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IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

A SpaceX pode estrear na bolsa valendo até US$ 1,75 trilhão, mesmo após encerrar 2025 com receita de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido próximo de US$ 4,9 bilhões.

A avaliação projetada equivale a cerca de 109 vezes a receita anual da empresa, patamar considerado elevado até para companhias de rápido crescimento.

A Starlink tornou-se o principal motor financeiro do grupo e sustenta parte da confiança do mercado em projetos que ainda estão em desenvolvimento.

Os recursos gerados por lançamentos e pela Starlink financiam iniciativas como o Starship, computação orbital e a fábrica de chips Terafab, no Texas.

Analistas avaliam que o preço reflete apostas em três frentes: expansão da Starlink, redução dos custos espaciais com o Starship e crescimento da área de IA.

A SpaceX deve estrear nesta sexta-feira (12) na bolsa de valores de Nova York avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passaria a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo.

A forte aposta de investidores de Wall Street na SpaceX pode parecer contraditória. Apesar de estar prestes a realizar o maior IPO da história, com uma captação estimada em US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões), a empresa ainda opera no vermelho.

Em 2025, a receita de US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões) não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões).

Especialistas consultados pelo g1 explicam que o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX.

A empresa deixou de ser vista apenas como uma fabricante de foguetes e passou a ser associada ao potencial de integração entre as operações de inteligência artificial da xAI e os serviços da rede global de internet via satélite da Starlink.

"Musk criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. A Starlink sozinha acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.

Segundo Rylan Chase, analista de mercado da EBC Financial Group, os investidores que apostam na empresa estão pagando antecipadamente pelo potencial de expansão da conectividade da Starlink, pela futura monetização do foguete Starship e pela tese de infraestrutura de inteligência artificial criada pela combinação com a xAI.

Os mais céticos temem que os planos de Elon Musk sejam ambiciosos demais para corresponder às expectativas. No documento de preparação para a estreia na bolsa, a SpaceX afirma que pretende construir uma base permanente na Lua e, no longo prazo, estabelecer uma colônia em Marte capaz de abrigar até 1 milhão de pessoas.

As pretensões não param aí: a companhia também projeta desenvolver centros de processamento de dados em órbita alimentados por energia solar e impulsionar uma "economia espacial" baseada em fábricas, sistemas de energia e infraestrutura operando fora da Terra.

Por mais que a SpaceX deva fazer uma estreia avassaladora na bolsa, suas ações podem sofrer duros baques ao longo do tempo. Como muitos investidores apostam em planos ambiciosos para o futuro da empresa, qualquer decepção pode derrubar seu valor de mercado.

Na avaliação de Chase, da EBC Financial Group, os investidores não estão olhando apenas para os resultados atuais da companhia. Quem aceita pagar US$ 135 (R$ 688,64) por ação está mirando em várias frentes de crescimento ao mesmo tempo, e não apenas no negócio espacial.

🚀 A SpaceX passou a reunir negócios de telecomunicações, inteligência artificial e infraestrutura tecnológica em uma mesma empresa.📡 A Starlink se tornou a principal fonte de receita da companhia, enquanto outros projetos passaram a fazer parte de sua estratégia de crescimento para os próximos anos.🤖 A xAI funciona como o braço de inteligência artificial da empresa, integrando o chatbot Grok aos dados da rede social X e à infraestrutura da Starlink.

Ainda assim, o analista avalia que o valor de mercado projetado para a empresa é alto, mesmo em comparação com companhias que crescem rapidamente. Pelas contas dele, a avaliação equivale a cerca de 109 vezes toda a receita obtida pela empresa no ano passado.

Mas muitos analistas avaliam que esse era o caminho natural. Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em inteligência artificial, afirma que a empresa chegou a um ponto em que suas ambições exigem um volume de recursos difícil de obter apenas por meio de rodadas privadas de investimento.

🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de uma empresa. Nesse processo, a companhia vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Segundo Machado Dias, a receita gerada pela Starlink convive com projetos que exigem investimentos elevados e podem levar anos para dar retorno. Em outras palavras, se a Starlink ajuda a sustentar as receitas da empresa, os demais projetos ajudam a explicar por que a SpaceX continua registrando prejuízos bilionários.

"O Starship, os data centers orbitais e a guinada em direção à industrialização lunar demandam um tipo de capital que só o mercado público consegue oferecer."

A avaliação de Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa especializada em pesquisas de mercado para startups e companhias privadas, aponta na mesma direção: a SpaceX usa os recursos gerados pelos lançamentos e pela Starlink para financiar uma estratégia que vai além da expansão de seus serviços atuais.

🌐 Entre os projetos citados por ele está a Terafab, uma fábrica de chips planejada para o Texas que poderá custar até US$ 119 bilhões (R$ 607 bilhões). A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla na qual a companhia busca controlar diferentes etapas de sua cadeia tecnológica, da fabricação de semicondutores à operação de satélites.🛰️ Outro foco é a chamada computação orbital, conceito que prevê o processamento de dados diretamente no espaço por meio de uma futura rede de satélites voltada para aplicações de inteligência artificial.

"A empresa utiliza o fluxo de caixa dos lançamentos e da Starlink para financiar sua visão de longo prazo", resume Asplund.

Por isso, a avaliação trilionária da empresa depende principalmente do que ela conseguirá entregar nos próximos anos.

Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, reforça a visão de que a companhia precisa se apresentar como uma "plataforma que reúne conectividade, transporte espacial e inteligência artificial".

Uma das principais apostas é a tecnologia conhecida como "direct-to-cell", que permite conectar celulares comuns diretamente aos satélites da empresa, sem a necessidade de antenas ou outros equipamentos específicos.

O analista estima que esse mercado possa alcançar 1,1 bilhão de usuários até 2040 e gerar mais de US$ 42 bilhões (R$ 214,2 bilhões) por ano.

Nesse cenário, avalia o analista, a Starlink deixaria de ser apenas uma rede de internet via satélite e passaria a ter um papel mais amplo no ecossistema digital, oferecendo conexão para celulares, veículos e outros dispositivos.

A segunda aposta está ligada ao Starship, foguete de nova geração da companhia. A expectativa da consultoria é que a reutilização total da nave reduza os custos de lançamento em até 80%, permitindo transportar mais carga ao espaço por uma fração do custo atual.

Isso poderia ampliar a capacidade da Starlink e viabilizar negócios que hoje esbarram no alto custo para chegar ao espaço.

Por isso, segundo Granda, parte importante do valor atribuído à SpaceX está ligada à expectativa de que o Starship ajude a impulsionar a economia espacial nos próximos anos.

Segundo informações divulgadas pela própria companhia em seu prospecto de abertura de capital, a divisão de inteligência artificial gerou receita de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões) em 2025, mas registrou prejuízo operacional de US$ 6,3 bilhões (R$ 32,1 bilhões).

Os números refletem o forte ritmo de investimentos da operação. Apenas os gastos com infraestrutura e ampliação da capacidade de processamento consumiram mais de US$ 12,7 bilhões (R$ 64,8 bilhões) no período.

➡️ Entre os projetos estão grandes centros de processamento de dados e iniciativas que preveem levar parte dessa infraestrutura ao espaço.

Para Granda, a avaliação trilionária da SpaceX está menos ligada aos resultados atuais e mais à expectativa de retorno desses projetos nos próximos anos.

"O preço pode parecer caro olhando apenas para os números atuais, mas os investidores estão pagando hoje pela economia de 2030", resume.

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A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 00:46

Tecnologia A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX Documentos apresentados aos investidores mostram que a empresa aposta em uma futura expansão econômica além da Terra, apesar dos desafios tecnológicos e comerciais ainda existentes. Por Janize Colaço, Darlan Helder, g1 — São Paulo

Parte da avaliação trilionária da SpaceX está ligada à aposta de que a Lua e a órbita terrestre possam abrigar atividades econômicas hoje inexistentes.

A Lua ganhou prioridade sobre Marte por permitir testar tecnologias e construir infraestrutura em ciclos mais compatíveis com os prazos dos investidores.

O Starship é visto como a peça central do plano: reduzir custos de acesso ao espaço e viabilizar operações industriais em escala fora da Terra.

Medicamentos, fibras ópticas, semicondutores, turismo espacial e estações privadas aparecem entre os mercados que poderiam surgir com custos menores.

Especialistas veem potencial na economia espacial, mas avaliam que bases lunares e data centers orbitais ainda estão longe de gerar receitas relevantes.

Mais de meio século depois do primeiro passo humano na Lua, a SpaceX tenta convencer investidores de que o próximo grande salto será econômico.

Embora ainda não existam minas, fábricas ou centros de processamento de dados operando fora da Terra, parte da avaliação de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões) atribuída à companhia — que estreia na bolsa nesta sexta-feira (12) —, reflete a expectativa de que atividades desse tipo se tornem economicamente viáveis nas próximas décadas.

Essa visão aparece de forma explícita nos documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.

Neles, a empresa de Elon Musk define o espaço como "a maior fronteira econômica da história humana" e argumenta que a queda dos custos de lançamento está abrindo caminho para uma nova fase de expansão produtiva além da Terra.

🌐 Entre os projetos citados estão sistemas de geração de energia solar na superfície lunar, a extração de gelo para a produção de combustível, o aproveitamento de recursos minerais e a construção de fábricas capazes de produzir satélites e componentes eletrônicos.🚀 Os planos incluem ainda um sistema de lançamento eletromagnético a partir do satélite natural, numa espécie de "catapulta gigante" projetada para enviar cargas ao espaço sem a necessidade de foguetes.

Por mais futuristas que pareçam — dignas de um filme de ficção científica —, essas iniciativas refletem uma revisão das ambições da empresa e uma reorientação de sua estratégia para os próximos anos.

Isso porque, durante anos, o empresário sul-africano apresentou Marte como o grande objetivo da expansão humana no espaço e o destino final dos planos da SpaceX. Agora, porém, a Lua ganha protagonismo como etapa prioritária da estratégia em seus planos mais imediatos.

“A justificativa de Musk é técnica, [pois] janelas de lançamento da Lua são a cada dez dias, em vez de 26 meses de Marte”, explica Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo o docente, a mudança também garantiu uma espécie de aderência ao “calendário do investidor institucional”, uma vez que a Lua pode permitir testar tecnologias, construir uma base operacional e acumular avanços de forma mais rápida, compatível com os horizontes de retorno esperados pelos investidores.

Há, porém, um elemento que conecta praticamente todas as ambições da SpaceX para a Lua: nenhuma delas existe sem o Starship, foguete desenvolvido pela companhia.

Não à toa, o veículo aparece nos planos da empresa menos como um produto comercial e mais como o que a companhia define como infraestrutura capaz de sustentar uma futura economia espacial.

Segundo a própria SpaceX, o projeto foi concebido para transportar grandes volumes de carga e tripulação de forma recorrente e economicamente viável. Há também a aposta na capacidade de reabastecimento em órbita, considerada uma peça-chave para missões mais longas e para a expansão das atividades além da Terra.

Na avaliação de Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, o Starship representa uma mudança estrutural na forma como o espaço pode ser explorado economicamente.

Para ele, o foguete inaugura uma nova etapa na trajetória da SpaceX, em que as missões espaciais deixam de funcionar como iniciativas pontuais e passam a se aproximar de uma lógica industrial baseada em escala, frequência e reutilização.

➡️ O principal obstáculo histórico do setor sempre foi o custo de colocar pessoas e equipamentos em órbita. A proposta da empresa de Musk é inverter essa equação: transformando o acesso ao espaço em uma atividade mais previsível e rotineira.

A expectativa da consultoria é que a combinação entre reutilização e maior capacidade de carga reduza drasticamente os custos de lançamento ao longo do tempo. Se isso acontecer, projetos que hoje parecem economicamente inviáveis poderão ganhar escala e viabilizar uma presença mais permanente fora da Terra.

"Não se trata apenas de chegar à Lua. Trata-se de criar a infraestrutura necessária para permanecer lá e operar em escala", observa Granda.

Se a economia lunar ainda soa como um conceito distante, Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa de pesquisa e inteligência de mercado focada em startups, procura responder à pergunta que costuma separar visão de negócio de ficção científica: onde estaria o retorno financeiro de tudo isso?

Segundo a consultoria, a queda dos custos de acesso ao espaço pode abrir caminho para atividades produtivas que hoje permanecem inviáveis. Parte dessa oportunidade estaria justamente em produzir fora da Terra.

Em alguns casos, o ambiente de vácuo e microgravidade não seria apenas um local alternativo de produção, mas uma vantagem.

➡️ A gravidade terrestre pode gerar impurezas e deformações em materiais sensíveis. Em órbita, esses efeitos tendem a ser reduzidos, permitindo fabricar produtos com características difíceis de reproduzir em solo.

Entre os exemplos citados por Asplund estão medicamentos produzidos em microgravidade, fibras ópticas especiais usadas em telecomunicações e lasers, além de wafers de silício — lâminas que servem de base para a fabricação de semicondutores.

💊 A estimativa da consultoria é que apenas o mercado de medicamentos produzidos nessas condições possa movimentar US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) até 2030. 🔬 No caso das fibras ópticas do tipo ZBLAN, cuja fabricação é favorecida pela ausência de gravidade, o potencial de mercado nesse período é estimado em US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões), enquanto o segmento global de wafers de silício supera US$ 150 bilhões (R$ 765,2 bilhões).🚀 Já no turismo espacial se espera que a reutilização de veículos como o Starship reduza gradualmente os custos de acesso à órbita, ampliando um mercado que a Sacra projeta em quase US$ 4 bilhões (R$ 20,4 bilhões) até 2032.

"As pessoas costumam imaginar o espaço apenas como um lugar para lançar satélites. Mas a lógica da próxima etapa é usar o ambiente espacial para fabricar produtos que seriam mais difíceis ou mais caros de produzir na Terra", afirma Asplund.

Outro segmento apontado pelo especialista envolve as futuras estações espaciais privadas. Com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se aproximando do fim de sua vida útil, a expectativa é que parte dos recursos hoje destinados à sua manutenção seja direcionada para plataformas comerciais em órbita.

Segundo a Sacra, essa transição pode abrir caminho para uma nova geração de laboratórios, fábricas e centros de pesquisa operados por empresas privadas.

Nos documentos apresentados à SEC, a companhia afirma que vê o espaço não apenas como um local para fabricar produtos, mas também como uma futura base para sustentar a expansão da inteligência artificial.

➡️ A empresa argumenta que o crescimento da inteligência artificial exige volumes cada vez maiores de energia e processamento, pressionando a infraestrutura terrestre. Como resposta, planeja desenvolver uma rede de satélites capazes de funcionar como centros de processamento de dados em órbita, alimentados por energia solar.

Segundo a companhia, essa arquitetura reduziria parte dos custos associados aos grandes centros de dados terrestres. Em órbita, o calor dos equipamentos poderia ser dissipado diretamente para o espaço, diminuindo a necessidade de estruturas convencionais de refrigeração.

“O espaço oferece o potencial de acesso a uma fonte de energia praticamente ilimitada e um ambiente operacional capaz de sustentar computação de alta densidade de forma contínua. Isso inclui vantagens estruturais para geração de energia, resfriamento dos equipamentos e operações ininterruptas à medida que a capacidade aumenta”, afirma a empresa em seu prospecto de abertura de capital.

A SpaceX diz que pretende iniciar a implantação dessa estrutura a partir de 2028. Mais uma vez, o Starship aparece como peça central, já que a companhia considera o foguete indispensável para transportar ao espaço os equipamentos necessários para sustentar essa rede.

Nos cálculos de Asplund, o movimento também representa uma tentativa de disputar uma parcela do mercado global de serviços em nuvem, estimado em US$ 200 bilhões (R$ 1,02 trilhão). Ele ressalta que a empresa mantém conversas com o Google para avaliar a possibilidade de hospedar conjuntamente centros de processamento de dados em órbita.

“Caso avance, a parceria serviria como uma validação da demanda corporativa por infraestrutura de computação espacial e poderia ajudar a garantir as primeiras receitas do programa de constelação de satélites voltados à inteligência artificial”, afirma.

Embora Franco Granda projete que a economia espacial global possa alcançar US$ 1,8 trilhão (R$ 9,18 trilhões) até 2035, ele adota uma postura cautelosa quando analisa algumas das iniciativas mais ambiciosas da SpaceX.

Projetos como data centers orbitais e uma futura base industrial na Lua aparecem na análise como possibilidades de longo prazo — não como fontes concretas de receita para os próximos anos, cuja realização ainda depende de uma série de avanços tecnológicos, operacionais e econômicos.

"A ideia não é dizer que esses projetos são impossíveis. A questão é que eles estão muito além de qualquer horizonte de planejamento de curto prazo", avalia o analista sênior da PitchBook.

🌙 Ele considera propostas como a Moonbase Alpha — um assentamento lunar voltado à produção industrial — conceitualmente plausíveis, mas agressivas em cronograma. A avaliação é que a construção de uma estrutura permanente na Lua seria um projeto medido em décadas, não em anos.

Por isso, Granda atribui receita praticamente zero a iniciativas como bases lunares e computação orbital em seus modelos financeiros atuais.

“A SpaceX será apresentada [aos investidores] tendo a Starlink como motor de geração de caixa, complementada por diversas apostas de valorização futura, como a escala proporcionada pelo Starship, a conectividade direta para dispositivos móveis e a computação orbital”, afirma.

Nos documentos apresentados à SEC, a própria companhia descreve o satélite natural como uma etapa intermediária rumo a objetivos ainda mais amplos, incluindo o conceito de civilização Kardashev Tipo II (entenda mais abaixo).

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Venezuela concede licença à britânica Shell para exploração de gás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 22:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em 30 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

A Venezuela concedeu, nesta quinta-feira (11), uma licença à britânica Shell para a exploração e exportação de gás, somando-se às transnacionais que retornam ao país graças a uma recente reforma da lei de hidrocarbonetos que abriu o setor ao investimento estrangeiro.

A presidente interina Delcy Rodríguez impulsionou em janeiro uma nova lei de hidrocarbonetos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

O governo de Rodríguez firmou acordos com várias das principais petroleiras do mundo, entre elas a britânica BP e a espanhola Repsol.

Com essa licença, a Shell poderá explorar o campo Loran, que contém sete jazidas de gás natural, seis delas transfronteiriças com Trinidad e Tobago, informou a presidência da Venezuela em comunicado.

Segundo Rodríguez, essa concessão “vai permitir que a Venezuela dê um passo muito importante em seu desenvolvimento gasífero e também como exportadora de gás”. Ela apontou que esse campo de gás ficou abandonado por 23 anos.

Após a aprovação da reforma da lei de hidrocarbonetos no fim de janeiro, Washington começou a flexibilizar as sanções contra a Venezuela. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e também é rico em gás natural.

Peter Costello, presidente de Exploração e Produção da Shell, afirmou que “a assinatura desses acordos é uma conquista maravilhosa para a Venezuela e para a Shell e ressalta a nossa parceria de longa data”.

Especialistas do setor petrolífero têm apontado que a Venezuela desperdiça bilhões de pés cúbicos de gás, o que provoca perdas econômicas e graves danos ambientais.

Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca — Foto: Reuters

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Mega-Sena, concurso 3017: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 21:48

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3017: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira era de R$ 6,75 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3017 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (11), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 6,75 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e acumulou para R$ 12 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Justiça dos EUA mantém tarifa global de 10% de Trump em vigor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 20:45

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Um tribunal de apelações dos Estados Unidos prorrogou, nesta quinta-feira (11), a suspensão de uma decisão que havia declarado ilegal a tarifa global de 10% imposta pelo presidente Donald Trump, permitindo que o governo continue aplicando a cobrança enquanto o recurso é analisado.

Trump impôs a tarifa aduaneira temporária de 10% em fevereiro, pouco depois de a Suprema Corte ter anulado a maior parte de suas tarifas gerais.

A decisão da Corte representou um revés para o presidente, que havia transformado essas tarifas em um símbolo da política econômica de seu segundo mandato.

Em maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos proibiu a aplicação das tarifas a um grupo específico de autores da ação, o que levou o governo Trump a recorrer da decisão.

Desde então, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal dos Estados Unidos concedeu uma suspensão temporária da ordem do Tribunal de Comércio, medida que foi prorrogada nesta quinta-feira.

Ao anunciar a decisão, o tribunal de apelações afirmou que “o governo federal demonstrou de forma suficiente que provavelmente terá êxito no mérito da questão”, entre outros fundamentos.

A tarifa de 10%, aplicada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, está prevista para expirar no fim de julho, a menos que o Congresso decida prorrogá-la.

O governo Trump já iniciou esforços para implementar, até essa data, novas tarifas de caráter mais duradouro.

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Pautas-bomba: projetos em tramitação no Congresso podem ter impacto fiscal de R$ 111 bilhões por ano, diz Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 19:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento informaram nesta quinta-feira (11) que nove proposições em tramitação no Congresso Nacional representam, em conjunto, um impacto fiscal estimado em R$ 111 bilhões por ano.

O valor reúne estimativas elaboradas por órgãos técnicos do Poder Executivo e dizem respeito as chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

Acabar com a fila foi promessa de campanha do presidente, em 2022. Governo trocou presidente do INSS em abril.

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Fazenda refaz cálculos e diz que pautas-bomba do Congresso podem ter impacto fiscal de R$ 111 bilhões por ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 19:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O Ministério da Fazenda refez os cálculos sobre o impacto da aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise pelo Congresso Nacional, a nova estimativa é de R$ 111 bilhões por ano. O valor diz respeito ao impacto fiscal de nove projetos em tramitação.

Interlocutores da pasta haviam informado inicialmente ao g1 que o impacto superaria R$ 2 trilhões em dez anos. Segundo novas estimativas divulgadas nesta quinta-feira (11) o efeito será o equivalente a mais de R$ 1 trilhão em dez anos.

Ainda assim, o impacto é maior do que a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.

🔎 Pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano.PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030.PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais.PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano.

Com exceção da PEC das Igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.

"As estimativas combinam renúncias de receita e despesas obrigatórias, incluindo equalização de taxas juros e impactos previdenciários, que afetam as contas públicas de maneira direta. As médias anuais pressupõem distribuição uniforme dos custos, sem atualização monetária, de modo que o impacto efetivo em cada exercício pode ser superior", dizem os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, em nota.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião.

Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.

O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba".

Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso".

"É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10).

O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes contra o aumento de gastos.

Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.

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Chuteiras rosas dominam a abertura da Copa do Mundo de 2026 — e devem continuar assim; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 18:47

Guia de Compras Lazer | Esporte Chuteiras rosas dominam a abertura da Copa do Mundo de 2026 — e devem continuar assim; entenda Preços vão de R$ 800 a R$ 2.300 e a cor deve ser a tendência deste Mundial. Veja quanto custam. Por Redação g1

Quem acompanhou a partida entre México e África do Sul, primeira da Copa do Mundo de 2026, pode ter percebido que a maioria dos jogadores está usando chuteiras rosas — cor que deve ser tendência para o Mundial.

Elas podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.300.

Mas esses valores podem ficar ainda mais altos, já que essas chuteiras não são necessariamente as que todos jogadores vão usar em campo.

Segundo o site Footy Headlines, especializado em equipamentos de futebol, "é uma coincidência surpreendentemente grande que todas as principais marcas tenham lançado novos produtos em um tom vibrante de rosa."

Casemiro, Raphinha e Luiz Henrique durante a goleada do Brasil por 6 a 2 contra o Panamá — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 

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Copa do Mundo 2026: presença de árbitro brasileiro na abertura rende memes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 17:45

Tecnologia Copa do Mundo 2026: presença de árbitro brasileiro na abertura rende memes Wilton Pereira Sampaio apita a partida de abertura, entre México África do Sul. Por Redação g1 — São Paulo

A presença do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul rendeu memes nas redes sociais.

"Nossa Anitta" e "É a lenda Wilton Pereira Sampaio", destacaram algumas das publicações.

A internet também brincou com o fato de Wilton ter aplicado o primeiro cartão vermelho desta Copa do Mundo.

Árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio durante abertura da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Reuters/Henry Romero

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O que é Labubu e por que os bonecos apareceram na abertura da Copa do Mundo?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 16:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,096-1,46%Dólar TurismoR$ 5,315-1,15%Euro ComercialR$ 5,904-1,09%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa170.773 pts1,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,096-1,46%Dólar TurismoR$ 5,315-1,15%Euro ComercialR$ 5,904-1,09%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa170.773 pts1,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,096-1,46%Dólar TurismoR$ 5,315-1,15%Euro ComercialR$ 5,904-1,09%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa170.773 pts1,28%Oferecido por

Os bonecos Labubu, febre na internet, apareceram de forma inusitada na abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada no México nesta quinta-feira, dia 11.

Criados em 2015 por Kasing Lung, os excêntricos personagens ganharam versões exclusivas para o torneio após uma parceria entre a Fifa e a marca Pop Mart.

No Brasil, a venda oficial dos bonecos originais começou no dia 5, trazidos pela Candide com preços de R$ 299,99 a R$ 799,99.

Antes da chegada oficial, o mercado brasileiro era inundado por réplicas baratas de R$ 65, enquanto o produto original importado custava cerca de US$ 300.

A abertura da Copa do Mundo 2026 do México, transmitida nesta quinta-feira (11), contou com personagens inusitados: os bonecos Labubu, que foram febre em 2025, principalmente por conta da internet.

Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.

Eles são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu após abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.

Mas por que eles estavam na abertura da Copa? A Fifa, entidade responsável pela realização do torneio, e a Pop Mart, dona da marca Labubu, firmaram uma parceria em março deste ano que resultou em versões do boneco exclusivas para a Copa.

Além dos bonecos especiais, a parceria também inclui lojas nos países-sede do torneio e outros itens especiais que estão à venda.

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As vendas dos bonecos originais no Brasil começaram apenas no último dia 5. Segundo a Candide, empresa brasileira que lançou os bonecos em parceria com a organização chinesa, a operação da Pop Mart no Brasil conta com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99.

Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.

Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

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