RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Com alta nas exportações de petróleo, balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 15:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2811,19%Dólar TurismoR$ 5,4630,83%Euro ComercialR$ 6,1180,72%Euro TurismoR$ 6,3460,5%B3Ibovespa180.258 pts-2,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,2811,19%Dólar TurismoR$ 5,4630,83%Euro ComercialR$ 6,1180,72%Euro TurismoR$ 6,3460,5%B3Ibovespa180.258 pts-2,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,2811,19%Dólar TurismoR$ 5,4630,83%Euro ComercialR$ 6,1180,72%Euro TurismoR$ 6,3460,5%B3Ibovespa180.258 pts-2,76%Oferecido por

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, impulsionado por fortes exportações de petróleo.

No primeiro bimestre, o saldo positivo acumulado atingiu US$ 8,02 bilhões, superando os US$ 1,87 bilhões do mesmo período de 2025.

O Brasil teve um déficit de US$ 265 milhões com os EUA em fevereiro de 2026, com queda nas exportações e importações.

Exportações para China, México, União Europeia e Oriente Médio ajudaram a compensar o impacto do "tarifaço" dos EUA.

A balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (5).

🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

O valor representa melhora em relação ao ano passado, quando o saldo foi deficitário em US$ 467 milhões.Esse também foi o maior superávit para meses de fevereiro desde 2024 (+US$ 5,13 bilhões).

O destaque de fevereiro foi o forte crescimento nas exportações de petróleo, principalmente por conta do valor exportado, o preço recuou no mês passado. Já em março, o preço do produto está em alta por conta da guerra no Oriente Médio.

As exportações somaram US$ 26,3 bilhões, com alta de 28,5% pela média diária;As importações somaram US$ 22,1 bilhões, com aumento de 5,7% pela média diária;

Óleos brutos de petróleo: US$ 3,7 bilhões, com alta de 76,5%Soja: US$ 2,93 bilhões, com aumento de 15,5%Minério de ferro: US$ 2,09 bilhões, com alta de 20,9%Carne bovina: US$ 1,33 bilhão, com crescimento de 41,8%Café não torrado: US$ 1,02 bilhão, com queda de 1,1%Carnes de aves e suas miudezas: US$ 856 milhões, com alta de 9,8%

Nos dois primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 8,02 bilhões, informou o governo.

Com isso, houve melhora na comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 1,87 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 50,92 bilhões (alta 13,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária).Já as importações somaram US$ 42,9 bilhões no primeiro bimestre de 2026, com queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.

Ainda sob impacto do tarifaço dos EUA na maior parte do mês passado, as exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,52 bilhões em fevereiro deste ano, contra US$ 3,17 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um recuo de 20,3%.

Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos norte-americanos também recuaram no mês passado, para US$ 2,79 bilhões. O recuo foi de 16,5% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,33 bilhões).

➡️Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 265 milhões no segundo mês de 2026.

O tarifaço do presidente Donald Trump foi implementado de forma gradual, com início em abril para todos os países, embora alguns produtos tenham recebido taxação mais elevada, como aço e alumínio.Em agosto, foi anunciada uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil. Ainda assim, foi divulgada uma extensa lista de exceções, com mais de 700 itens, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes.Com o passar dos meses e a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações avançaram e, em novembro, os EUA retiraram do tarifaço outros produtos brasileiros, como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte da pauta continuou tarifada.Em 20 de fevereiro, porém, a Justiça dos EUA decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado "tarifaço" a outros países sem autorização do Congresso Nacional. Por isso, revogou as sobretaxas específicas impostas a várias nações, mantendo apenas a tarifa geral de 10%.

A situação da balança comercial brasileira em janeiro só não foi pior porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados, como China, México, União Europeia e Oriente Médio.

Esse movimento ajudou a compensar os efeitos do tarifaço dos EUA, ainda vigente em boa parte do mês de fevereiro.

China: alta de 38,7%, para US$ 7,22 bilhões;Mercosul: queda de 19,5%, para US$ 1,56 bilhão;União Europeia: alta de 34,7%, para US$ 4,23 bilhões;México: crescimento de 24,3%, para US$ 634 milhões;Oriente Médio: alta de 10,8%, para US$ 1,23 bilhão.

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Renault lança o SUV Koleos para roubar os clientes das marcas chinesas; veja detalhes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 11:12

Carros Renault lança Koleos, SUV híbrido para 'roubar' os clientes das marcas chinesas; veja detalhes Modelo é o primeiro híbrido da marca no Brasil e aposta em cabine com três telas, sistemas de segurança e potência de 245 cv para convencer público da BYD e GWM. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A Renault lança o SUV Koleos no Brasil para reposicionar sua imagem no mercado premium, mirando clientes de marcas como BYD e GWM.

O Koleos se destaca pelo interior sofisticado, com três telas de 12,3 polegadas, incluindo uma exclusiva para o passageiro, e acabamento de alta qualidade.

Equipado com motorização híbrida de 245 cv, o Koleos acelera de 0 a 100 km/h em 8,3s, mas seu consumo de 13,1 km/l na cidade não impressiona.

O modelo oferece amplo espaço interno, bancos traseiros aquecidos e reclináveis, além de condução semiautônoma nível 2 e estacionamento autônomo.

A Renault quer se reposicionar aos olhos dos brasileiros. Deixar de ser vista como a marca dos carros populares para ser reconhecida pelo requinte nos segmentos mais caros. O capítulo mais recente dessa estratégia, que já incluiu Kardian e Boreal, é o Koleos.

O SUV tem proporções generosas, maiores que as do Jeep Commander, e aposta em uma cabine chamativa e em um conjunto híbrido de 245 cv para fisgar clientes que hoje compram BYD Song Plus e GWM Haval H6.

A Renault ainda não divulga o preço, mas o g1 apurou e já consegue fazer uma estimativa: algo na casa dos R$ 260 mil.

O Koleos segue o padrão global de design da Renault. As linhas vincadas da carroceria ganham destaque com a pintura cinza acetinada. Detalhes azulados e apliques pretos completam o visual futurista.

Será o suficiente para conquistar o cliente brasileiro? A resposta talvez esteja no interior do Koleos.

No interior, a Renault priorizou a experiência de motorista e passageiros. São três telas alinhadas no painel, cada uma com 12,3 polegadas.

Uma está logo atrás do volante e funciona como cluster de instrumentos. No meio, alinhada com o console central, está a tradicional tela do multimídia. A novidade é a terceira tela, logo a frente do carona.

Nela é possível ajustar o ar-condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto-falantes e até assistir à série favorita em serviços de streaming.

Essa tela do passageiro tem um efeito de discrição semelhante ao de películas de privacidade usadas em celulares. Quem observa de lado não consegue ver o conteúdo, que aparece escuro. Assim, o passageiro pode assistir a vídeos sem distrair o motorista.

A má notícia é que a legislação brasileira não permite a reprodução de vídeos com o carro em movimento, mesmo com esse recurso na tela. Portanto, filmes e séries só podem ser assistidos com o Koleos parado.

A qualidade dos materiais e do acabamento é superior. Por outro lado, a combinação de telas e revestimentos em preto brilhante acumula muitas marcas de dedo. A iluminação ambiente colore os painéis das portas e harmoniza com as costuras azuis e vermelhas.

Comparado ao interior do Song Plus 2027, por exemplo, o Koleos integra melhor os elementos ao painel. A gigante tela flutuante do BYD rouba o protagonismo.

A Renault transmite sensação de tecnologia sem recorrer a telas giratórias ou botões chamativos. O teto panorâmico reforça o ambiente sofisticado. Resta saber se o cliente brasileiro prefere a ousadia de alguns modelos ou a proposta mais discreta do Koleos.

A plataforma CMA, também usada por Volvo e Geely, garante 2,82 m de entre-eixos e posiciona a bateria de forma compacta no centro do carro. O resultado é um assoalho praticamente plano e bom espaço para joelhos, ombros e cabeça.

Além do espaço generoso, os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado com ajuste próprio de temperatura e bancos aquecidos, algo raro na segunda fileira. Também é possível reclinar o encosto, o que torna a viagem mais confortável.

A lista inclui rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado, pacote visual Esprit Alpine, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, head-up display e outros itens de conforto.

No lançamento, a Renault afirmou que o Koleos poderá ser comprado em qualquer um dos mais de 250 pontos de venda da marca. A empresa não confirmou preço, prazo de garantia, planos de manutenção nem expectativa de vendas.

O g1 apurou que a Renault considera como principais concorrentes do Koleos o BYD Song Plus e, nas versões mais completas, o GWM Haval H6. A lista também inclui Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander.

Com esses concorrentes na mira e o pacote de equipamentos oferecido, é possível estimar um preço próximo de R$ 260 mil. A confirmação dos valores e de informações como a garantia será feita no dia 1º de abril.

“Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, explica Guilherme Ruibal, gerente de produto da Renault.

O Renault Koleos consegue fazer manobras de estacionamento de forma autônoma; o motorista não precisa nem acelerar.

Há também condução semiautônoma de nível 2. Em vias rápidas, o SUV mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa. Ele identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado.

O SUV conta com frenagem automática e assistente de manobras evasivas. Nesse caso, o sistema identifica quando a força aplicada pelo motorista pode não ser suficiente para evitar uma colisão e adiciona mais assistência à direção.

Há câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura do veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática inclusive em curvas, alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal, aviso para saída segura dos ocupantes, alerta de colisão traseira, entre outros recursos.

O motor 1.5 turbo com injeção direta do Koleos é movido apenas a gasolina e gera 144 cv, com torque de 23,4 kgfm. Os dois motores elétricos, acoplados à transmissão de três marchas, entregam juntos 136 cv e 32,6 kgfm de torque. A potência combinada chega a 245 cv.

Os dados oficiais da Renault indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. Segundo o Inmetro, o consumo é de 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada — números que não impressionam para um híbrido.

O g1 já experimentou o Koleos pelas ruas de São Paulo, mas as impressões de como o modelo se comporta ao volante só podem ser compartilhadas mais para frente.

Já é possível comparar o Renault com alguns dos modelos apontados como concorrentes. O BYD Song Plus acaba de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv. Além disso, a bateria de 26,3 kWh do modelo chinês permite rodar até 99 km no modo elétrico, sem acionar o motor a combustão.

O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e tem mais força. A potência combinada do motor 1.5 turbo com o elétrico chega a 326 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 segundos, mais rápida que a do Koleos.

Já deu para perceber que a concorrência é pesada, tanto em preço quanto em números de desempenho.

Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 144 cavalos Torque: 23,4 kgfmMotores elétricos: 2Potência: 136 cavalos Torque: 32,6 kgfmBateria: Íon de lítioCapacidade da bateria: 1,64 kWhTanque de combustível: 55 litrosCâmbio: 3 marchasTração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: ElétricaFreios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada)0 a 100 km/h: 8,3 segundosVelocidade máxima: 180 km/hComprimento: 4,78 mLargura: 1,88 mAltura: 1,68 m (com as barras do teto)Entre-eixos: 2,82 mPeso: 1.804 kg

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Governo prorroga validade da 1ª edição do CNU e amplia prazo para convocação de aprovados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 09:53

Trabalho e Carreira Concursos Governo prorroga validade da 1ª edição do CNU e amplia prazo para convocação de aprovados Edital do Ministério da Gestão estende até 2027 a validade da primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) para a maioria dos cargos e amplia o prazo para convocação de aprovados. Por Redação g1 — São Paulo

O governo federal estendeu por mais um ano a validade da 1ª edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), o "Enem dos Concursos".

A medida dá mais tempo para convocar aprovados, com validade estendida até março de 2027 para a maioria dos cargos sem curso de formação.

Prazos para carreiras com curso de formação variam de abril a setembro de 2027. Analistas de TI já foram todos convocados e são exceção.

A prorrogação permite que órgãos federais preencham vagas imediatas e futuras reposições por mais tempo, otimizando o uso do cadastro.

Movimentação de candidatos antes da abertura dos portões para a realização das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025. — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) prorrogou por mais um ano a validade da primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos Concursos”.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (5) em edital no Diario Oficial da União, e amplia o prazo para a convocação de candidatos aprovados para o serviço público federal.

Com a prorrogação, o governo federal passa a ter até mais 12 meses para realizar novas convocações dentro do cadastro de aprovados. Nos cargos que não exigem curso de formação, cuja homologação ocorreu em 7 de março de 2025, a validade do concurso foi estendida até 6 de março de 2027.

Já para carreiras que exigem curso de formação ou prova didática, a nova data de validade varia de acordo com a homologação do resultado final de cada cargo. Nesses casos, os prazos atualizados passam a variar entre abril e setembro de 2027.

A prorrogação abrange praticamente todos os cargos da primeira edição do CNU. A exceção é o cargo de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), para o qual todos os candidatos aprovados em cadastro de reserva já foram convocados, segundo o ministério.

Na prática, a medida dá mais tempo para que órgãos federais chamem candidatos aprovados, tanto para preencher vagas imediatas quanto para eventuais reposições ou novas autorizações de provimento durante o período de validade do concurso.

O edital publicado pelo Ministério da Gestão também traz tabelas com todas as carreiras contempladas pela prorrogação, organizadas por blocos temáticos. Para cada cargo, são informados:

o órgão responsável pela vaga;o cargo;a especialidade ou área de formação exigida;o código do cargo no edital;e, nos casos com curso de formação, a nova data final de validade do concurso.

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado foi realizada em 2024 e ofertou cerca de 6.640 vagas em 21 órgãos públicos, distribuídas em oito editais – um para cada bloco temático (área de atuação).

O concurso reuniu cargos organizados em oito blocos temáticos da administração pública federal: sete destinados a cargos de nível superior (blocos 1 a 7) e um voltado a cargos de nível médio (bloco 8). A distruição funcionou da seguinte forma:

Bloco 1: Infraestrutura, Exatas e EngenhariasBloco 2: Tecnologia, Dados e InformaçãoBloco 3: Ambiental, Agrário e BiológicasBloco 4: Trabalho e Saúde do ServidorBloco 5: Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos HumanosBloco 6: Setores Econômicos e RegulaçãoBloco 7: Gestão Governamental e Administração PúblicaBloco 8: Nível Intermediário

Em 2025, a segunda edição reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As listas de classificação para vagas imediatas e as listas de espera foram divulgados em fevereiro.

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Dólar abre com mercado atento a dados do Brasil e dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (5) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ O conflito no Oriente Médio continuou no centro das atenções. A guerra se intensificou nesta quarta-feira (4), depois que um ataque americano atingiu um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

🔎 O canal é uma das principais rotas marítimas do mercado de petróleo e gás no Oriente Médio, e a preocupação no mercado é que seu fechamento por um período prolongado possa afetar a oferta e encarecer a commodity ainda mais.

Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, desafiou o Irã e afirmou que os EUA estão preparados para agir caso o tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz seja ameaçado. O republicano reiterou que a Marinha americana escoltará as embarcações se necessário.

"Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO", afirmou Trump em uma publicação em seu perfil no Truth Social.

Já nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, sem dar mais detalhes, que o Pentágono e o Departamento de Energia dos EUA trabalham em um plano para garantir a segurança da navegação no Estreito.

▶️ No noticiário local, o foco ficou com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que voltou a ser preso pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

Segundo a PF, o esquema envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF.

▶️ Ainda no Brasil, o Banco Central (BC) autorizou que instituições financeiras direcionem para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) os recursos recolhidos dos depósitos compulsórios — recursos que os bancos são obrigados a manter no BC como garantia.

▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o relatório de emprego ADP nos EUA. Segundo o documento, o país criou 63 mil vagas de trabalho no setor privado em fevereiro, acima do esperado pelo mercado, de 50 mil novos postos. O Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também ficou no radar. Segundo o documento, a atividade econômica dos EUA cresceu um pouco e os preços aumentaram no país.

Apesar de o pregão desta quarta-feira (4) ser marcado por um movimento de correção nos principais mercados acionários, cambiais e de commodities, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Irã, em busca de sinais sobre a duração do conflito.

As tensões continuaram altas nesta quarta, após os EUA assumirem o ataque a um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka.

O ataque aconteceu no momento em que o presidente americano, Donald Trump, prometeu fornecer segurança e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, na véspera.

Pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.

Apesar das preocupações com o transporte de petróleo pelo Estreito, os preços da commodity caíam nesta quarta-feira (4), em ajuste após as fortes altas dos últimos dias. Perto das 16h45, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, tinha leve alta de 0,02%, cotado a US$ 81,40.

O movimento de ajuste também era visto em Wall Street, onde os principais índices americanos registravam alta nesta quarta-feira, ainda atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Perto das 17h, o Dow Jones subia 0,64%, o S&P 500, tinha alta de 0,98% e o Nasdaq Composite avançava 1,55%.

Na Europa, as bolsas da região também mostravam recuperação e fecharam em alta, após terem atingido níveis mais baixos no dia anterior, ainda sob a influência das tensões no Oriente Médio.

O índice europeu Stoxx 600 avançava 1,37%. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt subiu 1,79%; o FTSE 100 de Londres avançou 0,80%; e o CAC 40 de Paris avançou 0,79%.

O movimento de queda também foi visto na Ásia. As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o pregão em baixa, puxadas por empresas do setor de petróleo e transporte marítimo.

No fechamento: o SSEC de Xangai caiu 1%; o CSI300, 1,1%; e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 2%, chegando ao menor nível em seis meses.

Outros mercados também tiveram baixas: em Xangai, o SSEC fechou em –0,98%, a 4.082 pontos; em Tóquio, o Nikkei caiu 3,61%, a 54.245 pontos; em Seul, o KOSPI desvalorizou 12,06%, a 5.093 pontos; e em Taiwan, o TAIEX caiu 4,35%, para 32.828 pontos.

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Desemprego fica em 5,4% no trimestre terminado em janeiro, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou estável em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro de 2025, também de 5,4%, e representa uma queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,5%.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a taxa representa o menor nível da série para trimestres encerrados em janeiro e indica estabilidade em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro.

A especialista explica que, apesar da estabilidade estatística, há uma tendência de queda no indicador. Ela lembra que, na virada do ano, é comum que a taxa de desocupação suba ao longo do primeiro trimestre, movimento que ainda pode aparecer nos próximos resultados.

"Em geral, na virada do ano é comum haver aumento da desocupação, que costuma aparecer ao longo do primeiro trimestre. Mas esse resultado ainda reflete o efeito de novembro e dezembro, que costumam ter indicadores mais favoráveis no mercado de trabalho”, explicou.

Ela também destacou que, na comparação anual, houve melhora mais clara no indicador. “Quando olhamos para o mesmo trimestre do ano passado, há uma queda significativa da taxa de desocupação”, acrescentou.

Taxa de desocupação: 5,4%Taxa de subutilização: 13,8%População desocupada: 5,9 milhõesPopulação ocupada: 102,7 milhõesPopulação fora da força de trabalho: 66,3 milhõesPopulação desalentada: 2,7 milhõesEmpregados com carteira assinada: 39,4 milhõesEmpregados sem carteira assinada: 13,4 milhõesTrabalhadores por conta própria: 26,2 milhõesTrabalhadores informais: 38,5 milhões

A população desocupada somava 5,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, número que ficou estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, porém, houve queda de 17,1% — o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho.

Já a população ocupada chegou a 102,7 milhões. O total ficou praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas aumentou 1,7% em relação a um ano antes, com a entrada de mais 1,7 milhão de pessoas no mercado de trabalho.

Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,7%, estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,5 milhões no trimestre encerrado em janeiro e permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,3 milhões de pessoas. O contingente ficou estável frente ao trimestre anterior, mas aumentou 1,3% na comparação anual, o que representa mais 846 mil pessoas.

Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,7 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas caiu 15,2% em relação a um ano antes, o equivalente a 476 mil pessoas a menos nessa condição.

🔎 Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho no momento da pesquisa, mas que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para assumir uma vaga. Mesmo assim, elas não procuraram emprego naquele período — geralmente por acharem que não conseguiriam uma oportunidade.

Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e 0,4 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre:

💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,4 milhões. O total ficou estável no trimestre e cresceu 2,1% em relação a um ano antes, com cerca de 800 mil vagas a mais.📄 Empregados sem carteira no setor privado: 13,4 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual.🧑‍💻 Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,7% em um ano — alta de 927 mil pessoas.🏠 Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões. O contingente ficou estável no trimestre, mas caiu 4,5% na comparação anual, com redução de 257 mil pessoas.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais.

No trimestre encerrado em outubro, esse percentual era de 37,8% (38,8 milhões), enquanto no mesmo período do ano anterior chegava a 38,4% (também cerca de 38,8 milhões).

💰 Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, com alta de 2,8% no trimestre e de 5,4% na comparação anual.

💵 A massa de rendimento real habitual — que representa a soma de todos os salários pagos no país — chegou a R$ 370,3 bilhões, crescimento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e de 7,3% em um ano (mais R$ 25,1 bilhões).

A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,5 milhões no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026.

O total ficou estável em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro, mas aumentou 0,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa mais 472 mil pessoas.

Ao analisar a ocupação por setores da economia, a pesquisa mostra que, na comparação com o trimestre anterior, os principais movimentos foram:

💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 2,8% (mais 365 mil pessoas)🧰 Outros serviços: crescimento de 3,5% (mais 185 mil trabalhadores)🏭 Indústria geral: queda de 2,3% (menos 305 mil pessoas)

💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 4,4% (mais 561 mil pessoas)🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: crescimento de 6,2% (mais 1,1 milhão de pessoas)🏠 Serviços domésticos: queda de 4,2% (menos 243 mil trabalhadores)

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo sobe com bloqueio no Estreito de Ormuz, mas Bolsas globais se recuperam após quedas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

O petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (5), refletindo a preocupação dos investidores com o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

Mesmo assim, parte dos mercados globais mostrou recuperação após as fortes quedas registradas nos últimos dias por causa da guerra no Oriente Médio.

Na Ásia, as bolsas reagiram de forma positiva. Em Seul, o índice Kospi disparou 9,63%, recuperando parte das perdas após ter despencado mais de 12% na quarta-feira, em meio ao pânico provocado pela alta dos preços da energia.

Em resposta à volatilidade, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, anunciou a ativação de um fundo de estabilização de US$ 68 bilhões (cerca de R$ 356 bilhões) para apoiar o mercado financeiro. Segundo ele, a medida busca evitar novas turbulências.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,9%, depois de cair 3,61% na sessão anterior. Já na China, os principais mercados também avançaram: a bolsa de Hong Kong ganhou 0,3% e a de Xangai, 0,6%.

O movimento veio após o governo chinês anunciar a meta de crescimento econômico para este ano, entre 4,5% e 5%, a mais baixa em cerca de três décadas.

A melhora no humor dos investidores também foi influenciada pelo desempenho de Wall Street na quarta-feira (4), quando os principais índices americanos subiram após a divulgação de indicadores econômicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos.

Na Europa, no entanto, o início do pregão foi mais cauteloso. As principais bolsas abriram em leve queda: Londres recuava 0,26%, Frankfurt caía 0,58%, Milão perdia 0,87% e Paris registrava baixa de 0,31%.

Enquanto isso, o mercado de petróleo continuava pressionado pelas tensões no Oriente Médio. Por volta das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,33%, a US$ 83,30. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 2,97%, para US$ 76,88.

Segundo Jonas Goltermann, economista da Capital Economics, muitos investidores ainda acreditam que o conflito pode ter impacto limitado na economia global, semelhante ao ocorrido em 2025, quando ataques pontuais dos Estados Unidos contra instalações iranianas aumentaram a tensão, mas não provocaram efeitos duradouros.

Ele alerta, porém, que esse cenário pode ser otimista demais. "Esta perspectiva é otimista, levando em consideração que o conflito já se propagou para toda a região e o Estreito de Ormuz está fechado. Os mercados podem enfrentar uma grande decepção em caso de agravamento da situação", alertou o analista em entrevista à France Presse.

Os ataques a navios que transportam petróleo continuaram nesta quinta-feira, segundo informações da agência Reuters. O petroleiro Sonangol Namibe, que navega com bandeira das Bahamas, informou que sofreu danos no casco após uma explosão perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque.

Ao mesmo tempo, o tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra. Segundo dados de empresas que monitoram navios, cerca de 300 petroleiros estão parados na região, aguardando condições mais seguras para seguir viagem.

O conflito também se intensificou em terra. Na madrugada de quinta-feira, o Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo.

A ofensiva ocorreu poucas horas depois de tentativas em Washington para interromper os ataques americanos terem fracassado.

Na quarta, um submarino dos Estados Unidos afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos. No mesmo dia, sistemas de defesa aérea da Otan interceptaram um míssil iraniano que havia sido lançado em direção à Turquia.

Analistas do banco J.P. Morgan alertam que o fechamento do Estreito de Ormuz pode começar a afetar o fornecimento global de petróleo em poucos dias. Caso o bloqueio continue, cerca de 3,3 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado.

O Iraque, segundo maior produtor da Opep, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia, por falta de espaço para armazenar o petróleo e dificuldades para exportá-lo.

Já o Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações — uma medida usada quando eventos fora do controle impedem o cumprimento de contratos. Fontes do setor dizem que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

China anuncia menor meta de crescimento em décadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano — a mais baixa em décadas —, considerada central na estratégia do país para enfrentar o enfraquecimento do consumo interno e a crise no setor imobiliário.

Pequim também aproveitou sua tradicional reunião política anual, conhecida como “Duas Sessões”, para anunciar um aumento de 7% no orçamento de defesa, o segundo maior do mundo.

A medida busca equilibrar a influência militar dos Estados Unidos e reforçar as reivindicações territoriais chinesas sobre Taiwan e o Mar do Sul da China.

Com isso, o país deve destinar 1,9 trilhão de yuans (US$ 276,8 bilhões ou cerca de R$ 1,4 trilhão) às forças armadas. Ainda assim, o valor corresponde a aproximadamente um terço do orçamento militar dos Estados Unidos.

🔎A China é a segunda maior economia do mundo e responde por cerca de um terço do crescimento global. Mesmo com exportações robustas, o país enfrenta desequilíbrios estruturais e pressões comerciais vindas de Washington.

“As conquistas do ano passado foram muito difíceis de alcançar”, afirmou o primeiro-ministro Li Qiang ao abrir, na manhã de quinta-feira (5), a sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o Parlamento chinês.

“Raramente enfrentamos um cenário tão complexo, no qual desafios externos se somaram a dificuldades internas e exigiram decisões políticas difíceis”, acrescentou.

Segundo análise da AFP, a meta de crescimento anunciada é a mais baixa desde 1991. A única exceção foi 2020, quando Pequim deixou de fixar um objetivo oficial devido ao impacto da pandemia de covid-19 sobre a economia.

Milhares de parlamentares e líderes de todo o país se reuniram no Grande Salão do Povo, em Pequim, para o encontro, planejado com grande rigor e acompanhado de perto pelo presidente Xi Jinping.

Durante a reunião, serão aprovados projetos de lei e reformas que, em grande parte, já foram definidos previamente pela liderança do Partido Comunista Chinês (PCC). Para analistas, o evento funciona sobretudo como uma formalização das decisões políticas já tomadas.

O governo chinês defende que o modelo de crescimento do país precisa se afastar dos motores tradicionais, como exportações e indústria manufatureira, e passar a depender mais do consumo doméstico.

Entre as metas econômicas para 2026 estão também uma inflação ao consumidor em torno de 2% e o aumento da renda da população em ritmo semelhante ao da expansão econômica, segundo relatório apresentado por Li.

A economia chinesa vem desacelerando gradualmente nos últimos anos, à medida que o país amadurece como potência econômica.

Mesmo assim, o forte desempenho das exportações ajudou o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 5% em 2025. O país registrou ainda um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,2 trilhões), apesar de meses de tensões comerciais com os Estados Unidos.

Durante as “Duas Sessões”, Pequim também deve apresentar seu 15º Plano Quinquenal, que estabelecerá as diretrizes de desenvolvimento até 2030.

O plano deve priorizar avanços tecnológicos em áreas como inteligência artificial, indústria de alta tecnologia e segurança energética e de recursos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘O sistema incentiva o surgimento de novos Vorcaros’, diz especialista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 07:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

Na quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes bilionárias ao sistema financeiro nacional praticadas por ele por meio do Banco Master. Além dele, outras três pessoas, investigadas também por fazerem parte de uma suposta organização para monitorar e ameaçar adversários do banqueiro também foram presas.

A operação de quarta-feira também atingiu dois servidores do Banco Central suspeitos de atuarem em favor de Vorcaro. Este foi o mais recente episódio de uma crise que se acentuou em novembro de 2025 e que, desde novembro de 2025, já fez com que o Banco Central liquidasse três bancos — Master, Will Bank e Pleno — além da gestora de fundos de investimento Reag, todos vinculados direta ou indiretamente a Vorcaro.

A quebra do Master, Will Bank e Pleno deverá gerar um rombo de R$ 51 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma associação privada mantida por contribuições dos bancos e que funciona como uma espécie de seguro para os investidores. A quebra do Master e dos outros bancos que vieram na sequência geraram o maior desembolso do fundo desde que ele foi criado, em 1995.

Na prática, pessoas físicas e empresas que aplicaram até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em títulos como CDBs (certificados de depósito bancário) deverão receber integralmente seus recursos, evitando perdas sobretudo entre pequenos investidores.

Mas se por um lado, especialistas afirmam que o FGC evitou uma corrida desenfreada por resgates e um clima de desconfiança generalizada no sistema financeiro, por outro, a onda de liquidações ligada ao Master levantou uma outra questão: em que medida toda essa garantia não seria, também, parte do problema?

É precisamente esta a tese defendida pelo professor de finanças e consultor financeiro Michael Viriato, que já deu aulas no Insper, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e na USP e que atua há 27 anos no mercado financeiro. Segundo ele, o FGC, principal mecanismo de proteção do sistema financeiro, cria incentivos para que crises como a atual se repitam.

"O sistema de segurança do Sistema Financeiro Nacional incentiva, sim, o surgimento de novos banqueiros como Daniel Vorcaro, que têm uma disposição maior ao risco e que, eventualmente, pode deixar um problema para o sistema financeiro", afirmou Viriato em entrevista à BBC News Brasil.

Segundo o especialista, o FGC cumpre uma função essencial ao proteger investidores e preservar a confiança no sistema bancário. O problema, afirma, não estaria na existência do mecanismo, mas nos incentivos gerados pelo seu desenho atual.

De um lado, ele explica, como o FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil, muitos investidores deixam de avaliar a solidez dos bancos nos quais eles pretendem aplicar e priorizam apenas taxa de retorno.

Com isso, ele diz, produtos financeiros com remuneração mais elevada tendem a atrair mais recursos, ainda que estejam associados a instituições que precisam pagar mais caro justamente por apresentarem maior risco.

O segundo efeito aparece do lado das instituições financeiras. Segundo Viriato, banqueiros dispostos a assumir estratégias mais agressivas podem utilizar a garantia do FGC como argumento para captar recursos oferecendo taxas acima da média do mercado.

O problema é que, para sustentar essas promessas de alta rentabilidade, afirma Viriato, os banqueiros precisam fazer aplicações ou investimentos cada vez mais arriscados.

"O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo", disse Vorcaro, que nega as acusações contra ele, à PF.

Viriato defende mudanças no mecanismo de funcionamento do FGC para evitar novas crises como a do Master.

Na avaliação do economista, possíveis mudanças poderiam envolver uma redução do percentual ao qual os investidores teriam direito em caso de quebra do banco.

Viriato também comentou sobre o suposto envolvimento de funcionários de carreira do BC com Daniel Vorcaro. Segundo o especialista, a reputação do BC não fica afetada por isso e que é preciso separar a atuação dessas pessoas do restante da instituição.

A maior parte da entrevista foi feita antes da deflagração da fase mais recente da operação, mas na quarta-feira, Viriato respondeu a questionamentos relacionados às revelações mais recentes divulgadas sobre o caso.

BBC News Brasil – Nos últimos meses, o Brasil teve três bancos e uma gestora de fundos de investimento liquidados e mais um banco entrando em recuperação judicial. Tem alguma coisa errada no sistema financeiro nacional?

Michael Viriato – Do jeito que está estruturado, o sistema de segurança do sistema financeiro nacional incentiva, sim, o surgimento de novos banqueiros como o Daniel Vorcaro, que têm uma disposição maior ao risco e que, eventualmente, pode deixar um problema para o sistema financeiro.

BBC News Brasil – Mas em grande parte, os investidores desses bancos estão sendo ressarcidos pelo FGC. Por que, na sua avaliação, esse sistema que está protegendo uma boa parte dos investidores estaria errado?

Viriato – A existência do FGC é essencial para a estabilização do sistema financeiro. Ele permite que novos bancos surjam e evita que todo o mercado fique concentrado apenas nos grandes bancos. Nesse sentido, ele cumpre um papel importante. O problema não está na existência do FGC, mas no incentivo econômico que o seu desenho acaba gerando para o pequeno investidor.

Como aplicações dentro do limite de cobertura estão protegidas (hoje até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF ou CNPJ) o investidor deixa de se preocupar com a qualidade do banco emissor do ativo no qual ele investiu. Ele passa a olhar quase exclusivamente para a taxa de retorno. E, no sistema bancário, taxas mais altas normalmente são oferecidas justamente pelas instituições mais frágeis, que precisam pagar mais caro para captar recursos.

O investidor percebe que, se o banco der certo, ele ganha uma taxa maior, mas se o banco quebrar, o FGC devolve o dinheiro. Isso cria um incentivo claro para escolher sempre a maior taxa disponível, independentemente do risco da instituição. É daí que surge a lógica do "quanto pior, melhor". O FGC é fundamental para evitar corridas bancárias e proteger o sistema, mas, da forma como está estruturado, ele acaba estimulando o investidor a aplicar justamente nos bancos mais arriscados, sem avaliar a saúde financeira dessas instituições.

BBC News Brasil – Como é que esse sistema fez com que, na sua avaliação, Daniel Vorcaro assumisse mais riscos?

Viriato – Precisamos entender a evolução do sistema para entender como chegamos aqui. No passado, os bancos médios não tinham um sistema de distribuição dos seus CDBs e dos seus outros produtos da forma ampla como se tem agora, por meio das distribuidoras como XP, Genial, BTG, etc. Hoje, vivemos um momento em que basta um banqueiro ser um pouco mais agressivo e oferecer taxas mais altas aos investidores para ele conseguir captar recursos para o seu banco.

BBC News Brasil – Mas ele captar mais recursos para o seu banco não é necessariamente ruim. Qual é o problema em oferecer taxas acima da média como aconteceu com o Banco Master?

Viriato – A matéria-prima do banco é dinheiro. O banco capta dinheiro prometendo uma taxa ao investidor e depois empresta ou aplica esse dinheiro em outros ativos que ele acredita que vão se valorizar mais do que o crédito que ele tem que pagar a quem investiu nele. Na medida em que eu ofereço taxas mais altas, eu tenho que investir em ativos mais arriscados. Isso traz mais risco.

Quando dá errado, todo o sistema paga a conta, que é o que a gente está vendo acontecer agora. Não é que o sistema como um todo esteja errado, mas quando ele permite você captar mais simplesmente porque, do outro lado, tem alguém investindo sem fazer avaliação de risco porque o investimento está seguro pelo FGC, então, isso, sim, está errado.

BBC News Brasil – No depoimento que Vorcaro deu à Polícia Federal, ele disse que o modelo seu modelo de negócio estava baseado 100% no FGC. O que é um modelo 100% baseado no FGC? Isso é bom ou ruim?

Viriato – Eu diria que não é nem bom nem ruim. Ele é apenas muito mais arriscado. Os investidores que colocaram dinheiro no Banco Master não precisavam fazer qualquer avaliação se o Banco Master ia ser bem-sucedido ou não. Por quê? Porque ele tinha 100% dos seus recursos protegidos. Por um lado, o Daniel não precisava prestar contas aos investidores dele.

E o investidor dele também não estava interessado em saber se ele estava investindo em um crédito arriscado ou não, porque ele tinha 100% do seguro baseado no FGC. Nem Vorcaro tinha que prestar contas sobre o risco que ele estava correndo e nem o investidor estava interessado em ouvir se ele corria risco ou não porque, na prática, ele não corria risco pois tinha a garantia do FGC.

Viriato – O sistema permite que todo mundo faça isso. Nenhum banco precisa prestar contas ao pequeno investidor porque ele está 100% seguro pelo FGC. Existem outros bancos médios que também não prestam contas aos seus pequenos investidores. Mas a maior parte dos banqueiros é conservadora em relação a captar e aplicar os recursos. Não é que eles não façam investimentos de risco, mas são mais diligentes para não correr o risco de quebrar.

Mas o sistema permite que novos aventureiros cheguem porque eles podem chegar e captar um monte de recursos distribuídos em plataformas de investimento praticando taxas mais altas e, se der errado, paciência, deu errado. Eventualmente, o cara vai correr risco sobre o seu patrimônio. Se ele não tinha patrimônio grande, vai começar do zero e terminar no zero. Mas se der certo, ele vai terminar bilionário.

BBC News Brasil – Já que o sistema, na sua avaliação, cria esses incentivos moralmente equivocados, o que é que, do ponto de vista prático, precisa mudar para evitar o surgimento de novos casos como esse?

Viriato – Para evitar casos como esse, o investidor precisa ser corresponsável pelo seu investimento sobre o seu investimento. Ele não pode ter 100% da garantia envolvida. Outra alternativa seria o banqueiro que está pegando esses recursos pagar uma fatia maior pelo seguro, de forma que o custo aumente e para ele. Hoje, do jeito que está, o FGC cria um cenário parecido com o de um jovem que compra um carro, mas quem paga o seguro é um terceiro. O jovem não tem incentivos para ser prudente.

Viriato – Sim, mas muito pouco. Quem paga realmente o FGC são os cinco maiores bancos do Brasil. Entre 70% e 80% dos recursos do FGC vem dos cinco maiores bancos. São eles que pagam a conta no final do dia.

Viriato – Desde que o FGC foi criado, todos os anos a gente via um banco ou outro quebrando. Mas eles eram pequenos e essas quebras não incomodavam os grandes bancos. Agora, a quebra do Master acordou os grandes bancos para o fato de que se outros banqueiros aventureiros fizerem a mesma coisa, quem vai pagar a conta são eles. Já se está discutindo, por exemplo, como vai ser feita a capitalização do FGC. Quando você é chamado para pagar a conta, você vai pedir para mudar o sistema. Os grandes bancos já estão se mexendo para mudar isso.

BBC News Brasil – Não é um contrassenso defender que os investidores, especialmente os pequenos, arquem com o prejuízo causado por práticas não necessariamente regulares dos bancos?

Viriato – Você está 100% certo, mas no final do dia, o pequeno investidor já está pagando, de uma forma ou de outra. Na hora em que o FGC teve que pagar esses R$ 50 bilhões por conta da quebra do Master, por mais que os investidores do Master não tenham perdido dinheiro, isso significa que todo o sistema financeiro vai ficar mais caro no futuro. Se os grandes bancos vão pagar a maior parte da conta do FGC, esse custo vai ser repassado para os clientes. Isso pode acontecer com um custo maior para tomar crédito ou com uma remuneração menor pelos investimentos.

BBC News Brasil – Falamos aqui sobre aumentar a responsabilização dos investidores e dos bancos, mas e os órgãos reguladores? Eles não têm responsabilidade alguma sobre o que aconteceu com o Banco Master?

Viriato – O Banco Central agiu de forma correta, mas o problema não é no regulador. O problema está na regulação. Não adianta você ter um bom juiz com uma lei ruim. E nem adianta ter uma lei boa com um juiz ruim. O que temos hoje é uma regulação ultrapassada para o momento atual.

O Banco Central não tem como dizer: "Não pode entrar um cara novo". Na verdade, os bancos centrais querem, sim, a chegada de novos atores para aumentar a competição e melhorar o sistema financeiro. O que não se quer é que se corra mais riscos que o adequado, que foi o que aconteceu. O regulador agiu da forma certa.

Mas o FGC, da forma como existe, está ultrapassado porque vivemos um momento de muita disponibilidade de ativos. Não podemos ter toda a população pagando a conta de um ou de outro. Cada um tem que ser responsável pela sua conta. Temos que ter algum pedaço de responsabilidade, nem que seja pequeno.

Viriato – Acho que a única forma de se prevenir é que as pessoas fossem um pouco mais conscientes e pensassem: "Não vou comprar um CDB com rentabilidade mais alta porque isso pode dar problema no futuro". Mas ninguém vai fazer isso. Da forma como está hoje, é muito difícil prevenir que surja um novo entrante agressivo no mercado. O sistema não previne. Ele incentiva que surja. Só não tem surgido mais banqueiros como Daniel porque, na maioria das vezes as pessoas não são tão agressivas como ele.

BBC News Brasil – A operação de hoje aponta para a possível infiltração de Vorcaro junto a funcionários do Banco Central que deveriam cuidar da fiscalização do seu banco. Isso de alguma forma mancha a atuação do Banco Central em relação ao caso?

Viriato – É importante separarmos as pessoas das instituições. Uma pessoa ou duas, dentro de uma instituição como o Banco Central, não mandam nela. Pelo que eu li, essas pessoas teriam orientado o Vorcaro, mas as outras pessoas dentro do BC acompanharam o processo e tomaram outras decisões. Na minha avaliação, o Banco Central continua sólido, conta com excelentes profissionais e tomou excelentes decisões. Mas, como em qualquer outra instituição, sempre vai haver alguém que não segue os princípios da instituição que é o de servir ao país. Não podemos dizer que toda a instituição é ruim por conta de uma ou duas pessoas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Juiz ordena que a Alfândega dos EUA processe reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 07:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

Um juiz do tribunal comercial dos Estados Unidos ordenou na quarta-feira que o governo comece a pagar bilhões de dólares em reembolsos aos importadores que pagaram tarifas que, segundo o Supremo Tribunal decidiu no mês passado, foram cobradas ilegalmente.

O juiz Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA em Manhattan, ordenou que o governo finalize o custo de levar milhões de remessas para os EUA sem cobrar tarifas, de acordo com um processo judicial. Ele ordenou que os reembolsos sejam feitos com juros.

Quando uma mercadoria é levada para os Estados Unidos, o importador paga um valor estimado na entrada, que é finalizado cerca de 314 dias depois, um processo conhecido como liquidação. Eaton instruiu a Alfândega e Proteção de Fronteiras a finalizar o custo de entrada das remessas sem a cobrança da tarifa, resultando em um reembolso.

“A Alfândega sabe como fazer isso”, disse ele em uma audiência na quarta-feira, de acordo com uma gravação no site do tribunal. Ele disse que a agência deve ser capaz de programar seu sistema para emitir reembolsos, que são emitidos regularmente quando um importador paga a mais sobre um imposto estimado.

Eaton também marcou uma audiência para sexta-feira, na qual solicitou atualizações sobre os planos de reembolso da Alfândega. Ele disse em sua determinação que o juiz chefe do tribunal indicou que Eaton é o único juiz que julgará os casos de reembolso de tarifas.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras afirmou em documentos judiciais que a tarefa de finalizar os custos de entrada sem avaliar uma tarifa é “sem precedentes” em escala e pode exigir a revisão manual de mais de 70 milhões de entradas. A agência havia dito em outros documentos judiciais que queria até quatro meses para avaliar suas opções para pagar reembolsos.

“A linguagem desta determinação sugere fortemente uma abordagem geral de que os importadores têm direito a reembolsos da IEEPA, ponto final”, disse Ryan Majerus, ex-alto funcionário do Departamento de Comércio que agora é sócio da King & Spalding. “O governo pode contestar o escopo da determinação ou, no mínimo, pedir mais tempo para permitir que a Alfândega dos EUA realize o que sem dúvida será uma tarefa monumental.”

O governo dos EUA arrecadou mais de US$130 bilhões em pagamentos de tarifas ilegais, que foram fundamentais para a política comercial de Trump. A Suprema Corte não forneceu orientações para a emissão de reembolsos, criando confusão sobre como os importadores seriam reembolsados.

A determinação de Eaton foi tomada em um caso movido pela Atmus Filtration, que afirmou em documentos judiciais ter pago cerca de US$11 milhões em tarifas ilegais.

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Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/03/2026 03:18

Agro Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda País depende da importação de fertilizantes, cujas cotações já subiram no mercado internacional. Custos do transporte marítimo e do diesel também devem aumentar. Por Vivian Souza, Paula Salati

O conflito no Oriente Médio pode encarecer alimentos no Brasil, devido a custos de fertilizantes, transporte marítimo e diesel, segundo economistas.

O aumento dos fertilizantes é imediato para produtores, mas o impacto ao consumidor pode levar meses, pois o adubo atual já foi comprado.

Exportações brasileiras de frango e carne bovina para o Oriente Médio já sofrem com rotas mais caras e a implementação de uma "taxa de guerra".

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos, que atinge todo o Oriente Médio, pode encarecer os alimentos para os consumidores brasileiros nos próximos meses, apontam economistas.

Isso porque alguns custos da produção agrícola já subiram em menos de uma semana de guerra. Veja abaixo os principais motivos.

➡️Fertilizantes: a agricultura brasileira é dependente de adubos importados e uma parte importante da matéria-prima vem do Oriente Médio. Nesta semana, as cotações dos fertilizantes já subiram.

➡️Transporte marítimo: o Irã fechou o estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo. Sem ela, navios com compras e vendas brasileiras precisaram ser redirecionados, aumentando o custo de frete.

➡️Diesel mais caro: a região também é importante fornecedora de petróleo. Com isso, o combustível pode subir e encarecer o uso de máquinas no campo e o transporte de alimentos.

O aumento dos custos causados pelo conflito chega em um momento em que o produtor já lida com outras pressões, como juros altos e dificuldades em conseguir crédito, afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

“A questão é o quanto o conflito vai impactar na produção e o quanto essa guerra vai perdurar. Provavelmente não vai ser uma coisa rápida de ser resolvida”, afirma.

Já Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Agro, afirma que ainda é cedo para saber qual será o tamanho desse impacto.

Segundo ele, há outros fatores que podem ajudar o consumidor e controlar os preços. É o caso da queda do dólar, que acontece desde o início do ano, e o clima favorável à produção.

O Oriente Médio é a quarta maior região fornecedora de fertilizantes químicos para o Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), de 2025. A liderança é da Europa, seguida por Ásia e África.

Analisando os países individualmente, a Rússia lidera o ranking, com China e Canadá logo atrás. As nações do Oriente Médio aparecem mais abaixo na lista, como Arábia Saudita (6º), Israel (8º), Omã (9º), Catar (11º) e Irã (22º).

Apesar disso, o Oriente Médio tem um papel central no mercado de fertilizantes. A região responde, por exemplo, por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, destaca Tomás Rigoletto Pernías, analista da StoneX Brasil.

Portanto, tudo o que acontece na região impacta diretamente os preços globais. Tanto é que as cotações dos fertilizantes saltaram rapidamente após o início do conflito.

“O impacto nos preços foi instantâneo e severo, com altas de cerca de 10% a 12% em apenas um dia, em mercados como o do Brasil e do Oriente Médio”, diz Pernías.

O contrato futuro para março da ureia no Brasil, por exemplo, subiu US$ 39 entre os dias 2 e 3 deste mês.

O analista diz que os preços já estavam pressionados antes do conflito devido aos preparos do plantio de grãos dos EUA e da China e à forte demanda da Índia. “Além disso, o Irã já enfrentava paralisação de fábricas por falta de gás natural."

“Com a eclosão do conflito, os vendedores de fertilizantes do Médio Oriente e de outras regiões suspenderam as suas vendas para tentarem entender qual é o real valor do produto que eles têm na mão”, destaca Pernías.

“Além disso, produtores na região estão diminuindo a produção pelo receio de não conseguirem escoar a mercadoria”, acrescenta.

Para os produtores brasileiros, esse encarecimento deve afetar apenas as safras que são plantadas a partir do segundo semestre, aponta Paulo Pavinato, professor associado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

Isso ocorre porque o fertilizante usado agora já foi comprado. Nos Estados Unidos, a situação é diferente: os produtores ainda estão adquirindo o produto e podem sentir o impacto de forma imediata.

No Brasil, os produtores costumam comprar adubos fosfatados e potássicos para o plantio de soja entre maio, junho e julho, detalha Pernías, da StoneX Brasil.

Já a procura por adubos nitrogenados, como a ureia, ganha tração mais tarde, em novembro, dezembro e janeiro, visando a recomposição de estoques para a safra de milho.

O Brasil é dependente das importações de fertilizantes. Uma alternativa ao Oriente Médio pode ser o Canadá, diz Serigati, pesquisador da FGV Agro.

Mesmo que os produtores procurem outros países para o fornecimento, os preços devem se manter altos, aponta Gilio.

“Essa elevação de custo é bastante preocupante, porque a gente está vivendo um momento no agro, justamente, em que os produtores já estão pressionados por esses valores”, explica.

O Irã controla uma das rotas comerciais mais importantes do mundo: o Estreito de Ormuz, que foi fechado pelo Irã.

A rota conecta os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.

Isso não significa que as exportações serão paralisadas, mas há o aumento de custos, até mesmo para fazer o desvio de rotas, pontua Gilio, da Insper.

O conflito eleva o custo do frete, do seguro do transporte, o preço do carregamento do contêiner e o valor do diesel, explica Serigati, da FGV Agro.

“Isso faz com que o preço, a cotação dessas commodities, aumente praticamente para todo mundo, independentemente de onde esteja”, afirma o professor.

Serigati explica que o mercado internacional está completamente conectado. Dessa forma, mesmo que um fornecedor não consiga entregar o produto, a demanda continua, o que faz o preço subir.

Com a elevação do custo do diesel causado pelo conflito, o preço para os produtores operarem maquinários na lavoura também vai crescer, pressionando ainda mais o custo de produção, aponta o professor da FGV, Serigati.

A colheita da soja, por exemplo, acontece desde janeiro e está em fase de transporte para os portos, podendo ser afetada.

Ainda assim, Serigati pontua que a situação é diferente de quando começou a guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Na época, os preços do petróleo também dispararam.

“Naquele momento, a gente vivia no mundo com uma escassez de petróleo.[…] Agora, o mercado não está trabalhando com escassez. Muito pelo contrário, o que você tem é um excesso de oferta. Então, ainda tem algum espaço para acomodar a turbulência ali junto ao Irã”, explica.

Além do impacto nos preços internos, as exportações brasileiras também devem ser afetadas. Países do Oriente Médio podem enfrentar dificuldades para receber produtos como frango, carne bovina e açúcar, avalia Gilio.

No caso das exportações de frango, isso já está acontecendo desde o início do conflito, diz o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

"Tem muita carne que está na água. Somente os Emirados Árabes compraram, em janeiro, 44 mil toneladas. A Arábia [Saudita] comprou 33 mil. Então, tem contêineres na água e eles são redirecionados", diz Santin.

"As novas rotas são mais demoradas e caras. Os armadores, que são as empresas de navios, já implementaram uma 'taxa de guerra' para cobrir seguros e custos extras de armazenamento e refrigeração, já que a carne precisa ser mantida entre -16ºC e -18ºC", acrescenta.

Os Emirados Árabes são os maiores compradores de frango do Brasil, seguidos pelo Japão e Arábia Saudita. "Outros compradores relevantes [no Oriente Médio] incluem Kuwait, Catar, Omã e Iêmen", diz Santin

Especificamente sobre o Irã, o país ocupou a 11ª posição entre os países para os quais o agro brasileiro mais vendeu em 2025, conforme o Agrostat, banco de dados do Ministério da Agricultura.

No milho, por exemplo, o país foi o maior cliente do Brasil. Contudo, os embarques para o país acontecem apenas a partir de junho, afirma Luiz Fernando Roque, especialista de grãos da consultoria Hedgepoint.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que exportadores estão preocupados com um possível prolongamento do conflito no Oriente Médio.

A região é destino de cerca de 10% dos embarques do produto do Brasil, disse Roberto Perosa, presidente da Abiec, em entrevista à Reuters nesta terça-feira (3).

Perosa afirmou que as empresas da Abiec estimam que de 30% a 40% dos embarques também passem pelo Oriente Médio antes de chegar aos mercados do Sudeste Asiático e da China, tornando a situação extremamente preocupante.

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