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Ministério da Fazenda diz que taxa de juros exerceu ‘impacto relevante’ sobre p PIB e projeta expansão de 2,3% em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou, nesta terça-feira (3), que a desaceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 indica que a "política monetária contracionista", ou seja, taxa de juros elevada exerceu 'impacto relevante sobre a atividade".

Mais cedo nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor número em cinco anos.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira, está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. A taxa Selic é o instrumento que o Banco Central tem para conter a inflação, e atingir a meta central de 3% fixada para este a para os próximos anos.

"A perda de fôlego [da economia] tornou-se mais evidente no segundo semestre, quando a atividade permaneceu praticamente estável em relação ao primeiro. Não fosse a contribuição da agropecuária e da indústria extrativa, pela ótica da oferta, e do setor externo, pela ótica da demanda, a economia teria apresentado desempenho ainda mais fraco nos últimos dois trimestres de 2025", diz o Ministério da Fazenda, em comunicado.

Para o ano de 2026, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3%. O mercado financeiro, entretanto, estima um crescimento, menor, de 1,8%, neste ano.

"Pela ótica da oferta, a expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços. Pela demanda, a expectativa é de maior contribuição da absorção doméstica comparativamente a 2025, contrabalanceada por menor contribuição do setor externo", avaliou o governo.

Para o primeiro trimestre deste ano, a expectativa do governo é de "aceleração acentuada do PIB", em ritmo próximo a 1%, refletindo, principalmente, o aumento da renda disponível para a população com a isenção do imposto de renda retido na fonte para quem ganha até R$ 5 mil.

"Em seguida, deverá haver desaceleração gradual do ritmo de expansão da atividade, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo no crédito [com a queda esperada na taxa básica de juros, a Selic]", diz o Ministério da Fazenda.

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Agropecuária cresceu 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 09:47

Agro Agropecuária cresce 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025 O forte crescimento do setor foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas. Por Paula Salati, Vivian Souza

A agropecuária impulsionou o PIB em 2025, crescendo 11,7% e superando os demais setores da economia, que avançou 2,3% no total.

O setor foi beneficiado por colheitas recordes de soja e milho, além de um desempenho histórico da pecuária. O Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina.

A ausência de problemas climáticos relevantes, custos menores e ganhos de produtividade impulsionaram a maior safra de grãos. Exportações de soja e carne bovina bateram recordes.

Para 2026, o Ibre projeta desaceleração do agro, com queda na produção de milho. Já a Hedgepoint prevê aumento da participação do setor no PIB, com exportações em alta.

A agropecuária teve expansão de 11,7% no ano passado em relação a 2024 e puxou o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).

Foi o melhor desempenho entre os setores da economia: no mesmo período, a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o agro, as indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços contribuíram com 72% do PIB no ano passado.

O forte crescimento do agro foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas.

Em 2025, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos, pela primeira vez.

Apesar de ter tido o maior crescimento na comparação com outros setores, a agropecuária tem um peso de 7,1% no PIB, bem menor que os serviços (69,5%) e a indústria (23,4%).

Isso acontece porque o PIB do IBGE calcula somente as atividades primárias do agro, como os plantios e as criações de animais.

Mas, quando se coloca nessa conta, os serviços, os comércios e as indústrias do setor, esse peso sobe para 23%, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

O forte crescimento do agro em 2025 representou uma recuperação em relação a 2024, quando o PIB do setor recuou após secas extremas e enchentes terem derrubado diversas produções agrícolas, como as de soja, milho, cana-de-açúcar e laranja.

"A gente sabe que a agropecuária é uma atividade muito vulnerável à questão climática. Mas, em 2025, não tivemos nenhum problema climático relevante a ponto de gerar uma quebra de safra", diz Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre.

Esses fatores fizeram o Brasil colher a maior safra de grãos da história no ano passado. No total, foram 350,2 milhões de toneladas, puxadas por soja e por um volume de milho jamais registrado na série histórica.

Com a maior produção dos grãos, a exportação do setor também cresceu. A soja, por exemplo, bateu recorde com o embarque de 108,2 milhões de toneladas, um aumento de 9,5% na comparação com o ano anterior.

Uma das motivações para isso foi a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Com os chineses comprando menos dos norte-americanos, a demanda foi redirecionada para o Brasil, explica Luiz Fernando Roque, especialista de grãos da consultoria Hedgepoint.

A pecuária brasileira também conseguiu superar os seus próprios recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil.

As exportações bateram recorde puxadas pela demanda chinesa. No ano, foram vendidas 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024.

"O Ibre está projetando uma leve queda de 0,2%, o que é considerado um cenário de estabilidade. Diferente de 2025, a agropecuária não deve ser o motor que impulsionará o PIB este ano", diz Trece.

A tendência é de que, neste ano, os produtores retenham mais fêmeas nas fazendas para produzir bezerros em vez de direcioná-las para a produção de carne.

É um movimento diferente do que aconteceu em 2025, quando um volume recorde de fêmeas foi enviado para o abate.

"A produção de soja, que cresceu 14,6% em 2025, deve crescer apenas 3,9% em 2026. Já o milho tem uma previsão de queda de 5,6% na produção para este ano", afirma.

Roque, da Hedgepoint, discorda. Para ele, em 2026, o agro aumentará ainda mais a sua participação no PIB brasileiro.

Isso porque a estimativa é que as exportações de soja e milho continuem crescendo em 2026, gerando mais espaço no mercado internacional e batendo novos recordes.

Na produção, a Hedgepoint prevê uma estabilidade para a soja, com safra de 179,5 milhões de toneladas no Brasil. O volume da safra anterior foi de 180 milhões de toneladas.

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Petróleo dispara mais de 7% após Irã anunciar fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçar incendiar navios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 07:49

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Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), impulsionados pelo temor do mercado de uma prorrogação da guerra no Oriente Médio, pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz e pelas infraestruturas do setor de energia sob ataque.

Às 7h34, a cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 6,70%, cotado a US$ 82,95 por barril. Já o

5,45%, a 81,98 dólares por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 7,30%, a US$ 76,43.

O Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e que incendiará qualquer navio que tentar passar pelo local, informou a mídia iraniana.

O comunicado, feito em nome do comandante da Guarda Revolucionária do país na mídia estatal, foi o aviso mais explícito do Irã desde que comunicou aos navios, no sábado (28), o fechamento da rota. A medida é uma retaliação pela morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

"O estreito (de Ormuz) está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios", disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante.

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Fim da patente da semaglutida em 2026 acirra disputas de mercado entre China, Índia, EUA, Canadá e Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 07:49

Saúde Fim da patente da semaglutida em 2026 acirra disputas de mercado entre China, Índia, EUA, Canadá e Brasil Nova geração de medicamentos emagrecedores ocupa um papel central na disputa por patentes, mercados e cadeias produtivas que redefine o setor farmacêutico global Por The Conversation Brasil

Os medicamentos emagrecedores baseados em incretinas — hormônios intestinais que regulam a liberação de insulina e o apetite — transformaram o tratamento da obesidade. Entre eles estão os agonistas de GLP-1, caso da semaglutida, e os duplos agonistas de GLP-1 e GIP, como a tirzepatida, hoje responsáveis por um dos mercados mais dinâmicos da indústria farmacêutica.

O crescimento surpreendeu até analistas experientes: em 2023, projetava-se que as vendas globais atingiriam US$ 100 bilhões no início da próxima década. Um ano depois, a estimativa foi revisada para US$ 150 bilhões, refletindo a demanda muito acima do previsto.

Esse momento de expansão acelerada, porém, coincide com uma inflexão importante para a indústria. Entre 2025 e 2029, o setor enfrenta o vencimento simultâneo de patentes em diversas áreas terapêuticas — o chamado Abismo de Patentes 2.0.

A perda da exclusividade de produção pode gerar perdas líquidas globais estimadas em US$ 90 bilhões ao abrir espaço para genéricos e biossimilares. A nova geração de medicamentos emagrecedores ocupa um papel central nessa disputa por patentes, mercados e cadeias produtivas que redefine o setor farmacêutico global.

O Ozempic, um dos medicamentos mais conhecidos, tem como princípio ativo a semaglutida. A patente da substância, que expira em março de 2026 na China, Índia, Turquia, Canadá e Brasil, pertence ao laboratório dinamarquês Novo Nordisk.

Juntos, esses países concentram cerca de 40% da população mundial e aproximadamente 33% das pessoas com obesidade no planeta. A coincidência das datas de expiração nesses mercados estratégicos representa um desafio para a empresa.

Neste cenário altamente competitivo, não há espaço para desempenho abaixo do esperado como ocorreu com o mais recente medicamento emagrecedor desenvolvido pela Novo Nordisk, o CagriSema. A situação se agravou ainda mais para esse laboratório com o sucesso do novo fármaco do concorrente, o Zepbound da Eli Lilly.

Assim, as ações da Novo Nordisk despencaram e o valor de mercado do laboratório Eli Lilly, fabricante do Zepbound (tirzepatida, indicado para emagrecimento), superou a barreira de US$ 1 trilhão.

No fim de 2025, o laboratório Lupin, com sede em Mumbai, na Índia, fechou um acordo com a empresa Gan & Lee Pharmaceuticals, com sede em Pequim, na China, que dá ao Lupin direitos exclusivos de venda e distribuição na Índia de uma substância ainda em fase de teste, a bofanglutida, mais um análogo de GLP-1.

O fármaco é indicado para diabetes do tipo 2, e mostrou resultados de perda de peso comparáveis ou superiores à semaglutida, com a vantagem de reduzir o número de injeções necessárias aos concorrentes, exigindo apenas uma injeção a cada 14 dias.

A Lupin é a quinta maior empresa de genéricos nos Estados Unidos e oitava no mundo, presente em mais de 200 países, entre eles, Rússia, Japão, Estados Unidos, México e Brasil, com lucro de mais de US$ 80 milhões no segundo trimestre de 2025.

A parceria indo-chinesa reforça a estratégia da Lupin, inclusive no Brasil, por meio da MedQuímica (Juiz de Fora – Minas Gerais). Um dos 30 maiores laboratórios farmacêuticos nacionais, a MedQuímica tornou-se parte do Grupo Lupin em 2015.

Por sua vez, a chinesa Gan & Lee já está há algum tempo negociando diretamente com o governo brasileiro projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), bem como futuras colaborações com relação a drogas emagrecedoras inovadoras como o GZR4 e a bofanglutida.

A Lupin e outro laboratório indiano, o Biocon, trabalham em parceria em alguns mercados e substâncias, e também em projetos diferentes com a Viatris/Mylan Pharmaceuticals. A Biocon é a maior farmacêutica da Índia, responsável pela movimentação de mais de US$ 1 bilhão em 2025. Isso alavanca o alcance global dos indianos na comercialização de biossimilares.

No Brasil, a Lupin fez uma parceria com o laboratório Biomm (Nova Lima, Minas Gerais), controlado pela empresa Biocon, para a comercialização de um medicamento oncológico. Mas isso não impede que esses laboratórios operem como concorrentes no país. No caso dos GLP-1, a Lupin juntamente com a MedQuímica deve oferecer bofanglutida, enquanto o Biocon, em associação com o Biomm, deve oferecer semaglutida genérica.

De acordo com uma pesquisa da revista científica PLOS One de 2022, 63,2% dos adultos sentem algum grau de medo de agulhas, com mais da metade evitando coleta de sangue e um terço evitando vacinas. Por isso, as marcas investem em pesquisas para versões orais. Partindo daí, é possível dimensionar o impulso recebido pelo dinamarquês Novo Nordisk para lançar, em janeiro de 2026, o Wegovy em comprimido.

A Eli Lilly não conseguiu, até o momento, a aprovação da agência reguladora americana, o FDA, para um fármaco equivalente. Na melhor das hipóteses, sua medicação oral – o orforglipron, ainda sem nome comercial – será aprovada em março de 2026.

Uma diferença decisiva entre os comprimidos dos dois laboratórios – de acordo com as respectivas bulas – parece estar na conveniência. O medicamento da Lilly pode ser tomado a qualquer hora, com ou sem comida; mas semaglutidas orais da Novo Nordisk (Wegovy, indicado para obesidade, e Rybelsus, para diabetes tipo 2 e frequentemente utilizado off-label para obesidade) requerem estômago vazio e um intervalo de 30 minutos antes comer e beber.

Em paralelo, estudos de custo-eficiência sublinham a dificuldade de comparar as apresentações orais contra os injetáveis em função da diferença das bases utilizadas. Quanto ao preço, pode variar muito, de acordo com os descontos obtidos pelos meios tradicionais (cobertura por seguros públicos e privados) e por inovações como a venda direta e as plataformas eletrônicas.

A estimativa é de que o mercado global de medicamentos emagrecedores atinja US$ 95 bilhões em 2030, dos quais 24% (cerca de US$ 23 bilhões) devem ser capturados pelas versões orais. Dentro deste segmento, a previsão do banco de investimentos Goldman Sachs é de que o comprimido da Eli Lilly deve abocanhar 60% desse segmento contra 21% do produto da Novo Nordisk.

Em 2024-2025, a Big Pharma passou a privilegiar os programas de venda direta ao paciente (DTP) que combinam preços transparentes em dinheiro com telessaúde e entrega em domicílio, caso da NovoCare Pharmacy (Novo Nordisk), LillyDirect (Eli Lilly), Eliquis 360 Support (Bristol Myers Squibb) e o Cosentyx DTP (Novartis) e PfizerForAll, AstraZeneca Direct, AmgenNow.

É uma transformação radical em relação ao modelo de negócio dominante. Mas não só, pois promove uma mudança clara no relacionamento com o paciente, buscando escapar de controles como o gerenciamento do preço dos medicamentos pelos planos e sistemas nacionais de saúde.

O marketing do Wegovy está voltado para consumidores que pagam do próprio bolso e não têm cobertura de seguro público ou privado. O atual CEO da Novo Nordisk, Maziar Mike Doustdar, afirmou na recente J.P. Morgan Healthcare Conference – ponto de encontro estratégico de interesses financeiros e farmacêuticos – que medicamentos para obesidade respondem melhor ao modelo de venda direta do que outros fármacos. Por isso, uma de suas metas é dominar os canais diretos ao paciente e de pagamento em dinheiro.

Mais avanços científicos e tecnológicos estão prometidos, como um spray nasal à base de semaglutida em fase de teste, a ser lançado em breve pela Shanghai Shiling Pharmaceutical, que, provavelmente será vendido por plataformas eletrônicas. Talvez até mesmo pela nacionalista Trump Rx, que, negando críticas internas e externas, promete baixar preços e promover o retorno de investimentos para os Estados Unidos.

Em meio a este contexto complexo, os medicamentos emagrecedores e seus mercados parecem depender menos da ciência e cada vez mais das relações internacionais.

Carlos Roberto Oliveira não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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Seu carro bebe muito ou pouco? Veja o consumo de todos os carros zero km do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 03:10

Carros Seu carro bebe muito ou pouco? Veja o consumo de todos os carros zero km do Brasil Levantamento oficial do Inmetro permite comparar consumo na cidade, na estrada e autonomia antes da compra de carros a combustão, híbridos ou 100% elétricos. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Inmetro atualizou nesta segunda-feira (2) o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que reúne informações sobre todos os carros zero km vendidos no Brasil.

A planilha traz informações como tipo de transmissão, motorização e tipo de combustível, além de um dado essencial para muitos brasileiros na escolha de um carro novo: o consumo na cidade e na estrada. Para os carros elétricos, é informada a autonomia com uma carga completa da bateria.

100% elétricos: 146 modelos;Híbridos plug-in: 94 modelos;Híbridos (leves ou plenos): 94 modelos;Flex: 246 modelos;Gasolina: 273 modelos;Diesel: 121 modelos.

O g1 preparou uma tabela para facilitar a busca pelo seu carro — ou por aquele que você pretende comprar. Nela, é possível visualizar todos os modelos ou procurar um específico ao digitar o nome ou a versão no campo de busca.

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Câmara aprova proibição do uso da palavra ‘leite’ em embalagens de produtos lácteos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 01:02

Política Câmara aprova proibição do uso da palavra 'leite' em embalagens de produtos lácteos O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos. Texto segue para votação pelo Senado. Por Paloma Rodrigues, TV Globo — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) um projeto que proíbe que produtos lácteos sejam comercializados com a palavra “leite” em suas embalagens. O projeto segue agora para análise do Senado.

Segundo o projeto, a palavra "leite" só poderá ser utilizada em "produto da secreção mamária das fêmeas mamíferas, proveniente de uma ou mais ordenhas, sem qualquer adição ou extração".

Os compostos lácteos são misturas de leite com outros elementos, como soro de leite, aromatizantes e compostos derivados de amido de milho. Eles também possuem valores nutricionais diferentes do leite.

O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos, sendo elas:

queijos e seus derivados;manteiga;leite condensado;requeijão;creme de leite;bebida láctea;doce de leite;leites fermentados;iogurte;coalhada ecream cheese.

O mesmo é feito para embalagens de carnes, como bife, steak, hambúrguer, filé, nuggets, presunto, presuntado, salsicha, linguiça, bacon, torresmo – expressões que designam cortes específicos.

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O petróleo vai passar de US$ 100 com a guerra entre EUA e Irã?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 00:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

Fumaça sobe após uma explosão, depois que Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã, em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via Reuters

O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a agressividade da reação iraniana balançaram o mercado petrolífero, com muitos especialistas prevendo um aumento substancial nos preços da commodity.

Embora o Irã só responda por entre 3 e 4% da produção global de petróleo, sua proximidade com o Estreito de Ormuz, via marítima que é considerada o gargalo mais crítico do mundo, está levando analistas do setor a preverem um aumento nos preços futuros do barril.

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Uma interrupção prolongada do tráfego no estreito, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, pode fazer com que os preços da commodity ultrapassem o limite de 100 dólares por barril. Esse cenário seria prejudicial para a economia global, porque acirraria a inflação em um momento onde os preços já estão difíceis de serem controlados.

Só nesta segunda-feira (02/03), primeiro dia de negociação após os ataques de EUA e Israel, o petróleo Brent registrou alta de até 13%. Após isso, parte dos ganhos foram revertidos, e o barril passou a ser negociado a cerca de 77 dólares, à medida em que os traders concentravam a atenção no Estreito de Ormuz, onde o tráfego comercial praticamente parou.

Os preços do petróleo já haviam atingido os níveis mais altos meses antes do atual conflito na região, com os operadores preocupados com as consequências de possíveis ataques ao Irã. No domingo (01/03), a Opep+, entidade que reúne os países produtores de petróleo, concordou em aumentar a produção a partir de abril, em um esforço para acalmar os mercados.

"Se o conflito se prolongar e, principalmente, se afetar o abastecimento de petróleo – por causa de interrupções no abastecimento iraniano ou tentativas do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz –, isso poderá causar um aumento nos preços do petróleo, talvez para cerca de 100 dólares por barril", afirmou William Jackson, economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics, em um comunicado a investidores.

O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que faz dele o quarto maior produtor de petróleo da Opep. É também um dos maiores produtores de gás natural do mundo. O país possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, representando cerca de um quarto das reservas do Oriente Médio e 12% das mundiais, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). No entanto, a produção iraniana se manteve limitada devido a anos de investimentos baixos e sanções internacionais.

Mas o Irã encontrou maneiras de contornar as sanções ocidentais e, atualmente, exporta 90% do seu petróleo para a China. Na realidade, foi a demanda da China que levou o Irã a aumentar a produção de petróleo bruto em cerca de 1 milhão de barris por dia entre 2020 e 2023.

A economia iraniana é relativamente diversificada em comparação com outras do Oriente Médio dependentes do petróleo, mas as exportações de energia constituem uma fonte significativa de receita para o governo em Teerã. Em 2023, as empresas petrolíferas do país registraram cerca de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões) em receitas líquidas com a exportação do combustível fóssil, de acordo com estimativas da EIA.

Situado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é uma importante rota de transporte de petróleo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Por ali passam grandes volumes de petróleo bruto produzidos na região por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.

O Irã tem feito ameaças reiteradas sobre fechar o estreito. Mas Teerã nunca levou adiante a interdição de Ormuz, pois isso poderia provocar uma resposta internacional rápida que impediria o país de exportar seu próprio petróleo.

Em meio à guerra em curso, o tráfego pelo estreito ficou praticamente paralisado. Várias transportadoras e comerciantes suspenderam os embarques pela hidrovia devido a preocupações com segurança e alertas das autoridades.

Isso pode impedir que 15 milhões de barris por dia de petróleo bruto – cerca de 30% do volume global da commodity que é transportado pelo mar – cheguem aos destinos. Mesmo que uma infraestrutura alternativa seja usada para contornar os fluxos do estreito, o impacto seria uma perda de 8 a 10 milhões de barris por dia, segundo a Rystad Energy.

"Se o estreito for fechado à força ou se tornar inacessível por motivos de segurança, o impacto sobre os fluxos será praticamente o mesmo", escreveu Jorge Leon, vice-presidente sênior e chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, em um comunicado aos clientes. "A menos que surjam sinais de distensão rapidamente, esperamos um aumento significativo no preço do petróleo no início da semana."

A Opep+ – uma aliança entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e outros produtores de petróleo, incluindo a Rússia – anunciou no domingo um aumento maior do que o esperado nas cotas de produção.

"O grupo acabou ampliando a produção além do previsto inicialmente, mas evitou um aumento mais contundente, o que é um sinal claro do delicado equilíbrio que tenta manter entre reagir aos riscos geopolíticos imediatos e não provocar um excesso de oferta mais adiante neste ano", afirmou Leon, da Rystad.

"Se o fluxo pelo Golfo ficar restrito, mais produção vai gerar apenas um alívio momentâneo. Nessas circunstâncias, o acesso às rotas de exportação passa a ser muito mais decisivo do que qualquer meta de produção anunciada", complementou o vice-presidente da empresa norueguesa.

A Arábia Saudita aumentou suas próprias exportações de petróleo bruto nas últimas semanas, o que os analistas interpretaram como um esforço para criar uma reserva de curto prazo antes dos ataques de EUA e Israel.

O reino saudita embarcou cerca de 7,3 milhões de bpd nos primeiros 24 dias de fevereiro, o maior volume desde abril de 2023, de acordo com dados de rastreamento compilados pela agência de notícias Bloomberg.

A Arábia Saudita também já havia aumentado as exportações do combustível fóssil em junho do ano passado, logo após os EUA atacarem instalações nucleares iranianas.

Segundo a Bloomberg, o Irã também aumentou suas exportações de petróleo na véspera das negociações com os EUA.

"Mesmo assim, essas reservas são, por natureza, limitadas e servem mais para suavizar choques de curto prazo do que para compensar interrupções estruturais prolongadas", disse o especialista da Rystad Energy.

O impacto na economia global depende em grande parte da elevação no valor da commodity a partir de agora. O petróleo bruto é uma importante unidade econômica, portanto, um aumento nos preços causa um efeito dominó, gerando alta nos preços de outros bens.

"Como regra geral, um aumento de 5% nos preços do petróleo em relação ao ano anterior costuma adicionar cerca de 0,1 ponto percentual à inflação média nas principais economias", explicou Jackson, da Capital Economics. "Portanto, um aumento no Brent [principal referência global para os preços do petróleo] para 100 dólares por barril poderia adicionar entre 0,6 e 0,7 pontos percentuais à inflação global."

Uma inflação mais elevada pode pesar sobre a confiança geral dos consumidores e os gastos. Os bancos centrais também podem aumentar as taxas de juros para controlar a alta nos preços, desacelerando ainda mais o crescimento econômico.

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Gasolina, indústria e agro: veja como a guerra no Irã pode pesar no bolso do brasileiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 00:19

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A escalada no Oriente Médio já elevou o dólar para R$ 5,15 e o petróleo Brent em 7,5%, aproximando-se de US$ 80.

Dólar e petróleo mais caros podem elevar combustíveis e energia, impactando transporte, indústria e agronegócio em cerca de um mês.

Se os preços se mantiverem altos, o BC pode desistir de cortar juros, mantendo a Selic elevada e desacelerando a economia.

A gasolina é "um dos itens mais relevantes para a inflação, representando 5% do IPCA". Agronegócio sofre com fertilizantes do Irã.

Especialistas alertam que "ainda é cedo para prever como isso vai evoluir", com o mercado atento aos desdobramentos do conflito.

Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz já mostraram os primeiros efeitos econômicos nesta segunda-feira (2). O dólar subiu e passou dos R$ 5,15, e os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent subindo mais de 7,5% e se aproximando de US$ 80.

O que começa no mercado financeiro, logo pode se transferir para o bolso dos brasileiros. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz.

Caso os preços se mantenham elevados, o Banco Central do Brasil (BC) pode desistir de reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mantendo a Selic no maior patamar em 20 anos e desacelerando ainda mais o crescimento da economia brasileira.

Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o salto no preço do petróleo no mercado internacional foi o efeito mais marcante. Em relação ao fim de 2025, quando a commodity fechou cotada a US$ 60, a alta é de 27,5%.

“Quanto mais o conflito se prolongar e comprometer o fluxo de petróleo pelo mundo, maior será a tendência de alta nos preços do barril”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O petróleo é matéria-prima de combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e de diversos insumos, como plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Isso gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística da indústria e do agronegócio.

Uma alta no preço do diesel, por exemplo, tende a elevar o custo do frete rodoviário, o que pode resultar em aumento nos preços de produtos transportados por estradas. “Além disso, a gasolina é um dos itens mais relevantes para a inflação, representando 5% do IPCA”, afirma o especialista.

Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos — que também são parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano.

Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas. Elas geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

“A indústria brasileira está inserida em cadeias globais, e qualquer instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz repercute nos fretes, nos seguros e na energia”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe.

Por outro lado, o aumento nos preços do petróleo costuma favorecer a balança comercial do Brasil, já que o país é um grande exportador da commodity e seu valor influencia diretamente o resultado financeiro das petrolíferas.

“Isso já pode pressionar por um ajuste no preço da gasolina. Se houver anúncio, é provável que o valor acompanhe a tendência do petróleo e permaneça elevado enquanto a commodity continuar em alta”, afirma André Braz.

Sempre que ocorre um evento geopolítico — como as rusgas entre grandes potências militares —, o dólar costuma ser uma opção de proteção para os investidores.

🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar.

“O dólar normalmente se valoriza em momentos de incerteza e cautela internacional, o que pode aumentar a pressão inflacionária causada por insumos importados”, explica Lilian Linhares, da Rio Negro Family Office.

Embora o impacto do dólar dependa de um período mais prolongado de valorização da moeda, a especialista diz que esse é um fator ao qual o BC deve estar atento ao definir a política de juros no país.

“A projeção para a inflação no médio prazo continua alinhada à meta, o que permite que o Banco Central conduza a política monetária nesse cenário de incerteza, com cautela e atenção a eventuais choques de oferta”, afirma.

Linhares ressalta, no entanto, que uma postura mais rígida por parte do BC depende de como a guerra deve se desenrolar daqui para frente.

“Caso o conflito se prolongue no médio e longo prazo, podemos ver ajustes na magnitude dos cortes de juros ou até na duração do ciclo de redução no Brasil. Mas isso ainda depende de quanto o choque nos preços do petróleo vai se traduzir em pressão inflacionária”, afirma.

“Ainda é cedo para prever como isso vai evoluir, e o mercado continuará acompanhando os desdobramentos do conflito”, conclui a executiva.

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Petrobras diz que não há risco de desabastecimento, mas setor dos combustíveis vê pressão para aumento de preços no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 20:48

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Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, a Petrobras informou que suas operações permanecem seguras e com custos competitivos, amparadas por rotas alternativas fora da área de conflito.

"Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas", afirmou a companhia, em nota.

Segundo a estatal, não há, neste momento, risco de interrupção nas importações ou exportações.

Apesar da avaliação da empresa, agentes do setor de combustíveis veem espaço para pressão sobre os preços domésticos nos próximos dias.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a Petrobras deve aguardar que a "poeira se assente" antes de tomar qualquer decisão, mas ponderou que já é esperado um movimento de alta por parte de refinarias privadas.

Em resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, o governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar lá.

🔎O estreito é uma das rotas mais estratégicas para a exportação global de petróleo, conectando grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Um eventual bloqueio ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial da commodity e pressionar ainda mais os preços do petróleo bruto.

"Acho que não é o fato da confirmação do fechamento da ameaça de bombardear navios que se atrevam a cruzar o Estreito de Ormuz, acho que isso não vai impactar em novo aumento de preço, acho que já está precificado", explica.

Ele avalia que o conflito pode se arrastar por "algumas semanas", quiçá "meses". "Com isso, a minha expectativa é de que o preço do petróleo vai ficar flutuando entre 80 dólares o barril, talvez um pouco mais, mas que não deve retornar aos 60,65 como a gente via no passado", disse.

Em meio à crise, os preços internacionais do petróleo chegaram a subir até 13%, ultrapassando US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

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Dívida da Paramount chegará a US$ 79 bilhões após acordo com Warner Bros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 20:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

A fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery criará uma empresa combinada com uma dívida de cerca de US$ 79 bilhões (R$ 410,8 bilhões), informou a Paramount nesta segunda-feira (2), descartando qualquer plano de venda ou separação de seus canais de TV por assinatura.

As empresas irão unificar seus serviços de streaming — incluindo Paramount+ e HBO Max — em uma única plataforma, afirmou o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, em teleconferência com analistas.

Juntas, as empresas atendem mais de 200 milhões de assinantes diretos ao consumidor em mais de 100 regiões, disse Ellison, o que lhes confere escala e poder de fogo para competir melhor em um mercado dominado pela Netflix.

A Paramount assinou o acordo de US$ 110 bilhões (R$ 572 bilhões), ou US$ 31 (R$ 161,20) por ação, para adquirir a Warner Bros na manhã de sexta-feira (27), depois que a Netflix se recusou a aumentar sua oferta.

A aquisição deverá gerar uma economia de mais de US$ 6 bilhões (R$ 31,2 bilhões) em custos, com grande parte desse valor vindo de “fontes não relacionadas à mão de obra”, por meio da combinação das plataformas de tecnologia de streaming e dos provedores de nuvem das empresas, entre outros, afirmou Andy Gordon, chefe de estratégia da Paramount.

A meta de economia é muito superior à de sinergia prometida pela Netflix, de até US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões), e gerou temores de demissões em massa e redução na produção de filmes e programas de TV pela empresa combinada.

A fusão também unirá a CBS, a MTV, a Comedy Central e a BET, da Paramount, às redes da Warner, incluindo CNN, TNT e Food Network.

"Ao combinarmos nossos negócios lineares, esperamos impulsionar o fluxo de caixa, aumentar a eficiência e ajudar a gerenciar as pressões do mercado", disse Ellison.

A empresa resultante da fusão terá um dos maiores acervos de propriedade intelectual comercialmente comprovada do setor, reunindo franquias como “Game of Thrones”, “Missão Impossível”, “Harry Potter”, “Top Gun”, o Universo DC e “Bob Esponja”.

"A HBO é uma joia da coroa neste setor… e continuará a ter os recursos e a independência para fazer o que faz de melhor", disse Ellison.

O acordo com a Paramount é garantido por US$ 54 bilhões (R$ 280,8 bilhões) em compromissos de dívida do Bank of America, Citigroup e Apollo.

Isso inclui US$ 39 bilhões em novas dívidas e US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões) para refinanciar a linha de crédito‑ponte existente da Warner Bros, disse Gordon.

A Warner Bros Discovery tinha dívida líquida de US$ 29 bilhões (R$ 150,8 bilhões), enquanto a Paramount registrava US$ 10,36 bilhões (R$ 53,9 bilhões) no final do ano passado.

A disputa pelos estúdios e ativos de streaming da Warner Bros se intensificou ao longo de meses, com Paramount e Netflix trocando propostas rivais de aquisição.

A Netflix saiu na frente, fechando um acordo no início de dezembro para comprar esses ativos — excluindo as redes de TV a cabo — por US$ 27,75 por ação, ou US$ 82,7 bilhões.

Após o conselho da Warner considerar a proposta da Paramount superior, a Netflix desistiu da disputa pelos ativos, incluindo DC Comics, HBO e HBO Max.

O acordo entre a Paramount e a Warner Bros também eliminaria as dúvidas sobre o valor e o risco da cisão das redes de TV a cabo que os acionistas da Warner manteriam sob a proposta da Netflix, reduzindo uma das principais variáveis que alimentavam as incertezas em torno da oferta da plataforma.

A expectativa é que a empresa resultante da fusão produza pelo menos 30 filmes para cinema por ano, mantendo os estúdios Warner Bros e Paramount.

Na sexta-feira, a Paramount pagou a multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner devia à Netflix. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre deste ano.

A aquisição provavelmente obterá com facilidade a aprovação antitruste da União Europeia, e quaisquer desinvestimentos necessários deverão ser mínimos, informou a Reuters na sexta-feira, citando fontes.

A Paramount, liderada por David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, tem fortes laços com o governo Trump — fator que, segundo analistas, pode ajudá-la a obter um tratamento regulatório mais favorável.

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