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Austrália vai dobrar multa para plataformas que violarem proibição de redes sociais para menores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 10:44

Tecnologia Austrália vai dobrar multa para plataformas que violarem proibição de redes sociais para menores Por France Presse

O governo australiano informou neste sábado (27) que vai dobrar a multa para plataformas que desrespeitarem a proibição de redes sociais para menores de 16 anos para US$ 68 milhões.

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Washington reautoriza IA mais poderosa da Anthropic para uso restrito nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 10:44

Tecnologia Washington reautoriza IA mais poderosa da Anthropic para uso restrito nos EUA Autorização está limitada a parceiros estratégicos americanos. Parceiros estrangeiros permanecem com o acesso negado. Por France Presse

Após duas semanas de um bloqueio sem precedentes, o governo dos Estados Unidos reautorizou o modelo de inteligência artificial (IA) mais poderoso da Anthropic.

A autorização, no entanto, vale apenas para um pequeno círculo de parceiros exclusivamente americanos, o que deve permitir que Washington recupere o controle da tecnologia, que é considerada estratégica para o país.

Segundo a Anthropic, o desbloqueio condicional do Mythos 5 beneficiará inicialmente apenas um grupo restrito de "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA. A empresa afirmou que trabalha para restaurar o acesso a eles "o mais rápido possível".

Parceiros estrangeiros, particularmente agências estatais de cibersegurança na Europa e na Ásia, permanecem com o acesso negado. O destino do Fable 5, uma versão do Mythos para o grande público limitada em relação à cibersegurança e a ataques biológicos e químicos, também permanece incerto.

A empresa, cujas relações com o governo Trump têm sido turbulentas há meses, afirmou na sexta-feira (26) que continua em negociações com o governo para "expandir o acesso ao Mythos 5 e disponibilizar o Fable 5 novamente" ao público em geral.

Em 12 de junho, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, forçou abruptamente a Anthropic a cortar o acesso de todos os cidadãos estrangeiros a estes dois modelos de ponta, citando a segurança nacional depois que falhas foram descobertas.

A retirada forçada de um modelo com tecnologia de ponta por um governo, algo inédito, suscitou uma onda de críticas e questionamentos em todo o mundo, reavivando o debate sobre a dependência tecnológica de inúmeros países em relação aos Estados Unidos.

Desde então, "a Anthropic tem trabalhado com o governo dos EUA para reduzir os riscos associados aos modelos em questão. Estes esforços produziram avanços significativos", escreveu Howard Lutnick na sexta-feira em uma carta à empresa citada por vários meios de comunicação.

"Trabalhamos diligentemente para garantir que os Estados Unidos continuem sendo o líder mundial em IA, preservando ao mesmo tempo a nossa segurança", sublinhou o porta-voz do Departamento do Comércio, Benno Kass.

O bloqueio havia sido ordenado após notificação da Amazon sobre a vulnerabilidade dos sistemas de segurança do Fable 5.

Essa reativação condicional ocorre no mesmo dia em que a principal concorrente da Anthropic, a OpenAI, lançou seu novo modelo, o GPT-5.6, também com acesso restrito e validado cliente a cliente pelo governo dos EUA.

"Este não é exatamente o processo que consideramos ideal", declarou Sam Altman, diretor da OpenAI, embora tenha afirmado que o governo "está, de modo geral, fazendo um bom trabalho em uma situação muito difícil".

Essas intervenções do Executivo, dentro de um arcabouço legal ainda vago e controverso, consagram a mudança adotada pelo governo Trump. O governo americano era anteriormente dominado por opositores a qualquer regulamentação da IA, que argumentavam que isso prejudicaria a concorrência com a China.

Sob pressão das capacidades sem precedentes dessas ferramentas, Trump acabou assinando um decreto no início de junho que estabelece uma revisão federal de modelos avançados de IA antes de sua comercialização.

Alguns observadores veem no controle do governo dos EUA um desenvolvimento que provavelmente favorecerá modelos de código aberto, de download gratuito e modificáveis, como o chinês DeepSeek, tornando-os mais atraentes para clientes que desejam evitar dependências e restrições.

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Consignado CLT: entenda o uso do FGTS como garantia em empréstimo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

O Comitê Gestor regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no Consignado CLT, modalidade de crédito com desconto direto no salário de trabalhadores com carteira assinada.

A nova regra permite comprometer até 10% do saldo do FGTS, até 100% da multa rescisória e até 35% das verbas rescisórias em caso de demissão sem justa causa.

O uso dessas garantias é facultativo, e o dinheiro não sai automaticamente do FGTS no momento da contratação do empréstimo.

Em caso de demissão sem justa causa, os valores oferecidos como garantia poderão ser usados para quitar ou abater a dívida com o banco.

As operações com uso do FGTS como garantia terão juros limitados a 1,99% ao mês, mas a taxa final dependerá da análise feita pela instituição financeira.

O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado regulamentou, nesta sexta-feira (26), o uso de parte do FGTS como garantia no Consignado CLT, o Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo com desconto direto no salário para trabalhadores com carteira assinada.

A regra permite que o trabalhador ofereça como garantia até 10% do saldo do FGTS, até 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa e até 35% das verbas rescisórias, como saldo de salário, férias proporcionais, 13º salário proporcional.

Entidades sugerem cautela e alertam para risco de trabalhador usar verba da demissão para pagar consignado CLT

É uma modalidade de empréstimo para trabalhadores com carteira assinada, com desconto das parcelas diretamente na remuneração mensal.

O desconto precisa respeitar a margem consignável prevista em lei, que limita o comprometimento da renda líquida do trabalhador.

Antes, o consignado CLT já existia, mas se o trabalhador fosse demitido, o desconto em folha era interrompido, porque não havia mais salário vinculado ao contrato.

O empréstimo continuava existindo e poderia voltar a ser descontado se a pessoa conseguisse um novo emprego formal.

Agora, com a nova regra, o trabalhador pode autorizar o uso de parte do FGTS, da multa rescisória e de outros valores da rescisão como garantia. Em caso de demissão sem justa causa, esses recursos poderão ser usados para quitar ou abater a dívida, dentro dos limites previstos.

até 10% do saldo do FGTS;até 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa;até 35% das verbas rescisórias, como salários proporcionais, férias, 13º salário e outros valores previstos.

Não. Segundo o governo, a medida não representa saque automático do FGTS nem cria novos descontos imediatos para o trabalhador.

Os recursos permanecem depositados na conta vinculada e só poderão ser usados nas situações previstas em lei, como em caso de demissão sem justa causa.

O trabalhador decide se quer ou não usar parte do FGTS, da multa rescisória ou das verbas rescisórias como garantia. Também cabe ao trabalhador definir quanto deseja comprometer, dentro dos limites permitidos.

Em caso de demissão sem justa causa, o banco poderá usar as garantias oferecidas para quitar ou abater a dívida.

Isso significa que parte do FGTS, da multa rescisória ou das verbas rescisórias que o trabalhador receberia poderá ser usada no pagamento do empréstimo, conforme as regras do contrato e os limites autorizados.

Esse percentual é o teto da modalidade. Em um empréstimo de R$ 1 mil, por exemplo, isso equivale a até R$ 19,90 de juros em um mês. O valor final da dívida, porém, depende do prazo, do número de parcelas e do custo efetivo total cobrado pelo banco.

A taxa efetiva dependerá da avaliação do banco, que pode considerar fatores como valor da garantia, tempo de trabalho, histórico de crédito e perfil do cliente.

Pela Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o acesso às informações necessárias para receber propostas de instituições financeiras habilitadas.

Nos aplicativos dos bancos, a funcionalidade será liberada conforme as instituições aderirem ao sistema e forem habilitadas.

Depois de receber as ofertas, o trabalhador pode comparar as condições, como taxa de juros, valor das parcelas e prazo de pagamento.

Sim. Quando a operação for contratada pela Carteira de Trabalho Digital, o banco deve apresentar uma proposta de crédito em que o valor corresponda a 100% da garantia oferecida.

Quando a contratação for feita pelos aplicativos dos bancos, as instituições devem apresentar uma proposta em que o valor corresponda a 50% da garantia.

Conecta+ auxiliará as empresas nas operações com cartão de crédito como análise das transações, identificação de cobranças imprevistas e recuperação de valores – Crédito: Divulgação. — Foto: Conecta+ auxiliará as empresas nas operações com cartão de crédito como análise das transações, identificação de cobranças imprevistas e recuperação de valores – Crédito: Divulgação.

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Churrasco mais salgado: picanha sobe mais de 10% no ano; veja quanto subiu cada corte

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 05:44

Agro Churrasco mais salgado: picanha sobe mais de 10% no ano; veja quanto subiu cada corte Prévia da inflação de junho mostra alta de preços em todos os cortes de carne bovina. Corrida para exportar para a China diminuiu oferta interna e pressionou inflação. Por Redação g1, g1 — São Paulo

Todos os cortes de carne bovina subiram no primeiro semestre deste ano. A picanha acumulou alta de 10,66% e o filé-mignon avançou 10,2%.

A corrida dos frigoríficos para exportar à China reduziu a oferta interna no Brasil. O país asiático taxará em 55% as exportações que superarem a cota anual.

Os preços devem subir novamente até o fim do ano. Esse aumento será impulsionado pelo El Niño e pela alta demanda nos Estados Unidos e na China.

A suspensão das compras de carne pela União Europeia, a partir de 3 de setembro, trará pouco impacto financeiro. A medida afetará principalmente a imagem brasileira.

Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre deste ano. A picanha, queridinha do brasileiro no churrasco, acumulou alta de 10,66%, enquanto a alcatra avançou 9,48%.

O filé-mignon também registrou forte aumento, de 10,2%, segundo a prévia da inflação de junho divulgada pelo IBGE.

Outros cortes importantes também tiveram altas expressivas. O peito bovino ficou 10,9% mais caro e o acém, 9,33%. As menores variações foram registradas no patinho (6,61%) e no cupim (5,75%). Veja abaixo quanto subiu cada corte.

A corrida dos frigoríficos para exportar carne bovina à China antes do fim das cotas enxugou a oferta interna, encarecendo os preços no Brasil.

"A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo", diz Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado.

➡️ Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%.

O consumidor brasileiro pode até ter algum alívio nos próximos meses, com a redução temporária do ritmo de compras da China. Mas a tendência é de nova alta de preços até o fim de 2026, impulsionada pelo El Niño, pelo aumento da demanda nos EUA e pela volta da China ao mercado brasileiro.

Mesmo em época de Copa, Iglesias afirma que os preços da carne têm sido muito mais influenciados pela redução da oferta no Brasil do que por um aquecimento muito forte da demanda interna.

"Um dos grandes problemas que temos em 2026 é o baixo poder de compra do brasileiro e o alto nível de endividamento. Esse cenário tem sido agravado pelos jogos de apostas, que têm tirado muito dinheiro de circulação da economia, inclusive do consumo de produtos básicos e alimentos", afirma Iglesias.

Em relatório mensal, a Consultoria Agro do Itaú BBA também destacou o ritmo acelerado das exportações como principal fator de pressão nos preços. "Apesar de uma oferta de gado terminado um pouco maior que a do ano anterior, a demanda de exportação absorveu bem a produção desde o início do ano", diz.

"Com a corrida para o preenchimento da cota chinesa, os envios ao país asiático cresceram 24% na comparação entre janeiro e maio de 2026 e o mesmo período de 2025. A China respondeu por 51% do total embarcado", detalha.

Nas projeções da Safras & Mercado, o Brasil deve atingir 98% da cota de exportação para a China até o final deste mês, restando pouco espaço para exportações sem tarifa adicional em julho.

"A ausência temporária da China vai trazer um efeito negativo sobre os preços da arroba, mas, no mercado doméstico, vai ter um aumento de disponibilidade de carne, o que vai ajudar nos preços internos nesse período", diz Iglesias.

"O problema está no último trimestre do ano, porque será um período de demanda muito aquecida no Brasil, nos EUA, além da retomada da demanda chinesa. Além disso, tem o El Niño, que tende a enxugar a oferta de gado terminado a pasto", destaca.

"Em linhas gerais, vamos ter um quadro de restrição de oferta com uma demanda muito aquecida. Ou seja, os preços tendem a subir bastante", prevê Iglesias.

Questionado sobre os impactos da suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia, Iglesias diz que isso deve ter pouca influência em preço.

"A Europa representa apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina. Já não é o cliente voraz que foi no passado. Ainda assim, o bloco tem uma importância simbólica por ser o que chamamos de 'mercado vitrine'. As decisões adotadas pelos europeus costumam servir de referência e acabam sendo replicadas por outros países", diz.

"Portanto, o impacto tende a ser mais um arranhão na imagem do Brasil do que propriamente uma perda relevante de volume exportado", acrescenta.

➡️ No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro.

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Se chegar à final da Copa, Brasil joga em quatro dias úteis; haverá folgas? Como ficam salários? Tire dúvidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 04:45

Trabalho e Carreira Se chegar à final da Copa, Brasil joga em quatro dias úteis; haverá folgas? Como ficam salários? Tire dúvidas Jogos em horário comercial costumam mudar a rotina das empresas, mas a liberação depende de acordos e decisões internas. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Liberação de funcionários em dia de jogo ou flexibilização da jornada não é uma obrigação da empresa.

Como não existe uma regra, muita gente teme ser surpreendida por descontos, exigência de compensação ou até punições disciplinares.

Faltar apenas para assistir à partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa.

Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido.

Com a classificação em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira avança para o mata-mata e isso já começa a mexer com a rotina de quem trabalha em horário comercial.

Se chegar até a final, o time comandado por Carlo Ancelotti vai disputar cinco jogos até a decisão do título. Desses, quatro estão marcados para dias úteis.

16 avos de final: 29 de junho (segunda-feira), às 14hOitavas de final: 5 de julho (domingo), às 17hQuartas de final: 11 de julho (sábado), às 18hSemifinal: 15 de julho (quarta-feira), às 16hFinal: 19 de julho (sábado), às 18h

🔍 Sábado é considerado dia útil tanto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, quanto pela Constituição Federal de 1988.

A estreia na fase eliminatória acontece nesta segunda-feira (29), às 14h. E isso reacende um cenário bem conhecido no Brasil durante a Copa: empresas que reorganizam escalas, ajustam o expediente e, em muitos casos, liberam os funcionários para acompanhar os jogos.

Apesar de a flexibilização da jornada ser comum durante a Copa, as empresas não são obrigadas por lei a liberar os funcionários em dias de jogo.

Por isso, muitos trabalhadores ficam em dúvida sobre como agir e temem ser surpreendidos por descontos no salário, necessidade de compensar horas ou até punições.

➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa.

O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo.

Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente.

Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra.

Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho.

O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente.

A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa.

Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”.

Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente.

Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado.

Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa.

O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido.

Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos.

Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência.

Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

“Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma.

Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes.

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Quanto custa a monarquia britânica? Relatório revela gastos de quase R$ 900 milhões e reforma milionária de Buckingham

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Já imaginou o que faria com R$ 898,28 milhões por ano? Esse foi o valor destinado à monarquia britânica no ano fiscal de 2025-26, segundo o relatório financeiro da Sovereign Grant.

Considerando a cotação da libra a R$ 6,80, a subvenção pública somou £ 132,1 milhões. Os recursos foram usados para custear as atividades oficiais da Casa Real e a reforma do Palácio de Buckingham.

Do total, £ 72,1 milhões (R$ 490,3 milhões) foram destinados às despesas regulares da Royal Household, enquanto £ 60 milhões (R$ 408 milhões) financiaram o programa de modernização do Palácio de Buckingham.

O relatório informa que o aumento temporário da subvenção foi aprovado para viabilizar a reforma do palácio, considerada urgente devido às condições da infraestrutura elétrica, hidráulica e de aquecimento.

Segundo o documento, esses sistemas não passavam por uma modernização completa desde o período posterior à Segunda Guerra Mundial, o que aumentava o risco de falhas graves, como incêndios e inundações.

Rei Charles III faz tradicional discurso no Parlamento em meio à crise no governo britânico — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os gastos com propriedades e manutenção representaram a maior despesa do período. Segundo o relatório, foram desembolsados £ 67,5 milhões (R$ 459 milhões).

Desse total, £ 28,2 milhões (R$ 191,76 milhões) correspondem à manutenção e conservação dos palácios ocupados pela família real, enquanto £ 39,3 milhões (R$ 267,4 milhões) foram destinados ao programa de reforma de Buckingham.

O projeto recebeu aprovação inicial de £ 369 milhões (R$ 2,5 bilhões) e, de acordo com o documento, terá seu último aporte de recursos em 2026-27.

A folha de pagamento da Casa Real somou £ 37 milhões (R$ 251,6 milhões) no exercício. Desse total, £ 33,7 milhões (R$ 191,76 milhões) foram destinados a salários, e £ 3,3 milhões (R$ 22,44 milhões) a outros custos relacionados aos funcionários.

O relatório informa que a Royal Household empregou, em média, 563 funcionários em tempo integral durante o período. Já as viagens oficiais do rei e de outros membros da família real que exercem funções institucionais custaram £ 3,3 milhões.

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Cola, sucção e jaulas: como as plantas carnívoras capturam suas presas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 03:44

Agro Cola, sucção e jaulas: como as plantas carnívoras capturam suas presas Especialistas explicam por que esses vegetais comem insetos, se conseguem capturar animais maiores, quais são as maiores espécies do mundo e quais correm risco de extinção no Brasil. Por Redação g1 — São Paulo

A síndrome carnívora das plantas se desenvolveu como um mecanismo de sobrevivência de espécies localizadas em ambientes com solo pouco fértil.

Os insetos, contudo, são uma fonte complementar de nutrientes, e não a principal. A principal fonte de energia das plantas carnívoras é o sol.

Plantas podem capturar animais maiores, como ratos e pássaros, mas de forma acidental e não são todas as espécies que conseguem.

A drosera captura as suas presas a partir do visual. Suas gotas colantes se assemelham a orvalhos. É o gênero com o maior número de plantas, ao lado das utricularias. — Foto: Arquivo Julio Santiago – UFMG

Nem sempre as armadilhas das plantas carnívoras são óbvias e visíveis como a boca de uma Nephentes ou as garras de jaula da famosa dionaea ou apanha-moscas, uma das espécies mais conhecidas no Brasil.

Suas artimanhas também podem aparecer na forma de um 'belo orvalho' – que, na verdade, é uma cola – ou até mesmo na de um 'abrigo' debaixo da terra ou da água, que, de repente, pode sugar as presas.

As capturas das plantas carnívoras também vão muito além dos insetos: algumas podem comer larvas, vermes, protozoários, sapos e até roedores ou pássaros mais distraídos. Veja abaixo um infográfico sobre cada tipo de armadilha.

Por que as plantas carnívoras comem insetos?Elas conseguem capturar animais maiores?Qual é a maior do mundo?Plantas carnívoras são venenosas? Podem 'morder' o dedo?Quantas espécies existem e quais estão ameaçadas de extinção no Brasil?

Dionaea capturando inseto; planta usa a armadilha da jaula. — Foto: Arquivo pessoal/Julio Santiago – UGMG

A síndrome carnívora se desenvolveu como um mecanismo de sobrevivência de plantas localizadas em ambientes com solo pouco fértil, explica Julio Santiago, mestrando em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"A principal fonte de energia das plantas carnívoras ainda é o sol, pois, assim como a maioria das plantas, elas fazem fotossíntese", ressalta o professor Paulo Gonella, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Os insetos servem, na verdade, para complementar nutrientes que existem em pouca quantidade no solo onde vivem as plantas carnívoras, como o nitrogênio e o fósforo.

Sim, mas de forma acidental e não são todas as espécies que conseguem. As Nephentes, por exemplo, têm estruturas para capturar animais um pouco maiores por causa do seu formato semelhante a um jarro.

"Os insetos são as presas principais das plantas carnívoras. Pequenas aves ou roedores são presas eventuais, que podem cair na armadilha atraídas pelos próprios insetos capturados ou pelo açúcar que a planta libera", diz Gonella.

A depender do tamanho do bicho, as plantas podem até apodrecer por causa da dificuldade de digerir uma quantidade muito alta de nutrientes.

Nephentes pode capturar de forma acidental animais um pouco maiores, mas sua presa principal é o inseto. — Foto: Arquivo Julio Santiago – UFMG

Há duas espécies que estão, até o momento, entre as maiores do mundo, e que podem atingir até 1,5 metro de altura: a Drosera magnifica e a Nephentes rajah, diz Santiago.

A Drosera magnifica é originária do estado de Minas Gerais, enquanto a Nephentes rajah, da Ilha de Bornéu, do Sudeste Asiático.

Nenhuma planta carnívora que se tem conhecimento é venenosa ou tóxica e tampouco tem interesse na carne humana.

"[Se você colocar o dedo], pode até estimular [a planta], mas não o suficiente para prender. Em muitos casos, nem vai estimular, porque a sinalização química [que incentiva a captura] está relacionada à quitina, uma proteína presente no exoesqueleto dos insetos", explica Santiago.

No momento em que o inseto pousa em uma planta carnívora, há uma sinalização química da presença quitina que faz o vegetal reconhecer a presença de um alimento promissor.

No mundo, há cerca de 860 espécies de plantas carnívoras conhecidas, sendo que a maior parte delas são dos gêneros Drosera, Utricularia e Nephentes.

Os dados são do estudo "Conservação das plantas carnívoras na Era da Extinção", publicado em 2020 por Gonella e outros autores, na revista científica Global Ecology and Conservation.

O Brasil é o segundo país com o maior número de espécies (cerca de 130), perdendo apenas para a Austrália, que tem aproximadamente 250.

Quando se trata das que estão ameaçadas de extinção, há, hoje, cerca de 193, o que representa 20% do total das espécies.

Dessas, 28 estão no Brasil, das quais 13 são classificadas como "criticamente ameaçadas". O Brasil é o país com o maior número de espécies nesse estado, mostra o estudo de Gonella, que adota critérios de classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Planta carnívora do gênero philcoxia só existe no Brasil e está criticamente ameaçada de extinção. Suas armadilhas são subterrâneas. — Foto: Divulgação/PNAS

O gênero Philcoxia, que só existe no Brasil – mais especificamente nos biomas Cerrado e Caatinga –é o que mais preocupa, pois 100% dele está ameaçado, conta o professor da UFSJ.

Essas plantas crescem em areias muito brancas e dão flores de cor lilás. Elas se alimentam de pequenos vermes que vivem no solo, a partir de armadilhas adesivas em folhas que ficam debaixo da terra.

"O Brasil tem uma responsabilidade muito grande na conservação de suas espécies carnívoras. Um dos principais fatores que está causando isso [a ameaça de extinção] é a destruição dos habitats para conversão para a agricultura", diz Gonella.

"O uso de fertilizantes e pesticidas na agricultura tornam o solo mais rico do que eles são originalmente, fazendo com que outras espécies invadam esses locais e acabem competindo pelos habitats das plantas carnívoras", acrescenta.

À direita, a parte de cima de uma utricularia e, à esquerda, sua parte subaquática. — Foto: Leonhard Lenz/Miguel Porto

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IA avança no mercado de trabalho; grupo cria fundo de US$ 500 milhões para preparar trabalhadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 03:44

Trabalho e Carreira IA avança no mercado de trabalho; grupo cria fundo de US$ 500 milhões para preparar trabalhadores Organização criada por democratas e republicanos nos EUA vai financiar programas de qualificação para ajudar profissionais a se adaptar às mudanças provocadas pela inteligência artificial. Por Associated Press

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. — Foto: Michael Dwyer/AP

Os Estados Unidos têm avançado rapidamente rumo a um futuro impulsionado pela inteligência artificial, mas sem um plano claro para evitar o que pode resultar em perdas massivas de empregos.

Enquanto críticos alertam para cenários catastróficos dignos de filmes de ficção científica, defensores da tecnologia afirmam que a IA criará tanta riqueza que não há motivo para preocupação com milhões de demissões.

Uma nova organização sem fins lucrativos, criada por integrantes dos dois principais partidos políticos dos EUA, pretende garantir que o país aproveite os ganhos econômicos prometidos pela inteligência artificial sem deixar os trabalhadores para trás.

Batizada de RAISE US, a iniciativa começa com mais de US$ 500 milhões para investir em novas formas de educação e capacitação profissional. A estratégia prioriza parcerias com estados e grandes empregadores, em vez do governo federal.

Fundada pela ex-secretária de Comércio Gina Raimondo, democrata, e pelo ex-governador de Indiana Eric Holcomb, republicano, a organização pretende testar programas e incentivos para ajudar trabalhadores americanos a migrarem para novas carreiras em uma economia cada vez mais automatizada pela inteligência artificial.

"Estamos falando de um nível de desemprego que pode desestabilizar nosso país e nossa democracia", afirmou Raimondo em entrevista. "Se queremos liderar o mundo em IA, precisamos agir para garantir que nossa democracia não desmorone."

Inicialmente, a RAISE US trabalhará com governos de Arkansas, Connecticut, Maryland e Utah, além de algumas das maiores empresas e organizações filantrópicas dos Estados Unidos.

A proposta é desenvolver políticas que aproximem escolas e empregadores, para que trabalhadores demitidos possam ser direcionados rapidamente para novas vagas, preferencialmente com salários mais altos.

O grupo também estuda mudanças em impostos corporativos e outros incentivos para estimular empresas a manterem seus funcionários empregados.

"Coisas boas costumam acontecer quando você transforma quem não tem em quem tem", disse Holcomb.

Entre as empresas parceiras da iniciativa estão Amazon, Microsoft, Anthropic, OpenAI Foundation e Bank of America. Também participam UPS, General Motors, Eli Lilly, Mastercard, AMD, Cisco e IBM.

Raimondo, ex-governadora de Rhode Island e uma das principais responsáveis pela política de IA durante o governo Biden, será a diretora-executiva da organização.

O conselho consultivo reúne nomes como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Paul Ryan, o investidor bilionário Stephen Schwarzman, a presidente da central sindical AFL-CIO, Liz Shuler, além dos economistas David Autor, Erik Brynjolfsson e Raj Chetty.

Uma análise divulgada em abril pela Boston Consulting Group (BCG) estima que cerca de metade dos empregos nos Estados Unidos será transformada pela inteligência artificial nos próximos anos.

Segundo o estudo, até 25 milhões de postos de trabalho podem ser eliminados no país ao longo dos próximos cinco anos.

Já o Goldman Sachs estimou, em março, que 25% das horas trabalhadas nos EUA poderão ser automatizadas pela IA.

Mais do que uma ferramenta de busca aprimorada ou geradora de vídeos e imagens, a inteligência artificial pode colocar caminhões autônomos nas estradas, criar fábricas operadas por robôs e substituir profissionais de escritório, advogados e até médicos.

O presidente Donald Trump demonstrou pouca preocupação com a possibilidade de a tecnologia eliminar empregos.

Questionado na terça-feira (23), antes de visitar uma fábrica da Mack Trucks, na Pensilvânia, se a IA poderia tirar o trabalho dos caminhoneiros, respondeu: "No momento, não."

Trump aposta na expansão dos data centers e das usinas de energia voltadas à inteligência artificial como motores para geração de empregos e crescimento econômico.

Embora os investimentos em IA tenham impulsionado a economia, o setor industrial perdeu 68 mil empregos, enquanto o transporte rodoviário eliminou 28,3 mil vagas desde o início do segundo mandato de Trump, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics).

"Hoje temos muitos empregos disponíveis e nosso maior problema é encontrar pessoas para ocupá-los", afirmou Trump. "Estamos indo muito bem."

Especialistas em inteligência artificial alertam que o sistema educacional e as políticas de proteção ao trabalhador foram desenhados para uma economia do século XX e não estão preparados para a velocidade e a escala das mudanças provocadas pela IA.

"A inteligência artificial está transformando vários setores simultaneamente, mais rápido do que qualquer instituição consegue responder", afirmou Vivienne Ming, neurocientista e autora do livro Robot-Proof: When Machines Have All the Answers, Build Better People ("À prova de robôs: quando as máquinas têm todas as respostas, forme pessoas melhores").

Segundo Ming, embora a riqueza gerada pela IA possa criar demanda por novos trabalhadores, as habilidades necessárias na nova economia vão muito além de profissões como encanador ou pedreiro.

"O que realmente importa é curiosidade e flexibilidade intelectual", disse. Ela afirma que nem o sistema educacional nem as políticas de trabalho estão desenvolvendo o capital humano necessário para a era da inteligência artificial.

Raimondo afirmou que a organização pretende usar os estados como laboratórios para testar ideias que, no futuro, possam ser transformadas em políticas nacionais pelo Congresso, incluindo mudanças mais profundas no sistema tributário e na educação.

"Não tenho muita esperança de que o Congresso tome medidas ousadas sobre esse tema nos próximos anos, e acho que não podemos esperar tanto tempo", disse.

"A história mostra que, quando o governo federal finalmente age, costuma olhar para o que já deu certo nos estados. Tenho bastante confiança de que eles vão observar o trabalho que estaremos fazendo", completou.

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Quitar o financiamento nem sempre é a melhor decisão; entenda por quê

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 02:44

g1 explica Quitar o financiamento nem sempre é a melhor decisão; entenda por quê No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro.

A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha.

Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Maioria dos inscritos para audiência sobre tarifas dos EUA rejeita a medida, mas tarifas devem ser mantidas, projeta CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/06/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a maior parte das manifestações inscritas para a audiência pública sobre a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil deve se manifestar de forma contrária à adoção de novas tarifas.

A tendência, segundo a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, é que as tarifas sejam mantidas, ainda que possam sofrer ajustes pontuais durante a conclusão do processo.

Dos 80 inscritos para falar na audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), 66 devem se posicionar contra a medida. Os demais participantes, que representam setores norte-americanos do etanol, siderurgia, pecuária e madeira, apoiam a aplicação das tarifas.

🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

A audiência faz parte da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo dos Estados Unidos apurar práticas de outros países consideradas prejudiciais ao comércio, às empresas ou aos exportadores norte-americanos.

No início deste mês, o governo americano concluiu a investigação afirmando que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas dos Estados Unidos. A partir desse diagnóstico, o USTR propôs a elevação de tarifas sobre produtos brasileiros.

A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Uma semana antes, ele já havia mencionado a possibilidade na carta em que anunciou uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras.

Interlocutores no governo afirmam que essas audiências públicas convocadas pelo USTR são um espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Trata-se de uma sessão em que as pessoas submetem documentos e pedem para se manifestar.

O formato se assemelha, no entendimento do governo, a uma audiência pública do Congresso Nacional, e não um espaço de negociação entre os Estados.

Segundo projeção da CNI, se a proposta for implementada, 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passarão a ser tributadas em 37,5%, ante os atuais 10% — aumento de 27,5 pontos percentuais.

US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Na avaliação da gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, a tendência é que as tarifas sejam mantidas, ainda que possam sofrer ajustes pontuais durante a conclusão do processo.

Para Constanza, a projeção elaborada pela entidade considera o estágio atual da investigação e eventuais mudanças, se ocorrerem, devem ser "marginais", sem alterar a direção da política comercial adotada pelos Estados Unidos.

"A nossa leitura é que esse ajuste pode ser marginal, mas não de direção em relação às tarifas. Mas é claro, isso precisa a gente estar monitorando e ver. Então, assim, eu acho que a nossa estratégia continua a mesma, de demonstrar quão nocivos, negativos são os efeitos, não só para o Brasil, mas também para os Estados Unidos", complementou ao g1.

Por isso, segundo Negri, a estratégia da indústria brasileira continua sendo demonstrar que as tarifas terão efeitos negativos não apenas para o Brasil, mas também para empresas e setores da própria economia norte-americana.

Ela destaca que diversos segmentos dos Estados Unidos já vêm manifestando preocupação com os impactos das medidas sobre seus próprios negócios.

A especialista defende que a negociação continua sendo o melhor caminho para evitar prejuízos às empresas dos dois países.

Para a entidade, as medidas propostas não encontram justificativa econômica, já que os Estados Unidos registram superávit comercial na relação com o Brasil e as duas economias mantêm uma relação de complementaridade.

Sob reserva, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço e que o governo vai tentar esgotar as negociações, mostrando os números do comércio entre os dois países e apresentando argumentos técnicos.

No entanto, a avaliação é que a decisão do USTR tem motivações políticas e não técnicas. Assim, dizem avaliar que, no máximo, pode haver alguma exceção ou eventual redução de taxa, mas não a reversão da medida.

Segundo esses integrantes do Palácio do Planalto, há uma "linha de diálogo" entre os dois governos, que deve ser mantida, com reuniões entre representantes dos presidentes Lula e Donald Trump.

No Ministério das Relações Exteriores, integrantes da diplomacia brasileira dizem que os documentos do USTR demonstram como a investigação com base na seção 301 tem caráter político e não técnico nem comercial.

Segundo relatos à GloboNews, os documentos recebidos pelo Itamaraty relativos às alegações iniciais, de julho de 2025, são "praticamente iguais" aos da recomendação final, de junho de 2026.

Para integrantes do Itamaraty, isso mostra que todos os argumentos técnicos apresentados aos EUA ao longo do último ano pelos negociadores brasileiros foram desconsiderados, como os números que demonstram a queda no desmatamento no governo Lula em comparação com o governo Bolsonaro.

Uma delegação brasileira, formada por integrantes como os chefes das áreas econômica e ambiental do Itamaraty, chegou a ir a Washington para apresentar os dados, e o entendimento da diplomacia é que todos os questionamentos foram respondidos com dados, mas acabaram ignorados.

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