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‘Project Maven’: como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/04/2026 01:33

Tecnologia 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos Pentágono afirma que ferramenta acelera a identificação de alvos e reduz o tempo entre a identificação de um alvo e a execução do ataque. Gestão do software do projeto mudou após funcionários do Google questionarem a ética por trás do uso da tecnologia em conflitos armados. Por Aline Freitas

O Project Maven é um sistema de inteligência artificial que cruza dados de sensores e imagens de satélite para identificar alvos e mapear, em tempo real, o cenário de combate.

O projeto foi criado em 2017 para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones.

Os Estados Unidos têm recorrido a um aliado não convencional na campanha contra o Irã: a inteligência artificial. No centro dessa estratégia está o Project Maven, sistema que cruza dados de sensores e imagens de satélite para identificar alvos e mapear, em tempo real, o cenário de combate.

Quando foi criado em 2017, o projeto surgiu para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones. Até então, o trabalho era feito manualmente: operadores precisavam examinar quadro a quadro para identificar possíveis indícios — muitas vezes visíveis por apenas instantes —, em um processo demorado e suscetível a erros.

Agora, oito anos depois, o projeto é visto como um facilitador da tomada de decisão no campo de batalha. Isso porque, ao analisar dados como imagens de satélite e registros de drones, reúne dados em uma única tela, filtra informações, identifica possíveis alvos e sugere como atacá-los.

Uma demonstração do Departamento de Defesa em março mostrou como funciona a plataforma. Veja o passo a passo:

Integração de dados: o sistema reúne informações de sensores e imagens em uma única tela, permitindo visão consolidada do campo de batalha.Filtragem: o operador seleciona e organiza os dados relevantes na própria interface.Identificação de alvos: ao detectar um elemento suspeito, o sistema transforma a informação em um alvo formal dentro do fluxo operacional.Classificação: os alvos são organizados por tipo, o que orienta a tomada de decisão.Sugestão de ataque: a plataforma cruza dados e indica possíveis cursos de ação, incluindo o recurso militar mais adequado.Decisão e ação: o operador escolhe uma das opções e inicia a operação.Execução integrada: todo o processo ocorre no mesmo sistema, reduzindo o tempo entre identificação e ataque.

Segundo o chefe de IA do departamento, Camaeron Stanley, graças ao programa, o que antes exigia programas diferentes e horas de trabalho humano agora leva minutos.

"Estávamos fazendo isso em cerca de oito ou nove sistemas, onde humanos estavam literalmente movendo detecções de um lado para o outro para chegar ao nosso estado final desejado", disse.

A Palantir é a empresa responsável pelo software de IA que alimenta o projeto. Mas essa não foi sempre a realidade.

Quando o projeto começou, em 2017, o Google era responsável pelo seu desenvolvimento. Mas questões éticas acerca do uso de IA em conflitos armados fizeram a big tech desisitir.

Em 2018, mais de 3 mil funcionários da empresa assinaram uma carta aberta para denunciar que o contrato ultrapassava uma linha vermelha. De acordo com a AFP, engenheiros da empresa chegaram a pedir demissão.

Isso fez com que o Google se recusasse a renovar o contrato. A empresa, então, publicou uma carta ética sobre IA que excluía qualquer participação em sistemas de armamento.

Em fevereiro do ano passado, contudo, a empresa alterou sua política de inteligência artificial (IA) e removeu uma cláusula que proibia o uso da tecnologia para o desenvolvimento de armas e vigilância.

Após a desistência do Google, a Palantir ocupou o lugar no projeto. Desde então, passou a liderar o fornecimento do Project Maven, com sua tecnologia de inteligência artificial formando a base central de funcionamento do programa.

A Palantir é uma empresa americana de tecnologia especializada em análise de dados, conhecida por softwares usados por governos e forças de segurança. A empresa é alvo de críticas por fornecer tecnologia ao ICE, usada em operações contra imigrantes e alvo de debates sobre direitos civis.

O Pentágono e a Palantir se recusaram comentar sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã. Entretanto, segundo a AFP, o ritmo dos ataques americanos mostra que o projeto provavelmente acelerou o processo de seleção de alvos e de disparo.

Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, as forças americanas atingiram mais de mil alvos.

Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times em 2024 aponta que o Maven enfrentou o seu primeiro teste real na Guerra da Ucrânia, mas ali o software enfrentou um problema.

Segundo o jornal, a guerra evidenciou que é difícil aplicar tecnologia avançada em um conflito que ainda se parece com guerras do passado, baseadas em trincheiras e artilharia pesada.

Apesar disso, de acordo com autoridades ouvidas pelo jornal, a visualização de movimentos e comunicações russas foi simplificada pela plataforma.

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Governo zera impostos do combustível de aviação: o que pode acontecer com as passagens aéreas?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/04/2026 01:33

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%Oferecido por

O governo federal lançou nesta segunda-feira (6/4) um pacote de medidas para tentar amortecer os impactos da guerra no Irã nos combustíveis, incluindo iniciativas específicas de alívio para o setor aéreo.

Para esse segmento, as medidas anunciadas são a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor, e prorrogação, para dezembro, das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho.

O pacote, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criou uma nova subvenção para a importação e produção do biodiesel, que se somará ao subsídio anunciado no início de março, e também ao gás.

No início do mês, a Petrobras havia anunciado aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação. No acumulado desde o início da guerra, em fevereiro, a alta é de 64%.

Segundo a Petrobras, haverá 18% de reajuste em abril. O restante será parcelado em seis meses, com a primeira parcela prevista para julho. A medida vem para assegurar o "bom funcionamento do mercado", segundo a companhia.

Os impactos da crise são globais, mas para o passageiro brasileiro, o cenário é de "tempestade perfeita": a alta encontra custos normalmente já elevados e um setor já abatido. Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo. A prévia da inflação de março (o IPCA-15) mostrou aumento de 5,94%.

Com as novas medidas anunciadas nesta segunda, a expectativa é de que os impactos sejam amortecidos.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil explicam por que o país é particularmente vulnerável a esse choque e o que o consumidor deve considerar antes de comprar seus bilhetes.

O impacto do conflito entre Irã e EUA nos preços do combustível dos aviões se dá porque o país do Oriente Médio detém o controle do estreito de Ormuz, uma área entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico.

Por ele, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Isso acontece porque o estreito é a única saída marítima de petróleo para grandes exportadores, como Arábia Saudita, Iraque e o próprio Irã.

Com o conflito, os riscos em torno do transporte do petróleo aumentaram. Isso se refletiu na alta de preços do Brent, que é referência no mercado. Um dia antes da invasão norte-americana, o preço do barril de Brent fechou em US$ 71,32. Mas, ao longo do conflito, o valor já ultrapassou a marca dos US$ 115 por barril.

Como o QAV é um derivado direto do petróleo, seu preço está ligado a essas oscilações — como já visto, mesmo que com menor intensidade, em outras situações de conflito, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

No Brasil, essa vulnerabilidade é amplificada pela política de Paridade de Preço de Importação (PPI), segundo Dany Oliveira, ex-diretor da International Air Transport Association (IATA) no Brasil.

Esse modelo de precificação define o valor dos combustíveis no Brasil não pelo custo real de extração e refino nacional, mas pelo quanto custaria para um importador trazer esse mesmo produto do exterior.

Na prática, a Petrobras calcula o preço somando a cotação internacional do petróleo (como o Brent, no caso do QAV) e a variação do dólar a "custos hipotéticos" de transporte, como fretes marítimos e taxas portuárias, como se o combustível estivesse cruzando o oceano em um navio-tanque.

Assim, pouco importa que cerca de 90% do QAV usado no Brasil seja produzido no país — o seu preço vai seguir o mercado internacional.

Preço do querosene de aviação no Brasil segue a cotação internacional — Foto: Getty Images via BBC

Segundo Oliveira, em tempos normais, o combustível de aviação representa cerca de 40% do custo total das empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial gira em torno de 27%.

Segundo nota da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) enviada à BBC, o combustível passou a responder por 45% dos custos totais das companhias após o último reajuste.

Além disso, com a guerra, "as empresas precisam desviar de áreas justamente por conta da segurança", explica Oliveira.

"Esses desvios podem alongar o tempo de voo em até uma hora e meia. Isso é ainda mais tempo consumindo o querosene".

Para Diego Endrigo, planejador financeiro pela Planejar, pode valer a pena se adiantar e comprar passagens para as viagens do resto do ano.

Ao contrário do câmbio, onde é possível comprar dólares aos poucos para fazer um "preço médio", o serviço aéreo tende a sofrer repasses abruptos.

Além disso, "as pessoas podem e devem antecipar a compra da passagem, pois há a possibilidade, com a guerra, de redução da quantidade de voos", diz Endrigo.

"E aí, se reduzir a quantidade de voos, temos a famosa regra da oferta e demanda. E a inflação de preços ocorre exatamente por isso".

Com menos oferta de voos disponíveis e demanda igual dos passageiros por viagens, os preços das passagens sobem.

Os viajantes também devem redobrar a atenção ao seguro-viagem, muitas vezes oferecido pelas próprias operadoras de cartão de crédito, que pode oferecer proteção e assistência contra imprevistos, desde emergências médicas até cancelamento de voos.

As incertezas trazidas por conflitos geopolíticos também podem trazer lições duradouras sobre planejamento pessoal, diz Diego.

"Além de toda a tragédia, cidadãos pagam muito caro economicamente por uma guerra", afirma. "Para se preparar para situações de emergência, podemos diversificar, para além de ativos, diversificar o risco-país. Hoje temos muitas opções acessíveis de contas internacionais, que permitem ter ativos em vários locais".

A decisão de compra também esbarra em uma questão para além das finanças: os direitos dos passageiros em caso de cancelamentos.

Isso porque, em novembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os processos contra companhias aéreas que tratem de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos decorrentes de "fortuito externo" ou força maior, conforme as definições do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA).

Na prática, isso significa que os processos motivados por eventos alheios ao controle das empresas (como condições meteorológicas adversas, fechamento de aeroportos, restrições impostas por autoridades da aviação civil ou situações de pandemia) devem ser paralisados até que o tribunal decida de forma definitiva sobre a controvérsia.

A disputa é qual conjunto de regras deve prevalecer nessas situações: se é o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que oferece maior proteção e reparação ao passageiro, ou o CBA, que possui regras mais restritivas.

Assim, a depender do que decidir o STF, é possível que situações de guerra como a que acontece no Irã sejam lidas como "fortuito externo" e, dessa forma, passageiros afetados por um cancelamento nessas condições não tenham direito a reclamação contra companhias.

Para Walter Moura, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma "guerra que tem mais de três semanas não é como um tornado, que acontece do nada". Portanto, ele defende que conflitos como o do Irã não sejam enquadrados como "fortuitos externos".

"Para vendas futuras, eles têm plenas condições de fazer cálculos preditivos, criando planos especiais de pagamento e cancelamento", diz. "Não acredito que o Supremo resista à pressão das aéreas. É bom o consumidor se preparar para comprar passagens aéreas da mesma forma que comprar bilhetes de loteria. As chances de perder dinheiro são cada vez maiores."

A Anac disse em nota que as regras brasileiras "não trazem orientação específica para situação de guerra", mas entende que "o texto deve ser expandido para esse tipo de circunstância".

"Ou seja, que as companhias aéreas não são responsáveis pelo dano, o que não as isenta da necessidade de garantir assistência material aos passageiros", disse a Anac.

Se a situação atual é de crise para todos os envolvidos, ela pode ter um pequeno ponto positivo a longo prazo: impulsionar a busca de alternativas para o QAV, que tem origem fóssil.

"O momento mostra uma altíssima dependência de um único insumo poluente, e precisamos diminuir essa dependência", diz Dany de Oliveira.

Uma das opções é o Sustainable Aviation Fuel (SAF), um biocombustível produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha, gordura animal e biomassa de cana-de-açúcar. Os atuais motores de aviões já são compatíveis com o SAF.

Historicamente, o SAF é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum. No entanto, com o barril de Brent subindo com a guerra, essa distância econômica diminui.

O combustível sustentável (SAF) é de 3 a 5 vezes mais caro que o querosene comum, mas diferença pode cair com alta do Brent — Foto: Getty Images

"O Brasil tem tudo para ser a 'Arábia Saudita do SAF'", diz Oliveira. Além de ter a maior reserva de biomassa do mundo, o Brasil já tem décadas de experiência com o Proálcool e a mistura de biodiesel, com infraestrutura adequada para biocombustíveis.

Além disso, o SAF pode trazer independência geopolítica: um combustível produzido a partir de cana-de-açúcar ou gordura animal em solo brasileiro não depende do estreito de Ormuz.

De olho nisso, o SAF faz parte da Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que regula os passos da transição energética no Brasil. Ela define que, a partir de 2027, as companhias aéreas precisam usar uma pequena porcentagem de SAF. Empresas como a LATAM já começaram a usar o biocombustível em determinadas operações.

"O arcabouço regulatório ajuda, mas ainda falta uma carteira de investimentos para acelerar esses projetos do SAF. O que temos hoje é potencial", diz Oliveira. "Que esse momento seja uma alavanca para que esses projetos fiquem mais robustos e consigam ser acelerados".

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O pacote do governo Lula contra alta do diesel e outros combustíveis em 5 pontos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/04/2026 01:33

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%Oferecido por

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (6/4) mais um pacote de medidas visando conter o impacto da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

Entre as medidas anunciadas estão a ampliação da subvenção ao diesel, a criação de um subsídio para a importação de gás de cozinha e a isenção de impostos (PIS e Cofins) sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV).

Em março, o governo já havia anunciado a isenção da alíquota de PIS e Cofins sobre o óleo diesel e um subsídio de R$ 0,32 por litro do produto produzido no Brasil ou importado.

O efeito desse primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política.

Governo Lula anunciou novo pacote de medidas visando conter impacto da guerra no Irã sobre preços de combustíveis no Brasil — Foto: Agência Brasil/Getty Images

Com as medidas anunciadas nesta segunda-feira, o governo visa conter uma aceleração da inflação em pleno ano eleitoral.

Com custo bilionário, o pacote se soma a outros bilhões em gastos sociais do governo para aumentar o poder de compra da população, aquecer a economia e conter a inflação, às vésperas da nova tentativa de reeleição de Lula.

"Em conjunto, as ações geram um novo alívio para os consumidores e os setores produtivos brasileiros, reduzindo os efeitos internos do choque de preços causado pela guerra", afirmou o Planalto, em comunicado sobre as ações para conter a alta dos combustíveis.

"E fortalecem a soberania energética e a segurança do abastecimento no país, garantindo que a população brasileira continue sendo uma das menos afetadas pela crise geopolítica", completou a Presidência da República.

Nesta segunda-feira, o petróleo do tipo WTI para maio (referência do mercado americano) fechou em alta de 0,77%, a US$ 112,41 por barril. Já o Brent para junho (referência mundial) avançou 0,68%, a US$ 109,77 por barril.

O preço do petróleo está em alta desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo.

Com isso, a alta dos combustíveis se tornou uma dor de cabeça para o governo federal no ano eleitoral, com ameaça de greve dos caminhoneiros e potenciais impactos sobre a popularidade de Lula.

Para o diesel, o governo anunciou uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível.

As subvenções anunciadas agora se somam àquela de R$ 0,32 por litro anunciada em 12 de março e que já está em vigor.

Considerando as medidas já anunciadas em março, o subsídio total ficará em R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 para o produto nacional.

Governo anunciou subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais de diesel, e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível — Foto: José Cruz/Agência Brasil via BBC

Na importação, a subvenção será financiada em conjunto por União e estados, com cada parte sendo responsável por 50% do custo (ou R$ 0,60 por litro cada).

Essa medida terá duração inicial de dois meses (abril e maio) e custo total estimado em R$ 4 bilhões (sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para estados e Distrito Federal).

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 unidades da federação já confirmaram disposição de participar do programa e apenas dois estados ainda não sinalizaram adesão, mas ele disse esperar que a participação possa ser unânime.

Já na produção nacional, o subsídio adicional de R$ 0,80 por litro será bancado apenas pela União, com custo de R$ 3 bilhões por mês e duração de dois meses, prorrogáveis por igual período — o que, se confirmado, elevaria o gasto total a R$ 12 bilhões em quatro meses.

O óleo diesel é o combustível utilizado pela maioria dos veículos de carga, dos caminhões que transportam os alimentos, medicamentos e até a gasolina que abastece nos postos, aos navios que transportam mercadorias pelo mundo.

É também o que muitos ônibus e trens usam. E é desse combustível que muitas indústrias dependem para alimentar suas máquinas — e que produtores agrícolas precisam para operar seus tratores e poder semear e colher.

Apesar disso, o diesel é um item de pouco peso sobre o IPCA (índice oficial de inflação do país) – em fevereiro, ele respondia por apenas 0,23% da cesta.

No entanto, por ser muito utilizado no transporte rodoviário, ele acaba afetando indiretamente vários outros componentes da inflação, uma vez que afeta os custos das empresas. Daí a ação do governo para conter a alta de preços.

O governo zerou ainda as alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel, com impacto esperado de R$ 0,02 por litro do combustível. Atualmente, o biodiesel é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, a uma proporção de 15%.

Para o gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo, ou GLP), o governo vai subsidiar em R$ 850 cada tonelada de GLP importado, com o objetivo de que o produto estrangeiro seja comercializado no Brasil pelo mesmo valor do item nacional.

Segundo o governo Lula, o objetivo da medida é "reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável". A subvenção deve durar dois meses, prorrogáveis por mais dois, com custo estimado em R$ 330 milhões.

O subsídio anunciado nesta segunda-feira é mais uma medida do governo sobre o gás de cozinha. Em fevereiro, Lula sancionou lei que torna o programa Gás do Povo permanente.

O programa mais do que triplicou as famílias atendidas em 2026, de 4,5 milhões para 15 milhões. Os beneficiários têm direito a recargas de 4 a 6 botijões por ano, a depender do tamanho das famílias.

O valor médio nacional do botijão está em R$ 110, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Subvenção ao gás de cozinha deve durar dois meses, com custo de R$ 330 milhões — Foto: Banco Central/Agência Brasil via BBC

Para conter a alta de preços das passagens aéreas, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), com uma economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível.

Na semana passada, a Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do combustível dos aviões, item que representa mais de 40% do custo operacional das companhias aéreas.

O Executivo também anunciou até R$ 9 bilhões em linhas de crédito para o setor aéreo, com foco na reestruturação financeira das empresas e em capital de giro.

Também anunciou que as empresas pagarão as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes aos meses de abril, maio e junho somente em dezembro.

As tarifas de navegação são cobranças feitas pelo governo (no Brasil, administradas pela FAB) para custear os serviços que permitem que os aviões voem com segurança no espaço aéreo.

Governo zerou alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com economia esperada de R$ 0,07 por litro do combustível — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC

O governo anunciou, por fim, o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços dos combustíveis.

Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade.

Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão.

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Imposto de Renda 2026: declaração online ou programa no computador? Veja diferenças

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 07/04/2026 01:33

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Contribuinte pode usar programa no computador ou plataforma online da Receita. Prazo para declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Por Redação g1 — São Paulo

O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 já começou e vai até 29 de maio. Para prestar contas à Receita Federal, os contribuintes podem escolher entre duas formas de preencher e enviar os dados: usar o programa instalado no computador ou fazer todo o processo pela internet.

As duas opções estão disponíveis e permitem o envio da declaração dentro do mesmo prazo. A expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações.

Enquanto o programa tradicional para computador continua em funcionamento, a Receita tem ampliado os recursos da versão digital chamada “Meu Imposto de Renda”, que pode ser acessada pelo navegador ou pelo aplicativo no celular.

De acordo com José Carlos da Fonseca, supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, o contribuinte continua livre para escolher qual ferramenta utilizar na hora de prestar contas ao Leão.

Programa no computador continua disponívelDeclaração também pode ser feita pela internetNovidades na versão onlinePré-preenchida é a mesma nas duas opções

O Programa Gerador da Declaração (PGD) é a forma mais tradicional de enviar o Imposto de Renda. Nesse modelo, o contribuinte precisa baixar o programa no computador, preencher os dados manualmente e, depois, enviar a declaração para a Receita Federal pela própria ferramenta.

O preenchimento pode começar a partir dos documentos que o contribuinte já tem em mãos, como informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos.

▶️ Como o programa funciona diretamente no computador do usuário, o preenchimento é feito localmente, no próprio dispositivo. Por isso, algumas verificações do sistema não aparecem automaticamente durante o preenchimento.

O envio da declaração à Receita e o acesso à chamada declaração pré-preenchida — quando parte das informações já aparece automaticamente — só acontecem quando o sistema se conecta aos servidores da Receita Federal.

Outra opção é preencher a declaração pela internet, usando o sistema Meu Imposto de Renda, que funciona dentro das plataformas digitais da Receita Federal.

pelo site da Receita Federal; pelo portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento); pelo aplicativo da Receita Federal, disponível para celulares Android e iPhone.

Segundo Fonseca, o acesso direto pelo site da Receita costuma ser mais rápido. Isso porque evita a navegação por várias páginas dentro do e-CAC, que reúne diversos serviços do órgão.

▶️ Uma das principais diferenças da versão online é que o sistema faz verificações enquanto o contribuinte preenche a declaração. Assim, podem aparecer alertas quando alguma informação parece incomum ou incompleta.

💊 despesas médicas muito elevadas 👥 dependentes com rendimentos que não foram informados 💸 escolha de restituição por PIX sem chave cadastrada no CPF

Esses avisos não impedem que a declaração seja enviada à Receita, mas indicam que pode valer a pena revisar os dados antes de concluir o envio.

Apesar dessas funções, o sistema online ainda não pode ser usado em alguns casos. Atualmente, ele não atende contribuintes que tiveram:

💰 ganho de capital, como lucro na venda de imóveis🌾 atividade rural 📜 declaração final de espólio ✈️ saída definitiva do país

Uma das mudanças é que contribuintes que tiveram operações em renda variável — como compra e venda de ações na bolsa de valores — agora também poderão usar o sistema pela internet.

▶️ Antes, nesses casos, era obrigatório preencher e enviar a declaração pelo programa instalado no computador.

Outra novidade é a possibilidade de corrigir declarações enviadas pelo programa diretamente pelo celular ou pela internet.

Isso significa que, se o contribuinte entregou a declaração pelo computador e depois percebeu algum erro, poderá fazer a correção pela versão online.

🔎 verificar se a declaração já foi processada; 💰 acompanhar o pagamento da restituição; ⚠️ receber avisos caso haja pendências; 📄 verificar se a declaração caiu na chamada malha fina (quando o Fisco identifica informações que precisam ser analisadas com mais atenção).

Uma das facilidades disponíveis atualmente é a declaração pré-preenchida, em que parte das informações já aparece automaticamente no sistema.

🏢 rendimentos informados por empresas; 🏦 informações enviadas por bancos e instituições financeiras;🧾 pagamentos declarados por prestadores de serviço.

Segundo a Receita Federal, o conteúdo da declaração pré-preenchida é o mesmo independentemente da ferramenta utilizada.

Isso significa que os mesmos dados aparecem tanto no programa instalado no computador quanto na versão online.

Mesmo com essa facilidade, o Fisco orienta que o contribuinte confira todos os dados antes de concluir o envio. Isso porque as informações são fornecidas por terceiros, como empresas e instituições financeiras.

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Petrobras anuncia Marcelo Weick como presidente do conselho de administração até escolha de nome definitivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 22:31

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%Oferecido por

Marcelo Weick Pogliese será o presidente do conselho de administração da Petrobras até a eleição de um novo presidente do colegiado.

Ele substitui interinamente Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Weick exercerá o cargo de presidente do colegiado até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril.

Ele já era conselheiro da Petrobras e também ocupa o posto de secretário da Secretaria Especial Para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Marcelo Weick Pogliese (ao centro), secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (SAJ) — Foto: Henrique Raynal – CC

A Petrobras anunciou que Marcelo Weick Pogliese será o presidente do conselho de administração da empresa até a eleição de um novo presidente do colegiado.

Ele substitui interinamente Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Weick exercerá o cargo de presidente do colegiado até a próxima assembleia geral ordinária, em 16 de abril.

Ele já era conselheiro da Petrobras e também ocupa o posto de secretário da Secretaria Especial Para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Pogliese entrou no conselho em agosto do ano passado na vaga deixada por Pietro Mendes, que renunciou ao cargo para se tornar diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), vinculada ao MME.

🔎 O conselho de administração é o órgão que define as estratégias da empresa. Ele tem de 7 a 11 membros, indicados pelo governo federal (acionista controlador), por acionistas minoritários e por representantes dos empregados.

Marcelo Weick Pogliese é professor titular da Universidade Federal da Paraíba. Advogado de formação, possui pós-doutorado em direito público pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), doutorado em direito pela Uerj e mestrado em direito pela UFRN.

Também já foi procurador-geral de João Pessoa, procurador-geral do estado da Paraíba e chefe da Casa Civil do governo paraibano, além de ter atuado como assessor especial da presidência na Petrobras.

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Medidas para frear alta dos combustíveis custarão R$ 30,5 bilhões; governo decide mexer na tributação dos cigarros para compensar parte dos gastos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 20:22

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,25%Dólar TurismoR$ 5,345-0,3%Euro ComercialR$ 5,941-0,17%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.162 pts0,06%Oferecido por

O governo federal estimou que as medidas que já estão em vigor e as que foram anunciadas nesta segunda-feira (6) para reduzir o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no Brasil custarão R$ 30,5 bilhões.

isenção do PIS/Cofins sobre o diesel (R$ 20 bilhões);subvenção aos importadores e aos produtores brasileiros do combustível (R$ 10 bilhões);retirada dos impostos federais que incidem sobre o combustível de aviação (QAV) e sobre o biodiesel e apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) (R$ 500 milhões).

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a maior parte da compensação dos gastos virá da arrecadação com tributos sobre a exportação de petróleo, participações e royalties.

Para compensar a isenção do PIS Cofins do querosene de aviação (QAV) e do biodiesel, a equipe econômica decidiu aumentar a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre cigarros.

Com essa mudança, o governo espera arrecadar R$ 1,2 bilhão no período em que a medida vai vigorar, dois meses. A alíquota subirá de 2,25% para 3,5% e o preço mínimo da carteira de cigarros passará de R$ 6,50 para R$ 7,50.

É esperado um decreto para zerar os impostos federais sobre o combustível de aviação e sobre o biodisel. Segundo os cálculos do governo, a economia será de R$ 0,07 por litro do combustível.

No caso do biodiesel, a economia será de R$ 0,02 por litro do combustível. O biodisel é um combustível renovável adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.

A subvenção aos importadores do diesel foi negociada com os estados. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no Palácio do Planalto, 25 estados aderiram à proposta, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual).

Segundo o governo, a medida será aplicada nos meses de abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

O governo federal vai inicialmente fazer o pagamento da parte que cabe aos estados e depois vai reter o valor correspondente a cada um deles no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

➡️ O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

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Carne de paca: post em que Janja prepara prato para Lula gera dúvidas sobre consumo; entenda regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 17:50

Agro Carne de paca: post em que Janja prepara prato para Lula gera dúvidas sobre consumo; entenda regras Após post de Janja, buscas sobre a legalidade do consumo do animal do Brasil cresceram na internet. No Brasil, a prática é permitida desde que a origem do animal seja de produtores autorizados. Por Redação g1 — São Paulo

Uma publicação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, gerou dúvidas na internet sobre o consumo de carne de paca no Brasil.

No vídeo, Janja aparece cozinhando carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o feriado de Páscoa.

Uma publicação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, gerou dúvidas na internet sobre o consumo de carne de paca no Brasil. A prática é permitida desde que a origem do animal seja de produtores autorizados.

No vídeo, Janja aparece cozinhando carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o feriado de Páscoa. Seguidores perguntaram sobre a legalidade do consumo do animal no país.

Diante da repercussão, Janja comentou a publicação cerca de uma hora depois, afirmando que a carne consumida era de origem legal.

“Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no @globorural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, disse.

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Após a publicação de Janja, as buscas sobre a legalidade do consumo do animal do Brasil cresceram na internet.

Segundo a legislação, a caça e a comercialização de animais silvestres, como a paca, são proibidas. Contudo, no caso de animais criados em cativeiros com licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), o comércio é permitido.

O Globo Rural deste domingo (5) visitou uma criação de paca em Tatuí, no estado de São Paulo. O dono do criadouro explicou que a captura do animal na natureza é proibida e, para começar a criação, o proprietário precisa adquirir de criadores legalizados.

A autorização para o início do criadouro de paca demora cerca de um ano e é fiscalizado pelo governo. O Ibama também deve fiscalizar a criação e a comercialização.

Post de Janja gera dúvidas sobre consumo de carne da paca no Brasil — Foto: Reprodução/Instagram

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Governo anuncia subvenção à importação de gás liquefeito para reduzir impacto sobre o preço do botijão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 17:50

Política Governo anuncia subvenção à importação de gás liquefeito para reduzir impacto da guerra sobre o preço do botijão Medida para conter a alta do preço do gás de cozinha, anunciada nesta segunda-feira (6) na estreira do conflito no Oriente Médio, terá duração de dois meses, podendo ser prorrogada por outros dois. Por Isabella Calzolari, Mariana Assis

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

🔎O GLP, também conhecido como “gás de cozinha” ou “gás de botijão”, é destinado principalmente ao uso doméstico.

O pagamento da subvenção será de R$ 850,00 sobre cada tonelada de GLP, com o custo de R$ 330 milhões.

Com a medida, o produto importado será comercializado com o mesmo preço daquele produzido no Brasil.

De acordo com o governo, o objetivo é reduzir o impacto dos conflitos no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no mercado interno e sobre o dia a dia da população mais vulnerável.

A subvenção à compra externa do GLP, com duração de dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois meses, está prevista em medida provisória que traz outras ações para tentar para frear alta nos preços de combustíveis.

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Governo anuncia medidas para enfrentar efeitos da guerra sobre combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 16:51

Política Ao vivo Encerrada Especial Publicitário Governo zera imposto sobre querosene de aviação para tentar conter alta das passagens aéreas; ASSISTA Os ministros da Fazenda, Portos e Aeroportos, Planejamento e Orçamento falam no Palácio do Planalto. Carregando

Últimos destaques Resumo Logo g1Atualizado há 10 minutos porRedação G1O governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos no preço do querosene de aviação em meio à escala do preço do produto. O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciada pela Petrobras na última semana.

Atualizado há 18 minutos porRedação G1A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

Atualizado há 19 minutos porRedação G1"A gente viu 25 estados já manifestando positivamente pela adesão ao programa, dois estados ainda não se manifestaram pela adesão, espero que esses dois estados não deixem sua população com diesel mais caro e faço apelo para que todos os estados adiram", diz o ministro.

Atualizado há 20 minutos porRedação G1Ministro da Fazenda, Dario Durigan fala sobre medidas do governo junto aos estados para derrubar o preço do diesel.

Atualizado há 22 minutos porRedação G1Em primeira medida anunciada, o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, diz que a MP do Diesel vai interditar estabelecimentos por aumento abusivo no preço dos combustíveis.

Atualizado há 42 minutos porRedação G1Segundo apuração da GloboNews, regras para subsídio do diesel devem ser definidas hoje e publicadas em Medida Provisória.

Atualizado há 49 minutos porRedação G1Hoje, às 16h, no Salão Leste do Planalto, os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) concedem coletiva com anúncio de medidas de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil.

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Governo lança medidas para conter aumento do querosene de aviação; alta deve elevar preço de passagens aéreas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/04/2026 16:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,26%Dólar TurismoR$ 5,344-0,3%Euro ComercialR$ 5,942-0,16%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.224 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,26%Dólar TurismoR$ 5,344-0,3%Euro ComercialR$ 5,942-0,16%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.224 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,26%Dólar TurismoR$ 5,344-0,3%Euro ComercialR$ 5,942-0,16%Euro TurismoR$ 6,184-0,21%B3Ibovespa188.224 pts0,09%Oferecido por

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (06) um pacote de medidas para reduzir os impactos no preço do querosene de aviação em meio à escala do preço do produto.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciada pela Petrobras na última semana.

As medidas são: redução do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, redução do ICMS sobre o querosene de aviação e redução do Imposto de Importação sobre o querosene de aviação.

Na semana passada, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (06) um pacote de medidas para reduzir os impactos no preço do querosene de aviação em meio à escala do preço do produto.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciada pela Petrobras na última semana.

zerar Pis/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível;prorrogação do pagamento da tarifa de navegação, as empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho;duas linhas de crédito.

A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas.

Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.

A segunda linha de crédito terá foco no capital de giro de seis meses, com recursos de R$ 1 bilhão, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.

As linhas se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada.

Na semana passada, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%.

"A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", diz, em nota, a Abear.

A declaração ocorreu poucas horas após a confirmação oficial de que a Petrobras elevaria os preços às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato.

Ao todo, mais de 80% do querosene de aviação consumido no Brasil é produzido no país. Ainda assim, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo.

Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. — Foto: Ricardo Moraes/ Reuters

Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115.

Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 0,35%, a US$ 100,23. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.

Embora a Abear tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores.

"A Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações", conclui a nota.

A Petrobras, por sua vez, anunciou em comunicado uma iniciativa para suavizar os efeitos do reajuste do querosene de aviação.

A estatal afirmou que, em abril, as distribuidoras pagarão alta equivalente a 18%. A diferença até os cerca de 54% previstos em contrato será parcelada em seis vezes, a partir de julho.

"Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", informou a Petrobras.

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