou à Meta se o recurso já está disponível no Brasil e se haverá moderação do que é exibido e aguarda reposta.

Além da busca, a atualização traz recursos criativos baseados em inteligência artificial para facilitar a criação e o compartilhamento de conteúdo.

O sistema atualizou as sugestões do rolo de câmera com novos modelos de recorte para colagens, capazes de reunir de forma automática registros como encontros de amigos realizados no último mês.

Novo recurso de IA do Facebook faz colagens com fotos do usuário e amigos — Foto: Divulgação / Meta

A ferramenta também adicionou novos efeitos de transição para produzir montagens de vídeo estilizadas com apenas um toque.

De acordo com a Meta, essas sugestões de fotos e vídeos obtidas a partir do rolo de câmera funcionam de forma estritamente opcional.

O recurso exige a autorização prévia do usuário para operar e pode ser completamente desativado a qualquer momento por meio das configurações de privacidade do aplicativo.

Novo recurso de IA do Facebook permite trocar roupas e acessórios em fotos — Foto: Divulgação / Meta

Também foram lançados filtros de fotos que permitem alterar virtualmente o vestuário, os penteados e os acessórios dos usuários com o auxílio da tecnologia.

No caso de torcedores, a função permite vestir digitalmente a camisa de um time de preferência. Para utilizar o recurso, basta tocar no ícone de edição de inteligência artificial nos Stories e escolher a opção "Wear It", ou acessar a foto de perfil e selecionar a mudança de guarda-roupa nas ferramentas de estilo.

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