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Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 02:44

g1 explica Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir mais dinheiro

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/06/2026 02:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir mais dinheiro Especialistas recomendam testar o produto, entender o público e planejar os custos antes de tirar uma ideia do papel. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Ter uma boa ideia não é garantia de sucesso no empreendedorismo. Segundo especialistas, muitos negócios começam no impulso e acabam enfrentando prejuízos por falta de planejamento, demanda insuficiente ou custos maiores do que o esperado.

Antes de investir, o primeiro passo é entender se existe público interessado no produto ou serviço. Ouvir potenciais clientes e testar a ideia em pequena escala ajuda a identificar falhas e ajustar o negócio antes de um investimento maior.

Uma das estratégias mais recomendadas é criar um MVP (Minimum Viable Product), sigla para “produto mínimo viável”. O modelo permite validar a proposta com baixo custo e avaliar se ela realmente tem potencial de mercado.

Especialistas também destacam a importância de colocar todos os custos na ponta do lápis, desde produção até entrega, para entender se a operação é financeiramente viável. Para o Sebrae, transformar a ideia em um plano de negócio é essencial para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso.

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Acordo de paz entre EUA e Irã reforça expectativa de novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A maior parte dos analistas do mercado financeiro já projetava, na semana passada, um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta-feira (17) — quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom).

Após o anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, na noite deste domingo (14), a expectativa de uma nova redução da taxa básica da economia se consolidou.

Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano. A maioria do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Se confirmada, será a terceira redução seguida no juro. O anúncio será feito após as 18h.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

➡️O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril.

"Com IPCA 'menos ruim' e o petróleo abrindo a semana próximo de US$ 80 [com o anúncio do acordo de paz], o Copom deve cortar na reunião dessa quarta e pode deixar em aberto o comunicado. Os próximos passos vão depender do cenário, se confirmando a inflexão na inflação e expectativas 2027 e 2028 sem mudanças, podem ainda seguir cortando 25bps [0,25 ponto percentual]", avaliou a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória.

Bruna Centeno, economista da Blue3 Investimentos, observou que a semana abriu bastante intensa com o "alívio generalizado" na parte dos ativos de risco o acordo de paz. Segundo ela, a curva de juros brasileira (no mercado futuro) já precifica queda em todos os vencimentos.

"Essa semana é importante porque esse alívio generalizado ele marca uma das semanas mais aguardadas que é exatamente essa precificação de juros em relação ao super quarta de Brasil e Estados Unidos. Mesmo com a curva de ir fechando em queda em todos os vencimentos, ainda é aguardado esse corte de 0,25 [ponto percentual] para quarta feira", disse a analista Bruna Centeno, da Blue3 Investimentos.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.

➡️Na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, o BC informou que o aumento das expectativas de inflação do mercado não impediram o último corte de juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, naquele momento.

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Prazo para pedir ressarcimento de descontos indevidos no INSS vai até 20 de junho; R$ 3,2 bilhões foram devolvidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

Aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 20 de junho para contestar as cobranças.

Até agora, mais de R$3,2 bilhões foram devolvidos a 4,7 milhões de segurados, segundo o INSS. O balanço é do dia 11 de junho.

Após a aprovação da contestação, os segurados podem aderir ao acordo de ressarcimento e receber os valores corrigidos diretamente na conta em até três dias para receber administrativamente os valores descontados.

Ao fechar o acordo, os segurados recebem na conta os valores corrigidos em até três dias úteis. Segundo o INSS, mesmo após o fim do prazo para a contestação, ainda será possível aderir ao acordo de ressarcimento. Quem perder o prazo para contestar, não poderá aderir ao acordo.

Para ter direito à devolução de valores descontados entre março de 2020 e março de 2025, o segurado deve:

verificar sua situação: confirmar se houveram descontos indevidos pelo aplicativo ou site Meu INSS; pela Central 135 ou nas Agências dos Correios.contestar o desconto: informar ao INSS sobre a cobrança não autorizada pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou nas agências dos Correios.aguardar a análise: a entidade associativa tem até 15 dias úteis para se manifestar.aderir ao acordo: se a entidade não responder ou apresentar documentação irregular (como assinatura falsa), o sistema libera a opção de adesão para o recebimento do valor. A adesão ao acordo de ressarcimento pode ser feita somente pelo Meu INSS ou nos Correios.

Para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento é feito de forma automática na folha de pagamento, sem necessidade de adesão manual.

Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.

O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

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Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam nesta quarta; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de junho do Bolsa Família 2026 nesta quarta-feira (17). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)

O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.

🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.

Final do NIS: 1 – pagamento em 17/6Final do NIS: 2 – pagamento em 18/6Final do NIS: 3 – pagamento em 19/6Final do NIS: 4 – pagamento em 22/6Final do NIS: 5 – pagamento em 23/6Final do NIS: 6 – pagamento em 24/6Final do NIS: 7 – pagamento em 25/6Final do NIS: 8 – pagamento em 26/6Final do NIS: 9 – pagamento em 29/6Final do NIS: 0 – pagamento em 30/6

Julho: de 20/7 a 31/7;Agosto: de 18/8 a 31/8;Setembro: de 17/9 a 30/9;Outubro: de 19/10 a 30/10;Novembro: de 16/11 a 30/11;Dezembro: de 10/12 a 23/12.

Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.

manter crianças e adolescentes na escola;fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);manter as carteiras de vacinação atualizadas.

O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:

R$ 150 por criança de até 6 anos;R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;R$ 50 por bebê de até seis meses.

Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.

Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.

Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.

Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.

Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

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O que esperar da estreia de Kevin Warsh no Fed? Mercado observa tom do novo presidente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A primeira reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sob o comando de Kevin Warsh termina nesta quarta-feira (17) em um cenário que costuma preocupar: inflação resistente, mercado de trabalho aquecido e pressão política por juros mais baixos.

A expectativa de mercado financeiro é de que os juros sejam mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano. Ainda assim, o encontro é visto como o início de uma nova fase do BC americano.

Mais do que a decisão desta semana, os investidores buscam entender como Warsh pretende conduzir a instituição nos próximos anos e até que ponto estará disposto a manter uma postura firme no combate à inflação.

A primeira coletiva de Warsh será acompanhada em busca de sinais sobre como o novo presidente pretende se comunicar, qual será seu grau de tolerância a uma inflação acima da meta e até que ponto estará disposto a contrariar a Casa Branca.

A mudança de comando ocorre em meio a questionamentos sobre a independência do Fed e às pressões do presidente Donald Trump por juros menores.

“As turbulências no fim do mandato de Jerome Powell servem como lembrete de que a independência dos bancos centrais não é algo garantido. O que está em jogo vai além da estabilidade de preços e alcança a própria arquitetura financeira global”, afirma Anis Bensaidani, economista do BNP Paribas.

Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, em foto de 21 de abril de 2026 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

🗣️ As críticas se intensificaram em julho do ano passado, quando Trump chegou a chamar Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, acusando as decisões de juros de prejudicar os americanos.

Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.

O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.

Para Bensaidani, do BNP Paribas, a troca de comando no Fed, por si só, não deve provocar mudanças relevantes na condução dos juros. Segundo ele, a principal garantia da independência da instituição continua sendo a estrutura do comitê responsável pelas decisões.

“O voto de Warsh não tem mais peso do que o de qualquer outro diretor ou presidente regional com direito a voto — e esses integrantes, em geral, demonstram preocupação com o nível elevado e crescente da inflação.”

Na avaliação de Luiza Paparounis e Francisco Lopes, analistas do BTG Pactual, a combinação de atividade econômica forte, mercado de trabalho sólido e inflação elevada exige cautela por parte do Fed.

Ao mesmo tempo, uma postura “excessivamente paciente” pode ser interpretada pelo mercado como sinal de tolerância à inflação. Por isso, a comunicação do comitê ganha ainda mais importância.

Para os analistas, Warsh deve levar ao Fed sua visão crítica sobre o excesso de sinalizações a respeito dos próximos passos dos juros.

“É possível que ele tente reduzir a importância de sinalizações explícitas sobre a trajetória dos juros e enfatize que as decisões serão tomadas reunião a reunião, com base nos dados”, dizem.

Os dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.

💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, espera que o Fed abandone qualquer sinalização de corte de juros e reforce uma postura de “esperar para ver”, mantendo as decisões condicionadas aos próximos indicadores e ao cenário geopolítico.

“Embora Warsh tenha defendido recentemente uma flexibilização monetária antes do conflito, ele deve adotar uma postura técnica. Em sua primeira passagem pelo Fed, entre 2006 e 2011, era considerado mais rígido”, afirma Sung.

Para Axel D. Angermann, economista-chefe do Grupo FERI, a reunião desta semana pode ter implicações mais profundas do que a simples decisão sobre os juros.

Na avaliação dele, a estreia de Warsh pode marcar o início de uma “direção fundamentalmente nova” para o Fed, refletindo críticas que o economista faz há anos às políticas adotadas por seus antecessores, como Powell, Ben Bernanke e Janet Yellen.

Segundo Angermann, Warsh vê com ceticismo a expansão do balanço do banco central e a atuação mais ativa do Fed para sustentar a economia. Para ele, isso pode representar uma ruptura com a estratégia adotada nas últimas décadas e abrir espaço para uma condução menos intervencionista.

“A política monetária dos EUA pode voltar a seguir uma abordagem baseada em regras, como ocorreu pela última vez na década de 1990, sob Alan Greenspan, evitando ajustes ativos na economia e no mercado de trabalho.”

Para Angermann, mais importante do que a decisão desta semana será observar se Warsh começará a colocar essa filosofia em prática nos primeiros meses à frente do Fed.

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Mega-Sena, concurso 3019: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 21:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3019: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira (16) era de R$ 15,5 milhões. No entanto, o valor acumulou. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3019 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (16), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertasse as seis dezenas era de R$ 15,5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 36 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

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Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Distrito Federal Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB Auditores avaliam que transação deve ser acompanhada pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é um banco distrital. Decisão final cabe ao plenário do TCU; não há data para votação. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A área técnica do TCU avaliou que a Corte não tem competência para analisar o empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Distrito Federal para salvar o BRB.

O governo do Distrito Federal planeja tomar R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos. Recursos do FPE e do FPM serão usados como contragarantia.

A crise do BRB envolve transações de R$ 30 bilhões com o Banco Master. Em novembro de 2025, a Polícia Federal apontou fraudes financeiras nessas operações.

Em abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso. O banco estima que R$ 8,8 bilhões em créditos comprados do Master são "crédito podre".

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que o órgão não tem a competência legal para analisar o eventual empréstimo de até R$ 6,5 bilhões que o governo do Distrito Federal deve tomar para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

Segundo a análise, apurações desse tipo deveriam ser conduzidas pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é vinculado ao governo distrital, e não à União.

Com esse entendimento, a unidade técnica recomendará o não conhecimento da representação que pedia uma investigação do caso pelo TCU. A conclusão foi confirmada ao g1 por interlocutores que acompanham o tema.

O parecer da área técnica, porém, não é definitivo. O processo ainda será analisado pelo relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, e pelo Ministério Público junto ao TCU.

A decisão final cabe ao plenário da Corte, que deve analisar o voto apresentado pelo relator no caso.

O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Mas, como contragarantia, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

➡️A contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.

Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.

O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.

O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Senado Federal aprova projeto que blinda agências reguladoras contra bloqueios no orçamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto que blinda o orçamento das agências reguladoras contra bloqueios. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O texto foi aprovado por 51 votos a 17. Os senadores aprovaram um requerimento para enviar a matéria diretamente ao plenário, sem passar por comissão econômica.

O relator Marcos Rogério ampliou o projeto original. A nova versão protege todas as atividades das agências, sem exigir uma fonte de financiamento específica.

Os senadores articulam a derrubada de um veto do presidente Lula sobre o tema. O veto barrava regra semelhante aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O Senado aprovou, por 51 votos a 17, nesta terça-feira (16), o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. 

🔎 Pelo novo arcabouço fiscal, o governo federal precisa perseguir uma meta de resultado primário definida anualmente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para 2026, o objetivo é um superávit primário de 0,25% do PIB, mantendo a banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado na manhã desta terça na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. O texto também teria que passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas os senadores aprovaram um requerimento para levar o tema direto ao plenário.  

Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O relator, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o escopo do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade. 

O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento.

A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos.

O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento.

Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista.

Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências.

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula.

Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado.

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Grupo hacker diz ter roubado dados sobre medicamentos da dona do Ozempic

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Tecnologia Grupo hacker diz ter roubado dados sobre medicamentos da dona do Ozempic Em comunicado, grupo FulcrumSec disse que teve acesso a dados de milhares de pacientes e funcionários da Novo Nordisk. Empresa confirmou ter sofrido incidente cibernético e disse que está em contato com autoridades. Por Redação g1 — São Paulo

Um grupo hacker afirmou nesta terça-feira (16) que roubou 1,3 terabyte de dados da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida por seus tratamentos para diabetes e obesidade como Ozempic e Wegovy.

Batizado de FulcrumSec e criado em outubro de 2025, o grupo disse que considera vender parte dos dados após não ter sucesso em uma tentativa de cobrar US$ 25 milhões para devolver o material à empresa.

Os hackers atacaram os sistemas da Novo Nordisk em março e permaneceram infiltrados nas redes da empresa por dois meses até conseguirem uma lista com mais de 700 mil arquivos, segundo eles informaram ao site de segurança cibernética DataBreaches.Net.

A Novo Nordisk já tinha comunicado na última quinta-feira (11) que sofreu um incidente de segurança cibernética. Segundo a empresa, o ataque envolveu acesso não autorizado a um número limitado de sistemas internos e a dados pessoais de alguns pacientes de testes clínicos.

O FulcrumSec disse que a invasão permitiu acesso a dados de 11.500 pacientes de testes clínicos e de milhares de funcionários, além de detalhes sobre instalações de processamento e modelos de inteligência artificial usados pela empresa.

O grupo afirmou ainda que teve acesso a dados como código-fonte da Novo Nordisk, dados sobre medicamentos lançados e não lançados, documentos de ensaios clínicos, entre outros.

O FulcrumSec disse que não pretende compartilhar dados de funcionários e pacientes da Novo Nordisk nem sobre o funcionamento de sistemas usados nas instalações da empresa.

A Novo Nordisk disse à Reuters que "está ciente das alegações de que dados supostamente copiados externamente sem autorização de nossos sistemas foram publicados online".

"Levamos este assunto a sério e mantemos a operação contínua de nossas principais plataformas. Estamos em contato com as autoridades competentes", afirmou a empresa.

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