RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta após fracasso nas negociações e ameaça de Trump sobre Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 09:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (13) em alta de 0,50%, a R$ 5,0363. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Os mercados reagem aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h (horário de Brasília). A decisão ocorre após negociações de paz entre Irã e EUA fracassarem no fim de semana.

▶️ Dois petroleiros associados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira, enquanto outras embarcações passaram a evitar o Estreito de Ormuz. A medida abalou o mercado de transporte marítimo em um dos principais pontos de passagem do comércio global.

🛢️ Por volta das 9h07h (horário de Brasília), o Brent subia 7,67%, negociado a US$ 102,50 por barril, enquanto o WTI avançava 7,83%, para US$ 104,13.

▶️ No Brasil, o destaque é o Boletim Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central do Brasil (BC). Segundo o relatório, a expectativa para a inflação em 2026 no Focus superou o teto da meta em meio às preocupações decorrentes da guerra no Oriente Médio. O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano subiu a 4,71%, de 4,36% antes, na quinta semana seguida.

▶️Investidores também acompanham declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em encontros do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Após um cessar-fogo cambaleante entre Estados Unidos e Irã na semana passada, Donald Trump prometeu implantar um bloqueio naval no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira.

Segundo o Exército dos EUA, qualquer navio que entrar ou sair de um porto no Irã será interceptado. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar portos caso a medida seja efetivada.

Por causa da tensão, apenas poucos navios ligados ao Irã saíram do Golfo Pérsico, e o movimento na área caiu bastante. Ao mesmo tempo, há risco de conflito, já que o Irã avisou que pode reagir.

Mesmo com o bloqueio, os EUA disseram que não vão impedir a passagem de navios que não tenham relação com o Irã. Ainda assim, a incerteza já está afetando o transporte e o mercado de petróleo.

Rússia, China e União Europeia criticaram tanto o Irã quanto os EUA pela obstrução da rota. Em meio ao risco de uma nova escalada militar, o preço do petróleo voltou a subir.

No fim de semana, negociações consideradas históricas no Paquistão entre EUA e Irã terminaram sem acordo. O vice-presidente americano, JD Vance, deixou o país após afirmar que as tratativas foram encerradas na madrugada de domingo (sábado no Brasil), após a recusa de Teerã em aceitar os termos de Washington para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com Donald Trump e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

A expectativa do mercado para a inflação no Brasil piorou, segundo as projeções do novo Boletim Focus. Para 2026, a projeção subiu para 4,71%, acima do teto da meta do Banco Central, principalmente por causa das tensões no Oriente Médio, que estão elevando o preço do petróleo.

Mesmo assim, a previsão para os juros não mudou: a taxa Selic deve terminar 2026 em 12,50% e 2027 em 10,50%, com expectativa de um pequeno corte já na próxima reunião.

Em Wall Street, as principais bolsas do mercado operavamm em queda antes da abertura dos mercados. Dow Jones caía 0,99%, S&P 500 recuava 0,65%, Nasdaq perdia 0,66%.

Na Europa, as quedas eram mais intensas, indicando que os mercados locais devem operar no vermelho hoje. O DAX, da Alemanha, recuava 1,42%; o CAC 40, da França, caía 0,98%; enquanto os índices de Londres registravam baixa de 0,43%.

Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong tiveram um dia mais instável e fecharam perto da estabilidade após as negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio fracassaram.

Com o risco de conflito maior — incluindo a ameaça de bloqueio marítimo pelos EUA — os investidores ficaram mais cautelosos e evitaram fazer grandes apostas, o que limitou os ganhos dos mercados.

Além disso, há expectativa pela divulgação de dados importantes da economia chinesa nos próximos dias, como comércio e crescimento do PIB, o que também deixou o mercado em compasso de espera.

Com isso, o índice de Xangai subiu levemente 0,06%, e o CSI300 avançou 0,21%, recuperando perdas do início do dia. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,9%.

Outros mercados também recuaram: o Nikkei, no Japão, caiu 0,74%, e o Kospi, da Coreia do Sul, perdeu 0,86%. Taiwan teve leve alta de 0,11%, e Austrália e Singapura registraram pequenas quedas.

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Com guerra no Oriente Médio, mercado sobe estimativa de novo e passa a prever estouro da meta de inflação neste ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram outra vez sua estimativa para a inflação em 2026 e passaram a projetar estouro da meta deste ano. Esta é a quinta semana seguida de aumento.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,71% neste ano, contra a projeção anterior de 4,36%.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

A inflação de março, divulgada na semana passada pelo IBGE, ja mostra o impacto da guerra nos preços internos. Em 0,88% no mês passado, o índice acelerou e ficou acima das projeções do mercado financeiro.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.Em 4,71% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas – que é de 4,5%. Essa é a primeira vez, desde maio do ano passado, que o mercado estima estouro da meta de inflação em 2026.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,85% para 3,91%;➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu em 1,85%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,40 para R$ 5,37 por dólar.

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Brasileiro trabalha pouco? O que é produtividade e por que ela se tornou central no debate sobre escala 6×1

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:45

Trabalho e Carreira Brasileiro trabalha pouco? O que é produtividade e por que ela se tornou central no debate sobre escala 6×1 Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6×1. Entenda em 5 pontos o que está em jogo neste debate. Por Thais Carrança

Produtividade do trabalho é a quantidade de bens e serviços que um trabalhador gera, em média, na economia com o seu trabalho.

No Brasil, a produtividade é medida usando o Produto Interno Bruto (PIB), valor gerado por todas as atividades econômicas do país.

O PIB é dividido por trabalhador ou horas trabalhadas — esta forma é usada, por exemplo, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para comparar a produtividade entre países.

Segundo dados da OIT para 175 países, o Brasil ocupa apenas a 86ª posição entre as nações mais produtivas do mundo, considerando a produtividade por hora trabalhada.

Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6×1. — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Quando economistas e empresários falam sobre o possível fim da escala 6×1 — aquela em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso — uma palavra surge com frequência: produtividade.

"A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade", afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em entrevista à GloboNews em 11 de março.

"Nenhuma nação foi capaz de enriquecer e pagar melhor sem antes promover ganhos de produtividade relevantes. A discussão que deveríamos estar pautando como obsessão nacional é como ganhar produtividade para pagar mais, melhor, e trabalhar menos", disse Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em entrevista à BBC News Brasil em fevereiro.

E por que alguns economistas criticam esta centralidade, argumentando que limitar o debate sobre o fim da escala 6×1 a isso pode ser insuficiente?

Produtividade do trabalho é a quantidade de bens e serviços que um trabalhador gera, em média, na economia com o seu trabalho, define Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

"Se você pensar num Starbucks: quantos clientes o trabalhador consegue atender em um dia? Essa é a produtividade dele", exemplifica Naercio Menezes Filho, professor do Insper.

"Se pensar numa indústria automobilística: quantas partes do carro ele consegue botar num automóvel por dia? É um conceito bem intuitivo."

Como é difícil ter acesso aos dados de cada empresa, em economia, a produtividade é medida usando o Produto Interno Bruto (PIB), valor gerado por todas as atividades econômicas do país.

O PIB é dividido por trabalhador ou horas trabalhadas — esta forma é usada, por exemplo, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para comparar a produtividade entre países.

A produtividade do trabalho é, por fim, o resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas.

Segundo dados da OIT para 175 países, o Brasil ocupa apenas a 86ª posição entre as nações mais produtivas do mundo, considerando a produtividade por hora trabalhada, logo à frente da China (87ª).

O país, no entanto, fica atrás de grandes economias como Estados Unidos (12º), Alemanha (13º) e Reino Unido (22º), mas também de pares latino-americanos, como Chile (53º), Argentina (55º), México (81º) e até mesmo de Cuba (82º).

Gráfico feito por Caroline Souza, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil — Foto: Reprodução

Fernando de Holanda, da FGV, avalia que diversos fatores contribuem para a posição desfavorável do Brasil na comparação internacional, como a baixa qualificação da mão de obra e infraestrutura precária.

Também pesam um ambiente de negócios ruim (com elevada burocracia e tributação complexa, por exemplo) e falhas de mercado que pioram o funcionamento da economia — como incentivos mal desenhados e para setores específicos da atividade, desigualdade no acesso a crédito, entre outras.

Esses fatores reduzem a eficiência das empresas e levam a uma má alocação de recursos na economia, prejudicando a produtividade do país.

Menezes Filho, do Insper, cita ainda o reduzido nível de investimento do Brasil — influenciado pelos juros altos e baixa taxa de poupança — como outro fator que também afeta a produtividade, já que o estoque de capital (como máquinas, equipamentos, edifícios e infraestrutura) e a adoção de novas tecnologias também influenciam no quão produtivos são os trabalhadores.

Outros economistas têm apontado, porém, que a própria forma como a produtividade é mensurada, usando como base o valor adicionado da economia, dividido pelas horas trabalhadas, contribui para a baixa posição do Brasil no ranking.

Isso porque a economia do país é baseada em grande medida na produção agrícola e mineral, e em serviços de baixa complexidade, o que resulta em um valor adicionado menor e, consequentemente, em uma produtividade mais baixa que a de países cuja economia é baseada em uma indústria de alta intensidade tecnológica e serviços mais sofisticados, de maior valor agregado.

Isso não significa que os brasileiros trabalhem menos horas ou se esforcem menos do que os trabalhadores de economias avançadas, observam esses economistas.

No ranking da OIT de média de horas trabalhadas por semana para 167 países, o Brasil ocupa a 93ª posição com uma média de 38,9 horas trabalhadas semanais.

Apesar da baixa posição também neste ranking, o país fica à frente de economias avançadas como EUA (37,5 horas), França (35,5 horas) e Alemanha (33,3 horas) e de vizinhos como Uruguai (36,8 horas) e Argentina (36,5 horas).

No topo deste ranking, com o maior número de horas trabalhadas semanais, estão Butão (54,4 horas), Emirados Árabes Unidos (50,8 horas) e Sudão (50,8 horas), países cujas economias são marcadas por elevada informalidade e peso da agricultura na economia (no caso de Butão e Sudão), e pela forte presença de trabalho de estrangeiros pouco regulamentando (no caso dos Emirados).

Assim, estas não são necessariamente nações cujas economias são consideradas exemplos a serem seguidos por outros países.

Em um estudo recente, o economista Daniel Duque, também pesquisador do Ibre FGV, utilizou uma base de dados disponibilizada pelos economistas Amory Gethin e Emmanuel Saez para analisar quanto os brasileiros trabalham em relação ao que seria esperado, dado o nível de desenvolvimento e o perfil demográfico do país — ou seja, a composição da população por diferentes idades.

Utilizando uma base de 146 países, ele encontrou que os brasileiros trabalham em média 1,2 hora por semana a menos do que o padrão sugerido pelo modelo.

Em comparação, os EUA trabalham 0,9 hora a mais, assim como Rússia (1,6 hora) e África do Sul (1,7 hora). Países como Colômbia (4,1 horas a mais) e China (4,2 horas) são exemplos extremos, com semanas de trabalho de mais de quatro horas acima do padrão, quando controlado por produtividade e demografia.

Na outra ponta, países europeus ricos como Alemanha (-1,8 hora), França (-3,6 horas), Dinamarca (-5,5 horas) e Noruega (-6,6 horas), são exemplos de nações onde, assim como no Brasil, se trabalha menos do que o sugerido pelo modelo.

"Não se pode dizer que o brasileiro trabalha pouco, porque não existe um nível certo de se trabalhar", observa Duque.

"Os EUA trabalham um pouco mais do que o esperado, a Europa trabalha relativamente menos, e todos são países desenvolvidos, então não existe um 'modelo certo'", afirma o economista.

"Não significa que temos que trabalhar mais para sermos desenvolvidos, é uma questão de preferência [da sociedade]. O que o dado mostra é que o brasileiro talvez tenha uma preferência por ser uma país mais perto da Europa, do que de outros países desenvolvidos."

"A produtividade é fundamental quando falamos de bem-estar", afirma Fernando Holanda, do FGV Ibre.

"Não há nenhum país na história com elevada oferta de bens e serviços para sua população em que a produtividade seja muito baixa", observa.

Menezes Filho acrescenta que a produtividade influencia diretamente no PIB per capita (por pessoa), a mais importante medida de bem-estar dos países.

"Quando o PIB per capita aumenta, tem mais riqueza para distribuir para cada pessoa, mantida a desigualdade constante", afirma.

"E o PIB per capita depende da produtividade — o PIB por trabalhador — e do número de trabalhadores em relação ao total de pessoas do país."

O professor do Insper observa que, até recentemente, o Brasil aumentou muito o número de pessoas trabalhando, porque o país tinha uma população jovem.

"Nasciam mais jovens, essas pessoas iam trabalhar e o país crescia. Então, mesmo sem aumento da produtividade, aumentava o PIB per capita", afirma.

"Agora, já estamos em um país que está envelhecendo, então a demografia não está mais a nosso favor e não será mais possível aumentar o PIB per capita só aumentando o número de trabalhadores na população. Então, é preciso aumentar a produtividade de cada um desses trabalhadores."

Assim, para o país se tornar mais rico e desenvolvido no futuro, só existem duas maneiras, resume Menezes Filho: mais gente trabalhando ou maior produtividade.

"O Paul Krugman, que é um economista famoso [ele foi vencedor do Nobel de Economia em 2008], disse uma frase que se tornou emblemática: 'produtividade não é tudo, mas, no longo prazo, é quase tudo'."

Fernando de Holanda é um dos economistas que têm trazido o tema da produtividade para o debate sobre o fim da escala 6×1.

Em um estudo publicado em maio de 2025, ele buscou avaliar o impacto sobre a produtividade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada máxima de trabalho no país, de 44 horas, para 36 horas semanais.

Considerando a jornada média de trabalho do país, que era de 38,4 horas semanais em 2024, ele observa que a introdução de uma jornada máxima de 36 horas reduziria a jornada de trabalho em 6,2%. Isso reduziria de forma proporcional o total de horas trabalhadas e, com isso, encolheria também o PIB em 6,2%.

Holanda pondera, porém, que trata-se de um exercício estático (isto é, que mantém todas as demais variáveis constantes), e que é de se esperar que as empresas tomem medidas para mitigar esse impacto — mudando sua forma de trabalhar ou de fazer contratações, por exemplo — o que pode tornar o efeito final da política na economia diferente do calculado.

Ele também observa que, caso a redução da jornada máxima seja para 40 horas, como tem sido discutido no Congresso e é defendido pelo governo Lula por ser uma proposta mais plausível de ser aprovada, o impacto seria menor.

Reduzir jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, elevando o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, calcula economista da FGV — Foto: Getty Images

Em um outro artigo, publicado no jornal Valor Econômico em fevereiro, Holanda destaca que uma queda na jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, respectivamente.

Sem uma redução equivalente de salários, as opções elevariam o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, representando um aumento de custos para as empresas.

"Essa elevação de salários depende de ganhos de produtividade para ser sustentável", argumenta Holanda, no artigo.

Ele observa que, entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas 0,6% ao ano no Brasil, enquanto a produtividade do trabalho (resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas) avançou 0,3% ao ano neste período.

A diferença, segundo ele, se deve à redução da jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a diminuição da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais.

"Sem ganhos de produtividade, a elevação do salário-hora pode ter impacto negativo sobre a informalidade", observa o economista.

Uma parte importante da informalidade é explicada pela baixa produtividade de trabalhadores que, por conta de sua baixa qualificação, não conseguem produzir o suficiente para se alocarem no mercado formal, diz o pesquisador.

Outros fatores que explicam a informalidade, segundo economistas, são desigualdades regionais, custos e burocracia da formalização, fiscalização insuficiente e a emergência de novas formas de trabalho.

Outros economistas têm criticado a centralidade da produtividade no debate sobre o fim da escala 6×1. Eles também avaliam que a mudança na jornada de trabalho pode ter o efeito contrário àquele estimado em alguns estudos, elevando a produtividade dos trabalhadores.

"Quando se reduz a jornada, isso pode aumentar a produtividade do trabalhador", defende Naercio Menezes Filho.

"Porque ele tem que trabalhar menos horas, vai ficar menos estressado, a qualidade de vida dele vai melhorar. Tudo isso tende a contribuir para um aumento da produtividade, que pode compensar o aumento de custo que as empresas vão ter."

Naercio observa que, reduzindo as horas trabalhadas, mas mantendo o salário dos trabalhadores, há de fato um aumento do salário-hora e um crescimento do custo para as empresas.

Esse aumento de custo foi estimado, em um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 7,84% em média, no caso de uma jornada de 40 horas semanais.

No estudo, os economistas do Ipea comparam essa alta no custo do trabalho, com aquela que ocorre quando há aumentos reais (ou seja, acima da inflação) do salário-mínimo no país — que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024.

"Quando se fala de aumento do salário-mínimo, também vem toda essa questão da produtividade", observa Joana Simões, uma das autoras do estudo do Ipea.

"E conseguimos observar na economia, nesse passado recente, que esses aumentos do salário-mínimo não vieram acompanhados de todas aquelas previsões catastróficas. Foram aumentos que foram absorvidos pelo mercado de trabalho."

No estudo do Ipea, os autores criticam estudos como o de Holanda, que, segundo eles, "estimam grandes impactos negativos sobre o PIB", o que não estaria respaldado na experiência histórica brasileira ou internacional, na visão dos autores.

"Esses estudos consideram que a redução de horas [trabalhadas] vai significar uma redução proporcional de PIB, mas sem considerar que, com esse cenário de redução de jornada, as empresas devem repensar sua organização interna, reduzir desperdícios, implantar mudanças tecnológicas e reorganizar turnos de trabalho", enumera Simões.

"Ou seja, tem uma série de fatores de mudança na gestão do tempo que as empresas provavelmente vão considerar e isso vai contribuir para aumentar a produtividade, o que vai ajudar esse impacto do aumento do custo da hora trabalhada a ser absorvido por aquele setor."

Ele observa que, embora as firmas menores possam ter mais dificuldade em absorver a alta de custos, para as empresas maiores, não deve haver grandes problemas.

Isso porque as grandes empresas aproveitam que o trabalhador depende daquele emprego, para pagar um salário menor do que o valor da contribuição produtiva dele para a empresa. Os economistas chamam isso de "poder de monopsônio", explica Menezes Filho.

Em artigo recente, o economista cita estudo de Mayara Felix, professora em Yale (EUA), que estimou que os trabalhadores brasileiros levam para casa apenas 50 centavos de cada dólar que geram de valor para as empresas onde trabalham, parcela menor do que a de trabalhadores de outros países.

"Então, aumentando o salário-hora, chega-se mais próximo da produtividade real desse trabalhador", argumenta Menezes Filho.

"Nesses casos, você nem precisa ter um aumento grande da produtividade, porque o salário pago atualmente está abaixo da produtividade real."

O professor do Insper e a economista do Ipea citam também o exemplo da redução de jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a redução da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais, e que não resultou em aumento do desemprego.

Menezes Filho destaca ainda que a redução de jornada pode aumentar o tempo de convivência dos trabalhadores com seus filhos, com potenciais impactos no desenvolvimento cognitivo e no aprendizado escolar das crianças. Isso pode aumentar a produtividade futura do país, afirma.

"O fato de a produtividade ser baixa ou alta não tem muito a ver com você introduzir ou não a [mudança de] jornada", argumenta Menezes Filho.

"A produtividade pode ser alta ou baixa, se reduz a jornada, aumenta o custo de trabalho do mesmo jeito. Assim, não é questão do nível da produtividade, mas se ela vai mudar depois da [redução de] jornada. São duas questões diferentes", afirma.

"A produtividade do Brasil é baixa e tem crescido pouco? Tem. Precisa ter maior produtividade em nível para você reduzir a jornada? Não necessariamente."

Para o professor do Insper, aumentar a produtividade deve ser uma preocupação do país sempre. "Se queremos ter um país mais rico, desenvolvido, com menos pobreza e desigualdade, e as pessoas consumindo mais, aumentar a produtividade é um objetivo em si do país", afirma.

Daniel Duque, do FGV Ibre, por sua vez, avalia que o fim da escala 6×1 deve aumentar a produtividade dos trabalhadores na hora trabalhada, mas reduzir a produtividade total, já que eles vão trabalhar menos horas. Assim, ele antecipa que deve haver um efeito negativo sobre a economia, mas pequeno.

"Não vai alterar nossa trajetória de desenvolvimento", avalia. "Existem vários outros caminhos para o aumento da produtividade."

Ele cita como exemplos uma maior abertura comercial, avanços na educação, mudanças na composição tributária (com a redução de impostos sobre o trabalho e o consumo, por exemplo) e uma maior estabilidade institucional e fiscal.

"O que eu acredito que ocorre é que os empresários acham que esses fatores não vão mudar, então, eles precisam segurar o que eles podem, por exemplo, a produtividade total dos trabalhadores deles.

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Rússia, China e União Europeia criticam EUA e Irã pelo bloqueio do Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:20

Mundo Rússia, China e União Europeia criticam EUA e Irã pelo bloqueio do Estreito de Ormuz Declarações foram feitas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que promoverá um bloqueio militar da rota a partir das 11h – no horário de Brasília – e o Irã fazer ameaças de retaliação. Por Redação g1

A Rússia, a China e a União Europeia se pronunciaram contra o fechamento do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (13).

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que promoverá um bloqueio militar da rota a partir das 11h – no horário de Brasília – e o Irã fazer ameaças de retaliação, os dois países e o bloco europeu afirmaram que o impasse irá prejudicar todo o comércio mundial.

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A China se pronunciou através do Ministério das Relações Exteriores e disse que o bloqueio de Ormuz "não atende aos interesses da comunidade internacional".

"A China espera que as partes envolvidas respeitem os acordos de cessar-fogo temporário, permaneçam comprometidas com a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos e evitem a retomada das hostilidades", afirmou o porta-voz da pasta, Guo Jiakun, em uma coletiva.

A Rússia criticou o anúncio de Trump, afirmando que isso prejudica os mercados e restringe ainda mais a oferta global de petróleo, mas ponderou que muitos aspectos da proposta ainda "não estão claros".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é de "fundamental" importância e que não pode haver estabilidade no Oriente Médio enquanto o Líbano continuar sendo bombardeado.

"O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz é extremamente prejudicial. A restauração da liberdade de navegação é de suma importância para nós", defendeu.

O Reino Unido e a França coorganizarão esta semana negociações com aliados para debater uma possível missão naval estritamente defensiva com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O Exército do Irã ameaçou nesta segunda-feira (13) retaliar contra portos nos Golfos Pérsico e do Omã caso tenha a segurança de seus portos ameaçada por um bloqueio naval dos Estados Unidos.

O bloqueio do Exército norte-americano está marcado para começar às 11h desta segunda, no horário de Brasília. O regime iraniano, que bloqueia o trânsito no Estreito de Ormuz há mais de um mês, também chamou de "ilegal" a ação dos EUA.

“A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para NINGUÉM. Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas for ameaçada, nenhum porto na região estará seguro. (…) A imposição de restrições pelos 'EUA criminosos' ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma ação ilegal e um exemplo de pirataria”, afirmou o Exército iraniano em comunicado divulgado pela emissora estatal Irib.

O Comando Central do Exército dos EUA afirmou em comunicado que todos os navios saindo ou chegando a portos iranianos serão bloqueados, assim como embarcações que tenham pago pedágio ao Irã —algo que o presidente Donald Trump chamou de "ilegal".

Ainda segundo a pasta norte-americana, os militares apenas deixarão passar pelo Estreito de Ormuz navios que não sejam ligados ao Irã ou que não tenham portos iranianos como origem ou destino.

Antes do bloqueio entrar em vigor, dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico, segundo dados de navegação da Kpler e da LSEG.

O navio-tanque Aurora está carregado com produtos petrolíferos iranianos, enquanto o navio-tanque New Future transporta diesel proveniente do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da Kpler.

O bloqueio naval norte-americano em Ormuz representa uma nova escalada na guerra entre EUA, Israel e Irã, além de uma nova ameaça ao cessar-fogo no conflito. O movimento aumenta as chances de incidentes e, consequentemente, da retomada dos combates.

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EUA dizem que bloqueio naval ao estreito de Ormuz começará em poucas horas e preço do petróleo dispara novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

Desde o início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).

"Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno".

Mais tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o bloqueio será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos.

O Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no estreito de Hormuz se elas estiverem a caminho "de e para portos não iranianos".

Pelo menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última terça-feira (7/4).

Trata-se de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information Centre.

Após as declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se aproximem do estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação do cessar-fogo e serão "tratadas severamente".

Em um comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que, "ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos", o estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre] de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em conformidade com regulamentos específicos" do Irã.

A ameaça de Trump, porém, afetaria apenas um pequeno número de embarcações que ainda navegam pela via, segundo o especialista em transporte marítimo Lars Jensen.

"Se isso for realmente feito pelos americanos, vai interromper um fluxo muito pequeno de navios. No contexto geral, isso não muda realmente nada", afirma.

Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, diz que a ameaça de Trump de impedir a passagem segura de quaisquer navios que paguem pedágios ao Irã também teria pouco impacto, já que qualquer empresa que fizesse isso já estaria sujeita a sanções por pagar ao regime.

"Antes de tudo, são pouquíssimos navios que passam. Ainda menos são os que pagam, e aqueles que pagam já estarão sujeitos a sanções americanas", diz.

Trump também comentou as negociações conduzidas por seu vice, J.D. Vance, em Islamabad, capital do Paquistão.

O presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não foi".

Segundo Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares".

Donald Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará tudo o que queremos".

Em uma entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que precisávamos", exceto o nuclear.

Ele afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações". "Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou no domingo (12/4) que agora é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não".

Em uma publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto".

Ele afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações".

Ele prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã".

Ele acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao Paquistão por facilitá-las.

Respondendo a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse em um comunicado no último domingo que "essas ameaças não têm efeito sobre os iranianos" e que o Irã não irá "se render sob ameaças".

No centro desta guerra, o estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte.

Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio.

Até então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali. Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Quase 90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%, seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão.

Além disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em vários países.

No sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o Oriente Médio.

Antes do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de 95%.

Qualquer instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.

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Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/04/2026 03:07

Empreendedorismo Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer Lei entrará em vigor de forma gradual, com início em 2027 e implementação total até 2029. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A nova lei amplia a licença-paternidade no Brasil e passa a incluir trabalhadores sem vínculo formal, como microempreendedores individuais (MEIs), autônomos, domésticos e avulsos.

O período será ampliado gradualmente, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. O salário-paternidade garante renda durante esse período em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial.

Para trabalhadores sem carteira assinada, o pagamento será feito diretamente pelo INSS. A implementação será gradual: a licença será de 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

Até o início de 2027, permanece a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença pagos pela empresa.

Na última terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria um novo benefício previdenciário para trabalhadores sem vínculo formal de emprego.

A medida amplia gradualmente o período de afastamento, dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. (Veja abaixo como vai funcionar)

A nova legislação regulamenta um direito previsto na Constituição desde 1988 e amplia o alcance da licença. Agora, também passam a ter acesso ao benefício microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais.

A principal mudança para esses trabalhadores é a criação do chamado salário-paternidade, um benefício previdenciário que garante renda durante o afastamento em casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente.

Na prática, trabalhadores fora do regime formal também terão a renda assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento. Segundo a advogada trabalhista Ana Luísa Santana, a medida corrige uma lacuna histórica.

“Não se trata de licença no sentido clássico, porque não há empregador, mas de um benefício pago pela Previdência. Isso permite que o MEI ou o autônomo se afaste das atividades sem ficar totalmente sem renda”, explica.

Para especialistas, a principal inovação está no reconhecimento da paternidade como um evento protegido pela Previdência Social, mesmo para quem não tem vínculo formal de emprego.

Para trabalhadores com carteira assinada, o pagamento continua sendo feito pela empresa, que depois é ressarcida pela Previdência Social. Já no caso de MEIs, autônomos, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, o valor será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o Ministério da Previdência Social, as regras para concessão do salário-paternidade devem seguir a mesma lógica do salário-maternidade.

No caso dos trabalhadores avulsos, o pagamento será feito pelo sindicato da categoria ou pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), já que esses profissionais têm direitos equiparados aos dos empregados com carteira assinada.

Já os contribuintes individuais — categoria que inclui os microempreendedores individuais (MEIs) — deverão solicitar o benefício diretamente ao INSS.

De acordo com a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o benefício terá valor equivalente à renda mensal do segurado, calculado com base nas contribuições feitas à Previdência Social.

No caso dos MEIs, que normalmente contribuem sobre o salário mínimo, o valor tende a seguir esse piso. Já para contribuintes individuais com recolhimentos maiores, o pagamento será proporcional à base de contribuição.

Segundo o Ministério da Previdência Social, não há valor mínimo de contribuição nem carência para acessar o salário-paternidade. O requisito é ter qualidade de segurado no momento do nascimento, da adoção ou da guarda.

Na prática, MEIs e autônomos que contribuem regularmente para o INSS já têm direito ao benefício, seguindo a mesma regra do salário-maternidade.

A lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias não entra em vigor de uma só vez. A mudança será implementada de forma gradual, com regras de transição que começam a valer em 2027 e só atingem o prazo máximo em 2029.

Até lá, pais de recém-nascidos, crianças adotadas ou sob guarda precisam ficar atentos ao cronograma, às situações em que o benefício pode ser ampliado e às novas garantias previstas na legislação.

10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

➡️ Até o início de 2027, permanece válida a regra atual, que garante cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa.

A transição, segundo parlamentares e especialistas, foi desenhada para permitir a adaptação gradual das empresas e do sistema previdenciário ao novo modelo.

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De BH para Los Angeles: como um post viral dobrou as vendas e levou marca mineira a faturar R$ 30 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 13/04/2026 00:50

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De BH para Los Angeles: como um post viral dobrou as vendas e levou marca mineira a faturar R$ 30 mil por mês Empreendedor viu a produção disparar após viralizar nas redes sociais, estruturou um time de crocheteiras e hoje fatura com peças feitas à mão. Por PEGN

Márgelo Barbosa, empreendedor de Belo Horizonte, viu a rotina mudar da noite para o dia depois que um vídeo com suas criações viralizou nas redes sociais. Ele é criador de bolsas de crochê, macramê e tressê.

Com a explosão da demanda, a produção precisou ser reorganizada. Hoje, Márglo coordena cerca de 25 crocheteiras, que trabalham em casa seguindo orientações de tamanho, técnica e acabamento.

As peças são vendidas na feira hippie de Belo Horizonte e também pela internet, com preços que variam de R$ 70 a R$ 420. Atualmente, a marca comercializa cerca de 120 bolsas por mês e alcança um faturamento médio de R$ 30 mil.

Um ponto puxa o outro, cores se entrelaçam e fios antigos ganham novos caminhos. Foi assim que o trabalho artesanal de Márgelo Barbosa, empreendedor de Belo Horizonte, saiu da Feira Hippie da capital mineira para alcançar clientes em todo o Brasil — e até no exterior.

Criador de bolsas de crochê, macramê e tressê, Márgelo viu a rotina mudar da noite para o dia depois que um vídeo com suas criações viralizou nas redes sociais.

Em poucos minutos, o número de seguidores saltou de cerca de 100 para mais de 2 mil, e as vendas, antes pontuais, passaram a acontecer em ritmo acelerado. “Eu vendia cinco bolsas em menos de 15 minutos”, lembra.

A trajetória no artesanato, no entanto, começou muito antes da internet. Ao longo da vida, Márgelo já trabalhou como cabeleireiro, maquiador, vitrinista e decorador de eventos, mas nunca abandonou a banquinha de artesanato nas feiras de Belo Horizonte.

Do crochê à internet: como um post dobrou as vendas de bolsas artesanais em BH — Foto: Reprodução/PEGN

Na década de 1970, vendia chapéus; depois, passou pelas bolsas de couro até migrar para materiais e técnicas mais sustentáveis. Há quatro anos, com um investimento inicial de cerca de R$ 1 mil em fios, decidiu apostar definitivamente na produção de bolsas de crochê.

A criação, segundo ele, vem da intuição — e até do sono. “Eu crio sonhando, eu crio dormindo”, diz. As peças valorizam técnicas tradicionais, como o “quadradinho da vovó”, reinterpretadas com cores vibrantes e design autoral.

Com a explosão da demanda, a produção precisou ser reorganizada. Hoje, Márgelo coordena cerca de 25 crocheteiras, que trabalham em casa, seguindo orientações de tamanho, técnica e acabamento. Para muitas delas, o trabalho significou uma mudança de vida.

Algumas deixaram profissões anteriores para se dedicar exclusivamente à produção das bolsas, encontrando no artesanato uma nova fonte de renda e realização pessoal.

As peças são vendidas na Feira Hippie de Belo Horizonte e também pela internet, com preços que variam de R$ 70 a R$ 420. Atualmente, a marca comercializa cerca de 120 bolsas por mês e alcança um faturamento médio de R$ 30 mil.

O crescimento também trouxe a família para dentro do negócio. A irmã, Margely Barbosa, assumiu as vendas online, além da logística e das exportações.

As bolsas já chegaram a destinos como Los Angeles e começaram a ocupar pontos físicos em regiões turísticas como Trancoso, Arraial da Ajuda e Campos do Jordão. Há, inclusive, pedidos vindos de países como a Índia.

Cada coleção recebe um nome próprio — geralmente inspirado na primeira cliente que compra a peça. Para quem usa, o valor vai além do acessório. “A bolsa tem história. Ela tem personalidade e acompanha a gente em vários momentos”, conta uma cliente.

Aos 70 anos, Márgelo diz que ainda está aprendendo a empreender no ambiente digital, mas não pensa em parar. Entre os próximos passos, planeja criar uma cooperativa de crocheteiras para ampliar a produção e compartilhar conhecimento. “Você acredita no seu sonho e vai sem medo”, resume.

Do crochê à internet: como um post dobrou as vendas de bolsas artesanais em BH — Foto: Reprodução/Tv Globo

📞 Telefone: (31) 99993‑7780📧 E-mail: mgbolsas712@gmail.com🛍️ Loja online: https://mgsacolasebolsasartesanai2.lojavirtualnuvem.com.br/🌐 Site: https://margelobolsas.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/bolsas.artesanais_margelo

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Petróleo dispara acima de US$ 100 após fracasso em negociações e falas de Trump sobre Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 20:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

O preço do petróleo no mercado internacional disparou neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump se pronunciou nas redes sociais, fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

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O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 18:23

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O Cofre de Ouro do Fed, em Nova York, é o maior depósito de ouro conhecido do mundo, com cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação.

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá. — Foto: Fotos: New York Fed | Montagem: Caroline Souza via BBC

A 25 metros abaixo do solo, na Liberty Street, em Nova York, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) guarda no subsolo de sua sede mais de meio milhão de barras de ouro pertencentes a bancos centrais, governos e instituições de todo o mundo.

Essa câmara-forte é protegida por um cilindro de aço de 90 toneladas e, uma vez fechada, sua gigantesca fechadura só pode ser aberta no dia seguinte.

É o Cofre de Ouro do Fed, o maior depósito de ouro conhecido do mundo, que abriga cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras cujo valor, aos preços atuais, ultrapassa US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) — aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro — o ativo de proteção por excelência, usado para respaldar suas moedas e enfrentar contingências em cenários de crise.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação. Por isso, o metal precioso representa uma parte significativa das reservas dos bancos centrais em todo o mundo, especialmente na Europa.

"É um dos ativos mais importantes deles porque, diante de eventos geopolíticos adversos, permite atuar como emprestadores de última instância para bancos e empresas e intervir nos mercados cambiais", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Barry Eichengreen, especialista em sistema monetário internacional da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Durante décadas, os Estados Unidos e seu banco central (o Fed) foram vistos como os guardiões mais confiáveis de um ativo tão essencial — especialmente por muitos países europeus que se sentiam ameaçados pelo poder da União Soviética e passaram a acumular ali grandes quantidades de ouro.

Mas, desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos — sobre temas como tarifas comerciais, a soberania dinamarquesa da Groenlândia ou, mais recentemente, a guerra contra o Irã — têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

Ao contrário da Rússia, cujo banco central mantém suas reservas de ouro em seu próprio território — o que as protege de possíveis sanções ocidentais —, vários países europeus ainda guardam suas reservas no exterior, muitas delas no Cofre de Ouro de Nova York.

Os países europeus acumularam seu ouro nos Estados Unidos a partir da década de 1950 por temor à ameaça soviética — Foto: Getty Images via BBC

Segundo Barry Eichengreen, "Alemanha e outros países europeus, cujas economias estavam se recuperando e exportavam cada vez mais para os Estados Unidos, recebiam os pagamentos em uma combinação de ouro e dólares".

"Transportar ouro em navios ou aviões e contratar seguros para protegê-lo custa caro, então pareceu uma boa ideia armazená-lo no cofre do Federal Reserve — que, além disso, não cobra pela custódia", explicou Eichengreen.

O sistema criado em Bretton Woods, em 1944, estabeleceu um regime de câmbio fixo com o dólar atrelado ao ouro. Com isso, ouro e dólar passaram a ser os ativos mais confiáveis — e, para as enfraquecidas potências europeias do pós-guerra, era vantajoso acumulá-los sem custo sob a custódia do Federal Reserve dos Estados Unidos.

Diante da ameaça soviética do outro lado da Cortina de Ferro, a guarda americana era vista como a melhor garantia.

Mas a União Soviética já não existe — e o retorno de Donald Trump à Casa Branca tem alterado a sintonia de décadas entre Washington e seus aliados europeus.

Na Alemanha, que possui as segundas maiores reservas de ouro do mundo — atrás apenas dos Estados Unidos — e, portanto, é um dos países mais expostos a possíveis riscos, diversas vozes têm feito alertas.

O economista Emanuel Mönch, que foi o principal pesquisador do Bundesbank, o banco central alemão, defendeu a repatriação do ouro que o banco central alemão mantém em Nova York — cerca de 1,2 mil toneladas, segundo estimativas da imprensa alemã, com valor aproximado de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão).

"Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos", afirmou Mönch, que acredita que trazê-lo de volta contribuiria para uma "maior independência estratégica" do país.

Na mesma linha, Michael Jäger, presidente da Associação Alemã de Contribuintes, disse: "Trump é imprevisível e é capaz de tudo para gerar receitas. Por isso, nosso ouro já não está seguro no cofre do Fed".

"O que aconteceria se a provocação sobre a Groenlândia continuar?… Aumenta o risco de que o Bundesbank não consiga acessar seu ouro, por isso deveria repatriar suas reservas", acrescentou Jäger.

Essa preocupação também foi manifestada por deputados da CDU, o partido do chanceler Friedrich Merz, além de outras forças políticas.

"Não há motivo para preocupação", disse Nagel em outubro passado, durante uma reunião do Fundo Monetário Internacional, em Washington.

Em fevereiro, ele voltou a comentar o tema em uma coletiva de imprensa: "Isso não tira meu sono. Tenho total confiança em nossos colegas do banco central dos Estados Unidos".

Mas, do outro lado do Atlântico, nem o Federal Reserve nem o governo de Trump reafirmaram essa confiança.

"Não ouvi nenhuma palavra tranquilizadora e acho que seria oportuno", disse o analista Barry Eichengreen.

O silêncio da instituição ocorre em um momento de tensão nas relações entre seu presidente, Jerome Powell, e o governo.

Trump o criticou repetidamente por se recusar a reduzir as taxas de juros, e o Departamento de Justiça chegou a abrir uma investigação criminal contra Powell — que denunciou a iniciativa como parte de "ameaças e pressões" do Executivo para enfraquecer a independência do Fed e forçá-lo a "seguir as preferências do presidente".

A Holanda fez isso a partir de 2014, quando reduziram de 51% para 31% a parcela de suas reservas depositadas no Federal Reserve.

A Alemanha também repatriou parte de suas barras naquele período, mas uma grande quantidade permaneceu no Cofre de Ouro.

"Era a época da crise da dívida grega e do euro, e os europeus queriam ter a segurança de que sua moeda e seus depósitos bancários estavam respaldados por algo tangível", explica Eichengreen.

Muitos anos antes, na década de 1960, o presidente Charles de Gaulle decidiu trazer de volta à França as barras de ouro que o país mantinha no Fed — segundo diversos autores, por temer uma desvalorização repentina do dólar, cujo valor estava atrelado ao ouro no sistema de Bretton Woods.

Em 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon pôs fim à conversibilidade do dólar em ouro, desmantelando o sistema monetário internacional criado após a Segunda Guerra Mundial.

A França, que já havia repatriado suas reservas, saiu em melhor posição do que os países que viram suas barras guardadas em Nova York perderem grande parte de seu valor em dólares da noite para o dia.

Segundo dados do Federal Reserve, o volume de reservas internacionais de ouro depositadas no cofre de Nova York vem apresentando queda contínua desde 1973, quando chegou a ultrapassar 12 mil toneladas do metal.

Clemens Fuest, do Instituto IFO de Pesquisa Econômica da Alemanha, disse ao jornal The Guardian que repatriar o ouro "apenas colocaria mais lenha na fogueira da situação atual" e poderia trazer consequências indesejadas.

Alguns especialistas ressaltam que a independência do Federal Reserve em relação ao governo de Trump impede que este tome medidas unilaterais sobre o ouro — e destacam os custos, além dos desafios logísticos e de segurança envolvidos no transporte de uma carga tão valiosa.

Por outro lado, as dúvidas sobre a confiabilidade do Federal Reserve como guardião do ouro europeu ameaçam abrir mais uma fissura na ordem mundial vigente há décadas.

Segundo Eichengreen, "embora a retirada não tivesse impactos financeiros particularmente significativos para os Estados Unidos, a custódia do ouro é um bem global que o país tem oferecido gratuitamente — assim como o guarda-chuva de segurança da Otan ou o dólar como moeda global — em troca de construir relações de amizade e parcerias comerciais".

"Este governo não acredita que os Estados Unidos devam prestar serviços gratuitamente — e tudo o que alimenta dúvidas entre aliados sobre a segurança de seus depósitos no país corrói ainda mais essa boa vontade, algo essencial quando você precisa do apoio deles, por exemplo, em uma guerra no Oriente Médio."

Não há registro de que algum país europeu tenha decidido, até agora, repatriar seu ouro durante o segundo mandato de Trump.

Mas, talvez, nas mentes de alguns governantes ecoem as palavras de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, em um discurso no ano passado: "Na história do sistema monetário internacional, há momentos em que os alicerces que pareciam inabaláveis começam a tremer".

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O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 14:06

Mundo O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA Inspirada nos castelos franceses, a mansão é um testemunho de uma era de opulência gerada pelo crescimento repentino da riqueza de algumas poucas famílias americanas. Por Caryn James

Biltmore House é uma mansão com 250 quartos construída por George W. Vanderbilt na Carolina do Norte, nos EUA.

A casa é um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali, a Era Dourada, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias.

Biltmore House, a maior casa particular dos Estados Unidos, é considerada 'uma fantasia para viajar no tempo'. Ela fica nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. — Foto: William Abranowicz

Quando George W. Vanderbilt (1862-1914) convidou familiares e amigos para conhecer sua casa recém-construída, na noite de Natal de 1895, eles chegaram em vagões de trem particulares, por uma ferrovia construída especialmente para levar à sua propriedade nas montanhas de Asheville, no Estado americano da Carolina do Norte.

O projeto da mansão com 250 quartos foi inspirado nos centenários castelos franceses do vale do Loire. A escolha é evidente nas suas torres e pináculos.

O brasão da família Vanderbilt estava presente em toda parte, desde uma mesa em estilo renascentista até a decoração de uma lareira no salão de banquetes, com altura de quatro andares.

A criação de Vanderbilt foi "um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu", segundo o livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em tradução livre), um histórico oficial da casa e do seu interior, escrito pelo curador-chefe da propriedade, Darren Poupore, e pela historiadora de arte Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz.

Atualmente, Biltmore é um destino turístico popular. Seus quartos são um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali.

Entrar na casa é como ingressar em uma versão real de Downton Abbey (2010-2015) ou da série atual da HBO A Idade Dourada.

Mas ela também é um avatar da cultura americana, com todas as aspirações e excessos da verdadeira Era Dourada, na virada do século 20, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias — e que, hoje, chamaríamos de uma era de grande desigualdade de renda.

Jardim de inverno de Biltmore House, a maior mansão particular dos Estados Unidos — Foto: William Abranowicz

Pouco mais de um século depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), que deu origem ao novo país, alguns americanos ansiavam pela cultura aristocrática representada pelo Velho Mundo.

Por isso, eles tentaram importar essa cultura, construindo mansões ostentosas, trazendo móveis e obras de arte do exterior e alardeando sua vida de prazer e riqueza.

É claro que o brasão da família em Biltmore era totalmente novo. George era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), conhecido como o Comodoro. Com origem humilde, ele se tornou um magnata do transporte marítimo e ferroviário.

O Comodoro personificou as impiedosas táticas dos "barões ladrões" do início da Era Dourada, criando enormes monopólios com métodos questionáveis ou antiéticos, como a manipulação das cotações nas bolsas, suborno de políticos e exploração dos trabalhadores.

Atualmente, ela é mais conhecida como a inspiração da personagem Bertha Russel, a nova rica da série A Idade Dourada. Interpretada pela atriz Carrie Coon, ela abre seu próprio caminho para a alta sociedade.

Não é por acaso que o brasão toma para si um pouco de história imerecida, com suas bolotas e folhas de carvalho, dispostas para evocar a flor-de-lis da casa real francesa de Valois.

Os Vanderbilt, os Astor e outras famílias abastadas foram celebridades da sua época. E os jornais acompanhavam com entusiasmo suas exibições de riqueza.

George W. Vanderbilt (o último à direita, com amigos em Granada, na Espanha) mandou construir Biltmore House, a encarnação do glamour da Era Dourada dos Estados Unidos — Foto: Biltmore Company Archives

"Ele não se encaixa necessariamente no molde dos Vanderbilt", declarou Jenkins à BBC. "Não participa ativamente da sociedade nova-iorquina. Não herda nenhuma responsabilidade empresarial pelos interesses ferroviários da família."

"Mas ele começa a ser colecionador desde muito jovem. E, assim, durante a evolução do projeto da casa, observamos suas viagens, sua formação e suas relações com artistas e comerciantes de obras de arte."

Amante dos livros, George Vanderbilt viajou, ao longo dos anos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e norte da África, acumulando conhecimentos e obras de arte para levar para casa.

Biltmore House, segundo Jenkins, "acaba sendo uma espécie de retrato incrivelmente pessoal de um homem" que participou do seu planejamento em cada detalhe.

Decidiu construir sua mansão em um lugar isolado, longe das extravagantes casas dos Vanderbilt na Quinta Avenida em Nova York e em Newport, no Estado americano de Rhode Island.

Para isso, contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt (1827-1895), que havia criado outras mansões com influência europeia para membros da sua família.

O arquiteto e paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903), famoso pelo projeto do Central Park em Nova York, criou os jardins solenes de Biltmore, as paisagens dos terraços e um caminho sinuoso de 5 km que levava à propriedade.

O caminho era rodeado de árvores e arbustos floridos que ocultavam a visão da casa, até que uma das curvas a revelava repentinamente, em uma estratégia criada para causar assombro e admiração.

Da mesma forma que outras mansões da época, Biltmore refletia a cultura aristocrática do Velho Mundo. Na imagem, sua coleção de tapeçaria. — Foto: William Abranowicz

Antes que Hunt começasse seu projeto, ele e George Vanderbilt viajaram juntos pela França, visitando castelos dos séculos 15 e 16.

O lado externo de Biltmore foi especialmente inspirado no castelo de Blois, com sua combinação de épocas.

Fotografias do livro comparando as construções destacam a similaridade do seu estilo neorrenascentista, que incorpora elementos medievais. Hunt acrescentou gárgulas, com alguns rostos inspirados no seu — uma espécie de "ovo de Páscoa" particular.

Em outras viagens, Vanderbilt adquiriu 300 tapetes em uma única parada em Londres. E, do Cairo, ele enviou palmeiras e outras plantas para o jardim de inverno de Biltmore.

Além disso, ele incorporou tecnologia de vanguarda em toda a casa. Uma grande escada central se encontra ao lado de um estreito elevador, um dos primeiros em uma casa particular.

Embora a casa evoque uma certa nostalgia do passado europeu, ou de qualquer outro passado marcado pela cultura, a combinação de épocas no seu interior não se devia à ignorância, nem ao desespero.

"Eles decoravam quartos específicos de formas específicas, mas não há um estilo unificador no interior", explica ele. "Por isso, você pode ter um salão em estilo francês, uma sala de fumo de inspiração britânica e uma sala de jantar renascentista."

"Eles aproveitam esses momentos do passado e os utilizam no interior, de forma a quase evocar uma residência já existente de longa data e que, de certa forma, evoluiu com o passar do tempo."

A grandeza e a opulência de Biltmore é influenciada pelos castelos do vale do Loire, na França — Foto: William Abranowicz

Com este espírito, a entrada dos quartos de hóspedes de Biltmore exibe retratos de corpo inteiro de Hunt e Olmsted, de autoria de John Singer Sargent (1856-1925), encomendados por Vanderbilt.

Um opulento quarto de hóspedes em estilo Luís 16 contém móveis inspirados em alguns do palácio de Versalhes, na França.

E o salão de banquetes abriga um trono de madeira talhada em estilo gótico, um tapete do século 17 com o brasão de armas do cardeal Richelieu (1585-1642) e uma das obras mais importantes da coleção: um conjunto de tapetes flamengos do século 16, feitos de lã, seda e ouro, contando a história de Vulcano e Vênus.

Fora dos portões de entrada, no caminho que leva até a mansão, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, similares a um povoado inglês, com escola e capela.

Biltmore House tem uma sala de bilhar, uma sala para fumo e um depósito de armas, embora seu proprietário não gostasse de caçar. E os empregados trabalhavam em enormes cozinhas e lavanderias no porão.

"Acredito que exista interesse em saber como viviam as pessoas mais abastadas", declarou Poupore, sobre a atração de Biltmore para os visitantes.

Mas ele destaca que "muitos dos nossos hóspedes nos comentam que se identificam mais com os trabalhadores domésticos."

Durante a Era Dourada, surgiram descontentamentos contra os muito ricos em alguns setores. Afinal, eles eram a prova viva da enorme desigualdade entre ricos e pobres.

Mas a economia, mais que a indignação pública, veio cobrar a conta. Após a Grande Depressão, nem mesmo os Vanderbilt conseguiram continuar sendo suficientemente ricos.

Em 1930, como tantas propriedades britânicas imitadas por George Vanderbilt, Biltmore abriu as portas ao público, para evitar sua venda. Ele morreu em 1914, mas sua viúva Edith (1873-1958) e a filha Cornelia (1900-1976) continuaram morando em Biltmore.

Cornelia Vanderbilt foi uma das mulheres mais curiosas da família. Ela se casou (talvez de forma não surpreendente) com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954), mas depois deixou o marido e seus dois filhos pequenos em Biltmore, fugindo para sempre.

Uma reportagem não confirmada afirmou que, em Nova York, Cornelia Vanderbilt tingiu seu cabelo de rosas e se identificava com o nome de Nilcha.

Dali, ela se mudou definitivamente para a Inglaterra, onde se casou outras duas vezes e prosseguiu discretamente com seu trabalho filantrópico.

Cecil permaneceu em Biltmore e administrou a propriedade, que ainda é mantida pelos seus descendentes. Eles expandiram os negócios, com pousadas, lojas e uma vinícola.

Um Natal em Biltmore (2023), um filme romântico de viagem no tempo filmado no local, fez tanto sucesso no canal americano Hallmark que um segundo filme já está sendo produzido na propriedade, para lançamento no final deste ano.

O quarto de George W. Vanderbilt é um dos que aparecem no novo livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt" ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em inglês) — Foto: William Abranowicz

De certa forma, a fascinação do século 19 pelos ricos da Era Dourada é diferente da nossa atual conexão com as celebridades.

Atualmente, podemos comprar maquiagem e modeladores da marca Kardashian ou a linha de geleias e conservas de Meghan Markle e, assim, adquirir um pouco do seu glamour. E nenhum americano médio conseguia sequer sonhar em entrar no mundo dos Vanderbilt no seu apogeu.

O apresentador da rede de TV CNN Anderson Cooper é tataraneto do Comodoro e filho da atriz e estilista Gloria Vanderbilt (1924-2019). Ele contou a história da sua família no livro Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty ("Vanderbilt: ascensão e queda de uma dinastia americana", em tradução livre).

Ele também retratou outra família no seu livro Astor. Nesta obra, Cooper afirma que a extravagância e os gastos com ostentação da Era Dourada têm reflexos no mundo atual.

"Agora, observamos os ultrarricos com trajes espaciais feitos sob medida, viajando em foguetes financiados com fundos privados", escreve ele.

Como no filme do Hallmark, Biltmore House é uma espécie de fantasia para viajar no tempo, que nos permite escapar das dificuldades atuais rumo a um passado de arte e luxo, sem a incômoda realidade de vivermos no porão do 1% mais rico da população.

O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, foi publicado pela editora americana Rizzoli.

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