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UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Tecnologia UE multa AliExpress em R$ 3,2 bilhões por venda de produtos ilegais Punição é a maior já aplicada pelo bloco com base na Lei de Serviços Digitais; plataforma chinesa contesta a decisão e considera o valor desproporcional. Por France Presse

Logo do AliExpress em uma loja da plataforma em Granada, na Espanha, em julho de 2024 — Foto: Jon Nazca/Reuters/Arquivo

A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (3,2 bilhões de reais) à plataforma chinesa de comércio online AliExpress, subsidiária do gigante Alibaba, por permitir a venda de produtos ilegais no bloco, como brinquedos proibidos e roupas falsificadas.

A AliExpress foi sancionada por descumprir o regulamento europeu sobre serviços digitais, "que a obriga a avaliar e mitigar com diligência os riscos relacionados à venda em sua plataforma de produtos ilegais, perigosos ou falsificados", anunciou a Comissão Europeia, após uma investigação de mais de dois anos.

Trata-se da multa mais alta imposta por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022.

"Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos", afirmou a empresa em declaração à AFP, sem informar se irá recorrer da decisão.

O Executivo europeu considera que o sistema de detecção de produtos proibidos implementado pela AliExpress não funcionava quando iniciou sua investigação em março de 2024.

"Detectamos uma grande quantidade de produtos falsificados, mas também brinquedos e cosméticos perigosos, que permaneceram à venda por muito tempo", explicou aos jornalistas Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica.

Ela também explicou que as sanções aplicadas pela plataforma aos vendedores que infringiam as normas "não eram eficazes", já que suas lojas continuavam ativas por muito tempo depois.

Vendedores mal-intencionados também conseguiam driblar facilmente os sistemas de verificação de produtos porque as equipes não tinham pessoal suficiente.

A sanção obriga o site a apresentar, no prazo de três meses, medidas destinadas a cumprir a DSA, sob pena de multas periódicas.

No ano passado, a Comissão Europeia aceitou as iniciativas propostas pela AliExpress para resolver de maneira amigável infrações detectadas durante suas investigações, mas havia advertido que a plataforma se expunha a uma sanção por esses outros motivos.

"Desde a entrada em vigor da DSA, a AliExpress tem se empenhado firmemente em cumprir suas obrigações e continua a fazê-lo", assegurou a plataforma chinesa.

No âmbito de uma investigação paralela, Bruxelas impôs em maio uma multa de 200 milhões de euros (1,17 bilhão de reais) à Temu, outra plataforma chinesa muito popular na Europa, pelos mesmos motivos, uma sanção que a empresa contestou.

A rede social X, do bilionário Elon Musk, também recebeu uma multa de 120 milhões de euros (702 milhões de reais, na cotação atual) no fim de 2025, mas por descumprir as obrigações de transparência previstas pela DSA.

A UE vem endurecendo há meses as normas para proteger seu mercado frente a uma concorrência chinesa frequentemente considerada desleal. A medida principal tem sido um imposto mínimo de três euros (17,5 reais) sobre pequenos pacotes importados para o bloco.

"Estamos realizando investigações sobre várias plataformas online, muitas das quais têm sede nos Estados Unidos, e muitas outras na China, mas também na Europa", e "não levamos em conta sua origem porque todos os que quiserem operar na Europa devem cumprir as mesmas regras", destacou Virkkunen.

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China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro China compra mais soja do Brasil enquanto reduz importações dos EUA Em meio à guerra comercial entre Washington e Pequim e ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, soja segue fortalecendo relação entre Brasil e China. Por Redação g1 — São Paulo

A China aumentou a importação de soja brasileira e diminuiu as compras do produto dos Estados Unidos em junho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20).

As importações de soja do Brasil subiram 13,7% em junho, somando 12,08 milhões de toneladas. Já as compras dos Estados Unidos caíram 20,6% no mesmo período.

O volume total importado pela China atingiu o recorde de 13,55 milhões de toneladas. O resultado decorre da grande oferta brasileira e de liberações nos portos.

Mesmo com o compromisso chinês de comprar soja americana após reuniões presidenciais, o produto brasileiro segue predominando devido à colheita recorde e à sua competitividade.

Especialistas alertam que o aumento nas vendas de soja não beneficia outros setores nacionais. A indústria de transformação enfrenta tarifas elevadas e concorrência no mercado chinês.

A China ampliou as compras de soja brasileira e reduziu as importações do produto vindo dos Estados Unidos em junho, reforçando uma tendência observada desde o início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já as compras de soja americana caíram 20,6%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. O resultado foi impulsionado pela grande oferta brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

As importações de soja dos EUA recuaram 42,4%, para 9,31 milhões de toneladas, Os embarques brasileiros cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas.

No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. — Foto: Divulgação

Segundo analistas, a redução nas compras dos EUA reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim.

Durante boa parte do último ano, compradores chineses adiaram aquisições da safra americana à espera de negociações entre os dois governos.

Após uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em maio deste ano, a China voltou a comprar soja dos EUA e manteve o compromisso firmado anteriormente de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas anuais do produto até 2028.

Mesmo assim, a soja brasileira continua predominando nas importações chinesas, favorecida pela colheita recorde e pela competitividade do produto nacional.

Como o g1 mostrou, o bom desempenho de produtos como a soja beneficia o agronegócio brasileiro, mas não compensa as perdas de outros setores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (leia mais aqui)

🔎 Isso porque a pauta de exportações do Brasil para a China é altamente concentrada. Hoje, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes respondem por cerca de 90% das vendas brasileiras ao país asiático.

Com isso, empresas brasileiras que exportam produtos industrializados aos EUA — e que podem perder mercado por causa das novas tarifas — dificilmente conseguirão compensar essas perdas vendendo para a China.

O motivo é que o mercado chinês compra principalmente commodities brasileiras, enquanto produtos manufaturados enfrentam maior concorrência de fabricantes locais e de outros países, além de barreiras comerciais mais elevadas.

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Dólar abre em queda, com foco em petróleo e conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (20) em queda, com um recuo de 0,08%, cotado a R$ 5,1071. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Sem avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, as preocupações sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções. Os ataques entre os dois países completam o décimo dia nesta segunda-feira (20), levantando dúvidas sobre a reabertura do estreito e seus impactos na oferta global de petróleo e, consequentemente, sobre a inflação mundial.

Durante o final de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, no entanto, as cotações estão em queda. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,12%, cotado a US$ 86,23. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,53%, cotado a US$ 80,40 por barril.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos.

O Departamento do Estado americano chegou a emitir um alerta global de segurança no sábado (18), citando o aumento das tensões no Oriente Médio e o potencial para uma nova escalada.

O departamento aconselhou os americanos em todo o mundo — e especialmente aqueles no Oriente Médio — a exercerem maior cautela e a seguirem os alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo.

Com a morte dos militares, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19).

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira (20), impulsionadas por setores tradicionais. Os papéis do setor de tecnologia e capitalização continuaram em queda.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,85%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma desvalorização de 4,46%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

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Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar – e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07).

Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula.

"Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos – alguns dos principais exportados pelo Brasil aos EUA.

Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital — Foto: Getty Images via BBC

Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo.

"De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista.

Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro — Foto: Getty Images via BBC

Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz.

Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel".

O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?"

No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar.

Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman.

O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia – como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo.

Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito.

"Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.

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Há 3 horas Mundo Não é só a taça…Campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões; e as outras seleções?

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Copa do Mundo 2026: campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões; veja quanto ganhou cada uma das seleções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

A Espanha conquistou a Copa de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19). A seleção campeã faturou R$ 255,8 milhões.

A vice-campeã Argentina recebeu R$ 168,8 milhões. Terceira colocada, a Inglaterra embolsou R$ 148,3 milhões, enquanto a França levou R$ 138,1 milhões pelo quarto lugar.

Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça ganharam R$ 105 milhões nas quartas. Eliminado nas oitavas de final pela Noruega, o Brasil recebeu R$ 84 milhões.

A Fifa pagou R$ 64 milhões para seleções eliminadas nos 16 avos de final. Os times que caíram na fase de grupos receberam R$ 54 milhões.

A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo de 2026, após vencer a seleção argentina, por 1 a 0 na prorrogação. A final do mundial aconteceu neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos e garantiu à seleção espanhola um prêmio de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 255,8 milhões.

A Argentina, a vice-campeã também sai da competição com alguns milhões de dólares a mais no caixa. Por ter conquistado o segundo lugar, o time de Messi vai receber 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões).

A disputa pelo terceiro lugar também valeu cifras expressivas. A seleção da Inglaterra embolsou 29 milhões de dólares, cerca de R$ 148,3 milhões, depois de vencer a França por 6 a 4. E a oponente, mesmo derrotada, ainda levou para casa 27 milhões de dólares, R$ 138,1 milhões.

LEIA TAMBÉM: Análise: Espanha conquista a Copa do Mundo com estilo, autoridade e dá indícios de nova dinastia

Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio.

As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México.

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Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos.

Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição.

1 – Espanha – US$ 50 milhões (R$ 263,5 milhões)2 – Argentina – US$ 33 milhões (R$ 176,5 milhões)3 – Inglaterra – US$ 29 milhões (R$ 156 milhões)4 – França – US$ 27 milhões (R$ 146 milhões)

5 – Noruega – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)6 – Bélgica – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 – Marrocos – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)7 (empate) – Suíça – US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões)

9 – México – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)10 – Colômbia – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)11 – Brasil – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)12 – EUA – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)13 – Portugal – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)14 – Canadá – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)15 – Egito – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)16 – Paraguai – US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões)

17 – Holanda – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)18 – Alemanha – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)19 – Costa do Marfim – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)20 – Croácia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)21 – Japão – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)22 – Austrália – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)23 – RD Congo – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)24 – Gana – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 – Equador – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)25 (empate) – África do Sul – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)27 – Suécia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)28 – Áustria – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)29 – Bósnia e Herzegovina – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)30 – Argélia – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)31 – Senegal – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)32 – Cabo Verde – US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões)

33 – Irã – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)34 – Coreia do Sul – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)35 – Turquia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)36 – Escócia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)37 – Uruguai – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)38 – Arábia Saudita – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)39 – República Tcheca – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)40 – Nova Zelândia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)41 – Qatar – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)42 – Curaçao – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)43 – Panamá – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)44 – Jordânia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)45 – Haiti – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)46 – Uzbequistão – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)47 – Tunísia – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)48 – Iraque – US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)

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Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Agro Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre, mas cota da China e restrições da UE preocupam setor Crescimento das vendas para Ásia, Oriente Médio e África ajudaram a compensar incertezas, diz Abrafrigo. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no primeiro semestre de 2026, mas o segundo semestre será mais desafiador para o setor por causa da cota de importação da China e de restrições da União Europeia, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (20).

De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume.

O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho.

Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%.

Além disso, o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais.

Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões.

O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%.

Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido.

Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões.

A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano.

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão.

Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas.

Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações.

O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas.

As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões.

Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho.

Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos.

Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre:

Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%);Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%);Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%);Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%).O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões.

Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercado reduz pela 3ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,15%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%;➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%;➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Trump tentará punir Brasil por esse sucesso’, diz Nobel de economia sobre ação do governo americano contra Pix

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Pix e afirmou que a ofensiva representa uma tentativa de punir o Brasil pelo sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Krugman afirma que o Pix se tornou uma referência mundial em pagamentos digitais e que a iniciativa do governo de Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico.

"Trump tentará punir o Brasil por esse sucesso", escreveu o economista ao comentar a investigação comercial aberta pela administração americana com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O governo americano incluiu o Pix entre os temas da investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. Criado pelo Banco Central, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas.

Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para Krugman, oferecer um sistema público de pagamentos mais barato e eficiente não configura uma prática comercial desleal.

"Por que seria desleal um país oferecer aos seus próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona.

Ao longo do artigo, o economista defende que o Pix aumentou a concorrência no mercado de pagamentos ao oferecer uma alternativa de baixo custo para consumidores e empresas.

Na avaliação dele, a popularização do sistema reduziu a dependência de meios tradicionais de pagamento e afetou empresas como Visa e Mastercard. Isso, porém, seria resultado da concorrência entre tecnologias, e não de uma vantagem indevida.

"Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?", escreveu.

Krugman argumenta que a reação do governo americano reflete, em parte, a perda de espaço de empresas privadas diante de um sistema público considerado mais eficiente.

Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo

O Nobel usa o caso brasileiro para defender sistemas públicos de pagamentos e moedas digitais emitidas por bancos centrais.

Segundo ele, o sucesso do Pix demonstra que esse tipo de ferramenta pode tornar pagamentos eletrônicos mais baratos e eficientes. Já os Estados Unidos, afirma, ficaram para trás nesse debate devido à resistência política e à pressão de grupos ligados ao mercado de criptomoedas.

"A verdadeira preocupação deles é que ela funcione bem demais", escreveu ao comentar a oposição à criação de um dólar digital.

Krugman também compara o caso brasileiro à experiência de El Salvador com o Bitcoin. Para ele, enquanto o Pix se tornou amplamente utilizado pela população, a tentativa do governo salvadorenho de transformar a criptomoeda em um meio de pagamento de massa fracassou.

Na parte final do artigo, Krugman avalia que as tarifas propostas pelo governo Trump dificilmente alcançarão os resultados pretendidos.

Segundo ele, as medidas podem elevar os preços de produtos brasileiros consumidos pelos próprios americanos, como café, carne bovina e suco de laranja. Ao mesmo tempo, afirma que o Brasil tende a ampliar sua presença em outros mercados.

Krugman cita a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, para sustentar que, no balanço geral, as tarifas americanas fortaleceram a posição do Brasil no comércio internacional.

"O desvio do comércio global em reação às tarifas dos Estados Unidos transformou o Brasil em uma potência exportadora", escreveu De Bolle, citada por Krugman. Como exemplo, ela menciona o aumento da participação brasileira nas exportações de soja para a China.

"O governo Trump declarou guerra ao futuro", escreveu. "E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam."

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Samsung corta empregos nos EUA e oferece realocação antes da mudança da sede

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Trabalho e Carreira Samsung corta empregos nos EUA e oferece realocação antes da mudança da sede Reestruturação afeta 739 cargos em Nova Jersey e inclui cerca de 100 demissões no Texas; maioria dos trabalhadores recebeu proposta de realocação. Por Reuters

A Samsung reduziu o quadro de funcionários em suas operações nos Estados Unidos nas áreas de telas, celulares e outros produtos eletrônicos de consumo, afetando principalmente trabalhadores em Nova Jersey e no Texas, de acordo com documentos e duas pessoas a par do assunto.

A gigante sul-coreana de tecnologia informou neste domingo, em comunicado à Reuters, que 739 cargos em Englewood Cliffs, em Nova Jersey, foram afetados pelos planos da Samsung Electronics America (SEA) — que se concentra em eletrônicos de consumo e não inclui chips — de transferir sua sede para o Texas.

A maioria das pessoas afetadas recebeu ofertas de realocação, mas outras foram demitidas, acrescentou a empresa, sem dar mais detalhes.

No escritório da SEA em Plano, no Texas, cerca de 100 funcionários, incluindo a equipe da divisão de dispositivos móveis, foram demitidos, segundo uma pessoa que afirmou estar entre os demitidos. As fontes preferiram não se identificar devido à delicadeza do assunto.

Os cortes — embora relacionados à mudança da sede — destacam a divergência dentro da gigante sul-coreana de tecnologia, com sua divisão de chips disparando para lucros recordes enquanto suas unidades de eletrônicos de consumo enfrentam dificuldades devido ao aumento dos custos dos chips.

A decisão da Samsung de transferir a sede da SEA é surpreendente, pois os funcionários da SEA em Nova Jersey haviam se mudado para novos escritórios com grande alarde há menos de um ano.

A SEA emprega cerca de 1.200 funcionários em Nova Jersey, de acordo com um comunicado à imprensa do deputado federal norte-americano Josh Gottheimer, que participou de um evento para marcar a inauguração dos novos escritórios em setembro.

Embora não tenha sido possível apurar a extensão exata das demissões em massa na SEA, documentos analisados pela Reuters mostram que a unidade notificou alguns funcionários em 30 de junho sobre uma “redução de pessoal em toda a empresa”, acrescentando que haveria um “número significativo de impactos”.

Publicações no LinkedIn analisadas pela Reuters também mostram que mais de 30 funcionários, incluindo executivos de vendas e marketing no Texas e em Nova Jersey, bem como alguns em outras localidades dos EUA, afirmaram ter sido demitidos ou terem deixado a empresa nas últimas duas semanas.

A Samsung afirmou em seu comunicado que a mudança da sede “pode levar a alterações em nossa estrutura de força de trabalho, como funcionários que não podem se mudar ou certas funções que são otimizadas para garantir que nossas funções estejam alinhadas às principais prioridades de negócios”.

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Homens tendem a usar ofertas de emprego para conseguir aumentos salariais mais do que mulheres, mostra estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Trabalho e Carreira Homens tendem a usar ofertas de emprego para conseguir aumentos salariais mais do que mulheres, mostra estudo Prática pode explicar cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres, que chega a 8% entre profissionais na mesma função e empresa. Por Reuters

Um homem trabalha na impressão de jornal em Madri, na Espanha, em 20 de julho de 2026. — Foto: Sergio Leon/Reuters

Os homens tendem mais do que as mulheres a usar oportunidades de emprego em outras empresas como moeda de troca para negociar salários mais altos em seus empregos atuais, o que contribui para a persistência das disparidades salariais entre os sexos, de acordo com um estudo da Fundação Rockwool de Berlim ao qual a Reuters teve acesso e publicado neste domingo.

O estudo estima que a renegociação seja responsável por cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres.

A Diretiva de Transparência Salarial da UE entrou em vigor em junho e deve melhorar as informações sobre as diferenças salariais dentro das empresas.

Os resultados sugerem que a transparência salarial, por si só, pode não ser suficiente para eliminar as disparidades de gênero.

Entre os trabalhadores do mesmo local de trabalho e da mesma ocupação, os homens ganham, em média, 8% a mais do que as mulheres.

O estudo constatou que oportunidades de emprego externas elevam os salários dos homens em seus empregos atuais, enquanto as mulheres na mesma situação não obtêm ganhos comparáveis, mesmo tendo a mesma probabilidade que os homens de mudar de empregador.

As mulheres, em geral, parecem trocar de emprego em vez de usar essas oportunidades para negociar um aumento salarial; os homens, por outro lado, eram mais propensos a obter aumentos salariais sem precisar sair da empresa.

Os pesquisadores basearam seu estudo em funcionários que tomaram conhecimento de vagas externas por meio de pais ou irmãos que trabalhavam em outras empresas.

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