RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo fecha em queda e atinge menor nível desde início da guerra entre Irã e Israel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 17:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (24) e atingiu os menores níveis desde antes do início da guerra entre Irã e Israel. O movimento reflete a redução dos temores de interrupções no fornecimento global da commodity, à medida que o fluxo de navios petroleiros na região começa a se normalizar.

O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,3%, para US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos Estados Unidos, recuou 3,9%, encerrando o dia a US$ 70,34.

Ao longo do pregão, o Brent chegou a ser negociado a US$ 73,12, o menor valor desde 27 de fevereiro. O WTI, por sua vez, ficou abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

A principal razão para a queda foi a retomada do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa da produção mundial da commodity.

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.

Durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.

Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.

O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.

Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.

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Novo leilão da Receita tem iPhone 13 por R$ 480 e VW Jetta por R$ 13,2 mil; veja como participar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 16:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2030,31%Dólar TurismoR$ 5,4100,25%Euro ComercialR$ 5,9100,13%Euro TurismoR$ 6,1580,06%B3Ibovespa170.594 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,2030,31%Dólar TurismoR$ 5,4100,25%Euro ComercialR$ 5,9100,13%Euro TurismoR$ 6,1580,06%B3Ibovespa170.594 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,2030,31%Dólar TurismoR$ 5,4100,25%Euro ComercialR$ 5,9100,13%Euro TurismoR$ 6,1580,06%B3Ibovespa170.594 pts-0,39%Oferecido por

A Receita Federal em São Paulo realizará, em 30 de junho, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas.

Ao todo, são 232 lotes, que incluem smartphones, relógios inteligentes, notebooks, videogames, carros, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados, artigos esportivos, entre outros.

Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas.

O período para recebimento das propostas já está aberto e vai até as 21h do dia 29 de junho. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 30 de junho (horário de Brasília).

Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados.

O lote mais barato tem lance inicial de R$ 10, contendo resíduos de plástico. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 562,5 mil e reúne milhares de embalagens de papel crepom.

No lote 2, é possível adquirir um iPhone 13 a partir de R$ 480. No lote 12, é possível adquirir um PlayStation 4 a partir de R$ 400.No lote 27, é possível adquirir um violão Gibson a partir de R$ 12 mil. No lote 138, é possível adquirir uma bicicleta Canyon Aeroad Speed a partir de R$ 9,6 mil.No lote 228, é possível adquirir um veículo Volkswagen Jetta a partir de R$ 13,2 mil.

De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação até 26 de junho na capital paulista e nas cidades de Bauru, Campinas, Guarulhos, Santos, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Guarujá, Araraquara e Taubaté.

Os lotes poderão ser examinados de forma presencial, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão.

A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas.

Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada;ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF);ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.

ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ);ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal.

até 29 de junho, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC);selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000006/2026 – SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL;escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta";aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita;e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

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CNH: novas regras levam prova prática a recorde histórico, com 2,3 milhões de exames em 5 meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 16:47

Carros CNH: novas regras levam prova prática a recorde histórico, com 2,3 milhões de exames em 5 meses Mudanças em vigor baratearam a CNH e criaram até um novo sistema de pontuação, que não reprova automaticamente quando a baliza. Por Redação g1 — São Paulo

Detran RJ deixa de exigir manobra de baliza no exame prático de primeira habilitação — Foto: DIvulgação/Detran RJ

As novas regras para a emissão da primeira CNH aumentaram em 23,5% o número de exames de direção nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o Ministério dos Transportes.

Em comunicado, o ministério informou que foram realizadas 2.280.021 avaliações neste ano, contra 1.845.694 no mesmo período de 2025. Apesar do aumento no número de candidatos, a pasta destacou que as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação.

No mesmo período, foram realizados 2.343.393 cursos práticos, um aumento de 20% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs com as novas regras — o maior número já registrado pelo ministério para esse intervalo.

Uma das principais mudanças com a nova CNH foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58.

Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola.

De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal:

A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos.

De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos.

Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova.

Infrações leves: 1 ponto;Infrações médias: 2 pontos;Infrações graves: 4 pontos;Infrações gravíssimas: 6 pontos.

O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

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Quanto custa a chuteira nova do Neymar na Copa?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 15:44

Guia de Compras Lazer | Esporte Quanto custa a chuteira nova do Neymar na Copa? Modelo vai às lojas na sexta-feira e, pasmem, não é rosa. Veja também quanto custam os sapatos dos outros jogadores da Seleção. Por Redação g1

A Puma anunciou nesta quarta-feira (24) a nova chuteira Future 9 NJR, criada com Neymar Jr. O modelo quebra a tendência dos calçados rosa da Copa de 2026.

O novo calçado com tema "Fênix" custará R$ 2.500 e chega às lojas nesta sexta-feira (26). Antes, o atacante utilizava um modelo de R$ 1.800.

As chuteiras são os itens mais caros do uniforme brasileiro na Copa do Mundo de 2026. No final de maio, os preços variavam de R$ 800 a R$ 2.500.

4 marcas calçam os jogadores da Seleção Brasileira: Nike com 11 atletas, Adidas com 8, Puma com 4 e New Balance com 1.

A Puma anunciou hoje (24) o lançamento de um novo modelo de chuteira que foge do mar dos calçados rosa que dominam os pés dos jogadores na Copa do Mundo de 2026.

Com o tema "Fênix", a chuteira Future 9 NJR foi designada em parceria com Neymar Jr. e mistura uma base amarela com detalhes em laranja e marrom. O verde no logo da marca completa o visual.

🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail.Quanto custam as chuteiras dos grandes craques da Copa?

Segundo a fabricante, a Future 9 NJR chega na sexta-feira (26) por R$ 2.500. Até então, o atacante usava a Puma Future 9 Ultimate, que custava R$ 1.800.

As chuteiras podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo de jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2026.

Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.500.

Jogadores da seleção brasileira em campo após o fim de Brasil x Marrocos no último sábado (13) — Foto: Jeenah Moon/Reuters

Quatro marcas dominam os pés dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol: Nike (11 jogadores), Adidas (8), Puma (4) e New Balance (1).

Lucid Pink (Adidas)Rosa Neon (New Balance)Hyper Pink / Hot Punch – tonalidade complementar (Nike)Poison Pink (Puma)

No levantamento feito pelo Guia de Compras com os fabricantes, apenas dois atletas estão sem patrocínio de chuteiras. Por fotos em redes sociais, deu para perceber que Ibañez usa produtos da Adidas, e Igor Thiago, da Nike.

Veja a seguir as chuteiras usadas pelos convocados e alguns dos modelos disponíveis nas lojas on-line.

Vale ressaltar que as chuteiras da Adidas para a Copa do Mundo fazem parte de uma nova linha chamada "Road to Glory", anunciada no início do torneio, e que ainda está chegando às lojas.

Chuteira Adidas da linha "Road to Glory" especial para a Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação

Os modelos são os mesmos que os já disponíveis nas lojas da internet, só que em edição especial.

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 

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Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 14:45

Tecnologia Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios Iniciativa mira brechas em marketplaces que permitem a comercialização de dispositivos não homologados. Por Redação g1 — São Paulo

Minicelular, do tamanho da tampa de uma caneta, foi apreendido dentro de cela da prisão em Canoas — Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS

Lojas online e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmaram um acordo na última terça-feira (23) para combater a venda de minicelulares. Esses aparelhos são encontrados em presídios e representam riscos à população.

O acordo envolve principalmente os marketplaces das lojas online, ou seja, quando um vendedor utiliza a estrutura de um grande site de comércio eletrônico para vender seus produtos.

Segundo a Anatel, o tamanho extremamente reduzido deste tipo de celular "burla de sistemas de vigilância em unidades prisionais".

Para reforçar a fiscalização desse tipo de venda, o acordo prevê que as plataformas criem tecnologias, inclusive com uso de inteligência artificial, para verificar se o número de homologação da Anatel corresponde ao aparelho anunciado.

Esse número funciona como um “RG” do celular e permite identificar informações como o fabricante e o nome do modelo.

Segundo o superintendente Vinicius Caram, há “elevado percentual de anúncios que não informam o número de homologação, o modelo do equipamento ou o fabricante, além daqueles que apresentam divergências entre as especificações divulgadas e o produto ofertado”.

As plataformas digitais ainda precisam apresentar quais medidas serão adotadas, para além da fiscalização do número da homologação. Em seguida, formarão um grupo de trabalho com a Anatel para acompanhar a implementação dessas ações.

O principal atrativo desse tipo de aparelho é o tamanho reduzido. Em 2023, agentes prisionais de Canoas (RS) encontraram um celular desse tipo em uma cela. Um detalhe chamou a atenção das autoridades: o dispositivo não foi detectado pelos equipamentos de fiscalização.

Nesse caso, o celular tinha o tamanho de uma tampa de caneta. Outro modelo foi encontrado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP) e era tão pequeno que um detento chegou a engolir três aparelhos, junto com quatro baterias.

Ainda em 2025, um minicelular em formato de lata de refrigerante foi encontrado em um presídio de Cuiabá (MT). O aparelho também entrou na cela sem ser detectado pelos equipamentos de fiscalização da unidade.

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‘Mina de ouro’ de publicidade: anúncios de pausa para hidratação vieram para ficar no futebol?

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/06/2026 14:45

As pausas para hidratação na Copa do Mundo estão sendo tratadas como tempos técnicos pelas equipes e como uma máquina de fazer dinheiro por algumas emissoras — Foto: Getty Images via BBC

Quatro minutos e 20 segundos por partida. Ou sete horas, 30 minutos e 40 segundos ao longo do torneio.

Os anúncios podem começar 20 segundos depois que o árbitro apita para a pausa de três minutos no meio de cada tempo, e devem terminar 30 segundos antes de o jogo recomeçar.

Isso resulta em um potencial de oito espaços publicitários adicionais de 30 segundos por partida para cada emissora em cada país — 832 no total da competição.

Especialistas disseram à BBC Sport que um espaço médio de 30 segundos na Copa do Mundo na emissora americana Fox Sports custa entre US$ 200 mil e US$ 300 mil (R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão), chegando a US$ 750 mil (R$ 3,8 milhões) durante jogos dos EUA e das fases finais.

As pausas interromperam o ritmo das partidas, provocaram fortes críticas de técnicos e jogadores e geraram vaias altas de torcedores em quase todos os estádios.

Mas em quais países os anúncios estão sendo exibidos, como funcionam e o que isso pode significar para o futuro do futebol?

A Fifa insistiu que os intervalos de hidratação foram introduzidos para beneficiar o bem-estar dos jogadores no calor da América do Norte, e que a integridade esportiva significa que eles devem ser usados igualmente em todas as partidas — mesmo quando as temperaturas são baixas em estádios cobertos e com ar condicionado.

"Os americanos estão acostumados a anúncios durante o jogo há 40, 50 anos, então, culturalmente, isso se encaixa perfeitamente [na cultura local]", diz Rob di Gisi, professor de gestão de esportes na Wharton School da Universidade da Pensilvânia.

"Há muito pouca reação contrária aqui. Quaisquer mudanças que tornem os jogos mais 'americanizados' serão abraçadas sem que as pessoas percebam."

A Telemundo, emissora nos EUA que exibe partidas em espanhol e é voltada para latino-americanos, é uma das poucas que decidiu não mostrar anúncios durante as pausas.

Durante o jogo de estreia do Canadá na semana passada, o narrador da Telemundo disse: "Preferimos o jeito tradicional. Devemos poder ver o que os jogadores fazem. Mostramos os torcedores, pessoas se divertindo, não o lado corporativo do futebol".

Em outros grandes mercados ao redor do mundo os anúncios também estão sendo usados, incluindo no Brasil, México, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, China, Japão, Índia, Austrália, Oriente Médio e África Subsaariana.

As emissoras nesses territórios não conseguem cobrar preços tão altos quanto a Fox Sports, e nem todas estão exibindo pelo tempo máximo permitido, mas o valor total arrecadado provavelmente é enorme.

"Quando você amplia isso para todos os outros países, provavelmente chega a US$ 1 bilhão (mais de R$ 5,2 bilhões) em anúncios durante pausas para hidratação ao redor do mundo", acrescenta Di Gisi.

No entanto, ter espectadores vendo produtos durante pausas no jogo não garante necessariamente sucesso.

"É fato que, quando as marcas interrompem a experiência esperada — neste caso, o fluxo do jogo —, os torcedores podem reagir negativamente."

A Fox Sports perdeu o reinício do jogo após a segunda pausa para hidratação na partida de abertura entre México e África do Sul porque seus anúncios ultrapassaram o tempo — Foto: Getty Images via BBC

As emissoras em cada território atuam de forma independente ao vender espaços publicitários, o que significa que a Fifa não obtém ganhos financeiros diretamente.

Mas a receita extra torna a compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo mais valiosa para as emissoras, o que significa que a Fifa pode teoricamente cobrar preços mais altos ao negociar torneios futuros.

A Fifa ainda não confirmou se as pausas para hidratação serão usadas em futuras edições da Copa do Mundo, mas, dado o benefício financeiro para a organização e seus parceiros de transmissão — e o fato de que a Copa do Mundo de 2030 no Marrocos, Espanha e Portugal será realizada em climas com verões muito quentes —, é altamente provável que as pausas sigam sendo usadas.

"Os direitos desta Copa do Mundo, a Fox Sports conseguiu por apenas US$ 485 milhões (R$ 2,5 bilhões)", diz Dennis Deninger, autor do livro Live Sports Media: The What, How and Why of Sports Broadcasting ("Mídia Esportiva ao Vivo: O que, como e por que da transmissão esportiva", em tradução livre).

"Se eles estão ganhando US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) apenas com as pausas para hidratação, essa taxa de direitos é um grande negócio."

"Nunca há volta — quando existe uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, ninguém jamais diz 'vamos ganhar menos dinheiro'."

O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino (à direita), disse que as pausas para hidratação são "desnecessárias", exceto em casos de calor extremo — Foto: Getty Images via BBC

"Acho que isso veio para ficar, especialmente em torneios organizados pela Fifa", diz Thomas Peeters, professor de economia estratégica na Erasmus School of Economics.

"A Copa do Mundo é um evento que atrai não tradicionalistas, pessoas que assistem sem acompanhar todos os jogos. Um público muito amplo."

"Há uma tendência de essas pessoas assistirem a clipes em vez de jogos inteiros, então, nesse sentido, você pode inserir pausas por conta própria [e mostrar anúncios a elas sem que se importem]."

"Isso divide o jogo em partes menores que, como vemos em outras formas de entretenimento, ajudam com públicos mais jovens, que normalmente consomem conteúdo em porções menores."

Mas ainda não se sabe se outras grandes competições de futebol adotarão pausas para hidratação pelo benefício econômico.

A Premier League — o campeonato inglês — é limitada no Reino Unido pelas regras das agências reguladoras e provavelmente enfrentaria uma grande reação negativa dos torcedores. Já a Uefa tem buscado criar uma clara distância em relação à Fifa em questões de política nos últimos meses, incluindo o compromisso de não usar preços dinâmicos de ingressos na Eurocopa 2028.

"Quando uma partida é assistida por torcedores fanáticos de ambos os lados, eles não querem uma pausa após 25 minutos", acrescenta Peeters.

"Para a Uefa e a Premier League, essa ideia é menos relevante porque estão em mercados muito maduros em comparação com a Fifa."

Em mensagem à BBC, a Uefa disse: "A Uefa não tem planos de mudar os regulamentos [de pausas para hidratação] para as próximas competições, incluindo a Champions League e a Eurocopa 2028."

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37 milhões de trabalhadores com carteira assinada têm jornada acima de 41 horas por semana, diz levantamento do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%Oferecido por

Levantamento do Ministério do Trabalho divulgado nesta quarta-feira (24) mostra que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, principalmente no setor privado mas englobando também o serviço público, têm jornada acima de 41 horas por semana.

Esses trabalhadores, portanto, seriam beneficiados com a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas, em debate no no Congresso Nacional.

De acordo com dados do governo, os 37,11 milhões de trabalhadores representam 73,7% dos 50,32 milhões de trabalhadores celetistas no Brasil registrados no mês de fevereiro. Veja abaixo os dados do levantamento:

37,11 milhões de empregados trabalham mais de 41 horas por semana;9,24 milhões de trabalhadores têm jornada semanal entre 31 e 40 horas;2,16 milhões de pessoas trabalham entre 21 e 30 horas por semana;1,81 milhão de trabalhadores têm jornada semanal de até 20 horas.

No fim de maio, plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. A proposta segue para análise dos senadores.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

Já o governo retirou, neste mês, a urgência constitucional do seu próprio projeto que trata sobre a redução da jornada da escala de trabalho 6×1 enviado à Câmara dos Deputados. A mensagem informando sobre a retirada do pedido de urgência foi enviada hoje ao Congresso.

O projeto em questão não é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que já foi aprovada pela Câmara e aguarda análise no Senado Federal.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empregos no serviço público somam 1,09 milhão entre dezembro de 24 e fevereiro de 26 e superam setor privado, diz governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,2110,47%Dólar TurismoR$ 5,4200,44%Euro ComercialR$ 5,9160,24%Euro TurismoR$ 6,1640,14%B3Ibovespa170.339 pts-0,54%Oferecido por

A abertura de vagas no serviço público superou a criação de postos de trabalho no setor privado no período de 14 meses, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026, informou nesta quarta-feira (24) o Ministério do Trabalho e do Emprego.

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Além dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que englobam os trabalhadores celetistas, os números da Rais também incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários.

A abertura de vagas formais no setor público, considerando os 14 meses analisados, somou 1,091 milhão, atingindo 13,81 milhões em fevereiro de 2026.O número de vagas abertas no setor privado, abrangendo o mesmo período, totalizou 1,041 milhão, para 47,97 milhões.Ao todo, considerando o serviço público e o setor privado, foram criados 2,17 milhões de empregos no Brasil, para um total de 62,19 milhões.

De acordo com o Ministério do Trabalho, 886 mil contratações no setor público, nesse período, são contratações por tempo determinado. Ou seja, a maior parte dos contratados.

Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, essa movimentação no setor público se intensificou após a reforma trabalhista, sancionada em 2017, no governo Michel Temer — a partir da qual passou a ser mais comum esse o vínculo por tempo determinado.

Rafael Coletto Cardoso, Coordenador-Geral de Estudos e Estatísticas do Trabalho da pasta, observou que o período da coleta de dados pode ter influenciado o forte crescimento de empregos no setor público.

A lógica é que os governos municipais e estaduais podem ter contratado, por exemplo, professores do início de cada ano, com vínculo até o seu final.

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O que é carro produzido em CKD? E por que montadoras no Brasil reclamam dessa estratégia das marcas chinesas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 11:46

Carros O que é carro produzido em CKD? E por que montadoras no Brasil reclamam dessa estratégia das marcas chinesas Governo renova cota de isenção e beneficia montagem local em modalidades que exigem menos mão de obra nacional; marcas com fábrica no Brasil reclamam da decisão. Por Redação g1

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou, nesta terça-feira (23), uma cota de importação sem impostos para veículos elétricos que entram no país de forma desmontada (CKD) e semimontada (SKD).

Para compreender a medida, é necessário diferenciar os formatos de importação automotiva que constam na decisão.

Os veículos CKD são aqueles montados no Brasil, enquanto os chamados SKD entram no país de forma semimontada. Já os veículos CBU correspondem aos carros que já chegam totalmente montados ao mercado nacional. (veja infográfico)

A produção de veículos semimontados costuma ser o ponto de partida para quem decide investir em uma fábrica no território nacional. Dentro dessa estratégia, o formato SKD destaca-se por demandar um menor índice de mão de obra local, uma vez que os automóveis chegam ao país praticamente prontos.

De acordo com o modelo de operação, uma das principais vantagens dessa estratégia é aproveitar a mão de obra estrangeira, além de utilizar o desenvolvimento de tecnologias específicas voltadas para componentes que ainda não contam com produção no Brasil.

A decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças".

"A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", disse a associação. (leia a íntegra da nota ao fim do texto)

O governo afirmou que a importação de carros montados, por outro lado, não terá qualquer tipo de cotas.

"A medida converge com outras iniciativas do governo voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2", afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

"A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) lamenta e vê com grande preocupação a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de restabelecer incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD).

A medida é contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças, como atestaram dezenas de manifestações públicas assinadas por sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações da indústria nos últimos dias.

A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo.

Agora, a mudança ocorre em detrimento do interesse de empresas e de milhares de trabalhadores espalhados por nove Estados do país. Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimento contando com as regras pactuadas. Nos últimos anos, a eletrificação avançou de forma acelerada no país. Novas marcas chegaram ao mercado, a oferta de veículos aumentou e os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025.

Ao mesmo tempo, a indústria respondeu aos estímulos criados pela política pública. As fabricantes anunciaram R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, destinados às novas formas de propulsão incluindo a eletrificação, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores.

Os resultados também aparecem na produção nacional. Em 2025, os veículos eletrificados produzidos no país responderam por 25,9% das vendas do segmento. No acumulado até maio de 2026, o mercado atendido por veículos produzidos no Brasil cresceu 57% na comparação com o mesmo período de 2025. Por essa razão, a discussão deixou de ser como acelerar a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro.

O desafio agora é garantir que essa transformação gere mais produção local, desenvolvimento tecnológico, fornecedores, engenharia e agregação de valor no país. Benefícios destinados à importação podem cumprir papel relevante em fases iniciais de implantação industrial. A ampliação, em um momento em que os investimentos já estão anunciados e a produção local está em expansão, reduz os incentivos para a evolução produtiva esperada dessa nova etapa da indústria automotiva.

A decisão também contraria a sinalização que orientou investimentos anunciados sob as regras vigentes e gera insegurança para empresas que estruturaram projetos considerando o cronograma estabelecido pelo próprio governo. A Anfavea vai continuar defendendo a descarbonização, que inclui a eletrificação da frota, a concorrência e a ampliação da oferta de veículos ao consumidor brasileiro.

O que está em debate, com essa decisão, não é a transição energética, que já está em curso e não vai parar. O que está em debate é qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo."

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GWM lança Ora 5 por R$ 159 mil e acirra guerra de preços dos SUVs elétricos; veja teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/06/2026 10:45

Carros GWM lança Ora 5 por R$ 159 mil e acirra guerra de preços dos SUVs elétricos; veja teste Primeiro SUV elétrico da marca no Brasil chega mais barato que a maioria dos concorrentes e aposta em bom pacote de equipamentos para ganhar espaço no segmento. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A GWM decidiu entrar na briga por preço com seu mais novo lançamento. O Ora 5, primeiro SUV elétrico da marca no Brasil, chega por competitivos R$ 159 mil.

O preço talvez seja uma forma de compensar o atraso da GWM em ter um bom carro em um dos segmentos que mais crescem entre os veículos elétricos. A missão do Ora 5 é tentar o que o Ora 03 nunca conseguiu: vender bem.

Ao g1, a GWM afirmou que isso não significa que o Ora 03 deixará de ser vendido, apesar de custar R$ 169.000, ou R$ 10 mil a mais. A marca passou a oferecer bônus de R$ 20 mil para quem dá um carro usado na troca pelo hatch elétrico, o que pode levar o preço do irmpode cair para R$ 149.000.

BYD Yuan Pro: a partir de R$ 182.990;Geely EX5: a partir de R$ 205.800;Chevrolet Captiva EV: a partir de R$ 199.990;Omoda E5: a partir de R$ 209.990;Leapmotor B10: a partir de R$ 182.990;Leapmotor C10: a partir de R$ 204.990;GAC Aion Y: a partir de R$ 175.990;MG S5: a partir de R$ 219.800.

O Ora 5 é um Ora 03 com dimensões ampliadas em todas as direções. Ele tem 4,47 metros de comprimento e, com esse tamanho, supera os 4,40 metros do Jeep Compass e até os 4,46 metros do Toyota Corolla Cross.

Geely EX5: 4,61 metros de comprimento;Leapmotor B10: 4,51 metros de comprimento;Leapmotor C10: 4,73 metros de comprimento;GAC Aion Y: 4,53 metros de comprimento;MG S5: 4,47 metros de comprimento;Chevrolet Captiva EV: 4,74 metros de comprimento.

Mesmo assim, o entre-eixos é de 2,72 metros. O espaço interno é confortável para pessoas de estatura média, e o teto solar contribui para uma sensação maior de altura. Porém, o porta-malas não teve o mesmo destaque.

Ele tem 362 litros de capacidade. É um volume que comporta facilmente cinco malas de bordo, mas é nesse ponto que o Ora 5 fica atrás da maioria dos concorrentes:

BYD Yuan Pro: 265 litros;Geely EX5: 461 litros;Chevrolet Captiva EV: 403 litros;Omoda E5: 340;Leapmotor B10: 365 litros;Leapmotor C10: 465 litros;GAC Aion Y: 361 litros;MG S5: 453 litros.

No visual, o Ora 5 tem forte inspiração em modelos da Porsche que ainda não adotaram faróis mais estreitos, como os 718 e 911.

As semelhanças aparecem no capô, com laterais mais altas do que a parte central, e nos faróis ovalados, levemente inclinados para trás.

De perfil, o Ora 5 adota linhas mais sóbrias. Isso fica evidente na traseira menos arredondada e mais “enxuta” que a do Ora 03 — característica que o aproxima de seus concorrentes.

Por dentro, a sensação mais discreta também aparece na paleta de cores. Enquanto o Ora 03 usa materiais em diferentes cores, o novo utilitário adota um único tom, com variações próximas.

As únicas áreas com cor diferente aparecem em cobre claro, destacando elementos específicos que precisam ser encontrados mais facilmente, como o acabamento da porta USB, a maçaneta, as aletas de ventilação do ar-condicionado e o alto-falante.

A sobriedade monocromática também se estende ao estofamento dos bancos, que seguem a cor da cabine: bege ou preto.

O Ora 5 tem motor com tração dianteira, que entrega 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Durante um teste rápido em pista fechada, o desempenho ficou dentro do esperado para um carro elétrico: o torque instantâneo foi forte o suficiente para fazer os pneus cantarem em uma arrancada.

Se no visual o Ora 5 busca se diferenciar do Ora 03, na experiência ao volante as diferenças entre os dois são pequenas. A sensação ao dirigir é semelhante à do hatch, seja pelo volante menor, pela resposta do freio — que exige mais pressão —, pelo raio de giro ou pela bateria de 58 kWh.

O acerto da suspensão também lembra o do Ora 03, mais firme que o de grande parte dos concorrentes chineses e próximo ao padrão de um Volkswagen.

Durante o teste, a reportagem realizou frenagens bruscas em retomadas e, mesmo nessas situações, a carroceria não apresentou oscilações — ao contrário de modelos como o Leapmotor B10 e o BYD Dolphin.

O que diferencia o SUV do hatch é a autonomia de 349 km (34 km a mais que o Ora 03) e a maior altura em relação ao solo. Isso dá ao Ora 03 um comportamento mais próximo ao de um kart, com o motorista mais rente ao chão, enquanto o Ora 5 se comporta como um utilitário, com assento e visão de condução mais elevados.

Além de adotar uma estratégia diferente de preços, a GWM também mudou outro ponto em relação ao Ora 03. Enquanto o hatch anterior chegou ao Brasil em três versões (Skin, GT e uma edição limitada chamada Copacabana), o Ora 5 será vendido em apenas uma configuração, que nem sequer recebeu um nome.

Grade frontal ativa, que pode se fechar para melhorar a aerodinâmica;Rodas de liga leve de 18 polegadas;Central multimídia de 14,6 polegadas com o mesmo sistema do Haval H6;Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas;Carregador de celular por indução de 50 watts;Nove alto-falantes distribuídos pela cabine;Teto solar panorâmico;Câmera de visão em 360 graus;Ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras;Bancos dianteiros com ajustes elétricos;Função de resfriamento para os bancos dianteiros;Chave presencial;Console central com gaveta na parte traseira;Estepe temporário em vez de kit de reparo de pneus;Seis airbags;Controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa;Alerta de ponto cego;Frenagem automática de emergência.

Há ainda um roteador que distribui internet via Wi-Fi para os ocupantes. Ele permite conectar até oito dispositivos ao mesmo tempo, como celulares, notebooks e tablets, e oferece 3 GB de dados sem custo adicional.

É possível ampliar esse pacote com compras avulsas de 10 GB por R$ 56, ou por meio de assinatura mensal de 5 GB por R$ 35.

Por fim, o Ora 5 pode ser usado como fonte de energia para outros aparelhos, com o auxílio de um adaptador vendido separadamente. Ele fornece até 6.000 watts em 220 volts e desativa essa função automaticamente quando a bateria atinge 30% de carga.

Essa capacidade é suficiente, por exemplo, para alimentar uma TV OLED de 65 polegadas (que consome cerca de 400 watts) e um PlayStation 5, que utiliza aproximadamente 217 watts ao rodar jogos em 4K.

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