RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo dispara acima de US$ 100 após fracasso em negociações e falas de Trump sobre Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 20:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

O preço do petróleo no mercado internacional disparou neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump se pronunciou nas redes sociais, fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

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O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 18:23

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O Cofre de Ouro do Fed, em Nova York, é o maior depósito de ouro conhecido do mundo, com cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação.

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

O cofre nos EUA que guarda toneladas de barras de ouro de vários países – e por que europeus querem tirá-las de lá. — Foto: Fotos: New York Fed | Montagem: Caroline Souza via BBC

A 25 metros abaixo do solo, na Liberty Street, em Nova York, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) guarda no subsolo de sua sede mais de meio milhão de barras de ouro pertencentes a bancos centrais, governos e instituições de todo o mundo.

Essa câmara-forte é protegida por um cilindro de aço de 90 toneladas e, uma vez fechada, sua gigantesca fechadura só pode ser aberta no dia seguinte.

É o Cofre de Ouro do Fed, o maior depósito de ouro conhecido do mundo, que abriga cerca de 6,3 mil toneladas em pilhas de barras cujo valor, aos preços atuais, ultrapassa US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) — aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

O cofre desempenha um papel crítico para a estabilidade do sistema financeiro global, já que muitos países mantêm ali suas reservas de ouro — o ativo de proteção por excelência, usado para respaldar suas moedas e enfrentar contingências em cenários de crise.

O ouro sempre foi visto como um porto seguro em momentos de turbulência financeira, volatilidade geopolítica e perda de valor causada pela inflação. Por isso, o metal precioso representa uma parte significativa das reservas dos bancos centrais em todo o mundo, especialmente na Europa.

"É um dos ativos mais importantes deles porque, diante de eventos geopolíticos adversos, permite atuar como emprestadores de última instância para bancos e empresas e intervir nos mercados cambiais", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Barry Eichengreen, especialista em sistema monetário internacional da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Durante décadas, os Estados Unidos e seu banco central (o Fed) foram vistos como os guardiões mais confiáveis de um ativo tão essencial — especialmente por muitos países europeus que se sentiam ameaçados pelo poder da União Soviética e passaram a acumular ali grandes quantidades de ouro.

Mas, desde o retorno de Donald Trump ao poder, políticos e especialistas europeus passaram a questionar a conveniência de repatriar o ouro armazenado no país.

O distanciamento do presidente em relação a compromissos internacionais e suas divergências com aliados europeus dos Estados Unidos — sobre temas como tarifas comerciais, a soberania dinamarquesa da Groenlândia ou, mais recentemente, a guerra contra o Irã — têm gerado preocupação sobre a segurança do ouro europeu guardado pelo Fed.

Ao contrário da Rússia, cujo banco central mantém suas reservas de ouro em seu próprio território — o que as protege de possíveis sanções ocidentais —, vários países europeus ainda guardam suas reservas no exterior, muitas delas no Cofre de Ouro de Nova York.

Os países europeus acumularam seu ouro nos Estados Unidos a partir da década de 1950 por temor à ameaça soviética — Foto: Getty Images via BBC

Segundo Barry Eichengreen, "Alemanha e outros países europeus, cujas economias estavam se recuperando e exportavam cada vez mais para os Estados Unidos, recebiam os pagamentos em uma combinação de ouro e dólares".

"Transportar ouro em navios ou aviões e contratar seguros para protegê-lo custa caro, então pareceu uma boa ideia armazená-lo no cofre do Federal Reserve — que, além disso, não cobra pela custódia", explicou Eichengreen.

O sistema criado em Bretton Woods, em 1944, estabeleceu um regime de câmbio fixo com o dólar atrelado ao ouro. Com isso, ouro e dólar passaram a ser os ativos mais confiáveis — e, para as enfraquecidas potências europeias do pós-guerra, era vantajoso acumulá-los sem custo sob a custódia do Federal Reserve dos Estados Unidos.

Diante da ameaça soviética do outro lado da Cortina de Ferro, a guarda americana era vista como a melhor garantia.

Mas a União Soviética já não existe — e o retorno de Donald Trump à Casa Branca tem alterado a sintonia de décadas entre Washington e seus aliados europeus.

Na Alemanha, que possui as segundas maiores reservas de ouro do mundo — atrás apenas dos Estados Unidos — e, portanto, é um dos países mais expostos a possíveis riscos, diversas vozes têm feito alertas.

O economista Emanuel Mönch, que foi o principal pesquisador do Bundesbank, o banco central alemão, defendeu a repatriação do ouro que o banco central alemão mantém em Nova York — cerca de 1,2 mil toneladas, segundo estimativas da imprensa alemã, com valor aproximado de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão).

"Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos", afirmou Mönch, que acredita que trazê-lo de volta contribuiria para uma "maior independência estratégica" do país.

Na mesma linha, Michael Jäger, presidente da Associação Alemã de Contribuintes, disse: "Trump é imprevisível e é capaz de tudo para gerar receitas. Por isso, nosso ouro já não está seguro no cofre do Fed".

"O que aconteceria se a provocação sobre a Groenlândia continuar?… Aumenta o risco de que o Bundesbank não consiga acessar seu ouro, por isso deveria repatriar suas reservas", acrescentou Jäger.

Essa preocupação também foi manifestada por deputados da CDU, o partido do chanceler Friedrich Merz, além de outras forças políticas.

"Não há motivo para preocupação", disse Nagel em outubro passado, durante uma reunião do Fundo Monetário Internacional, em Washington.

Em fevereiro, ele voltou a comentar o tema em uma coletiva de imprensa: "Isso não tira meu sono. Tenho total confiança em nossos colegas do banco central dos Estados Unidos".

Mas, do outro lado do Atlântico, nem o Federal Reserve nem o governo de Trump reafirmaram essa confiança.

"Não ouvi nenhuma palavra tranquilizadora e acho que seria oportuno", disse o analista Barry Eichengreen.

O silêncio da instituição ocorre em um momento de tensão nas relações entre seu presidente, Jerome Powell, e o governo.

Trump o criticou repetidamente por se recusar a reduzir as taxas de juros, e o Departamento de Justiça chegou a abrir uma investigação criminal contra Powell — que denunciou a iniciativa como parte de "ameaças e pressões" do Executivo para enfraquecer a independência do Fed e forçá-lo a "seguir as preferências do presidente".

A Holanda fez isso a partir de 2014, quando reduziram de 51% para 31% a parcela de suas reservas depositadas no Federal Reserve.

A Alemanha também repatriou parte de suas barras naquele período, mas uma grande quantidade permaneceu no Cofre de Ouro.

"Era a época da crise da dívida grega e do euro, e os europeus queriam ter a segurança de que sua moeda e seus depósitos bancários estavam respaldados por algo tangível", explica Eichengreen.

Muitos anos antes, na década de 1960, o presidente Charles de Gaulle decidiu trazer de volta à França as barras de ouro que o país mantinha no Fed — segundo diversos autores, por temer uma desvalorização repentina do dólar, cujo valor estava atrelado ao ouro no sistema de Bretton Woods.

Em 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon pôs fim à conversibilidade do dólar em ouro, desmantelando o sistema monetário internacional criado após a Segunda Guerra Mundial.

A França, que já havia repatriado suas reservas, saiu em melhor posição do que os países que viram suas barras guardadas em Nova York perderem grande parte de seu valor em dólares da noite para o dia.

Segundo dados do Federal Reserve, o volume de reservas internacionais de ouro depositadas no cofre de Nova York vem apresentando queda contínua desde 1973, quando chegou a ultrapassar 12 mil toneladas do metal.

Clemens Fuest, do Instituto IFO de Pesquisa Econômica da Alemanha, disse ao jornal The Guardian que repatriar o ouro "apenas colocaria mais lenha na fogueira da situação atual" e poderia trazer consequências indesejadas.

Alguns especialistas ressaltam que a independência do Federal Reserve em relação ao governo de Trump impede que este tome medidas unilaterais sobre o ouro — e destacam os custos, além dos desafios logísticos e de segurança envolvidos no transporte de uma carga tão valiosa.

Por outro lado, as dúvidas sobre a confiabilidade do Federal Reserve como guardião do ouro europeu ameaçam abrir mais uma fissura na ordem mundial vigente há décadas.

Segundo Eichengreen, "embora a retirada não tivesse impactos financeiros particularmente significativos para os Estados Unidos, a custódia do ouro é um bem global que o país tem oferecido gratuitamente — assim como o guarda-chuva de segurança da Otan ou o dólar como moeda global — em troca de construir relações de amizade e parcerias comerciais".

"Este governo não acredita que os Estados Unidos devam prestar serviços gratuitamente — e tudo o que alimenta dúvidas entre aliados sobre a segurança de seus depósitos no país corrói ainda mais essa boa vontade, algo essencial quando você precisa do apoio deles, por exemplo, em uma guerra no Oriente Médio."

Não há registro de que algum país europeu tenha decidido, até agora, repatriar seu ouro durante o segundo mandato de Trump.

Mas, talvez, nas mentes de alguns governantes ecoem as palavras de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, em um discurso no ano passado: "Na história do sistema monetário internacional, há momentos em que os alicerces que pareciam inabaláveis começam a tremer".

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O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 14:06

Mundo O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA Inspirada nos castelos franceses, a mansão é um testemunho de uma era de opulência gerada pelo crescimento repentino da riqueza de algumas poucas famílias americanas. Por Caryn James

Biltmore House é uma mansão com 250 quartos construída por George W. Vanderbilt na Carolina do Norte, nos EUA.

A casa é um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali, a Era Dourada, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias.

Biltmore House, a maior casa particular dos Estados Unidos, é considerada 'uma fantasia para viajar no tempo'. Ela fica nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. — Foto: William Abranowicz

Quando George W. Vanderbilt (1862-1914) convidou familiares e amigos para conhecer sua casa recém-construída, na noite de Natal de 1895, eles chegaram em vagões de trem particulares, por uma ferrovia construída especialmente para levar à sua propriedade nas montanhas de Asheville, no Estado americano da Carolina do Norte.

O projeto da mansão com 250 quartos foi inspirado nos centenários castelos franceses do vale do Loire. A escolha é evidente nas suas torres e pináculos.

O brasão da família Vanderbilt estava presente em toda parte, desde uma mesa em estilo renascentista até a decoração de uma lareira no salão de banquetes, com altura de quatro andares.

A criação de Vanderbilt foi "um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu", segundo o livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em tradução livre), um histórico oficial da casa e do seu interior, escrito pelo curador-chefe da propriedade, Darren Poupore, e pela historiadora de arte Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz.

Atualmente, Biltmore é um destino turístico popular. Seus quartos são um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali.

Entrar na casa é como ingressar em uma versão real de Downton Abbey (2010-2015) ou da série atual da HBO A Idade Dourada.

Mas ela também é um avatar da cultura americana, com todas as aspirações e excessos da verdadeira Era Dourada, na virada do século 20, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias — e que, hoje, chamaríamos de uma era de grande desigualdade de renda.

Jardim de inverno de Biltmore House, a maior mansão particular dos Estados Unidos — Foto: William Abranowicz

Pouco mais de um século depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), que deu origem ao novo país, alguns americanos ansiavam pela cultura aristocrática representada pelo Velho Mundo.

Por isso, eles tentaram importar essa cultura, construindo mansões ostentosas, trazendo móveis e obras de arte do exterior e alardeando sua vida de prazer e riqueza.

É claro que o brasão da família em Biltmore era totalmente novo. George era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), conhecido como o Comodoro. Com origem humilde, ele se tornou um magnata do transporte marítimo e ferroviário.

O Comodoro personificou as impiedosas táticas dos "barões ladrões" do início da Era Dourada, criando enormes monopólios com métodos questionáveis ou antiéticos, como a manipulação das cotações nas bolsas, suborno de políticos e exploração dos trabalhadores.

Atualmente, ela é mais conhecida como a inspiração da personagem Bertha Russel, a nova rica da série A Idade Dourada. Interpretada pela atriz Carrie Coon, ela abre seu próprio caminho para a alta sociedade.

Não é por acaso que o brasão toma para si um pouco de história imerecida, com suas bolotas e folhas de carvalho, dispostas para evocar a flor-de-lis da casa real francesa de Valois.

Os Vanderbilt, os Astor e outras famílias abastadas foram celebridades da sua época. E os jornais acompanhavam com entusiasmo suas exibições de riqueza.

George W. Vanderbilt (o último à direita, com amigos em Granada, na Espanha) mandou construir Biltmore House, a encarnação do glamour da Era Dourada dos Estados Unidos — Foto: Biltmore Company Archives

"Ele não se encaixa necessariamente no molde dos Vanderbilt", declarou Jenkins à BBC. "Não participa ativamente da sociedade nova-iorquina. Não herda nenhuma responsabilidade empresarial pelos interesses ferroviários da família."

"Mas ele começa a ser colecionador desde muito jovem. E, assim, durante a evolução do projeto da casa, observamos suas viagens, sua formação e suas relações com artistas e comerciantes de obras de arte."

Amante dos livros, George Vanderbilt viajou, ao longo dos anos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e norte da África, acumulando conhecimentos e obras de arte para levar para casa.

Biltmore House, segundo Jenkins, "acaba sendo uma espécie de retrato incrivelmente pessoal de um homem" que participou do seu planejamento em cada detalhe.

Decidiu construir sua mansão em um lugar isolado, longe das extravagantes casas dos Vanderbilt na Quinta Avenida em Nova York e em Newport, no Estado americano de Rhode Island.

Para isso, contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt (1827-1895), que havia criado outras mansões com influência europeia para membros da sua família.

O arquiteto e paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903), famoso pelo projeto do Central Park em Nova York, criou os jardins solenes de Biltmore, as paisagens dos terraços e um caminho sinuoso de 5 km que levava à propriedade.

O caminho era rodeado de árvores e arbustos floridos que ocultavam a visão da casa, até que uma das curvas a revelava repentinamente, em uma estratégia criada para causar assombro e admiração.

Da mesma forma que outras mansões da época, Biltmore refletia a cultura aristocrática do Velho Mundo. Na imagem, sua coleção de tapeçaria. — Foto: William Abranowicz

Antes que Hunt começasse seu projeto, ele e George Vanderbilt viajaram juntos pela França, visitando castelos dos séculos 15 e 16.

O lado externo de Biltmore foi especialmente inspirado no castelo de Blois, com sua combinação de épocas.

Fotografias do livro comparando as construções destacam a similaridade do seu estilo neorrenascentista, que incorpora elementos medievais. Hunt acrescentou gárgulas, com alguns rostos inspirados no seu — uma espécie de "ovo de Páscoa" particular.

Em outras viagens, Vanderbilt adquiriu 300 tapetes em uma única parada em Londres. E, do Cairo, ele enviou palmeiras e outras plantas para o jardim de inverno de Biltmore.

Além disso, ele incorporou tecnologia de vanguarda em toda a casa. Uma grande escada central se encontra ao lado de um estreito elevador, um dos primeiros em uma casa particular.

Embora a casa evoque uma certa nostalgia do passado europeu, ou de qualquer outro passado marcado pela cultura, a combinação de épocas no seu interior não se devia à ignorância, nem ao desespero.

"Eles decoravam quartos específicos de formas específicas, mas não há um estilo unificador no interior", explica ele. "Por isso, você pode ter um salão em estilo francês, uma sala de fumo de inspiração britânica e uma sala de jantar renascentista."

"Eles aproveitam esses momentos do passado e os utilizam no interior, de forma a quase evocar uma residência já existente de longa data e que, de certa forma, evoluiu com o passar do tempo."

A grandeza e a opulência de Biltmore é influenciada pelos castelos do vale do Loire, na França — Foto: William Abranowicz

Com este espírito, a entrada dos quartos de hóspedes de Biltmore exibe retratos de corpo inteiro de Hunt e Olmsted, de autoria de John Singer Sargent (1856-1925), encomendados por Vanderbilt.

Um opulento quarto de hóspedes em estilo Luís 16 contém móveis inspirados em alguns do palácio de Versalhes, na França.

E o salão de banquetes abriga um trono de madeira talhada em estilo gótico, um tapete do século 17 com o brasão de armas do cardeal Richelieu (1585-1642) e uma das obras mais importantes da coleção: um conjunto de tapetes flamengos do século 16, feitos de lã, seda e ouro, contando a história de Vulcano e Vênus.

Fora dos portões de entrada, no caminho que leva até a mansão, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, similares a um povoado inglês, com escola e capela.

Biltmore House tem uma sala de bilhar, uma sala para fumo e um depósito de armas, embora seu proprietário não gostasse de caçar. E os empregados trabalhavam em enormes cozinhas e lavanderias no porão.

"Acredito que exista interesse em saber como viviam as pessoas mais abastadas", declarou Poupore, sobre a atração de Biltmore para os visitantes.

Mas ele destaca que "muitos dos nossos hóspedes nos comentam que se identificam mais com os trabalhadores domésticos."

Durante a Era Dourada, surgiram descontentamentos contra os muito ricos em alguns setores. Afinal, eles eram a prova viva da enorme desigualdade entre ricos e pobres.

Mas a economia, mais que a indignação pública, veio cobrar a conta. Após a Grande Depressão, nem mesmo os Vanderbilt conseguiram continuar sendo suficientemente ricos.

Em 1930, como tantas propriedades britânicas imitadas por George Vanderbilt, Biltmore abriu as portas ao público, para evitar sua venda. Ele morreu em 1914, mas sua viúva Edith (1873-1958) e a filha Cornelia (1900-1976) continuaram morando em Biltmore.

Cornelia Vanderbilt foi uma das mulheres mais curiosas da família. Ela se casou (talvez de forma não surpreendente) com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954), mas depois deixou o marido e seus dois filhos pequenos em Biltmore, fugindo para sempre.

Uma reportagem não confirmada afirmou que, em Nova York, Cornelia Vanderbilt tingiu seu cabelo de rosas e se identificava com o nome de Nilcha.

Dali, ela se mudou definitivamente para a Inglaterra, onde se casou outras duas vezes e prosseguiu discretamente com seu trabalho filantrópico.

Cecil permaneceu em Biltmore e administrou a propriedade, que ainda é mantida pelos seus descendentes. Eles expandiram os negócios, com pousadas, lojas e uma vinícola.

Um Natal em Biltmore (2023), um filme romântico de viagem no tempo filmado no local, fez tanto sucesso no canal americano Hallmark que um segundo filme já está sendo produzido na propriedade, para lançamento no final deste ano.

O quarto de George W. Vanderbilt é um dos que aparecem no novo livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt" ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em inglês) — Foto: William Abranowicz

De certa forma, a fascinação do século 19 pelos ricos da Era Dourada é diferente da nossa atual conexão com as celebridades.

Atualmente, podemos comprar maquiagem e modeladores da marca Kardashian ou a linha de geleias e conservas de Meghan Markle e, assim, adquirir um pouco do seu glamour. E nenhum americano médio conseguia sequer sonhar em entrar no mundo dos Vanderbilt no seu apogeu.

O apresentador da rede de TV CNN Anderson Cooper é tataraneto do Comodoro e filho da atriz e estilista Gloria Vanderbilt (1924-2019). Ele contou a história da sua família no livro Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty ("Vanderbilt: ascensão e queda de uma dinastia americana", em tradução livre).

Ele também retratou outra família no seu livro Astor. Nesta obra, Cooper afirma que a extravagância e os gastos com ostentação da Era Dourada têm reflexos no mundo atual.

"Agora, observamos os ultrarricos com trajes espaciais feitos sob medida, viajando em foguetes financiados com fundos privados", escreve ele.

Como no filme do Hallmark, Biltmore House é uma espécie de fantasia para viajar no tempo, que nos permite escapar das dificuldades atuais rumo a um passado de arte e luxo, sem a incômoda realidade de vivermos no porão do 1% mais rico da população.

O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, foi publicado pela editora americana Rizzoli.

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Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP Os ataques de Israel e dos EUA ao Irã têm causado aumento no preço do barril de petróleo, principal matéria-prima para a produção do diesel. Por Nosso Campo, TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível.

Guerra no Médio Oriente causa impacto no preço do diesel; podendo afetar a colheita da cana no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o litro do diesel ficou cerca de dois reais mais caro, o que já impacta o planejamento da nova safra.

Alexandre cultiva dois mil hectares de cana-de-açúcar em dezoito áreas na região de São José do Rio Preto (SP). Além do diesel, ele também enfrenta aumento no preço de insumos importantes, como o fertilizante. Mesmo tendo adquirido parte do produto antes da alta, a expectativa é de gastos maiores ao longo da safra.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível. Outro ponto de preocupação no campo é a possibilidade de falta de diesel durante o período de safra.

De acordo com a Associação dos Plantadores de Cana da região, além dos aumentos recentes, os produtores ainda lidam com os reflexos dos baixos preços da safra passada, o que pode dificultar novos investimentos e plantios.

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Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima Entre a oscilação de preços e o manejo artesanal, agricultores do interior paulista apostam em métodos próprios para garantir a produtividade na safra de 2026. Por Nosso Campo, TV TEM

Com queda no valor da caixa produtores de maracujá buscam eficiência máxima no interior paulista — Foto: Reprodução/TV TEM

A vida de quem cultiva maracujá no interior paulista é marcada por dedicação e técnica, mas também por desafios constantes.

Em Gália (SP), José Roberto Martineli mantém três hectares com 2,5 mil pés da fruta. No entanto, nem sempre o esforço se reflete no bolso: ele já fez as contas e viu que a caixa, de aproximadamente 20 quilos, vai sair por R$ 40, um valor bem inferior aos R$ 100 que a caixa alcançou no final do ano passado.

Além do preço, o clima também tem sido um vilão. As temperaturas mais baixas prejudicaram a formação da fruta em 2025.

Mesmo com os desafios, o produtor não desanima e aposta em um método próprio que desenvolveu para aumentar a florada e a produção, especialmente visando a melhor época de vendas, que é dezembro.

"No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias, quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro", revela. Segundo ele, deixar apenas dois brotos resultaria em menos guias e, consequentemente, impediria de alcançar uma meta de duas mil caixas até dezembro.

A cerca de 40 quilômetros dali, em Alvinlândia (SP), a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira trabalha incansavelmente. Em um hectare, a família cultiva 830 pés de maracujá, cuidando de cada detalhe, como a crucial polinização manual.

A produção deste ano foi boa, e a expectativa é de um resultado ainda melhor que o do ano passado. "Para 2026 a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé", projeta o produtor Donizete Pereira. Em termos de volume, isso significa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos.

A dedicação desses produtores garante não apenas o sustento de suas famílias, mas também a continuidade de uma cultura agrícola para as próximas gerações. "Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali", ressalta Donizete.

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Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões De coordenador que participa desde a década de 60 a criador que começou como visitante, festa pecuarista espera superar os R$ 5 milhões movimentados no ano passado. Por Nosso Campo, TV TEM

Com mais de 50 anos de história, a Expo Agro de Itapetininga acompanha gerações. Décio Albino de Oliveira participa desde a década de 1960, quando a festa ainda era pequena, com poucos animais e espaço reduzido.

Em 2026, ele é o coordenador de leilões da exposição e divide a rotina com o filho, Ricardo Fernando Matos Oliveira. Uma paixão que começou na infância e continua até hoje.

Para quem vive a Expo Agro há anos, a tradição precisa ser mantida. Além da cultura pecuarista, o evento também tem forte impacto econômico. Segundo os organizadores, em 2025, a festa movimentou mais de R$ 5 milhões. Para 2026, a expectativa é de crescimento e de superar os números do ano anterior.

Para expositores como Fábio Rodrigues Torres, que participa há 30 anos, a feira é uma oportunidade de ampliar negócios.

Já Guilherme Saad começou como visitante e hoje é criador. Foi na exposição que decidiu trabalhar com cavalos. Dez anos depois, administra um haras com 250 animais em Itapetininga e agora também organiza a exposição de cavalos do evento.

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Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 06:54

Carros Leapmotor B10 se inspira em Tesla para enfrentar rivais no mercado de SUVs elétricos; vale a pena? O modelo é 100% elétrico e traz itens inspirados nos carros da Tesla, como a chave em formato de cartão, o teto solar panorâmico fixo e o acabamento interno em tom único. Por André Fogaça, g1 — Cabreúva (SP)

O novo Leapmotor B10, com visual minimalista e preço de R$ 182.990, é mais um integrante da lista cada vez maior de SUVs elétricos chineses disponíveis no Brasil.

Com concorrentes como BYD Yuan Pro (R$ 182.990), Omoda E5 (R$ 209.990) e GAC Aion V (R$ 219.990), o SUV elétrico da Leapmotor cumpre bem sua função, mas peca em originalidade e criatividade.

O g1 passou uma tarde ao volante do B10 para avaliar se ele tem atributos suficientes para se destacar em um mercado tão disputado. O percurso incluiu um curto trajeto urbano em São Paulo (SP) e 75 quilômetros de estrada até Cabreúva (SP).

Começando pelo visual externo, o Leapmotor B10 não se destaca pela criatividade. Basta observar outros SUVs médios de marcas chinesas para perceber que muitos dos elementos presentes nesses modelos também aparecem aqui.

frente com grade bastante reduzida, escondida abaixo da placa;luzes de rodagem diurna separadas do conjunto principal dos faróis;linhas simples e discretas, com poucos ângulos marcados;logotipo da fabricante aplicado em um ângulo pouco chamativo;tampa do porta-malas quase alinhada ao para-choque;maçanetas embutidas na carroceria;nome da fabricante escrito por extenso na tampa do porta-malas.

Se, por um lado, a falta de originalidade é evidente e faz com que o modelo possa ser facilmente confundido com SUVs chineses rivais, por outro, o formato da carroceria favorece a aerodinâmica e contribui para uma maior autonomia da bateria a cada recarga.

teto solar panorâmico fixo, sem abertura;central multimídia de 14,6 polegadas, que concentra a maioria dos comandos, incluindo ajustes dos retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar;revestimento macio ao toque, mas sem variação visual de textura ou cor;volante com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, cujas funções mudam conforme o menu selecionado;câmbio posicionado atrás do volante;ativação do piloto automático pela mesma alavanca do câmbio;chave em formato de cartão.

Se o interior tem pouca personalidade própria, ao menos há um ponto que chama a atenção: uma série de furos localizados à frente do passageiro, ao lado do motorista. Na China, a própria Leapmotor vende acessórios e enfeites que podem ser encaixados nesse espaço.

Há opções como bonecos, luzes e até uma pequena bandeja semelhante às usadas em aviões. No Brasil, esses acessórios ainda não são vendidos oficialmente, mas os encaixes estão presentes e podem ser usados livremente, por exemplo, para prender uma sacola ou bolsa.

Do ponto de vista tecnológico, um dos destaques é o chip Snapdragon SA8155P. Segundo a Qualcomm, fabricante do componente, ele é capaz de exibir conteúdo em até três telas ao mesmo tempo, todas em alta definição.

O chip também oferece conexão 4G e é compatível com o Android Automotive, sistema utilizado em carros de marcas como Chevrolet e Volvo.

No Leapmotor B10, esse chip é responsável por comandar toda a central multimídia, além das câmeras e sensores que auxiliam o motorista. Isso permite respostas mais rápidas do sistema, como o envio de alertas e a identificação correta dos veículos ao redor, bem como das faixas de circulação disponíveis.

O componente também influencia diretamente a qualidade das imagens, animações e efeitos exibidos na central multimídia.

Há até efeitos visuais que simulam reflexos na água em movimento, criados em tempo real, mesmo quando o usuário toca e gira a representação tridimensional do veículo. Durante todo o teste, a interface não apresentou travamentos, falhas nem lentidão.

Logo ao ligar, tudo já funcionava com uma qualidade gráfica que lembra a de um PlayStation 5. Isso também se aplica ao sistema do carro e conta pontos bastante positivos para o Leapmotor B10.

No asfalto, enquanto o Leapmotor C10 deixou a sensação de que recebeu poucos ajustes pensados para o público brasileiro, o B10 apresentou um acerto mais adequado. A posição de dirigir é mais elevada, como se espera de um SUV médio, e agradou.

Em termos simples, o B10 tem uma suspensão mais firme. A Leapmotor afirma que componentes como a suspensão traseira, a rigidez das molas e o ajuste dos amortecedores passaram por melhorias.

Esses ajustes puderam ser percebidos tanto na absorção de impactos de buracos menores e emendas de pontes na cidade quanto na maior estabilidade da carroceria em curvas mais rápidas na estrada.

O motor, por sua vez, pode passar a sensação de ser mais fraco. Isso não se deve aos 218 cv de potência, mas à força nas arrancadas, medida pelo torque, que no B10 é de 24,5 kgfm.

Ainda assim, o B10 não apresentou dificuldades em ultrapassagens na cidade nem em velocidades mais altas na estrada. Vale destacar que, durante o teste, havia dois adultos a bordo.

Um ponto importante é que a tração atua apenas nas rodas traseiras. O B10 controla bem esse comportamento e evita sustos para quem não está acostumado a esse tipo de condução — algo raro entre SUVs, já que a maioria utiliza tração dianteira.

Um efeito negativo dessa configuração é o volante excessivamente leve. O Leapmotor B10 não chega a ter uma direção solta como a famosa Kombi, mas, ainda assim, é possível fazer curvas com facilidade exagerada, girando o volante com apenas um dedo.

No fim das contas, o Leapmotor B10 pode fazer sentido para alguns perfis específicos de clientes, como:

Quem busca um carro com fabricação nacional, já que ele será produzido em Goiana (PE);Quem deseja um SUV elétrico chinês, mas com o respaldo da Stellantis, grupo que controla marcas como Fiat e Jeep;Quem procura um SUV elétrico com experiência de condução mais próxima à de um Tesla;Quem prioriza tecnologia e recursos digitais em vez de foco absoluto na condução.

Fora desse grupo, o Leapmotor B10 acaba ficando atrás dos concorrentes em alguns aspectos. O principal deles é a autonomia da bateria: com 288 km, perde para os 345 km do Omoda E5, 389 km do GAC Aion V, 351 km do MGS5, 304 km do Chevrolet Captiva EV e 349 km do Geely EX5.

Outro ponto negativo é o excesso de minimalismo, influência clara da chamada “teslização” dos veículos, especialmente entre os modelos chineses.

Embora agrade a um público específico, há quem se incomode com a ausência de botões físicos para funções básicas, como ligar ou desligar os faróis, abrir o teto solar ou ajustar os retrovisores laterais — tudo concentrado na central multimídia.

Ainda assim, o teste ao volante foi positivo dentro do que se espera da proposta do carro. Mesmo sem números chamativos de potência e torque, não faltou força em ultrapassagens na estrada. O conjunto de suspensão também agradou.

Para encerrar, o Leapmotor B10 está entre os modelos mais baratos da categoria. Na mesma faixa de preço, apenas o BYD Yuan Pro custa o mesmo ou menos que o SUV avaliado.

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De ‘mato de comer’ à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Espírito Santo Agronegócios De 'mato de comer' à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES Cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis é feito na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, mas já é distribuído fora do Espírito Santo. Por g1 ES e TV Gazeta

Empresa criada pelo agrônomo Giliard Prúcoli, em pouco mais de dois anos, conseguiu dobrar o farturamento.

Ele se especializou no cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, em um sistema de agricultura periurbana, que é o meio termo entre a cidade e o campo.

Um produto extremamente delicado, colhido folha por folha e flor por flor, tem ganhado espaço na alta gastronomia e impulsionado um negócio no Espírito Santo. As chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), além de microverdes e flores comestíveis, viraram uma ideia lucrativa nas mãos do agrônomo Giliard Prúcoli.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, em um sistema de agricultura periurbana, uma transição entre a cidade e o campo. Parte da produção acontece em ambiente controlado e outra parte ao ar livre.

A aposta da empresa é um mercado ainda pouco explorado. Entre os produtos estão as PANCs, muitas vezes conhecidas popularmente como "mato de comer", como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha.

"A capuchinha é muito utilizada para decoração de pratos, mas também é rica em nutrientes e antioxidantes", explicou Giliard.

Além das PANCs, a empresa produz microverdes, que são versões em miniatura de vegetais como couve, beterraba, mostarda e rabanete. Colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, eles concentram altos níveis de vitaminas e minerais.

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Giliard e Jardel investem na produção de PANCs, microverdes e flores comestíveis no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

Foi depois da criação do negócio que o empresário Jadiel Assunção passou a integrar a empresa e ajudar na expansão da produção.

Com o crescimento da demanda, a estrutura inicial ficou pequena e foi necessário buscar um novo espaço, além de investir em melhorias no cultivo.

"A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir. Antes de vir para cá, teve todo um processo de análise de solo, de água e de construção, para que tudo ficasse conforme tem que ser”, contou Jadiel.

A empresa também aposta nas flores comestíveis, que têm apelo estético e nutricional. Segundo os produtores, os itens são cada vez mais procurados, principalmente por chefs e restaurantes.

“Tem um lado decorativo e tem um lado nutricional. Os microverdes, por exemplo, são indicados até por nutricionistas. Já as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes”, explicou Jadiel.

A produção segue práticas sustentáveis. O substrato utilizado no plantio é reaproveitado como compostagem, e as embalagens usadas na entrega são biodegradáveis.

Atualmente, a empresa produz cerca de 4 mil unidades por mês, distribuídas no Espírito Santo e também enviadas para São Paulo.

Antes de entrar no negócio, Jadiel trabalhava na área da moda. A mudança de carreira veio junto com a parceria com Giliard.

"Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo. Moda é a forma como você se mostra para o mundo, e hoje a gente aplica isso no cultivo, nas variedades e no atendimento", disse.

Entre os diferenciais da produção está o cultivo de espécies menos comuns, como o jambu, planta de origem amazônica conhecida por causar uma leve sensação de formigamento na boca.

O ingrediente tem ganhado espaço na alta gastronomia. Em um restaurante de Vila Velha, por exemplo, as PANCs já estão presentes em metade dos pratos do cardápio.

"Não é só estética. A gente usa para compor sabor, trazer acidez, amargor ou até um toque picante", explicou o sous chef Pedro Cardozo Thomazini.

Apesar de ainda causar estranhamento em parte do público, os produtores acreditam que o mercado está em crescimento.

"À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos", afirmou Giliard.

Uso de microverdes e flores comestíveis na alta gastronomia, no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

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Em meio a debate sobre o fim da escala 6×1, Banco Central vê ‘crescimento modesto’ da produtividade nos últimos anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi "modesto" e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas.

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 com faixas e cartazes. — Foto: Cláudio Pinheiro / O Liberal

A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1.

"Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)", avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia.

Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência.

Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada.

"A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias", acrescentou o BC.

Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. (entenda mais abaixo)

De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira.

Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores.

Segundo Marinho, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. "Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais", explicou.

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6×1 durante evento em Vitória, Espírito Santo, em março — Foto: Alice Souza

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6×1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário.

O ministros Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o governo segue disposto a enviar uma proposta sobre o tema para análise dos parlamentares. O governo deve se reunir nos próximos dias para fechar o texto do projeto. Segundo Boulos, o governo defende as seguintes mudanças nas regras trabalhistas – sem redução de salário:

fim da escala 6×1 e implementação da 5×2, com dois dias de descanso semanais; ejornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo.

Ministro Guilherme Boulos defende envio de projeto que preveja jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial — Foto: Divulgação

De acordo com o Banco Central, a alta relativamente modesta da produtividade do trabalho entre 2019 e 2025 (média de 0,6% ao ano) refletiu dinâmicas distintas ao longo do período.

Em 2020, observou-se forte elevação da produtividade, associada à pandemia, quando a redução da população ocupada superou a queda Valor Adicionado Bruto (VAB). Este é um indicador econômico que mede a riqueza gerada por uma empresa, setor ou região. A alta da produtividade foi gradualmente revertida até 2022, quando a variação acumulada da produtividade desde 2019 ficou praticamente nula. Em 2023, a produtividade apresentou alta expressiva, influenciada pelo aumento da produtividade da agropecuária em ano de safra recorde, passando a avançar em ritmo moderado nos dois anos seguintes.

"Setorialmente, a agropecuária foi o principal destaque em termos de elevação da produtividade, resultado da combinação de expansão da produção e redução da população ocupada. O segmento de outros serviços também apresentou desempenho positivo desde 2019, possivelmente associado à maior incorporação de tecnologia e mudanças organizacionais, embora essa hipótese exija investigação adicional", diz o BC

De acordo com a instituição, os demais segmentos registraram contribuições mais modestas ou mesmo negativas para a evolução da produtividade do trabalho agregada.

Segundo o BC, agropecuária foi setor de destaque no aumento da produtividade desde 2019 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, avaliou que o debate sobre qualidade de vida é legítimo e necessário, mas pontuou que a economia brasileira passa por um momento de desemprego historicamente baixo, com dificuldade de contratação.

"Mudar a jornada sem avaliar os impactos estruturais pode gerar efeitos econômicos e fiscais relevantes. Se a jornada diminui e o salário é mantido, o custo aumenta. Em um mercado já pressionado por escassez de profissionais, isso pode gerar inflação na mão de obra e parte desse aumento tende a ser repassado aos preços de produtos e serviços", afirma Domingos.

Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial, observou que alterações no regime de trabalho atingem operações que dependem de cobertura contínua, como indústria, logística, varejo e serviços, e, com isso, 'reverberam ao longo de cadeias de fornecedores e clientes".

recomposição de horas produtivas via contratação ou pagamento adicional;elevação do custo fixo; e pressão sobre preços e margens, especialmente em mercados com pouca capacidade de repasse dos custos.

Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta de redução do limite semanal das horas trabalhadas de 44 para 40 horas de trabalho – com 8 horas diárias em 5 dias por semana e manutenção do salário mensal pago – tem como resultado imediato o aumento do valor da hora trabalhada regular para os empregados cujo contrato de trabalho atual exceda 40 horas semanais.

"O exercício mostra que, como consequência da elevação do custo do trabalho, tem-se, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços da economia. Tanto de bens e serviços para os consumidores finais, como também de insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade. A menor competitividade implicará em perda de participação nos mercados exterior e doméstico, resultando em queda das exportações e alta das importações", avaliou a CNI.

"Assim, as horas trabalhadas perdidas com a redução do limite semanal não são integralmente recompostas e, como resultado, tem-se queda da atividade econômica como um todo. Estimamos que isso geraria uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, o equivalente a uma perda de R$ 76,9 bilhões", concluiu.

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‘Bom pra cachorro’: conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Bom pra cachorro': conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet). Por PEGN

Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet).

Expectativa é que o setor movimente mais de R$ 80 bilhões no país no próximo ano, puxado por serviços e produtos voltados à saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais.

O avanço reflete uma mudança no comportamento dos tutores, que enxergam os animais de estimação como parte da família. Com isso, eles investem cada vez mais em cuidados que vão além do básico.

Em São Paulo, uma empreendedora soube transformar essa demanda em oportunidade e criou um spa canino, com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

Tratar cães e gatos como membros da família deixou de ser exceção e virou regra em milhões de lares brasileiros.

Esse comportamento ajuda a explicar a expansão do mercado pet, que deve crescer 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), com expectativa de movimentar mais de R$ 80 bilhões no país.

O avanço do setor é impulsionado pela maior demanda por saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais. Alimentação natural, funcional e personalizada, planos de saúde veterinários, estética especializada e soluções sustentáveis estão entre as principais tendências.

Em São Paulo, a empreendedora Raquel Yukie Hama apostou no segmento para transformar essa demanda em oportunidade e focou em um modelo de negócio mais sofisticado: a creche e resort para cães, que combina lazer, socialização, terapias e acompanhamento profissional.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

O espaço conta com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

“Criamos um resort, um spa para cães”, explica a empreendedora. Além dos serviços de day care e hotel, os animais têm acesso a atividades planejadas de acordo com o perfil de cada um. “O foco é sempre o bem-estar. Cada cão precisa gastar energia na medida certa”, afirma.

A piscina interna aquecida, por exemplo, é voltada a animais que precisam de tratamento específico, como cães obesos ou com problemas articulares. Já os mais ativos podem brincar em áreas externas, com lago e obstáculos. “Tudo pensado para atender diferentes necessidades”, diz a empreendedora.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

A ideia de abrir a creche surgiu da própria experiência de Raquel como tutora. Ao perceber dificuldades no comportamento de cães criados em apartamento, ela começou a passear com animais de amigos e clientes, levando-os a parques e oferecendo momentos de descanso e socialização.

“A demanda foi crescendo e eu senti a necessidade de ter um espaço maior”, conta. O negócio começou de forma informal e foi sendo adaptado conforme surgiam novas necessidades — um caminho comum entre pequenos empreendedores do setor pet.

Hoje, após mais de duas décadas de atuação, a empresária vê um mercado em plena expansão. “Quando comecei, praticamente não existiam referências no Brasil. Hoje, só em São Paulo, já são cerca de 900 espaços diferentes”, afirma.

Além da operação própria, Raquel passou a oferecer cursos, treinamentos e consultorias para quem deseja entrar no segmento.

Com o aumento da expectativa de vida dos animais, outro nicho ganha força: o de pets idosos e com necessidades especiais. Para 2026, a creche planeja investir em um espaço exclusivo para esses cães, com atividades de baixo impacto e ambiente mais tranquilo.

“A dinâmica é completamente diferente. São animais que precisam de descanso, terapias e muito carinho”, explica Raquel. A proposta reflete uma das principais tendências do mercado pet: a personalização dos serviços, respeitando o ritmo e a história de cada animal.

Para quem empreende — ou pensa em empreender — no setor, o recado é claro: o mercado continua crescendo, mas exige preparo, sensibilidade e visão de longo prazo. Afinal, como resume a própria empreendedora, “trabalhar com cães é uma emoção diária. Não existe um dia igual ao outro”.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

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